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02/05/2011 - 17:47

A morte de Osama Bin Laden e o estado atual das coisas

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Na noite de ontem, 1º de maio, um paquistanês desavisado chamado Sohaib Athar saiu tuitando sobre ataques aéreos e explosões próximos à residência dele, em Abbottabad (Paquistão). Sem perceber, ele estava relatando, in loco, sobre o momento exato em que Osama Bin Laden foi encontrado e morto pelo exército norte-americano. Athar só se deu conta, horas mais tarde, sobre a importância do que havia acabado de escrever.

Quando comecei a seguir Athar no Twitter, às 2h da manhã, ele tinha pouco mais de 700 seguidores. Agora, 16 horas depois, ele já ultrapassa 73 mil followers. Apenas por estar no lugar certo (ou será errado?) na hora certa.

***

A notícia da morte de Osama Bin Laden se espalhou não-oficialmente – primeiro pelo Twitter – como fogo. Tudo porque houve quem soubesse do fato antes da oficialização, sem conseguir se segurar. E com uma notícia dessas, como ficar quieto? O que você faria?

The Rock, aquele “ator” e ex-lutador, foi outro dos privilegiados que soube da notícia antes, e também não se agüentou.

***

Daí o site de humor Bobagento soltou uma foto antiga de uma montagem do Bin Laden morto (feita há uns dois anos, mais ou menos). Não demorou para a imprensa televisiva de todo o canto (Brasil inclusive) veicular a imagem como se fosse real. Ficou feio pra todo mundo. Checar veracidade hoje em dia? De que jeito?

***

Tudo isso aí em cima rolou apenas e somente na internet, ao longo de pouco mais de três horas.

Como exercício de imaginação, você tenta imaginar como foi o processo de divulgação pública da morte de Adolf Hitler, no mesmo 1º de maio, mas 66 anos antes, em 1945. Em seguida, você tenta concluir se o Twitter e as redes sociais representam os ruídos nas notícias, ou se são atualmente as principais fontes dos produtores oficiais de notícias – e, consequentemente, de uma importante parcela do público pensante do planeta.

E, finalmente, você conclui: é ou não um momento incrível esse que vivemos?

***

Enquanto isso, o Google Maps dá a localização exata do resort onde Osama se escondia no Paquistão. E não consigo evitar de ficar maravilhado com esse tipo de coisa.

***

Aliás, vale dizer que a indústria de games, Hollywood e todo o restante do mundo do entretenimento deve ganhar um upgrade com essa notícia. Quem é ágil consegue aproveitar o calor do momento (esse game, Mujahedin, por exemplo).

Alguém imagina a quantidade de roteiros de filmes e jogos sendo reescritos nesse momento? E a quantidade de novas histórias sendo colocadas no papel, para todos os formatos imagináveis? E quantas cópias serão vendidas da próxima versão de Call of Duty?

***

O mundo lá fora virando de cabeça pra baixo e a Sony resolve reestabelecer a rede PSN essa semana. E aquela confiança de antes, como fica?

E o ano ainda nem chegou na metade.

Notas relacionadas:

  1. Alguns Pensamentos Sobre a Sony e o Brasil
  2. God of War III tem data limite no Brasil
  3. E o PlayStation 3 no Brasil, por que não sai?
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
28/04/2011 - 15:50

Por que a Sony precisa reestabelecer urgentemente a rede PSN?

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Por isso.

…e assim, o conceito de vergonha alheia cai em desuso.

Notas relacionadas:

  1. Sony inicia venda oficial de games no Brasil – menos o PlayStation 3
  2. Pane na PSN: Sony se confunde com ano bissexto?
  3. A Nintendo no Brasil, a Sony em 3D, as idas e vindas do mercado
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , ,
19/04/2011 - 20:51

Umas pílulas; umas novidades; e uma Entrevista da Semana quatro anos atrasada

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Salve, salve.

Por aqui, tudo certo. Apesar da lentidão dos processos (e da internet aqui).

Novidades? Algumas só. Perdi o bonde de algumas. Vejamos.

- Na semana que vem, irá rolar um evento em São Paulo para celebrar o futuro lançamento do game mais aguardado de 2011 (pelo menos para mim). Sabe de qual estou falando? Quem adivinha? Começa com “L”. Tá fácil, vá.

- Esqueci de comentar aqui sobre a nova empreitada da Flavia Gasi. Há algumas semanas ela passou a ocupar as funções de business development e PR manager na desenvolvedora de games Bigpoint. Traduzindo, ela é responsável por novos negócios e é a gerente de relações públicas da empresa de origem alemã sediada em Hamburgo. Boa sorte para ela.

- A E3 2011 já começou, pelo menos nas internas. As empresas começaram a marcar seus eventos e estão enviando os “save the dates” tradicionais para os jornalistas credenciados. A primeira delas, como sempre, foi a Microsoft. A coletiva deles pré-E3 já está marcada e com horário: segunda-feira, 6 de junho, 9 da manhã, no Galen Center, Los Angeles.

- Nenhum sinal de Sony e Nintendo ainda. Eles costumam decidir essas coisas em cima da hora. Mas ambos eventos devem ser em 7 de junho. O da Sony deve ser no mesmo dia 6 (segundo o fiel leitor ali embaixo, que é bem mais ligadão e esperto que eu). O da Nintendo sim, deve ser no dia 7.

- E teve essa polêmica toda do furto das cópias de Mortal Kombat da fábrica em Manaus etc, deu em alguma coisa? Descobriram como foi que o game “vazou”? Puniram os responsáveis? Afinal, dá ou não dá pra jogar com o Goro? De qualquer modo, o game foi lançado hoje lá fora. Aqui, a Warner confirma o 28 de abril como a data de lançamento brasileira. O Gamer.br (ou um colaborador dele) jogou o game ontem, e curtiu. E logo mais tem Entrevista da Semana com o produtor norte-americano Hector Sanchez, que praticamente já se tornou brasileiro.

