A Imoral Improvisada: Caio Tulio Costa no Roda Viva hoje a noite. Um mes de Blog no IG, a homofobia e a etica dos comentaristas
A IMORAL IMPROVISAVEL
Bem, hoje, segunda, esse blog completa quase um mês de existencia e atinge um numero de ‘hits’ altíssimo para um blog que se diz “cultural”.
Fico feliz.
Mas fico triste.
Por que? Confesso que o que me entristece é a covardia daqueles que entram com pseudônimos pra deixarem comentários insultosos.
Sinceramente? Sim, fico triste e, ao mesmo tempo, estarrecido que o leitor , blogueiro, seja la o que for isso, seja em principio um recalcado sexual: e digo porque
1- os insultos são todos a base de ‘bicha não sei das quantas, vai tomar nesse CU, etc”
2- “esse viado de vanguardinha que não é ninguém fica arrotando verdades, vai mostrar a sua bunda sua bicha!’
Bem, esse viado, bicha, sou eu, Gerald, Geraldo, ou Geralda sou eu ou euzinha!
Curioso: o problema no Brasil parece ser homofobico mesmo. De bicha pra baixo ou de viado pra cima, por que será? Nos EUA os xingamentos são mais do tipo “Son of a Bitch” ou “You Mother Fucker” (tradução caindo na real, sem usar a ‘cadela’, seria Seu filho da Puta e Fudedor de Mãe!). Mas nada de homofobia. Não prefiro um ao outro, acho tudo horrendo!
Porque o brasileiro acha que esta atingindo o cerne do cerebelo do útero do outro quando o chama de viado? O que seria isso?
Não importa. Na verdade o mais risível mesmo disso tudo fica sendo o aspecto xenofobico de certas questões: defendem ate xenofobicamente ate aquilo que não não nasceu ou foi gerado no Brasil, como a obra de Duchamp. Mas, deus do céu….atacar ou colocar em perspectiva historia a importância (ou falta dela) de um Portinari….Sai De baixo. Melhor seria falar de Miguel Falabella no mundo encantado de Lord Nelson ou Napoleão. Ooops!
Bem, O titulo desse artigo nada mais e senão um empréstimo travestido e temporário da tese de doutorado defendida por Caio Túlio Costa , Editor Chefe do IG, ha duas semanas na USP. Titulo real da tese. “MORAL PROVISORIA”: ética e jornalismo: da gênese a nova mídia,
(By the way, a defesa durou mais de quatro horas e foi um total ARRASO!)
Mapeando o território dos limites éticos e morais de uma industria da comunicação (como essa, principalmente) que passa por mudanças estruturais RADICAIS e numa velocidade difícil de ser captada a olho nu, Caio Túlio, um absoluto pioneiro no campo da internet (constriuiu o Universo Online) fala das possíveis questões futuras assim como George Orwell falava em seu 1984, sobre um território desumanizado, turvo, cinza e estranhissimamente vigiado por um de um ‘oni-poder’ Kafkiano e Big Brotheriano dominado por anônimos ou nos mesmos travestidos por pseudônimos imorais, uns invadindo a vida dos outros. Uns vigiando e voyeurizando a vida dos outros: um mundo de recalcados atrás de telas, um mundo sem escrúpulos tentando escrever a lei apos cometerem crimes. Leis que seriam o travestimento da ética, assim como o reflexo na obra de Edgar A. Poe, ou a figura do eterno “outro” de Jorge L. Borges ou da constante paranóia kafkiana.
Citando um trecho: “trazendo para os dias de hoje, o Presidente dos Estados Unidos George W Bush teria agido dentro de acordo com a ética da responsabilidade ao ordenar a invasão do Afeganistão para caçar Osama Bin Laden e, com isso, também ter matado milhares de civis. Idêntico racionio serve para Bush na invasão do Iraque”
Esse trecho foi retirado de um capito entitulado “A ética da convicção”. Essa que acredito ser a ética usada por aqueles que se dão ao trabalho de abrirem a caixinha de comentários e deixarem seu testemunho relativo a um ou outro artigo. Porem, protegidos pelo anonimato e pelo exercicio sádico de querer não somente comentar, como também HUMILHAR o articulista/artista, essa “ética da convicção” na internet ainda esta pulverizada e indecifrável: eu posso ser você , você pode ser outro. O Outro pode ser eu. Wow!
