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23/09/2009 - 23:57

Wii fica mais barato. Por enquanto, não no Brasil

E a Nintendo não se aguentou.

O preço do Wii caiu, enfim. Após quase três anos com o mesmo preço – US$ 249 nos Estados Unidos -, a partir de domingo o console passa a custar US$ 199. A redução é de, faça a conta comigo, 20%. É uma bela queda, ainda que proporcionalmente menor que as reduções executadas recentemente por Sony e Microsoft com suas máquinas, PS3 e Xbox 360 (25%).

O Wii continua, assim, a ser o console de última geração mais “barato” do mercado. E tudo leva a crer que será o console que permanecerá no topo das vendas enquanto esta geração for a vigente. Alguém duvida? A imprensa norte-americana não tem dúvidas.

E a questão que este blog voltado ao mercado brasileiro faz, endereçada não apenas à Nintendo of America, mas também à distribuidora Latamel, é: esses cinquentinha a menos vão ser abatidos do precinho do Wii nas lojas brasileiras?

Poderia, não? Por que mesmo R$ 800, que é o preço mais barato que já encontrei por aí, é salgado. Vamos ver se encontraremos alguma forma de resposta nos próximos dias.

Pelo menos, o jogador de videogame brasileiro é… brasileiro. E não desiste nunca.

Enquanto isso, a Tokyo Game Show vai rolando em Chiba. Mais tarde, falo mais sobre isso.

Autor: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , ,
27/08/2009 - 19:23

Cai preço do Xbox no Brasil: agora “apenas” R$ 1799

A Microsoft Brasil enfim oficializou (release copiado e colado abaixo):

Microsoft reduz preço do Xbox no Brasil
Empresa anuncia redução de R$ 600 e lança pré-venda de Halo 3: ODST

A partir de 28 de agosto, o kit oficial do Xbox 360 passa de R$ 2.399,00 para R$1.799,00. A Microsoft reduziu R$ 600,00 para levar a diversão por um preço acessível alinhada com o anúncio mundial.

Além disso, a Microsoft lança na mesma data, a pré-venda do “Halo 3: ODST”, no novo jogo da saga “Halo” – totalmente em português -, onde o usuário viverá a história épica contada em “Halo” por meio dos olhos de um ODST (Orbital Shock Trooper) em busca de pistas que indiquem o paradeiro do seu esquadrão e o motivo por trás da invasão de New Mombasa pelos Covenant.

O lançamento mundial do game acontecerá no dia 22 de Setembro de 2009.

***

Conforme sempre faço quando a Microsoft anuncia reduções do tipo, peguei minha calculadora e brinquei um pouquinho de matemática. Vejamos:

Uma redução de R$ 600 em um produto que custa R$ 2400 representa 25%, ou 1/4 do valor original. Parece bom? Na teoria, é mesmo. Mas seria ainda melhor se o console não custasse hoje mais 4,3 vezes mais do que o preço praticado nos Estados Unidos (US$ 299, pelo modelo Pro, com HD de 60GB, sem contar as taxas obrigatórias). A partir de amanhã, com o novo preço (aqui e nos EUA – leia abaixo), o Xbox 360 brasileiro custará apenas 3,6 vezes mais que o preço norte-americano. Ou seja, estamos chegando lá. Interprete como quiser.

Mas algumas fontes seguras revelam que este não é o único anúncio que a Microsoft Brasil pretende fazer nos próximos meses. Para outubro, estaria previsto o lançamento da versão Elite do console, que viria acompanhada de um game e um HD de 120 GB. Além disso, a versão Arcade – mais pelada, sem HD – também chegaria ao nosso mercado. Os preços de cada modelo não estão confirmados, mas estima-se que o Elite não custaria muito mais do que o novo valor do modelo Pro. A diferença de valores do Elite para o Arcade deve ficar em torno de R$ 500. Já o atual “kit oficial do Xbox 360″, que se encontra atualmente nas lojas, seria descontinuado.

