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03/03/2009 - 14:12

Pena de Vida ou de Morte?

         

New York – Com o post abaixo, o sobre o casamento da Gisele Bundchen com o Tom Brady (colocado no ar num domingo – dia considerado péssimo pelos redatores dos portais), fiquei surpreso com o número de acessos: ficou nas dezenas de milhares. Já escrevi sobre outras celebs (até mais importantes, ou mais populares) e nunca houve uma enxurrada assim. Mas esse fenômeno de ontem e anteontem me despertou uma curiosidade: o extremo vazio em que vivemos e como o preenchemos com ‘outras coisas’. E quais?

Bem, antes de mais nada, por favor, dêem um pulo no novo www.geraldthomas.com (sessão vídeos e “press”). Depois, mais embaixo, explico.

Foi justamente pelo preenchimento do vazio que escrevi a tal matéria sobre Gisele.

Eu dizia mesmo que nada tínhamos que invadir o casamento de Gisele (ou de ninguém). Mas ela nos convidou, pessoa pública que era e – já que havia combinado com as revistas que a cerimônia seria mais uma “photo opportunity” (eu sei bem o que é isso) - não me senti tão invasivo assim. Bem, quem quiser leia a matéria abaixo.

O que mais me interessou foi justamente aquilo que foi “tomando conta do vazio”. Não tendo mais o que comentar sobre o casamento, os amigos do blog mudaram radicalmente de assunto e logo, logo, logo estávamos discutindo a PENA DE MORTE (ou de VIDA).

Ainda escrevo numa noite de Terça-feira, um dia extremante GELADO em NY, coberto da neve de ontem, enquanto sou lido – na maioria por vocês aí, reclamando dos dias mais quentes. Ontem, o DOW Jones caiu tanto, mas tanto, como não havia caído desde 1997. Mais uma notícia alarmante para o Obama herdar de seu criminoso antecessor. Ah, mas como contraponto (e como em qualquer recessão), as pessoas querem diversão, divertimento. Os cinemas estão LOTADOS! NUNCA estiveram tão lotados. Os filmes? Umas merdas. Mas – ao invés de fazerem turismo interno e gastar uma grana - o casal vai ao cinema, compra aquele BALDE de pop corn com manteiga derretida (óleo de canola) e Coca-cola gigante e ainda paga a Baby Sitter. E dá-lhe comédia. E dá-lhe casamento de Gisele em coluna de…

Constatou-se que 15 por cento da população americana, hoje, oficialmente, é hispânica. Legal e ilegalmente, 15 por cento no habla sequer lo inglês. Eu estava discutindo isso com um brilhante intelectual, um autor argentino que mora em Miami de nome Walter. Acaba de publicar um livro que irei resenhar junto com o livro do Denny Yang, “New York – New York” (um brasileiro de origem chinesa que mora em Taiwan e cujo blog está linkado aqui). O Livro do Walter se chama “O guia de deus?” Ou do diabo?

Bem, a questão é punição. Pena capital. “Não é o que vocês estão pensando. Sim, é o que vocês estão pensando…”. É pena de morte, mesmo, que ainda divide essse país mais que a falha de St. Andréas Fault, que divide a Califórnia e que pode demolir  aquele Estado na escala Richter mais que sua economia ou mais que seu demolidor Governador Arnie, de Graz, Áustria.

Ah, sim: pena capital. Pena de morte. É o assunto do dia. Se pegarmos trechos da mais importante literatura (romance ou drama) da história (seja Shakespeare, Goethe (os Gregos) dando um enorme pulo até, digamos, Georges Bataille (a História do Olho), teríamos um bom exemplo de:

“Simone andava por aí nua debaixo de uma roupa branca, insinuando que ela vestia um cinto ou meia vermelha que, em certas posições revelavam sua boceta….Sentou na cara do padre, e depois de mijar nele e ordenar que (….) o enforcasse até que tivesse um forte orgasmo, (….) pegou uma faca e arrancou o olho do padre. Com o olho do padre na mão, Simone então o esfregou em sua boceta…)”

(pequeno trecho de Georges Bataille em “A História do Olho”)

Muitas obras de arte sugerem a morte: são sugestivas nesse sentido. Eu disse “término de vida”. Sim, disse. Desde as obras expostas no Uffici em Firenze (Renascentismo – onde o homem encontra Deus, e portanto sua mortalidade) até a escola Flaminga – Rembrant que disseca cadáveres ou Bosch que zomba da nossa natureza humana e nos transforma no Paraíso Infernal, Milton – Dantesqueano.

