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07/04/2011 - 17:22

Quantos videogames existem no Brasil?

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Como vai?

Ando pensando sobre o tal do mercado de games brasileiro. Andam dizendo por aí que 2010 foi ótimo, e que 2011 será ainda melhor. Quem pensa isso? Somente os executivos das empresas que atuam nessa área no Brasil. Vários deles.

Diz-se muito sobre crescimento, progresso, evolução. O ano passado mostrou coisas palpáveis para o consumidor final (lançamento oficial do PS3, preços de games mais “justos”, eventos pipocando pelo Brasil), mas, será que há algo mais para ser percebido além da superfície?

Esses executivos com quem converso dizem que há um longo caminho a ser percorrido no país, mas que muitos problemas já ficaram pra trás. O próximo passo seria a famigerada redução do IPI (imposto sobre produtos industrializados) sobre os consoles de videogame, que hoje (e já faz tempo) está na absurda casa dos 50%. Acredita-se que a questão será resolvida em breve (papeladas sobre o assunto, inclusive, estariam circulando pelas mesas de ministros da presidenta Dilma Rousseff). Com a redução do IPI, o preço final do console cairia, o que levaria a um aumento natural da base instalada de máquinas de última geração no Brasil. Ou seja, na matemática da indústria: videogame mais barato = mais gente comprando e jogando.

Acredito que essa seja a necessidade principal do mercado brasileiro hoje. Mas convenhamos que não será uma redução de preços significativa que fará com que o consumidor deixe de tentar meios alternativos de conseguir seus videogames. Um deles é o tradicional “papai trouxe de Miami”. O outro é comprar o console estrangeiro em pontos comerciais “fora do eixo” – a procedência desses produtos certamente é o Paraguai. Seja qual for a escolha, é impossível dizer que o consumidor está fazendo algo errado ao querer pagar menos.

Falei tudo isso para jogar uma questão interessante em sua mão: você faz ideia da quantidade de consoles de última geração existentes no Brasil? Ou seja, qual é a base instalada de PlayStation 3, Xbox 360 e Wii em nosso país? Dos três, qual é o console número 1 atualmente? Ninguém sabe a resposta exata, mas a indústria especula (números oficiais inexistem, dada a situação peculiar em que vivemos). Cada empresa, aliás, tem seus próprios números. Pelo que notei, há convergências e coincidências entre esses valores. Mas não há senso comum.

Baseado em tudo o que tenho ouvido desses executivos, dá para dizer com alguma certeza o seguinte: no Brasil, há pouco mais de 2 milhões de consoles de última geração, entre PS3, X360 e Wii. A questão para você é: como esses números se dividem?

Vamos pensando nisso. Depois voltaremos a esse tema.

Notas relacionadas:

  1. Wii fica mais barato. Por enquanto, não no Brasil
  2. Sony reduz preços de jogos no Brasil
  3. Sony Brasil reduz preços de games (de novo)
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , ,
17/03/2011 - 13:24

Não Gaste seu Dinheiro em Qualquer Porcaria

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Como estão as coisas por aí? Aqui vão bem.

São muitos eventos rolando em São Paulo nesse momento. O GameWorld, que aconteceu no final de semana passado, foi um sucesso de público. Ontem, a Activision revelou suas novidades para 2011 em um encontro com a imprensa (não compareci).  E escutei bons boatos esses dias sobre um evento de games de proporções ainda maiores no segundo semestre (muitos de vocês já sabem do que estou falando). Mas logo volto a fofocar sobre isso.

Por enquanto, para ninguém dizer que não ligo mais para games, epublico agora um texto que fiz para a revista EGW de dezembro, sobre consumismo desenfreado. Acho que é um tema que continuará eternamente em voga, então sempre vale a pena discutir o assunto.

E logo mais volto por aqui.

***

Jogos Demais, Tempo de Menos
O mercado está entupido de novos jogos e acessórios, mas nem todos valem o seu suado dinheiro

Novembro foi um mês agitado para quem mexe com games no Brasil, seja profissionalmente, seja casualmente.

A Microsoft lançou a rede Xbox Live por aqui. E isso por si só já deveria ser o bastante para ocupar todo mundo. Havia quem não acreditasse que aconteceria. Mas deu certo (ou melhor, espero que tenha dado. Escrevo esta coluna no dia anterior à estreia do sistema, e rezo para que esteja funcionando direito no momento em que você estiver lendo isso. A Microsoft garantiu que funcionaria, então é melhor a gente crer). E, uma semana depois, o Kinect, também da Microsoft, chegaria às lojas brasileiras – dessa vez, com apenas duas semanas de atraso em relação aos Estados Unidos. Tudo ao mesmo tempo agora.

Enquanto isso, a Sony Brasil não fala muita coisa a respeito do seu lado da história – no caso, a rede PSN e o acessório PlayStation Move. Questão de timing e estratégia. Afinal, a Microsoft levou “apenas” quatro anos para anunciar a chegada da Live no Brasil (o Xbox 360 foi lançado aqui no final de 2006). A Sony, por sua vez, se mantém adequada ao seu cronograma, por assim dizer: o PS3 também chegou por aqui com quase quatro anos de atraso em relação ao lançamento oficial. Então, no fim das contas, está tudo de acordo com o esperado.

E é claro, precisamos nos lembrar de que este fim de ano é o período critico de lançamentos, o tal do “fall” norte-americano. É aquela louca proporção de um game por dia. Enxugando tudo e dispensando o que não presta, dá para dizer que o período oferece bem menos do que uma dezena de games imperdíveis. Em meio a tudo isso, eu fico aqui pensando quem é que tem dinheiro para consumir tanta coisa. Você tem? Porque eu não tenho.

Você pode dizer que não tenho do que reclamar porque recebo tudo de graça no conforto de meu lar. Isso é meia verdade. Recebo algumas coisas, outras tenho que comprar, como todo mundo costuma fazer. E se já acho complicado gastar tanta grana com um ou outro game, fico imaginando um cara honesto como você, que não tem nenhuma boiada e precisa comprar tudo “na raça”.

Na real, a indústria dos games não está nem um pouco preocupada com isso. Talvez eles nem enxerguem a situação como um problema de verdade. Eles devem dizer: “Ruim seria não haver game nenhum para escolher!” E para reforçar essa tese, as empresas lançam mais produtos do que conseguiríamos comprar e jogar. Melhor sobrar do que faltar? Eu acho que não é bem por aí.

É até difícil apontar um game ruim em meio a tantos jogos “mais ou menos”. Com esse excesso de novidades, se torna mais trabalhoso o processo de garimpagem, e é quando o bom senso do consumidor se faz mais do que necessário. Algumas perguntas, porém, são de difícil resposta: é possível apostar com absoluta certeza em um game criado por uma desenvolvedora consagrada? Uma continuação de um jogo incrível será necessariamente um jogo incrível? Devemos confiar em todos os reviews positivos publicados pela imprensa?

Penso que o consumidor deve ter essas questões em mente, mas relembro também algo mais importante (e que muita gente parece se esquecer): você não é obrigado a desperdiçar seu suado salário em qualquer porcaria. Não é porque a indústria abarrota as prateleiras que você precisa engolir qualquer sapo. Dê um basta no consumo desenfreado: 1. Jogos ruins e feitos às pressas não devem ser levados em consideração. 2. Continuações pouco criativas não precisam necessariamente ser consumidas, mesmo que você seja um fã ardoroso de determinada série. 3. Gênios também falham, então você não precisa comprar um game de gosto duvidoso apenas porque foi supervisionado por seu designer japonês favorito.

Investigue, teste, enlouqueça o cara da loja, mas tenha absoluta certeza antes de gastar um único centavo. Não entregue o seu dinheiro a quem não merece. E se estiver difícil de decidir, pergunte a quem você mais confia. Às vezes, a opinião de seu melhor amigo pode ser muito mais válida do que a de um jornalista…

* Texto originalmente publicado na edição 108 da EGW, dezembro de 2010.