Vale lembrar que, algumas horas antes do anúncio da Microsoft BR a matriz norte-americana divulgou a redução, a partir de amanhã, do preço da versão Elite – de US$ 399 para US$ 299. O modelo tradicional (Pro) deixaria mesmo de ser fabricado e passaria a custar US$ 249 até o fim dos estoques. O Arcade continuaria a US$ 199.

Se todos os movimentos da Microsoft brasileira forem condizentes com as ações de sua matriz, dá para concluir que a redução no preço do Xbox 360 de 60 GB só ocorreu porque ele será em breve descontinuado. A queda no valor funcionaria então como um estímulo à “queima de estoque”, o que só reforçaria o lançamento breve das versões Elite e Arcade no Brasil.

E há ainda as expectativas da estreia da rede Xbox Live no Brasil. Que mais dia, menos dia, deve se tornar realidade. Ao que tudo indica, já há até data definida. Mas é bom não esperar nada para 2009.

Mais sobre isso, depois.

Autor: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , ,
18/02/2009 - 15:10

E3? Já?

Pois é. Esse ano começou cedo.

Acabou de chegar no meu e-mail corporativo o primeiro “save the date”. E pra variar, foi do povo da Microsoft. Eles sempre foram mesmo os mais agilizados:

E309 MEDIA BRIEFING

June 1st. Monday. 10h30.

Save the Date.

Please Join Us This Spring in Los Angeles.

Evites & online registration are coming soon.

Xbox 360 Media Briefing
Los Angeles
Monday, June 1st, 10:30AM

Ok, estaremos lá. Quer dizer, vamos tentar. Esse ano está prometendo, e mal começou.

Autor: pablo - Categoria(s): Cobertura E3 2009, Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
03/02/2009 - 18:08

2 anos de Xbox 360 no Brasil: a Microsoft fala

O Xbox 360 fez aniversário de 2 anos no Brasil. Já faz tempo, aliás – no início de dezembro passado. A data não passou batida pelo Gamer.br, mas havia a expectativa de que a Microsoft iria dar alguma declaração a respeito – nem que fosse uma palavrinha sobre a chegada (ou não) da rede Xbox Live por aqui. Demorou, mas chegou: Guilherme Camargo, gerente de marketing para Xbox 360 da Microsoft Brasil, respondeu às minhas perguntas sobre o tema. Se convenceu e foi o suficiente? Você me diz. Confira e comente.

***

Gamer.br: Como a Microsoft avalia esses dois anos do Xbox 360 no mercado brasileiro?
Guilherme Camargo: Avalio positivamente. Desde a entrada oficial da Microsoft, o mercado como um todo se movimentou. Tivemos muitas conquistas nesses dois anos e avanços significativos para atingir no médio prazo uma posição de destaque no mercado mundial.

Houve algo que foi planejado no final de 2007 e acabou não sendo realizado em 2008, em relação ao console no Brasil?
Havia a expectativa da diminuição das cargas tributárias, facilitando o acesso do consumidor brasileiro aos produtos relacionados ao mercado de videogame e acelerando a economia do país com um dos segmentos que mais cresce no mundo.

A Microsoft acostumou-se a apresentar reduções no preço dos consoles, mas recentemente, o valor acabou subindo. O plano de continuar reduzindo os preços gradativamente continua, mesmo com a (ameaça de) crise financeira no exterior?
O mercado econômico ainda está muito instável, e por tratar-se de um produto importado, qualquer variação cambial pode impactar o preço final. Desde o lançamento já tivemos quatro reduções nos preços do kit nacional e o intuito é esse.

Quais os progressos alcançados até agora para o lançamento da rede Xbox Live no país? Quais os empecilhos enfrentados?
Ainda não temos uma definição do lançamento da LIVE no Brasil. Há questões de infra-estrutura, suporte, direitos autorais, parcerias entre outras coisas que devem ser fechadas antes de qualquer anúncio, pois o serviço oferecido é bastante abrangente.

Quais os planos (divulgáveis) para a plataforma em 2009 no Brasil? É possível esperar alguma mudança?
Temos muitos games para lançar este ano e devemos aumentar o número de acessórios também. Há muita coisa boa para acontecer e por mais que o mercado como um todo esteja instável, eu acredito que o impacto no segmento de videogame será menor.