Enfim, ao que parte dos amigos do Blog acham sobre a pena de Morte:

 

Jose Pacheco Filho

“Vou sair completamente do assunto.Para e infelizmente de dar noticia de algo abominável e estúpido ocorrido na Bahia. Aqui no nosso Brasil.A ocorrência foi há mais de três meses. Porem só ontem foi amplamente divulgado.Assisti ela televisão.Antes não tivesse visto.A revolta e grande.Contarei a meu modo. Vou procurar me ater ao que assisti e ouvi.

Um casal ele da Nova Zelândia e ela brasileira estiveram em Trancoso (praia famosa do sul do estado) em período de descanso e lazer. Não poderiam imaginar o que os aguardava.E a filha do casal que com eles veio.Uma linda menina de um pouco mais de três anos. Pelas fotos parece um anjinho.Gerald, a mãe notou a falta da filha quando terminou de lavar peças de roupas. Estavam em condomínio fechado.Desses que alugam bangalôs a preços de palácios.Saíram todos em busca e ajudados pelo zelador encontraram a menina jogada entre arbustos e afogada.Não vamos nem nos ater por enquanto no tremendo golpe do já relatado. tem mais desgraça pra frente.Na demorada espera do IML o pai notou que o anus da filha apresentavam sinais de violação.Ai começou um verdadeiro drama para a família conseguir ser ouvida. Nem o delegado local se interessou pele investigação após as denuncias da mãe ( brasileira repito ).Direto no assunto, após interferências inclusive da Interpol e da Policia Federal em conjunto já se sabe que o FDP do zelador foi o assassino violentador.Apertado ele acabou confessando. O miserável também tem uma filha de igual idade da que escolheu como vitima.Confessou na maior frieza.Uma delegada que o interrogou perguntou para ele o que ele mesmo faria se tivessem estrupido e matado a filha que ele tem.O desgraçado respondeu que mataria o culpado.

Não vou escrever mais nada. Não e minha intenção mas acredito que já estraguei o teu dia.Faça as conjecturas que desejares. As minhas eu já fiz.Infelizmente são impublicáveis.Mas no finalzinho eu peço a Deus que nos perdoe a todos. Todos os seres humanos.Entendam com quiserem.

Muito obrigado.

Pacheco.”

 

Peter Punk

Tava falando que que sou contra a pena de morte. Ela torna muito vivo o que pretende exterminar quando eh aplicada. Acho estranho a América( hiper civilizado em tantos aspectos) aplica-la em varias partes. E tbm acho estranhíssimo este culto ao rifle. Eh o culto ao pau de maneira sinistra.A justça tem que funcionar prendendo que tem que. Recuperandoquem tem que.A vida ja contém a pena de morte.E como diz o pedro luís: “Sou a favor da pena de vida/ quem vacilou não pode pular fora.”

 

Aninomyous

Algo mais sobre Boderlines…há diversos casos relatados de gente ‘boder’ ou ‘fronteiriça’, o tal do Champinha que sequestrou um casal, mataram o rapaz e manteve a menina uma semana consigo sob violência, apresentando ela como namorada (e ela em choque não reagia), até que ele foi chamado à delegacia ou algo assim e saiu de lá direto pra onde estava sua vítima e a ‘abriu’ no meio com um facão…terror ao nível de ‘o massacre da serra eletrica ou jason’…os Boderlines e sociopatas são geralmente esse tipo de covardes, mas vou colocar aqui algo sobre os boderlines, porque acho ter algo a ver com a ‘cultura da inversão de valores’ gerando essas monstruosidades:

