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22/06/2010 - 13:15

E o Kinect vai custar…

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US$ 149,99 – cento e quarenta e nove dólares e noventa e nove centavos.

É o que confirma esta página do site da Microsoft. E tenho a impressão de que isso nem deveria ter sido divulgado ainda. Mas agora, já foi.

Achei caro. É muito mais do que eu especulava. Se você quiser fazer contas, fica pior: o Kinect (novo nome do Project Natal, para quem não sabe) vai custar exatamente a metade do preço do Xbox 360, modelo novo. Isso lá fora. E aqui, quanto ficaria?

A Sony divulgou que irá cobrar bem menos pelos acessórios que compoem o seu PlayStation Move: US$ 49,99 pelo controle, mais US$ 29,99 pelo navigation joystick (o “nunchuk” do PS3). E o bundle controle + câmera PS Eye + um game Sports Academy sairá por US$ 99 (o PS Eye separadamente já é vendido por US$ 50). Adendo: Para ter a experiência do Move completa, então, o consumidor deverá gastar no mínimo US$ 129.

Lembrando que o PS3 custa, em média, US$ 299. E o Move será lançado antes – em setembro. O Kinect só sai em novembro.

Alguém deve estar rindo nesse momento.

***

UPDATE: Não quis inflamar os ânimos da guerra dos consoles (e dos fanboys) com o post acima. O único objetivo é divulgar um fato – um preço, no caso – e não afirmar qual empresa é a melhor ou a pior, quem irá ganhar e quem irá perder. Já a decisão sobre para onde irá o seu dinheiro, essa é sua, só sua, e de mais ninguém.

Notas relacionadas:

  1. Clique Comigo
  2. O Project Natal virou… o KINECT do Xbox 360
  3. A Microsoft quer ser a Nintendo?
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Cobertura E3 2010, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , ,
14/06/2010 - 06:55

O Project Natal virou… o KINECT do Xbox 360

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E é isso e você já deve estar sabendo:

KINECT é o nome oficial do Project Natal. Apesar de que o nome não foi falado em nenhum momento no evento da Microsoft que rolou na noite de hoje, no Galen Center, em Los Angeles.

O nome do novo acessório/aparelho/tecnologia para o Xbox 360 apareceu escrito em letras garrafais nos painéis e telões, mas o narrador ainda assim insistiu no final que nós acabávamos de presenciar a “experiência do Project Natal”.

Pois então, a Microsoft gastou quilos de dinheiro e de ideias de marketing para alardear sua mais nova invenção. E aqueles que tiveram o priviégio de acompanhar a experiência ao vivo também serviram de cobaias vivas para o sucesso da apresentação.

Mas será que dá para falar que foi um sucesso? Porque as opiniões ao final do evento eram diversas, mas não ouvi nada de muito positivo. Não exatamente criticando o aparelho, e sim a maneira maluca que a Microsoft inventou para divulgá-lo.

Eu vi gente dormindo – sem figura de linguagem, roncando mesmo – durante a apresentação. E mais uma meia dúzia de pessoas sentadas no chão, exaustas, torcendo para tudo acabar logo. Porque a Microsoft fez mais da metade de seus convidados – 90% dos jornalistas brasileiros presentes inclusive – permanecer em pé durante todo o evento de quase três horas de duração. Pode isso, Arnaldo?

Foi assim – e foi inacreditável, por isso que faço questão de descrever tudo.

***

A fila diante do Galen Center atravessava o quarteirão (dê uma olhada nessa foto publicada pelo site GamesRadar e veja se encontra alguém conhecido nela). Não percebi, mas os convidados que se posicionavam para entrar no enorme pavilhão (o mesmo local da coletiva da Microsoft em 2009) portavam pulseirinhas de cores diferentes. Alguns tinham as verdes; outros, as laranjas. E as pessoas foram divididas por cores logo diante da entrada. Quem possuia a laranja ia para o lado direito (eu saberia depois, para a plateia). Os de pulseira verde iam para a esquerda. Imaginei que fosse só uma questão de dividir o público em setores diferentes, mas era mais do que isso. Não sei qual foi o critério usado, mas o fato é que eu, com meu pedaço de plástico verde enrolado no punho direito, fui conduzido para um balcão onde me foi oferecido… uma túnica branca!

Sim, a Microsoft nos pediu gentilmente que usássemos um traje por cima de nossas roupas. Os gentis profissionais que conduziam todo o processo pediam paciência, e que ao final seríamos recompensados pelo mico. E alertaram que deveríamos devolver a túnica ao final do evento. Colocada pela cabeça e presa com dois botões próximos ao colarinho, ela se assemelhava a uma camiseta de futebol americano, daquelas com ombreiras, soltinha embaixo. Não houve quem não ficasse ridículo usando aquilo. Tudo pelo show, imaginei. Aliás, pensei de tudo na hora: será que o traje estaria equipado com sensores invisíveis que nos fariam “sentir” o Natal funcionando direto em nossas peles? Não era bem isso, vim saber depois. Infelizmente, não nos foi permitido fotografar ou filmar aquele momento bizarro. Mas já deve ter foto rolando por aí, procure para ver.

Bem, todos lindamente trajados, fomos conduzidos a uns corredores escuros decorados com plantas e luzes negras que unidos aos efeitos sonoros, contribuiam para criar um clima instigante. Imagine o planeta onírico de Avatar, ou um parque temático que tentava reproduzir a sensação do filme. Não havia quem não ficasse curioso com tudo aquilo. Lá fora, na entrada do Galen Center, já dava para sentir algo vindo nesse sentido: diversos dançarinos do Cirque du Soleil faziam coreografias, rufavam tambores e emitiam sons guturais bem ensaiados. O traje era típico, algo entre o selvagem e o carnavalesco a la Joãosinho Trinta. Seria a experiência do Project Natal um retorno aos nossos insitintos mais primais? Uma forma de se conectar à natureza e aos nossos antepassados? Eram os deuses astronautas? Para onde vamos, de onde viemos? Nenhuma dessas questões cruciais para a humanidade me foi respondida nesse evento.

