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17/08/2008 - 18:04

Teatro Cultura Artística em Sampa: tudo acabado: minhas imensas solidariedades!

THE DAY AFTER: NÓS SOMOS OS RESPONSÁVEIS!!!!!!!

CONHECENDO O INTERIOR DOS TEATROS NO BRASIL COMO EU CONHEÇO, ESSA TRAGÉDIA ESTAVA ESPERANDO PARA ACONTECER. OS RESPONSÁVEIS SOMOS NÓS MESMOS!!!!!

1- URDIMENTOS: FIOS DESENCAPADOS, REFLETORES AGRUPADOS EM DUPLAS NUM CONGESTIONAMENTO “SPAGETTOLÂNDIA” QUE SERIA PROIBIDO EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO.

2- OS RACKS DE LUZ ESQUENTAM COM MUITA FACILIDADE: NÓS, OS RATOS DE TEATRO, NÃO FALAMOS NADA, NÃO FAZEMOS NADA. 

3- CONDIÇÕES NO RIO DE JANEIRO, ENTÃO! SE COMEÇASSEM A INVESTIGAR… ACABARIAM COM TODOS OS TEATROS! SALVARIA-SE UM OU OUTRO TEATRO, MAS O RESTO SERIA INTERDITADO. O PÚBLICO NÃO SABE DA METADE: SÃO AS CHAMADAS “GALHARUFAS” (uma brincadeira entre nós da classe teatral) mas é a PURA VERDADE: ”ESSA NOITE SE IMPROVISA” nao é somente um texto de PIRANDELLO; é uma triste realidade TÉCNICA que pode acabar numa tragédia!

HOJE, segunda feira, É HORA DE PARAR COM O LAMENTO E DE SE PERGUNTAR O QUANTO NÓS MESMOS NÃO SOMOS RESPONSÁVEIS E “CO-CONSPIRADORES” PELO PÉSSIMO ESTADO DE NOSSOS TEATROS!!!

Apesar de termos “diretores de palco”, não existem no BR os “STAGE MANAGER” e os “PRODUCTION STAGE MANAGERS” e nem os “MASTER CARPENTERS” ou os “RIGGERS” !!!

 O QUE ESSAS PESSOAS FAZEM? CUIDAM DA SEGURANçA DO PALCO DEPOIS QUE TODO MUNDO JÁ FOI EMBORA!!!!! Nesses 30 anos de teatro no Brasil estou cansado de ver Racks deixados ligados, de mesas de luz e máquinas de fumaças deixadas ligadas a noite inteira.  (Instrumentos de luz APONTADOS FICAM QUENTES! APONTADOS SIGNIFICAM QUE ESTAO A 10% E NÃO A TOTAL. E ÀS VEZES UM SER HUMANO NÃO TREINADO NAO NOTA.

Material inflamável:

Em países de primeiro mundo: TUDO TEM QUE SER “SPRAYED” com material anti-chamas!!! Não é o caso no Brasil. Sim, está escrito na lei> mas ja vi serras elétricas, já vi LOUCURAS acontecendo debaixo das quarteladas do palco (nos fossos): deus me livre! agora que aconteceu é que a gente se dá conta de que SÓ NÃO CAI REFLETOR EM ATOR POR PURO MILAGRE!!!!!!!

 

 

(ESCRITO AO MEIO-DIA, horário de NY, por Gerald Thomas, 29 horas após o incêndio)

depoimento do ator MARCELO OLINTO DA CIA DOS ATORES QUE TRABALHAVA EM “O BEM AMADO”

