iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade
19/07/2008 - 10:46

Óbvio que a ARTE está MORTA: não passamos de IMPOSTORES de Renda, cabideiros de emprego: Marcel DUCHAMP, o URINOL que deixava o artesanato de pé em seu próprio MIJO!

“DUCHAMP: O AUTORTURADO DaDaISTA”

Está em cartaz no MAM, aqui em São Paulo, uma retrospectiva de Marcel Duchamp. A simples idéia de uma retrospectiva pra Duchamp teria sido, no mínimo, algo impensável, ridículo ou risível, quando ele rompeu com tudo, com a caretice de tudo, com o Samaritanismo da arte, o chamado “bonitismo” da arte no início do século XX. Foi aí que começou o nosso “desastre”. Duchamp, Freud, e alguns outros são os culpados pelos nossos fracassos. Mas explico. São os nossos grandes HERÓIS. Meus grandes, grandes, imensos heróis.

Quem destrói pra construir é aquele que consegue transformar o mundo num abrir e fechar de olhos, e deixar todo mundo de pé, plantado em seu próprio mijo, sem ter o que dizer: claro, e não é à toa que o URINOL de Duchamp foi um dos primeiros READY MADES (achados prontos) – um combate contra a arte artesanal, pintura, escultura tradicional, etc. Sim, deixar o espectador pasmo em pé, em seu próprio mijo de espanto! Retrospectiva de Duchamp é muitíssimo estranho. Quando eu era aluno de Ivan Serpa e Helio Oiticica, eles só me falavam em Duchamp. Haroldo de Campos foi mais longe, já que era Dos Campos, um Duchamp também, Du Champos! A Arte de vanguarda fala em uníssono sempre a mesma coisa, berra sempre a mesma coisa. Mas uma retrospectiva dela nos traz uma lágrima de crystal japonês. E porque?Porque quando Duchamp cancelou sua parceria com Tristan (sem Isolda) Tzara, e deixou Paris, e virou um NovaYorkino, o movimento em si, de deixar o velho pelo novo, já tinha um significado. Falo de 1911 ou algo assim. O Armoury Show.“Achar” objetos prontos na rua e juntá-los, “casá-los” como se fosse um destino “by arrangement” no sentido oriental, é um humor que os americanos não tinham. Só vieram a ter na década de 60 com Wharol, Andy Wharol.Então, certo dia, Duchamp cancelou sua expo na Pace Gallery na rua 57 em Manhattan. Falou “retirem todos os quadros, apareço aí mais tarde com objetos novos”. E, pra juntar-se ao já famoso “NU DESCENDO a ESCADA“ (um dos mais escandalosamente LINDOS tributos à arte desconstrutivista, Duchamp pintou uma mulher descendo uma escada, nua, EM MOVIMENTO, pode-se dizer que remota e cremosamente cubista. E…..ao lado do MOEDOR de CHOCOLATE e ao LARGE GLASS (também chamado de THE BRIDE STRIPPED BARE BY THE BACHELORS EVEN – algo como: “ a noiva desnudada pelos solteiros ATÉ!, nessa ordem, escrito nessa cadência concreta das palavras) somou-se ao seu maior e mais conhecido piece ou seja, peça, ou seja, marca, ou seja QUADRO-NÃO-QUADRO, ou seja: o pai e mãe disso que chamamos hoje de INSTALAÇÃO/manifesto.A RODA DE BICICLETAEssa roda (objeto de obsessão meu) (o que posso fazer? nasci torto!), foi assim: nesse mesmo dia em que Duchamp cancelava sua Expo na Pace, andava pelo Bowery (equivalente a 3ª Avenida, na lower Manhattan) perto da Houston Street, de um lado da rua tinha uma roda de bicicleta jogada fora. Do outro lado um desses bancos de mandeira de bar! Ele GRAMPEOU, tacou a roda em cima do banco e levou o treco pra Pace!

Então, esse foi o MAIOR REVOLUCIONÁRIO de todos os tempos, em qualquer contexto, em qualquer arte (porque sem ele não teríamos John Cage na música ou Merce Cunningham na dança (aliás, a Fabi estuda com o Merce Cunningham em Westbeth até hoje).

A arte está morta? Rose Selavy? Como ironizava seu próprio personagem feminino com uma estrela escupida em seu CABELO, ou os cubinhos de mármore dentro de uma gailola (: porque não espirrar Rose Selavy?:) ou …

Chega de descrever Duchamp !!!