A surpresa maior eu tive ao atravessar os tais corredores mal-iluminados. Primeiro, passei por um buraco na parede, que depois percebi ser uma alegoria para ideia de “o virtual entra em contato com o real”: o buraco em questão era uma “TV”, e assim que passei por ele, fui saudado por uma família sentada em um sofá – ou, atores fingindo que estavam diante da TV. Mas só fui entender isso depois. Mais um corredor atravessado, e cheguei ao local de onde eu veria a exibição…

…Era o próprio palco do Galen Center. Ou o espaço onde havia um palco (no ano passado, foi onde se apresentaram os Beatles, o Spielberg e o Tony Hawk). Só que não havia palco, e sim um grande espaço aberto onde se amontoavam os convidados vestidos com as túnicas brancas. Tudo estava decorado com os motivos tribais já citados, por onde circulavam também mais dançarinos vestidos de selvagens. Eles interpretavam seus papéis à risca, se arrastando pelo chão, dando cambalhotas, interagindo com ruídos e fazendo acrobacias em meio à massa vestida de branco. Em uma ponta, uma espécie de altar chamava a atenção. Passado o primeiro susto de estar no meio da arena, fui percebendo os detalhes. Havia uma plateia posicionada ao redor de onde estávamos, e todos também vestiam as túnicas brancas. Só que eles estavam confortavelmente sentadinhos (eram os felizardos da pulseira laranja). No alto, um sofá dependurado a dezenas de metros de altura, com mais atores simulando uma outra família. Telões widescreen exibiam avatares da Xbox Live interagindo em um cenário de selva. No topo, um telão acima de nossas cabeças apresentava efeitos psicodélicos. Aqui embaixo, os selvagens faziam micagens e convidavam alguns para fotos que eram exibidas depois no telão. Em meio a todo mundo, seguranças impediam que qualquer um registrasse o momento com celulares. Foi ali que encontrei os brasileiros – éramos quase 20 ali, anônimos, perdidos entre jornalistas de todo o planeta e muitos outros curiosos (havia até crianças por lá, uma novidade em se tratando de E3).

A situação desconfortável era um convite para as piadas. Só se ouvia as nossas risadas. Os gringos deviam estar achando tudo muito exótico, mas para nós, brasileiros nascidos na selva e acostumados a pular em cipós, toda aquela alegoria estava mais para desfile de carnaval do grupo de acesso do que para evento de altíssima tecnologia. E demorou tanto para enfim começar, que as piadas e trocadilhos foram insuficientes para definir aquele momento único. Estávamos fazendo história, provavelmente. Mas também pagando o maior mico em rede mundial.

E daí começou. Foi tanta coisa que não me lembro mais a ordem, me perdoe. Só sei que os selvagens enlouqueceram e começaram a correr e formaram um totem humano. A criança ruiva que estava no sofá flutuante desceu e foi carregada para o altar. Um elefante (!) mecânico em tamanho real adentrou a arena, montado por uma outra criança de cabelo moicano. Ela foi conduzida até o topo do tal altar, que acabou se revelando uma enorme bola – o logotipo do Xbox. Música alta, firulas, trucagens de Hollywood. Os telões começaram a exibir cenas, e foi aí que a tal palavra KINECT apareceu diante de nossos olhos (mas antes, eu juro que as letras formaram “NEIKCT” – essa, só os brasileiros perceberam. E para bom entendedor, uma sigla idiota basta). E aí, começou a exibição propriamente dita.

Não jogamos o KINECT, só vimos. Ou melhor, vimos uma simulação comandada por atores muito bem ensaiados. O tal menino de moicano logo ganhou uma família empolgada que o acompanhou em sua jornada de entretenimento lá no alto, para todo mundo ver. Diante de uma TV, eles começaram a “jogar” um game atrás do outro. E tome trucagens de Hollywood (Los Angeles é assim mesmo): o cenário onde estavam virou de ponta-cabeça diversas vezes, mas não escutei nenhum “ohhh”, nem um único “ahhh”. Parece que ninguém ficou muito impressionado. Jornalista é um povo muito chato mesmo. Mas, sendo bem sincero, toda aquela exibição cheirava muito mais a uma grande peça de marketing do que uma demonstração realista de um novo produto de tecnologia. 

Vimos eles “jogarem” um game de corrida em um bote dependurado por um helicóptero; uma corrida de carrinhos; um game esportivo com diversas modalidades, de atletismo a futebol, passando por boliche (já viu isso antes?); um game de Star Wars, com direito a luta de sabre de luz e stormtroopers a dar com pau; um game de interação com animais selvagens; um jogo de ioga, ou tai chi chuan, que me lembrou o Flower do PS3; um simulador de dança; e mais alguns que agora não me lembro (era muita informação para se assimilar em pé e olhando para cima). Os atores interpretavam direitinho o script: mexiam os braços e pernas diante da TV de maneira empolgada, com direito a caras e bocas absurdas, comandando seus personagens virtuais nas várias missões seguidas que nos pareciam infinitas. Nada de joystick, nada de bastão: todos os games são jogados só com mímicas e movimentos corporais. Me parece estranho fingir que se joga futebol chutando o vazio. Mais bizarro ainda é manejar uma espada sem segurar nada nas mãos (depois do air guitar, começou a era do air Light Saber, o air football e por aí vai). E não foi porque sabíamos que os atores fingiam estar jogando, mesmo porque, repito, tudo era muito bem ensaiado. A questão é que muitos dos games mostrados não pareciam assim tão revolucionários. Não foram poucos os que desdenharam, dizendo que muita coisa ali já foi vista no Wii da Nintendo. A diferença é que dessa vez não havia um wiimote em mãos para comandar as ações. O que deu para sentir foi a guinada total da Microsoft para o tão alardeado jogo em família. Aqueles não eram produtos para o gamer hardcore, mesmo aquele de Star Wars: pareciam games para brincar, não para jogar. Jogos para reunir o pai, a mãe, o moleque e a irmãzinha em uma atividade familiar saudável. Tanto que, após cada tarefa cumprida, a família se abraçava e comemorava junta as missões cumpridas.

Faltou mencionar um aspecto bacana do KINECT: o chat online em vídeo, com cada participante interagindo com o outro de sua própria casa. Para mim, ficou claro que se abriu a porta do último limite ainda não superado pelos videogames: o sexo. É um tabu que talvez comece a ser vencido com as novas tecnologias (principalmente nesses tempos loucos de Chat Roulette). Mas quero ver se alguma empresa terá culhões de desenvolver um game cujo objetivo é proporcionar prazer (ou algo parecido) ao seu parceiro de jogo. Talvez a Rockstar Games já esteja pensando nisso. Se não está, talvez devesse.