***

Faz tempo que o site Freeko merece ser comentado e analisado com profundidade. Você já deve ter ouvido falar – e se não entendeu alguma piada que os caras publicaram, não vou te culpar.

O Freeko é um dos sopros de inteligência-infâme no jornalismo de games nacional. O conteúdo é praticamente organizado em torno (e dependente) de piadas internas e loucuras inexplicáveis, mas não é preciso conhecer os caras em pessoa para dar risada ou se chocar com tamanho surrealismo – ou ambas coisas ao mesmo tempo. Seja como for, eu ri (alguns dos meus textos recentes favoritos são este, este e este).

Bati um papo com o Renato Bueno, mentor intelectual do negócio todo (que ainda é formado por Doda Vilhena, Marcelo “Pirajuí” Daniel e Gus Lanzetta – aquele) e consegui com que ele respondesse a algumas perguntas mais sérias sobre essa coisa de fazer jornalismo e tentar ser engraçado (e ainda colocar os games no meio do processo). Não que ele tenha falado sério o tempo todo…

***

Gamer.br: Por que você mantém mais um site de games? Os que existem não te agradam?
Renato Bueno: Não foi bem uma criação, foi a transformação de algo que começou como um blog pessoal e estava se transformando em um blog menos pessoal, mas sempre relacionado com games, tecnologia e vidaloka. O Freeko teve três fases: começou como um blog de games quando eu fazia parte da EGM Brasil/Futuro Comunicação; passou a abordar piadas internas e a vidaloka no tempo em que trabalhei no G1; e acabou virando um blog com uma equipe de camaradas em 2010, quando eu já começava nessa vida de frilas, trampar em casa etc. E sim, os que existiam não me agradavam porque sempre foram muito sérios, sem graça. Não que eu tenha “oficializado” o Freeko pra resolver esse problema, foi só pra dar vazão às piadas internas mesmo.

Então diga qual é – ou são – o diferencial do Freeko em relação aos sites que estão por aí.
RB: O diferencial é a falta. Falta de compromisso, de responsabilidade, de agenda, de periodicidade, até falta de graça muitas vezes. É a autosabotagem em nome de exorcizar as coisas que nos incomodam, de criticar alguma coisa sem fazer muita questão de convencer alguém. Tudo “on the fly”, feito na hora, sem planos.

Qual é a resposta que os leitores dão a essa falta de compromisso? Eles compreendem? Há casos em que leitores caem de paraquedas no site e não entendem a piada?
RB: Existem os que caem de paraquedas e xingam, porque não encontraram o que o Google disse que eles encontrariam. Exemplo clássico é o nosso detonado de Dante’s Inferno. E existem os que compartilham dessa vibe moleque. Desses, poucos comentam no blog, a maioria comenta na vida real. É quando você tromba alguém e o cara “pow, aquele post, sensacional”, e isso é demais. Os que mais comentam no blog acabam sendo os próprios manolos da equipe ou os personagens do nosso habitat natural que acabam virando matéria. Entre esses personagens estão o deputado Fernandinho Mucioli e Erik Gustavo, nosso Caetano Veloso.


Equipe de sucesso (da esq. para a dir.): Pirajuí, Gus, Doda (logo abaixo), Bueno

Qual é o limite entre humor e jornalismo? Dá para fazer uma coisa envolvendo a outra? Games permitem esse tipo de cobertura?
RB: O limite depende da linha editorial. Você pode encarar com humor e informar sem desrespeitar ninguém. Da mesma maneira que pode não existir limite, em alguns casos, ou esse limite pode ser muito restrito, em outros. Acho que esse tabu do “limite” não faz muito sentido. É mais uma questão de honestidade, eu acho. Você pode encarar com humor e informar sem desrespeitar ninguém. Da mesma maneira que pode usar o humor de uma forma idiota e apelativa (como o CQC fez aqui), mesmo que, teoricamente, não esteja “ultrapassando limites”. Games permitem essa cobertura, é claro, e ainda podem ser muito explorados nesse sentido. Você pode fazer uma piada com as tragédias no Japão, com o massacre na escola do Realengo? Pode, não precisam existir limites. Não fizemos nada disso no Freeko porque, sei lá, não calhou, não foi algo que nos mobilizou a ponto de nos incomodar e precisarmos falar alguma coisa. Talvez isso não seja objeto do humor, por melhor que vá ser a sua piada. Num exemplo prático, talvez não falemos do Realengo no Freeko. Mas talvez falemos dos especialistas em porte de arma e dos jornalistas que manjam muito da putaria – por mais que não tenha graça para o resto dos irmãos.

Em curto prazo, médio prazo e longo prazo – quais os objetivos do Freeko?
RB: Curto prazo: renovar os destaques da home, que estão ali faz uns cinco anos, e reforçar nossa parceria de conteúdo com o Gamevicio; Médio: conseguir mais tempo pra trabalhar mais com vídeo, desovando umas ideias que não saem do papel; Longo: consolidar a fama de ser um reduto de meia dúzia de malucos perdedores que tentou fazer desse trecho do nosso mundo um lugar menos babaca e com mais fotos da Paola Oliveira.

***

Nos próximos dias, mais uma Entrevista da Semana com o pessoal de um site novo que também não se leva (muito) a sério: o Lektronik.

Notas relacionadas:

  1. Entrevista da Semana: Renato Bueno (EGM PC)
  2. Quatro anos de Gamer.br
  3. Entrevista da Semana: Renato Bueno (Kotaku Brasil)
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Clique Comigo, Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
31/01/2011 - 17:04

Melhores de 2010 – Escolha do Leitor

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E veja só, até que não demorou muito. Vamos agora aos melhores games de 2010 de acordo com a escolha do leitor. Ou seja, você mesmo.