A melhor maneira e a mais triste de representar uma RETROSPECTIVA foi desenhada por Saul Steinberg. O Cartum é assim: um Coelho olhando pro Oeste está sentado em cima de uma Tartaruga que caminha lentamente para o Leste.

Duchamp foi um dos primeiros ENORMES iconoclastas. Com humor. Quebrou o vidro? Deixa lá, quebrado. O acaso é otimo!

O movimento dadaísta (não os surrealistas caretas e marqueteiros que só eles!), o iconoclástico, desconstrutivista, atonal, dodecafônico, serialista, abstrato, abstrato expressionista, minimalista, enfim, tudo isso visa uma só coisa:

- colocar a arte debaixo da lente do microscópio, autopsiá-la; ver, dissecar se as verdades e mentiras dos séculos anteriores de música e pintura e iluminismo e jacobeanismo e Renascentismo, e ismo, ismo de anos e anos de arrotismo de tantos e tantos Rembrants, Velasquez, Beethovens, Monteverdis, Wagners, Lord Humes e Hegels e Kants, e os tantos Goethes, faziam realmente sentido na era pós Freud, na era pós industrializada numa América ainda a ser desvendada pelos bachelors de toda a humanidade enclausurada em suas culturas pré-guerra, fugindo pra lá, digo pro novo mundo, fugindo das emboscadas culturais da pequenina Europa, onde à cada 16 km o teu sotaque te colocaria num campo, num Duchamp de concentração!

E no que deu? Estamos na mesma. Aliás, estamo mais CARETAS. Estamos numa era PRÉ DUCHAMP, porque hoje olhamos Duchamp como se ele estivesse no nosso passado e, toda essa porcaria pseudo inovadora (salvo alguns, óbvio, como Kiefer, Josef Beyus, Nuno Ramos, Tunga, Warhol, Damien Hirst e outros POUCOS) ainda estão naquela era de DECORAR a sala de estar da madame porque – já que voltamos aquela era do GOLD RUSH, à corrida pelo petroléo e à plantação de cana – nada mais óbvio mesmo do que declarar um ESTADO de DIREITO, e colocar um estatuto logo de uma vez:

O que vale aqui é o muralista Siqueiros, ou o medíocre Portinari, ou o idota do Henry Moore, ou a Hepworth.

E o povo, ignorante como sempre, se concentra ali na estátua dos retirantes no Ibirapuera, a metros, meio quilometro da RETRO de Duchamp, sem sequer saber o que foi tudo aquilo, ou se o ovo de Colombo ficou em pé ou não, porque, afinal de contas: não foi Pedro Alvares Cabral que descobriu as AMERiKas de Kakfa?

A Arte está MORTA sim. E faz anos que fazemos teatrinho de representação infantil em torno de seu enterro pra não perdermos emprego. Não passamos é de canastrões de última categoria, com a azeitona na ponta do esôfago, segura ali por algum Nexium, Plexium, Sexium ou Mylanta, Maalox, ou anti-ácido.

Afinal, antigamente as pessoas tomavam ácido.

HOJE: só tomam anti-ácido

Gerald Thomas, sábado, 19 Julho de 2008

comentario brilhante de leitor

Enviado por: guimarães santos rosaÉ Gerald, não só a arte está morta, mas o senso crítico das pessoas também, se bem que brasileiro nunca teve senso crítico, brasileiro é medíocre por natureza, mesquinho, confunde merda com arte e nunca perceberia que estamos estaguinados, estamos copiando o passado porque já não temos mais do que falar, estamos mudos, telepáticos diante da imbecil televisão, ou somos nós os imbecís? Brasileiro não tem senso crítico nem com relação à sexualidade dos outros, agridem, porque esta é a forma dos bárbaros reagirem ao que eles sentem mas não entendem, o brasil necessita ser o berço de um novo duchamp, vamos desconstruir o brasil e reconstruí-lo, poque esse que está aí é falsificado é do paraguai, viva duchamp, viva gerald thomas o desconstrutor do brasil medíocre, um homem vindo do futuro assistido pelo homem geo-político tupiniquim, futeboleiro, axezeiro,funckeiro, imbecil por natureza!