Ah, sim. É preciso dizer o que nós estávamos fazendo vestindo aquelas roupinhas: em dado momento, holofotes de luz negra foram apontados para o público. E aí, as ombreiras das túnicas brilhavam e cores diferentes. Um efeito visual interessante, que deve ficar bem bonito se assistido pela TV (o evento será transmitido aqui nos EUA pela MTV e pela Nickelodeon na terça-feira - ou seja, fizemos papéis de figurantes para um belo show televisivo). Ali na hora, era mais engraçado do que emocionante. Mas demorou muito, e ficamos cansados. Alguns exaustos, sentaram no chão durante os momentos mais “empolgantes”. E houve o figura que dormiu sentado, com a cabeça baixa, sem se importar com a barulheira. Para esse, o futuro do entretenimento é algo de dar sono. Mas eu nem o culpo muito pela grosseria: era tudo muito legal, mas também era excessivo demais. Pelo menos, rolaram uns brindes no final: bichinhos de pelúcia de animais selvagens com plaquinhas penduradas no pescoço, que trazem códigos de barra que poderão ser escaneados pelo KINECT – assim, será possível destravar o tal bichinho para interagir com ele no game.

Pensando bem, a Microsoft fez a coisa certa ao separar a demonstração da experiência do KINECT em um evento a parte. Não seria possível transmitir o recado com tanta pompa e circunstância durante a tradicional coletiva para imprensa, normalmente ditada por números de mercado, datas de lançamento e participações especiais de figurões. A Microsoft quer uma fatia do público casual que a Nintendo roubou para si com o Wii, e fará isso com um produto que visa aprimorar a experiência consagrada pelo console da concorrente japonesa. Não quer dizer que o jogador hardcore - aquele que foi o responsável por fazer do Xbox 360 um sucesso - foi esquecido. Na coletiva que começará em algumas horas, é óbvio que muitos games tradicionais serão revelados. Mas há um cheirinho de mudança de direção e estratégia se desenrolando nesse exato momento. Dá para sentir daí?

Preço, data de lançamento, nomes dos games, estratégia de marketing… tudo será confirmado pela Microsoft na coletiva que irá rolar hoje, a partir das 10h (14h aí no Brasil). Estaremos lá para entender, anotar, aplaudir e, quem sabe, vaiar. Faz parte.

E você, a partir do que eu descrevi – o que achou?

Eu ainda estou digerindo.

Notas relacionadas:

  1. Cai preço do Xbox no Brasil: agora “apenas” R$ 1799
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  3. Xbox Live no Brasil – será?
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Cobertura E3 2010, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , ,
13/05/2010 - 20:12

O Circo do Project Natal na E3

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A grande notícia do dia é: o show do Cirque du Soleil no evento da Microsoft antes da E3 2010.

Será justamente na apresentação do Project Natal, no domingo, 13 de junho. A confirmação via e-mail chegou hoje de manhã aqui.

Você sabe, Cirque du Soleil é aquela trupe circense conhecida mundialmente, cheia de estilo, pompa, cores e imaginação. Ao que parece, o glamour voltou com tudo ao mundo encantado da E3. A vida noturna de Los Angeles agradece.

***

Mas a Sony Brasil não deixa por menos, está pensando o quê?

A assessoria de imprensa da fabricante divulgou hoje uma queda de preços considerável nos games de PlayStation 3:

“A partir deste mês, a Divisão PlayStation da Sony Brasil reduz os preços de cinco games para PlayStation 3. Os jogos God of War Collection, Infamous, Killzone 2, Resistance 2 e Little Big Planet – Game of the Year Edition passam a custar R$ 119, o que representa uma  queda de mais de 30%.

“Esta redução de preços faz parte da estratégia da Sony Brasil de trazer ao gamer brasileiro a melhor experiência em jogos de PlayStation”, afirma Anderson Gracias, Gerente Geral da Divisão PlayStation na Sony Brasil.”

Lembrando que R$ 119 equivale a US$ 66 (com a cotação a US$ 1 = R$ 1,80) – exatamente o valor de um game lançamento para PlayStation 3 nos EUA (US$ 59 + impostos). Não dá para dizer que é barato (videogame jamais será barato, já disse o profeta), mas é um pouco mais justo.

***

E os jornalistas contratados para a equipe Arena Turbo são…

Caio Corraini, Gus Lanzetta e Henrique Sampaio.

Parabéns e boa sorte a todos os envolvidos.

Notas relacionadas:

  1. Wii fica mais barato. Por enquanto, não no Brasil
  2. Sony reduz preços de jogos no Brasil
  3. God of War III no Brasil – e “simultaneamente ao resto do mundo”
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Cobertura E3 2010, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , ,
09/03/2010 - 13:03

Clique Comigo

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E a Sony anunciou hoje a chegada oficial de Heavy Rain ao Brasil.

A definição do release é boa: “O game traz uma forma de interação diferenciada, em que o jogador usa apenas comandos e opções bem detalhadas para mudar o curso da história. É como se fosse um filme interativo, em que é possível interferir no andamento da narrativa.” Hum.

Está lá, por módicos R$ 199, no site da Sony Style.

***

UPDATE: Hoje mesmo, horas depois da Sony disparar seu press release, a Microsoft Brasil também soltou uma novidade: novos acessórios à venda no mercado.

A dizer:  HD Xbox 360™ de 60GB (R$ 269), Kit Play & Charge (preto, R$ 99) e o Controle sem Fio Xbox 360™ (preto, R$ 189).

E já está tudo à venda por aí.

***

E olha os analistas prevendo que o PS3 irá eventualmente liderar a guerra dos consoles.

Enquanto isso, fontes próximas à Microsoft afirmam que o Project Natal estará prontinho para ser mostrado na E3 2010. Opa.

E a Nintendo? O que se espera da Nintendo?

Eu não sei você, mas eu passaria bem esse ano sem um novo game do Mario… Mas isso sou eu dizendo.

***

Game Developers Conference começou hoje lá em San Francisco, Califórnia. Evento bacana, cheio de vips, falatórios intermináveis e boas pautas.

Os amigos Théo Azevedo (UOL) e Gustavo Petró (G1) estão lá. Eu chego na sexta, para ver o finalzinho das coisas. Se é que vou conseguir.

***

E o que seria do mundo sem as pessoas com tempo livre?