18/08/2008 – 17:43Enviado por: Marcelo OlintoEstava trabalhando no Cultura Artística.
Como ator me sinto sem casa, literalmente, pois estava atuando em O BEM AMADO com o Marco Nanini e a minha companhia a Cia.dos Atores.
Os comentários levantados pelo Gerald procedem, porém devo dizer que tem muito profissional trabalhando duro pela manutenção e conservação dos nossos teatros e consequentemente das produções.
A situação dos teatros no Rio de Janeiro, minha cidade, não é das melhores.
Falta de equipamento, falta de equipe e falta de manutenção e conservação são apenas alguns dos muitos problemas que enfrentamos.
A situação é séria.
O teatro em geral conta com poucos apoios.
Infelizmente não contamos com um Ministério de Cultura ativo e atuante e devo dizer que o Ministro Gilberto Gil foi tarde.
Não vejo, da parte do governo, a associação entre educação e cultura – cultura e educação, mais isso é conversa para mais tarde.
A lista de teatros que estão fechados e/ou necessitam de reformas é enorme e citarei alguns: DULCINA, CACILDA BECKER, IPANEMA, COPACABANA entre outros.
A procura por espaços/teatros é grande.
A falta de espaços/teatros é enorme.
Salve Marieta Severo + Andrea Beltrão e Cláudia Lira e Leonardo Franco que levantaram teatros de altíssimo nível, oferecendo excelentes instalações para os artísticas e para o público.
Exemplos como esses deveriam se proliferar.
Infelizmente não é assim que a banda toca, infelizmente mesmo!!!
Me pergunto até quando assistiremos os nossos teatro serem destruídos para que alguma coisa aconteça, afinal é só lembrar dos incêndios que destruíram os teatro Casa Grande e o Sérgio Porto, o estado lamentável que se encontra o DULCINA e etc.
Este Tsunami nos pegou em cheio, comprovando que tudo na vida é efêmero e passageiro.
Estou, eu e meus companheiros de trabalho, tentando entender as coisas, levantar a cabeça e cantar para subir.
Tenho certeza que Marco Nanini e Fernando Libonati, da PEQUENA CENTRAL, vão se levantar e continuarão a produzir coisas maravilhosas.
É isso.
Marcelo Olinto
Cia.dos Atores

———————————————————————–

(Escrito ONTEM, no calor (sem trocadilhos) da noite:

A TODOS! 

Caramba, juro que não sei o que dizer! É o que nós mais tememos: O fogo. É pior que tudo! Quando temos pesadelos, é sobre isso que estamos sonhando: “O teatro esta em chamas.” Para quem faz teatro nao há nada pior!

Fico chocado que um teatro ainda pegue fogo hoje em dia! Mas fico muitíssimo triste! Penso no Nanini, no Nando e na Cia. dos Atores que estavam lá, lotando com “O Bem Amado”.

Estou simplesmente CHOCADO!

CHOCADO e sem palavras!

O incêndio mobilizou os bombeiros às 5h deste domingo e 18 viaturas foram enviadas ao local para combater o fogo. Segundo homens da corporação, o piso onde as salas de espetáculos estão localizadas ficou destruído.”

LOVE

Gerald

PS – favor ler o comentario do leitor Heitor Bonfim na tripa abaixo.

escreve Alberto Guzik em seu Blog

“incêndio: o teatro cultura artística pegou fogo. salvou-se o painel de pastilhas de di cavalcanti na fachada. mas a sala esther mesquita foi destruída. e uma grande parte dos equipamentos internos também. penso em meus colegas que iriam atuar lá esta noite. penso nos concertos que iriam realizar-se lá nos próximos dias e semanas. e penso que a destruição do teatro dói em mim como se fosse a de alguém próximo que eu amo. um teatro não é apenas um prédio. e sua destruição não é apenas um incêndio. tem sempre uma carga de metáfora imensa. além das memórias que acorrem. a quantidade de coisas que eu vi e vivi nesses anos todos no cultura… espero que como a fênix ele possa renascer das cinzas. mas imagino como isso será difícil. a cultura em são paulo perde um “local de culto”, e tem de vestir luto.”

da Folha (Ilustrada)

“Estado de choque”
O incêndio no Cultura Artística destruiu a sala Esther Mesquita, onde o ator Marco Nanini estava em cartaz desde o dia 19 de abril com a peça “O Bem Amado”, de Dias Gomes. Nanini havia terminado a primeira temporada há duas semanas e iria fazer mais seis semanas extras de espetáculo. “Ainda estou um pouco em estado de choque. Apresentei-me muitas vezes lá, só com “Irma Vap” foram cinco anos. Mas a perda do teatro é a pior coisa, é irreparável, pois era tradicional, uma sala boa e grande”, declarou Nanini. Diretor-presidente da Sociedade Cultura Artística, que gerencia o teatro, o empresário e bibliófilo José Mindlin disse que o incêndio foi “um desastre que aconteceu inesperadamente”. “Um teatro como este desaparecer é uma grande frustração porque havia sido uma conquista, e a perda da instituição é uma tristeza para todos, não é tão fácil reparar. O teatro enfrentou muitos problemas, mas a gente vai em frente, não pode desanimar”, afirmou. Diretor artístico da Orquestra Sinfônica Brasileira, o maestro Roberto Minczuk foi vencedor, em 1985, como trompista, do Prêmio Eldorado de Música, do Teatro Cultura Artística. “A fachada está intacta, mas o interior parece ter sido completamente destruído. Fico triste, porque esse teatro é um dos mais importantes do Brasil, e um marco da vida musical de São Paulo”, disse.

