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18/11/2009 - 11:58

Sony inicia venda oficial de games no Brasil – menos o PlayStation 3

E foi assim, em silêncio quase, sem nenhum alarde, que hoje, 18 de novembro de 2009, a Sony começou a vender oficialmente seus produtos da linha PlayStation no Brasil.

Está ali, no espaço virtual da Sony Style: o PlayStation 2 e alguns diversos jogos de PS2 e PS3 estão à venda. Tudo com descrições em português, as especificações técnicas, as características. Nas imagens das embalagens dos games de PS3, dá até para ver o selinho de classificação etária do Ministério da Justiça. Bem legal.

sonystyle
Essa é a home da área Games PlayStation do site Sony Style

Mas, infelizmente, ainda não há nada de PlayStation 3, muito menos de PSP, disponíveis na lojinha.

O PlayStation 2 através da Sony está sendo vendido a R$ 799,00, ou em dez parcelas com juros. Sinta só a descrição do produto:

O sistema PlayStation 2 é o sistema de vídeo completo! Além de possuir DVD/CD incorporado, oferece uma enorme biblioteca de jogos, com mais de 1.800 títulos disponíveis para você se divertir.

Sempre gosto de fazer matemática. Então, vejamos. O PlayStation 2 a R$ 800, levando em consideração o dólar a R$ 1,70 mais ou menos, resulta em um valor convertido de… US$ 470. Vale lembrar que nos Estados Unidos, o console custa US$ 99.

Detalhe que não há nem link para a venda do console PlayStation 3, ou um esperançoso “em breve”.

Na parte de jogos, doze títulos para PS2 e mais 12 para PS3. O destaque da área de “jogos PS3″ é o Uncharted 2: Among Thieves, descrito no site como “o jogo mais premiado da E3″. Há também LittleBig Planet, Folklore, o primeiro Uncharted e alguns da série “Greatest Hits”, como Heavenly Sword, Resistance e SOCOM. Não consegui apurar se eles trazem manual e embalagem em português, mas, aparentemente, são os mesmos produtos que já eram vendidos em lojas brasileiras por intermédio da Synergex.

Os mais novos, como Uncharted 2 e LittleBig são vendidos a R$ 249. Os mais antigos, a R$ 199. Há também a opção de parcelar em até dez vezes, mas há juros de 2,99% ao mês. Aliás, é interessante notar que os únicos produtos da loja Sony Style que ganham juros quando parcelados são os games.

os games para PlayStation 2 ganharam um preço genérico de R$ 99. Disponíveis, desde games mais antigos como God of War e Shadow of Colossus, a “lançamentos” mais recentes como Secret Agent Clank. As embalagens dos games disponíveis não trazem os selinhos classificatórios do Ministério da Justiça.

Ainda não compareci à loja física da Sony no Shopping Bourbon para conferir se o processo de vendas ali é o mesmo e se os produtos disponíveis são os mesmos das lojas. Está na lista de coisas a fazer. Quem quiser, pode ir lá conferir e contar aqui a experiência.

Existe também a possibilidade de comprar pelo telefone de televendas da Sony (a saber, 011 – 40037669). Os atendentes aparentemente, estão bem preparados. Gus Lanzetta, jornalista e fiel colaborador do Gamer.br, acabou de fazer o teste do atendimento:

“Hoje liguei para o serviço de relacionamento ao cliente da Sony do Brasil para me informar sobre a venda de produtos da linha PlayStation. Liguei lá e perguntei se ‘estavam vendendo o playstation’. Aí a atendente falou: ‘Sim, hoje começamos a comercializar o playstation 2′, e informou que o console sairia por R$ 799 e seus jogos por R$ 99.

Quando perguntei sobre o PlayStation 3, fui informado de que o console não está a venda, mas os jogos estão sendo vendidos com preços entre R$ 199 e 249. Ela parecia bem preparada e o atendimento não demorou nada. Selecionei ‘venda de produtos’ no menu e ela me atendeu na hora. Não fiquei esperando por nenhuma resposta.”