 

Autor: gthomas - Categoria(s): artigos Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

119 comentários para “Óbvio que a ARTE está MORTA: não passamos de IMPOSTORES de Renda, cabideiros de emprego: Marcel DUCHAMP, o URINOL que deixava o artesanato de pé em seu próprio MIJO!”

  1. fábio disse:

    Oi, Gérald..! O pissoal aí em cima tá baxando o níver, hein..! Nóssa senhóra…! Gostei do aviso da ANA, tem que cortar baixaria pela raiz..!
    Gérald, eu tava meio cansado das agressões e distorções sobre as cagadas do governo LULA..! E o OITAVO capítulo da blógNOVELA, foi ótimo e achei que você ia acabá-la, alí….! No máximo, um “grãn-finale” no NÓNÔ!…mas daí você deu continuidade, pois o pessoal pedia, né…, então achei que já tinha dado no SACo…., e resolvi sair fóra um pouco.Eu tava com saudades dos TEU TEXTOS, COMO esse do DUCHÃNPS, foi BÁÁÁÁÁRBARO…!Você chacoalhou, TIuuuuDJU e pôs todo MUNDO PRÁ CORRÊ!!!……………ahhahahhaa(risada de pãnico misturada com tapa na cara), EU ADÓRO…!..Tava doidinho prá me ATRACA com a ODÉTE róitman também, tava com saudades déla e das meninas e do CARLOS..!..Ele também deu uma sumida, né,não???Eu assisti dois capítulos do documentário sobre o ANTUNES, na tv cultura..!Eu só assistí UMA PÉÇA DELE, mas eu ÃMO ESSE CARA…! Você CURTI, GÉRALD, o trabalho dele??????
    As vezes eu fico pensando se você e ele(antunes) MORREREM…! NÓS TÃMOS FUUUUUDIDOS!!!!!!(desculpe a tragédia grega)

  2. gthomas disse:

    Pois eh Fabio. Acho que o Carlos, Andrea N. (que alias esta likada aqui e vou retirar porque nao faz nenhum sentido…) O gustavo da Florida e alguns vao, voltam….mas vc e Vamp sao uma dupla que eu nao posso perder, pelo amor de deus
    LOVE
    G

  3. fábio disse:

    ..Gérald..! Póde contar comigo sempre..! amigo..!Éssa sumidinha é mais prá arejá um pouquinho..!..Eu tava muito viciado aqui no blóg, entrava toda hóra, aí já é meio doença, né..!..O que eu também não pósso perder é ficar longe dessa tua força destruidora-construidora que poucos seres HUMANOS, TEM..!Você e o Antunes, TEM..! Por isso eu óro prá Geôvá todo santo dia, prá que ele dê SAÚDE prôs DOIS..! Vocês são nóssas BÚSSOLAS e ASTROLÁBIOS nesse MAR REVOLTO de mediocridade digital mudérna futurística de vãnguarda
    pós-trãnsgênica..!!!!….( gérald, o piór, ainda, nesse teu texto do duchãmps, é que eu pensava exatamente isso que você escreveu…! Esse cara pôs um ponto final na arte…….!Mas, eu tinha MEDO de falar isso e apanhar dos “artrístas” mudérnos di sun paulo…!né..!..e você vem e MÉTE O PÉ NA JACA…..!qui sí fô..!…..ahahhahaha, foi o máximo..!)