Um artista, Brett Camper, criou uma versão pixelada do mapa de Nova York. A inspiração maior? Os jogos da era Atari 2600.

Dá inclusive para navegar por ali. Mas a resolução não é muito boa.

***

Semana passada, perguntei ao mundo o que é o Gamer Tag.

A internet é uma maravilha e não deixa ninguém sem resposta: um dos donos do projeto, o Eng Leonardo, do site Consoles e Jogos Brasil, já surgiu nos comentários para “explicar” mais sobre o projeto.

Olá amigo. Sinceramente eu não esperava um comentário seu. Ficou lisonjeado.

Espero que nosso texto não tenha causado uma má impressão. Percebo agora que ele pode causar um certo mal estar em alguns jornalistas, mas garanto que não foi essa a nossa intenção. Esse texto foi produzido por empresários, publicitários, mestres, jornalistas entre outros, mas acima de tudo, por amantes de games e pessoas que estão fazendo isso por amor e não por dinheiro.

Mas esperamos que no futuro isso gere muitos frutos para todos que trabalham e gostam de games no país. Esse é nosso sonho utópico, mas estamos trabalhando muito sério para tornar realidade.

Espero que em algum momento possamos conversar sobre isso e, quem sabe, até trabalharmos juntos.

Eng Leonardo

Não explicou nada, na verdade. Mas deixou um gosto de curiosidade no ar. E agora, o que vem depois?

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Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , ,
18/02/2010 - 12:35

Começou 2010, enfim

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Bom dia, boa tarde, boa noite.

Para quem estava em dúvida sobre meu paradeiro – cá estou. Quase vivo. Sofrendo com o inferno astral e as mudanças climáticas. Tentando me desdobrar e me multiplicar. E desejando que o dia tenha 36 horas.

Não está fácil para ninguém, né?

***

Andei pensando aqui no que irá rolar nos próximos meses. Mesmo porque, até agora, não aconteceu muita coisa digna de nota (fora os games lançados, mas isso não é exatamente novidade). Já tem gente até se preparando para a E3. Agora que o Carnaval passou, é como se o ano realmente começasse agora. Então, vejamos.

Eu acredito que 2010 será um grande ano para o avanço tecnológico no entretenimento eletrônico, mas só veremos essas revoluções em movimento lá para o final do ano. A E3 que rola em junho promete ter um impacto jamais visto antes na cultura pop. Em 2005 havia uma nova geração de consoles a ser desvendada. Cinco anos depois, em 2010, não teremos novos videogames, mas a sensação de upgrade será imensa.

O fato é que o planeta, que já se mostrava levemente interessado nos nossos joguinhos, irá enlouquecer ao perceber do que o Xbox 360 e o PlayStation 3 serão capazes com suas novas tecnologias. A Nintendo, por sua vez, dará seu troco – experiência na área eles já mostraram com o Wii. Mas será que vão querer comprar briga com seus dois concorrentes de peso? Ou irão buscar caminhos alternativos, como tem feito nos últimos anos?

Vai ser caro, vai ser disputado, vai ser diferente do que todo mundo imagina. E vai ser divertido pra caramba. Isso lá vai.

E que comece logo 2010. Que eu já me cansei de 2009.

Notas relacionadas:

  1. Começou o Ano
  2. Quem é o homem da Sony no Brasil
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Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Cobertura E3 2010, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , ,
02/02/2010 - 15:40

Toma lá dá cá: Microsoft reduz preços e lança novos modelos de Xbox 360 no Brasil

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E a Microsoft confirmou o que a gente já especulava há uns meses.

O furo foi do Gustavo Petró, amigo repórter do G1: Xbox 360 versões Elite e Arcade saem no Brasil, a R$ 2000 e R$ 1250, respectivamente.

Já estava mais do que na hora de isso acontecer. Em agosto do ano passado, cogitei aqui no Gamer.br sobre os lançamentos das versões diferenciadas do console, mais a descontinuidade da versão atual, a Pro. Em novembro, questionei o Milton Beck, o executivo da Microsoft Brasil, que disse que ainda era cedo para se falar sobre o tema. Agora, enfim, a notícia foi confirmada. Em alguns minutos a assessoria de imprensa da fabricante deve soltar o release oficial.

Resumindo a história, a partir de quinta, depois de amanhã, a Microsoft passa a vender duas versões do Xbox 360: a Arcade, mais enxuta e barata, com 256 MB de memória interna, cabo HDMI e dois games, Fable II e Banjo-Kazooie – tudo por R$ 1250; e a versão Elite, na cor preta, que tem HD interno de 120 GB e os mesmos itens da versão Arcade, tudo por R$ 2000. Aquela versão Pro a que estávamos acostumados não vai mais existir.

Agora, só falta a Sony anunciar, enfim, a chegada oficial do PlayStation 3 a um preço bem competitivo por aqui. E claro, a redução do preço do PS2 também. Aí sim, essa brincadeira de videogame começará a ficar divertida no Brasil… Março promete.

Mais logo mais.

Notas relacionadas:

  1. 2 anos de Xbox 360 no Brasil: a Microsoft fala
  2. Cai preço do Xbox no Brasil: agora “apenas” R$ 1799
  3. Enquanto isso, no Xbox 360…
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , ,
15/12/2009 - 12:21

Entrevista da Semana: Milton Beck (Microsoft Brasil) – Parte 2

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Demorou, mas não falhou.

Publico agora a parte 2 da Entrevista da Semana com Milton Beck, da Microsoft Brasil (a parte 1 está aqui). Neste segmento da longa conversa, o executivo responsável pelo lançamento do Xbox 360 no país fala de maneira franca sobre vários temas, de pirataria a banimento de consoles modificados, da chegada da Sony à não-chegada da rede Xbox Live, de impostos a jornalismo. Tire um tempo para si mesmo, leia tudo e não deixe de comentar no final.