***

Acho que não há mais muito a acrescentar, não? Ao que parece, muito pouco mudou em relação aos planos da Live no Brasil, mas dessa vez, eles citam as razões para a situação. Quanto aos outros temas, o discurso da Microsoft continua praticamente o mesmo do final de 2007. Não que se esperasse diferente – afinal, houve pouca evolução no
mercado nacional em 2008, mercadologicamente falando. Nós aqui, na condição de observadores
privilegiados, continuaremos patrulhando.

Autor: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
29/01/2007 - 12:14

Entrevista da Semana: Milton Beck (Microsoft)

Segunda-feira, como não poderia deixar de ser, é dia de Entrevista da Semana. O sabatinado da vez é considerado o mais importante executivo do mercado de games brasileiro (rótulo que ele próprio renega): Milton Beck, 43 anos, diretor da divisão de jogos e entretenimento da Microsoft no Brasil. Desde 2002 trabalhando na área de games da multinacional, Beck foi um dos responsáveis pelo aguardado lançamento do Xbox 360 no país. No papo a seguir, ele faz um balanço dos dois primeiros meses do console em território nacional. Leia, e como sempre, opine no final.

***

Gamer.br: O Xbox foi lançado no Brasil há exatamente dois meses. Qual o saldo deste período?
Milton Beck: Não citando números, eu diria que ficamos muito felizes com o lançamento do Brasil. Principalmente do ponto de vista qualitativo, por diversos motivos. Nossas vendas sempre são consideradas de acordo com uma expectativa inicial. Os jogos estão se mostrando um grande sucesso. A métrica que levamos em consideração – quantidade de jogos vendidos por console – está bastante alta. Acreditamos que isso tenha ocorrido em função da base instalada que já existia antes do lançamento oficial. Alguns dos games que colocamos no mercado foram grandes sucessos, como Viva Piñata e Gears of War. Em termos de divulgação, conseguimos muita mídia espontânea, geralmente positiva, sempre comentando o quanto é importante a entrada dos consoles no Brasil. Acho que o lançamento foi positivo em todos os modos,seja na relação com os parceiros e varejistas, seja também na participação da Microsoft no cenário de games, que funcionou como um primeiro passo para estimular que as outras empresas também venham para o Brasil. Isso é bom para a concorrência e para os consumidores, de um modo geral.

Quais são os próximos passos do Xbox no Brasil? Quando teremos novidades, lançamentos? Com que velocidade eles vão rolar?
É claro que ainda temos muita coisa pra evoluir, mas já estamos preparando dois lançamentos para fevereiro: Crackdown e Fusion Frenzy, isso falando de títulos publicados pela Microsoft. E em março, teremos o Winning Eleven. Este, ainda não está definido quem irá publicar. Sempre teremos novos títulos saindo, jogos Microsoft e third parties, lançados por empresas como Electronic Arts, Ubisoft, entre outras.

O que mudou na questão do governo brasileiro e os impostos sobre os videogames? Alguma novidade nesse sentido nos dois últimos meses?
Eu não sei se [o processo] está parado, mas também não sei de nenhuma evolução. Não estou ciente de qualquer mudança que possa ter ocorrido.

Existe uma previsão de redução de preços do Xbox no Brasil e seus jogos? Dá para imaginar que isso acontecerá dentro de um ano?
Olha, a [matriz da] Microsoft por enquanto não fala sobre queda de preços, então não vejo sinais disso acontecer no mercado internacional. Desde que a gente siga as políticas internacionais de preços, não há sinais claros da redução no Brasil, pelo menos por enquanto.