Notas relacionadas:

  1. Sony, Nintendo e Microsoft, pela primeira vez em um evento de games brasileiro
  2. A Activision quer ser a melhor do mundo (gastando muito dinheiro para isso)
  3. Videogame no Brasil é caro mesmo. E aí?
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Gamer.br na EGW, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , ,
31/01/2011 - 17:04

Melhores de 2010 – Escolha do Leitor

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E veja só, até que não demorou muito. Vamos agora aos melhores games de 2010 de acordo com a escolha do leitor. Ou seja, você mesmo.

Contabilizei os votos recebidos nos comentários do site entre o finalzinho de dezembro e o início de janeiro, usando a seguinte metodologia: 5 pontos para cada vez que o game é citado em primeiro lugar; 3 pontos para o segundo; 1 ponto para o terceiro. Em caso de empate em pontos, ficou na frente o game com mais citações. Somando tudo, deu o resultado que você vê a seguir. Se for comparado ao resultado da critica, publicado ontem, você talvez se espante com as discrepâncias (e são várias) O que isso diz sobre os hábitos dos jogadores normais e como isso pode ser analisado diante das escolhas dos jornalistas? Gostaria de levantar essas questões. Mas, por enquanto, vamos à lista. E não poderia de deixar de agradecer a quem votou. Sua ajuda foi inestimável.

E aqui estão, finalmente, os 21 melhores games de 2010, segundo você:

1. Red Dead Redemption

X360, PS3 / Rockstar – 32 citações

Na crítica, deu Red Dead Redemption. E o leitor concordou com isso. Foi a única unanimidade de posições nas duas listas, o que leva a crer que: 1. o game é bom mesmo e todo mundo o jogou; e 2. por falta de grandes opções, não foi um ano assim tão difícil de escolher o game que mais se destacou. Em todo caso, é o game de 2010, agora sem dúvida alguma. Quem discorda?

2. Super Mario Galaxy 2

Wii / Nintendo – 23 citações

O carisma de Mario (e a popularidade do Wii) deram a vice-liderança para Super Mario Galaxy 2 entre os leitores. Entre a crítica, o game ficou em quarto, atrás de games de temáticas mais "adultas" como God of War III e Mass Effect. Seria um indício de que a crítica brasileira (na casa dos 30 anos, em média) estaria enxergando o console da Nintendo com olhos menos positivos?

3. God of War III

PlayStation 3 / Sony – 22 citações

Kratos menos cotado que o Super Mario? Faz sentido, se levarmos em conta que o PS3 demorou a engrenar no Brasil. Mas a diferença de citações foi pequena, o que leva a crer que a disputa poderia ter sido ainda mais acirrada se o PlayStation 3 fosse um pouco mais acessível no país

4. Mass Effect 2

X360, PC / BioWare – 15 citações

Eis que o leitor do Gamer.br mostra que não gosta só de "joguinho". Ou você pensa que Mass Effect 2 é para qualquer tipo de jogador? Quem encarou, disse que valeu a pena - e continuou jogando

5. Donkey Kong Country Returns

Wii / Nintendo – 11 citações

Mas havia espaço para a nostalgia no coração dos jogadores em 2010. Crítica e público concordam: Donkey Kong é importante demais para ser coadjuvante. Sem dúvidas, foi o retorno do ano

6. StarCraft 2: Wings of Liberty

PC / Blizzard – 7 citações

Um dos grandes lançamentos do ano a R$ 50 foi um apelo irresistível demais até para quem jamais se arriscou em games de estratégia. No fim das contas, a maioria curtiu. Ponto para a Blizzard

7. Halo Reach

Xbox 360 / Microsoft – 5 citações

E quem disse que brasileiro não gosta de Halo? Depois de tanto marketing, a Microsoft conseguiu convencer de que valia a pena se arriscar na franquia. E o jogador brasileiro se acostumou à ideia

8. Heavy Rain

PlayStation 3 / Sony – 6 citações

A primeira grande discrepância entre público e da crítica. Por que os jornalistas se esqueceram do perturbador Heavy Rain? Será que faltou divulgação? Pelo jeito não, porque o leitor se lembrou

9. Alan Wake

Xbox 360 / Microsoft – 5 citações

Outro que foi esquecido pela crítica ganhou boa posição com o público: a aparição de Alan Wake é outro sinal de que o marketing da Microsoft Brasil deve estar funcionando bem com o consumidor

10. Bioshock 2

X360, PS3, PC – 3 citações

A imprensa colocou o primeiro Bioshock no céu. Já o segundo, foi devidamente ignorado (vai entender). O leitor não se importou com isso se lembrou do game mesmo assim

Menções honrosas (games também citados):

11. Battlefield: Bad Company 2 – X360, PS3, PC / Electronic Arts

12. Super Meat Boy – X360, PC / Team Meat

13. Bayonetta – X360, PS3 / Sega

14. Limbo – Xbox 360 / PlayDead

15. Call of Duty: Black Ops – X360, PS3, PC / Activision

16. Gran Turismo 5 – PlayStation 3 / Sony

17. Fallout: New Vegas - X360, PS3, PC / Bethesda

18. Super Street Fighter 4 - PS3, X360 / Capcom

19. Fable 3
– Xbox 360 / Microsoft

20. Pokémon Heart Gold/Soul Silver - Nintendo DS / Nintendo

21. Kirby Epic Yarn
– Wii / Nintendo

***

Outros fatos dignos de nota, se compararmos a lista da crítica e a do público:

- Call of Duty: Black Ops ganhou o quarto lugar entre a imprensa; entre o público, quase ficou de fora do top 20. Para mim, é fácil entender: os jornalistas citaram não apenas os melhores, mas também os games mais comentados do ano, e isso, Black Ops o foi (por diversas razões que pouco se relacionam à qualidade do game em si). O leitor, por sua vez, não jogou. Ou se jogou, não gostou. O mesmo talvez tenha acontecido com Assassin’s Creed: Brotherhood, bem lembrado pelos críticos e ignorado pelo público.

- A lista do leitor trouxe dois games indies em seu top 20, Super Meat Boy e Limbo. A dos jornalistas só trouxe Limbo. Por outro lado, o leitor ignorou o hype sobre Scott Pilgrim e só mencionou o game uma única vez.

- Jornalistas são mais nostálgicos do que os próprios leitores? Talvez, o que explicaria a presença de games como Dragon Quest IX, Castlevania, Pro Evolution Soccer e Need for Speed somente no top 20 da imprensa. Já a dos leitores mostram que a Nintendo ainda encanta, com os destaques a Kirby Epic Yarn e os mais recentes Pokémon.

No total, 13 games foram citados em ambas listas. Catorze são diferentes (obviamente, sete para cada lado). Já os quatro primeiros colocados, curiosamente, são os mesmos nas duas eleições. Talvez isso se dê por causa da limitação de cada eleitor só poder escolher três jogos, o que restringe ainda mais a variedade de títulos. Ou talvez porque esses quatro games sejam mesmo os melhores lançados em 2010 e ponto final. Não vi as listas estrangeiras, mas acredito que não fugiram muito do que foi apresentado por aqui. E agora, você me diz: qual das duas listas merece mais a sua aprovação, a dos jornalistas ou a dos leitores?

Já podemos pensar em 2011? Ainda não: tem a lista dos melhores e piores fatos de 2010. Mas isso eu devo publicar até o final dessa semana. Por enquanto, vá discutindo essas.

Notas relacionadas:

  1. Melhores de 2009 – Escolha da Crítica
  2. Melhores Fatos de 2009 – Escolha do Leitor
  3. Melhores de 2010 – Escolha da Crítica
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
17/12/2010 - 11:17

PlayStation Move chega ao Brasil por R$ 799

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A Sony acabou de divulgar o lançamento do acessório PlayStation Move no Brasil. Segundo o release para a imprensa, o produto será lançado “nos próximos dias”, por R$ 799,00.