  4. Sr. Geraldo:
    Como o senhor se dirigiu a minha pessoa, lhe respondo. A sua biografia pouco me interessa. O mundo, diferentemente daquilo que o senhor pensa, esta cheio de artistas maravilhosos. Prefiro os que respeitam seus pares, aqueles capazes de reconhecer a obra de um Henry Moore, mesmo não sendo seu estilo mais proximo, O senhor cita o seu show com Gal Costa, “com os peitos nus”, cantando musica do Caetano Veloso. Não é o tipo de atração que me interessa. O meu gosto vai para uma direção bem diferente do estilo do cantor baiano. Sou mais chegado no Eric Satie, no Monk, no Egberto Gismonti, na Rosa Passos, no Tom, no João Bosco, no Vila Lobos. Gosto mais do Nelson Rodrigues, de quem sou parente, do Vitor Garcia, de quem fui grande amigo. Pessoal que talvez o senhor tambem ache mediocre, tal a sua arrogancia. Se tivesse que escolher em ter na minha parede um quadro de Portinari, ou de Ismael Nery, iria preferir o segundo. Contudo, não me acho no direito de classificar como mediocre alguem que deixou uma obra com milhares de pinturas, desenhos e gravuras. O senhor diz que dirigiu operas pelo mundo. Alias eu soube de tais fatos mais atraves de suas afirmações do que atraves de outros. Mas não duvido. O mundo é grande, cheio de teatros por todos os cantos. Mas o Portinari tem um mural na sede da ONU, que evidentemente o senhor deve achar uma merda, uma copia, assim como os cretinos da ONU que o contrataram. Sr. Geraldo: menos. O senhor se acha maravilhoso, mas o Portinari merece respeito, assim como o Henry Moore, o Brecheret. E construiram suas obras varias decadas antes do senhor. O senhor me desafia para uma discussão sobre fotografia, e artistas que interferiram sobre ela. Não da. Não da para discutir com quem acha o Nuno Ramos um genio e o Henry Moore um mediocre. É demais. Não da para debater com quem acha o Andy Warol um “inovador”. É papo de arte da revista Caras. Meu senhor, tudo o que o AW fez, o Man Ray ja tinha feito, com genialidade, meio século atras.

  5. gthomas disse:

    Sr Antonio Rodrigues
    esse eh o ultimo email que troco com o sr
    vamos por pontos

    1- Victor Garcia se escreve com um c no meio, se eh que estamos falando do mestre de teatro Argentino que dirigiu o Balcao de Genet,
    e Cemiterio de Automoveis, etc….Se eh dele que falas, fique sabendo que basta abrir a minha bio ai do lado pra entender que, alem de Beckett ele foi meu MESTRE

    2- Nelson Rodrigues eh um dos 5 ou 3 MAIORES e MAIS IMPORTANTES autores teatrais de todos os tempos na minha opiniao.

    3- Ter um mural na ONU era exatamente onde eu sabia que seu argumento iria AFUNDAR. A ONU nao eh o MOMA nem a Guggenheim e nem o Metropolitan e nem o Louvre e nem porra nenhuma . A ONU nao vale um tostao furado: Na Frente do Portinari tem um Chagal e ninguem nem ve! Presente de,……
    Getulio Vargas!
    Gerald

  6. Tene Cheba disse:

    É a mesmisse, a iteração do mesmo, o Museu dos Horrores, nem decadente, nem inovador, apenas o mesmo. aliás esse marasmo cultural se estende a esse século, novo século, primário, repetitivo, sem conseqüencias, bom é o bobo, que acredita nas cores. Que porrada Gerald Thomas, o fantástico Homem Nu.

  7. Esse tambem é o ultimo email que troco com o senhor ( o senhor acha Nuno Ramos um genio, fica dificil o papo ). Então vamos por parte.
    1. O Vitor que falo é o mesmo Victor que o senhor diz ser seu mestre. Não me importa muito o c do meio, ao contrario do senhor. Fomos grandes amigos e nunca o chamei de Victor, mas de Vitor mesmo. Pelo seu discurso e pela amizade que mantive com ele, posso lhe dizer que voce é um pessimo aluno.. O Vitor (sem c mesmo ), brilhante que era, seria incapaz de chamar um artista como Henry Morre de idiota. Jamais classificaria o Nuno Ramos como um genio. E muito menos lia sobre arte na revista Caras para achar o Andy Warol um “inovador”.
    2. Pelo menos o Nelson se salvou da sua arrogancia. Alias ele esta la no ceu muito preocupado com a classificação que o senhor lhe daria. Ele não dormia pensando nisso.
    3. Eu tambem tinha certeza que na sua prepotencia o senhor acharia que “a ONU não vale um tostão furado”. Fiquei tambem sabendo atraves do senhor que o Getulio mandava tanto por la.

    Sr. Geraldo: menos. “A ONU não vale um tostão furado “, mas o senhor tambem não vale tanto assim.