Quando o console foi anunciado a R$ 2.999, houve reclamações sobre o valor, elevado para os padrões nacionais. Você acha que o preço esteja fazendo alguma diferença no número de vendas apresentado até agora? Quer dizer, as pessoas deixam de comprar porque está caro, ou compram independente do preço?
Eu acho que, como qualquer produto, existe uma curva de elasticidade de preço. O produto é vendido a R$ 2999, e à medida que os preços caem, aumenta o tamanho do que chamamos de “mercado interessado”. É obvio que o tamanho desse mercado interessado no país é menor do que se o Xbox 360 custasse R$ 2.000, ou R$ 1.500. É claro que o fator preço é importante, mas existem limites pelo o que as pessoas podem gastar.

Você acha que o brasileiro reclama demais do preço das coisas?
Eu não diria isso. Não é uma questão do brasileiro só reclamar do preço. Todo mundo sabe a dificuldade que é ganhar dinheiro, e cada um quer ter o melhor pelo o que gasta. Faz parte do direito do consumidor. Uma das grandes reclamações dos consumidores é sobre o preço dos jogos. Os jogos eram chamados de “joguinhos” e vendidos por R$ 5 nos camelôs, então se criou uma dificuldade grande para as pessoas entenderem o que significa o “valor intelectual” de um produto. As pessoas costumam achar que o custo de um game deveria ser menor de um show ou DVD. Na maioria das vezes, não se tem noção de quanto custa produzir um jogo. A enorme disponibilidade de produtos falsificados gera essa distorção de valores. Não existe “bala de prata” que vá resolver isso. O consumidor tem todo o direito de lutar por preços melhores, isso é um pedido justo. Só não é justo querer preços iguais aos da pirataria. Fizemos várias pesquisas qualitativas e alguns entrevistados disseram que não querem pagar mais do que um preço de um pirata. Ou seja, o que determina um preço hoje é quanto ele vale no mercado pirata.

Com o Xbox no Brasil, a Microsoft se vê mais à vontade para participar de eventos, fazer anúncios na TV e colocar mais a cara para bater no mercado brasileiro?
Não sei o que você quis dizer com “colocar a cara para bater”, mas sim, o objetivo é aparecer cada vez mais na mídia, aparecer e fazer campanhas, principalmente nos períodos sazonais, como Dia das Crianças e Natal.

O que pode ser feito então para haver melhorias em nosso mercado? Depende de quem? Governo, empresas, consumidores?
É preciso haver um aumento no número de pessoas interessadas em desenvolvimento de jogos. A popularização das ferramentas de criação, como a plataforma XNA, ajuda nesse sentido. A abrangência de títulos de diversas camadas de preço também é essencial, uma vez que é preciso haver jogos pra todos os gostos e bolsos. De forma geral, estamos relativamente bem servidos. Já na área de consoles ainda não estamos aonde deveríamos estar… a concorrência não entrou de forma massiva e a falsificação ainda é grande.

No Brasil, os MMORPGs para PC fazem bastante sucesso. Você acha que isso indica que o mercado brasileiro é mais parecido com o coreano do que com o norte-americano, por exemplo?
Eu não sou um expert em Coréia, mas o que eu sei que um dos motivos para o mercado de videogames não ter entrado lá foi porque existia uma certa rivalidade comercial com o Japão. O fato de haver uma restrição comercial entre os paises tornou os videogames caros demais para os coreanos. E o PC sempre foi mais barato que o console. Houve também os incentivos do governo, o aumento da conexão banda larga, o surgimento de milhares de lan houses, canais de TV para transmissões de partidas de StarCraft… [...] Existe muita diferença entre o brasileiro e o coreano. Eles gostam de jogar somente Estratégia e MMORPG, algo muito diferente das comunidades internacionais. Há narradores em torneios online, as pessoas idolatram os jogadores profissionais… . Eles têm um modelo que agrada aos consumidores deles. Se esse modelo é replicável em outros países ou não, isso é outra historia.
Eu não vejo esse tipo de coisa acontecendo no Brasil. A característica do brasileiro é diferente, o perfil é outro. O coreano usou muito desses Internet Cafés como um local de integração social, é uma característica cultural deles. No Brasil não funciona assim, não há uma parte tão significativa da população que freqüenta esses lugares. As culturas são muito diferentes, são mais áreas de diferenças do que similaridades.