***

Gamer.br: O dia 1º de dezembro marcou o aniversário de três anos do Xbox 360 no Brasil. Como a Microsoft avalia esses três anos? Todos os produtos planejados foram lançados? As vendas de games e consoles ficaram no patamar esperado? Poderia ter sido melhor ou foi melhor do que poderia?
Milton Beck:
Como em todo projeto, há coisas que foram bem e outras que não foram tão bem. O fato de termos lançado o 360 já foi uma coisa boa. O primeiro Xbox nós não conseguimos lançar aqui. Então, o fato de o console ter sido lançado no Brasil permite que o consumidor vá a uma loja “normal” e tenha uma experiência de compra em um ambiente seguro; ele pode comprar um produto parcelado, com suporte estabelecido; tem acesso a um website em português com as informações dos produtos; tem a possibilidade de comprar os jogos quase que simultaneamente com o dia do lançamento; e permite que os pais saibam que o produto que estão foi certificado pelo Ministério da Justiça. Aqui há um consumidor ávido por games. Na indústria de consumo no Brasil, de um modo geral, o videogame está no top five da lista de objetos de desejo. Infelizmente, o produto não está ainda em um patamar de preço que possa atingir mais gente do que gostaríamos.

beck09O que influencia diretamente no preço cobrado nos videogames?
MB:
São dois os grandes fatores que influenciam. Um deles é a falsificação, que vem caindo, já que o consumidor cada vez mais entende as desvantagens do produto ilegal. E tem o problema da carga tributária, que é muito importante quando se fala sobre esse tipo produto, e é o que o torna realmente um pouco caro para grande parcela da população. Portanto, o fato de a Microsoft ter entrado no país é importante. Até 2006, não havia ninguém por aqui – nem a Microsoft, nem qualquer outra fabricante. O mercado era muito voltado para games de PC, muito por causa do tamanho da base instalada no país. Nesse mercado, o Brasil ainda é o quinto ou sexto do mundo. Quando a Microsoft entrou com o Xbox 360, ela estimulou muitos publishers a olhar o Brasil com olhos diferentes. Imagine que você é um publisher, olha o nosso mercado e vê que nem Microsoft, nem Nintendo ou Sony estão atuando: talvez você direcione seus esforços para um outro mercado. Na hora em que a Microsoft entrou, abriu os olhos de muita gente. Então, muito do que se vê hoje em termos de mais distribuidoras de jogos, desenvolvimentos de empresas criando games, jovens estudando, eu diria que a Microsoft tem uma corresponsabilidade – ou uma parcela – nesse desenvolvimento.

Eu sei o quanto você é cuidadoso para falar sobre a concorrência, mas não é interessante o fato de os publishers não conseguirem seguir o modelo de negocio que a Microsoft executa no Brasil?  Por que a atuação da Microsoft é mais intensa do que a dos concorrentes? É por causa do tamanho da empresa?
MB:
São várias coisas. A Microsoft está já há 20 anos no Brasil. Foi um processo de aprendizado grande. Existe, de verdade, uma cultura de comprometimento com o país e com o consumidor. Agora, eu entendo que para muitas empresas de fora, quando olham para o Brasil, não é fácil tomar as decisões de entrada em um mercado onde é muito difícil de operar. Se você é uma empresa de software que enfrenta certa burocracia para trazer o produto e fazer com que chegue à mão do consumidor final, acaba optando por trabalhar onde conseguirá chegar mais rápido aos seus objetivos. É duro dizer que uma empresa deveria fazer diferente, afinal, cada um sabe onde lhe dói o calo, né? O Brasil está na crista da onda, todo mundo olha para cá, sabe o tamanho do potencia do país. Agora, as decisões de cada um, sobre por que não crescem ao tamanho ideal… Tem muito a ver com as características do mercado. E é um mercado difícil de operar.

Ainda falando sobre essa dificuldade do mercado brasileiro…
MB:
[Interrompe] Só para usar as palavras certas, talvez o termo correto seja dizer: é desafiador trabalhar com games no Brasil. Este é um mercado em que basicamente as empresas dependem da venda de jogos e em que a falsificação no setor de software é muito alta, apesar de estar melhorando. A Microsoft, outras empresas de software, o setor público, estão todos trabalhando com o mesmo objetivo, mas obviamente não é um caminho que vá se resolver com uma bala de prata de um dia para o outro. E o fato de os impostos sobre os consoles serem muito altos serve como um estímulo para que o cara entre no mercado paralelo. E muitas vezes ele é estimulado – pelo próprio vendedor do mercado paralelo – a comprar um console modificado para rodar softwares piratas. Aí é muito complicado. O custo de desenvolvimento de cada jogo é altíssimo, pode chegar a US$ 40, 50 milhões. O custo de tradução e dublagem é alto, o custo de marketing é alto, ou seja, a receita gerada precisa ser proporcional.

Há anos você está envolvido nessa união das empresas em torno da diminuição da carga tributária junto ao governo. Ao que consta, esse projeto acabou parando nas mãos de alguma instância superior e não avançou mais, e dificilmente será trabalhado em 2010, já que é ano de eleições presidenciais. Existe alguma novidade nessa história?
MB:
De verdade, eu não sei se parou em alguém. Eu já fui várias vezes para Brasília, com vários representantes da indústria, para demonstrar os benefícios que o pais teria com uma redução de impostos. Existe uma boa aceitação e um entendimento do caso. Eu não sei dizer se está amarrado com a eleição. Não tenho esse conhecimento político todo. Mas não houve nenhuma sinalização de que o negócio parou e não vai andar.

Mas está andando ou não?
MB:
Bem, andando significaria que mudou. Mudou, não mudou: está igual. Não é igual a um processo de doença, que vai melhorando. Para mudar algo, tem que acontecer algo. Hoje você tem um IPI [impostos sobre produtos industrializados] de 50% sobre o preço do console.

Qual é a proposta de vocês? Reduzir esse IPI para quanto?
MB:
A valores parecidos com os da indústria eletrônica em geral. Em torno de 10, 15, 20, conforme o tipo de produto.

Mas vocês estão se movimentando para saber qual a situação atual da proposta?
MB:
A ABES [Associação Brasileira das Empresas de Software] tem interesse em trabalhar esse assunto, porque obviamente quanto mais aumenta o mercado oficial, mas a indústria de software se desenvolve. Por exemplo, não existe uma indústria local com capital o suficiente para criar um game como Halo, ou Call of Duty, mas poderia haver um crescimento de desenvolvedores de jogos menores, com outro nível de sofisticação, que poderiam ser comercializados a outra faixa de preço. Mas se tudo é vendido por aí a R$ 10, não há como criar essa “escadinha”. Tudo isso é muito ruim para a indústria em geral.

A pirataria de jogos do Xbox 360 é mesmo um problema para vocês atualmente? Há dados que comprovem isso?
MB:
Eu diria que, hoje, 90% é falsificação.

