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20/11/2008 - 12:15

QUEM TÊM DE TOMAR CONSCIÊNCIA SÃO OS BRANCOS!

Negros – 3

 

Quando ouço  certos depoimentos eu simplesmente paraliso. Melhor dizendo, paralisava. Tenho uma arma: o teatro. E outra, a escrita. Mais uma, o berro. E mais uma: o voto: Ainda não completamos um mês desde que Obama foi eleito.

Foi nosso berro, nos EUA, contra tudo que achávamos que estava ruim, péssimo, escroto. Mas, mais que isso, foi um voto de confiança na mudança. Qual? Uma mudança radical de que os “Estados Unidos da Mente” (o nome de um espetáculo que estreei em 2004 no La MaMa, em NY, “The United States of the Mind, Anchorpectoris”) pudessem mandar à merda de uma vez por todas a sua imagem de racismo.

 

Hoje, dia da consciênscia negra, o Brasil se mostra mais racista do que nunca. Esconde seu racismo. Não somente é regido por brancos, mandado por eles, mas as cabeças ainda viram quando negros entram num restaurante chique ou quando uma família negra entra num Mercedez Benz ou num BMW ou Porsche.

 

Sim, vão me dizer o mesmo clichê que ouço há 4 décadas e, juro, não tenho mais saco: “blá, blá, blá, não é um problema de cor, mas sim de dinheiro e de educação, de cotas, classe social, disso e daquilo“: BULLSHIT, digo eu.

 

O que tenho ouvido, vivendo na ponte entre três países, EUA, Inglaterra e Brasil, é o seguinte: Está cada vez mais CHOCANTE a questão racial – pesando contra o Brasil. E deveria ser assim? Pensem, deveria ser assim, Claudia, Luz, Anna, Dynha, Mileny (8 anos), José Junior?

 

Não quero e não irei entrar em longos estudos sociológicos aqui. Isso aqui é um blog. Mas o Brasil chega a ser um ACINTE na questão racial. Declaram um dia da consciência do negro e acham que com isso alertam para algo. Que imbecilidade! Com isso, só fazem com que as pessoas, nós, os brancos azedos, alguns lotados da grana, planejem suas férias ou feriados alongados na quinta e enforquem a sexta, enquanto os negros subalternos, obviamente, terão que comparecer ao batente – como sempre – num regime quase praticamente “pré-pós” 1888, senão… RUA!!!!

 

Jean Michel Basquiat foi um dos maiores expoentes JOVENS da pintura americana dos anos 80. Morreu de overdose, mas continua sendo um ícone. Não quero fazer a longa lista, desde Colin Powell até Thurgood Marshall ou a própria Condy Rice ou Clarence Thomas, David Dinkins, Andrew Young, etc., ou de âncoras como Bryant Gumbell ou Sue Simmons  e Ed Bradley (60 Minutes) que institucionalizaram muito antes do affirmative action a presença do negro na América. OPRAH WINFREY é a mulher mais PODEROSA do dia a dia da América. O livro que ela diz que TEM que ser lido será lido por 20 MILHÕES de brancos, hispânicos, negros, etc. E aí?

 

Minha lista poderia ser extensa se eu entrasse no mundo das artes cênicas (Sidney Poitier, James Earl Jones, Denzel Washington, Morgan Freeman, Lawrence Fishbourne, etc… Os altos salários de Hollywood). Dr. Martn Luther King: you did have a dream. We’re getting there. Malcom X, I still don’t know what to tell you, exactly. Jesse Jackson, Reverend Al Sharpton and Congressman Charlie Rangel, well… a new era is starting yes!

 

Dia da Consciência negra no Brasil pra que a brancalhada encha a cara? Não me façam rir.

No espetáculo que ensaio agora, no Rio, o ator (que acaba de se soltar do “pau-de- arara”, todo cheio de Hema-Thomas, quase cego, quase mudo, vai tateando o chão até que acha uma caixa de vinhos.

“UM BORDEAUX 1933!!!”- ele diz. “Que ano estranho!!” E bebe. E vomita. “Sangue, sangue humano. Sangue da ascenção!”

Continua tateando… e encontra outra caixa. Mais Vinho. Dessa vez um Barolo: “Um Barolo, 1945! A Queda! Numa mão, a ascenção, noutra a queda. Que curioso! Quanto sangue humano não deve estar contido nessas garrafas. Será que até o sangue de… ?  Deixa pra lá.

 

Brasil, acorde: VOCÊ é RACISTA COM OU SEM FERIADO. O GIGANTE COMPLETAMENTE DORMENTE é um pais que adora ver negros no campo jogando ou no palco cantando ou na avenida rebolando e isso me leva a VOMITAR!

