Um Oswald Em Plena Antropofagia
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(Junkie, 32 anos, mas com um corpinho de 33)
Dos países baixos!
A algumas centenas de quilômetros abaixo do Castelo de Elsinore…
Amsterdam- Ou Amstel Dam – Paro de tão exausto. A cidade está impossível de se andar, tamanha a horda de pessoas se espremendo nas ruelas. Algumas delas como se estivessem num conto de Beckett (The Lost Ones), comendo “batata frita com maionese”, assim como se fossem gado, umas seguindo as outras e todas na mesma direção, ou em direção alguma.
Sempre que venho aqui me pergunto por que fiz essa escolha.
São verdadeiros comboios de turistas e junkies e indonésios e turcos e uns poucos holandeses que restam (simpaticíssimos) e as milhares e milhares de bicicletas. Mas parei nessa esquina onde todos param. Na Praça Dam, onde a garotada senta e olha o nada, ou se entreolham ou… vêem os bondes passarem ou simplesmente fazem uma pausa pra andarem de novo ou ficam olhando o nome do hotel mais misterioso do ocidente: Krashnapolski. Tem o Kempinski de Berlim, claro, mas esse ganha todas.
Ir na contra-mão do fluxo é impossível. Como aqui se toma muito ácido, o negócio é tomar um antiácido! Um Mylanta, Omeprazole, algo assim. Nexium é o melhor.
Sim, os velhos hippies, as lojas de produtos pornôs, uns mais pornôs que os outros, uns com cavalos, cachorros e outros animais (com mulheres, anões, etc.), outros com os ânus dilatados onde entra até hidrante. Sim, a Amsterdam de todos os fetiches, todos.
A configuração é mais ou menos assim: uma loja pornô, uma de pizza, uma de parafernália de drogas e uma de cerveja (espécie de pub, Heineken, Amstel e Grolsch) e uma de batata frita com maionese. É só seguir essa fórmula por quilômetros e quilômetros que se chega a Centraal Station (com dois aa mesmo).
Claro, a cidade é linda, tem uma história linda e triste e quem sabe o que Hitler fez aqui, bem, deixa isso pra lá. Tem o lindo entrelaçado dos canais (sim, assim como Veneza, A’dam também está afundando aos poucos).
Nada mudou desde os primeiros anos em que comecei a vir aqui: 1971. Nunca parei de “pousar” aqui por um motivo ou outro. Quando a Amnesty International fazia suas enormes convenções… ah, que nada, chega de Amnesty!
A Europa inteira é um único cenário: pessoas espremidas, num enorme empurra-empurra, andando em ruelas, seja aqui, seja lá, seja em qualquer monarquia ou república. É tudo gado! O cheiro enjoativo de maconha no ar prova uma coisa: não há porque não legalizar essa erva ou droga. A cidade aqui é a mais pacífica do mundo. Nada acontece. O pior é justamente isso: está todo mundo chapado e NADA acontece.
Mas não sou guia turístico e não vou descrever a cidade. Quem quiser que venha aqui pra ser empurrado! Falo com algumas pessoas. Poucas conhecem, de fato, a história da Holanda. Mesmo os que moram aqui, e isso sempre me deixa pasmo. O oportunismo do mundo rápido de hoje, de quem pisa e vive numa terra e pouco ou nada sabe sobre ela, me deixa boquiaberto.
Rembrandt? Mondrian? Van Gogh? A escola Flemmish toda? Nada! O auto-retrato, o homem se olhando no espelho e se pintando pela primeira vez e exclamando “eureka” num silêncio de Anne Frank, o cálculo minucioso dos navegadores, os importadores de chocolate, enfim, até Spinoza que veio parar aqui.
E hoje, Segunda, tomo conhecimento de que um otário, de nome “my nerd”, difama Chico Buarque de Hollanda, justamente quando estou na Holanda.
Pergunto-me: por que, nerd? Por que construir uma carreira difamando pessoas? Que tipo de gente é essa? Não, não é gente. Sofre do mesmo ditatorialismo que tanto criticam. Nunca saberiam lidar com países livres, como esse aqui. Não é à toa que não agüentou Veneza. Precisam viver em países pobres e incultos para soltarem seus venenos, aspirantes de celebs que são. Mas não serão, jamais, celebs, já que não se constrói uma obra em cima dos destroços da outra.
