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16/10/2008 - 00:08

O Último Debate – A Última Ceia E MAIS!!!!

+ O TEXTO DO GUZIK E DO FELIPE FORTUNA E O MAPA ELEITORAL AMERICANO APOS O DEBATE!!!!!

Não parece ser o que parece ser. Mas poderia. O que vocês viram, vocês não viram realmente. Péraí! O que vocês ouviram, vocês acham que ouviram. Ah, os debates. Ah, quem conhece a estratégia deles – right, Ben Stein? Right, Paul Begalla?

Quem articula os debates presidencias são os articulistas, os press agents, os lobbyists e os (….). Aquilo não é exatamente um debate e sim uma sinfonia dos “des-ditos”. Por acaso a peça que estou tentando montar chama-se, justamente, a “Sinfonia dos Des-ditos: Kepler, parte 1”

Ah, sim, Weather Underground. Deixou pro último momento. Pena que McCain não trouxe a tona o grupo Weather Report, aquele em que tocava o Wayne Shorter e, às vezes, um brasileiro, Doum Romão. Subversivos a ponto de terem tocado junto com um terrorista austríaco e outro um cantor e compositor de nome Milton Nascimento.

A coluna de dias atrás de Frank Rich, da Oped  page, do N Y Times, estava ÓTIMA. Brincava em cima disso tudo mais que o Dario Fo brincava em cima do orgasmo adulto que escapou do zoológico.

Não, não assisti o debate. Está me fazendo mal ao fígado. Mas a enxurrada de telefonemas e emails de pessoas me contando detalhes é como se… Péraí! Como se nada. Nada mudou.

McCain está apelando, sua cara pelando, digo, Palindo. E não Sarah. A Cagada está feita. Do que se deduz: quem aponta o dedo (dedinho, como o do Lula) está perdendo. E os polls (pesquisas) confirmam isso. Só que não confio nem em polls e nem em poles (postes) (poderia falar algo sobre poloneses também, mas tenho muitos amigos em Varsóvia e em Cracóvia.)

Confio no dia da eleição! O resto é teatro, e teatro RUIM. Péssimo, aliás.

Pior do que esse que Pedro Cardoso tem nos mostrado com seu… falo moralismo, digo, falso moralismo. 

Impostos, Impostores, health care, segurança nacional, o cara lá do Weather Underground (pra quem não sabe, não perca tempo pesquisando: não eram os subversivos que a mídia quer fazer parecer: eram cartoons da Disney que mediam a temperatura dos vagões dos metrôs de Londres quando garoava lá em cima!) E olha que McCain nem mencionou The BLACK Panthers ou o Pink Panther com Peter Sellers.

Poxa, acho que teria sido o máximo o nosso POW de plantão mencionar o seriado britânico THE GOONS (onde Sellers começou) junto com Spike Milligan!

Ah, sim, o weather no underground da Northern line anda “rather stuffy!”. Por que será?

Porque eles não gostam do desempenho do McCain. Os seios dele não dão uma boa foto pra página 3 dos tablóides britânicos.

Gerald Thomas

 

Top News

 

 

 

(Vamp, na edição)

 

 

Do Blog do Alberto Guzik:

 

 