Numa breve interrupção de um simples jantar, teu melhor amigo sai para o banheiro para fazer xixi. Demora um pouco mais que o esperado. Esta no Blackberry ou no iPhone deixando uma mensagem no teu blog como um anônimo: “sua bicha desvairada: volta pro teu pais, seu artistazinho narcisita de merda”. O amigo volta a mesa, com um sorriso sincero e continua a conversa interrompida. Nada, absolutamente nada de desconfiacas e o teatro continua.
Cito o Caio novamente:
“Ética e linguagem, ética e representação, ética e interpretações; em nenhum momento do fazer jornalístico, a questão ética se dissocia desses fazeres, seja nas atitudes consideradas eiticas ou antiéticas”
Pulo…..
”a experiência do senso comum de ter que lidar com a resistência de uma realidade decepcionante.….”
Sim, realidade decepcionte.
Caio Túlio Costa será o entrevistado de hoje do programa Roda Viva da TV Cutura de hoje.
Sua tese levanta muitas questões existenciais para um artista, inclusive a de continuar ou não tendo um Blog e se expondo, a troco de pouco; a insultos de anonimos que, de dentro de sua própria bolha ética fascista e recalcada, lançam seus tiros assim, a toa como se fosse a era do ouro na Califórnia: um duelo de saloon, so que UM tem cara, identidade, ou outro usa mascara!
Afinal, gostando ou não de quem ou do que somos, temos uma cara e não um nickname: tanto Caio Túlio e eu não nos escondemos covardemente atrás dos chapéus coco e guarda-chuvas daquela “inundação” famosa do quadro de Magritte. No entanto, depois de quase um mês de Blog no IG, e quase 50 mil hits, me sinto como se fosse um habitante do quadro de Max Ernst, “Europa depois da chuva” sendo alvo de insultos de pessoas que, insatisfeitos com a a ética de seu próprio pais não sendo cumprida dia apos dia, ano apos ano, descarregam a mais poderosa arma (a anti-etica) naqueles que resolvem criticar aquilo que vem a ser o mais sincero espelho de um variante da verdade,mjá que não ha verdade nesse teatro da vida. Ah, e qual e mesmo essa critica? O simples bom senso de expressar aquilo que se chama de “livre expressão” e que parece ofender o “viado” e a “bicha” dentro de cada um de nos de uma forma tão absolutamente tão viruleta, trogloditica e machista que começo a pensar que a tese de Caio Túlio, apesar de genial e poderosa, poderia também ser chamar “ Imoral e De-Pravda: os gulags da perversão do anonimato não mudarão jamais!”
Não percam Roda Viva com meu mestre e amigo de vinte anos: hoje, segunda!
Gerald Thomas
(por sugestao do Vampiro de Curitiba, darei destaque a esse comentario)
Enviado por: Tene ChebaNão sou psicólogo, nem mesmo tenho qualquer afinidade com à area de Humanas, mas vou chutar. depois do complexo de Édipo, de electra, talvez, Freud se vivo, configuraria uma nova complexidade humana, o complexo de Andy Warhol, ou os dos quinze minutos, que quando mal resolvidos, tentam corroer e desiquilibrar, através de expedientes sórdidos, àqueles que são bem resolvidos em suas vidas. Ou, de uma forma mais simples, a inveja, resultante da incapacidade de se prover, de amar, de estabelecer conceitos. Enfim, um tanto cafona, mas vou mandar, ” as árvores que dão bons frutos, são as mais apedrejadas”, não nos prive de você, Thomas, os estéreis, são o fardo que ajudaremos a você carregar, se perciso for , claro.
Ás duas linguagens do Homem, a clara e a obscura, esta última ele só revela aqui, permeando seu veneno nesse espaço, destilado dos seus cérebros fermentado.