Solidariedade
Diretor-Secretário da Sociedade Cultura Artística, e dono da rede de livrarias Cultura, Pedro Herz chegou ao teatro às 7h30 e em seguida foi ao hotel Maksoud Plaza, na região da avenida Paulista, onde a Sociedade criou um quartel-general para gerenciar a crise. “Dá vontade de chorar. Estamos todos abalados emocionalmente, tendo que enfrentar a situação e que resolver problemas enormes”, disse Herz. “Estou comovido com a solidariedade das pessoas, vinda através de telefonemas. O que mais peço é a compreensão dos assinantes e colaboradores.” 
(EDUARDO SIMÕES e KLEBER TOMAZ)

Autor: gthomas - Categoria(s): artigos Tags: , , , , ,

152 comentários para “Teatro Cultura Artística em Sampa: tudo acabado: minhas imensas solidariedades!”

  1. O Vampiro de Curitiba disse:

    Também estou chocado!!!
    Sem palavras…

  2. Heitor Bonfim disse:

    Lamentável o incêndio do Teatro Cultura Artística, estão dizendo que foi por causa da tocha um balão. Eu já toquei flauta no teatro Cultura Artística de Campinas-SP e foi muito legal. Há tantos bons músicos por aí que fico espantado como são mal aproveitados em bares e lanchonetes. É pena. Se a causa do incêndio foi por causa da tocha de um balão é mais grave ainda, declina contra o povo brasileiro. Nem índio faz isso, tocar fogo na floresta com um balão. É deprimente.

    Tenho aqui um clipping que recebo mais deprimente ainda e inusitado:

    Tribunal do povo
    Joaquim Barbosa briga com Eros Grau por causa de HC
    por Márcio Chaer

    A luta do bem contra o mal do delegado Protógenes Queiroz chegou ao Supremo Tribunal Federal. Preocupado com a opinião pública, o ministro Joaquim Barbosa censurou seu colega Eros Grau por ter libertado Humberto Braz, braço direito do banqueiro Daniel Dantas. “Como é que você solta um cidadão que apareceu no Jornal Nacional oferecendo suborno”, perguntou Joaquim.

    Eros respondeu que não havia julgado a ação penal, mas se havia fundamento para manter prisão preventiva. Joaquim retrucou dizendo que “a decisão foi contra o povo brasileiro”. Em outro round, depois que Joaquim Barbosa — mais conhecido em Brasília como JB — deu Habeas Corpus para garantir a Daniel Dantas o direito de não se auto-incriminar em uma Comissão Parlamentar de Inquérito, Eros, em tom de gozação, comentou que esse HC repercutira mais que o dele. JB enfureceu-se.

    A partir daí, o exercício de pancadaria verbal foi longe. Joaquim só não agrediu Eros porque foi contido. Ele chamou o colega de velho caquético, colocou sua competência em questão, disse que ele escreve mal “e tem a cara-de-pau de querer entrar na Academia Brasileira de Letras”. Eros retrucou lembrando decisões constrangedoras de JB que a Corte teve de corrigir e que ele nem encontrava mais clima entre os colegas. O clima azedou a ponto de se resgatar o desconfortável boletim de ocorrência feito pela então mulher de JB, tempos atrás: “Para quem batia na mulher, não seria nada estranho que batesse em um velho também”, afirmou-se.

    Depois da encrenca, Joaquim Barbosa não voltou ao tribunal. O primeiro assalto teve lugar no Tribunal Superior Eleitoral, onde ele divide a bancada com Eros Grau. Foi na terça-feira (12/8). O segundo round foi na hora do intervalo para o lanche, no STF. Os dois começaram a discutir à distância, em voz baixa. Em pouco tempo, estavam aos berros — o que permitiu que os advogados no Salão Branco acompanhassem o embate. JB foi embora e não participou do resto da sessão. Tampouco voltou no dia seguinte. A justificativa foi a de que o ministro estaria com a pressão alta.

    Populismo judicial

    O pano de fundo do conflito, contudo, é o mesmo que embalou a discussão das “fichas sujas”, dos grampos, das algemas e dos HCs de Gilmar Mendes a Daniel Dantas.