Quanto aos preços dos produtos, que acho que é o tema que mais interessa a quem aguarda ansiosamente a chegada oficial da Sony ao Brasil, nenhuma novidade: ninguém esperava mesmo que os jogos e consoles sairiam mais baratos do que pelas vias alternativas a que estamos acostumados. Outro detalhe que ainda não consegui checar é se o PlayStation 2 vendido pela Sony Style traz embalagem e manual de instruções em português, mas, pelo menos, agora há a inédita garantia oficial de um ano da Sony. É uma evolução.

A única grande decepção, por enquanto, fica por conta da não-venda do PlayStation 3, muito menos do portátil PSP e seus jogos. Mas a disponibilidade desses produtos, temos esperança, deve ser questão de tempo. Vejamos o que a Sony declara oficialmente sobre o tema – quando o fizer.

Volto sobre o assunto assim que a história se desenvolver. E agradeço ao Gustavo Couto pela dica.

Autor: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , ,
21/10/2009 - 02:08

Alguns Pensamentos Sobre a Sony e o Brasil

Bom dia, tarde, noite.

A semana está complicada. Quem acompanha meu Twitter sabe – pelo menos, consigo atualizar ali muito de leve. Aqui, está mais difícil. É aquele período complexo do mês em que eu comemoro se consigo almoçar. Fechamento, essas coisas rotineiras.

Mas como você não tem nada com isso, não vou deixá-lo na mão. Mesmo porque, já tem gente reclamando de minhas ausências. Eu também reclamaria, então nisso nós concordamos.

Aproveito o momento para publicar minha coluna Gamer.br que saiu no número de setembro da revista EGW. A edição já saiu da banca, então me permito fazer essa leve “reciclagem”. Quem já leu no papel, pode comentar agora. Quem não viu, aproveite – é como um post/pensata mais longo, que ainda não perdeu a validade.

Vale lembrar que o texto foi escrito antes da revelação do nome do “homem da Sony no Brasil” e no calor de um período de muitos boatos e sem informações oficiais a respeito da atuação da fabricante do PlayStation 3 no País. Não que a situação tenha mudado muito de lá para cá, mas é válido explicar o contexto. Você irá notar que até cheguei a mencionar o Dia das Crianças como uma provável data de alguma revelação importante, mas como é possível conferir em qualquer calendário, nada se concretizou. Infelizmente, nem sempre nossas fontes de informação são infalíveis. E não, não ganhei nenhum presente de Dia das Crianças (aceito doações).

E cá está. Enjoy.

***

O “Sono da Sony”
*

Na feira alemã Gamescom, a empresa japonesa Sony anunciou a redução do preço do PlayStation 3 nos Estados Unidos, Europa e Ásia.

Sim, uma notícia tão globalizada como essas repercutiu no Brasil também. Mesmo que, aparentemente, a gente não tenha nada a ver com isso. É óbvio que a informação da queda do preço do console mais desejado do momento é relevante. Afinal, intimamente, torcemos para que essa redução respingue no mercado brasileiro. Ficamos tradicionalmente animados com esse tipo de coisa, mesmo que, no fim das contas, não faça diferença nenhuma.

Bem, é com esse humor amargo que defino o clima em relação à chegada oficial da Sony Computer Entertainment em nosso território. Essa conversa já está rolando há um bom tempo e, como você sabe, parece não evoluir nunca. Às vezes, parece até mentira. Não que eu não tenha esperança ainda de ver o nosso mercado evoluindo e funcionando de maneira “oficial”. É que eu pensava que as coisas poderiam andar um pouco mais rápido, só para variar.

Acho que até você mesmo, o mais esperançoso dos consumidores brasileiros, já não aguenta mais ler tanta notícia. É sempre a mesma coisa: as grandes multinacionais soltam promessas e mais promessas a respeito do país, falam sobre nosso potencial de desenvolvimento e sobre como fazemos parte dos planos de dominação deles. E aí, despejam um monte de datas, prognósticos e estimativas… E nada mais acontece durante meses. Nem uma palavrinha que seja. Ficamos todos no vácuo, esperando a grande e poderosa empresa fazer alguma coisa na prática.

É o que está acontecendo no caso da Sony.