Recentemente, a Microsoft lançou o Kinect no mercado brasileiro, por R$ 599,00 (nos EUA, o mesmo pacote sai por US$ 150). Ambos lançamentos fazem parte da tendência atual de utilização de movimentos para a interação com os jogos. No caso do produto da Sony, o Move é um joystick equipado com sensores de movimentos de alta precisão; no caso do Kinect (para Xbox 360), trata-se de uma “câmera” que detecta as interações do jogador e as reproduz na tela.

Confira o texto divulgado agora pela Sony:

A Sony Brasil está iniciando a comercialização do Kit Move nesta semana, ao preço sugerido de R$ 799,00. O produto chegará às lojas nos próximos dias.

O produto oficial Sony Brasil possui manual e embalagem em português, bem como a certificação ANATEL, obrigatória neste caso.

O kit vem com o controle PlayStation Move, a câmera PlayStation Eye, o jogo Sports Champion e uma demonstração de outros jogos para esta plataforma.

O PlayStation Move oferece uma experiência de jogo única e em alta definição baseada nos movimentos dos usuários, grande tendência do mercado de entretenimento.

Vale lembrar que, nos Estados Unidos, esse mesmo kit é comercializado por US$ 99,00. Se você quiser comentar sobre o preço cobrado por aqui, a hora é essa. Abaixo.

Mais, depois.

Notas relacionadas:

  1. E o PS3 brasileiro chega em…
  2. E o PlayStation 3 no Brasil, por que não sai?
  3. PlayStation 3 no Brasil: a Sony fala oficialmente
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , ,
18/11/2010 - 18:21

Sony Brasil reduz preços de games (de novo)

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A Sony Brasil anunciou hoje reduções de preços em games para PlayStation 2 e PlayStation 3. Games para o PS2 passaram de R$ 89 para R$ 79 (redução de 12%), enquanto títulos para PS3 ganharam duas novas faixas de preço: R$ 99 (antes era R$ 119 – 17% de redução) pela linha “Greatest Hits”; e R$ 149 por jogos de catálogo (era R$ 159 – 7% de redução).

De acordo com o release divulgado hoje, “a empresa atinge pela primeira vez o valor de R$ 99,00 para um jogo oficial de PS3.”

Confira a lista abaixo.

Jogos para Playstation 2 que foram de R$ 89 para R$ 79:
Secret Agent Clank
Syphon Filter: Dark Mirror
Twisted Metal: Head On
Ratchet & Clank: Size Matters
Hot Shots Tennis
Jak & Daxter: The Lost Frontier
Motorstorm: Arctic Edge

Jogos para Playstation 3 que foram de R$ 119 para R$ 99:
LittleBig Planet
God of War Collection
Ratchet & Clank Future: Tools of Destruction
Motorstorm
SOCOM US Navy Seals: Confrontation
Resistance: Fall of Man
Gran Turismo 5 Prologue
Heavenly Sword
Uncharted: Drake’s Fortune
LittleBig Planet GOTY
Resistance 2
Killzone 2
InFamous
Ratchet & Clank Future 2: Crack in Time
Motorstorm: Pacific Rift
Uncharted 2: Among Thieves
MAG

Jogos para Playstation 3 que foram de R$ 159 para R$ 149:
Lair
Hot Shots Golf: Out of Bounds
Folklore

Segundo a Sony, os preços começam a valer a partir de hoje.

Notas relacionadas:

  1. Sony inicia venda oficial de games no Brasil – menos o PlayStation 3
  2. Sony reduz preços de jogos no Brasil
  3. PlayStation 3 no Brasil: a Sony fala oficialmente
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , ,
16/11/2010 - 14:05

As principais notícias – da semana passada

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Esse feriado durou pouco, não?

Foi curto e nem deu tempo de colocar os games em dia – Rock Band 3, Guitar Hero 6, Call of Duty: Black Ops, F1 2010 e mais um monte deles. Assim fica difícil ser feliz. Todo mês de novembro é a mesma coisa. Quem possuir a fórmula para conciliar tempo livre e tantos jogos, me avise. Eu não dou conta. Alguém quer jogar para mim e me contar depois?

Prometi que não faria promessas, mas dessa vez é sério: amanhã publicarei finalmente os nomes dos vencedores da promoção de 4 anos do Gamer.br. E além dos nomes aqui, vem aí uma nova promoção. Porque não dá para ficar parado.

***

Entrou no ar mais um podcast da equipe do Arena Turbo, o Games on the Rocks. Acredite, é o que o nome dá a entender: caras discutem games enquanto bebem. Eu participei dessa vez (ao lado de Caio Teixeira, Caio Corraini, Henrique Sampaio, Douglas Pereira e Gus Lanzetta), mas garanto que não bebi uma gota.

Clique e baixe aqui (tem mais de uma hora de duração, então é melhor pegar algo para comer).

***

E acabou o mistério. O Kotaku Brasil enfim anunciou a sua equipe fixa – e o fizeram com toda pompa e circunstância de costume.

***

Conversei esses dias com o amigo Luiz Siqueira, da editora Europa, que me repassou a declaração oficial da empresa a respeito do fim das revistas NGamer e Edge:

“A Editora Europa descontinuou a NGamer e a EDGE. Motivo, vamos concentrar esforços nas outras duas publicações de games para aumentar ainda mais a circulação. EDGE e NGamer sofriam para emplacar a circulação, e temos de focar no resultado. Ninguém será dispensado, e todos continuarão aqui na Editora e agora para fazer XBOX e PlayStation ainda mais fortes e líderes do segmento, como são atualmente pelo IVC. Todos os assinantes serão indenizados.”

***

Sobre o Gran Turismo 5 no Brasil, você me pergunta.

Não sei de nada, e ninguém mais sabe. Por enquanto, a Sony Brasil não se pronunciou oficialmente a respeito. Lá fora, sai mesmo em 24 de novembro, após diversos adiamentos. Por aqui, é possível que também saia em uma data próxima. O que se sabe é que uma versão do jogo estará disponível para testes no evento Brasil Game Show, que ocorre no Rio no próximo final de semana.

Sobre isso, aliás, falo depois.

***

Totalmente off-topic – ou nem tanto. Finalmente, músicas dos Beatles podem ser compradas no iTunes da Apple. Apesar de esse negócio de comprar música digital não ser muito difundido por aqui, lá fora ainda é big business. E isso me deixa curioso sobre o que você pensa: se o iTunes vendesse músicas no Brasil, você compraria? E qual seria o preço ideal por faixa? Para se ter uma ideia, cada música dos Beatles sai por US$ 1,29 (por volta de R$ 2,20). Você pagaria quanto sem reclamar?

Só por curiosidade mesmo.

Boa semana a todos.

Notas relacionadas:

  1. Entrevista da Semana: André Forastieri (EGW)
  2. Entrevista da Semana: Gus Lanzetta
  3. Revistas Edge e Ngamer vão parar de circular
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , ,
23/08/2010 - 15:06

Videogame é caro no Brasil… mas porque a indústria assim o quer

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E cá estamos de volta. Como foi sua semana?

Quem diria que esse tipo de assunto inflamaria tanto os ânimos?

Confesso que não esperava tamanha resposta – e tantas negativas. Não pensei que estivesse falando alguma inverdade em meu post anterior. Qual foi o problema, na real? As diferentes leituras que as palavras podem ter.

Fique claro, não sou “a favor” de qualquer empresa fabricante de videogames, muito menos sigo as agendas políticas de tais empresas. Também não sou partidário nem favorável aos preços aplicados no Brasil por essas mesmas empresas. Também os acho errados, injustos e inadequados à nossa realidade. E também tenho a impressão de que essas empresas não nos revelam toda a verdade quando se trata de explicar o porquê desses preços cobrados. Será que um dia já o fizeram?

Qual é a novidade nisso tudo? Provavelmente a total maioria das pessoas que passa por aqui pensa da mesma forma. E em meio a tantas opiniões semelhantes, qualquer desvio de discurso acaba sendo considerado uma facada nas costas, ou ainda, uma traição.

