Rússia e Geórgia: Nessa pôrra desse mundo fútil, um pintor chamado Beethoven faz o auto retrato da minha namorada Geórgia em plena batalha de Waterloo: HELP, blogueiros: o Museu Prada está em liquidação e a sopa Porsche na Rússia está vendendo Pacas!
Neste blog tudo é possível! Eu disse Blog? Esquece! Quero dizer: mundo útil. Esquece! Mil desculpas. Eu quis dizer… MUNDO FÚTIL.
Por exemplo: tenho uma namorada chamada Geórgia: Ela está sendo estuprada por uma amiga lésbica que tínhamos em comum, a Rússia. Estupro violento. Pior! Além da violência, da porrada, das partes mortas (minha namorada está sem rim, fígado, já teve perna amputada e está sangrando….) a Rússia, agora, ainda está mandando um ultimato: que a Geórgia se renda por total, se desarme: “Se solta, boneca. Vai, se libera, caramba!”.
Mas quem se interessa pela Geórgia? Ninguém, né!? Em época de Olimpíadas e numa sociedade cada vez mais imbecilizada pelo nada, pela “falta cultura nessa falta de cultura” e/ou noção histórica (cheguei a ouvir atrocidades no último ensaio em Londres! Já estou de volta a NY onde ninguém sabe nada mesmo), qualquer notícia tem o valor daquele dia. E somente o valor daquele dia, nada mais!
“Esse cara lá em cima, lá, olha… lá em cima daquele poste enorme o… Nelson, Almirante Nelson… alguma idéia?”
Bem, se a minha namorada Geórgia não estivesse em frangalhos e a Rússia não continuasse o estupro (e eu, covarde, me divertindo a passear em Londres), quase ligo pra ela pra que se juntasse a nós, para uma boa lição de história!
Caminhamos até Whitehall e Westminster, e as Casas do Parlamento (House of Commons, grudada ao House of Lords). Me ocorreu uma idéia pirotécnica: “alguém já ouviu falar em Guy Forks? Ou em Cromwell?”
Nenhuma reação!
Bem, fico com o “History Channel” que colocou a Magna Carta (1215) junto com o Monty Python no seu release das “50 coisas” que você simplesmente PRECISA saber nessa era turbulenta do NADA.
Não, a rainha Victória não está na lista (pra fúria da “Regina” de mais longo e criativo reinado no trono britânico). Winston Churchill e outras brincadeiras sérias também foram deixadas de fora, como o descobrimento do “admirável MUNDO NOVO”, as Américas. (vamos lá, blogueiros indignados, aos comentários!)
A CNN também foi deixada de fora.
Eis algumas das 50:
43 ad – A invasão romana
1610 – Shakespeare (não sei porque escolheram esse ano: um ano antes dele escrever sua última peça, “A Tempestade”)
1829 – o Bobby, (policial britânico)
1927 – A BBC.
1973 – A Grã-Bretanha se junta à Europa. (!!!!)
Enfim, fico por aqui com a lista. John Cleese e sua turma têm, pelo menos, um senso crítico, áspero, cáustico da História e sabem o que fazem e onde pisam… fico pensando se realmente Napoleão, Hitler , Stalin, Franco e Fidel (que parecem não terem entrado), são meros passageiros de um trem dos horrores de Coney Island. Ah, sim, Coney Island, pra ser destruída, junto com a minha namorada Geórgia, é/era um dos maiores parques de diversão do mundo!
Já o resto de nós, digo, dos turistas, entram nos museus e galerias, mas na verdade estão querendo entrar na Prada e não no Prado. Querem seus celulares funcionando pra mandarem torpedinhos imbecis, querem parar na frente das lojas da Porsche e ficar babando. Tate Modern? O que é isso? Ah, é o “Moma” daqui? “Moma” é Museu de Arte moderna, né? Temos que ir, não é? Lá tem o que, mesmo? O… aquele… o… aquele pintor… o Beethoven, né? Muito bom o Beethoven, rapaz! Gosto muito dele! De vanguarda, né merrrrmo? Vem cá, onde que fica a Marcos e o Spencer mesmo? Parece que tão liquidando tudo!
Geórgia, heeeelp ! Dá um sinal de vida!
Antes que você seja transformada na Guernica de Picasso, pintada a barril de petroeuros, fala comigo: Alô! Alô! AAAAlôôô!
Putz! Meu celular da T-mobile está sem conexão e o da Orange também. Ainda bem que a British Airways perdeu minha bagagem! Eu não preciso de pôrra nenhuma mesmo, a não ser de um pouco de paz!
Gerald Thomas
(Vamp na edição)
Autor: gthomas - Categoria(s): Sem categoria Tags: Beethoven, blog, British Airwais, Coney Island, Cromwell, cultura, estupro, falta de cultura, Franco, Geórgia, Grâ-Bretanha, Guernica, History channel, House of Commons, Inglaterra, liberdade, Londres, Monty Python, Museu da Arte Moderna, olimpíadas, Picasso, Política, Rainha Victória, Rússia, Shakespeare, Stalin, Trafalgar Square, violência, Waterloo
Franciny, sobre a Margareth Thatcher afirmar que não existe essa coisa de sociedade, tenho uma frase ótima do Millôr:
“A Sociedade é a estupidez individual somatizada”.
Quanta coisa!
Eu estava lá:
Guy Forks – O cara dos garfos.
Trafalgar Square – andar na linha.
Waterloo – Parque de diversão aquático.
merda hein!
Ainda bem que existe o blog
Lu Froes! Que bom te ver por aqui
Por onde andas????