O que você, Milton Beck, gostaria de ver no mercado brasileiro que ainda não viu?
Um quadro ideal seria o que se vê em um país com os Estados Unidos, onde existe uma proliferação grande de propagandas de jogos novos em TV aberta, programas especializados em várias emissoras, grande quantidade de revistas, a possibilidade de se comprar jogos em grandes cadeias de lojas. Mais ou menos algo parecido com o que existe nos EUA, Inglaterra e Japão. Trazendo para uma realidade mais próxima, o cenário mexicano está hoje bem mais avançado do que o nosso. No México, todos os players estão presentes, os preços são mais acessíveis, todos os consoles foram lançados, o preço de venda é mais próximo ao poder de compra da população, as propagandas são mais massificadas. O Brasil não tem isso ainda. Estamos melhores do que estávamos no dia 30 de novembro [dia anterior ao lançamento do Xbox 360 no Brasil], mas ainda há um longo caminho a ser percorrido, temos uma etapa longa para o Brasil se ver inserido nesse contexto. Enquanto a falsificação estiver em níveis tão altos, a produção de produtos nacionais será inibida. Estamos melhores, mas longe do que deveríamos ser.

Você é considerado o principal executivo do mercado de games nacional. Como é lidar com isso?
Eu não sei. Eu acho que sou aquele que mais responde entrevistas, talvez por falta de interlocutores na concorrência. Por um lado é interessante – eu gosto de falar com a imprensa, e é através da mídia que faço nossa mensagem chegar ao consumidor final – mesmo que as respostas que eu tenha não agradem, ou se eu não puder passar todas as informações por motivos “polítcos”. Espero continuar assim no futuro, mas espero que meus concorrentes também tenham uma presença aqui, à medida que o mercado for crescendo. O principal beneficiado com isso é o consumidor: daí ele poderá fazer suas escolhas baseado em critérios “normais”.

Autor: pablo - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , ,
23/10/2006 - 00:52

Entrevista da Semana: Luis Pazos Paredes (Microsoft)

Mantendo a tradição iniciada na semana passada, publico uma entrevista com o Luis Pazos Paredes, gerente de marketing da divisão de entretenimento da Microsoft para a América Latina. Realizada em Barcelona após o final do evento X06, a entrevista revela um pouco (mas não muito) sobre a estratégia da empresa para o lançamento do Xbox 360 em nosso país. Vale lembrar que o papo na íntegra pode ser lido na edição deste mês da revista EGM Brasil, que acabou de chegar às bancas.
Gamer.br: Do que depende hoje o lançamento do Xbox 360 no Brasil?
Luis P. Paredes: Lançar oficialmente um console é uma coisa séria. É um compromisso com o gamer brasileiro, então temos que cumprir certas expectativas: garantia, suporte técnico, um portfolio legal de jogos e acessórios, experimentação nas lojas. E há várias coisas que precisam ser acertadas antes, como planejar a produção dos consoles na China, por exemplo. Estamos trabalhando com um modelo de negócio no qual dependem algumas variáveis, mas já temos um caminho bem avançado. Assim que esses detalhes se definirem, poderemos falar sobre datas.
E o que se pode esperar do lançamento oficial?
O gamer já sabe que o 360 está à venda de forma não-oficial no Brasil. Mas o lançamento oficial significa garantia, assistência técnica autorizada, jogos com embalagens e manual em português. Alguns jogos, inclusive, serão totalmente traduzidos para o português. E há também o compromisso de que o consumidor chegará à loja e encontrará os melhores jogos à disposição, que chegarão simultaneamente nos EUA e no Brasil, tudo a um preço atraente.
Ações de marketing, propagandas na TV, coisas do tipo, estão nos planos?
A presença oficial significa que a Microsoft fará um investimento forte no país. O lançamento viria acompanhado de uma série de ações de divulgação para mostrar que o nosso produto está no Brasil. As lojas que venderem o 360 terão um quiosque interativo, onde o consumidor poderá testar os produtos. A experiência de compra ficará muito mais transparente.
E a rede Xbox Live, estará disponível também?
Este também é um detalhe que vamos revelar mais tarde. Nós só vamos falar de Live quando divulgarmos oficialmente o lançamento do 360.
Com Microsoft e Nintendo visando fazer negócios no Brasil, será que a Sony se sentirá encorajada a fazer o mesmo?
Olha, na verdade você deveria perguntar isso para a Sony. Mas eles já tiveram que atrasar o lançamento da Europa e terão problemas de oferta em nível mundial, e imagino que o Brasil não seja prioridade deles agora. Sem contar que o preço [do PS3] é bem alto, então não seria nada fácil haver um lançamento oficial no Brasil.
O 360 importado já é vendido por aqui, e o preço vem caindo. O que podemos esperar do preço do console quando ele chegar oficialmente?
A Microsoft esta trabalhando para apresentar uma boa oferta de valor ao consumidor brasileiro. É claro que temos que olhar para a atual situação. Não dá pra fecharmos os olhos e ignorarmos o mercado paralelo que já existe. Por isso, temos que mostrar que o console oficial é mais vantajoso, que além de um preço legal, ele traz garantias, suporte técnico, boas condições de compra. É este o conjunto de valores que fará a diferença para o consumidor.