 

Graças a deus eu me orgulho, como não canso de dizer, de ligar a TV na CNN, ou na NBC ou CBS ou seja lá qual for, e ser DALTÔNICO e, chegando agora em janeiro, MORRER de ORGULHO de ter sido parte da campanha do meu presidente, Sir Barack OBAMA.

 

 

YES, WE CAN!!!!! Yes, we did it !

 

Gerald Thomas

 

 

(Na edição, O Vampiro de Curitiba)

 

 

Autor: gthomas - Categoria(s): artigos Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

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790 comentários para “QUEM TÊM DE TOMAR CONSCIÊNCIA SÃO OS BRANCOS!”

  1. EUZONA disse:

    Lá vai a fome com seu rebolado sem graça… assolando as panelas pretas nos fogareiros de quem não tem fogão a gás.
    Lá vai a miséria secular, da ganância esbranquiçada desde o esquema econômico adotado pela colonização.
    Lá vai a violência causada pela fome, induzida pela miséria do esquema econômico que perdura indomável nas ações políticas adotadas pelos esquemas governamentais.
    A gente não quer “esmolas” instituídas, a gente quer projetos e políticas públicas que dêem condições dignas a todos, independentemente do tom de pele.
    Que mostra terrível de estupidez ainda perdura no séuclo XXI, não é com o dia nacional de determinada raça que resolveremos o problema do racismo; mais sim com a vigília da consciência econômica, discutindo a distribuição de renda num país cuja economia tem colocação privilegiada no mundo. e cuja diferença em relação aos maiores e menores salários é VERGONHOSA.
    Acorda gente… já pararam para pensar os nomes e os cálculos incompreensíveis que são apresentados para falar das causas das diferenças em nosso país? SABE O NOME DISSO POPULARMENTE FALANDO… É CRÉÉÉÉÉUU NA GENTE SEM VASELINA.
    Já perceberam que as reformas tributária, política nunca saem do papel e nem mais são discutidas. Sabem o que significa isso POPULAREMENTE. Nenhum DOS POLÍTICOS ELEITOS QUER PERDER SUAS MORDOMIAS, PERGUNTA A ESSA CORJA SE QACEITAM SE ELEGER GANHANDO APENAS SALÁRIO COMPATÍVEL, SEM MAIS NENHUMA ROUBALHEIRA AOS NOSSOS BOLSOS. ISSO ELES Ñ QUEREM NEM IMAGINAR…
    Lanço aqui e agora a campanha do muda REGRA POLÍTICA, QUEM VAI NESSA COMIGO. TODOS OS CARGOS POLÍTICOS SÓ TERÃO SALÁRIOS COMPATÍVEIS, ACABARAM-SE AS VERBAS EXTRAS. ACABARAM-SE AS VERBAS EXTRAS. VAMOS VER SE ISSO TOMA CORPO, VAMOS VER SE TODOS OS QUE AQUI POSTARAM ESTÃO MESMO ENTENDENDO ONDE MORAM AS RAÍZES DE TODOS OS DEMAIS PROBLEMAS BRASILEIROS.
    Asseguro a vocês, só com essas reformas é que poderemos ter DIGNIDADE, CHEGA DE ALIMENTAR OS TUBARÕES DA POLÍTICA!

  2. Ronald. disse:

    Políticas públicas???
    Resultado dos desacordos entre, população, governo estadual, e federal.

    O Brasil tem 455 municípios sem médicos, de um total de mais de 5.560 cidades no país. O problema é mais acentuado em regiões distantes dos maiores centros urbanos, como no Nordeste, que lidera a lista de cidades sem médicos, com 117, 25,7% do total do país. No Sudeste são 111, a maioria cidades pequenas, como Suzanópolis e Sagres, em São Paulo.

    e por ai vai……

    Antes de passar mal cuidado pra não escolher o lugar errado.

  3. Ronald. disse:

    Pra que serve esta merda????
    Pra que???

    24/11/2008 – 08h27
    TV de Lula faz um ano sem conteúdo, sinal e público, informa Outro Canal

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    da Folha Online
    A TV Brasil completa um ano no próximo dia 2, ainda longe de ser a rede pública nacional que o presidente Lula imaginou. Com um orçamento de R$ 350 milhões, a emissora é traço no Ibope, tem cobertura restrita e depende de programação que herdou da TVE.

    A informação é da coluna Outro Canal, de Daniel Castro, publicada pela Folha nesta segunda-feira. A íntegra da coluna está disponível para assinantes do UOL e do jornal.

    Em São Paulo, principal mercado do país, o sinal da TV só chega dia 1º, e apenas para quem tem receptor de TV digital. O canal analógico deverá ser inaugurado em março ou abril.