  8. Sr. Geraldo:
    Esse tambem é o ultimo email que troco com o senhor ( o senhor acha Nuno Ramos um genio, fica dificil o papo ). Então vamos por partes.
    1. O Vitor que falo é o mesmo Victor que o senhor diz ser seu mestre. Não me importa muito o c do meio, ao contrario do senhor. Fomos grandes amigos e nunca o chamei de Victor, mas de Vitor mesmo. Pelo seu discurso e pela amizade que mantive com ele, posso lhe dizer que voce é um pessimo aluno.. O Vitor (sem c mesmo ), brilhante que era, seria incapaz de chamar um artista como Henry Morre de idiota. Jamais classificaria o Nuno Ramos como um genio. E muito menos lia sobre arte na revista Caras para achar o Andy Warol um “inovador”.
    2. Pelo menos o Nelson se salvou da sua arrogancia. Alias ele esta la no ceu muito preocupado com a classificação que o senhor lhe daria. Ele não dormia pensando nisso.
    3. Eu tambem tinha certeza que na sua prepotencia o senhor acharia que “a ONU não vale um tostão furado”. Fiquei tambem sabendo atraves do senhor que o Getulio mandava tanto por la.

    Sr. Geraldo: menos. “A ONU não vale um tostão furado “, mas o senhor tambem não vale tanto assim.

  9. Contrera disse:

    tá bom, tá bom. ninguém liga se esta é a primeira ou última vez que… nada, deixa para lá.
    1) todo o patrimônio artístico leva centenas de anos para ser avaliado criticamente, num trabalho difícil e incessante que não qualquer um pode achar que pode fazer (eu mesmo não concluí um curso do prof. Kossovitch por pura covardia, por admitir esse fato). digo isso porque não importa quem tem razão, num determinado momento. a arte sempre é passível de avaliação crítica e esta pode, com o tempo, provar a real importância de gente na sua época considerada medíocre ou, por outro lado, a insignificância de bastiões inabaláveis em suas próprias épocas. por isso, até prova em contrário, em questões de arte, tudo tem seu valor. todos nós estamos por demais imersos em nossas próprias culturas para julgar.
    2) um artista pode, sim, assumir idiossincrasias em favor ou contra sua própria arte. pois no fundo é com base nessas idiossincrasias que a sua própria arte pode ser, inclusive, melhor compreendida. isso, por outro lado, não significa que deva se confundir essas posições idiossincráticas como posições de entendedor acadêmico de arte. estas, só são assumidas por especialistas, cujas posições servem para avaliar o preç$$$$o dessas próprias obras. todo artista, por outro lado, faz isso o tempo todo: avalia, aceita, recusa, chuta, xinga, abraça, etc., em prol de valores que professa em sua própria arte.
    3) o Nuno Ramos é um sujeito dedicado à arte. se é gênio ou não – categoria essa tão enlevada por um Goethe que me dá aliás arrepios, cá entre nós é algo menor. importa é o que ele faz, e pelo que sei faz bem, embora não esteja dentre os que mais aprecio.
    flw
    contrera

  10. Euricibíades Ventura disse:

    Lamentável as observações superficiais e infundadas dessa bicha de vanguarda. Perdi meu tempo lendo este texto inútil quase tão fútil como um Faustão ou uma Hebe. Nunca fui assistir uma peça sua nem nunca irei pois você ´´fala pela bunda”.

  11. paula fernandes disse:

    “Nunca fui assistir uma peça sua nem nunca irei pois você ´´fala pela bunda”.”

    lamentavel é ver isso…todos podem se expressar, claro, óbvio…mas falta de respeito é um absurdo.seria melhor nem comentar, de preferencia de entrar…lamentavel.

  12. Sandra disse:

    Gerald, suas respostas estão o máximo!!!!!

  13. Sandra disse:

    Caramba!!! Do jeito que você é exigente, sua peça deve estar ficando um total arraso!!!

  14. Rita Silveira disse:

    Tens toda razão, perseguimos fantasmas e nossos melhores pensamentos já foram contaminados, como podes ver pelos comentarios, por uma cultura desinformada. É lamentável deparar todos os dias com uma mídia que repercute e acimenta o que já não serve mais.Só a arte nos salvará!!! Arte feita por pessoas de cabeça ventilada, arejada e com suas crendices. Não nos afastaremos muito do que esta por aí mas em algum momento o viés disso penetrará nossa alma e será amparado pelo entendimento, enfim…

  15. Rosecelavi disse:

    Para usted, mí he aquí resucitada
    Rrosecelavy

    Pour vous me voilà ressuscitée
    Rrosecelavy

  16. LUCIANO disse:

    QUEM ESTÁ MORTO É O PRÓPRIO GERALD THOMAS…

  17. everaldo disse:

    Não so a arte, o intelecto tsambém.