Contabilizei os votos recebidos nos comentários do site entre o finalzinho de dezembro e o início de janeiro, usando a seguinte metodologia: 5 pontos para cada vez que o game é citado em primeiro lugar; 3 pontos para o segundo; 1 ponto para o terceiro. Em caso de empate em pontos, ficou na frente o game com mais citações. Somando tudo, deu o resultado que você vê a seguir. Se for comparado ao resultado da critica, publicado ontem, você talvez se espante com as discrepâncias (e são várias) O que isso diz sobre os hábitos dos jogadores normais e como isso pode ser analisado diante das escolhas dos jornalistas? Gostaria de levantar essas questões. Mas, por enquanto, vamos à lista. E não poderia de deixar de agradecer a quem votou. Sua ajuda foi inestimável.

E aqui estão, finalmente, os 21 melhores games de 2010, segundo você:

1. Red Dead Redemption

X360, PS3 / Rockstar – 32 citações

Na crítica, deu Red Dead Redemption. E o leitor concordou com isso. Foi a única unanimidade de posições nas duas listas, o que leva a crer que: 1. o game é bom mesmo e todo mundo o jogou; e 2. por falta de grandes opções, não foi um ano assim tão difícil de escolher o game que mais se destacou. Em todo caso, é o game de 2010, agora sem dúvida alguma. Quem discorda?

2. Super Mario Galaxy 2

Wii / Nintendo – 23 citações

O carisma de Mario (e a popularidade do Wii) deram a vice-liderança para Super Mario Galaxy 2 entre os leitores. Entre a crítica, o game ficou em quarto, atrás de games de temáticas mais "adultas" como God of War III e Mass Effect. Seria um indício de que a crítica brasileira (na casa dos 30 anos, em média) estaria enxergando o console da Nintendo com olhos menos positivos?

3. God of War III

PlayStation 3 / Sony – 22 citações

Kratos menos cotado que o Super Mario? Faz sentido, se levarmos em conta que o PS3 demorou a engrenar no Brasil. Mas a diferença de citações foi pequena, o que leva a crer que a disputa poderia ter sido ainda mais acirrada se o PlayStation 3 fosse um pouco mais acessível no país

4. Mass Effect 2

X360, PC / BioWare – 15 citações

Eis que o leitor do Gamer.br mostra que não gosta só de "joguinho". Ou você pensa que Mass Effect 2 é para qualquer tipo de jogador? Quem encarou, disse que valeu a pena - e continuou jogando

5. Donkey Kong Country Returns

Wii / Nintendo – 11 citações

Mas havia espaço para a nostalgia no coração dos jogadores em 2010. Crítica e público concordam: Donkey Kong é importante demais para ser coadjuvante. Sem dúvidas, foi o retorno do ano

6. StarCraft 2: Wings of Liberty

PC / Blizzard – 7 citações

Um dos grandes lançamentos do ano a R$ 50 foi um apelo irresistível demais até para quem jamais se arriscou em games de estratégia. No fim das contas, a maioria curtiu. Ponto para a Blizzard

7. Halo Reach

Xbox 360 / Microsoft – 5 citações

E quem disse que brasileiro não gosta de Halo? Depois de tanto marketing, a Microsoft conseguiu convencer de que valia a pena se arriscar na franquia. E o jogador brasileiro se acostumou à ideia

8. Heavy Rain

PlayStation 3 / Sony – 6 citações

A primeira grande discrepância entre público e da crítica. Por que os jornalistas se esqueceram do perturbador Heavy Rain? Será que faltou divulgação? Pelo jeito não, porque o leitor se lembrou

9. Alan Wake

Xbox 360 / Microsoft – 5 citações

Outro que foi esquecido pela crítica ganhou boa posição com o público: a aparição de Alan Wake é outro sinal de que o marketing da Microsoft Brasil deve estar funcionando bem com o consumidor

10. Bioshock 2

X360, PS3, PC – 3 citações

A imprensa colocou o primeiro Bioshock no céu. Já o segundo, foi devidamente ignorado (vai entender). O leitor não se importou com isso se lembrou do game mesmo assim

Menções honrosas (games também citados):

11. Battlefield: Bad Company 2 – X360, PS3, PC / Electronic Arts

12. Super Meat Boy – X360, PC / Team Meat

13. Bayonetta – X360, PS3 / Sega

14. Limbo – Xbox 360 / PlayDead

15. Call of Duty: Black Ops – X360, PS3, PC / Activision

16. Gran Turismo 5 – PlayStation 3 / Sony

17. Fallout: New Vegas - X360, PS3, PC / Bethesda

18. Super Street Fighter 4 - PS3, X360 / Capcom

19. Fable 3
– Xbox 360 / Microsoft

20. Pokémon Heart Gold/Soul Silver - Nintendo DS / Nintendo

21. Kirby Epic Yarn
– Wii / Nintendo

***

Outros fatos dignos de nota, se compararmos a lista da crítica e a do público:

- Call of Duty: Black Ops ganhou o quarto lugar entre a imprensa; entre o público, quase ficou de fora do top 20. Para mim, é fácil entender: os jornalistas citaram não apenas os melhores, mas também os games mais comentados do ano, e isso, Black Ops o foi (por diversas razões que pouco se relacionam à qualidade do game em si). O leitor, por sua vez, não jogou. Ou se jogou, não gostou. O mesmo talvez tenha acontecido com Assassin’s Creed: Brotherhood, bem lembrado pelos críticos e ignorado pelo público.

- A lista do leitor trouxe dois games indies em seu top 20, Super Meat Boy e Limbo. A dos jornalistas só trouxe Limbo. Por outro lado, o leitor ignorou o hype sobre Scott Pilgrim e só mencionou o game uma única vez.

- Jornalistas são mais nostálgicos do que os próprios leitores? Talvez, o que explicaria a presença de games como Dragon Quest IX, Castlevania, Pro Evolution Soccer e Need for Speed somente no top 20 da imprensa. Já a dos leitores mostram que a Nintendo ainda encanta, com os destaques a Kirby Epic Yarn e os mais recentes Pokémon.