A última vez que ouvimos algo sólido – ainda que de maneira vaga, é verdade – foi durante a última E3, no início de junho. Se é que ainda sei fazer contas, se passaram três meses desde a última notícia. Hoje, ninguém sabe ao certo o que a Sony irá realizar de verdade em território brasileiro: se irá apenas lançar o PlayStation 2, se irá se arriscar com o PSP e o PS3 logo de cara, se trará a versão Slim para cá junto com o resto do mundo… E é melhor nem mencionarmos Manaus, porque provavelmente nem os habitantes da cidade, nem os trabalhadores da Zona Franca, sabem bem o que vai acontecer por ali.

Eu custo a acreditar que seja tão difícil para uma empresa do porte da Sony organizar seu funcionamento em um país como o nosso. Certamente não pode ser apens uma questão de dificuldades burocráticas ou estratégia mercadológica. Chame de estratégia, se quiser. Também não consigo acreditar que seja mais lucrativo fazer negócio no Equador ou na Venezuela – países em que a Sony já atua com sua área de games – do que no Brasil. Nada contra os hermanos equatorianos e venezuelanos, que fique claro. E aquela história de fazermos parte do BRIC, o grupo de países economicamente mais promissores do planeta? Não deveríamos estar no topo da lista de prioridades? Ou era conversa fiada?

Agora, é hora de soltar uma boa notícia. Exatamente no dia em que foi anunciada a redução de preço do PlayStation 3, uma de minhas fontes internacionais revelou ter participado de um evento organizado pela Sony, voltado aos varejistas latino-americanos. No local, foram divulgadas datas de uma possível estreia da multinacional no Brasil. A estimativa mais otimista fala sobre uma chegada maciça às lojas, ou pelo menos algum anúncio oficial, antes do Dia das Crianças. Na pior das hipóteses, até o Natal teremos consoles Sony oficialmente em nossas lojas. Ah, sim: as datas são em 2009. Pelo menos, é o que dizem. E você aí, ainda acredita?

Eu quero acreditar. Mas, por enquanto, está difícil. Espero que a Sony queime a minha língua.

* Texto publicado na edição 93 da EGW, setembro de 2009.

Autor: pablo - Categoria(s): Gamer.br na EGW, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , ,
13/10/2009 - 13:15

Quem é o homem da Sony no Brasil

As coisas começam a ficar mais claras a respeito da presença da Sony no Brasil.

Foi definido quem será o “Country Manager” das operações da Sony Computer Entertainment America em nosso  território. Para quem não sabe, o Country Manager é a pessoa que gerencia o processo da chegada do produto ao consumidor, se relaciona com os parceiros comerciais, cuida de marketing, distribuição, vendas, entre vários outros aspectos burocráticos.

E o nome dele é Gerson Souza.

Quem acompanha o mercado há alguns anos já sabe quem ele é: Gerson foi o gerente geral das operações da Vivendi Games na América Latina durante 7 anos (desde 2002, ou seja, durante o auge do mercado de games para PC no Brasil). Antes disso, ele trabalhou quatro anos na BraSoft, onde cuidava de análise de produtos, distribuição e licenciamento de jogos. Ou seja, experiência ele tem, e quem já trabalhou diretamente com ele sabe muito bem – foi o meu caso, na época em que fui editor da EGM Brasil, em 2004 e 2005. Na condição de distribuidor dos produtos Blizzard no Brasil, Gerson se cansou de responder questões sobre a chegada de World of Warcraft em nosso mercado. Eu mesmo devo ter questionado ele umas três vezes sobre isso, em entrevistas diferentes.

A Sony ainda não fez um anúncio oficial da contratação, mas o nome de Gerson já percorre os bastidores há alguns meses. Agora, conforme indica a nota escrita pelo Théo Azevedo, parece que a informação já não é mais secreta. É claro que há diversos outros nomes relacionados à Sony no Brasil a serem revelados em breve.

Tudo indica que a partir de agora teremos mais informações concretas sobre a atuação da Sony no Brasil. As especulações dizem que os produtos da empresa – entre eles o PlayStation 3, o PS2 e o portátil PSP – começariam a ser comercializados por aqui ainda em 2009. Os mais otimistas chegaram a jurar que as coisas começariam a acontecer ainda em tempo para o Dia das Crianças (já passou, como você deve ter percebido) ou antes do Natal. Os mais realistas juram que março de 2010 é uma data mais provável. No último ano, já ouvi mais de dez versões diferentes sobre o assunto.