Enquanto isso, Waldecy, agradeço às menções honrosas. Ah, quem não sabe quem é Waldecy… ele era o cameraman do Ernesto Varela (Marcelo Tas). Montou a produtora O2 e viveu bem de comerciais. Até que lhe chegou um bom roteiro nas mãos, aperfeiçoado pelas mãos de ouro de Bráulio Mantovani. Esse filme chama-se “Cidade de Deus”.
Bem, já são quase 11 da manhã e a horda de junkies lá fora me chama! Todo dia elas fazem tudo sempre igual, me acordam às seis horas da manhã. Não, não pra me injetar com heroína ou nada, não. É que parece, assim me dizem (as “Mulheres de Atenas”), tem uma nova droga pra ser experimentada t-o-t-a-l-m-e-n-t-e pura e inquestionável (e que dá um enorme barato: batata frita com maionese, levemente picante, na veia.
Há tempos que eu queria escrever sobre o mais avançado sistema de transporte urbano de toda América Latina, o TransMilenio, em Bogotá.
Por que na Colômbia, com todos os seus problemas, e não em Sampa, por exemplo? Mas isso fica pra próxima, depois que o Sarney e o Daniel Dantas já tiverem dado seus pulinhos aqui em Amsterdam junto com o Lula e todos os outros milhões de safados do mundo. Quem sabe um bom baseado, uma fileira de cocaína e uma injeção de smack e três ecstasys não fazem esses caras falarem logo o que tem que ser dito?
Gerald Thomas
(O Vampiro de Curitiba na edição)
Autor: gthomas - Categoria(s): artigos Tags: "The Lost Ones", Amsterdã, Amsterdam, Beckett, Bogotá, Braulio Montovani, Castelo de Elsinore, Chico Buarque, Cidade de Deus, Ernesto Varela, Europa, Hitler, Holanda, Hotel Krshnapolski, maconha, Marcelo Tas, Mondrian, Mylanta, Nexium, Omeprazole, Produtora O2, Rembrandt, São Paulo, Transmilenio, Van Gogh, Veneza, Waldecy

Targino, como sou a esposa do rei do Zap, eu tenho uma vaga noção de tudo o que passa na TV, mas sem me prender muito a nenhum programa.
Elogios!? Não, não se trata de elogios. Trata-se de depreciar, desqualificar, isto, o mesmo que, ” eu sei tudo e você não sabe nada”. Agora, se tudo foi uma brincadeira, entre eles, então eu entrei de piranha, vendido. Então, neste caso peço desculpas.
Bom chega, não foi um bom dia, nem uma boa noite.
Dar-me-ei um tempo, meus pensamentos rebuscados, devido a minha mente bruta, repetitiva, que escandaliza mentes que brilham, em suas magníficas coordenadas cilíndricas, inundadas de corpos, entre corpos, do mundo abstrato de N-dimensões, apaixonados por suas esféras exóticas, nadando no conhecimento e, não acrescentando porra nenhuma ao conhecimento humano, só porque sabem integrar, pensam que podem tunelar, tadinhos que toddynhos.
Claudio, é que, no seu blog, a gente não entra com o e-mail.
Não, Sandra, Mister Shit, parace ser formado em engenharia, Fis.I, II, II e IV, é típica do ementário de engenharia, idem para Calc. I, II, III, IV. Geometria Analítica, ou Algebra Vetorial, dá no mesmo, depende do tratamento.
Aí Meu Deus, e eu dando mole, “são típicas de…” .
“Amo -te, oh rude e doloroso idioma”, Olavao Bilac. Hoje a concordância me abandonou, perdoem-me.
Fiquem em Pazem.
Tchau.
para terminar a noite , de um dia confuso , porém gratificante .
> ” resto sem conteudo ” é nick da cintia , who is my friend , criado e usado de forma irônica .
> pedroso , vc é mais neurótico que nós dois juntos , hahaha .
não quero promover >>> os políticos . mas tem 6 clipes lá do cara , ele já caiu ?
