SOMOS APÁTICOS À MERDA ALHEIA OU RIMOS DELA QUANDO VOA!

“PEQUENOS ASSASSINATOS” – (LITTLE MURDERS)
Essa pérola de Jules Feiffer (1971) com Elliot Gould, Alan Arkin & Company faz a sinopse dessa “coisa” em que nos transformamos. Ah, sim! Escrevo isso no momento em que vejo as ground troops israelenses invadindo Gaza (mais uma vez). Mas quem pode tirar a razão de Israel de querer existir? Ao mesmo tempo eu berro “que merda tudo isso!”. Não, ainda não sou um ser apático.
“Little Muders” é a história da apatia, do “movimento pela apatia”: da neurose da psicose de se viver aprisionado. É a psicose da galinha olhando o ovo, estranhando o ovo que acabou de botar e MASSACRANDO aquela coisa estranha que comemos, que vira omelete ou objeto de Páscoa e que Colombo colocou em pé. Mas o apático fotógrafo (Elliot Gould), assim como uma galinha infértil, só faz mesmo é fotografar “merda de cachorro”. Ah, e é espancado por gangs de NYC nos anos setenta enquanto sonha. Sonha. Sonha em querer sonhar como um quase Hamlet, um quase ham omelett. O resto, em sua volta, é muito barulho, muito barulho, e muitas balas voando, muita gente falando, muita gente no armário, muita classe média, o sonho americano ruindo nos anos setenta sob Nixon, muita gente se auto-flagelando e auto-baleando.
Ah, mas tem o mais que brilhante filme Network também, de Lumet, com o Peter Finch. Lindo. Triste. Época de Gerald Ford já tendo perdoado Nixon pelas barbaridades. Quais? Pelas quais ele foi “pego”. Porque todos eles cometem, nao é? São humanos, não são? Network é a parte do grill à lenha, se o mundo é um fogão! É sobre a neurose de um âncora televisivo que não agüenta mais. Entra um dia no estúdio e não agüenta mais. Nao é uma crise existencial, mas uma crise CORPORATIVISTA, ou melhor, um surto psicótico corporativista-existencial e político. Ufa! Tá difícil! Trata-se de uma convulsão, uma psicose também, uma neurose sobre a psicose mais uma convulsão: resultado: o âncora se torna um “guru” que vai do fracasso ao sucesso porque pega de assalto o ponto fraco das pessoas. E qual o ponto fraco? A mentira na qual vivemos. “I’m mad as hell and I’m not going to take it anymore”.
Ah, mas tem os “3 dias de Condor” (baseado em Six Days of the Condor, de James Grady: brilhante), em que vemos um lindíssimo Robert Redford fugindo de uma CIA (que massacra a ela mesma – uma divisão da CIA que acaba de assassinar – risos mórbidos – “pequenos assassinatos”), fugindo de sombras que carregam mistérios e mentiras e traem uns aos outros: assim é o mundo dos SPIES, dos espiões, das divisões políticas, das hegemonias, dos egos artísticos; assim é com autores de ficção, assim como na realidade quando estamos a um passo de sermos testemunhas de um massacre ou quando perdemos um amigo perdido nas montanhas alpinas da Suíça! Em “3 dias de Condor” as ramificações chegam a ser poéticas porque um jovem e idealista Redford ainda quer “moralizar” o imoralizável, ou seja, quer limpar o sujo, a sujeira do mundo. Tadinho, mas está certo. Errado estamos nós que torcemos sempre para o coitadinho. Por que será?
Assim como Elliot Gould fotografa merda em Pequenos Assassinatos, Faye Dunaway é uma fotógrafa do nada, do vazio, em “3 dias do Condor”.
E é no colo da linda e vazia Dunaway que Redford vai pegar refúgio enquanto quer provar que ALGUMA COISA PROVA ALGUMA COISA (ao contrário do meu “nada prova nada”, Circo de Rins… ) tentando chegar ao chefe dos chefes da CIA tristemente localizado dentro do World Trade Center. Sim, eu disse tristemente aqui no ex WTC e não em Langley.
Fugindo… todos os personagens desses filmes fogem porque ainda não existe a internet. Sim, ainda estamos nos anos 60 e setenta, uma era virtual, mas virtual de outra forma. Mais que isso, estamos sob pleno impacto colossal de Richard Nixon sobre a vida de todos. O desastre Nixon abalou tanto tudo que todos tudo tanto todo o TUDO que pum! Tudo PUM! Nixon, Watergate, os tapes, Erlichman, Halderman, Kissinger, G Gordon Liddy e PUM! E mais plumbers! Quer dizer bombeiros mecânicos. É isso: PUM! E Nixon ainda fazia o sinal da PAZ dos hippies DUPLO. É como se estivéssemos duplamente bêbados e sim, não havia a internet. Havia o ser humano olhando pro outro e… O quê? Ele, Redford, descobre que conectou os pontos: PETRÓLEO. Uniu a Holanda com alguns livros árabes e Venezuela e PIMBA. E, por causa disso, PUM! Matam sua unidade. Psicóticos! Como vêem, jovens do mundo, o “oil embargo” e outros embargos pelo petróleo é vicio pior que heroína, coisa la dos Afghans, dos poppy seeds, papouuuula!
Ah, e tem “Performance” com Mick Jagger e James Fox, de Nicholas Roeg.
Sim, psicose de identidade e psicodelismo de alta fidelidade, assim nós éramos. E como éramos! E o que somos? Uma alta elite do quê?