Gerald, andei fazendo uma pesquisa no google para faculdade e quando digitei meu nome vi um comentario meu que fiz no seu blog em 2007. Não me surpreendeu até entender como ele soa estúpido quando o vi novamente. A pergunta era sobre o cpt e sua possivel entrada. Era completamente inocente de quem era fã dos dois (continuo sendo ). Antes de entrar no cptzinho eu tinha a curiosidade pois um professor da faculdade comentou algo a respeito e acreditei. Para mim, na época, o cpt, vc o antunes etc.. eram mitos ( fora da minha realidade) e que tudo era possível, pois não tinha noção de nada ( se é que tenho hje,rs). Peço que gentilmente remova-o! O problema não é o comentario em si, é que aparece nas páginas de pesquisa da google e tenho medo que alguem leia ( me constrange ).
Peço desculpas à bobagem e agradeço a compreensão.
é o primeiro comentario do dia 10/08/07.
Um grande Abraço de seu fiel leitor e fã,
D.C
A baderna homofóbica começou por causa de uma abordagem,vamos dizer assim,pessimista em relação à arte moderna:Duchamp e o fim da arte.Qual é o fundo disto e que leitura minuciosa,nas entrelinhas,podemos tirar desse fato.Ora bolas!Existem centenas de homofóbicos com ilustrações de obras de Duchamp penduradas na parede do quarto ou gente apaixonada pelas instalações,happenings e outras manifestações modernas a ponto de perder as estribeiras e partir para a baixaria!
Pessoalmente,talvez com um pouco de ingenuidade oscilante na cabeça,eu não acredito no fim da arte.Não sei se o Gerald coloca no quesito arte todas as variantes artísticas,ou seja,literatura,teatro,poesia.O que perturba a vanguarda de hoje,talvez,seja seu rodopio permanente,sempre no mesmo paradigma.Realmente,não há avanço.Se,ao analisar uma pintura de Picasso,podemos enxergar a influência de Cézanne,é fácil perceber,além disso,o avanço,o passo a frente.E o teatro,hoje,querendo ser vanguarda,não consegue sair do paradigma Gerald Thomas.É difícil superar os grandes modelos.
Os trombadinhas da internet fazem barulho,tiram qualquer um do sério.Eu,da minha parte,acho até positivo como termômetro,como pesquisa instantânea:num passe de mágica,descobrimos ,com uma porcentagem quase precisa,o que anda pensando a imbecilidade coletiva.
Hoje de tarde,lendo os comentários,de certa forma mais comedidos,fiquei perplexo que alguns tinham um texto articulado,com redação pronta e tudo.Um certo André,por exemplo,fez um verdadeiro manifesto de intolerância,de aberta burrice e espírito tacanho,mas num argumento razoavelmente bem escrito,claro,transparente em sua miopia.O sujeito teve a cara de pau de defender Hitler,de relativizar a barbárie do holocausto.
Teve gente que lembrou do episódio da bunda na encenação do Tristão e Isolda e,portanto,tudo era válido,a língua podia andar solta e sem réplica.Até onde eu sei,o Gerald Thomas só arriou as calças,num gesto reativo a um punhado de frases racistas,antijudáicas e tal,por um bando de wagnerianos nazistas.Eu que descobri a possibilidade da beleza na música ao ouvir essa ópera,há bem mais de dez anos,na Rádio Mec,só posso sentir repugnância de quem é capaz de defender grupinhos nazistas e,ao mesmo tempo,de colocar o Liebestod no aparelho de som.Obviamente,conheço as posições antisemitas de Wagner,do Terceiro Reich,etc.
Eu queria deixar de lado,mas vou comentar.Um senhor chamado Jorge Schweitzer,de quem conheço pouco,devo admitir(tem um site e faz entrevistas num táxi),no período da tarde,de vez em quando vinha censurar as citações e ainda terminou dizendo:”Vou continuar monitorando os citadores de filósofos,poetas e presidentes”.Não sei qual foi a intenção do senhor Jorge Schweitzer;positiva ou não,o que está por trás dela é de uma arrogância,de uma pretensão!Eu tenho por postura ética não ofender ninguém,mas qual foi o documento ou qual cartório estatal que ele deixou a assinatura de detentor do saber?Eu não gosto dessa idéia de cultura compartimentada,enclausurada,uma entidade para pouquíssimos.Será que não passa no cérebro desse senhor que alguém leia Nietzsche,tenha um livro de poemas como referência?Sinto muito,meu senhor,mas vou continuar citando os filósofos,os músicos,os poetas,os romancistas e o que me der na telha.