No total, 13 games foram citados em ambas listas. Catorze são diferentes (obviamente, sete para cada lado). Já os quatro primeiros colocados, curiosamente, são os mesmos nas duas eleições. Talvez isso se dê por causa da limitação de cada eleitor só poder escolher três jogos, o que restringe ainda mais a variedade de títulos. Ou talvez porque esses quatro games sejam mesmo os melhores lançados em 2010 e ponto final. Não vi as listas estrangeiras, mas acredito que não fugiram muito do que foi apresentado por aqui. E agora, você me diz: qual das duas listas merece mais a sua aprovação, a dos jornalistas ou a dos leitores?

Já podemos pensar em 2011? Ainda não: tem a lista dos melhores e piores fatos de 2010. Mas isso eu devo publicar até o final dessa semana. Por enquanto, vá discutindo essas.

Notas relacionadas:

  1. Melhores de 2009 – Escolha da Crítica
  2. Melhores Fatos de 2009 – Escolha do Leitor
  3. Melhores de 2010 – Escolha da Crítica
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
30/01/2011 - 22:49

Melhores de 2010 – Escolha da Crítica

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E finalmente, cá estão. Antes de janeiro acabar e o ano de 2011 começar de vez…

…concluo a primeira parte da eleição de Melhores de 2010 do Gamer.br.

Publico agora o resultado da escolha da crítica especializada – ou seja, os jornalistas e formadores de opinião desse Brasil. Tenho o orgulho de afirmar que esta votação bate um recorde: foram 88 profissionais consultados (lembro que no ano passado recebi votos de 77 pessoas; em 2008, foram 55; em 2007, 39. Quantos serão em 2011?). São pessoas de todo o país, ligadas a todas as áreas de atuação: revistas, jornais, sites, blogs, além de gente da área do varejo e publishers, teóricos, especialistas e freelancers. Continuo a não ter dúvidas de que é a maior eleição do gênero realizada no Brasil (mesmo com ainda bastante gente se recusando a votar… :) ) E os votantes são eles:

ELEITORES GAMER.BR
Akira Suzuki (UOL Jogos)
Andre “Cardoso” Czarnobai (Qualquer)
André Forte (UOL Jogos)
André Gordirro (Preview)
Alberto Alerigi Jr. (Reuters)
Alexei Barros (Hadouken)
Allan André (Ed. Digerati)
Artur Palma (GameTV)
Bruna Torres (Girls of War)
Bruno Abreu (OuterSpace)
Bruno Vasone (Arena Turbo)
Caio Corraini (Arena Turbo)
Caio Teixeira (Arena Turbo)
Carla Rodrigues (Game TV/Girls of War)
Carlos Eduardo Freitas (ex-Trivela e Revista da Semana)
Cido Coelho (NoReset)
Clarice dos Santos (Girls of War)
Cláudio Batistuzzo (Games Brasil)
Cláudio Prandoni (UOL Jogos/Hadouken)
Daniel Galera (Rancho Carne)
Daniel Mello (GameTV)
Darius Roos (TRP 420)
Diego Assis (G1)
Diego Guichard (Zero Hora)
Douglas Pereira (Arena Turbo)
Douglas Vieira (UOL Jogos)
Edson Kimura (Games Brasil)
Emerson Facunte (Saraiva)
Eric Araki (Level Up! Games)
Erico Borgo (Omelete)
Erik Gustavo (Badalhoca)
Ewandro Schenkel (Gazeta do Povo)
Fabio Bracht (Continue)
Fabio Santana (Ed. Europa)
Fabio Yabu (Princesas do Mar)
Felipe Vinha (Final Boss)
Fernando Mucioli (Kotaku Brasil)
Fernando Souza Filho (EGW)
Flávia Gasi (GGBR)
Flavio Croffi (Games Brasil)
Gabriel Morato (Pixaleted Life Bitmaps)
Gilsomar Livramento (Ed. Europa)
Gustavo Hitzschky (Kotaku Brasil, Hadouken)
Gustavo Petró (G1)
Gustavo Lanzetta (WebGus/Freeko)
Heitor de Paola (Gamerview)
Henrique Minatogawa (Ed. Digerati)
Henrique Sampaio (Arena Turbo)
Humberto Martinez (Ed. Europa)
Jefferson Kayo (GameTV)
Jocelyn Auricchio (Zumo)
Jones Rossi (Veja.com)
José Mauro Trevisan (Laboratório do Dr. Careca)
Juliano Barreto (INFO Exame)
Leandro “Sombra” Rodrigues (Ed. Europa)
Leopoldo Godoy (G1)
Lucas Patrício (EGW)
Luis Andion (EGW/Nintendo World)
Luiz Siqueira (Ed. Europa)
Marcus Oliveira (Kotaku Brasil)
Marcel R. Goto (DigiArts)
Marcelo Daniel (Freeko)
Nelson Alves Jr. (Ed. Europa)
Odir Brandão (SKY7)
Orlando Ortiz (SKY7)
Pablo Miyazawa (Rolling Stone/Gamer.br)
Pablo Raphael (UOL Jogos)
Paula Romano (EGW/MSN)
Paulo Terron (Rolling Stone/With Lasers!)
Pedro Giglio (Arena Turbo)
Renato Siqueira (Games Brasil)
Renata Honorato (The Game Girl)
Renato Bueno (Kotaku Brasil/Freeko)
Renato Viliegas (Destak/Diário de São Paulo)
Ricardo Farah (SKY7)
Rodrigo Guerra (UOL Jogos)
Rodrigo Salem (Shuffle Pop/GQ)
Rodolfo Braz (Vírgula)
Ronaldo Testa (Vírgula/HardGamer)
Spencer Stacchi (EGW)
Suzana Bueno (Zeebo Interactive Studios)
Théo Azevedo (UOL Jogos/Folha de S. Paulo)
Thiago Borbolla (Judão/MTV)
Thiago Simões (Jovem Pan)
Vinicios Duarte (GamerView)
Vinicius Lima (GameTV)
Vivi Werneck (Girls of War)
Wanderley Scarpignato (Banana Games)

(Eleitores, se errei alguma informação, me desculpem, me avisem e eu corrijo. Valeu!)