  18. O BEBÊ QUER CHUPETA… DÁDÁÁ!!!

    © DE João Batista do Lago(*)

    De tudo o que está dito neste artigo, apenas e tão-somente, um parágrafo deve, de fato, ser destacado: “(…) A Arte está MORTA sim. E faz anos que fazemos teatrinho de representação infantil em torno de seu enterro pra não perdermos emprego. Não passamos é de canastrões de última categoria, com a azeitona na ponta do esôfago, segura ali por algum Nexium, Plexium, Sexium ou Mylanta, Maalox, ou anti-ácido (…)”.

    Digo isso pela semelhança que o parágrafo tem com a constatação nietzschiana de que “deus está morto!” ou, com a constatação foucaultiana de que quem esta morto é o homem! Tanto num quanto noutro caso devemos entender as “constatações” como “um campo” de desconstrução das “verdades absolutas” geralmente se nos imposta pela cultura burguesa, que jamais pretendera, como não pretende, ver estabelecido o campo da dialética do saber.

    Junte-se, aqui e agora, a inferição do A. do artigo de que a “arte está morta”. Temos, então, a formação do corpo trínico: deus + homem + arte. Não há como descartar o campo dialético “inato” (e somente neste caso pode-se pressupor uma tipologia de inatismo, pois, tudo o mais é apreendido) em cada parte dessa trindade. Todos são feitos de matérias contrastantes, sobretudo quando se colocam diante de suas verdades particulares a respeito do saber. É exatamente aqui que ocorre o campo dialético, ou seja, sobressai os contrários das verdades implícitas em cada membro desse corpo trínico.

    Seja Nietzsche, seja Foucault, seja Thomas – resguardadas as dimensões de tempo e espaço, e de “paidéia” – trabalham o conceito de morte partindo, precisamente, da dialética da “negação” específica de cada parte do corpo trínico, como se cada uma dessas partes fosse o todo. Negam essa verdade “absoluta” que o saber burguês sempre pretendera estabelecer. E por uma razão muito simples: deus não há sem o homem e sem sua arte de criador; o homem não há sem seu deus e sua arte de criação; a arte não há sem seus criadores e criaturas. Todas essas partes são, por natureza, subversivas. E são as suas subversões que são responsáveis pela dialética da vida.

    Assim sendo, quando se diz que o “deus”, o “homem” ou a “arte” estão mortos, quer-se dizer, de fato: é chegado o momento de subverter o caos; de ter a devida coragem de enfrentar a realidade mais que real das super-estruturas partindo do campo das infra-estruturas; é preciso quebrar as correntes que prendem as mentes; é preciso repensar o saber; é preciso rever e reinventar a episteme… Enfim, é preciso dizer que a única fala e linguagem que “deus” e o “homem” têm são as suas “artes”, e conseqüentemente, que a única fala que a “arte” tem são seu “deus” e seu “homem”. Afora isso tudo será decadência, ou seja: o deus “é” decadente, o homem “é” decadente, a arte “é” decadente, isto é: o deus “é” morto, o homem “é” morto, a arte “é” morta.

    * * * * *

    Mas há, ainda, uma “coisa” que gostaria de destacar e que não se encontra explicitada no artigo, isto é, “os verdadeiros dadás estão contra DADA”. Esta enunciação foi dita pelo principal “produtor” do Dadaísmo (movimento de artistas plásticos e poetas, surgido em Zurique, em fevereiro de 1916), Tristan Tzara, que inferiu, também, que “Dada não significa nada”, numa reação contra tudo e todos, posto que, o dadaísmo, pretendia-se exterminador, propunha-se desmantelar todos os valores consagrados – fossem quais fossem -, não para construir algo em seu lugar, algo julgado melhor ou utopicamente desejável, mas pelo simples gosto de por abaixo as instituições estabelecidas, as correntes estéticas em moda, a Burguesia, a Psicanálise, a Filosofia, etc.

    Em verdade, o dadaísmo, jamais passara de uma tipologia do Romantismo idealista; de um modo de agir anarquista; de um Iluminismo tardio. Isto não quer dizer, sob hipóteses quaisquer, que o movimento não produzira resultados convincentes; e um desses resultados fora, exatamente, Marcel Duchamp. Ao mesmo tempo é preciso inferir que o niilismo implícito no dadaísmo foi o mesmo que o levara à derrocada, dando lugar ao Surrealismo entre outros movimentos mais modernos.