Gerald,obrigado pelas palavras de outro dia.Depois do último comentário,eu tinha largado o computador e tinha ido por meu quarto pegar o livro e prosseguir na leitura da véspera.Estou no último volume do Em Busca do Tempo Perdido.É a minha paixão do momento,fazendo do meu próprio tempo um prisioneiro contínuo.Só no outro dia li sua resposta:fiquei sinceramente emocionado.Por favor,não vai acabar com um blog tão crítico e diferenciado só por causa de uns recalcados e de gente com titica na cabeça.
uma questão de ordem seria: que se fodam os avessos, recalcados e mal comidos!
Sabe, Gérald…?!..São tãntos “comentários”, de “todo” tipo que acabo meio que brochando de fazer o meu..!A audiência aqui no IG aumentou bem, mas o níver deu uma baixada, né!..Quanto as bichas NAZISTAS que entram aqui prá chingar, acho que você tem é que tirar uma da CARA délas, entende..! e depois ignorá-las..!..Gérald, e a respeito do “róda viva”, a famigerada tv “cultura”, é um parque JURÁSSICO da tucanalha paulista..!Esse “GALÔ de trem fãntasma que é o Paulo markun, quando “assumiu”a presidência, BOTOU NA RUA mais de 80 funcionários, SÓ prá mostrar serviço. E tudo gente que precisava, gente DE BAIXO, pois a CANALHADA tucana dos cargos MELHÓRES, ficaram todos. O “róda viva” é um PULEIRO dos “jornalistas” do PIG. paulista e o Caio tartufo cósta, aquele que LIMOU o Paulo Henrique Amorim aqui do IG, é TÃO ORDINÁRIO quanto o FUINHA frias filho..!Eles são FUINHAS do mesmo saco!
Não sabia que você éra tão amigo dele assim, mãns tiudju bem, né.!E o que mais tem néssa USP, É FILHO da PUTA defendendo TÉSE SOBRE ÉTICA!…(desculpe o palavrão..!)..bom, digo tudo isso por que infelismente SOU PAULISTA, o estado dos OPORTUNISTAS e não das oportunidades.
Ta ficando chato isso aqui.
Gay apoiando o homossexualismo é pleonasmo!
hahahaha
É o mesmo que perguntar o que acham os macacos das bananas.
hahahaha
Poupe espaço, todos sabemos que vocês gays adoram o homossexualismo sobre todas as coisas. ¬¬
Valeria:
Ja que voce resolveu me dar uns conselhos, vou tentar com todo o respeito lhe responder:
1. Como pode haver debate com alguem que começa classificando os envolvidos no assunto de “imbecis”, “idiotas” ? Debate sobre “imbecis” ?
2. Voce me diz para seguir as atitudes do meu amigo Vitor (com c ou sem c ). Diz isso porque não o conheceu, ou eu não me expressei bem. Ele jamais classificaria um artista da importancia do Henry Moore como um imbecil. Agora certamente iria chamar de um grande imbecil quem o fizesse. Eu fui ate delicado, não copiei as atitudes do meu amigo,como voce me propõe. Não chamei o nosso “vanguardista” de “imbecil” e muito menos de “viado”. Não faz o meu estilo. Apenas disse que ele fala coisas cretinas, que infelizmente poucos respondem. Como falta boa informação nesse pais, muitas pessoas acabam achando que aquilo que foi dito sem resposta esta certo. Alguem tem que interferir. Alias, preferiria estar gastando meu tempo em coisas melhores do que estar retrucando as ideias horrorosas desse senhor.
3. Voce diz que nas minhas afirmações tomo um “ar superior”. Valeria, acho que voce trocou as bolas. Superior é quem chama artistas como Henry Moore, Brecheret, Portinari de “idiotas”, “imbecis”, quem tem a prepotencia de decretar “o fim da arte”. Eu apenas fiz o que muitos deveriam estar fazendo: respondendo com veemencia tanta arrogancia e falta de respeito.