Funcionou assim: contabilizei os votos recebidos usando a seguinte metodologia: 5 pontos para cada vez que o game é citado em primeiro lugar; 3 pontos para o segundo; 1 ponto para o terceiro. Fazendo as contas, cheguei ao resultado a seguir.

A metodologia, para você não chiar, foi inventada por mim: algumas vezes um game com menos citações ficou à frente na classificação de outro mais lembrado. Isso aconteceu por causa da pontuação. Há também casos em que houve empate na pontuação e na quantidade de citações. Retomo também o argumento de que a lista não possui pretensões científicas, logo não cabem reclamações posteriores.

Aqui estão, mais do que nunca, os 21 melhores games de 2010, segundo a nata da imprensa especializada brasileira:

1. Red Dead Redemption

X360, PS3 / Rockstar – 55 citações

O "GTA no Faroeste" se mostrou muito mais do que um mero GTA no Faroeste e conquistou o primeiro lugar por seus próprios méritos. Claro, a jogabilidade perfeita e o roteiro instigante também ajudaram bastante, mas isso parece inevitável em se tratando de Rockstar. E que venha L.A. Noire, que já demorou muito para o meu gosto


2. God of War III

PlayStation 3 / Sony – 27 citações

Kratos é um dos personagens mais interessantes dos games, em um momento de transição em que heróis carismáticos são substituídos por protagonistas genéricos e sem muito carisma. God of War é o que é muito por causa do apelo de Kratos. Não que o game não tenha merecido tantos aplausos: GOW III foi o game indispensável do PS3 em 2010


3. Mass Effect 2

X360, PC / Bioware – 18 citações

A já mítica Bioware fez mágica e conquistou fãs eternos com o primeiro Mass Effect. Em Mass Effect 2, superaram tudo e melhoraram o que já parecia perfeito. É provável que quem deu chance a esse game não teve tempo de jogar outra coisa em 2010


4. Super Mario Galaxy 2

Wii / Nintendo – 16 citações

O Wii ficou para trás na guerra dos consoles adultos, mas velhos fanáticos não se esquecem facilmente dos velhos amigos. É difícil imaginar um mercado de games sem a presença do Mario - a Nintendo não irá abrir mão disso, muito menos seus fãs devotos


5. Call of Duty: Black Ops

PS3, X360, PC / Activision – 11 citações

Black Ops não fez o mesmo barulho que seu antecessor, Modern Warfare 2, mas não foi esquecido. Mas o game serviu para confirmar a onipresença da franquia Call of Duty, que parece não ter concorrência atualmente. E qual será a polêmica desse ano?


6. StarCraft II: Wings of Liberty

PC / Blizzard – 14 citações

Games para PC resistem bravamente, mesmo diante do domínio dos consoles. StarCraft 2 garantiu lugar na mídia graças ao lançamento que ganhou no Brasil, com preço justo e novo modelo de negócio. Resta saber se irá durar tanto quanto o primeiro StarCraft


7. Donkey Kong Country Returns

Wii / Nintendo – 9 citações

Outro belo retorno de personagem esquecido - Donkey Kong ficou tempo demais longe dos papéis principais, e os fãs chiaram. Resta saber se continuará a ganhar papéis de destaque nos próximos consoles da Nintendo ou se retornará ao segundo escalão


8. Assassin’s Creed: Brotherhood

X360, PS3 / Ubisoft – 8 citações

Outra franquia recente que deu certo. Aliás, duvido que a Ubisoft irá parar de explorar Assassin's Creed tão cedo (e não ouço ninguém chiando). Pelo menos, são nesses games que a empresa evidencia a habilidade de criar universos belos e instigantes


9. Gran Turismo 5

PlayStation 3 / Sony – 7 citações

O que parecia impossível de acontecer, aconteceu: saiu o novo Gran Turismo. Apesar de as altas expectativas, nem todo mundo se sentiu bem atendido, mas fica evidente que é outra franquia eterna que jamais ficará de fora de nenhum console da Sony


10. Halo Reach

Xbox 360 / Microsoft – 8 citações

Já falei como 2010 foi o ano das franquias? Pois é. E aos poucos, os brasileiros passam a compreender porque Halo é tão amado nos Estados Unidos. Será que ainda sai mais suco dessa história? Só se for um filme, o qual aliás já demorou tempo demais para sair

Menções honrosas (games também citados):

11. Need for Speed: Hot Pursuit – PC, X36o, PS3, Wii / Electronic Arts

12. Limbo - Xbox 360 /  PlayDead

13. Heavy Rain - PlayStation 3 / Sony

14. Castlevania: Lords of Shadow - PS3, X360 / Konami

15. Bayonetta - PS3, X360 / Sega

16. Dragon Quest IX: Sentinels of the Starry Skies - Nintendo DS /Nintendo/SquareEnix

17. Scott Pilgrim vs. The World: The Game – X360, PS3 / Ubisoft

18. Pro Evolution Soccer 2011 - X360, PS3, Wii, PC / Konami

18. Fallout: New Vegas - X360, PS3, PC / Bethesda

20. Super Street Fighter IV - X360, PS3 / Capcom

21. Bioshock 2 - X360, PS3, PC / 2K Games

***

Considerações? Faça abaixo. E amanhã, o resultado da eleição do público. Será que os resultados bateram? Eu acredito que foi parecido. Mas vou contabilizar para ter certeza. Até lá.

Notas relacionadas:

  1. Melhores de 2009 – Escolha da Crítica
  2. Melhores Fatos de 2009 – Escolha da Crítica
  3. Vote nos Melhores de 2010
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,
22/09/2010 - 12:40

O que falta para o Brasil dos games?

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Calma, que o Brasil é nosso.