Certeza ninguém tem, mas vamos continuar a especular. A investigação continua por aqui. Quem souber de alguma novidade, compartilhe.

Autor: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , ,
23/09/2009 - 23:57

Wii fica mais barato. Por enquanto, não no Brasil

E a Nintendo não se aguentou.

O preço do Wii caiu, enfim. Após quase três anos com o mesmo preço – US$ 249 nos Estados Unidos -, a partir de domingo o console passa a custar US$ 199. A redução é de, faça a conta comigo, 20%. É uma bela queda, ainda que proporcionalmente menor que as reduções executadas recentemente por Sony e Microsoft com suas máquinas, PS3 e Xbox 360 (25%).

O Wii continua, assim, a ser o console de última geração mais “barato” do mercado. E tudo leva a crer que será o console que permanecerá no topo das vendas enquanto esta geração for a vigente. Alguém duvida? A imprensa norte-americana não tem dúvidas.

E a questão que este blog voltado ao mercado brasileiro faz, endereçada não apenas à Nintendo of America, mas também à distribuidora Latamel, é: esses cinquentinha a menos vão ser abatidos do precinho do Wii nas lojas brasileiras?

Poderia, não? Por que mesmo R$ 800, que é o preço mais barato que já encontrei por aí, é salgado. Vamos ver se encontraremos alguma forma de resposta nos próximos dias.

Pelo menos, o jogador de videogame brasileiro é… brasileiro. E não desiste nunca.

Enquanto isso, a Tokyo Game Show vai rolando em Chiba. Mais tarde, falo mais sobre isso.

Autor: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , ,
07/08/2009 - 19:44

Clique Comigo

E para fechar a sexta super de uma semana estranha, cá estou com os links mais clicáveis do momento.

***

“Este site será lançado formalmente em breve”

É o que diz a mensagem para os incautos que visitam o sugestivo http://br.playstation.com.

Será que a frase sempre esteve lá e não reparamos? Seja como for, a Sony está prometendo um site “brasileiro” para a plataforma PlayStation. Que ótimo. Agora só falta a empresa começar a trabalhar de verdade por aqui.

***

O novo Master System é um fenômeno tecnológico – além de absurdos 132 jogos na memória, acompanhadois joysticks com seis botões cada. Vale lembrar que o modelo original trazia apenas dois botões, então fica no ar a dúvida sobre a serventia dessas teclas extras. Mas mais é sempre melhor que menos, diz o ditado.

***

A nova EGW chegou às bancas com King of Fighters XII (ufa) e informações sobre um possível lançamento de World of Warcraft no Brasil. Mas é bem especulatório mesmo, como tudo que gira em torno do jogo mais popular da atualidade.

Aliás, que preguiça desse tema, não aguento mais.

***

Uma noite de amor entre Super Mario e Peach deveria ser algo privado, mas…

… alguém resolveu nos revelar o que acontece.

Eu achei meio triste, no fim das contas. Tipo infância perdida, sabe?

***

Fat Princess enfim saiu, e rendeu boas discussões – até o feminismo virou assunto.

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Fazendo uma auto-propaganda, cá estão minhas últimas aparições no Notícias MTV.

Eu mesmo nunca as vi, mas todas entraram para a eternidade da internet.

***

E bom final de semana para todo mundo.

Autor: pablo - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , ,
02/06/2009 - 22:35

E3 2009: O Mario de 4. E o game do Pelé

Acabei de dar um rolê extenso pelo South Hall e o West Hall do Convention Center.

Estou cansado, mas não por estar velho para o negócio. É o peso da mochila. Amanhã vou deixar metade das coisas no hotel.