Em “Performance” vemos um gangster cockney sendo esnobado pelo seus pares e vemos um performer da elite pop (Jagger) sendo esnobado pelos seus próprios conhecimentos “estranhos e exóticos” (Borges, por exemplo, que na Inglaterra da década de 60, ah… ninguém se importava, principalmente a minha turma. Queria-se Poe, dadaísmo, Trotsky e muito rock). Performance é e não é o espelho às avessas e I’m mad as hell… , ou seja, ESTOU PUTO DA VIDA E NÃO VOU MAIS AGÜENTAR ESSA MERDA, porque se está todo mundo tripping, todo mundo drogado e num processo de introspecção por processo psicótico de auto-indução, a palavra “mad”, maluco, puto da vida, não se aplica. Ah, sim, cogumelo nasce na merda! O que se come em “Performance” é cogumelo. Da auto introspecção à merda total e pequenos assassinatos: um vira o outro por necessidade de roubo de identidade!!!!
QUAL merda? A que Gould fotografa? A que os terroristas nos propõe no dia a dia de nossas vidas. As “Notas Oficias” que Finch é obrigado a ler e que continuam sendo a grande MASSA da MÍDIA? Ou será que a merda está no vazio das fotos, está no vazio dos discursos e nas máquinas que invadem por causa de petróleo agora, assim como era antes? E o direito de existir?
Quem tem mais direito de existir? Árabe? Judeu? Rico, pobre? Quem tem mais direito de opinar sobre isso? Redford corre da mentira, Gould fotografa seus excrementos, Finch berra a respeito dela e Jagger canta “eu existo através do OUTRO”. Nós existimos através do outro! E somente através do outro.
Quem tem o direito de não existir? Você? Eu? Um? Dois? Será somente uma questão psicótica? Neurológica? Imaginária? Numérica? Somos muito pequenos? Valemos quanto? Quanto dinheiro? Quantas gramas ou quilos? Ou seremos pequenamente, lentamente, assassinados?
Gerald Thomas
3 Janeiro 2009
(O Vampiro de Curitiba na edição)
“05/01/2009 – 07:34
Enviado por: Reinaldo Pedroso
04/01/2009 – 16:44
Enviado por: gthomas
Eis a judiazinha de merda
[>>]
Domain Name
inter.net.il ? (Israel)
IP Address
84.229.113.# (SMILE Internet Gold)
ISP
Euronet Digital Communications
Location
Continent
Asia
Country
Israel
(…)
Gerald
Isso aí me fez mal. Estou refletindo a respeito.
Reinaldo”
Gerald
Ao rastrear a Noemi, deixaste-a nua no centro do pátio de um Auschwitz contemporâneo cercada de soldados que a levarão para o chuveiro a gás.
Se vier porrada, que venha.
Reinaldo
Gerald
Na minha opinião, trocadilho é o pior tipo de humor. Parece que o Millôr e o Veríssimo(o Luiz Fernando, o Érico não tinha senso de humor) “concordam comigo”.
Os teus enquadram-se nessa opinião.
Um trocadilho metalinguístico cometido por mim: uMA CACOfonia.
“lgw”, né?
Reinaldo
Susan
Na tua mensagem no post anterior, perguntaste qual a minha graduação e eu não respondi.
Bacharelado em Artes Plásticas/Opção Artes Gráficas e Licenciatura Plena em Desenho e Plástica.
Beijo,
Reinaldo
Nina querida
Que resposta minha estás esperando?
Beijo,
Reinaldo
“05/01/2009 – 20:02
Enviado por: gthomas
05/01/2009 – 20:01
Enviado por: gthomas
Reinaldo, pelo amor de deus, ja mudamos de pagina
Estamos la em cima
ninguem esta mais lendo aqui em baixo…
Tu estás.
Abraço,
Reinaldo
Reinaldo Pedroso, sugestão do Vamp: Estamos desde o começo da tarde com post novo, nem todos voltam a este post para verificar os comentários. Sugiro, portanto, que leve o assunto ao post de cima.
Quando um estúpido põe a arma na cara de alguém, não é simples grosseria. Assume a intenção de matar, caso não intimide.
A aristocracia intelectual do oficialato nazista tinha orgasmos estéticos com as artes dos países invadidos.
Enquanto isso, no front e nos campos de concentração…
Reinaldo
Primeiro, iria digitar o comentário abaixo no post anterior quando fui convidado gentilmente pelo Gerald e pelo Vamp para vir à este post.
Segundo, digitei o comentário aqui, cliquei em “Enviar”, e ele foi enviado para não sei onde.
Terceiro, vou escrevê-lo novamente:
Para sentir-se feliz, o homem, entre outras coisas(duplo sentido) deve fazer profissionalmente o que lhe dá prazer, incluída aí a remuneração.
Assim é o militar profissional. Nada ou muito pouco de patriotismo.
E, na eventualidade de conflito armado, matar(ôba!) ou morrer faz parte.
Reinaldo
oi gerald!! meu marido (http://focacruz.wordpress.com/) já tinha me dito q vc desenha muiitoo bem!! uauu!! bem do caralho!! absolutely rootssss!!! bjãoo pra vc
Nao venha com essa bobagem preconceituosa e estupida de pais de terceiro mundo. Por que aqui no primeiro mundo, a opiniao de grande parte da populacao eh a mesma de muita gente que se expressa nesse blog.
Tem ouvido a NPR ultimamente…..?????