Então, reafirmo – não estou assinando embaixo das decisões da Sony, da Microsoft ou da Nintendo. Eu as questiono tanto quanto você. O fato é que minha aproximação com o assunto é a do jornalista que procura compreender sobre o que está falando. Para isso, é preciso apurar, investigar, questionar, entender. E esse tem sido o meu enfoque para com o assunto, assim como o de outros colegas de profissão. Cada profissional trabalha da maneira que lhe parece adequada, e é isso que venho fazendo.

O que pode ter sido mal-interpretado foi a maneira com que eu quis reforçar a única verdade absoluta nessa história toda: o PlayStation 3 custa R$ 1999,00 e nem toda reclamação do mundo fará isso ser diferente nesse momento. Quem for lá na loja da Sony Style em qualquer shopping irá encontrar esse preço. E conforme já mencionei, o valor não vai cair agora, e muito menos tão cedo. E não sou eu quem está falando, mas a própria Sony Brasil. Na entrevista coletiva em que a empresa divulgou o preço, questionei o seguinte a Anderson Gracias, gerente geral da Divisão PlayStation:

Pergunta: “Esse aí é o preço que vocês estão cobrando agora. Mas existe alguma chance do preço do PlayStation 3 cair em breve?”
Resposta: “Então, a intenção obviamente existe. Mas, em um curto prazo, a gente não vê uma possível queda de preço no console. Assim como, por exemplo, no software: a gente lançou [games] e logo conseguimos reduzir os preços. E tem mais por vir. No console – até porque, como falei inicialmente, o preço seria muito maior do que esse -, a gente não vê possibilidade de redução agora. Médio prazo, sim. A gente pode ganhar em logística, em operação, de alguma outra forma, estamos buscando todas as alternativas. Hoje, de R$ 1999 para 1949 já é uma vitória. Para R$ 1899 então, nem se fala. E assim gradativamente a gente vai buscando relações e melhorias nessa relação.”

***

Então, o objetivo de meu texto jamais foi induzir o leitor à conformidade diante da situação. Foi apenas a tentativa de reportar um fato verídico e consumado. Em outras palavras, mais jornalísticas, se me permite, é isso: “Sony Brasil afirma que não irá reduzir preço do PlayStation 3 no curto prazo”. Diante de uma declaração dessas, qualquer protesto me parece inútil – pelo menos, parafraseando a empresa, em curto prazo. Se o preço irá cair, seja esse ano ainda, no início do ano que vem, ou mesmo em novembro, isso só depende da vontade da Sony – seja lá quais razões os motivem para tanto.

***

Agora o outro ponto polêmico da discussão: Videogame não é produto de massa.

Acho que também me faltou tato e detalhamento à colocação. Onde você leu “videogame”, leia “videogames de última geração”. Vejamos.

Por que no Brasil videogame não é produto para as massas? Porque a indústria assim posiciona esse produto no mercado . Não é uma opinião minha simplesmente – me baseio no fato de que nenhum videogame “de ponta” jamais foi lançado no Brasil por um preço acessível. Foi assim com o Atari da Polyvox, com o Master System e o Mega Drive da Tectoy, o Phantom System e os derivados do Nintendinho de diversas empresas; com o Super NES e o N64 da Playtronic (assim como o Game Boy e seus primos); e com o GameCube da Gradiente Entertainment. Nenhum desses consoles, na época de seus lançamentos, apresentou um custo que pudesse ser adquirido sem crises ou reclamações pela classe média (levando em conta as flutuações de câmbio, a situação econômica em cada época, como é definido o conceito de “classe média” etc – você entendeu o ponto). E nem é preciso citar o Xbox 360, lançado em dezembro de 2006 a meros R$ 2999,00.

Quer dizer, é a própria indústria nacional de games – ou as empresas que a formam – que decide que tipo de consumidor terá acesso ao videogame de ponta. E influenciada pelos fatores que todo mundo conhece – a dizer, carga tributária, pirataria, o diabo a quatro etc -, a indústria cobra o que cobra: preços exageradamente altos, fora dos padrões, insanos e impossíveis para a maioria. Porque assim é o jeito que funciona por aqui.

Muita gente veio me confrontar – “você é maluco dizendo que videogame não é produto de massa”. No Brasil, não é mesmo! Mas ey estava me referindo aos novíssimos videogames, e não ao Dynavision, ao Mega Drive ou a PlayStation 2 chipado da Santa Ifigênia. Porque o brasileiro, de modo geral, dá um jeito de ter acesso aos videogames, mesmo que toda uma indústria diga (por linhas tortas) que aquele produto não é indicado para ele. Se o console de nova geração é impossível de ser comprado, não é por isso que ele vai ficar sem jogar. E hoje, você sabe como é fácil conseguir um PS2 contrabandeado e modificado por um preço razoável em qualquer lojinha de esquina.

Realmente, “há um PlayStation 2 em cada canto do Brasil”, confome me disseram mais de uma vez nos comentários do post anterior. Segundo a Sony Brasil, há mais de 4 milhões de PlayStation 2 no País nesse momento (há quem diga que é muito mais do que isso). Imagino que esse número poderia ser muito maior se a “indústria” assim o permitisse. A culpa não é do consumidor brasileiro, que faz o que pode (e o que não deve) para não ficar sem a diversão que lhe é de direito. Querer é poder. Mas isso não quer dizer que os videogames sejam destinados para a massa no Brasil. Não são, mas as pessoas correm atrás. E é por essas e outras que somos um dos países com maior potencial “para dar certo” – nas palavras das próprias empresas que formam a indústria de games.

Será que ficou claro? Se não, a gente pode ir mais fundo. Mas acho que a graça desse tema é não ter solução definitiva. Não há nem um lado muito certo, nem muito errado. É uma discussão sempre válida, pontual, apaixonada e – felizmente (para quem curte uma discussão) -, infindável. E depois ainda há quem discuta a relevância dos videogames…

Notas relacionadas:

  1. Pela não-obrigatoriedade de se falar sobre o diploma. Mas falarei mesmo assim…
  2. Quem quer jogar Kinect?
  3. Videogame no Brasil é caro mesmo. E aí?
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , ,
16/08/2010 - 18:16

Videogame no Brasil é caro mesmo. E aí?

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A semana passada foi a mais complexa do ano para os games no Brasil.

E olhe só a contradição. Foi justamente a semana em que a Sony Brasil anunciou o lançamento do PlayStation 3 em nosso território. Quase quatro anos depois do lançamento oficial no mercado internacional, o console ganha uma versão quase brasileira, com embalagem e manual em português, garantia e em conformidade com as normas técnicas do País.

A questão que pouca gente comemorou foi apenas uma: o precinho desse lançamento. R$ 1999,00.

R$ 1999,00, vamos admitir, é um eufemismo: é R$ 2000 mesmo. Afinal, R$ 1 hoje em dia não paga nem um cafezinho no boteco. E este é o console de videogame que, lá fora, pode ser comprado hoje em dia por US$ 330 dólares (somando impostos). Se convertido no dólar de hoje, daria para dizer que o PlayStation 3 brasileiro está saindo por… US$ 1110,00. Ops.

Convenhamos, é uma conta injusta de se fazer. Mesmo com a cotação do dólar em nível relativamente razoável (por volta de R$ 1,80 – US$ 1), é um exercício de sofrimento fazer essa conversão e constatar que somos cobrados quase três vezes mais do que os norte-americanos pelo mesmíssimo produto. Enfim, a vida é difícil, games são caros, a gente não ganha o que merece…

Ninguém passou batido pela notícia divulgada pela Sony. Este blog há muito tempo não recebia tantas visitas e comentários. E eu diria que 90% dos visitantes não gostaram nada dessa história. Alguns foram mais cuidadosos com as críticas. Outros se valeram da relativa blindagem que a internet proporciona para chutar o pau da barraca e xingar com afinco e força. Seja qual for o tipo de comentário, todos foram lidos. E certamente não só por mim, mas também pelas partes interessadas – a dizer, a própria Sony Brasil.