Autor: pablo - Categoria(s): Cobertura X06, Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
03/10/2006 - 14:48

X06 em imagens

Veja lá, alguns instantâneos tirados em Barcelona, na semana passada, durante o evento X06. Para quem não sabe, é uma “mini E3″ organizada pela Microsoft, que serve para mostrar os lançamentos e novidades para o Xbox 360. As fotos estão leves, para todo mundo conseguir abrir facilmente (e não estão clicáveis, porque dá um trabalhão fazer isso).


Este penduricalho dava acesso a todos os momentos do X06


Entrada do Teatro Nacional da Catalunha, palco da primeira parte do evento


Peter Moore e Peter Jackson falam sobre o misterioso Projeto Halo


Após a conferência, um jantar. Repare na lista do “quem fica aonde” das mesas


Clima sombrio, meio vazio: era fácil jogar no X06


Só pode olhar: demonstrador da Activision detona em Guitar Hero II


Peter Molyneux, o empolgado produtor de Fable 2


Jantar de confraternização entre a Microsoft e os jornalistas brasileiros (e tem um chileno ali no meio)


E este é o saguão do nosso hotel bacana

Autor: pablo - Categoria(s): Cobertura X06, Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
28/09/2006 - 13:24

Por dentro do X06

Hoje sim, rolou o X06. O evento é diferente do que estamos acostumados. Esqueça a barulhenta E3, seus milhares de metros quadrados e milhares de visitantes. Daqui em diante, tudo leva a crer que as empresas irão mesmo investir em eventos menores, intimistas e para públicos mais selecionados.

O X06 é assim. Nao havia mais de 500 jornalistas, se muito. Tudo rolou em um hotel gigante e moderno de Barcelona. Uma área cheia de pufes era destinada as apresentações especiais de certos games (Fable 2, Mass Effect, Crackdown, Alan Wake, Gears of War, entre outros). A área dos games era um grande salão equipado com 180 consoles Xbox 360 (será que o numero é múltiplo de propósito?), com jogos inéditos e não-lançados. E acredite, nao havia fila alguma. Do lado de fora, mesas enormes cheias de comidas e bebidas, tudo à vontade (ou seja, de graça). E no andar superior, salas de reuniões amplas, para conversas com gente famosa no naipe de Peter Moore. Nao há barulho desnecessário, correria, gente empurrando. Todos os produtores dos jogos estão loucos para papear e explicar sobre seus games. Nao dava para pegar um joystick sem ser abordado: “oi, sou fulano de tal, produtor de Forza Motosport 2, você quer saber alguma coisa?”. O povo estava simplesmente louco para falar.

Dava para jogar até dizer chega, entre uma entrevista especial e outra. Hoje, pude comparar FIFA 07 com Pro Evolution Soccer 6 e comprovar, para meu espanto, que há uma ligeira vantagem do primeiro, tanto no aspecto visual quanto na jogabilidade. Pode acreditar.