    Assim sendo, aos meus olhos, o presente artigo dá-nos (também) a impressão de querer resgatar o dadaísmo como se fora A ÚNICA EXPRESSÃO DE ARTE verdadeira ou que, NADA, depois dele, tivera, teve ou tem a mínima importância. Este é o ponto burro do artigo! Contudo quero acreditar que seja, em verdade, mais uma “chamada” do autor para o campo de debate, pois, é Gerald Thomas, aos meus olhos, um dos melhores diretores de teatro do Brasil, e quiçá, do mundo. E sabe-o que pode fazer esta “provocação”.

    Ora, dizer que depois do dadaísmo tudo é lixo, não seria isso querer (re)estabelecer uma “religião” ou uma “verdade absoluta?” Não seria isso um contra-senso ao próprio dadaísmo? Porventura não seria essa “eternização” de Duchamp ou de Freud, etc…, como “heróis”, uma tipologia de mitologização ou fetichismo-academicista da arte? Não seria isso um retorno à arte burocrática da burguesia dominante?

    Aos meus olhos, esse desejo incubado do “sujeito” que fala no artigo – “sujeito” que não é o autor, segundo minha percepção, e possivelmente seja esta a provocação – como inferiria o próprio Freud -, poderia ser registrado nos anais da literatura psicanalista como um tipo de manifestação de condicionamento reflexo de uma mente que ainda não se despregou da sua infância latente. Quem sabe(?), para ilustrar essa inferição, Freud diria: “- Não é à-toa que esse “sujeito” vive a repetir dádádá… dádááá… dádádá…”.

    Em seguida ele (Freud, o herói!) explicaria sua tese mais ou menos com essas palavras de psicanalista:

    “- A onomatopéia (da.http://queremosportugues.multiply.com/da…) infantil implícita na palavra dadaísmo (dada + ismo) revela o campo lúdico-patológico ou a morbidez de saudades recalcadas. Esse “sujeito” (ainda) vive a sentir falta de um elemento de prazer – a chupeta – sem perceber que ela representa a falseabilidade do real ou a falta de experienciação pessoal da realidade amarga da infra-estrutura do presente; esse “sujeito”, possivelmente está com preguiça mórbida ou talvez queira contestar, por contestar, as formas e os valores dominantes da arte atual”. Seria, assim, “uma explicação” de Freud.

    A arte, assim como a vida, não precisa de heróis ou deuses. Neste ponto concordo com as constatações: “deus está morto” ou “o homem está morto” ou “a arte está morta”. Mas quando consideramos a questão “quem matou deus e/ou o homem e/ou a arte?”, verifica-se que, antes de matá-las, já a tínhamos como mito ou fetiche. Assim sendo deus, homem e arte jamais serão mortos. Mas, se mortos, só o serão por meio da decadência do “homem” como assinalaria o “velho” Nietzsche.

    ———-

    (*) João Batista do Lago, 58, maranhense de Itapecurumirim, poeta, escritor, teatrólogo, jornalista e pesquisador – E-mail: joaobatistalagoster@gmail.com

  19. julio disse:

    infelizmente geraldthomas tem razão a arte morreu, o que temos hoje são amontoados de pseudos artistas, comerciantes, curadores(que são mais destruidores), vendedores de quadros elevadfos a grandes experts da arte, artistas concetuais que são pessoas sem criatividade, sem vergonha, um mundo aonde impera o cifrão, e artistas mediocres ou piores que isso (vide a vergonha de uma Beatriz Milhazes (valores irreais pagos por um artesanato de luxo.. maravilha dos novos ricos brasileiros, comprando arte com pseudo arte nas paredes…..decoradores e milionárias com lojas pseudo chics vendendo artesanato barato produzido em série e vendidos em mansões nos jardins a preços absurdos….pena..doi essa comercialização da arte..mas não é somente aqui podemos ver a ridicularização das castas compradoras de lixo a preços irracionais( aliás esta semana relatório financeiro mostra a decaída abrupta do pseudo artista comerciante, genio da mídia Damiem Hirst….coitados destes compradores que pagaram centenas de milhares de dolares e que no final terão algumas dezenas de dolares na parede e a vergonha da compra para elevação do status…pena pena pena….

Voltar ao topo