Temos – eu e meus colegas de profissão – discutido muito esse tema polêmico, seja nas mesas de bar, nos fóruns de internet, pelo MSN e Twitter: será que a imprensa deve se posicionar em se tratando desse tipo de situação? Vejamos.

Não há dúvidas, o PlayStation 3 brasileiro é caro mesmo. Mas o que nós da imprensa devemos fazer nesse caso? Apenas transmitir a informação e deixar o consumidor opinar por conta própria? Ou escancarar nossas opiniões, mesmo que não sejam baseadas em números e fatos, mas em gostos pessoais, achismos e prévias experiências? O que você, leitor, gostaria de ler? Um ataque raivoso, uma defesa fervorosa, ou simplesmente fatos, ou as verdades que os envolvem?

Minha posição aqui no Gamer.br sempre foi equilibrada. Alguns podem chamar de “moderada”, ou “em cima do muro”. Há quem diga que eu prefiro não me comprometer. Pode haver um pouco de verdade nisso. Mas é a maneira que prefiro trabalhar – perguntando o que todo mundo quer saber, escutando todas as as partes envolvidas e apresentando as informações captadas de bandeja para o leitor, da maneira mais descomplicada o possível. As informações estão aí, boas ou ruins, concordando eu ou não. Cabe a você decidir se o preço cobrado pela Sony é ou não abusivo. Cabe a você analisar as palavras apresentadas e concluir se são encheção de linguica, enrolação ou mentira pura, ou se são realmente baseadas na verdade absoluta. É isso o que vou continuar a fazer por aqui. Acho mais justo e mais interessante.

Mas duas coisas eu penso e não escondo:

1. Realmente, gostaria que o PlayStation 3 brasileiro custasse menos, assim como gostaria que o Xbox 360 brasileiro estivesse mais em conta. Não apenas isso, adoraria que o brasileiro, de um modo geral, tivesse condições melhores de adquirir os produtos de consumo que tanto deseja.

2. Tenho certeza que tem gente que gosta de reclamar simplesmente por reclamar. E que mesmo que o PS3 fosse anunciado a R$ 800, muitos iriam chiar sem constrangimento. É interessante o fato de muita gente se tornar doutor em economia nessas horas, mostrando que sabe fazer matemática muito melhor do que os executivos da Sony, Microsoft e Nintendo.

É claro que a gente deseja que mais e mais pessoas tenham acesso aos consoles de ponta. Certamente, é esse também o desejo das fabricantes de videogames. Ao mesmo tempo, essas empresas não estão nessa por filantropia. O negócio desses caras é ganhar dinheiro, única e simplesmente. Se não fosse isso, não compensaria em nada o esforço de desenvolver uma nova máquina de videogame a cada sete anos. Logo, esses fabricantes podem colocar seus produtos à venda pelos preços que lhes der na telha. Ninguém, em lugar nenhum do mundo, é obrigado a comprar qualquer coisa. Eles vendem o que e como quiserem; nós compramos se assim for o nosso desejo. É assim com qualquer relação comercial normal, e é assim que sempre o será.

Isso tudo é óbvio, mas serve para você se lembrar de não gastar tanta energia reclamando que o videogame é absurdo de caro ou que a empresa X ou o executivo Y são mentirosos e inescrupulosos. Nada irá mudar o fato de que o produto custa mais do que a maioria dos brasileiros pode pagar. Mas você tem alternativas, se assim o desejar. Na lei da oferta e da procura, deveria vencer o consumidor. Então, se achou caro o PS3 da Sony Brasil e ainda assim precisa ter um videogame em casa, corra atrás de outro preço. Certamente, irá encontrar algo que se adapte melhor ao seu bolso. A internet é um mundo vasto e amigável.

E por favor, não me compreenda mal. Não falei que você não deva reclamar do que acha errado. Só acho que menos energia negativa poderia ser dispensada com esse tema, porque neste caso específico, estamos falando de uma causa perdida. O que está feito, está feito, pelo menos neste momento. Eventualmente (e assim como rolou com o Xbox 360 e o Wii), o preço do PS3 deverá cair – mas provavelmente, será uma redução insuficiente para fazer o nosso PlayStation 3 ser considerado barato. O preço pode cair cinco vezes em um mesmo ano e nunca será considerado acessível.

Porque, afinal (e muita gente se esquece disso),  game NÃO é entretenimento de massa. Reitero, ainda em negrito – videogame jamais será considerado um produto barato – seja aqui, seja nos Estados Unidos, seja no Japão. Felizardo é aquele que hoje tem pleno acesso a eles. Talvez um dia seja algo acessível à maioria. Eu, de minha parte, torço para que aconteça logo. Enquanto isso seguimos por aqui, questionando, analisando e reportando os fatos.

E amanhã voltaremos à programação normal.

Notas relacionadas:

  1. Pela não-obrigatoriedade de se falar sobre o diploma. Mas falarei mesmo assim…
  2. E o PS3 no Brasil, por quanto vai sair?
  3. Xbox Live no Brasil – será?
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , ,
12/08/2010 - 13:09

Entrevista da Semana: Anderson Gracias (Sony Brasil) – Parte 2

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Rápido e rasteiro, cá está a segunda parte da Entrevista da Semana com Anderson Gracias, gerente geral da Divisão PlayStation da Sony Brasil. Lembrando que ontem, a fabricante divulgou preço e data de lançamento do PS3 no território nacional (a partir de ontem, por R$ 1999, veja o post anterior). Mas falamos sobre outros temas também relevantes na conversa que reproduzo abaixo, na íntegra, sem interrupções. A parte 1 está aqui, para quem não viu.

Aproveite, que é longa, sincera e cheia de detalhes. Não se esqueça de comentar lá embaixo. E divulgue para quem mais quiser ler.

***

Gamer.br: Falando sobre os games: tenho conversando com todas as empresas atuantes no Brasil e  mencionam sempre que a redução nos preços dos jogos passaria por outro caminho. Os jogos são caros basicamente porque são fabricados lá fora. Se fossem prensados no Brasil, tudo poderia mudar. E daí, fala-se na movimentação das empresas para realizar essa prensagem coletiva aqui, como já acontece com os filmes de DVD e blu-ray. Obviamente, a Sony possui os recursos para fazer esse tipo de coisa e ajudar o processo de suas parceiras, no caso, as publishers que lançam jogos para PlayStation 3. Como está essa situação?
Anderson Gracias:
Jogos para PlayStation 2 já são feitos no Brasil, porque são DVDs e é um processo mais simples. Para o PlayStation 3, estamos trabalhando para começar a fazer no Brasil muito em breve, realmente muito em breve. Terá redução de preço? Aí temos uma questão. Hoje a gente já faz certo subsídio para termos o preço que temos. Quando lançamos o God of War 3 a R$ 199,00, todos estavam vendendo lançamentos a R$ 249. E nós colocamos a R$ 199. Hoje, temos lançamentos a R$199, o catálogo e [a linha] Greatest Hits. O lançamento, que é sempre a referência do mercado, é sempre o preço mais alto, e já está sendo subsidiado para ter esse valor, porque hoje os importamos. Mas quando produzir localmente, em um primeiro momento… gradativamente, começaremos a viabilizar melhores preços.

Isso terá a ver com volume também, quantidade de peças produzidas?
AG:
A gente tem um compromisso e o objetivo de viabilizar os melhores preços e a melhor experiência para o gamer brasileiro. Isso é fato. E isso passa por preço, pelas lojas, por disponibilidade de produtos, quais tipos de jogos a gente vai trazer, por tradução de jogos para o português do Brasil, seja com voz, seja com legenda… Enfim, tudo isso faz parte do nosso dia a dia, da nossa rotina – viabilizar os melhores preços possíveis para o gamer brasileiro. E isso não é segredo. A gente realmente vai trabalhar para reduzir preços. Agora, se fizermos jogos no Brasil teremos um impacto imediatamente? Talvez não imediatamente. Mas, certamente, em um segundo momento.