2) Há alguma relação entre a cultura atual e o “comportamento borderline”?
Os psicopatologistas, desde Pinel, depararam-se com um inédito fenômeno: a violência cega, abrupta, desconcertante em pacientes que não apresentavam um quadro psicótico tradicional. Para aqueles alienistas não era novidade presenciar manifestações de fúria assassina em indivíduos considerados loucos. Mas como compreender tais manifestações em pessoas que mantinham preservadas suas funções de consciência e não apresentavam um dos principais sintomas da loucura, a desagregação progressiva da função de pensamento?
Wilhelm Reich percebeu com clareza essa situação e descreveu-a em seu brilhante estudo sobre os “caráteres impulsivos”. Esses indivíduos com altíssimo grau de impulsividade, descritos na década de 1920, não eram exatamente idênticos aos pacientes que hoje denominamos como “borderlines”, mas Reich observou, naquelas pessoas, vários fenômenos que encontramos atualmente em nossos consultórios. Naquele grupo de pacientes “as exigências impulsivas eram preponderantemente difusas, não eram dirigidas a objetos específicos e não estavam ligadas a situações determinadas”.
Pinel, Reich e vários outros estudiosos ensinam-nos, portanto, que o nascimento do conceito de “fronteiriço” é indissociável da percepção de uma específica violência. Essa violência é muito singular e deve ser diferenciada do sadismo neurótico, do surto psicótico furioso e da raiva em sua expressão bioenergética. Sem essa diferenciação, a estrutura psicopatológica “fronteiriço” perde o sentido.
Por outro lado, o conceito de “fronteiriço” está diretamente ligado à “crise de valores” ou “crise ética” do século XX, e à simultânea pressão do contato profundo. A teoria reichiana ensina que uma das principais funções do encouraçamento humano é, justamente, impedir o contato profundo.
Em minha opinião, o funcionamento fronteiriço está enraizado, em grande parte, nesse contexto, ou seja: entre o incremento da pressão do contato profundo (um verdadeiro “pico” de pressão) e as dificuldades da couraça caractero-muscular de suportar esse “tranco”.
A “crise de valores” já era pressentida, no final do século XIX, por algumas pessoas mais “antenadas”, como, por exemplo, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche e o pintor Vassili Kandinsky. No livro O Espiritual na Arte Kandinsky falá-nos com muita clareza daquele “espírito da época” que, nas primeiras décadas do século XX, encontra expressão em vários movimentos artísticos (e, sem dúvida, na vida quotidiana…), balançando e questionando radicalmente os rígidos padrões morais-caracteriais: “Batalha dos sons, equilíbrio perdido, princípios que desmoronam, rufar de tambores inesperados, grandes perguntas, buscas aparentemente despropositadas, impulsos aparentemente dilacerados e nostalgia, cadeias e ligações rompidas, várias reagrupando-se em uma só, contrastes e contradições — eis nossa harmonia”. [O filme "La Dolce Vita", magistralmente dirigido por Fellini, é um ótimo material para se analisar a passagem do funcionamento neurótico (linear/caracterial) para o funcionamento fronteiriço (impulsividade + depressividade + não-linearidade + vazio de contato)].
Fenomenologicamente pode-se dizer que o funcionamento borderline apresenta um conjunto de características indissociáveis: a específica violência cega à que me referi acima, a pressão do contato profundo, a patologia do vazio, a terrível exigência consigo mesmo e as dificuldades do encouraçamento caractero-muscular em lidar com essa situação.”

Juliano

“Interesse o debate sobre a pena de morte, fiquei surpreso com a posição do Gerald. No Brasil o direito a vida é clausula petrea, portanto, esqueçam pena de morte. No mais nosso sistema judicial é cheio de falhas, muitos inocentes poderiam morrer. Posso asssegurar a vocês que estupradores sofrem bastante na cadeia e muitos são mortos pelos próprios presos. Pena de morte não resolve nada, não podemos nos igualar a esses animais, a lei de Talião, “olho por olho, dente por dente”. Prisões brasileiras são masmorras medievais, ali o cara sofre muito, sem saneamento basico, micoses, doenças dos pulmões, aids, dezenas de presos numa pequena cela. Não tem esse papo do cara com vida boa na prisão, comendo bem e tal. E diferentemente do que fala a midia as penas são durissimas e ajustiça condena muito. Passar 10,20, 30 anos numa prisão braisleira é pior que pena de morte.”