Tudo isso? É surpreendente. Posso afirmar que, em tantos anos trabalhando nessa área, não lembro de uma época em que tanta gente afirma usar produtos originais…
MB:
E olha que tem mesmo. Você está certo, no sentido em que está mesmo diminuindo [o uso de pirataria]. Por exemplo, se compararmos a imprensa especializada de alguns anos atrás, era normal ver as revistas falando de produtos falsificados, e até dando dicas de jogos desse tipo. Mas hoje está muito melhor do que há anos. Mas é um caminho bem longo. A falsificação não é uma coisa que dá para falar que “é do Brasil”. É no mundo inteiro. Por aqui, a polícia tem feito um bom trabalho, as entidades estão fazendo um bom serviço de conscientização… Mas isso não é algo que vai mudar de um dia para o outro.

Uma das maneiras que a Microsoft tem usado para conscientizar, ou definir de maneira mais firme sua postura em relação à pirataria, é com os banimentos de jogadores que utilizam consoles chipados da rede Xbox Live. Existe muita reclamação de consumidores indignados, inclusive no Brasil…
MB:
Por que ficam indignados?

Ah, porque eles não acham que deveriam ser banidos, porque a rede está esvaziada, entre outras alegações. Mas alguns leitores do Gamer.br me alertaram sobre outra coisa que pode estar rolando: que a Microsoft estaria ameaçando banir jogadores brasileiros do Live, que usam consoles legalizados, simplesmente porque os brasileiros não poderiam jogar online, uma vez que o serviço não está disponível no Brasil. Isso procede?
MB:
Eu não tenho nenhuma informação sobre isso. O que eu sei é sobre o banimento dos consoles modificados. O Live não está disponível no Brasil, isso é ponto sabido. Agora, eu não tenho informação nenhuma sobre banimentos de jogadores que usam consoles que não foram modificados. Estou falando o que eu sei. Não tenho nenhuma informação a mais sobre isso. Falando sobre justiça ou injustiça: na hora em que você compra um console, você está de acordo com a forma de utilização dele. Se você está modificando o console para jogar um produto, você está lesando a empresa que gerou empregos, arriscou, desenvolveu o software, que espera uma remuneração pelo trabalho. É a premissa básica do negócio.
Agora, se coloque no lugar daqueles jogadores que compraram o console, não o modificaram e estão agindo certo. Muitas vezes estão sendo lesados porque outros jogadores estão usando de artifícios para ganhar. Essa é uma maneira de proteger o jogador que quer jogar da forma certa. Eu acho que quem optou por fazer uma modificação sabia muito bem o que estava fazendo. Nós temos que cuidar daqueles que estão jogando de acordo com as regras do jogo.

Justamente por ter sido uma medida drástica, e ter havido muita reclamação, você acredita que exista alguma possibilidade remota de a Microsoft voltar atrás nesse tipo de decisão?
MB:
A gente não participou desse processo de decisão – foi uma resolução da corporação. Mas eu não consigo ver muito claramente porque ela voltaria atrás. Não é óbvio para mim quais são as variáveis que fariam a empresa mudar sua decisão.
Vou dar um exemplo: se você trabalha em uma revista e é pago para escrever. Existem todos os custos envolvidos na produção da publicação, e, além disso, eles pagam o seu salário de jornalista. Daí, você faz uma entrevista bombástica. A Rolling Stone publica sua matéria. Um dia antes de a revista ir às bancas, alguém furta um exemplar, escaneia a matéria e envia para milhões de pessoas. Quem vai pagar pelo seu furo de reportagem? Você entendeu? Quem trabalha com conteúdo sabe bem a dificuldade que é. Mas não sei se isso é óbvio para todo mundo.

A Microsoft recentemente anunciou a redução de preço do kit oficial do 360, de R$ 2399 para R$ 1799 [a entrevista ocorreu dias antes da redução do preço para R$ 1499]. Esperava-se que fossem anunciados os lançamentos dos kits Elite e Arcade e a conseqüente descontinuidade do kit tradicional – dando prosseguimento ao que já aconteceu no mercado norte-americano. O que vai acontecer com o Xbox no Brasil afinal de contas? Daria para interpretarmos que a redução de preço do kit tradicional se deu porque novas opções de kit estariam chegando às lojas? Quando vocês vão poder falar sobre isso?
MB:
A pergunta você já respondeu. Não tenho ainda nenhuma informação pública sobre lançamentos de novos consoles. Eu entendo a pergunta, entendo o motivo da pergunta, só não tenho uma resposta para te dar agora.

Ótimo, vou então tocar em outro tema sobre o qual provavelmente você não irá responder, mas vou perguntar mesmo assim: quais os progressos alcançados até agora para o lançamento da rede Xbox Live no país? Quais os empecilhos enfrentados?
MB:
Um dos grandes valores da plataforma Xbox é o Live. Nem todo país do mundo onde o 360 foi lançado tem o Live. Para você oferecer a experiência completa do produto, é uma tendência ter o Xbox Live. Há alguns anos eu tenho dado a mesma resposta, e a resposta que eu tenho para dar agora é: nós não estamos alheios a isso, estamos conscientes do desejo do consumidor. Nós queremos lançar, e acho que o futuro está realmente nos serviços online. O aumento das conexões de banda larga no país é um estímulo ainda maior para isso. Mas, infelizmente, eu não tenho nada para anunciar em termos de data. Mas não é preciso tentar nos convencer da importância de ter o Xbox Live aqui. Nós temos advogados, funcionários, todos trabalhando internamente, fazendo tudo o que é possível.

E qual é a atual posição oficial da Microsoft Brasil em relação ao jogador que tenta se cadastrar na Xbox Live usando um endereço internacional? Existe algum discurso pronto, do tipo “esse serviço não está disponível no Brasil”?
MB:
Exatamente isso: o serviço não está disponível no Brasil.

Quer dizer, nada impede as pessoas de tentar, afinal, cada um sabe o que faz. É mais ou menos por aí?
MB:
Bem, eu não vou colocar suas palavras na minha boca. Mas, simplesmente, hoje nós não temos o serviço disponível no Brasil. Não temos suporte, sistema de billing… Quando não se tem uma ideia total do negócio, não se entende bem quais são as facilidades e as dificuldades envolvidas. Para lançar um produto da forma correta, existem n aspectos, como localização, cobrança, jurídico, suporte, estruturação de servidores… E vai indo. Eu entendo que é difícil para o consumidor saber essas coisas – e não é obrigação dele saber. Nosso papel é explicar dentro do que a gente pode, o máximo possível. O que a gente anunciou quando entramos no país com o 360 foi: o serviço não está disponível e nós vamos trabalhar para lançá-lo. Eu gostaria de fazer um anúncio mais bacana, dizer quando vamos lançá-lo, mas infelizmente não tenho essa data para te falar. O que eu posso dizer é que estamos conscientes e trabalhando duro para isso.