Você sabe dizer qual seria o valor ideal cobrado por um game? Se R$ 199 é o preço mínimo que você consegue fazer por um produto que importa, qual seria o valor mais baixo se você produzisse o game aqui?
AG:
Como eu já coloco dinheiro nesse R$ 199, ele não seria em princípio esse preço – seria uns R$ 249. Então, é muito difícil estimar isso agora. Não dá para dizer. Quando essa operação se iniciar, teremos estudos de custo para saber o que será possível. Não dá para estimar um percentual de redução de preço.

O pessoal da Warner Games me chutou um valor que achei interessante: se um game lá fora custa US$ 59, mais os impostos, então um preço legal para se cobrar no Brasil seria R$ 130. Eu perguntei: “Mas dá pra fazer isso?” E eles responderam: “Se a gente fizer os jogos aqui, dá sim”.
AG:
Seria excelente, um valor fantástico. Se eu tivesse um lançamento a R$ 130 seria demais. Mas não sei, é difícil dizer isso agora. É difícil precisar.

A Microsoft, quando lançou Halo 3 no Brasil, conseguiu fazer um preço de lançamento bastante em conta. Você acha que eles subsidiaram bastante esse valor?
AG:
Investiram, com certeza.

Porque atualmente já não se lança mais jogos a R$ 129 por aqui…
AG:
Certamente eles investiram bastante. Não tem mágica. Tem que colocar dinheiro [em cima] para poder viabilizar esse preço.

Talvez quando eu publicar essa entrevista o PlayStation 3 já tenha sido lançado no Brasil [a entrevista ocorreu em 22 de julho]. Do momento do lançamento até o final do ano, onde você espera que essa operação Playstation esteja? Porque este ano temos uma iniciativa online da sua principal concorrente, e aqui vocês estarão lançando o console com relativo atraso. Em que posição a Sony Brasil vai estar?
AG:
Nós teremos um segundo semestre fantástico pela frente. Começa com o Move. Não sei se você teve a oportunidade de jogar lá na E3. O Move, diferentemente talvez da concorrência, não é um controle só para o casual gamer, mas é para toda a família e também para o hardcore gamer. Estamos falando aí de Heavy Rain com o Move, jogos de tiro em primeira pessoa, esporte, enfim. Vamos movimentar fortemente o mercado com o lançamento do Playstation Move. Daqui para o final do ano teremos vários jogos compatíveis com ele, além de jogos em 3D, que é uma questão que cresce a cada dia que passa. Em 2 de novembro teremos o lançamento de Gran Turismo 5 em 3D, que certamente será o maior lançamento do ano. Vamos investir bastante, fazer muito barulho. Temos várias ações sendo desenhadas para isso.

E o que a gente espera em dezembro, qual é o sonho nosso? O mercado estar mais oficial em relação ao PlayStation 3. A gente tem certeza de que não estará 100%, longe disso. Mas certamente o varejo brasileiro estará vendendo o PlayStation oficial, os acessórios do Playstation Move,e toda a gama de jogos que a gente vai oferecer. Com relação ao volumes de vendas, hoje estamos num patamar legal na América Latina. No México, lógico que o mercado é maior, bem mais maduro do que o nosso. Eles já lançaram o Playstation 3 há mais tempo, mas estamos muito próximos disso, e o nosso potencial é de ser ainda maior. Dentro da América Latina, certamente seremos segundo colocados até o final do ano, mas já encostando. E em volume de vendas, estaremos super bem.

Vocês pretendem lançar o Move simultaneamente ao mercado norte-americano?
AG:
No mesmo dia, independente do dia que seja. É uma coisa global. Quando a gente entrou nesse negócio, foi para jogar o jogo. O Brasil não é para ser um seguidor, a gente entrou para fazer parte do negócio seriamente. God of War 3, por exemplo: lançamos três dias depois do lançamento mundial, e não era o que a gente queria. Queríamos lançar no mesmo dia, mas aconteceu um pequeno atraso.

Você trabalha na Sony Brasil há muitos anos e deve concordar que o processo de criação dessa Divisão PlayStation foi mais lento do que se gostaria. Por que você acha que ocorreu essa relativa demora para a Sony mundiall enxergar o Brasil como um mercado com potencial?
AG:
O negócio da PlayStation no Brasil vem sendo estudado há muitos anos, e certamente a carga tributária foi um dos pontos que sempre pesou mais na balança. Pensamos: vamos lançar o produto, mas ele é dominado hoje pelo mercado cinza e vendido a X. Por que iríamos colocá-lo para venda custando Y? Esse é um dos fatores. E como desenhar isso ao longo do tempo? E são tantas prioridades! A Sony Brasil, como você sabe, tem também uma divisão profissional de broadcasting, a divisão consumer, com câmera digital, notebooks, filmadoras, áudios portáteis, walkman, enfim, toda uma infinidade de produtos. E agora, a gente tem a divisão Playstation. Não é que o PlayStation fosse menos importante do que as outras categorias, mas talvez o PlayStation tivesse questões mais difíceis de acertar do que outras. Temos uma fábrica em Manaus que produz tudo, mas o PlayStation não é produzido fora de sua fábrica original. Acho que esse é um ponto que pesou bastante na ordem das coisas. E a questão tributária, que certamente pesou um pouco mais. Mas a gente vem tentando viabilizar isso há muitos anos.
Sobre o potencial do mercado brasileiro: a Sony Corporation não demorou a enxergar o Brasil como um mercado potencial para games, de forma alguma. A gente tem números, sabemos qual é o potencial do mercado. É uma questão de acertar a melhor forma de entrar. Nós demoramos ou nós nos antecipamos? Não dá para dizer que a gente demorou e nem que a gente veio antes, mas digo que ainda tem muita coisa a ser feita. Seria muito ruim esperarmos mais um ano para fazermos, mas certamente mais um ano de trabalho ajudaria a acertar o mercado. Talvez esse trabalho junto ao governo fosse melhor ter sido feito antes de lançarmos qualquer coisa. Ou talvez o lançamento ajude a antecipar a redução e a reclassificação dos impostos. Então, foi o momento certo? Talvez tenha sido o melhor momento. Foi o que deu. Tanto é que começamos com o PlayStation 2, e o PlayStation 3 está vindo agora.

A Sony é uma grande player de aparelhos de TV 3D, e o Playstation 3 é um grande chamariz pra puxar para isso. Como é que funciona isso internamente na Sony Brasil? Como é trabalhada a importância da divisão Playstation para a empresa?
AG:
É totalmente integrado. O PlayStation 3 é uma das grandes vantagens competitivas que a gente tem. Ele é o player 3D mais instalado no país. A gente trabalha com uma base instalada próxima a meio milhão de consoles. Toda essa base vai tocar 3D. E agora a gente vai lançá-lo oficialmente. Quer dizer, estará totalmente integrado ao mundo 3D Sony. Se você visitar uma loja que tenha um corner da Sony 3D, estarão lá o PlayStation 3 junto a todos os equipamentos, conectados a um home theater e a um LCD 3D da Sony. Tudo totalmente integrado.