    De um lado, com grande sucesso de público, está a tese de que é necessário adotar atalhos para combater a corrupção. Nessa linha de raciocínio, haveria direito de defesa e impunidade em excesso. Exigências, como motivo sólido para prisão provisória, para grampear ou quebrar sigilos, por exemplo, seriam meros pretextos para manter bandidos ricos longe das grades. É a doutrina do palmômetro.

    Do outro lado do ringue, está o movimento consistente do STF no sentido de expandir as garantias individuais e os direitos fundamentais das pessoas. Não faz sucesso algum. Decisões nesse campo são entendidas como formalidades burocráticas e revoltantes.

    Assim que o ministro Gilmar Mendes concedeu Habeas Corpus a Daniel Dantas, Joaquim Barbosa não omitiu sua opinião: “Como cidadão, o sentimento que eu tenho é muito parecido com o da grande maioria dos cidadãos brasileiros”, afirmou ele à Agência Brasil. Mas ressalvou que, como ministro, pode agir diferente.

    O herói do povo brasileiro

    Nem sempre. O tribunal já teve de interferir em matéria que estava em suas mãos para garantir o direito de um cidadão que aguardava por quatro anos uma decisão dele, em pedido de Habeas Corpus. Em outra ocasião, quando o empresário Edemar Cid Ferreira fora preso ilegalmente pelo juiz Fausto De Sanctis, JB tentou manter o indeferimento do pedido — depois atendido pelo tribunal. O ministro não se conteve e investiu contra seus colegas, dizendo que “isso depõe contra o tribunal” que, segundo ele, estava decidindo “de acordo com a qualidade das partes”. Imediatamente e enfático, o decano Celso de Mello rebateu a crítica com exemplos da semana que o desmentiam, no que foi seguido também por Cezar Peluso no mesmo sentido.

    O idealismo de JB lembra o espírito macunaímico, comenta, a propósito do assunto, um observador bem posicionado no STF, ao celebrar os 80 anos da obra de Mário de Andrade. Macunaíma, consagrado como “o herói do povo brasileiro”, ao fim de sua epopéia, transforma-se em uma constelação.

    Reincidência

    Não foi a primeira vez que Joaquim Barbosa discutiu com um colega. No julgamento de uma lei mineira, considerada inconstitucional pelo Supremo, o ministro começou uma discussão exaltada com o colega Gilmar Mendes. O pleno declarara inconstitucional a lei de aposentadoria mineira que existia há quase 20 anos. Como muitos beneficiados haviam morrido ou já estavam aposentados, Gilmar propôs a modulação dos efeitos da inconstitucionalidade. JB não entendeu e partiu para o confronto.

    Ele reclamou que não foi consultado sobre a questão de ordem e afirmou que não concordava com a proposta feita por Gilmar Mendes. “Ministro Gilmar, me perdoe a palavra, mas isso é jeitinho. Nós temos que acabar com isso”, disse Joaquim Barbosa. Gilmar Mendes retrucou: “Eu não vou responder a vossa excelência. Vossa excelência não pode pensar que pode dar lição de moral aqui”. O ministro Marco Aurélio concordou com o relator. A discussão foi interrompida com um pedido de vista do ministro Ricardo Lewandowski.

    Em dois outros episódios, acusou o ministro Marco Aurélio de fraude na distribuição de processos e imputou tráfico de influência ao ministro aposentado Maurício Corrêa.

    No conflito com Marco Aurélio, o caso envolvia um pedido de habeas corpus distribuído no início da noite de uma sexta-feira. Barbosa era o relator e Sepúlveda Pertence o decano. Os dois gabinetes informaram que seus titulares haviam viajado. Ao receber o recurso, Marco Aurélio pediu à Secretaria do Supremo que certificasse a ausência dos colegas a quem caberia a distribuição, por preferência. Os funcionários dos respectivos gabinetes atestaram, por escrito, que os ministros não estavam em Brasília. Na semana seguinte, Joaquim atacou o colega afirmando que estava na Capital. Marco Aurélio representou contra Joaquim à Presidência da Corte. Mas Nelson Jobim, então na direção da Casa, decidiu colocar panos quentes no caso, declarando apenas que não houvera irregularidade na distribuição.