    Hoje, o sinal aberto da TV Brasil só cobre Rio, Brasília e São Luís, além de parabólicas.

  4. amina disse:

    Bem, sempre leio o blog e costumo ficar calada, mas hoje não resisti.
    Vinícius que disse que o Gerald deveria parar de reclamar e dar soluções: talvez a solução seja exatamente parar de ficar esperando alguém descer dos céus com a solução e começar a realmente refletir sobre o tema. Gente do céu, essa questão é muito mais complexa do que um “sim sou racista” ou um “não, não sou racista”.
    É uma questão cultural, mesmo. Vai além do simples fato de realmente acreditar que não existe racismo e pronto. De repente, você pode perceber que no fundo no fundo tem sim pensamentos racistas e ficar puto consigo mesmo. É maior, é social, é história. Não é só uma vontade, ou um pensamento. Saber que não deveriamos, todos nós sabemos. Mas mesmo assim podemos ser, por hábito, por aculturação, por um monte de coisas. E, pra mim , um grande reflexo disso é o tal feriado. É a tal culpa que se traduz em cotas.

  5. Silva disse:

    De fato, Sr. Thomas, dei exemplos de vários artistas. Mas nem todos os que mencionei são artistas. Glória Maria é jornalista e Milton Santos conquistou um Vautrin Lud. Se não mencionei médicos, advogados nem empresários, isso não significa que eles não existem. Apenas não estão na mídia e, portanto, não são muito conhecidos. Porque no Brasil não fazemos tanto estardalhaço por causa de doutores negros. Não fazemos grandes solenidades públicas só para eles, como se fosse uma conquista de todos os negros, e não uma conquista pessoal. A extinção de uma lei racista americana é uma conquista de todos os negros. A formatura de um negro no Brasil é uma conquista pessoal, como a formatura de qualquer pessoa. Aí vem o Lula e diz que os negros precisam de uma universidade só pra eles? Por quê? Acaso proibimos a entrada de negros em nossas universidades? Lula quer segregação racial, coisa muito comum em alguns lugares dos EUA do século XX, ou na África do Sul sob o apartheid. E enquanto os EUA acabam gradualmente com suas leis racistas, Lula as reproduz no Brasil, onde elas não existiam. Enquanto os americanos avançam, ainda que lentamente, no combate ao racismo, transformando-se no que o Brasil já era bem antes de Lula(um país onde brancos e negros podiam freqüentar os mesmos lugares e até casar uns com os outros), o Brasil de Lula retrocede bruscamente, transformando-se nos EUA do século passado(um país racialmente segregado, ainda que parcialmente). Como eu disse em meu comentário anterior, concordo parcialmente com o Sr. Thomas. O Brasil está mais racista que nunca. Mas não fale como se nascer branco, no Brasil, fosse garantia de sucesso profissional, Sr. Thomas. Não fale como se não existissem negros ricos, nem brancos pobres. Ambos sabemos que, apesar do racismo de certos brasileiros retardados, qualquer brasileiro batalhador, com muito estudo e muito trabalho, pode subir na vida, independentemente da cor de sua pele.

  6. Lúcio Jr disse:

    Oi, GT e pessoal, achei um blog legal sobre os anos 50. Tem a crõnica do Francis sobre a Tonia sem peruca e tem a critica dele sobre Eles nao usam black tie, por exemplo:

    “Eles não usam black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri, a partir da insofisticação de títulos que pode ser como Look back in anger (Recordar com Rancor, tradução aproximada), de John Osborne, serve à juventude britânica, à juventude que se conscientiza, que participa intelectualmente de seu destino, que procura saber aonde vai. Ambas as peças são exigências de esclarecimento, revelam uma ânsia de libertação do caos e frustrações que constituem a essência da vida social de hoje, na Inglaterra e no Brasil.

    Em Osborne, deparamos com o filho de uma cultura saturada, cuja raiva é filtrada por impotência. O Império Britânico se desmorona. Já ninguém acredita nele, em literatura, como entidade ética, desde Kipling. O socialismo-trabalhista se intrometeu. O indivíduo melhorou. Mas o artista intelectual, que é o protagonista de Osborne, permanece insatisfeito. Ter o que comer, o que vestir, onde morar, ainda que modestamente, são necessidades primárias que o governo supre com o atraso de séculos – em relação à visão humanista, em vigor desde a Renascença – e o faz ainda com imperfeições e concessões ao passado. O indivíduo precisa mais; sentir-se inteiro e independente como os homens de Shakespeare, e não ser reduzido a peça de uma engrenagem mecanicista, coletivamente estandardizada, sem face, sem espírito. A possibilidade do extermínio tecnológico contribui para o ressurgimento do individualismo em termos modernos.