 

Sandra

“Sobre a diferença entre punição e vingança. Interpretei-o da seguinte forma: a pena deve ser apenas a necessária garantir que o criminoso não provoque mais danos. Por esse critério, se pudéssemos garantir que o criminoso não irá cometer o crime novamente, nem para a prisão ele precisaria ir. Esse monstro sobre o qual o Pacheco falou, Mengele, … poderiam ficar livres. Mas… calma lá! Alguém que matou crianças, com requintes de crueldade, ignorando seus gritos de dor, suas súplicas, sua expressão horrorizada,… não fará isso de novo? Só se não puder. Uma pessoa assim é IRRECUPERÁVEL. Então, prisão perpétua para esses monstros. E uma prisão que garanta sua integridade física, a mesma que ele negou a suas vítimas.Mas, honestamente, vocês acham que a morte é uma pena mais dura que a prisão perpétua? Acho que, por impulso, numa briga de trânsito, por exemplo, até uma pessoa muito calma poderia matar. Mas, passados alguns minutos, iria pensar: Meu Deus, o que fiz? E o remorso iria pensar.Mas… estupro… isso é coisa de canalha. Gerald, o que está errado é dar condicional, redução de pena, etc, etc, para esses monstros. No Brasil, achamos que a prioridade é a recuperação do preso, e que TODO ser humano é recuperável. A prioridade deveria ser as vítimas e nem todo o ser humano é recuperável. “

Targino Silva

“A justiça brasileira, com Juizes da Suprema Corte, nomeadospor políticos, não tem condições de decidirem sobre pena demorte. Será um holocausto dos pobres.A pena de morte se faz necessária nesses casos.O grande problema é que a pena não pode ser revertida ea justiça é feita por homens que erram.Como a duvida beneficia o réu, é melhor não ter.Do outro lado a leis brasileiras são muito brandas,de uma certa forma, incentiva o crime.”

 

Por enquanto é isso. O post ficou enorme. Mas não maior que a Vida ou a Morte, ou Deus e O Diabo que o Walter (….) o genial autor argentino de Miami, propõe em seu livro ou naquela vida frágil em que Emile Zola, Dostoyevski, Nietzsche ou Tolstoy tanto batem, batem, nos machucam e relembram que estamos vivos ou, quem sabe, somente fingindo estar vivos (eu não poderia terminar sem uma citação de Beckett: resisti até o fim!)

 

Gerald Thomas

New York – 03/Março/2009

 

 

(Vamp na edição)

 

 

Autor: gthomas - Categoria(s): artigos Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

556 comentários para “Pena de Vida ou de Morte?”

  1. Joana d'Arc disse:

    Sue,
    (rs!)

    Saudaçoes colega ! Força, paciencia, meditaçao. =)

  2. McWilliam disse:

    Parece que vem ai um texto de conteudo realista , que pode ser:

    Lawlessness country

    Terra sem lei

    Terra de ninguem

    O que e’ ser brasileiro ?

    Sera que o texto nos suscitara’ isto ?

  3. McWilliam disse:

    Parece que vem ai um texto de conteudo realista:

    Lawlessness country ?

    Terra sem lei ?

    Terra de ninguem ?

    O que e’ ser brasileiro ?

    O que sera’ que o texto suscita ?

  4. Aninomyous disse:

    Rodrigo Aguiar, fico feliz em ver que no seu ponto de vista não é invalidado a obra divina, nem a existência de Deus, por causa do bem e do mal…digo, principalmente do mal…porém eu discordo quando vc diz:

    “Como somos seres que de alguma forma habitam este universo (que encontra-se em evolução), somada a vontade deste Deus, de criar coisas para que possam evoluir, os erros (que representam as atitudes demoniacas) e os acertos (que representam as atitudes divinas), existem como forma de evolução da espécie humana.”

    Não discordo completamente, mas parcialmente, porque não nos é negada a possibilidade de ‘evolução’, eu chamaria de ‘crescimento’ ou ‘amadurecimento’, porque muito pelo contrário, por mais que vc na sua infância tenha desejado parar o tempo vc não viu ele passar? vc não cresceu junto com ele? não amadureceu e ganhou conhecimentos, experiências? novos sonhos ou teve perdas? então crescer, amadurecer não é uma escolha mas sim uma exigência! e em termos de Humanidade, vc vê crescimento? ou nossos ‘Lideres e Representantes’ se fecham em seus sonhos puerís, dentro de seus ‘castelinhos’? isso já não foi superado? claro que não foi!
    O universo se expande? então qual das duas teorias vc ‘acredita’ que vá se realizar? ele vai se esfriar e apagar tornando-se trevas? ou vai se retrair novamente e ocasionar uma nova explosão?
    Então um ‘acidente’ de proporções incalculáveis gerou uma máquina perfeita capaz de se perpetuar ciclicamente o eterno drama humano de suas vergonhas, crimes e imoralidades? impunes e ilesos? eu não sou ninguém pra isso, mas permita-me o direito de discordar desta colocação, nada existe por acaso, embora eu logicamente respeito sua opinião e concordo com parte dela, e com outras opiniões inteiras que já tive a oportunidade de ler aqui.
    Abraços.

