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23/06/2009 - 04:40

Perdido no Mundo dos Cosplayers

Sábado rolou o WCS, World Cosplay Summit para os íntimos – etapa brasileira do maior campeonato de cosplay do mundo. Festa bem organizada, cheia de mídia grande, cheia de gente importante e um monte de plateia empolgada. Foi interessante, como eu disse, tanto quanto evento em si e como experiência antropológica.

Fui jurado pelo quarto ano consecutivo. Acho que dos jurados desse ano, apenas eu e o Arnaldo Oka estivemos em todos. Havia alguns novatos, como o Rafa Losso, da MTV, que sentou do meu lado esquerdo e adorou o evento. Também foi a primeira participação da atriz Renata Takahashi (sentada do meu lado direito). O restante da mesa era composto por diversos outros especialistas (o amigo Marcelo Del Greco) e envolvidos com anime, mangá, cultura oriental e afins.

Sim, os videogames entram nessa categoria do “afins”.

Das 14 duplas que se apresentaram no palco, cinco delas fizeram cosplays de personagens de games. Praticamente um terço, o que é uma boa média (acredito que a mesma dos torneios anteriores). Dificil é sair um pouco dos games da Square quando se trata de cosplay. Duas duplas interpretaram personagens diferentes de Final Fantasy X. Outra fez uma belíssima cena de Final Fantasy III (ou VI, dependendo do seu referencial). Havia ainda uma dupla interpretando personagens de Castlevania: Order of Ecclesia, e outra fazendo uma cena de .hack//G.U..

Também estava bom para os nostálgicos e fãs de cinema: teve A Viagem de Chihiro, Akira, Astro Boy e Princesa Mononoke. E os fãs hardcore de anime curtiram as aparições de One Piece, Digimon, Angelic Layer e Tengen Toppa Gurren Lagann. Bom para todo mundo.

Confesso que, em certos casos, foi difícil dar as notas. Nenhum problema com os critérios (fantasia, performance e fidelidade): acho justos e bem claros. A dificuldade estar em julgar esses critérios diante de apresentações tão díspares, com intenções e ideias diferentes. Algumas duplas claramente queriam interpretar cenas já existentes originalmente. Nenhum problema nisso, Outras, criavam situações do zero, bolando sequências inéditas. Bem legal também. Houve quem quisesse contar a história completa do tal desenho em apenas três minutos, o que também era algo válido. Enfim, tinha de tudo. E justamente por causa da variedade, ficava mais complexo para os jurados darem seus vereditos. Como comparar atuações tão distintas entre si?

A gente tentou, e o resultado foi este: a dupla vencedora, Renan Aguiar e Geraldo Cecílio, fez uma interpretação musical de One Piece, com direito a coreografia, toques de humor e pastelão. Foi impressionante, porque mostrou presença de espírito e dedicação. Imagino que tenha sido por esses detalhes que eles ganharam as melhores notas. Mas o que a atuação deles tinha de semelhante com a da dupla segundo colocada, Petra Leão e Alessandra Fernandes, que recriaram uma das cenas-chave do clássico Akira?

Nada, basicamente. Elas poderiam até entrar em concursos distintos, de tão distantes uma da outra. E não estou falando da qualidade, veja bem, e sim dos estilos e propostas. A primeira dupla bolou toda uma performance baseada em dança e gags teatrais, com a trilha de O Estranho Mundo de Jack e diálogos gravados em português. A segunda, manteve uma fidelidade quase cinematográfica à obra original, com efeitos especiais, diálogos falados em japonês (ao vivo) e trilha sonora de impacto (sem falar da maravilhosa motocicleta de Kaneda, que mesmo entrando duas vezes no palco, causou duplo furor). Ambas diferentes, ambas muito boas. Mereceram figurar no topo. Infelizmente, só uma poderia ganhar. E na matemática, essa ciência exata e tão injusta, deu no que deu.


Os vencedores (imagem gentilmente “roubada” do site do WCS

No mais, deu gosto ver o cosplay, esse hobby tão incompreendido quanto questionado, ganhar um evento à altura da empolgação e paixão de seus praticantes. Do ponto de vista gamer, foi também ótimo ver que os jogos continuam como excelente fonte de personagens e tramas interessantes. Foi bom também ver os participantes deixando um pouco de lado as batidas lutas de espada, fumaça e explosões para focar mais em interpretação e narrativa. Afinal, ao contrário do que pensa o imaginário popular, campeonato de cosplay não é um mero desfile de gente fantasiada.

Autor: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
20/06/2009 - 13:55

Saia de Casa

Dia agitado, apesar de sábado. Quem quiser sair de casa tem duas opções que começam com W.

Uma é ir acompanhar (ou participar, dependendo do seu cacife) a etapa paulistana do World Cyber Games, que vai definir duas vagas na final nacional de Guitar Hero: World Tour e duas para FIFA 09. Começa hoje, termina amanhã, lá na loja da Samsung no Shopping Morumbi. Torneio de videogame não faz sua cabeça? Garanto que pode ser interessante. Eu já  cobri um de perto  e adorei.

A outra opção é assistir à final da etapa brasileira do World Cosplay Summit, campeonato de cosplay organizado aqui pela editora JBC. Eu abracei a causa e serei jurado pelo quarto ano consecutivo. Campeonato de fantasias parece bizarro em excesso para o seu gosto? Eu recomendo no mínimo como experiência antropológica. Leia como foi em 2007 e em 2008. Quem sabe você não se anima. Vale citar que esse ano não faltarão interpretações de Final Fantasy e que não haverá um único Pokémon ou Dragon Ball. Graças.

Vai, saia de casa.

Enquanto isso, tem gente no mundo que precisa assistir mais TV… 

E por falar em Bolívia, reassisti Butch Cassidy ontem. Sensacional, mesmo 40 anos depois. Eu, se fosse você, faria isso hoje antes de dormir.

Autor: pablo - Categoria(s): Cobertura WCG 2008, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , ,
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