    Esses problemas nos parecem remotos, senão no fato de constituírem a outra extremidade do drama escrito por Guarnieri. Seu ‘Tião’ é um operário que trai a classe numa greve. Não o faz por covardia ou interesse. Apenas não crê no sucesso de uma greve. Os patrões concederiam o aumento e aumentariam o preço dos gêneros de consumo, num ciclo de cinismo, que é a constante do meio social em que o rapaz se criou. E ‘Tião’ vai casar-se. A subsistência é o que lhe importa. Falta-lhe a convicção ideológica necessária à resistência e à revolta por meio do sacrifício individual. Nunca lhe ensinaram diferente, nunca viu diferente no país em que vive. A falência ideológica da personagem de Osborne decorre das experiências das gerações precedentes. A de Guarnieri, da indiferença.

    Um dramaturgo jovem como este – tinha 22 anos quando escreveu ‘Black Tie’ – que passou fome em princípio de carreira, que supre com talento o que lhe falta em experiência cultural, escolheria, naturalmente, a si próprio e a seus próximos para dramatizar em seu próprio esforço. Não quero dizer que ele tenha retratado especificamente fulano e beltrano; ao que me consta, isso não aconteceu. Mas às suas pretensões ideológicas, que busca expressar através da condição de operários favelados – viveu nas proximidades de uma favela no Rio, durante algum tempo – juntou por certo sua experiência afetiva do teatro brasileiro, o ambiente em que está amadurecendo como homem e artista. E o teatro, arte menor que entre nós destacou-se das demais em penetração popular, é um microcosmo da situação de suas irmãs, como da situação geral do País.

  7. Silva disse:

    Na próxima vez, leia meu comentário até o fim antes de responder. Você não viu o nome de Sílvio Santos? ou ele não conta como empresário? Ah, esqueci! os judeus nunca sofreram com o racismo, né? Erro meu…
    Você diz que o Brasil está cheio de artistas e esportistas negros. E daí? Algum problema? O que você queria? Que eles fossem proibidos de jogar bola, cantar, atuar e escrever? Se não existissem negros na mídia, você diria “Quantos artistas negros existem no Brasil? Vocês são racistas!” Mas o Brasil tem uma porrada de artistas negros, então você diz “Ah, mas o Brasil só tem negros no meio artístico. Vocês são racistas!” Então de qualquer jeito somos rotulados de racistas? Alguém aí comentou que o Brasil é racista, porque negros casam com brancos para que seus filhos tenham uma pele mais clara. Não entendi. Então os casamentos entre brancos e negros são casamentos racistas? Seguindo essa linha de raciocínio, todos são racistas. Casamentos entre brancos são racistas porque não têm negros. Casamentos entre negros são racistas porque não têm brancos.
    Casamentos entre índios são racistas porque não têm brancos nem negros. Casamentos entre orientais são racistas porque não têm nem brancos, nem negros, nem índios. E casamentos entre pessoas de origens e culturas diferentes também são racistas? Por quê? Não entendi. Então a miscigenação é racista? Será que alguém pode explicar?

  8. Raul disse:

    Geraldo, como vc adimira Obama pela sua negritude.
    Mas intelectualmente ele é bastante fraquinho. Acho que a change que vc ve em Obama é outra bem mais grande.

  9. Silva disse:

    E se alguém ainda acredita que o Brasil é uma terra onde todo branco nasce em berço de ouro e os negros são coitadinhos excluídos das universidades, condenados a jogar futebol para entreter a elite branca, deixo aqui um argumento derradeiro; a página da Universidade Zumbi dos Palmares na Internet diz:
    “Percentual de professores afrodescendentes – 40%”
    Ora, se os negros eram tão excluídos das universidades antes do desgoverno Lula, onde esses professores se formaram? Eu vos digo onde: NAS MESMAS UNIVERSIDADES QUE SEUS COLEGAS BRANCOS! ELES NÃO PRECISARAM DE COTAS! E se eles não estão na mídia, é porque a mídia não tem obrigação de divulgar os nomes e as fotos de todos os negros que se formam a cada ano em nossas universidades, como se precisássemos provar alguma coisa.

  10. Batista disse:

    O Brasil é formado por miscigenações de etnias e culturas, que deve ser fortalecido, sem discriminações e sem leis de distribuição de privilégios e impunidades para alguns.Quando se discrimina nacionais se pratica um crime contra a Nação.As riquezas do solo e mar devem ser em beneficio de toda a Nação, e não para alguns “grupos” gananciosos, senão se repetirão no Brasil, conflitos por ganâncias e poder e provocando exodos e enfraquecimento da Nação.Que educação de qualidade, observando os valores morais da maioria do povo brasileiro e civismo norteei o fortalecerá a Nação Brasileira.

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