    Em relação a Maurício Corrêa, que hoje atua como advogado em Brasília, Joaquim Barbosa estranhou que ele o procurara antes para falar do processo e, no dia do julgamento, um outro advogado comparecera para a sustentação oral. Ao microfone, Barbosa fez a acusação de tráfico de influência do ex-colega. Informado da imputação, Corrêa foi ao plenário. Nas mãos, tinha a cópia da procuração — também presente nos autos — confirmando que ele atuava no processo. Corrêa interpelou Joaquim Barbosa judicialmente, a quem só restou retratar-se.

    O ministro Joaquim Barbosa foi procurado 24 horas antes desta notícia ir ao ar, por email. Não se manifestou. O ministro Eros Grau não quis dar declarações. A narrativa se baseia no relato de testemunhas.

    Revista Consultor Jurídico, 15 de agosto de 2008

  3. Sandra disse:

    Puxa… Isso nunca deveria acontecer a teatros e bibliotecas.

  4. gthomas disse:

    Loucura ne Vamp?
    SUPER TRISTE!
    Preciso encontrar o Nanini e falar com ele!
    LOVE
    G

  5. O Vampiro de Curitiba disse:

    Putz, estava um domingo tão tranquilo… De repente essa merda toda….

  6. O Vampiro de Curitiba disse:

    SÃO PAULO – O incêndio que atingiu o Teatro Cultura Artística, em São Paulo, por volta das 5h da manhã deste domingo, fez com que a apresentação da Orquestra Filarmônica de Liège fosse transferida para o Teatro Municipal e para a Sala São Paulo. Segundo informe divulgado no site do Teatro atingido, quem comprou ingresso para o dia 18 deve se dirigir ao Municipal e quem comprou para o dia 19 deve ir à Sala São Paulo. O fogo já foi controlado, mas equipes dos bombeiros continuam no local realizando o trabalho de rescaldo.

    Gerald Thomas: fico chocado que um teatro ainda pegue fogo

    O incêndio mobilizou os bombeiros às 5h deste domingo e 18 viaturas foram enviadas ao local para combater o fogo. Segundo homens da corporação, o piso onde as salas de espetáculos estão localizadas ficou destruído.

    AE

    Incêndio de grandes proporções destruiu salas de apresentações

    Ainda de acordo com os bombeiros, não houve vítimas. No entanto, o coronel João dos Santos de Souza, afirmou que todo o terceiro andar do prédio foi atingido. Com isso, as salas Esther Mesquita, com 1.156 lugares, e a Rubens Sverner, que tem 339, ficaram danificadas.

    O teto cedeu e os bombeiros precisaram controlar o fogo do lado de fora do teatro. O prédio vizinho ao teatro foi evacuado.

    Algumas explosões foram ouvidas, mas as causas do incêndio ainda serão investigadas pela perícia, segundo os bombeiros.

    A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que a Rua Nestor Pestana está interditada desde as 5h25. A alternativa para o motorista que segue para o centro da cidade é utilizar as ruas Martins Fontes e Martinho Prado.

    Atualmente, estava em cartaz no Teatro Cultura Artística a peça “O Bem Amado”, com o ator Marco Nanini.

    Na fachada da casa, há o maior afresco existente do artística plástico brasileiro Di Cavalcanti. Com 48 metros de largura por oito de altura, a obra foi feita em mosaico de vidro e inaugurada em março de 1950. Segundo os bombeiros, ela artista não foi atingida pelas chamas.

  7. gthomas disse:

    Heitor, Sandra, obrigado pelos comentarios

    Heitor: SUPER PERTINENTE A MATERIA QUE VC ANEXOU!
    MIL VEZES OBRIGADO
    LOVE
    G

  8. gthomas disse:

    Vamp
    obrigado por colar o texto do home do IG aqui
    LOVE
    G

  9. Sandra disse:

    Kassab, reconstrua por favor nosso teatro.

  10. Flavio Marzano disse:

    Também estou arrasado com isso… Deprimente, trágico

  11. Musfil disse:

    Também fico estarrecido com essa notícia. Pude ver algumas fotos e o estado do teatro não está nada bem.
    Deixo aqui meio apoio, mesmo de longe, para todos que vivem e respiram teatro!

  12. Heitor Bonfim disse:

    Ô Geraldo, obrigado, houve um blackout de energia em campinas e região, fiquei fora do ar.

  13. O CORVO disse:

    Eu não conheço a cidade de S.Paulo, mas fico muito triste quando alguma casa que abriga cultura é destruida, seja ela teatro, cinema, biblioteca ou ate mesmo um velho coreto, em BH o Palácio das Artes também foi destruido por um incêndio ha uns cinco anos atrás, mas foi prontamente resconstruido. Espero que a Secretaria de Cultura de SP reconstrua rapidamente o Teatro Cultura Artistica.