Desculpe a ausência. Resolvendo coisas da vida. Principalmente relacionadas à saúde. Não estou 100%, mas estou trabalhando nisso. Pensamento positivo de todo mundo ajuda nessa hora. Obrigado.

E por favor, não se  sinta lesado, mas vou apelar: republico agora um texto meu publicado na revista EGW de agosto de 2010 (ed. 104). O tema não poderia ser mais pertinente: o que falta para o mercado de games brasileiro dar certo? Acho que a(s) resposta(s) não é assim tão simples. Mas se pensarmos a respeito, talvez cheguemos a algum lugar. Para você, qual a solução? Se tiver uma (ou várias), divida conosco nos comentários lá embaixo.

***

As Engrenagens se Movem*
Empresas se mexem, consumidores também. Só falta o governo

Minha obsessão mais recente é investigar o mercado de games brasileiro, isso você já deve saber. Enquanto a maioria de meus colegas jornalistas cobre os lançamentos de novos jogos, eu fico preocupado em descobrir as pequenas nuances que fazem do Brasil o melhor lugar do mundo para se investir em videogames.

E não sou eu quem esta dizendo isso. Sao as próprias empresas, as gigantes que fabricam os consoles, quem dizem que o Brasil é o pais do futuro em se tratando de entretenimento eletrônico. Pais do futuro é um eufemismo: somos muito mais o presente em se tratando de mercado promissor e garantia de sucesso.

Nos últimos meses, tenho ido atrás das empresas para ouvir o que elas realmente pensam sobre o atual potencial do Brasil. E foi entrevistando esses executivos – brasileiros e estrangeiros – que escutei frases como “nenhum país é tão bem cotado hoje como o Brasil”, ou “nem começamos a enxergar do que esse país é capaz”. E essas são só as afirmações que recordo de cabeça. E já lhe adianto que minha memória não anda assim tão boa como costumava ser.

Hoje mesmo, no dia em que escrevo esta coluna, fiz uma visita ao prédio da Sony Brasil. Em uma entrevista de mais de uma hora de duração, escutei tantas palavras positivas que não pude evitar sair de lá mais confiante de que de costume. É claro que muito do discurso do Anderson Gracias (o gerente geral da operação PlayStation por aqui) é baseado em boas intenções, mas assim mesmo, ele me soou muito mais otimista do que eu poderia esperar.

Os problemas que os executivos das publishers costumam relatar são basicamente os mesmos: o que atrasa o crescimento do mercado no Brasil são os impostos, tanto aqueles que afetam os consoles como os que encarecem os jogos. Videogames no país são taxados como jogos de azar, e isso resulta em impostos muito maiores do que o que seria adequado. Algo semelhante ocorre com os jogos, mas neste caso, isso poderia ser amenizado se os discos fossem prensados em solo brasileiro. A redução não seria sentida imediatamente, mas, em médio prazo, os preços dos games cairiam drasticamente. Imagine uns 30% a menos do que é cobrado atualmente e dá para se ter uma boa ideia do que viria por aí.

Os outros entraves também são burocráticos: por que demora tanto para o Brasil ter redes online de consoles funcionais e operantes, como a Xbox Live e a PSN? Porque questões operacionais dificultam o processo: como pagar pelo conteúdo baixado, como pagar devidamente os fornecedores de conteúdo, e por ai vai. É tudo difícil, muito porque o país não esta acostumado a esse tipo de operação. Ou seja, os problemas existem de verdade. As empresas não estão apenas nos enrolando, nem estão de má vontade. Pelo menos é o que elas nos dizem. Só nos resta acreditar nessas boas intenções e pensar que, não apenas os jogadores querem que as coisas funcionem, mas as fabricantes também. Afinal, elas querem ganhar dinheiro. Não teriam porque fazer corpo mole com tantas oportunidades à disposição.

Meu papel é o de advogado do diabo, mas também de transmissor positivo de informações. Garanto a você que as produtoras de games possuem as melhores intenções para com nosso Brasil dos games. Eles me disseram com todas as letras, e eu estou dando meu voto de confiança, ainda que com um pouquinho de pé atrás. É nosso papel investigar se as coisas estão se desenrolando, ainda que lentamente. Às vezes, é preciso uma forcinha a mais, ou uma iniciativa independente, como é o caso do Jogo Justo, criado e fomentado por gamers que simplesmente se cansaram de esperar sentados pela resolução dos problemas citados.

As empresas, aparentemente, estão fazendo o que podem. Os consumidores se movimentam com as ferramentas que possuem. Qual peça está faltando funcionar? O governo, é claro. Mas não é um único “salvador da pátria” que irá mudar tudo de uma vez só. Estou falando de mudanças de posturas de todos aqueles que cuidam das leis que regem a nação. É preciso que a nossa mensagem seja transmitida a eles, e que seja compreendida e bem interpretada. E que não pensem que somos um bando de moleques crescidos querendo perder tempo com joguinhos. E sim que almejamos o estabelecimento de uma indústria sólida e lucrativa que só tem a trazer benefícios a todos os envolvidos e a todas as camadas subsequentes.

E você aí, já escolheu os candidatos em que irá votar em outubro? Suas escolhas podem fazer uma bela diferença.

* Texto publicado na edição 104 da EGW, agosto de 2010.

Notas relacionadas:

  1. Proximo Games: os planos para o Brasil
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Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Gamer.br na EGW, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , ,
27/08/2010 - 16:15

Pesquisa: de onde veio o seu videogame?

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Vou estender aqui a pesquisa que comecei no Twitter. Se você já me respondeu por lá, nem precisa responder por aqui. Se quiser responder de novo, fique à vontade.

Responda ali nos comentários abaixo: Qual o videogame de nova geração você tem? PlayStation 3, Xbox 360, Wii? E como/onde você o adquiriu?