 Fui ontem almoçar com Gerald Thomas. Uma pessoa que amo e  vejo muito menos do que gostaria. Ele tem uma agenda atrapalhada, eu tenho outra, então quando ele pode, eu não posso, vice-versa. Vai daí que há meses ele tem vindo regularmente a São Paulo, mais ou menos a cada 30 dias e a gente, que se adora, mal se vê. Desta vez marcamos o almoço vários dias antes e nenhum imprevisto impediu que encontrássemos. Foi meio atribulado por conta da escolha do restaurante. Queria levar Jerry ao Kawai, o japa aqui do lado de casa. Chegamos lá, lotado. Só havia umas mesas ao sol, naquele calor etíope de ontem. Não deu. Jerry disse que não queria almoçar, só tomar chá. Estava sem apetite, arrasado, problemas no trabalho. Lembrei então de um fast food japa que abriu aqui perto, na Augusta, o Yoi. A temperatura ali estava bem mais amena, apesar do barulho da rua. E havia mesas disponíveis. Ficamos lá. Temakis. Comi dois. Estavam bons. E conversamos muito. De nós, de trabalhos, de cidades, de blogs, da crise, da crise, da crise, de ética. Contamos histórias. E Jerry a certa altura observou que para além da depressão, com a qual está lutando faz tempo, ele se sente extremamente cansado. Respondi que sei muito bem do que ele estava falando, sinto a mesma coisa. Jerry respondeu que não acredita. E argumentou: estou trabalhando muito, dando aulas, mantendo o blog, ensaiando, atuando, escrevendo montes de coisas, entre as quais um romance cuja gênese ele acompanha desde o início, e que além de tudo minha aparência é ótima. Eu poderia ter retrucado, da mesma forma, que ele também está com excelente aspecto, pele saudável, olhos brilhantes, não pára de trabalhar e tem uma vida muito mais agitada que a minha desenvolvendo-se em três continentes. Em vez de levantar esses argumentos, disse que se faço tudo isso, é porque me ocupo, me deixo aturdir de tanto trabalho, justamente para não me entregar. Não sou um trabalhador feliz e ajustado. O que faço na vida é laborterapia, pra não pirar e viajar sem volta. Por isso não paro. E Jerry também não pára. (Ele me disse ontem que há décadas não tem férias, férias de verdade. Pelo menos nosso admito que levo vantagem sobre ele. Nessas últimas décadas tive férias e fiz umas viagens bem gostosas.) Bom, no meio da conversa, quando estávamos falando dessa dor que é viver, Jerry me olhou e perguntou: “Será que isso é coisa de judeus?” Páro e penso. Estou falando com um dos homens mais inteligentes que jamais conheci, um dos artistas mais brilhantes do nosso tempo. Não é improvável o que ele sugere. Nós dois, eu e ele, temos origens similares. Pertencemos quase à mesma geração (sou dez anos mais velho que Jerry), filhos de imigrantes judeus que escaparam do massacre nazista na segunda guerra, educados entre dois mundos, estrangeiros na terra natal, estrangeiros no mundo, sempre. Pensei na figura do judeu errante, do homem sempre em busca de um pouso, de um porto. Talvez essa minha melancolia, a tristeza do Gerald, sejam atávicas. Uma condição biológica que nos condena a isso. Será? É tão plausível. A coisa pode vir em nosso DNA. Sei lá. Terminamos o almoço. Jerry precisava voltar ao trabalho para tentar resolver os problemas graves que rondam seu projetado espetáculo. Eu tinha que dar um jeito de pagar contas que venciam, já que os bancos estão em greve. Acabei fazendo isso numa casa lotérica. Há décadas não entrava em uma. Mas isso é uma outra história que fica para uma outra vez. 


PS: Obrigado ALBERTO, SO QUE TEM UM ERRO AI. O MAIS INTELIGENTE EH VC.

LOVE

G

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POESIA E TÉCNICA: CAMPOS ALEATÓRIOS

 Felipe Fortuna

 

Encontra-se na internet (e, portanto, ao alcance de todos) a revista MnemoZine, cujo número 4 é inteiramente dedicado a Augusto de Campos: www.cronopios.com.br/mnemozine/. Tanto por sua qualidade gráfica quanto pela pertinência do material reunido (poemas, artigos, depoimentos e traduções), o exemplar virtual de MnemoZine deve ser referência para as publicações literárias que se arriscam na rede eletrônica. Editada por Marcelo Tápia e Edson Cruz, e transformada em objeto multimídia por Pipol, a revista, expandindo-se em www, faz circular a obra do poeta, crítico e tradutor como jamais se pensou: a massa pode agora comer o biscoito fino que Augusto de Campos fabrica desde a estréia, com O Rei Menos o Reino (1951).

