O Bem e o Mal ou Nem Tudo é o Que Parece
Por: O Vampiro de Curitiba
“Não é o que vocês estão pensando. De alguma forma, é o que vocês estão pensando. De alguma forma, o que vocês estão vendo é isto. O que vocês estão vendo confirma o que vocês estão pensando.” (Gerald Thomas, “O Cão Que Insultava Mulheres – Kepler, the Dog”)
Hoje, dia 23 de Janeiro de 2009, completamos oito meses de Blog aqui no Portal IG. Pouco? O suficiente para tirarmos algumas conclusões. A primeira delas, e também a mais expressiva, é a insana reação de grande parte dos leitores. Exemplifico: No texto “O Recalque do Brasileiro” percebemos a fúria dos leitores aos lerem um texto - sim, bastante crítico, mas sincero, honesto - em que Gerald “fala” um pouco sobre o caráter de alguns nativos ressentidos. Resultado: centenas de comentários ofensivos. Pouco tempo depois Gerald escreve “Carta à Mileny” observando a vitória de Obama, da democracia, da esperança. Qual a reação dos leitores, daqueles ressentidos raivosos? Reagiram com surpresa, óbvio. Até com certa admiração. “Afinal esse mostro yanque tem um pouco de coração.” Julgam com a maior naturalidade pessoas que mal conhecem. Se apressam em estereotipar quem quer que seja pela cartilha ideológica: “Este é do Bem, aquele do Mal!”
A relevância deste assunto se dá pelo fato deste caso não ser exclusivo dos leitores deste Blog, pelo contrário: A discussão domina as páginas de blogs, de jornais, da Imprensa como um todo. Em outras palavras, e resumindo com ligeireza, a questão que é posta é a seguinte: Quem está torcendo contra (contra qualquer coisa) e quem torce a favor (do Bem, do Brasil, da pátria, dos oprimidos, etc., etc… ou, em uma palavra: do Governo Lula).
Nem tudo é o que parece! Vocês já descobriram quem é o nosso Harry Potter?
Não é o caso, aqui, em entrar nas profundezas da “coisa em sí” e no seu “fenômeno” Kantiano. Mas jogar um pouco de luz nesta caverna platônica é necessário. Desvendar as coisas, as pessoas, enfim, o Mundo sem a visão deturpada pelo véu de Maia, importado da cultura indiana por Schopenhauer, é sempre útil.
O importante disso tudo é saber identificar o que faz pessoas julgarem outras sem ao menos conhecer minimamente como esta pessoa pensa, faz, como age. Muitos leitores julgaram Gerald Thomas como “sionista” por textos criticando a violência do Hamas, por exemplo. Sabem eles sobre o ocorrido em Porto Alegre recentemente? Óbvio que não! Se Gerald criticou o terrorismo ele é “imperialista”, “direitista”. Ponto final. Isto já basta para julgarem seu caráter. Enquanto outros por aí passam por bonzinhos vendendo a alma ao senso comum, nós somos processados por judeus e odiados por árabes. Mas somos livres!
O ponto principal desta novela toda é a tal da “intenção”. Aqueles que pensam, que criticam, que divergem são os maus. Aqueles que abaixam a cabeça, que concordam, que elogiam são os mocinhos. Eles têm, afinal, a boa intenção. Humm… sei… sei… Mas vem cá, cretino: E qual é a intenção do jornalismo chapa-branca? Quem melhora o Brasil de fato: aquele que concorda, ou finge concordar, com a tese da “marolinha” de Lula ou aquele que analisa os fatos sobriamente e emite uma opinião realista sobre a crise?
E nós, do Blog do Gerald, somos pautados por quem? Nós não somos pautados, nós causamos! Enquanto vocês discutiam sobre John Lennon e Paul McCartney, nós estávamos curtindo Rolling Stones! Afinal, o lema do IG é “O Mundo é de quem faz” ou “O Mundo é de quem não faz, mas tem bom coração”? Ou melhor (ou pior, dependendo do posto de vista), “O Mundo é de quem puxa o saco de quem faz”?
É, amigo leitor, nem tudo é o que parece ser. Enquanto vamos descobrindo quem são os mocinhos e quem são os demônios, fique com ”Simpathy for the devil”, Rolling Stones:
O Vampiro de Curitiba

Sandra, acredito que somente reconhecemos o mal de acordo com nossos padrões de bondade…assim como somente reconhecemos a feiura de acordo com nossos padrões de beleza…a ignorância oculta e o conhecimento revela, o mal usa de artimanhas para ocultar o que é revelado, em outras palavras, palavras são a arte de esconder ou maquiar os pensamentos, então mesmo nossos ouvidos nos enganam…
Beijos.
