Surtos De Individualismo
“Não, não… não é o que vocês estão pensando. Não, não é isso. De certa forma… quero dizer, de alguma forma, é o que vocês estão pensando, sim. Não posso negar. De alguma forma, o que vocês estão vendo agora, confirma exatamente isso (o que está no palco, vida, política, jornais, etc), e confirma também o que vocês estão pensando.
Engraçado. Triste. O desmoronamento. Várias obras de arte têm essa cara. Melhor, o PODER tem essa cara também.
O Poder e a Arte tem a cara da destruição!”
E por aí vai a narração inicial de “O CÃO QUE INSULTAVA MULHERES, Kepler, the dog” que estreou semana passada (apresentação única) em Sampa e pelo IG.
Muita coisa pessoal aconteceu na minha vida desde que comecei a ensaiar o espetáculo. Muita coisa aconteceu desde que ela foi ao ar.
Às vezes devemos dar uma parada em tudo. Zerar. Lubrificar o corpo. Postar a alma diante do espelho como o mais angelical dos seres ou o mais diabólico deles e perguntar: “o que estamos fazendo aqui? Pra quem e pra quê? Quem são nossos amigos? Quem são os oportunistas? Quem são nossos inimigos?”
As respostas podem vir na hora. Outras podem demorar algum tempo. De uma forma ou de outra, quem vive uma ‘vida pública’ assim como eu, já deve dormir com um olho aberto. Quem se aproxima… hummm, deve se aproximar porque deve querer alguma coisa.
INÍCIOS DE TUDO
Vejo uma geração (aliás, duas) inteira de pessoas fingindo que estão acontecendo coisas. Uma, a mais velha, FINGE que há um NOVO INÍCIO de TUDO, como se os tempos de hoje fossem a nova Gênese. Bosta. Não tem nada de novo acontecendo além do fingimento oportunista desses alguns que querem estar desesperadamente correndo em busca de um tempo perdido.
E tem de fato a geração de hoje, a nova, que não sabe porra nenhuma mesmo e que olha qualquer negócio com aquele olhar bestial de novidade. Dá preguiça? Não sei. Dá pena. Mas sempre foi assim. Schoenberg já escrevia sobre isso. Outras dezenas também. E sei lá quem escrevia que o “tempo contemporâneo traz memórias pra serem preenchidas”. Ah, tem cara de ser Wittgenstein, mas posso estar chutando.
“Hedonismo perverso”
Mesmo assim, exausto da estréia do Cão que insultava e insulta, fui ver o espetáculo que Jô Soares montou no “Teatro Vivo” com o Wilker e cia. E o quê? Me surpreendi como o Wilker está ÓTIMO, como o Jô deixou o texto de Albee de pé, sem pretensões de querer cultuar um manifesto em torno de si mesmo. Ah sim, nem tudo é perfeito, mas… quem sou eu para estar escrevendo sobre perfeição ou cultos sobre o diretor, etc.?
Encontrei no camarim um Jô Soares tão doce, tão simpático e tão aberto a tudo que, complementar ao texto do Albee e a interpretação inesperada de Wilker, deixa em aberto se não devemos nos olhar mais no espelho todos os dias um pouco menos. Vou repetir. Olhar MAIS no espelho um pouco MENOS (essa frase é melhor em alemão). Olhar menos no espelho e testar nossas idioTsincrasias e daqueles que consideramos amigos, inimigos ou da tchurma ou da antiTchurma ou de pessoas que consideramos hostis ou da nova FASHION Actor ou Fashion ACTRESS ou do Pink is the new Black. E por quantos anos olharemos para fora ao invés de para dentro para constatar uma coisa, uma única e só coisa?
Sylvia, a cabra, é uma paixão impossível porque ela não existe.
A questão mais profunda e mais dolorosa entre nós da humanidade seria: temos realmente alma suficiente para amar ou entregar, para colocar nosso coração à disposição de alguma outra pessoa em qualquer momento de nossas vidas? Ou o MOTTO do “Kepler the dog” está mesmo certo: ”Não, nao é o que vocês estão pensando. Sim, é o que vocês estão pensando, sim. O que está colocado na frente de vocês e na minha frente agora é isso! E se está colocado na sua frente, tem que ser comido, atacado, digerido, possuído e depois… CAGADO FORA!
XEQUE-MATE!
Gerald Thomas,
Depois de uma longa conversa sobre “amizades da oportunidade” com João Carlos do Espírito Santo.
(O Vampiro de Curitiba na Edição)
PS: “O CÃO QUE INSULTAVA MULHERES, KEPLER, THE DOG”, AO QUAL O TEXTO SE REFERE, PODE SER VISTO AQUI:
Autor: gthomas - Categoria(s): artigos Tags: ALBEE, AMIGOS, ANGELICAL, arte, CONTEMPORÂNEIDADE, cultura, DIABÓLICO, GÊNESE, Gerald Thomas, HEDONISMO, IG, JÔ SOARES, João Carlos, JOSÉ WILKER, o cão que insultava mulheres kepler the dog, OPORTUNISMO, PASSADO, poder, São Paulo, SCHOENBERG, teatro, TEATRO VIVO, VIDA PÚBLICA
………………………..ÚFA,………..até que enfim,….um texto…..!!!…………………..
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..o negócio tava duro de aguentá,…lá em baixo..!……………………………….
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Fábio, os comentários são somente comentários.O que tem valor detexto aqui que eu saiba é o do Gerald Thomas.Acho que vc está dando muito valor aos textos.Senão vc não perderia seu tempo nem para repudiar, isso que eu acho.E é também o que acho quando um monte de pessoas ficando se detendo em uma pessoa, isso e porque de alguma foram a valorizam.Pensam que a humilham, ridicularizam mas é o contrário.Estão demonstrando o ridículo que são .