Mas a maior circulação do poeta concretista não é tudo: a revista também apresenta textos cinéticos e se vale de recursos sonoros e visuais que trazem à poesia concreta aquilo que não se encontrava na versão impressa em papel. É o que acontece, por exemplo, com os poemas “Osso” e “Intradução: Guillotine Apollinaire”, este último uma composição lúdica e bem-humorada, no qual até a página branca, quando se cortam todas as palavras, também é degolada. Fatos inesperados, escuta-se o poeta a interpretar “Chegou a Noite”, samba composto pelo pai, Eurico de Campos, que contém o verso paulistano “lá vem a gaze da garoa”; e ainda, como em diálogo, o próprio pai a cantar “Samba Concreto”, de sua autoria, no qual garante que num quadro (e não num poema, note-se) feito segundo os princípios do concretismo “havia 100% de expressão e sentimento”.

 O importante conjunto de MnemoZine agora se junta à reunião de ensaios organizada por Flora Süssekind e Júlio Castañon Guimarães em Sobre Augusto de Campos (2004), concebida em torno de seis grupos temáticos, entre os quais “Poesia e Técnica”. Em vista das possibilidades abertas à criação artística pelas tecnologias digitais e pelos meios eletrônicos de divulgação, de que tanto se vale a mencionada revista literária, o tema “Poesia e Técnica” revela-se de fato produtivo para uma discussão sobre um aspecto da poesia de Augusto de Campos. Aproveita-se também uma coincidência: a professora Lucia Santaella escreveu um ensaio em MnemoZine (“A Invenção Viva da Poesia Concreta”) e outro ensaio no citado livro (“A Poética Antecipatória de Augusto de Campos”). Em ambos, defendeu a tese de que “a poética de Augusto de Campos é aquela que mais coerentemente permaneceu fiel a seus precursores como Mallarmé, Cummings, Pound, e à própria poesia concreta de que foi fundador e participante. Por isso mesmo, é a poética que antecipou e, no seu desenvolvimento interno, sempre em progresso, veio, ela mesma, desembocar na poesia digital contemporânea.”

 É difícil aceitar a integralidade das afirmações acima. A professora aponta, primeiramente, o paradoxo da fidelidade de Augusto de Campos aos princípios ortodoxos do concretismo, que teria conduzido a obra à forma mais atual de poesia (e acrescenta: “por ironia inesperada para os críticos”). Lucia Santaella seguramente não considera o recorte realizado pelos poetas concretos, pela via do paideuma, para assegurar em Mallarmé, Cummings e Pound aquilo que tinha serventia às idéias fixas do grupo: apenas uma parte da obra, escolhidaà la carte. Ao mesmo tempo, persegue o tipo de evolucionismo histórico-literário criado pelo grupo de poetas concretistas – e não apenas por Augusto de Campos – para explicar a poesia que produzem. Sobre o autor, informa que “sua produção poética avançou pari passu,sincronizando-se com o potencial apresentado pelas novas tecnologias”. Por isso mesmo, mencionam-se as palavras “progresso” e “desembocar”: a primeira, com a noção distorcida de que se atingiu um patamar superior ou que o mais moderno é o melhor; a segunda, com a insistência num processo de desenvolvimento (que existiu na ilusão de todos os planos-piloto) que tem um resultado final ou um ponto de chegada.

 Mais incongruente ainda é a afirmação de que Augusto de Campos produziu uma “poética que antecipou” a poesia digital contemporânea. Alguns poemas concretos, como “Osso” e “Intradução”, ganharam elementos de visualidade graças às novas tecnologias – mas, infelizmente, na velocidade e na direção que oferece o poeta ou o editor, e não mais nas que o olho do leitor captava ao abrir uma página. Do suporte do livro para o suporte digital, como se vê, há perdas e ganhos. O que falta na argumentação é um sopro de dialética: um artista ou um crítico deveria ficar alerta para a imprevisibilidade e mesmo para as mutações (e não o progresso) que as técnicas impõem sobre o ser em todas as suas atividades, e não apenas as poéticas. Ao tratar das interações entre tecnologia e literatura, Hugh Kenner, emThe Mechanic Muse (1987), soube interpretar que “a tecnologia tendeu a subjugar as pessoas gradualmente, forçando-as a um comportamento do qual não faziam idéia. E ela alterou os seus mundos, de tal modo que um datilógrafo de 1910 não poderia ter imaginado como a sua contraparte de 1880 costumava passar o dia.”