  5. KY disse:

    AFRONTANDO lei da Oferta e procura FHC, perdeu sua tradicional postura?

    Consumidores en EU, causa del narco:
    Calderón
    Señala el Presidente, en una entrevista publicada por el diario francés Le Monde, que la idea de pactar con el crimen

    “increíblemente ingenua, e

    incluso diría que estúpida”

    Calderón: corrupción en EU favorece al narco
    http://www.El Universal
    París, Francia Jueves 05 de marzo de 2009

    06:42 La principal causa de los problemas de narcotráfico a los que se enfrenta México es el

    consumidor estadounidense,

    señaló el presidente mexicano, Felipe Calderón, que descartó negociar con los cárteles para reducir la violencia.

  6. Aninomyous, calma cara, cuidado com as veias do coração.

    O que eu quero é discordar para ver sua opinião, e expor a minha, apenas isto, e como você já disse, se o universo estiver na coleira de um cãozinho, então não será necessário que eu lhe torne menor do que você já é.

    Ou melhor, do que nos já somos, assim como na música do Kansas:

    “Dust in the wind. All we are is dust in the wind.”

  7. Sandra disse:

    Puxa… Altas questões

    Pacheco, sobre o caso Isabella…
    O terrível foi nem entender direito e ter de ouvir da minha filha, aos prantos:

    -Por que os pais fizeram isso com ela? Por quê? Ela era tão pequenininha… Poderia ser minha coleguina na escola… E está morta. VOCÊ NÃO VAI FAZER ISSO COMIGO, VAI, MAMÃE???

    Mataram a criança. Nem tentaram socorrê-la. Jogaram-na fora como lixo. Não assumiram pelo que fizeram. Para mim, fizeram isso porque amavam mais eles mesmos do que a menina.

    Mas, sinceramente, culpar entidades maléficas espirituais ou de carne e osso é não assumir o próprio erro. Se uma pessoa tem a oportunidade de torturar e matar um desafeto, por exemplo, alguém de uma raça, religião, ou preferência sexual que não aprove, ou alguém que inveje, se todo mundo diz a essa pessoa que o outro merece o “castigo”, se essa tem certeza de que não será punida, e que ainda será aplaudida, mesmo assim, a escolha final será dela.

  8. Aninomyous

    Cara, veja que pensamento louco eu tenho:

    Diz a bíblia que erármos puros, não tinhamos conceito sobre o que era o bem ou o que era o mal, logo erámos como animais.

    Diz a ciência nossos ancestrais eram algo entre mais do macaco do que do homem atual.

    Diz a bíblia que nossa consciência a partir de um momento na história (ilustrada como o pecado de comer a fruta do bem e do mal) nos deu um entendimento que até certo ponto (na história ou no tempo) era apenas destinado aos seres divinos, nos exatos termos bíblicos:

    Então disse o SENHOR Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente,

    23 O SENHOR Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra de que fora tomado.

    Por outro lado, embora a ciência tente explicar a evolução dos corpos ou dos seres (material), a bíblia me parece explicar a evolução espiritual (ou lado intectual), e até o atual momento, pelo que sei, não há explicação científica ou teoria que explique o “porque” somos tão iguais (corpos, vide sequencia de DNA) aos outros seres, mas por outro lado, nossa capacidade subjetiva de pensar e tão superior aos dos outros animais.

    Fazendo agora um nexo entre ciência e os dogmas da religião, a ciência não mentiu como nos disse que erámos animais (ou algo diferente do que somos hoje), pois a própria bíblia (enquanto livro de pesquisa) nos revela isto.

    Por isso não dúvido da teoria do big-bang, ou da evolução.

  9. O Vampiro de Curitiba disse:

    Pessoal, texto fresquinho do Gerald lá em cima!

  10. Viscondi disse:

    Cara Joana D’arc,

    O problema não está na criança abandonada na rua, esta, coitada, só vai encontrar sofrimento na vida.