Também babei na versão 360 de Guitar Hero 2, que não podia ser experimentada, apenas assistida. Os demonstradores manejavam réplicas brancas da clássica Gibson Explorer (exclusivas desta versao) com uma precisão de fazer inveja ao guitarrista do Calypso. Pena que nao pudemos encostar o dedo, porque, segundo os demonstradores, aquelas eram guitarras-protótipo. Mas deu mais vontade ainda de jogar.

Joguei Doom baixado da Live. Está idêntico, até mesmo os velhos bugs. O executivo da Microsoft com quem conversei disse que a quantidade de downloads já é absurda. E isso porque o jogo está disponível desde ontem apenas.

Forza Motosport 2 é lindo, impecável, mas muito difícil de se manobrar – mesmo os produtores concordaram. Mas é para ser assim mesmo. Quer facilidade, tente Need for Speed: Carbon, que é simplesmente Need for Speed com tempero. Quem gosta nao tem do que reclamar. Mas eu nao perdi muito tempo com este.

Também nao joguei Sonic, Viva Piñata nem Dead or Alive Xtreme 2. Dormi (mesmo) durante a apresentação especial de Crackdown. Mas curti o perturbador Call of Duty 3. Tony Hawk´s Project 8 impressiona. E Gears of War no modo single player consegue ser tão bom quanto o excelente multiplayer (o qual pude jogar junto a um pessoal da Microsoft, entre eles Ken Lobb, ex-Nintendo). E tem The Darkness, Shadowrun, Rainbow Six: Vegas (com a possibilidade bacana de inserir seu rosto no jogo). E mais um monte de coisas que ainda nao digeri. Calma, acabei de sair de lá. E nao dormi direito de ontem pra hoje.

Mas o dia valeu por causa de Peter Molyneux e seu Fable 2. Tive o privilégio de participar de uma exclusiva apresentação do criador de The Movies e Black & White. Dez pessoas na sala, se muito. Por 30 minutos, Molyneux mostrou porque é o game designer mais visionário da atualidade: falou de maneira apaixonada por seu novo projeto e deixou todos embasbacados com sua empolgação e suas idéias absurdas. “Se Fable 2 nao for o maior projeto de minha vida, entao vou deixar de ser um designer de games. As coisas que sir Molyneux disse em sua apresentação mereciam uma matéria especial em qualquer revista. Talvez um dia eu o faça. Conversei com ele após a entrevista, a respeito dessa possibilidade. O homem sorriu, e nao queria parar de falar. Só que outras pessoas esperavam para ouvir a mesma apresentação.

Nao vimos nada prático de Fable 2, nenhuma telinha, nada de jogo em movimento. Apenas ouvimos as palavras de seu criador. Mas para mim, se me perguntassem, isso seria o bastante para escolhe-lo o melhor game da X06. Mas deixe-me pensar mais a respeito. Ainda estou zonzo.

***

E sabe aquele lance de Xbox 360 no Brasil antes do final do ano sobre o qual falei ontem aqui? É, eu nao estava mesmo exagerando.

Autor: pablo - Categoria(s): Cobertura X06, Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
27/09/2006 - 23:16

Nada por enquanto. Mas…

Bem, a primeira parte do evento X06 acabou, e nada sobre o Brasil foi dito. Demos com os burros na água. Mas nem tudo está perdido. Minhas sondagens mostraram que a situação do Xbox 360 no Brasil esta bem melhor do que pensava. Que tal ter o console nas lojas brasileiras ainda este ano? É bastante provável. Nada confirmado, porque a Microsoft nada diz, com medo de ter que desmentir depois. Mas é o que dá para sentir em meio ao oba-oba.