A tecnologia tem a capacidade de alterar os sentidos, sem perder ambivalências e casualidades. O objeto verbivocovisual, por fim, é um ato de criação com fundas repercussões para a literatura, e Augusto de Campos começou a produzi-lo com a tecnologia existente à época: primeiramente, os recortes de letras e palavras impressas nas revistas; em seguida, as folhas de plástico do Letraset. Tivesse escrito seus argumentos nos anos 70, Lucia Santaella afirmaria que o seu poeta antecipou a técnica do decalque a seco!

Por outro lado, talvez haja interesse em distinguir os poemas que, posteriormente, ganharam aspectos inovadores com o uso da técnica digital daqueles poemas que foram diretamente concebidos com os novos recursos. Aplique-se tecnologia digital, por exemplo, a qualquer um dos poemas visuais portugueses do século XVII – e decerto seria obtida outra antecipação.

O poema “SOS”, um dos mais bem realizados de Augusto de Campos, foi publicado emMnemoZine do mesmo modo como está impresso no livro Despoesia (1994). Consulte-se, no entanto, www2.uol.com.br/augustodecampos/clippoemas.htm: ali, “SOS” ganha cor, movimento e som, e se transforma, ao que parece, em outro poema, igualmente extraordinário. O que a tecnologia fez foi transformar ambos os poemas em dois objetos distintos, impulsionados pelos sinais de desespero e de solidão que acompanham cada um de nós desde sempre.

 

 

Autor: gthomas - Categoria(s): artigos Tags: , , , , , , , , , , , ,

251 comentários para “O Último Debate – A Última Ceia E MAIS!!!!”

  1. Ronald disse:

    aninomyous
    vc é meio esquisito….

    meia hora de caminhada resolve

  2. Luciana disse:

    Fica na consciência de cada um!!!!

  3. Aninomyous disse:

    Obrigado! Ronald e Sandra por sua compreensão…

    Sandra! é sim perturbador o que penso, penso que os Anjos são pensamentos, que são Deus, portanto o Arcanjo Gabriel e Lúcifer são ambos ‘Deus’ no aspecto de sua obra…com relação à sua criação, Lúcifer ‘pode’ ser uma ‘identidade’ de Deus que amedronta as pessoas, mas não a mim, eu o Amo demais para excluir qualquer parte do Divino!…o quero exatamente assim…e então o que falar do São Pedro? quando o desso do pedestal e coloco como um humilde e ignorante pescador, isso é com relação ao que lhe aconteceu na história, um pouco antes dele se tornar Santo, quando na ressurreição ele se tornou Santo, finalmente compreendeu o que realmente não conseguia ver com seus olhos, que aquele Homem era mais que santo, era Deus…e aí ele se tornou o verdadeiro Apostolo, o nosso São Pedro…tem coisas que estão tão diante de nossos olhos que precisamos afastar um pouco para poder pegar o foco…novamente obrigado por sua compreensão.

  4. Aninomyous disse:

    Quer algo mais maluco doque Deus se encarnar, e ele mesmo se tentar na forma de Lúcifer? algo mais esquisito do que Ele se entregar aos religiosos que queriam falar em nome dele e se deixar matar sem explodir o mundo? sem se tornar o ditador que todos esperavam? até Ele mesmo em seus pensamentos ‘negativos’ se tentou? acredito que depois dessa ‘passagem’ por esse mundo, Ele legitimou o espirito, livrando os que o atingirem assim da morte, e tomou sua decisão definitiva, Ele é bom…se eu vou para o ceu ou inferno?Não sou eu quem deciso, se eu realmente tenho livre arbítrio, peço que me permita não ser Seu inimigo, e que faça comigo e para mim sua Justiça.
    Amém

  5. Ronald disse:

    Deus?
    Quem é esse cara?
    Vou pedir pro Edir te vender um “sabonete do descarrego”.

