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06/07/2010 - 19:25

Como foi a festa da Blizzard

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É mesmo! Faltou falar sobre o evento da Blizzard no Brasil.

Certamente você já leu aqui, ou viu aqui. Mas tudo bem. Vou falar.

A festa rolou na quarta-feira passada, em um buffet estiloso no bairro de Moema, zona sul de São Paulo. E estava realmente todo mundo lá – até mesmo gente que andava afastada desse tipo de evento mais específico. Foi muito bem organizado e democrático. Havia gente de grandes portais e blogueiros, sem preconceito. Trabalhar direto na comunidade é isso aí.

Enfim, aparentemente deu tudo certo no primeiro grande evento da Blizzard em território brasileiro. Começou com Steve Huot, diretor de operações da empresa para a América Latina, dando as caras no melhor estilo “executivo americano bom de discurso”. Ele falou bem e bonito, mostrou números e encheu a sardinha do mercado brasileiro. Daí, revelou o plano mirabolante da Blizzard para conquistar o nosso País: primeiro, “vender ao núcleo”, ou seja, atingir o público fiel com uma campanha que envolve colocar o preço do game lá embaixo e fomentar uma comunidade ativa e interessada; em seguida, “vender para todo mundo que possui banda larga”, o que significa utilizar modelos de assinatura por período (30 a 60 dias) e investir em recursos para o fortalecimento da marca em nosso território.

Pareceu bem convincente. Exceto pelo fato de que temos que ver se esse esquema de “game barato + assinatura posteriormente” vai funcionar por aqui. Mas falemos sobre isso daqui a pouco.

O jogo em questão, Starcraft II: Wings of Liberty, é o  sucessor de um dos games mais resistentes da história, StarCraft, lançado em 1998 e jogado até hoje nas internets. A grande novidade é o lançamento por aqui simultaneamente ao mercado norte-americano, em 27 de julho, em versão inteiramente localizada para nosso idioma, o português (mais o espanhol – sem opção de inglês) e… por apenas R$ 49,90.

Mas, aí eles explicaram tudo: R$ 49,90 dá direito a levar o game para casa e a jogar por seis meses, seja no modo individual, seja no modo online. Expirado esse período, o usuário precisa optar por pacotes de 30 ou 60 dias para continuar jogando. Será possível pagar via cartão de crédito ou boleto bancário, e os preços das mensalidades ainda não foram revelados pela Blizzard. Pelos comentários que ouvi ao final do evento, as opiniões dos colegas de imprensa foram dúbias: muitos comemoravam o fato de o game ser vendido tão barato; outros, reclamaram que esse esquema de jogar por seis meses e pagar depois não é tão interessante, e que no fim das contas, o consumidor irá gastar mais. O fato é que tem muito jogador brasileiro acostumado a pagar mensalidade (vide o sucesso por aqui de World of WarCraft, também da Blizzard). E não há como negar que, em se tratando de marketing, foi mesmo boa essa ideia de lançar um game de ponta a um preço tão baixo: o público desavisado, dito “casual”, certamente irá prestar atenção a um game “famoso” sendo vendido por apenas cinquentinha na prateleira do supermercado.

Para quem não quiser se dar ao trabalho de pagar assinatura, a Blizzard irá lançar uma edição especial do game, somente digital, sem limitações e mais cara, além de uma outra versão, “para colecionador”, cheia de extras e bela embalagem. Mais detalhes sobre isso serão divulgados mais perto da data de chegada do game às lojas (aliás, dizem que irá rolar uma grande festa de lançamento para promover StarCraft II no Brasil).

No evento, vimos demonstrações do game no telão, nos quais se deu mais atenção à dublagem do que à jogabilidade em si. Ouvi gente reclamando das coisas de sempre, dizendo que não havia tanta naturalidade nos diálogos, mas eu já presenciei coisas bem piores. Não percebi muitos problemas, para falar a verdade. São detalhes que somente os mais hardcore vão perceber, principalmente aqueles já antenados com o universo StarCraft. Já que a intenção da Blizzard é ampliar seu público e popularizar a marca, então me parece que o serviço de localização foi feito da maneira adequada. Aliás, outra notícia interessante: a Blizzard pretende oferecer servidores dedicados à América Latina, o que significa que você não precisará se preocupar em tomar surras online de algum coreano campeão. Porém, para quem já se considera jogador de nível avançado, não parece ser uma opção interessante batalhar apenas contra latino-americanos (para jogar em servidores internacionais, será preciso adquirir versões do jogo lançadas em outros países. Isso ainda está confuso e deve ser esclarecido mais adiante). O que deu a entender é que a Blizzard pretende estimular o crescimento de uma comunidade continental de fãs e aficionados. Muito justo.

(Aliás, entrevistei o Steve Huot e prometo em breve publicar a íntegra do papo aqui. Ele até falou sobre World of WarCraft e o Brasil.).

Finalizado o blá-blá sobre StarCraft II, falou-se sobre a equipe brasileira da Blizzard. Um dos integrantes do time é um velho conhecido do mercado nacional – o Ivan Kako, que foi gerente de produto na Electronic Arts Brasil durante alguns anos. Ele será o gerente regional de desenvolvimento, o que significa que ele estará bastante ligado a todas as decisões importantes relacionadas aos games Blizzard no Brasil. Cara de confiança, competente e totalmente bem-intencionado, Kako tem tudo para fazer um ótimo trabalho. Experiência de sobra ele tem.