E agora, a questão do online. Uma vez lançado o produto, haverá a necessidade de se oferecer todos os serviços possíveis. No caso do PlayStation 3, assim como o Xbox, o videogame precisa estar ligado à Internet para ser possível a melhor experiência. E observando mais uma vez a concorrência, a Microsoft levou quatro anos entre conseguir lançar o console por aqui e lançar sua rede online. Eu só espero que a Sony não demore tanto.
AG:
Não, não vai demorar tanto. É claro que a gente não vai conseguir lançar simultaneamente. A Playstation Network Brasil, eu divido em três fases. A fase 1 é a Playstation Network Brasil traduzida, que vai ser o primeiro momento e estamos trabalhando para que seja dentro deste ano-calendário, bem no finalzinho do ano. Será muito difícil conseguir viabilizar isso, mas é um objetivo. A fase 2 será a Playstation Network Brasil com pedaços de costumização, com uma parte de conteúdo provido por nós mesmo, conteúdo para interagir com a nossa comunidade, com nossa mídia, enfim. E a fase 3 é a Playstation Network completa, full, que é a mais demorada e mais complicada, com a Playstation Store, com venda e downloads. Nem a fase 1, nem a 2 e nem a 3 têm datas. A 1 é a mais próxima de acontecer e o nosso objetivo é o final do ano. E as fases 2 e 3 são as mais complexas mesmo. Principalmente a 3, que envolve operações com cartões.

Porque é tão difícil isso no Brasil? A Microsoft sempre colocou o sistema de billing como a grande dificuldade em concretizar essas operações…
AG:
Sinceramente, eu não sei explicar em detalhes. Temos um time trabalhando nisso que envolve o departamento jurídico, a controladoria, as finanças. Tem um pouco de tudo, um pouco de questões legais, contratuais. Tanto nós, como certamente a Microsoft, temos que lidar com questões como “quem é a subsidiária”, “onde é que o dinheiro fica”, “pra quem vai”, “quanto fica para quem”. Tem um pouco de tudo isso, e tem os impostos. Eu dividiria assim: questões legais, questões internas e impostos. Tem um pouco de tudo, e isso acaba complicando um pouco mais.

Você está há nove anos na empresa. Como você entende que a Sony enxerga o mercado brasileiro. A gente escuta a história do BRIC [conjunto de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia e China] há muito tempo. Atualmente, o Brasil está em um momento de relativa estabilidade. Você enxerga que somos vistos de uma maneira diferente?
AG:
Somos extremamente o foco. Há muito pouco tempo, em eventos mundiais da Sony, de vez em quando se escutava falar da América Latina. Eu, nesses nove anos, já fui a muitos desses eventos. Às vezes se escutava falar em America Latina e aparecia o mapinha. De quatro anos para cá, começamos a escutar muito sobre a América Latina, e de dois para cá, a gente ouve muito Brasil. A gente escuta o nosso presidente mundial falando, e o Brasil está no discurso sempre. E agora tem a questão da Copa do Mundo de 2014. Lembrando: a Sony é a patrocinadora oficial da FIFA, inclusive para a Copa que será no Brasil. Todos os olhos estão voltados para cá, e isso gera benefícios, investimento. A Sony Brasil está muito bem e faz parte da estratégia mundial da empresa.

Não era assim antes? O fato de o Brasil ter passado quase incólume pela crise mundial de 2008 contou também pontos a favor para que o Brasil se tornasse um país interessante para a Sony?
AG:
É uma opinião pessoal: eu acredito que sim. Eu não diria que o Brasil estivesse lá embaixo na lista de prioridades da Sony. Eu acho que fomos crescendo, ganhando corpo. Todo país tem que se provar viável, toda a operação no país precisa mostrar resultado, e a Sony Brasil mostrou e vem mostrando resultados a cada ano. E aí, junte a isso à capacidade técnica da operação brasileira, junta com o potencial do mercado: é a combinação perfeita. E não tem outra forma a não ser apostar.

O que se dizia é que o Brasil tinha uma imagem muito ruim lá fora por conta dessa propagação do mercado cinza e pelo fato de nada conseguir ser feito de modo adequado por aqui. Quando eu trabalhava na Nintendo World, em reuniões com o pessoal da NOA, ouvia muito dizer que não dava para se trabalhar sério no Brasil. A imagem do Brasil era muito ruim lá fora, pelo menos nesse caso. A gente já limpou a nossa barra?
AG:
Eu te digo: em nove anos de Sony, eu nunca ouvi algo parecido. Tanto dos altos executivos dos Estados Unidos, com os quais interagi muito, quanto dos japoneses, eu nunca ouvi isso. Aliás, dentro da Sony, existe mundialmente uma paixão pela Sony Brasil e isso é muito positivo. Todo mundo sabe o que acontece no país, os meios de comunicação e a Internet acabaram ajudando a divulgar o que acontece. Ao longo dos últimos anos, é impressionante a capacitação técnica da liderança local da Sony Brasil. Se olharmos quem são os líderes, pessoas que estão aqui há anos. É uma base que vem crescendo. São jovens e isso conta lá fora. Então nunca existiu esse tipo de comentário e sentimento, muito pelo contrário. Existe um carinho todo especial pela Sony Brasil dentro da Sony.

Você passou por todos os departamentos da empresa e agora está lidando com videogames. Não sei se você almejou isso na sua carreira. Está se divertindo?
AG:
Está sendo divertido, talvez mais para os meus filhos [risos].

Quantos filhos você tem?
AG:
Tenho dois, um vai fazer oito e o outro vai fazer 16.

É exatamente o seu público alvo.
AG:
Público alvo total. São hardcore gamers, posso garantir. Está sendo divertido, mas está sendo mais difícil do que eu imaginava. Eu me cobro muito, sou muito focado em resultados. Eu entrei aqui para lançar a câmera Cybershot. Foi um trabalho muito legal, mas difícil, porque parece muito com o que a gente está enfrentando agora, porque o mercado paralelo para câmeras era impressionante. Ele ainda é grande, mas a gente conseguiu reverter isso ao longo dos anos esse jogo. Eu também fui responsável por filmadoras, depois eu fui para a área de áudio, até o momento em que eu fui para vendas. Fui gerente regional de vendas quase para o Brasil inteiro, já morei no Sul, gerenciei o Sudeste morando no Rio de Janeiro, o interior de São Paulo, Triângulo Mineiro, contas nacionais. Todo o grande varejo, Casas Bahia, Ponto Frio, Magazine Luiza, enfim, todos eles. As experiências de vendas e marketing juntas me facilitam um pouco do trabalho agora, mas está mais difícil que eu imaginava, por conta de resultados. Eu gosto de mostrar resultados e esse atraso que a gente falou, essa dificuldade toda, me incomoda um pouco. Mas está sendo divertido.

Você se cobra muito nesse sentido?
AG:
Eu me cobro mais do que o meu chefe me cobra.

Imagino que você leia tudo que na imprensa sobre as ações da Sony Brasil e que deve encontrar várias críticas a que adoraria responder pessoalmente…
AG:
É, responder. Eu pensei isso várias vezes, principalmente no começo, Até conseguimos ao longo dos meses reverter um pouco disso, mas, no começo, era só crítica. E eu leio tudo. Tudo o que se fala de Playstation e Sony Brasil, eu leio. Eu vou a blogs, sites e vejo tudo. Leio e penso como gostaria de poder responder, interargir. Mas muitas coisas a gente não pode, não é a forma correta e nem o momento correto de abordar. Uma das coisas que prezo muito é: quando você abre um canal de comunicação com o consumidor final, esse canal precisa permanecer. Então, entrar em comunicação direta com o consumidor dentro de um blog é algo muito arriscado. Se você entra, dá uma resposta e sai de cena, aquele canal tem que ser mantido aberto. E a gente não consegue fazer isso agora, mas vai chegar o momento que faremos a questão da interação com as comunidades, com as redes sociais. Ainda não existe um canal oficial no Twitter ou no Facebook.