  6. Aninomyous disse:

    Obrigado Ronald, vou aceitar….tô cansado de usar aquele sabão de coco e ficar com os cabelo tudo arrepiado, e depois o pessoal ficar falando…”olha o Einstein, olha o Einstein….hehehehehehe ;)

  7. Ronald disse:

    pra resolver
    Chapinha, ou Goma Lina, dá para fazer até a voltinha no topete…

  8. Sandra disse:

    Aninomyous, CARAMBA….

  9. PERGUNTAS A CANDIDATA MARTA SUPLICY disse:

    1) Depois de tantas campanhas e cargos públicos ocupados, não há dúvida de que a senhora é tão ou mais conhecida pelos eleitores que o senador Eduardo, seus ex-marido, razão pela qual, indago por que continua a assinar Marta Suplicy.

    2) Após separar-se do senador, V. Sa, ao que consta, casou-se ou tem uma união estável com o Sr. Felipe Belisario Wernus. Considera ético estar casada com Wernus e assinar-se Suplicy?

    3) O nome verdadeiro do seu atual marido é Felipe Belisario Wernus ou Luis Favre? Quem é Luis Favre?

    4) Há alguma razão justificável para que a senhora e seu atual marido não divulguem os nomes que constam em seus registros civis? Qual é a motivo?

    5) É verdade que o seu atual marido controla as contas de números 60.356356086 e 60.356356199, do Trade Link Bank nas Ilhas Cayman? Em caso negativo, a senhora ou o Sr. Felipe Wernus processaram quem veiculou a informação? Qual o número do processo e foro onde tramita/tramitou? Em caso negativo, por que não tiveram interesse em esclarecer os eleitores?
    A senhora confia nas instituições financeiras brasileiras?

    6) Candidata, a senhora acha que a mulher deve sustentar o homem, mais especificamente, pensa que a mulher deve sustentar o marido se, eventualmente, ele não tiver afinidade com o trabalho? Qual é a atual profissão de seu ilustre marido candidata? Essa profissão é remunerada?

    7) A senhora se envergonha do passado de seu atual marido candidata? Por que escondeu dos eleitores seu relacionamento com Felipe Belisario Wernus em meio à campanha eleitoral de 2004 ?

    8) Consta (foi divulgado pela imprensa) que a senhora se relaciona com Felipe Belisario Wernus desde o ano de 2000. A senhora traiu o senador Suplicy candidata? A senhora TRAIA SEU MARIDO nas suas aulas de ginastica, ACADEMIA MUITO FRENQUENTADA PELA SENHORA?? A senhora mentiu para os seus eleitores? Como explica a omissão?

    9) Qual é a ligação exata de seu marido com o Foro de São Paulo ? E com a Internationalist Communist Organisation (OCI), a Trotskyist party in France (segundo descrição retirada do blog do próprio Favre)?

    10) A senhora é contra ou a favor do Foro de São Paulo ? Costuma participar das reuniões do “grupo” ? Com que freqüência ?

    11) É verdade que a senhora mudou a lei (para admitir a contratação de estrangeiros) e beneficiar seu atual marido e presenteá-lo com salário pago pelo erário publico na função de assessor internacional?

    12) A senhora, que já foi Ministra do Turismo, sabe que ao embarcar os passageiros são obrigados a passar a bagagem de mão pelo Raio X? Como explica ter decidido não passar pela revista, ou seja, burlar a lei quando, recentemente, embarcava para a China com escala em Paris? A senhora se julga superior aos demais mortais brasileiros obrigados a cumprir a Lei? Não adianta negar candidata, tenho uma amiga que estava no mesmo vôo.

    13) A senhora pretende indenizar os demais passageiros pelo atraso e transtorno voluntariamente ocasionado a eles?

    14) Há quantas cirurgias plásticas a senhora já se submeteu? Esteve em licença remunerada durante os correspondentes períodos de recuperação? A senhora não se aceita como é?

    15) Quais são os seus maiores complexos?