LOVE
G
Antônio, respeito a sua religiosidade, mas não consigo ter religião nem tão pouco religiosidade. Segundo o budismo o atima è o mais que perfeito além do nirvana – o nada o fim da reencarnação – o fim de tudo, isso segundo o budismo.
Na minha modesta opinião o fim de tudo é a morte.
Ou o início.
Chernobil vazou… cidade fantasma..onde não mora ninguém…
Brasileiro copia…cria Angra I ..Angra II… e quando vasar ….adeus
maravilha dos trópicos….só podia ser carioca…colocar um lixo daqueles….numa paisagem tão..tão… “afrodisíaca”….
….digo…quando vazar…coitados dos cariocas que arremedam ou imitam grotescamente….e disso quero lonjura o que não me falta é loquacidade…
Vampiro.
Falamos pouco sobre Deus. Mas sabemos do que foi conversado.Lendo amigos aqui já temos uma mostra de quanto é complexo o assunto.Deus é aceito ou não.Não existe meio termo.Meio termo é dúvida.Duvida leva sempre a negação.Fora os que se dedicam a isto quem mais gosta de falar de Deus?!Muitos poucos. E a maioria no ataque.Tipo o Corvo que diz não estar nem ai.è direito dele e deve ter suas razões.Não sou eu quem irá ousar tentar convencê-lo.
Valéria
Fico muito contente percebendo que já estou sendo lido por outros. Agradeço o contato.Quase inteiramente eu estou neste blog por motivos muito próximos aos teus.Comecei lá no blog do Reinaldo da Veja.Ando um pouco afastado.Considero um excelente espaço para as manifestações de quantos queiram opinar.Resolvi me afastar um pouco para novos contatos.Estou encontrando aqui esta possibilidade.E neste blog os assuntos são mais internacionais.Para mim é como um novo desafio.Uma nova maneira de somar conhecimentos e conhecer mais um pouco dos meus semelhantes humanos.Teu comentário sobre guerra tem muita verdade.Mas não está completo.Falta dizer muito.Ao te ler eu fui me empolgando e de repente fiquei onde sempre estive.Na duvida .E como eu mesmo disse acima na duvida vamos ao ataque,Atacar o que mesmo?!Os culpados?E quem são eles?Para o Gerald num momento são os que dividiram o muro em dois lados em Berlim. OK concordo.Isto lá.E agora nesta da Geórgia?Serão os mesmos?! Claro que não. Os mesmos devem ter sido os motivos iniciais.Tudo se resume em mentiras.Eu gosto e me satisfaço em simplificar as coisa e de modo simples e direto aceito que tudo no mundo é resumido em Verdade e mentira,Uma antagônica é claro da outra.Na maior simplicidade aceito que a Verdade é Deus e a mentira é o Diabo.E que todo mal do mundo é originário da mentira.E só a verdade pode ir de encontro a todo mal.
É tão simples que parece absurdo, mas se pensares a respeito e fizeres comparações verá s que ao menos um pouco de lógica tem este foco e colocação de tudo. E eu fico feliz até quando me vem a pergunta?! E se eu estiver enganado. E começa tudo de novo.Mas dentro deste foco eu procuro conduzir minha vida.Respeitando a verdade e fugindo da mentira.Para simplificar eu dou como exemplo um bem simples.Freqüento igreja católica porque acredito ser verdade que lá é morada de Deus.Não iria jamais freqüentar a igreja do tal Bispo Macedo porque sei que lá é mentira.Deu para perceber?!Gostaria da tua opinião. Obrigado.
Pacheco.
Caro Gerald:
Lendo o post não sei por que me lembrei do livro Demian, de Herman Hesse, que eu li no começo da adolescência. Um relato perturbador da guerra, a esperança (?) em estado de suspensão. Quis ler mais de Hesse, e em busca de O Lobo da Estepe na biblioteca, encontrei primeiro O Lobo do Mar, de Jack London, folheei e não consegui parar de ler. Não era mais a guerra, mas a opressão e o aprisionamento forçando um homem a sobrepujar os limites da mais miserável das condições humanas. Razões diferentes, mas igualmente perturbador.
Daí que esse turbilhão de idéias de um mundo de humanos perturbados me fez pensar que, de uma maneira genérica e mais imediata (e não psicológica e subliminar)os sentimentos, por mais terríveis que sejam, não fazem mal diretamente a ninguém. Fome, dor, raiva, medo, são perturbadores sim mas são só sentimentos, não matam. As ações e reações resultantes deles (ou a falta de ações) é que matam literalmente. Fome não mata, a falta do que comer é que mata de inanição. Medo não mata, a falta de reação ou impassibilidade diante do que nos causa medo é que pode matar ou o que no caso dá no mesmo deixar morrer. Tentando resumir o enrosco das idéias:
Penso, logo existo.
Existo, logo sinto.
Sinto, logo ajo.
Ajo, logo vivo.
Vivo, logo penso.
Penso, logo existo.
Existo, logo SINTO MUITO…
Sinto,
Penso, logo desisto!!
Zeca, eu conheço alguma coisita do: Émile Olivier (haitiano), o
Dany Laferrière (haitiano) não sei, mas este nome não me é estranho; esta não conheço: Aline Apostolska (nascida na Macedonia, de origem francesa); do Naïm Kattan (nascido em Bagdad) só conheço um texto “Les ville de naissance”, então vou querer ler sua escrita, com certeza; esta eu nao conheço:Tassia Trifiatis (grega). Li um conto do Louis Hamelim, Wabush, e gostei. Conheço um pouco da Regine Robin também. Li umas coisas do Depestre, mas não fiquei empolgada… Resolvi ler a Nancy Houston, depois que li uma entrevista dela, aqui no Brasil, tomara que goste, comprei há pouco.
email: valeriam@ar.microlink.com.br
bjs