4. Voce me propõe descobrir alguma afinidade com esse senhor. Vai ser dificil. Tenho horror a “artistas” que não respeitam artistas. Duvido ate que o sejam. Tenho horror a esse “vanguardismo” de botequim, de admiradores de Andy Warhol, e outras babaquices do genero. Tenho horror a esse “vanguardismo” de fachada, na verdade um modismo fora de moda, para enganar ingenuos. Nada mais que truques antigos e surrados.
5. Quanto a sua adoração pela musica e ideias do Caetano, pode adora-lo a vontade, escuta-lo a exaustão. Não vou gastar o seu o tempo para aconselha-la a escutar a Rosa Passos, o Egberto Gismonti, a Abbey Lincoln ou outro musico qualquer. As ideias do cantor baiano, voce como grande admiradora deve saber, são bem parecidas com as do “vanguardista” do teatro. Faça voce mesmo suas escolhas.
você me faz rir…
Interessante o seu blog.Mas gostaria de saber se você escreve só direcionado aos homossexuais ou à qualquer internauta,se for a primeira além do incentivo, também a moral deve estar presente na vida de qualquer cidadão.E se for a segunda,expressar que ninguém é igual a ninguém.Pergunta:Será que é homofobia tanto da minha parte como da minha família abandonar um dia de diversão em uma praia pela presença de dois gays se lambuzando em orgias na presença de várias crianças? Será que os gays é que tem preconceito contra as pessoas que segue a natureza dos normais
Eu não pude assistir ao Roda Viva; que pena. Mas andei lendo a resenha do Gerald Thomas e seu amigo. Eu, particularmente, o admiro por sua inteligência e quebra de paradigmas ortodoxos, mas por outro lado, discordo de muitas coisas que ele profere como achar Portinari uma porcaria, por exemplo e algumas posições, digamos, nada ‘ortodoxas’. É claro que as pessoas são diferentes – devemos quardar nossas opiniões sem faltar com o respeito.
Só acho que por ter posições extremas, Gerald acaba ‘vítima’ de seu próprio pensamento frente a uma sociedade conservadora e aparentemente normal. É o risco da diferença e adversidade – paciência!
Em relação ao homosexualismo, penso que, apesar de ser algo ‘normal’ em muitas sociedades mundo afora, não pode ser visto como um fato comum, mas uma exceção da regra: homem tem que gostar de mulher e vice-versa. Agora, não consigo considerar que um homem beijando e penetrando o outro seja algo ‘normal’, eu sinceramente não consigo ver desta forma. Mas se isto é fato, nós devemos respeitar – por mais diferente que possa parecer. O respeito pela figura humana deve prevalecer acima de tudo – de gênero e de credo religioso, apesar da delicadeza da questão!
Pra fechar – ser normal é normal.
Antônio, que bom que me respondeu.
Na verdade, não era nem conselho nem em ‘defesa’ do Gerald. Talvez em minha defesa, da vontade de ver pessoas se revendo etc. Os encontros são sempre muito emocionantes pra mim e já tiva a oportunidade de presenciar alguns. E a tentativa de ouvir ou entender o outro me fascina sempre.
E eu amo Gismonti. Aliás, sábado tava tentando achar os outros discos dele, só que em cd. O único que existe é o que ele brinca com Villa-Lobos. O resto tem que importar. Eu tenho alguns em disco. Não sei se viu no Canal Brasil uma entrevista com ele, mas eu só consegui ver a primeira parte, isso foi dividido em dois dias. Os outros dois artistas que comentou, não posso dizer nada, pois nem mesmo sei se conheço, às vezes ouço mas não ligo tico e teco, um horror… E devo confessar que não conheço muito de nada, isso dá até angústia, mas vai ser assim até o fim da vida, pois não tem como dar conta de tudo, então vou em passos de bebê.
Talvez vc não tenha lido meu big texto anterior ao que escrevi pra vc. Lá eu falei que não gosto de adjetivos desqualificantes de ninguém, e o Gerald não é isento do meu não gostar. Agora, se ele continua a fazer, o que posso fazer? Só dizer que isso não tem nada a ver comigo. E ele pode até me achar uma tola etc em muitos momentos, mas o que posso fazer? Nada.