    O problema real está no fato de que ele, possívelmente e muito provavelmente, será o seu algoz no futuro. Uma criança, que tarde da noite, encontra-se na rua pedindo, sem pai, nem mãe, sem orientação, não tem grandes possibilidade de crescer dentro dos princípios da convivência social. Muito provavelmente será aliciado por traficantes (se é que já não foi, pois na rua, sozinho, no frio, pode ser que já seja um aviãozinho do tráfico).

    Mas vou além, a culpa é do Estado, isto porque permite que pessoas, sem as mínimas condições financeiras e sociais, despejem, a cada ano, filhos no mundo para largá-los à própria sorte. A uma, por não poderem dar-lhes atenção, pois necessitam trabalhar o dia inteiro para sobreviver. A outra, em busca dos benefícios do Estado, que lhe dá dinheiro na proporção de número de filhos registrados (note-se, registrados e não educados).

    Uma matéria do Fantástico de domingo mostrou a segunda cidade com menor IDH do Brasil, fica no Acre. A média salarial lá é de R$40,00 por mês, só para se ter uma noção. Entrevistaram um médico que disse que o índice de fertilidade do local é um dos maiores do Brasil, apesar da extrema pobreza e, o motivo, o Governo dá, de mão-beijada, à mãe, R$1.500,00 por nascimento. Ou seja, 37,5 meses de renda, uma fortuna. Assim, ele contou de uma mulher que após o nascimento do seu 21º (eu disse: vigésimo primeiro) filho, concordou em fazer uma laqueadura de trompa. No ano seguinte ela procurou o médico para reclamar da decisão, pois estava precisando comprar uma geladeira e sem o dinheiro que ganharia por ter mais um filho não vem este ano, impedido a realização da compra.

    Eu fico imaginando a quantas andam estes 21 filhos dessa senhora ignorante. Provavelmente alguns devem estar traficando, pois o local é rota.

    O estado deveria sim, cuidar para controlar efetivamente a natalidade, pois não existe dinheiro suficiente para sustentar um sistama e seguridade social para tanta gente. Nem os países desenvolvidos estão dando conta, imagina o Brasil.

    Para se ter uma idéia, o PIB brasileiro é cerca de R$1.382 bi para uma população de 183 mil, equivale a dizer que se pegássemos TODA a riqueza produzida no Brasil no ano e dividíssemos igualmente por TODA

  11. Viscondi disse:

    continuanando…

    TODA a população, teríamos o valor total de R$629,00 por mês para cada cidadão, adulto ou criança. Muito pouco para termos saúde, educação, moradia, transporte, alimentação, você não acha? Portanto, sempre será deficitário o orçamento do país para cuidar de tantos. Daí, a desesperança dos mais pobres e a consequente marginalização dessa população, resultando em violência (a desesperança é o grade problema, na minha opinião).

    Entendeu?

  12. mnc disse:

    Vara curta p cutucar essa onça…
    Ignorance of laws…pocket can paine.
    Take it easy man.
    Dia traquilo p todos.
    A paz é fruto da justiça, campanha da fraternidade deste ano.
    Ondas de afeto e carinho a tds vcs, parafraseando saudoso amigo Àlvaro Cézar,
    Abraço na Helen, sábia decisão em ir p casa, hospital impessoal, tendo infra o lar doce lar ainda é o melhor lugar, lá~devem estar todas as suas referencias de uma vida toda…é assim que se chega aos noventa…sabedoria.