Mas senti umas diferenças em relação à velha E3. A bagunça e a barulheira de 2006 voltaram. Mas está diferente. Mais vazio. Parece que metade do público tradicional ficou em casa dessa vez. Me parece que tem pouco jornalista. Muitos exibidores, muita gente do varejo, algumas pessoas que nem deveriam estar aqui. Em geral, a E3 2009 me parece meio murcha. É até fácil jogar qualquer coisa – isso quando elas estão disponíveis. Porque a maioria dos estandes não está deixando seus melhores games abertos ao público. Na Activision, não tem como jogar Guitar Hero 5 ou DJ Hero. Só através de encontros pré-marcados (os meus são na quinta-feira). Na Ubisoft, só vê de perto o novo Splinter Cell, o Avatar ou o Assassin’s Creed 2 quem marcou horário previamente. Na Nintendo, não tem o Super Mario Galaxy 2, nem o Metroid: Other M. Em compensação, sobram estações para se jogar o New Super Mario Bros. Wii. Não que isso seja grande coisa. Esse foi um dos únicos games que joguei de verdade hoje.

Joguei a modalidade 4 players simultâneos. Me decepcionei um pouco – acho que um game de ação side-scrolling como esse, cheio de tarefas e coisas acontecendo ao mesmo tempo, tem que ser uma experiência solitária. Funciona melhor. Não senti muita firmeza, achei caído. me lembrou um Mario Party sem as pausas entre uma competição e outra. Mas talvez isso mude, quem sabe. Espero de coração que isso não signifique que a criatividade da equipe de Shigeru Miyamoto tenha esgotado. Mas ele deve estar bastante ocupado com o Mario Galaxy 2. Ou com a próxima tecnologia revolucionária da Nintendo. Eu ainda não vi o homem por aqui. Amanhã verei – tenho uma entrevista marcada para amanhã. Mal posso esperar.

***

Outro game com o qual gastei uns bons instantes foi aquele estrelado pelo Pelé, entende? Academy of Champions Football é exclusivo para o Wii e é uma criação do estúdio de Vancouver (Canadá) da Ubisoft. Umas 40 pessoas trabalham no projeto, inclusive um designer brasileiro chamado “Juan” (ou João, ainda não consegui apurar o sobrenome). Pelé foi escolhido como o garoto-propaganda porque é “um ídolo reconhecido no mundo todo, tanto por adultos como por crianças, até mesmo nos Estados Unidos”, definiu o finlandês Thomas Piriner, designer principal do game. Questionei sobre a possibilidade de um game baseado em outro jogador de futebol mais famoso – e há menos tempo aposentado – como Diego Maradona, por exemplo.

“Eu adoro o Maradona. Mas acho que Pelé teve uma vida mais estável”, explicou Piriner, se referindo ao passado de excessos e vexames do astro argentino. Mas não deixa de ser uma boa idéia. Imagine uma mistura de Academy of Champions com Grand Theft Auto? É brincadeira.

No mais, é um jogo de futebol para crianças que utiliza diversos dos aspectos únicos do Wii, inclusive o aprimorado Wii Motion Sensor do Wiimote. Lembra um pouco a pegada de FIFA Street até, aquela coisa bem descompromissada e arcade, misturado com um lance meio Quadribol do Harry Potter. O Pelé é um dos personagens jogáveis e possui vários poderes especiais, além de estar sempre sorridente. O forte do jogo, previsto para setembro, são os minigames e a historinha que permeia as partidas. Como jogo de futebol, não dá nem para levar em consideração, mas é preciso valorizar o fato de ser um game homenageando uma personalidade brasileira. Já faz tempo que o Rei merecia essa valorização digital - aquele game do Atari 2600 era ruim demais. Não que este seja uma maravilha, mas o que vale aqui é a boa intenção.

***

E por falar em coisa nossa… ah, sim. PlayStation 3 no Brasil.

O furo foi do Théo Azevedo, que neste momento está aqui na mesa ao lado. Ele conversou com o homem da Sony para a América Latina, Mark Stanley (não confundir com Mark Wentley, o homem da Nintendo para a América Latina), que falou, vagamente, que vai lançar toda a linha PlayStation em nosso território. Disse até quando. Mas você aí acredita? Eu acredito vendo e acontecendo. Mas a notícia é boa.

E esse foi mesmo o ano do Brasil na E3.

Brasil na coletiva da Sony.

Pelé na coletiva da Ubisoft.

Modern Warfare 2 (e sua fase do Rio de Janeiro) na coletiva da Microsoft.

É pra animar? Eu animei. Sou um patriota, sabe como é.

Autor: pablo - Categoria(s): Cobertura E3 2009 Tags: , , , , , , ,
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