Eu nasci e vivi debaixo de um teto em que os dedos na cara, os berros e os adjetivos desqualificantes me faziam tremer e me deixavam muito confusa e mal. A destruição era permanente, mesmo que fosse inconscientemente. E por conta disso jamais fiz o mesmo, se fiz foi em raríssimas exceções e logo depois me arrependia amargamente. Este tipo de clima só afasta. Até compreendo que pode ser um desabafo em alguns momentos, ou mesmo uma forma de dar ênfase na ora de opinar, para que a comparação fique gritante etc, mas mesmo assim, se for uma constante, acaba por não se fazer entender sem abrir uma outra via pras pessoas que não tavam pensando por ali. E sim, pessoas são capazes de mudar pessoas, e a forma de agir, dizer, propor etc contam sim.
Mas o que queria dizer era pra que vc não cristalizasse só neste lado do Gerald, pois ele como todos nós, somos multifacetados. E isso porque vc tá chegando aqui agora. Não sou de fazer isso, muito pelo contrário, raríssimas vezes me meto em defesa ou contra alguém aqui, mas desta vez deu vontade, justamente por conta de uma coisa que o Contrera escreveu.
Eu mesma já tive época de só ver o Gerald negativamente. Mesmo achando suas peças surpreendentes. Então vi que estava fechada demais e resolvi abrir minhas janelas. E te digo seriamente: ele me surpreendeu e me afetou. Agora, ele não é perfeito, nem eu.
Bom, seria até um tema interessante, pessoas que a gente não gostava muito e passou a admirar, ou esta forma cristalizada de as pessoas se relacionarem, sempre na agressão e na redução etc. Mas, enfim sem fim, fiquemos por aqui porque já se abriu outro post, vamos lá pra cima! E nós nos deviamos do assunto deste post, apesar de estarmos discutindo a forma como foi construída o comentário do Gerald, e por conseguinte a sua.
E se ele ‘decretou’ a morte da arte, isso foi por conta de um certo prisma que acho mais complexo discutir aqui, mas ele tem toda a liberdade e maturidade de pensar a arte pelos olhos dele. E de vc discordar ou não. Ou querer entender mais profundamente por que ele pensa assim etc.
E o Contrera colocou no post anterior, acho que logo depois de um comentário seu, umas questões bem interessantes sobre isso.
inté!
ih, quanto errinho… mas dois gostaria de corrigir para que se entenda melhor:
“… de dar ênfase na HORA de opinar…”
“…acaba por não se fazer entender NEM conseguir abrir uma outra via…”
o resto deixa pra lá!
valeria, querida
nao tenho agora como ler com cuidado o que vc escreveu aqui. estou fora de casa e sem muito tempo e com muita fome.
mas achei lindo esse negocio de ter te motivado a escrever.
agora preciso ir, mas te respondo com mais calma depois, ok.
por enquanto um beijao.
contrera
Vc não respondeu…. fique a vontade.
G: deixa a vanessa dar um jeito no teu cabelo, vai!
até por que na íntegra vc não tem jeito! nem eu! ahahahah
Gerald: Acho voce um cara realmente inteligente, culto acima da média, rápido, sarcástico quando deve ser, mordaz idem, com mais acertos do que erros em suas provocações e uma qualidade rara que acho formidável, em se tratando do ser humano – “não é racista e nem preconceituoso”.- Poucas pessoas entenderam o seu recado profundamente político, pacifista, humanista e histórico a respeito do conflito no Oriente médio – Portanto uma pessoa singular e verdadeira. Parabéns porque são poucas personalidades dessa Aldeia Global que se chama Brasil que merecem esse reconhecimento, pois o preço é alto e o fardo bastante pesado.
Tive uma oportunidade de vê-lo em atuação aqui em Salvador/Ba., no Projeto “Viajando na Cultura” na Petrobrás e gostaria de que suas Produçoes Culturais chegasse na nossa terra para deleite e questionamento dos baianos.
Vida longa para voce, seu amor e dedicaçãos às artes e particularmente ao Teatro.