Para terminar, sobre a chegada da Sony ao Brasil: na condição do representante da maior empresa atuante no mercado brasileiro, como afeta positivamente essa entrada oficial da sua grande concorrente, ainda que por linhas tortas?
MB:
Por linhas tortas ou retas, eu digo há anos que quanto maior a presença oficial dos grandes fabricantes, melhor para indústria. Do ponto de vista do marketing, isso faz o bolo crescer, e isso é bom para a indústria, para os fabricantes e para o consumidor, que tem uma experiência melhor de compra. Quanto mais concorrentes, quanto mais saudável a concorrência, quanto mais a gente disputar a preferência do consumidor, melhor. Cada empresa tem seus pontos fortes e ninguém está aí por acaso. Não existe empresa ruim nesse segmento, são todas fortíssimas, marcas valiosíssimas com produtos muito bons, tanto Microsoft, Sony e Nintendo. Então, quanto mais presentes estas empresas estiverem, quanto mais conseguirem alavancar o negócio, isso só vai estimular a concorrência, o crescimento, e permitirá que o consumidor faça uma escolha baseada nas características que ele gosta. Eu só vejo com bons olhos. De verdade, fiquei muito feliz que a Sony entrou oficialmente no país, e acho que é super benéfico para o mercado. Agora, sobre a maneira como ela vai entrar: vamos ver, né?

Notas relacionadas:

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  2. Entrevista da Semana: Milton Beck (Microsoft)
  3. Entrevista da Semana: Milton Beck (Microsoft)
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , ,
02/12/2009 - 19:24

Entrevista da Semana: Milton Beck (Microsoft)

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Conforme o combinado, a Entrevista da Semana da vez é com Milton Beck, diretor da área de games e entretenimento da Microsoft Brasil. Há pouco mais de uma semana, bati um longo papo ao vivo com o executivo, que ganhou notoriedade como o principal porta-voz da fabricante do Xbox 360 no Brasil: o objetivo da conversa era, além de esclarecer mais sobre a visão da empresa sobre a crise mundial, chegar a algumas conclusões sobre o terceiro ano de atuação do console em nosso território ( o aniversário do 360 aconteceu exatamente ontem, 1 de dezembro). E claro, serviu também para perguntar a opinião da Microsoft Brasil sobre a chegada da Sony ao país.

Nesta primeira parte da entrevista, Beck falou sobre a relativa “blindagem” com que o Brasil enfrentou a crise econômica, pirataria, o perfil do consumidor brasileiro e as perspectivas para o mercado nacional. Leia, confira e não deixe de comentar no final. E o restante, publicarei depois.

***

Gamer.br: Em resumo, como a Microsoft resume o ano de 2009 para o mercado de games brasileiro?
Milton Beck:
Em outubro de 2008, a crise começou a aumentar. O mercado de videogames foi, efetivamente, menos afetado pela recessão do que outras áreas da empresa. Quando existe risco de perda de emprego e a família tem menos dinheiro, as pessoas cortam normalmente as atividades de lazer, o que significa ficar mais tempo em casa. Então, o Xbox, ou o videogame de modo geral, é uma categoria que permite ficar em casa por um custo relativamente mais baixo do que outras áreas do divertimento.
Ou seja, o mercado de videogames sentiu um pouco menos, mas sentiu. O que aconteceu foi que a partir de maio, o mercado começou a se recuperar. O começo do ano não foi bom, o dólar disparou… Com o dólar baixando, os preços caindo, as pessoas não perdendo os empregos, maior confiança na economia. Acabou que o Brasil passou relativamente bem pela crise mundial. Para nós, principalmente após o primeiro trimestre, ficamos relativamente bem.

Essa crise mundial que apavorou o planeta, aparentemente atingiu muito de leve o Brasil em 2009. Então o “Brasil dos games” estava mesmo blindado da crise?
MB:
Eu não falei “blindado”. Eu acho que aqui houve relativamente menos efeito da crise do que em outros países. Mas foi sentido aqui também. Mas, em função da economia, dos fundamentos de macroeconomia nos quais o país se baseia, no fato de os bancos estarem bem estruturados… Acho que o Brasil estava melhor preparado, e isso já é público e notório. Na área de games em particular, acho que há um lado que é interpretado pela economia de um modo geral. Ou seja, somos muito afetados pela variação do dólar. Se o dólar cai, isso tem um reflexo imediato no preço dos produtos.
Mas é preciso dizer que somos mais afetados pelo tamanho do mercado informal no Brasil e por quanto a informalidade consegue atuar. Porque o mercado oficial ainda é pequeno se comparado com que há de informalidade no país – especificamente no segmento dos videogames.

Quais são os fatos ocorridos em 2009 que você destacaria como os mais positivos e os mais negativos no mercado brasileiro? Do ponto de vista da Microsoft, houve algum acontecimento especial que fez de 2009 um ano muito melhor – ou pior – do que 2008?
MB: Nós estamos evoluindo com os lançamentos. Ainda não atingimos os patamares que deveríamos, em termo do potencial do mercado. Se comparado com outros países da América Latina, o país deveria ter um peso muito maior do que tem. Temos um peso maior em todas as linhas de produtos, mas em videogame temos menos – isso se comparado com o México, por exemplo, onde o mercado é 30, 40 vezes maior do que o Brasil. Então, continuamos em um cenário em que o Brasil não tem o seu “fair share” da indústria mundial de videogames. Continuamos em um cenário em que uma grande parte dos produtos não entra no país oficialmente, e esse fato prejudica não apenas o consumidor, que não tem a experiência plena do produto, mas também tudo o que navega em volta dessa indústria. E prejudica o varejo: apesar de aqui termos um varejo muito bem estruturado, diferente de outros países do BRIC [grupo de países em desenvolvimento formado por Brasil, Rússia, Índia e China], as categorias não possuem o tamanho que elas deveriam ser.
Ainda não existe todo o portifólio de games, nem todas as empresas third parties estão aqui, os jogos ainda estão na sua língua nativa, os preços não são acessíveis para uma massa de clientes… E muitos ainda não entendem o valor de um jogo como produto, e que um game possui um custo de desenvolvimento altíssimo. Em geral, o fato de o consumidor compreender o valor de um produto legalizado está evoluindo, mas há um longo caminho pela frente.