Publicarei o resultado desse questionário aqui e no meu Twitter. Vou utilizar os dados para incrementar uma reportagem que estou finalizando para a Rolling Stone Brasil, sobre a atual situação do mercado de games brasileiro. Após entrevistar representantes principais da Sony, Microsoft e Nintendo, chegou a hora de escutar quem mais interessa – o consumidor. E a ideia é não tentar medir a quantidade desse ou aquele console, mas sim descobrir COMO o jogador brasileiro teve acesso a ele. Estou já apurando os dados e o resultado está me surpreendendo. Vejamos o que você acha.

E vamos que vamos. Na semana que vem, retorno à programação normal.

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  2. Videogame no Brasil é caro mesmo. E aí?
  3. Videogame é caro no Brasil… mas porque a indústria assim o quer
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , ,
03/08/2010 - 18:55

Alguns Pensamentos Otimistas Sobre os Games no Brasil

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Dia corrido esse. E frio.

Hoje tem evento especial da Warner Games. Eles finalmente vão anunciar coisas importantes para o mercado brasileiro, entre elas a parceria (que já é uma realidade) com a Electronic Arts. E tem outras coisas bacanas que eles deverão revelar (espero!), relacionadas diretamente com preços cobrados pelos games no país. Estou indo para lá neste momento. Amanhã eu conto como foi.

Enquanto isso, você fica com o texto que publiquei na revista EGW, edição 101 (maio de 2010). Acho que tem tudo a ver com o momento que o mercado nacional está passando. Ou talvez eu esteja exageradamente otimista… vejamos. Leia e comente.

***

Otimismo Nunca é Demais*

A Blizzard está chegando ao Brasil. A Sony chegou, de uma vez por todas, com PlayStation 3 e tudo. Os eventos especializados voltaram a ganhar força. Os games – a maioria com embalagem e manual em português – estão recebendo lançamentos pomposos, com festas, bebida e strippers (o pior é que é verdade). Há tempos não víamos tantas publicações, blogs, programas de TV e jornalistas especializados atuando de verdade. O mercado brasileiro de games parece estar se movendo adiante. Mas será que está mesmo? Tem muita gente que não acredita.

É um comportamento padrão ser cético no país da piada pronta. Ninguém acredita em nada, mesmo que a coisa apareça bem na nossa frente, brilhando de novo, exalando autenticidade e boas intenções. Dizem que somos otimistas, mas a real é que temos o pé eternamente atrás. Às vezes, os dois pés ao mesmo tempo, se é que isso é possível.

Digo isso porque admito que sou o maior dos otimistas, mas também um grande e assumido cético. O São Tomé, aquele que só acredita vendo, se adequa perfeitamente à minha visão dos fatos. Como jornalista, fui ensinado que a verdade é dura, mas necessária. Na real, nem aprendi isso na faculdade, muito menos em uma redação de revista. Aprendi observando. A gente gosta de ser iludido, mas a informação verdadeira é sempre necessária e bem-vinda, por pior que ela seja.

No caso do mercado de games, todas as informações que mencionei no primeiro parágrafo ajudam a acreditarmos que existe um verdadeiro grau de evolução se desenrolando. Pode ser que sejam fatos unidos que, juntos, representam algo positivo. É uma maneira de ver a situação. Ou pode ser o contrário: os fatos aparentam um avanço coletivo, mas são apenas fatos puramente isolados. Assim, cada empresa estaria garantindo o seu lado de maneira individual, se preocupando apenas com seus lucros e tentando garantir sua fatia do bolo.

No meu papel de observador (em meu blog) e porta-voz (nesta coluna), tenho a obrigação de separar os ingredientes e dizer a você se a mistura vai ou não resultar em um prato nutritivo. Nem sempre a gente acerta, mas acredito que a minha função primordial seja apresentar o melhor quadro possível. Sem me importar se pareço ufanista demais, mas também dosando no otimismo e distribuindo patadas a quem merece. Nem sempre é fácil.

O leitor/consumidor normalmente se deixa enganar, porque quer/precisa receber notícias boas sempre. Faz parte de nosso espírito brasileiro, esse lado positivo e incansável de sempre querer ver o lado bom das coisas. Nesse sentido, me sinto mais parte do time dos torcedores do que do grupo dos críticos. Se um gringo me perguntasse hoje “e esse mercado brasileiro de games, como anda?”, eu responderia, na hora: “Nunca esteve tão bem”. Você até pode ser pessimista, mas não poderá dizer que estou mentindo, e sim que estou interpretando os fatos. Você pode acreditar e levar meu discurso em consideração, ou me xingar e dizer que sou um iludido. Não me importo. Todo mundo tem o direito a ter uma opinião. Não é porque este texto está impresso e papel colorido e com minha foto ao lado que o que eu digo tem mais validade do que o você acha, certo? Ou será que tem?

Tudo isso foi só para confirmar que, sim, contrariando os céticos, pessimistas e mal-humorados, o mercado brasileiro de games vai bem sim, obrigado. Claro que sempre poderia ser melhor, mas há bastante gente boa trabalhando de verdade para isso. E da próxima vez que perguntarem a você sobre isso, diga a real, mas seja otimista. No fim das contas, os bons fluídos sempre ajudam – e para melhor.

* Texto publicado na edição 101 da EGW, maio de 2010.

Notas relacionadas:

  1. Alguns Pensamentos Sobre a Sony e o Brasil
  2. Alguns Pensamentos sobre o Mercado Nacional
  3. Alguns Pensamentos sobre a História dos Videogames no Brasil
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Gamer.br na EGW, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , ,
07/06/2010 - 17:02

A última semana… antes do que realmente interessa

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Vamos, que a semana promete.

É a última antes do início da Copa do Mundo. E a última antes do início da E3 2010. Qual desses eventos é mais importante pra você?

A resposta mais convincente ganhará um brinde da E3 (alguma lembrancinha que vou arrumar por lá). É sério! Pode escrever ali embaixo. Prometo que dessa vez não vou me esquecer de enviar o prêmio ao vencedor. Aliás, você ganhou algum prêmio aqui e não recebeu? Me mande um e-mail.