  14. Tene Cheba disse:

    Lamento de coração a perda provisória, desse importante espaço.
    Caramba, o ministro Joaquim Barbosa está sob os efeitos de alguma causa não aparente. Uma Corte tão branca e reluzente, deveria ao menos se bronzear mais. Sei lá, tão óbvio que me parece pouco provável. Bush uma vez perguntou ao presidente Fernando Henrique se não existiam negros no Brasil, parece, quanta pretensão, que só eu entendi a ironia, na época. Não gosto muito dessa, o povo contra Joaquim Barbosa, draconiano e Macunaíma, o azeite e à água, densidades diferentes.

  15. Acordei com um telefonema as 7h da manhã, minha mãe me cumprimentando pelo meu aniversário e preocupada em saber se o prédio que evacuaram era o meu! E eu sonolento: O QUE? O Cultura tá em chamas???? Abro a janela e não acreditei! Que merda!
    Fui até lá perto e vi um monte de gente, do outro prédio que foi evacuado, misturado as putas dos puteiros do lado e seus clientes e taxistas… muitos chorando na calçada. Fiquei mais emocionado ainda em saber que um incêndio sem vítimas fatais (NA VERDADE SOMOS TODOS VITIMAS) e um TEATRO pudesse provocar choro em cidadãos tão comuns/tão especiais, o mundo não está perdido amor!
    Bj

  16. Franciny Chequer Gonzalez disse:

    São Paulo, está em luto parece que se foi um parente proximo.
    concordo com Caetano Vilela, incendio sem vitimas, e elas sao nós mesmas, mas podem ter certeza que será reconstruido pois e ano eleitoral, será as promessas, polidicos adoram essas coisas.

  17. gthomas disse:

    Caetano: Happy Birthday,
    Vc havia me dito, esqueci.

    Franciny, obrigado por dizer.
    LOVE
    G

  18. Carlos, EX-BLOGUEIRO disse:

    Vou condensar os dois posts em UM, vai ser misturado mesmo, parte triste, parte normal, um final humorado, se o momento permite?

    Cultura Artística:
    Ao ler as linhas que o Caetano Vilela escreveu, além de ser ele testemulha ocular desse triste episódio, só posso dizer que também fico triste e perplexo pelo que aconteceu. Não tenham dúvida, vão reerguê-lo, mas é um choque pra todos. Luto? O Cultura Artística não morreu!
    Pergunta: Os bombeiros deram aval de segurança contra incêndio duas semanas antes? E agora isso? Segurança contra incêndio deveria envolver equipamentos modernos e eficientes de combate ao fenômeno, como por exemplo uns 500 sprinklers por metro quadrado. É um teatro de altíssimo nível oras, que tipo de equipamento contra incêndio eles tinham? Digo equipamento automático, não o número de telefone dos bombeiros e portas de emergência. Ou só instituição financeira tem essas coisas? Nunca vi banco pegar fogo.

    Heitor Bonfim:
    Teatro Cultura Artística de Campinas? Tem certeza? É novo? Ou você quer dizer a Casa de Cultura Artística? Porque se for é muito, muito diferente do teatrão de SP, hein?

    Sobre o outro post: queria ter mexido o caldo ali. Queria trazer o Rothko (genial, numa outra dimensão) na discussão e tentar entender parte das transformações dessa cidade (NYC) ao longo das décadas até os dias de hoje. Rothko-Pollock-Jasper Johns-Basquiat…Nossa, Rothko e Basquiat na mesma frase…devo estar ofendendo muita gente…mas são os fatos…Eu disse transformações, não disse evoluções.
    Quem sabe num diário de bordo (2) o Gerald invoca um pouco as mudanças na cidade…Fica o pedido…ou sugestão…
    Finalmente: faltou dizer que a melhor parte de NYC fica lá pros lados da Canal Street, no coração de Chinatown!! É lá que o Gerald compra seu peixe frito dia sim, dia não.

  19. Mariene de Campos disse:

    Foi obra de algum nero desavisado….do tríplice retorno,

  20. targinosilva disse:

    Pior que pegar fogo no teatro é pegar fogo no Supremo Tribunal.
    Nem Champolim Colorado vai nos salvar. Dizer: Nem indio faz isso, é uma falta de consideração com os indios, indio não agride as crianças.

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