Para você, a indústria de games no Brasil cresceu nos últimos anos?
MB:
Comparado ao que era há dois, três anos? Cresceu, mas ainda não está nem perto do potencial que deveria ter. E muito disso é, infelizmente, em função dos preços que são praticados no Brasil, comparado com o mercado informal. Isso é o que faz muita gente optar pelo mercado informal. Existe um trabalho de médio-longo prazo que deve ser feito, que é o de educar, conscientizar, mostrar para o consumidor os malefícios de se usar produtos falsificados. No mercado norte-americano também existe falsificação. Mas lá, por exemplo, o jogador tem um “budget” para comprar seis jogos por ano: ele faz uma seleção e opta pelos melhores. Aqui no Brasil, tem gente que compra 50, 60 jogos por ano, porque sente que precisa ter tudo. E não há bolso que aguente comprar tanto. Essa vontade de ter todos os jogos lançados simplesmente não funciona. Assim como você não tem condição de jogar 30 jogos por ano, também não tem condições de ir a todos os restaurantes que quer.
É que aqui, ainda não está tão claro que há uma diferença entre o produto legal e o ilegal. A Microsoft atua muito no sentido de conscientizar o consumidor, trabalhando com os órgãos públicos para inibir a comercialização dos produtos falsificados e fazendo com que a experiência do usuário de produtos legais seja melhor que a do consumidor de ilegais.

A Entrevista da Semana com Milton Beck continua nos próximos dias, aqui no Gamer.br. Aguarde e confie.

Notas relacionadas:

  1. Entrevista da Semana: Luis Pazos Paredes (Microsoft)
  2. Entrevista da Semana: Milton Beck (Microsoft)
  3. 2 anos de Xbox 360 no Brasil: a Microsoft fala
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , ,
01/12/2009 - 13:15

Enquanto isso, no Xbox 360…

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A Microsoft Brasil anunciou a redução do preço do Xbox 360 no Brasil. A notícia surge exatamente no aniversário de três anos do lançamento do console no país, e pouco mais de três meses após a mais recente redução do preço (quando foi de R$ 2399 a R$ 1799). Segue o release:

Microsoft reduz preço do Xbox 360 e lança promoção de Natal
Kit Oficial do videogame terá preço especial para o mês de dezembro

A Microsoft reduziu mais uma vez o preço do seu Kit Oficial Xbox 360. Os consumidores poderão aproveitar a promoção de Natal e comprar o videogame que teve o preço reduzido de R$ 1.799 para R$ 1.499. O modelo de 60GB conta com dois jogos, um controle e um cabo HDMI, além de garantia.

A rápida expansão na carteira de jogos e os últimos lançamentos, incluindo títulos como Halo 3: ODST, Forza Motorsport 3 e Lips: Number One Hitstambém são ótimas opções de presente para acompanhar a promoção do Kit Oficial Xbox 360.

“Temos boas opções de presente para esse Natal e vamos começar o ano acelerando com muitas novidades para o início de 2010”, afirma Guilherme Camargo, gerente de marketing para Xbox 360.

***

Fazendo a conta básica de sempre: agora o Xbox 360 nacional custa o equivalente a US$ 860 (com o dólar a R$ 1,75). Uma redução de R$ 300 em um produto que custava R$ 1800 representa 16%. Hoje, com essa mudança, o console custa 2,6 vezes mais do que o preço praticado nos Estados Unidos (pelo modelo Pro, com HD de 60GB), que é de US$ 299 (anteriormente, era 3,6 vezes mais). É claro, vale lembrar que o kit brasileiro acompanha dois jogos extras.

Há duas semanas, quando conversei com o Milton Beck, diretor da área de games da Microsoft, ele não tinha nada em especial para me revelar a respeito do preço do Xbox 360, ou mesmo dos possíveis lançamentos das versões Elite e Arcade no mercado brasileiro (especulei sobre isso aqui). Pelo jeito, qualquer que sejam as decisões, elas ficaram para 2010. Por enquanto, é isso o que temos de novidades em relação à Microsoft no Brasil.

E amanhã, publico a primeira parte da Entrevista da Semana com Beck, que deve dar um pouco mais de luz ao tema. Aguarde e confie.

Notas relacionadas:

  1. Nada por enquanto. Mas…
  2. Cai preço do Xbox no Brasil: agora “apenas” R$ 1799
  3. Wii fica mais barato. Por enquanto, não no Brasil
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , ,
23/09/2009 - 23:57

Wii fica mais barato. Por enquanto, não no Brasil

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E a Nintendo não se aguentou.

O preço do Wii caiu, enfim. Após quase três anos com o mesmo preço – US$ 249 nos Estados Unidos -, a partir de domingo o console passa a custar US$ 199. A redução é de, faça a conta comigo, 20%. É uma bela queda, ainda que proporcionalmente menor que as reduções executadas recentemente por Sony e Microsoft com suas máquinas, PS3 e Xbox 360 (25%).

O Wii continua, assim, a ser o console de última geração mais “barato” do mercado. E tudo leva a crer que será o console que permanecerá no topo das vendas enquanto esta geração for a vigente. Alguém duvida? A imprensa norte-americana não tem dúvidas.

E a questão que este blog voltado ao mercado brasileiro faz, endereçada não apenas à Nintendo of America, mas também à distribuidora Latamel, é: esses cinquentinha a menos vão ser abatidos do precinho do Wii nas lojas brasileiras?

Poderia, não? Por que mesmo R$ 800, que é o preço mais barato que já encontrei por aí, é salgado. Vamos ver se encontraremos alguma forma de resposta nos próximos dias.

Pelo menos, o jogador de videogame brasileiro é… brasileiro. E não desiste nunca.

Enquanto isso, a Tokyo Game Show vai rolando em Chiba. Mais tarde, falo mais sobre isso.

Notas relacionadas:

  1. Nada por enquanto. Mas…
  2. 2 anos de Xbox 360 no Brasil: a Microsoft fala
  3. Cai preço do Xbox no Brasil: agora “apenas” R$ 1799
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , ,
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