Mas falemos sobre o que interessa – novidades.

***

Green Day: Rock Band já existe – uma cópia quentinha está na minha mesa, enviada via FedEx.  Vou encarar e depois conto o que achei. Lembrando que o lançamento oficial lá nos EUA é amanhã.


Billie Joe, Mike Dirnt e Tré Cool – versões Rock Band

E enquanto escrevo isso, recebo a confirmação do horário de meu encontro pessoal com Rock Band 3, o game que “irá mais uma vez mudar a maneira com que as pessoas enxergam os games musicais” (é a Harmonix quem está falando, não sou eu).

Pessoalmente, tenho minhas dúvidas sobre uma nova revolução nesse gênero, mas sejamos otimistas – pra variar, eu sou sempre o último dos otimistas.

***

E amanhã é dia de visita internacional: um executivo mexicano que responde pela THQ estará em São Paulo, para falar de negócios, bater papo e mostrar novidades da produtora para 2010.

E é a chance que a gente tem de encontrar os colegas de profissão… apesar de que a E3 está aí, e com ela, a promessa de muita interação etílica e festeira entre as partes envolvidas. Sempre no bom sentido, é claro. A imprensa brasileira de games é toda de família.

***

Imagino que você só deva estar preocupado com a Copa do Mundo nesse momento, mas anote na agenda: logo após o torneio (na verdade, a partir do final de semana da final da Copa), irá rolar um grande evento de games em São Paulo. Debates, palestras, estandes e tudo aquilo que você imagina estão no cardápio. Minha presença também foi confirmada. Mais detalhes, em breve.

***

A Microsoft mandou todos os e-mails de confirmação que tinha direito nesse feriado.

Ao que parece, está todo mundo convidado e confirmado para os eventos da fabricante durante a semana da E3. E veja só que moderno, o convite-confirmação tem até um código de barras, pessoal e intransferível. Isso para garantir que ninguém que não tenha sido chamado terá acesso. E claro, não faltaram os avisos – proibido levar câmeras ao evento do Project Natal, tentar chegar cedo para garantir lugar, pegar a credencial antes para não pegar fila… Esquema de guerra total. Será que bater palmas pode? Mas se não fosse desse jeito, não seria a Microsoft.

Enquanto isso, nenhum detalhe mais específico sobre o evento da Sonyprincipalmente a parte sobre o jogo do Brasil contra a Coréia do Norte acontecer no mesmo horário…

Já a Nintendo está preparando sua programação para durante a E3. O evento pré, que rola na manhã da próxima terça, 15, não será no tradicionalíssimo Kodak Theater (onde costuma rolar a cerimônia do Oscar): será no moderninho Nokia Theater, localizado ao lado do Convention Center.

Estou especialmente curioso para saber sobre a atração musical convidada pela Nintendo esse ano – são sempre surpreendentes (em todos os sentidos). Já rolou Black Eyed Peas quando não eram desse tamanho todo. Rolou Smashmouth quando ninguém mais se importava. Rolou Sheryl Crow quando já era mais ou menos. Esse ano, chuto algo no gênero Justin Bieber/Jonas Brothers/Miley Cyrus.

Isso sim é brincadeira, ok?

***

Agora, volto a falar sério.

Sabe o que quero ver mesmo na E3? Os novos games para iPad e iPhone.

O futuro está ali, e é bom acreditar nisso. Se bem que já me cansei de entrar em bate-boca por causa da utilidade do iPad…

Estamos aqui. Apareça sempre.

Notas relacionadas:

  1. Entrevista da Semana: Eduardo Trivella (D&T p/ PlayStation)
  2. Entrevista da Semana: Alex Rigopulos (Harmonix)
  3. Entrevista da Semana: Shigeru Miyamoto (Nintendo)
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Cobertura E3 2010, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , ,
13/05/2010 - 20:12

O Circo do Project Natal na E3

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A grande notícia do dia é: o show do Cirque du Soleil no evento da Microsoft antes da E3 2010.

Será justamente na apresentação do Project Natal, no domingo, 13 de junho. A confirmação via e-mail chegou hoje de manhã aqui.

Você sabe, Cirque du Soleil é aquela trupe circense conhecida mundialmente, cheia de estilo, pompa, cores e imaginação. Ao que parece, o glamour voltou com tudo ao mundo encantado da E3. A vida noturna de Los Angeles agradece.

***

Mas a Sony Brasil não deixa por menos, está pensando o quê?

A assessoria de imprensa da fabricante divulgou hoje uma queda de preços considerável nos games de PlayStation 3:

“A partir deste mês, a Divisão PlayStation da Sony Brasil reduz os preços de cinco games para PlayStation 3. Os jogos God of War Collection, Infamous, Killzone 2, Resistance 2 e Little Big Planet – Game of the Year Edition passam a custar R$ 119, o que representa uma  queda de mais de 30%.

“Esta redução de preços faz parte da estratégia da Sony Brasil de trazer ao gamer brasileiro a melhor experiência em jogos de PlayStation”, afirma Anderson Gracias, Gerente Geral da Divisão PlayStation na Sony Brasil.”

Lembrando que R$ 119 equivale a US$ 66 (com a cotação a US$ 1 = R$ 1,80) – exatamente o valor de um game lançamento para PlayStation 3 nos EUA (US$ 59 + impostos). Não dá para dizer que é barato (videogame jamais será barato, já disse o profeta), mas é um pouco mais justo.

***

E os jornalistas contratados para a equipe Arena Turbo são…

Caio Corraini, Gus Lanzetta e Henrique Sampaio.

Parabéns e boa sorte a todos os envolvidos.

Notas relacionadas:

  1. Wii fica mais barato. Por enquanto, não no Brasil
  2. Sony reduz preços de jogos no Brasil
  3. God of War III no Brasil – e “simultaneamente ao resto do mundo”
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Cobertura E3 2010, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , ,
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