> mnc , realmente nao entendi sua estilingada e flechada , slings and arrows (novo post com video pretensioso lá também) .
Tene, eu não brinquei não.
Disse que ninguém aqui precisa fazer nada para orgulhar esse sujeito.
Mesmo que ele calcule primitivas incrivelmente bem, e mesmo que soubesse quântica relativística.
Meus pais tinham 4o ano primário, e eu ficava feliz quando os deixava orgulhosos.
E não estou nem aí se ele desaprova o que discuto, o que faço ou o que penso. Ele não paga minhas contas, então não pauta minha vida.
“só porque sabem integrar, pensam que podem tunelar, tadinhos que toddynhos.”
ARRASOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOU, Tene!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Tene, um engenheiro saberia que o ITA é uma faculdade de Engenharia.
E a UNE hein??!! Quem te viu, quem te vê?
Deve ter gente se revirando no túmulo…
ops interrogaçãozinha, sai dessa frase que essa frase não te pertence. (quem te viu, quem te vê!)
Ah, Fucked. Procure no Google o que é tunelar. Ou num livro de quântica.
Saindo agora! Beijos em “quase” todos!
Alguém já citou “Trocando Em Miúdos”?
16/07/2009 – 20:04
Enviado por: Reinaldo Pedroso
16/07/2009 – 12:02 Enviado por: claudio
“sugestão do pedroso, um momento político bem breve no G-diet. não quero promover ninguém que aqui se promeove falando mal. bem não vou falar.”
“Claudio
Considerando esclarecimento anterior sobre a dificuldade de amigos íntimos – e tua própria – de te entender, e antes que eu te desentenda novamente, clareia.
Reinaldo”
Claudio
Até agora não atendeste essa minha solicitação, deves estar ocupado. Vou responder como entendi o teu comentário, se estiver equivocado me esclareças como na vez anterior.
Te enviei por e-mail o vídeo “- Fora Sarney!” dizendo que se julgasses interessante poderias postá-lo no G-diet antes que o presidente do Senado saísse, o que de fato aconteceu (vídeo) e vai acontecer (saída).
Lá no G-diet, junto ao vídeo, lê-se “[ temporário ]” e “[ em atenção ao Pedroso ]“. Posso entender “temporário” pela iminente saída de Sarney, “momento político bem breve”. Já, “em atenção”, posso compreender como consideração por mim.
Em seguida a frase, “não quero promover ninguém que aqui se promeove falando mal.” Quem, o Sarney?
Por último, “bem não vou falar.” Ironizas o teu falar mal, no sentido de dificuldade de expressar-se com objetividade e clareza, ou não queres dizer o nome de alguém que pretende se promover difamando pessoas?
Mostraste o vídeo por oportuno e bom; e
eu não quero me promover.
Tenho mais a dizer, mas prefiro aguardar tua manifestação.
Reinaldo
16/07/2009 – 22:41 Enviado por: O Vampiro de Curitiba
“(…)
Mas chegamos ao ponto de discutir as letras maiúsculas ou minúsculas da Ezir… Nem discutimos mais o conteúdo de um comentário, mas a sua forma… Não precisamos disso, sinceramente.”
Vamp
Sim, chegamos ao ponto: forma e função, continente e conteúdo. Malabarismo tipográfico desestimula a leitura e interfere negativamente na decodificação e consequente compreensão de mensagem verbal escrita. Tentar visualizar sistematicamente empostação, entonação, ritmo, ênfase, de uma comunicação verbal oral é, no mínimo, temerário, se não vaidosamente inflexível imposição estética. Demonstra, se exagerada e insistente, priorização da visibidade em detrimento da legibilidade e entendimento.
Reinaldo
VCS NAO PODEM DEIXAR DE ASSISTIR QUANDO CHEGAR AO BR
Última Moda
ALCINO LEITE NETO – ultima.moda@grupofolha.com.br
Brüno, o avesso de Bündchen
Novo filme do humorista de “Borat” satiriza o circuito da moda e das celebridades com personagem fashionista
Os dois são personalidades do mundo da moda, têm nomes com trema e carregam títulos em comum: Gisele Bündchen, a übermodel e Brüno, o überfamoso fashionista austríaco.