Existe esse plano de limpar a barra da empresa, melhorar a imagem?
AG:
Existe, existe. Mas sabe como? Mostrando. Pode ver: a gente ainda nunca respondeu a essas críticas, e eu já li críticas muito pesadas. No começo, não sabiam quem era o responsável pelo PlayStation no Brasil. Hoje, sabem que é o Anderson Gracias. Eu acho que se soubessem no começo, com certeza o meu nome ia estar lá: “Aquele imbecil do Anderson Gracias…”. Mas é difícil a gente explicar para cada um o que acontece. E mais difícil ainda é fazer aquela pessoa entender e acreditar que a nossa vontade é a mesma que a dela, de viabilizar aquele negócio. Eu acho que a gente tem essa missão de limpar, mas mostrando, com visão de longo prazo. Eu sempre digo isso: a gente não veio se aventurar aqui. A gente veio fazer um negócio e que ele perpetue ao longo de muitos anos. O PlayStation vai ter muitas gerações e esse negócio está começando agora. Ele vai realmente perpetuar, eu tenho certeza.
Mas, a gente só consegue fazer isso mostrando, lançando jogos bons, fazendo campanhas de lançamentos, viabilizando um preço bom para o consumidor. Eu comecei a ler já comentários do tipo: “que legal”, quando fizemos a redução de preços. “A equipe da Sony Brasil está realmente trabalhando”, ou “Não é o ideal, mas já melhorou muito”. Porque já fizemos alguns reajustes de preços e vamos fazer muito mais, vamos viabilizar muito mais. É com essa filosofia que vamos trabalhar. Às vezes, é muito doloroso ler e ver o que está sendo falado sobre a sua estratégia, que ela está sendo mal compreendida. Mas não podemos entrar lá e dizer que entenderam errado. Não é isso: você precisa mostrar. E a gente está, devagar, mostrando.

Lá fora, existe a grande rivalidade entre as fabricantes. No Brasil, eu enxergo que o grande adversário da Sony é a própria Sony. O Xbox 360 já está no mercado. Existe essa dúvida ainda sobre qual console o consumidor deve comprar, mas quando o PlayStation 3 entrar de verdade no Brasil, a questão vai mudar. Encontrar um lugar nesse mercado só dependerá da própria Sony.
AG:
É, eu penso assim também. Hoje a gente não trabalha com market share, quanto tem a Microsoft, quanto tem a Nintendo etc. Porque o nosso momento é diferente. O nosso momento é de juntar forças, de todos esses grandes fabricantes conseguirem fazer com que o segmento de games cresça oficialmente e que o governo e as autoridades entendam o trabalho que tem que ser feito e nos apóie. E que a gente apóie eles, e que tudo seja recíproco. Esse é o momento que a gente vive, com os três grandes fomentando cada vez mais esse negócio. Mas que seja pelo lado oficial, não pelo paralelo.

Você conversa com as outras empresas? Existe esse canal aberto?
AG:
Não, ele não existe. A gente conversa, troca informações, mas ainda é muito informal. Talvez nós e a Microsoft, enfim, deveríamos liderar esse comitê. Estamos superdispostos a isso. É uma forma que a gente enxerga como interessante e boa para se trabalhar, principalmente no mercado brasileiro neste momento. Com o Guilherme [Camargo, gerente de marketing da Microsoft] eu já me encontrei. Até por conta da E3, nos falamos por telefone.

Você acha que a criação desse “comitê” não-oficial, a união dos principais players, pode mesmo ser efetiva? Ou é uma ação de apelo mais “marqueteiro”?
AG:
Eu acho que é efetiva sim. Porque é claro que existe a parte da estratégia confidencial, mas há uma parte da conversa que pode ser compartilhada. Porque o seu competidor pode estar adotando a mesma estratégia, e juntos é possível decidir mudar o cenário. Eu sou um gestor de negócios, não sou um hardcore gamer, e dentro do segmento, que estou aprendendo a cada dia que passa, existe muita gente correta e muita gente incorreta. Essa é minha opinião. Há os incorretos que querem se passar por corretos; e tem os corretos que, às vezes, dão uma escorregada. Se a gente criar um comitê, essa seleção será natural. Porque eu como Sony Brasil não farei parte de um mesmo fórum de um “incorreto”. Mas isso acontecerá a partir do momento em que eu descobrir e constatar quem realmente é incorreto. E daí, talvez esse grupo fique realmente forte e interessante de se trabalhar. Fica aí uma sugestão. Somos abertos a isso. Claro, alguém vai ter que dar o primeiro passo. Talvez a gente dê. Talvez o dia a dia de cada um que impossibilite. Talvez a Microsoft esteja sofrendo muito para fazer seus lançamentos aqui, já que eles têm um projeto superagressivo para o final do ano. São as prioridades. Mas eu sou favorável a isso, com certeza.

***

Leia a primeira parte da entrevista com Anderson Gracias aqui.

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  3. PlayStation 3 no Brasil: a Sony fala oficialmente
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , ,
11/08/2010 - 16:02

PlayStation 3 no Brasil: a Sony fala oficialmente

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Complementando o post anterior, aqui está um resumo do release oficial divulgado agora há pouco pela Sony Brasil, a respeito do lançamento do PlayStation 3 no país. Mais tarde, ainda hoje, comentarei alguns dos pontos principais abordados no evento:

***

São Paulo, 11 de agosto de 2010 – A linha de games mais vendida do mundo traz um reforço ao Brasil. Este mês, os consumidores já podem comprar o console PlayStation 3 oficialmente pela Sony Brasil. A empresa vai proporcionar ao brasileiro diversas vantagens ao adquirir os produtos PlayStation. São benefícios antes inacessíveis por meio de outros tipos de comercialização realizados até o momento no País.

Um dos destaques fica por conta da garantia de um ano para o console. O suporte será realizado pela Central de Relacionamento da Sony em todo o território nacional, aos produtos adquiridos por meio dos canais oficiais da empresa no Brasil. Uma equipe de suporte ao consumidor foi treinada para atender o pós-venda. Assim, é possível garantir qualidade e rapidez no atendimento, desta que é uma categoria extremamente estratégica para a marca. (…)

A Sony também focou seus esforços na capilaridade da distribuição da linha, que agora chegará a pontos de venda onde anteriormente não era possível encontrá-la. Em cada um desses pontos de vendas, a empresa investirá para proporcionar aos varejistas uma experiência nova e positiva com venda de jogos. Os consumidores, por meio de displays especiais, terão a possibilidade de jogar e testar diferentes títulos antes de comprá-los, além de experimentar todo o entretenimento que os consoles podem proporcionar.

O PS3 será importado, porém foi submetido a um processo de nacionalização, para que as embalagens e manuais contenham todas as informações em português. Além disso, a empresa produziu e importou componentes de acordo com a regulamentação vigente no País, como os cabos devidamente certificados pelo Inmetro. O Brasil é uma região com questões peculiares no que se refere ao sistema elétrico, portanto é importante que os produtos sejam adaptados às condições locais, para que suportem picos de energia e não tenham suas funções prejudicadas. Esta adaptação só é possível por meio de produtos testados e certificados pelo Inmetro e pela Anatel e trazidos de forma oficial ao Brasil, como será feito neste momento com o PlayStation 3.

A empresa também irá vender alguns acessórios que hoje já são oferecidos no mercado internacional. Os jogos deste console, por sua vez, já são vendidos oficialmente no Brasil desde o final de 2009.

“A estratégia da companhia é proporcionar ao consumidor a melhor experiência em games, através de disponibilidade e distribuição de toda a linha de produtos da família PlayStation.  Isso inclui o console, jogos e acessórios, bem como a experiência online, com a Playstation Network que faz parte dos nossos planos para o futuro.  O varejo também é parte fundamental deste nosso projeto, além de estabelecermos um relacionamento comercial com as lojas especializadas em games, estamos trabalhando com os varejistas que não conheciam a categoria”, afirma Anderson Gracias, gerente geral da Divisão PlayStation.

O produto chega ao mercado nacional pelo preço sugerido de R$ 1.999,00 e pode ser comprado pelo www.sonystyle.com.br, nas lojas Sony Style ou nas revendas autorizadas.

Jogos no Brasil

A Sony Brasil já conta com 23 títulos oficiais para PS3 no Brasil. Os destaques ficam por conta de Uncharted 2: Among Thieve, God of War III, Heavy Rain, MAG e ModNation Racers. Ainda este ano, a empresa trará lançamentos simultâneos ao mercado internacional, como o esperado Gran Turismo 5, que contará com a versão 3D.

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Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , ,
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