    16) A senhora gosta de apanhar de homem? É verdade que já apanhou de Belisario/Favre? Se é mentira, por que não desmentiu a imprensa?

    17) A senhora já teve amantes ou casos extraconjugais? Em caso positivo, quantos? Durante o primeiro ou o segundo casamento?

    Da Marta, por ser o primeiro questionário, faço apenas as primeiras perguntinhas, o que não significa que minhas dúvidas param por aqui.

  10. Márcia Pereira disse:

    Então, toda nudez será castigada…

    Quando eu falo que estamos voltando à Era das Trevas, dizem que eu sou exagerada, fatalista. Mas depois de ler o protesto escrito pelo senhor Pedro Cardoso, ator “residente” de A Grande Família, uma sitcom brasileira marcada pelo humor e o escracho, com, às vezes, uma certa malícia, discursando para, teoricamente, uma platéia esclarecida sobre a presença inadmissível, podre, suja da nudez das mulheres na telinha e na telona, como sendo uma coisa de diretor velho babão, me dá “uma meda!”…

    E o preconceito desse senhor? Qual o problema de uma atriz beijar um prostituto? Como assim? Prostituto é algum bicho feroz? Como se os homens e as mulheres também não fossem bichos… tsc, tsc, tsc. Fazemos parte da pior espécie deles. E o preconceito com o peso dos diretores? Isso é muito feio. Quer dizer que gordo pelado é ainda mais dantesco? Que coisa tacanha!!

    Pelo visto é o senhor Cardoso que tem problemas com a própria nudez (como ele diz no texto sobre os diretores e autores que desejam cenas de nudez em suas obras).

    Engraçado que a nudez é o estado mais puro do ser. Os outros animais da floresta andam nus numa boa. O homem é o único animal que perverte essa naturalidade se cobrindo. Aliás foram os artistas que andaram cobrindo Adão e Eva, a pedido da tosca igreja, é claro. Eu acho que todos nós deveríamos andar nus. É como somos, como nascemos. Todo mundo acha lindo um bebezinho pelado. Eu também acho lindo gente grande pelada. Qual o problema?

    Talvez porque eu tenha muito orgulho e tesão no meu corpo. Essa obra de arte feita pelos meus pais lindos e queridos, que eu amo intensamente. Assim como fiz uma filha linda, com muito tesão e desejo sexual, claro, a mola para a perpetuação da humanidade – que, infelizmente, produz membros que nem deveriam existir. Que renegam sua vocação animal, que é a de copular (e não só se reproduzir).
    Eu me amo e me acho linda. Acho minha bunda maravilhosa, minhas coxas fortes e tonificadas, minha saboneteira incrível. Minhas costas são como um soneto. Amo meu corpo. Ele é meu templo e como tal está aberto aos fiéis que nele acreditam. Que me venham eles. Eu adoraria poder revelar toda essa poesia a todo mundo. Mas, infelizmente, o mundo está cheio de Pedros e Pedras.

    E sobre o se despir para a platéia, o espectador ou o telespectador, é muito estranho que um ator só consiga representar se munido de um figurino. O bom ator deve saber encarnar outra pessoa sem o “efeito especial” do manto. E eu que o tinha em tão alta conta… Parece que Pedro é mais um desses atores medianos que precisam dos apetrechos da arte para se municiar e encarar a labuta diária.

    Ao escrever que o “anseio sexual é constante no homem e não deve ser permanentemente atiçado” ele praticamente insinua que o desejo sexual é uma coisa só de homem. Afinal, não acredito que ele, ao escrever a frase, esteja se referindo à humanidade e, portanto, incluindo as mulheres. Que, meu caro, têm também muuuito desejo sexual, ainda bem!!! Não nascemos com defeito!!! E também não precisamos desse tipo de paladino. A gente sabe se defender!!!.

    A frase também nos leva a pensar, dada a sua veemência e seu moralismo intrínseco, que é coisa até do demo!!! Meu, que babaquice é essa?? Bom, se é coisa do demo eu quero mais é pecar (como já dizia uma música gaúcha…).