O fashionista em questão, um personagem encarnado pelo humorista Sacha Baron Cohen, é a estrela do filme “Brüno”, que já estreou nos EUA e chega ao Brasil em agosto. Cohen é o criador do hilário repórter que ganhou fama no documentário fake “Borat” (2006).
Em “Brüno”, Cohen repete o formato, agora numa sátira ao sistema da moda e das celebridades- embora as religiões e as instituições americanas também estejam no alvo.
O nome Brüno, segundo boatos e uma série de coincidências, teria ligação com o sobrenome Bündchen. A brincadeira faz todo sentido porque, em muitos aspectos, Brüno é o avesso do que o fenômeno Gisele representa para a moda.
A top é descrita por fotógrafos, executivos e estilistas como uma mulher competente, linda, inteligente, saudável e boa praça. Bündchen e sua simpatia rendem milhões e fazem o mercado da moda parecer um paraíso de glamour e alto-astral.
Por outro lado, Brüno, um fashionista gay que apresenta um programa de moda, chafurda no pior do universo fashion. Consumista, preconceituoso e alienado, numa das primeiras cenas do filme ele anuncia em seu show de TV o que está “in” ou “aus” (fora) de moda. O grande hit do momento, segundo ele, é o autismo.
Cenas como a da modelo dizendo que “andar para a frente” na passarela é a parte mais difícil de seu trabalho, a comparação entre o estilista Karl Lagerfeld e Jesus Cristo e, no desfecho do filme, Brüno sendo chamado de “o Obama branco”, desdobram a ideia de “autismo fashion” proposta por Cohen.
A sequência da modelo é interessante, porque, além de a entrevista ser real, trata-se de um bordão repetido por tops em todos os cantos.
Apesar dos péssimos salários das novatas, dos casos de transtornos alimentares, das drogas, do afastamento da escola e da família, dos crescentes casos de depressão e distúrbios compulsivos ligados ao consumo, parece que a maior preocupação das modelos é não tropeçar.
A “catequese” das agências explica em grande parte a repetição dessa ladainha, feita sob medida para evitar qualquer assunto espinhoso nas entrevistas. Mas o fato de Cohen ter escolhido essa piada entre tantas outras revela que ele está sacando bem os segredos “podres” dos bastidores da moda.
Na trama, Brüno invade o desfile de Agatha Ruiz de la Prada, numa intervenção real, na Semana de Moda de Milão.
Depois disso, o personagem perde seu programa na TV e se joga no mundo atrás do estrelato. Não há mais referências específicas ao circuito fashion, o que não quer dizer que “Brüno” pare por aí com a moda.
O fascínio exagerado do personagem fashionista pela pornografia, por exemplo, encontra ecos na indústria da moda. Os fotógrafos David La Chapelle e Terry Richardson, queridinhos dos editoriais modernosos, adoram seios gigantes, nus frontais e pênis em close.
“Brüno” também joga com os estereótipos dos uniformes. Durante um treinamento militar, ele usa um lenço e um cinto Dolce & Gabbana, transformando o traje do exército em fantasia gay. O elemento homoerótico aplicado a imagens tradicionalmente heterossexuais, como grupos de policiais, jogadores de futebol, tem sido uma das grandes armas da D&G em suas campanhas.
Os fashionistas podem torcer o bico, mas Brüno é um bom contraponto ao “lado Bündchen” da moda. E como diria o personagem, com seu sotaque germânico do além: “Brüno ist in, hello!” (Brüno é “in”, alô!).
JA MANDEI A COLUNA DE HOJE PRO VAMP
ASSIM QUE ELE ACORDAR TEM COLUNA NOVA
LOVE
G
Bom dia a todos!!!
Esperando então o post novo.
Mudar a faixa que isso aqui pesou.
17/07/2009 – 00:07 Enviado por: Sandra
“Ele não paga minhas contas, então não pauta minha vida.”
Sandra, selecionei e colei essa tua frase no espaço para comentário. Tenho clara a minha opinião, mas fiquei relendo por um bom tempo, pensando em como transmitir, isto sim, a angústia que me causa. Vou desligar o PC e deixar apenas este relato.
Reinaldo