  13. Stefania disse:

    Caro Juliano,
    Este seu pensamento de que preso sofre na cadeia está totalmente equivocado. Sei que só a falta de liberdade, para aqueles que como nós a apreciam, já é um grande castigo. Mas eles não se importam. Estupradores já não sofrem mais nas mãos dos outros detentos quando são presos. Eles nem ligam para isso. No máximo quando é um crime contra crianças (muito divulgado pela mídia), como no caso dos Nardoni, ou do João Hélio, eles podem levar uns tapas… nada mais. É mais fácil vê-los sendo agredidos por pessoas livres e pais de família, que entendem o que é perder um ente querido.
    No caso da pena de morte, esta não seria aplicada em qualquer caso. Seria mais para grandes traficantes, torturadores e homicidas, como no caso do “Robinho Pinga”, que por ironia do destino já morreu, e muitos outros que nós já conhecemos (não preciso citar)… você realmente acha que seria uma punição injusta, e neste caso matariam um inocente? Você acha que eles têm alguma chance de ressocialização como o governo espera? Sinceramente, eu não acho.
    A grande maioria dos presos que morrem dentro das cadeias agora, são por guerra de facções, dívidas, ou briga entre eles, não pelos crimes que cometeram do lado de fora.
    Infelizmente, como disse o nosso querido “Targino Silva” (em um outro comentário aqui neste blog), seria realmente um holocausto dos pobres, já que nosso país é feito de pura corrupção. Os poucos honestos que temos são pobres, inocentes… os mesmos que enriquecem cada vez mais o Bispo Macedo.
    Vejo pessoas pobres ficando presas por anos, por roubar um pote de manteiga, enquanto toda aquela “galera do propinoduto”, e a grande maioria dos políticos, no qual roubaram e ainda roubam milhões de reais dos cofres públicos, estão livres como passaros. E o povo já esqueceu!
    Uma pessoa que mata, hoje em dia, com liberdade condicional, remissão e redução de pena, unidos a um (temporário) bom comportamento, fica presa no MAXIMO 5 anos. Se alguém matasse uma pessoa de sua família, você ficaria feliz de ver o indivíduo nas ruas apenas 5 anos depois de ser preso? Talvez em menos tempo… Você acha que as nossas leis são realmente duras? Sei de um prisioneiro, que pegou 192 anos de condenação, depois de cometer as mais diversas atrocidades por aí, mas todos nós sabemos que (se ele não conseguir escapar), vai ficar no máximo 30 anos na cadeia, que é a nossa prisão perpétua, o que para mim, já é muito pouco considerando todos os crimes que ele cometeu. E, se os outros presos realmente se importassem com o que ele fez aqui fora, ele já não estaria vivo há muito tempo.
    Uma vez conheci um espanhol que me disse que lá na Europa, uma pessoa que mata outra, jamais fica menos de 12 anos na cadeia. Aqui, já vi gente que saiu em menos de 4. Nossa vida vale tão pouco assim? Isso me faz pensar, que ninguém se importa mais em matar ou não, com tão pouco tempo de prisão.
    ONG’s e essa droga de direitos humanos, que só protegem bandidos já que são pagos por eles, me fazem ver e entender, que o dinheiro no Brasil é que manda. Se você é pobre… Tá ferrado!
    Onde estão todos o direitos humanos das pessoas que morrem covardemente, mortas por bandidos, e das suas famílias que choram sobre os caixôes? Os marginais pensam nos direitos humanos das pessoas antes de assaltá-las, torturá-las e matá-las? Eu sei que eles pensam nisso quando estão presos!
    Por que só os prisioneiros são protegidos por estes direitos? Por que as leis estão cada vez mais brandas? Por que o trabalho nas prisões não é obrigatório? Nós, cidadãos de bem, temos que trabalhar para pagar nossa sobrevivência, seja com comida, saúde ou um lugar para morarmos… por que os prisioneiros tem tudo isso de graça nas prisões? “casa”, comida, luz, água… e não trabalham… e não pagam por isso. Será que a cadeia é realmente tão ruim quanto você pensa? Apenas 3% da população carcerária trabalha ou estuda aqui no Brasil. Só no Rio, já são mais de 25.000 presos.
    Vejo todos os dias, pessoas hipócritas na televisão, falando que a violência é um problema social. Falta de escolas, falta de empregos, falta de oportunidades… pode ser para alguns, não para todos. Não penso desta forma, desde que vi um prisioneiro falar: “_A senhora nunca vai me ver trabalhando aqui, nem em lugar nenhum. Nunca trabalhei na rua, vou trabalhar pro Estado?” A maioria sempre volta a ser preso. Eles querem dinheiro fácil e a impunidade colabora com isso.
    Sei que nem todos os detentos são ruins. Há casos de pessoas que estudam, se formam e garantem bons empregos aqui fora. Na cadeia, existem oportunidades… eles a aceitam e a aproveitam se quiserem. Mas, a grande maioria não quer.
    Falta de emprego, de dinheiro, dificuldades, quase todo mundo tem. Isso não é desculpa para assaltar, matar, estuprar, traficar, etc.