    E, peraí, como assim: a masturbação leva à depressão?? Gente, e o que mais? Dá pêlos nas mãos também?? Cara, então eu sou uma macaca (ou tô com a macaca. KKkkkk). Credo! Como você, um ator, um cara que teoricamente deveria ter a sensibilidade mais aguçada, uma inteligência emocional acima da média, pode falar esses impropérios!?

    Mon Dieu de La France (faço a pertinente citação ao país que produziu o genial Marquês de Sade. Deliciosa e sexualmente inteligente na sua admirável verborragia), que coisa!!

    E ó, pelo visto você não anda fazendo muito sexo ou nunca fez direito. Porque sexo, além do esporte, da arte, da cultura e da amizade, também relaxa e descansa a alma. E como! Aliás, quem nunca dormiu melhor depois de uma boa gozada!? Cara você precisa abrir sua mente, ela está muito oprimida pela religiosidade latina. Pela tal culpa católica… Freud explica, cara…

    Se liga, meu. Vem pra nossa turma que você e a namorada que tanto ama serão infinitamente mais felizes. Eu que sou feliz, que me amo, que me masturbo, que trepo e que tenho uma filha linda que, com certeza, vai curtir tudo isso, te garanto que é totalmente verdade. O sexo e a nudez são libertadores mesmo fora do contexto dos anos 60 e 70. Garanto a você.

    E como assim, o cinema só provoca pensamento e não sensações. Quer dizer que eu não posso nem rir e nem chorar ao ver um filme? Mon Dieu de La France, mesmo! Onde vamos parar nessa toada proibitiva?

    Que belo marketing você fez para o seu filme hein Sr. Cardoso? Meio às avessas, não? E ainda comete uma bela de uma hipocrisia ao dizer que só no filme Todas as Mulheres do Mundo, do diretor Domingos de Oliveira, é que tem cena justificada de nudez. E só por acaso ele é o diretor do seu novo filme… Ah tá. E o Papai Noel vai descer da minha chaminé de mão dada com o Coelhinho da Páscoa amanhã… Então tá, banzé!

    Nunca pensei que dentro do ator e do homem que eu pensava ser você se esconde um ferrenho agente da inquisição espanhola, muy amigo talvez do papa Pio 12 – que querem canonizar!!! – e do Bento 16 (mentes retrógradas que nos querem impingir a lei das descamisinhas), e que, nas entrelinhas, sugere a fogueira a quem pensa e sente sexo 24 horas, como eu.

    Madrezita, onde esse mundo vai parar? Como ando dizendo e percebendo, na escuridão total!! Tô fora. Eu que não vou apertar esse interruptor!

    E ó, só para o seu governo, caro Pedro, pornografia é, segundo o dicionário, designação pejorativa dada às obras que abordam o tema do sexo. Portanto a parte ruim é de quem chama a obra de pornográfica, porque ele está sendo pejorativo, ou seja confere um sentido depreciativo a algo que não é, necessariamente. E quem deprecia é desdenhoso. E o desdém é muito feio. É baixo, é sórdido, parco e insignificante.

    E você diz que se arrepende de coisas que fez e diz acreditar que seus colegas também tenham se arrependido. Sabe do que eu me arrependo, eu que nem sou atriz para ficar pelada (essas sim, umas privilegiadas, que se despem pela profissão e ainda ganham pra isso. Eu fico pelada de graça, ora bolas!!!)? Eu me arrependo de pagar altos impostos, de ter que, ainda por cima, pagar seguro saúde, IPVA, de ter que pagar pela TV a cabo e pelo telefone a empresas estrangeiras que nutrem desdém pelo meu país e por mim (mas não pelo meu dinheiro, claro), de ter medo de sair na rua, porque a desigualdade social, essa sim, bate na porta e na cara da gente, com sua periculosidade, incitando a violência dentro de cada um.

    Cara, você parece não saber nada da vida. Na boa. Olhe para o lado. Saia da sua cegueira branca. Saramago tem mesmo razão. Vivemos todos cegos. E eu sou discípula da mulher do médico! Fui!

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