Anino,
as palavras não enganam…é o pensamento que a formula e manipula…quando tem o objetivo de enganar ou maquiar…a palavra é um dos meios que se faz isso: dizer o sincero ou o falso do que se pensa…bem, assim eu creio…
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Acho que nem tudo é o que parece, umas vezes é mas outras engana, impossível saber exatamente, o ‘mal’ não se sente ‘livre’ se não pode prejudicar ou atrapalhar, por outro lado quando ele pode fazer isso estará prejudicando ou atrapalhando…para ele o que é ‘bom’ não é ‘bom’ para os outros, a questão não é a relativização se vale mais os valores comuns ou o valor individual, se os valores comuns do mal ou o individual de alguem do bem…mas sim a questão é se o mal venceu ou se ele apenas é desculpa esfarrapada…porque um dia ele se volta até contra aquele que pensa ser seu dono…e ele próprio se extingue.
Sem essa de BONS e MAUS.
Aqui somos todos bons com ideias diferentes, tolerancia alguns tem outros não, em diversas medidas, é natural na medida em que somos humanos.
É normal as divergencias de ideias, o blog, acredito, existe também para cultivar estas diferenças.
Tolerantes e intolerantes existem na direta e na esquerda, naqueles que apoiam o atual governo no Brasil e também naqueles que não apoiam, já ví aqui manifestações raivosas de ambos os lados.
O que realmente não pode ser tolerado é a falta de respeito para com a opinião alheia quando esta se manifesta de forma agressiva demais.
Ezir,
Achei a dica cultural e o programa do curso muito interessante.
Do jeito que você descreveu o lugar, me deu vontade de conhecer.
Um abraço
Luciana.
“…acredito que somente reconhecemos o mal de acordo com nossos padrões de bondade..”
(Anino)
Anino,
Agora já não concordei 100% com vc.
Acho que não existem “padrões de bondade”.
Acho que ‘bondade’ é como ‘ética’. Só existe uma.
E acredito que sejam conceitos universais.
Sim, Santanna, eu concordo que à partir do momento em que se tem conhecimento suficiente não há opção, mas digo que alguém que não sabe o que é bom não é culpado de fazer algo mal…tipo ininputável…alguém que tenha uma noção pode errar, mas mal mesmo é quem faz sabendo exatamente onde fechar os nós e não deixar pontos.
“So se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos”.
O pequeno príncipe (Saint Exupery)
Anino,
Sim, sim, saquei. Agora volto a concordar com vc.
No caso, o que vc diz às 18:04 tem a ver com o que vc dizia anteriormente, e que eu achei bem legal, que “a ignorância oculta, e o conhecimento revela”. Eu não havia feito o desdobramento do raciocínio.
Valeu!
25/01/2009 – 16:42
Enviado por: Neto
“Sr. geraldo, pq nao postou meus comentarios? Pode responder pro meu e-mail. Foram 4 ou 5 que vcs censuraram.”
Neto
Ainda considero aquele teu comentário, tendo como referencia “Rosa de Hiroxima”, o mais comovente que até agora li neste blog.
Abraço
Reinaldo
Porco bom é porco morto.
Reinaldo
24/01/2009 – 20:16
Enviado por: Reinaldo Pedroso
“Susan Judia
Beijo,
Reinaldo”
Esquece.
Reinaldo
Muito legal!!!! Hoje vou ficar na plateia.
25/01/2009 – 13:05
Enviado por: Leitor da Playboy
“Carlos.
(…) o Hefener é igual ao Reinaldo pedroso.Eles são seletivos.
Enquanto o americano seleciona coelhinhas o pobre do pedroso seleciona as mal traçadas linhas. Sai pra lá seletivo gaucho.
Fique mesmo tomando chimarrão.”
Bobinho, bobo alegre.
Reinaldo
Renato 14:30,
Minha opinião é outra, como vc pode ver nos meus comentários, mas devo admitir que certas caras “dalai-lâmicas” também me irritam.
Eu conheço um cara que é um budista de meia tigela, e qdo ele tenta fazer aquela cara do Dalai Lama, o tal sorrisinho beatífico, dá vontade de bater nele!
25/01/2009 – 12:42
Enviado por: Rodrigo de Alcantara Zimmermann
“Quanto aos PORCOS, transcrevo umas palavras que sobre eles escrevi alguns meses atrás. (…)
Entre os homens, também há porcos. É fácil identificá-los.
Primeiro: são servis! Prestam-se a tudo e a todos. Não usam os pés, preferem os joelhos. Paus-mandados de marca maior! Não vivem sem seguir ordens. (…)
“Não usam os pés, preferem os joelhos.”, ótima imagem.
Rodrigo
Transcrevi parte do teu texto para mostrar que não me enquadro na categoria de porco, como pretendem.
Reinaldo
Santanna
Me identifiquei contigo quando entraste no blog.
Mudaste muito.
Reinaldo
Reinaldo!
Ué, criatura! O que foi?!
Eu não só me identifiquei também com vc, como continuo respeitando suas posições!
Eu só estou evitando tomar partido, primeiro, pq não sei exatamente aonde começou todo esse entrevero, e principalmente, pra não botar ainda mais lenha na fogueira.
Tenho certeza absoluta que vc tem muita coisa bacana pra compartilhar!
Não briga comigo não…
beijo!
Agora vou assistir ‘Caminho das Indias’, que eu adoro.
Depois volto.
José Pacheco, Reinaldo Pedroso e Sandra, obrigado pela acolhida.