O outro brasileiro na Blizzard é o goiano Washington Andrade, que exercerá o cargo de gerente de comunidades. Ele, que mora há alguns anos em San Francisco e chegou a jogar WarCraft 3 profissionalmente, conseguiu sua vaga através daquele processo de seleção aberto que divulguei há uns meses, vencendo algumas centenas de concorrentes. Por enquanto, ele está morando em Irvine (também na Califórnia), e trabalha na sede da Blizzard. É bem provável que ele prossiga suas atividades lá dos Estados Unidos mesmo (afinal, o fato de ele já morar nos EUA deve ter sido crucial em sua escolha para o cargo). Ainda um desconhecido do mercado nacional, Washington se esforçava para lidar com o assédio pesado dos convidados no final da festa.

Já a parte de comunicação com imprensa está a cargo do Andre de Abreu, que também foi o mestre de cerimônias do evento e já se mostrou bem integrado com a imprensa especializada. A propósito, a Blizzard não revelou ainda onde será seu escritório em São Paulo, e nem deixou claro se pretende abrir mais vagas para profissionais brasileiros num futuro próximo. Já eu, aposto que sim: pelo tamanho das intenções demonstradas, é bem provável que a empreitada Blizzard no Brasil cresça a olhos vistos.  A gente torce, pelo menos.

E você ai, ficou animado?

***

E saiu a matéria sobre a Blizzard assinada pelo Luciano Amaral, do PlayTV. Se ligue nas participações especiais:

Notas relacionadas:

  1. E a Blizzard sopra no Brasil
  2. A vida pré-E3, a Blizzard a caminho e o maior evento de games do Brasil
  3. Dias de Festa…
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , ,
23/09/2009 - 02:34

O Vai-e-Vem do Mercado Brasileiro – no bom sentido

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O mercado jornalístico brasileiro está em eterna mutação. E nos games também não é diferente.

Foi tanta coisa que rolou nos últimos tempos que preferi juntar tudo em um só documento. Será que foi tanta mudança assim? Vejamos:

- O Gustavo Petró, que era um dos editores da revista EDGE (Editora Europa), agora faz parte da equipe do site G1

-…no lugar do Renato Bueno, que a partir de agora é o comandante dos sites PlayTV e GameTV

- …no lugar do Odair Braz Junior, que agora faz parte da equipe do portal R7, da Record.

- E não poderia deixar de citar as mudanças na própria Ed. Europa: o Felipe Azevedo, que era editor da N-Gamer, agora está na EDGE, junto com o Fabio Santana. Por consequência, a revista N-Gamer já está nas mãos do eterno Eduardo Trivella.

- O André Faure não faz mais parte do C.E.S.A.R., e o Rafael Arbulu não é mais o editor do portal MSN Games, site que é editado pela Tambor. Ambos estão já, cada um na sua, envolvidos com novos projetos.

- A Beatriz Sant´Ana, que  foi editora da EGM e atualmente estava editando o portal EGW, agora está editando a revista Movie na mesma editora Tambor.

- Por outro lado, a EGW revista ganhou a participação do primeiro editor da publicação, Renato Viliegas (ainda quando se chamava EGM Brasil), que vai assinar uma coluna mensal na revista. A partir de agora, inclusive. A equipe da editora, aliás, cresceu e está cheia de sangue novo.

- Enquanto isso, alguns felizardos desembarcaram no Japão para cobrir a feira Tokyo Game Show: o Bruno Vasone, pelo Arena Turbo, do IG; o Bruno Abreu, pelo OuterSpace; o Theo Azevedo e o Akira Suzuki, pelo UOL; e o Fernando Mucioli, pelo GameTV. Isso pelo que estou sabendo. Deve ter mais brazucas desbravando Toquio neste instante. Sortudos.

- E o onipresente Claudio Batistuzzo, do Games Brasil, foi gentil o bastante para me passar o link da matéria do Flávio Croffi, que listou a maioria dos jornalistas de games nacionais que twitam no Twitter. Se faltava um ou outro em sua lista de seguidores, nem falta mais.

E você chegou a ouvir o podcast do Gus Lanzetta sobre jornalismo de games? Pois deveria.

***

Passei pela FNAC Pinheiros hoje e me surpreendi ao ver o Halo 3: ODST sendo vendido normalmente – surpresa porque a Microsoft cumpriu a data de lancamento mundial inclusive por aqui, ou seja, hoje. A imprensa, por sua vez, recebeu o game hoje também. Direitos iguais, é o que dizem.

***

E por falar em lancamento aguardado, alguém viu o belo trailer/comercial de FIFA 10? Com o Rooney, o Xavi, o Schweinsteiger e uns outros boleiros: Serve bem até para quem odeia futebol. Ou games de futebol. Ou as duas coisas.

E concluo nessa semana aquela velha pesquisa que realizei sobre a Satisfação do Jornalista de Games Brasileiro. Como deu para notar, muita coisa mudou no mercado desde que publiquei a primeira parte. Assim que é bom. Mudanças são sempre positivas. Mesmo quando são repentinas e aparentemente inexplicáveis. Tal qual a vida real.

E boa semana para todo mundo.

Notas relacionadas:

  1. Entrevista da Semana: André Forastieri (EGW)
  2. A Satisfação do Jornalista de Games Brasileiro – Parte 1
  3. A Satisfação do Jornalista de Games Brasileiro – Parte 2
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
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