Nao é chute, mas também não é oficial: Xbox 360 antes do final do ano nas lojas do Brasil. Pode não acontecer, mas pode crer que é a intenção dos caras que resolvem este assunto. Agora, se vai rolar ou não, independe deles. Depende de algo um tanto maior e mais alto. Vamos ver se hoje consigo algo mais palpável nesse sentido. Estou tentando embebedar o cara que detém a informação, mas ele esta esperto! :)

Mas a apresentação de hoje comandada por Peter Moore no Teatro Nacional de Catalunya foi cheia de surpresinhas. Eu me senti na E3 de novo. O nível de novidades foi maior do que no evento de Los Angeles. Só passando rápido, o telão nos mostrou o seguinte:

- Grand Theft Auto IV terá dois episódios “baixáveis” exclusivos para o 360. E isso sim é algo importante.

- Blue Dragon é incrível. Se há um jogo que quero encarar no 360, é esse. E graças a Toriyama, Uematsu e Sakaguchi, o dream team dos RPGs eletrônicos desde 1995.

- Bioshock é bom de dar medo. E deu pra sentir isso pelo trailer. Que nao era bem um trailer.

- Craig B., da Epic, jogou mais Gears of Wars e falou frases engraçadinhas. Tem mais algo a dizer sobre esse game? Acho que não.

- Também dá para ficar feliz com Lost Odyssey, mesmo que tenha combates por turnos um tanto constrangedores. O fator Sakaguchi compensa.

- O Doom original está baixável na Xbox Live Arcade a partir de hoje. Bom. Baixe e me diga se valeu. Claro que valeu.

- Assassins Creed é o Prince of Persia desta geração, mas e daí? É de morrer de vontade de jogar. E se você visse a apresentação no evento (e a pessoa que comandou a apresentação), ficaria com outras vontades também.

- Na festa pós-evento, eu e o Viliegas jogamos boas partidas de Pro Evolution Soccer 6 regadas a cerveja espanhola. Se não tivessem nos expulsado da sala, eu teria passado a noite ali. Eh mais bonito que um FIFA, mas a jogabilidade nao é tão esperta quanto PS2. Eu acho que jogamos um “work in progress”, mas vai saber… de qualquer maneira, é sensacional. Sorte de quem tem um 360.

- E o trailer final de Halo Wars impressiona. É da Ensemble, e pelo que tudo indica, é estratégia em tempo-real ambientada no mundo de Halo. Foi o vídeo mais bonito da noite, e também o último.

- Mas não poderia deixar de falar sobre a presença/aparição de Peter “Senhor dos Anéis” Jackson, que subiu ao palco para contar sobre seu novo projeto. Um projeto que não é game, não é filme, mas é algo entre os dois negócios. Tem a ver com o mundo de Halo, mas nao é Halo 3. Mas também não é o filme de Halo – no qual Jackson também está envolvido. Entao, do que se trata esse projeto interativo secreto? Nem ele soube explicar. Tudo bem, só a presença do homem ali já valeu a pena. Mas eu mesmo não entendi lhufas.

E teve mais, mas não me lembro. Afinal, a festa da Microsoft que rolou em seguida (logo após um jantar sensacional no ponto mais alto de Barcelona) não economizava em matéria de “diversao”. Mas estamos inteiros. Amanha cedo (hoje? xiii…) tem palestra com os Peters (Moore, Jackson e Molyneux), entrevistas exclusivas, demonstrações de jogos novos em 180 consoles espalhados por um grande salão. Não vai prestar.

E logo mais tem mais.

Autor: pablo - Categoria(s): Cobertura X06, Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
27/09/2006 - 09:39

Trescientos y sesenta?

O crachá escrito “Barcelona Event Pass – X06″ ja encontra-se pendurado no pescoco. Em tres horas, um onibus passará neste hotel onde me encontro, para nos buscar e nos conduzir ao Theatre National Catalunya, palco do media briefing da Microsoft. Ali, Peter Moore, o principal representante da empresa quando o assunto é Xbox 360, dará as boas vindas aos dezenas de profissionais da imprensa que encontram-se na cidade somente para ouvir o que ele tem a dizer.

A expectativa é das maiores. O que será que ele dirá logo após a palavra Brasil sair de sua boca? – se é que ele o fará. Logo mais saberemos.

Autor: pablo - Categoria(s): Cobertura X06, Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
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