    Tenho uma amiga, que passou por grandes dificuldades há um tempo atrás. Não pude ajudá-la como gostaria, pois também passava por dificuldades financeiras. Eu a vi mudar de casa (perdi as contas de quantas vezes), sendo despejada por falta de pagamento. Morava com o marido, e por diversas vezes não almoçavam ou jantavam, por não terem dinheiro para comprar comida. Comiam pão quando tinham algum dinheiro. Eu a vi chorar, por ter que dar sua gatinha de 2 anos, pois não tinha condições de mantê-la. E a vi recusar, uma TV de 29″ tela plana, que pessoas que estavam roubando um caminhão ofereceram a ela, para não chamar a polícia. E ela respondeu: “_Meu sonho é ter uma Tv igual a esta, mas, quando eu tiver uma, será porque eu comprei, com o meu trabalho.” Este é um exemplo de pessoa honesta. Uma pessoa que eu realmente admiro e POSSO admirar. Se problemas na vida e tipos de dificuldade como este (financeiro, afetivo, etc) fosse a justificativa para provocar a violência e se tornar bandido ou usar drogas, ela seria um caso muito provavel de se tornar uma pessoa ruim, o que não aconteceu.
    Então, não me venham com esses discursos hipócritas de problema social. Não me digam que a vida na cadeia é ruim… se fosse, ninguém seria preso mais de uma vez. Você voltaria a um lugar onde não foi bem tratado? Vida ruim é a nossa! Nós trabalhamos, pagamos uma infinidade de impostos (inclusive o dinheiro que mantém a vidinha dos presos na cadeia), não vemos nada funcionando corretamente, nem mesmo as estradas são bem asfaltadas, hospitais públicos não funcionam ou não tem médico (porque o governo, tem dinheiro, mas não paga os profissionais adequadamente), temos que tirar do nosso bolso para pagar nossa saúde, e ainda temos que conviver com essa grande onda de violência por toda a cidade. Onde vamos nos esconder daqui pra frente? Ainda existe lugar seguro por aqui? Será que estaremos vivos amanhã.
    Que Deus nos abençoe!

  14. Claudio disse:

    Certos crimes e certos criminosos nao tem a menor possibilidade de perdao our recuperacao, como alguns dos casos aqui citados.
    O importante e retirar o criminoso do convivio da sociedade, com um detalhe, PARA SEMPRE.
    Por qualquer criterio nao fara a menor falta a Humanidade.
    Como , a meu ver , a prisao pura e simples nao e pena suficiente, alem de nao constituir garantia de exclusao definitiva e a nem a execucao que e muito rapida e nao da a medida justa da punicao a ser aplicada, sugiro que se imprisione esse tipo de criminoso por 10,20 ou 30 anos e que ao fim da pena o mesmo seja executado.
    Vamos ver se os criminosos em potencial nao pensarao duas vezes ( no minimo ) antes de se dedicarem a esse tipo de delito.
    Terao diante de si o pior de dois mundos ; ai sim, teremos certeza de que os individuos podem ser recuperados ( nao farao crimes, o que ja e muito ) ou nao ( farao crimes ) ; diante dessa situacao sera facil determinar quem e ou nao e recuperavel.
    Chega de tolerancia infantil,leviana e irresponsavel , eivada artificialmente por um vies de comiseracao, misericordia, e um sentimento de ”mea-culpa” pueril e hipocrita.

  15. Aí no seu amado states tem pena de morte e, no entanto, mais de 1 por cento da população está atrás das grades.
    Quanto a crimes hediondos isto ocorre em tudo quanto é parte, não vês este caso aí que ocorreu na Suiça?
    Este teu olhar atrasado sobre certas questões

  16. Waldir Bigo disse:

    PENA DE MORTE SIM

    Casos como esse que o Jose Pacheco Filho comentou da filha de um casal da Nova Zelandia, violentada pelo zelador/confesso de um condominio, não tem conversa, não tem autoridades e ou igrejas que são contra a Pena de Morte….se tivesse aqui no nosso país, seria uma maravilha, até o trânsito aqui em S.Paulo, melhoraria……..PENA DE MORTE SIM….PRISÃO PARA BANDIDOS SIM, vamos parar de sermos esse povinho que só pensa em SAMBA, SUOR E CERVEJA. Me revolta essas noticias.
    Waldir

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