Quis dizer que vc está valorizando muito os comentários.Detenha-se por favor nos textos do Gerald Thomas.
Nos textos do Sir Gerald Thomas.
Fábio, vc já se olhou no espelho para me chamar de Dragão?Tem homem que não se olha no espelho.
Se para você que tem reconhecimento e sucesso tá assim, de saco cheio.
Imagine os que como eu medram da invisibilidade.
Não entendo porque dão tanta importância aos comentários??Será que vcs não param para pensar nisso?E não vêem que não há lógica no que vcs fazem.Se nós aqui quisessemos nos igualar aos textos fariamos um blog.Ou então fariamos uma peça de teatro já que nos achamos tão bons.E porque nós os invisiveis não podemos pensar, e expor o que pensamos?Vcs tem medo do quê????Isso é muito ridículo.
Ou vcs acham que os invisiveis também não tem individualidade?Aí não vejo sentido na arte.A arte não é para fazer as pessoas pensarem, refletirem?Não é???????ah então não existe mais arte nem artistas de verdade , vai ver é isso.
Agora minha nota é zero.
“What makes you black men such good lovers?” asked the white employer of Kinney, the chauffeur.
“The trouble with you white folks is that you just go there and rush, rush, rush, and before you know it, it’s all over,” said Kinney. “Now, the way us black folks do it is get in there, take it easy, make long strokes, nice and cool-like.”
That night whitey climbed into bed with his wife and began making love to her exactly as Kinney had suggested.
After twenty minutes of sheer delight she gasped, “My God, where did you learn to screw like a black man? “
Calma Luciana…
Gerald,
seu argumento ai em cima é lindo…….
talvez, o que é livre disso se vai daqui…com todas essas cicatrizes na pele mas nenhuma delas a lhe arranhar o amor ao outro…que também faz parte dela.
Não sei o que dizer no individualismo meu…fico triste e choro…que coisa, com espelho ou sem espelho…que boba né!
sinto literalmente “cagada”….por mim mesma
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Taí.
Eu aprecio o Jô Soares mas ele é um exemplo vivo de individualismo.
As pessoas no programa do Jô, não aparecem.
A hora e a vez é do gordinho.
É ele que pensa, é ele que fala, é ele que sabe.
Lembro-me do saudoso Enéas,
falando sem parar para não ser interrompido.
Alias, isso é comum em talk show.
O entrevistado pode ser Premio Nobel em
economia, medicina, química, matemática,
ou outros Nobeis, quem sabe é o entrevistador.
Não posso esquecer da Maria Lídia
que faz pergunta embutindo a resposta.
Ao entrevistado so restam duas alternativas:
a) Sim
b) São
b) Não
Pensando sobre a Blog novela Kepler, ou melhor a Blog novela kepler nos fazendo pensar:
…Certas conversações duram tanto tempo, que não sabemos mais se ainda fazem parte da guerra ou da paz. é verdade (sera?) que a arte é inseparavel de uma colera contra a época, mas também de uma serenidade que ela nos assegura. Contudo, a arte não é um poder (sera?), As religiões, os Estados, o capitalismo, a ciência, o direito, a opinião, a televisão são poderes, mas não a arte (sera?). A arte pode ter grandes batalhas interiores, mas são batalhas risiveis (sera?). Não sendo um poder, a arte não pode empreender uma batalha contra os poderes; em compensação, trava contra eles uma guerra sem batalha, uma guerra de guerrilha. Não pode falar com eles, nada tem a lhes dizer, nada a comunicar, e apenas mantém conversações. Mas como os poderes não se contentam em ser exteriores, mas também passam por todos nos, é cada um de nos que, graças a arte, encontra-se incessantemente em conversações e em guerrilha consigo mesmo (sera?).
“E tem de fato a geração de hoje, a nova, que não sabe porra nenhuma mesmo e que olha qualquer negócio com aquele olhar bestial de novidade” kkkkkkkkkk dá preguiça! claro que dá!
Existência, existencialismo, existente. Tempos de crise…
Existem as amizades descartáveis, aquelas que são necessárias por um determinado período, e você se entrega, e vc sabe que tem prazo de validade. Você digere.. Já as que não tem é mais difícil… vai endurecendo. Vc fica intolerante… e começa a pensar se isso tudo faz sentido ou se tem ou não que fazer mesmo… e se é mais alguma coisa além disso… afee
where is my mind?!
O problema é criar expectativas.
estar livre dos apegos todos…. desapegar das coisas, não se importar com os brilhos e flashes do mundo conti_di_ano…
essa liberade seria utópica? não…talvez…. seja preciso entender a pequenez de nós mesmos…sem traumas se possível, se não, serão as cicatrizes…mas elas secam….o que não pode secar é a busca por essa liberdade….amor e entrega que não tem preço….que venham as cicatrizes todas, poderemos dizer…vivi!!! e depois morri!!! com esse caminho….
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Vampiro,
sei que esta fazendo mil coisas ao mesmo tempo mas, por favor, mande seu bom dia de hoje para todos nós….e de todos os outros dias que passaram e vc não disse….senão vai ficar muito triste essa tarde chuvosa aqui de sampa…rs….
tô brincando, não fique bravo heim!!!
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Liz,
concordo sobre as expectativas, as vezes nos enchemos delas e coitado do outro que nada tinha a ver com isso….antes de a gente criar ele todinho a nossa maneira…
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