15/10/2009 - 18:07
O Capitão Lou Albano morreu ontem, aos 76 anos.
Quem tem mais de 21 anos nas costas deve se lembrar quem ele é: é simplesmente o cara que fazia o papel do Mario (aquele!) em um seriado televisivo exibido antes do “The Super Mario Bros. Super Show!”, aquele desenho animado pirado bancado pela Nintendo – no Brasil, ele ficou no ar por um bom tempo graças ao glorioso programa da Xuxa.
Para nós, ele era apenas a encarnação humana daquele encanador de bigode. Nos Estados Unidos, Albano era muito cult. Foi um dos mais famosos e odiados lutadores da liga World Wrestling Enterprise (WWE) durante muito tempo. Também participou de um monte de clipes da Cindy Lauper (inclusive aquele famoso dos Goonies) e fez participações em seriados e vários filmes. Mas ficou eternizado como o Super Mario mais realista da história da ficção. Nem a interpretação do Bob Hoskins (que fez o papel do herói naquele filme ridículo para os cinemas) chegava perto do Mario “Jumpman” Mario eternizado por Captain Lou.
É o tipo de notícia que só serve para nos lembrar da falta que aquela época ainda faz.
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E lembra da Luiza Gottschalk?
O público do Play TV sabe muito bem quem é – Luiza foi VJ e apresentadora do canal durante alguns bons anos. Fez o “Combo Fala+Joga”, entre outros programas, alguns ao lado do Luciano Amaral. Daí houve um monte de reformulações na emissora, ela partiu para outros projetos e há muito não se ouvia falar dela.
O release que recebi esses dias (com a foto ao lado, bem recente) dá pistas do que a Luiza anda fazendo:
“Após figurar na telinha como apresentadora da Play TV, Luiza Gottschalk retoma à montagem de espetáculos teatrais e assina a produção da peça O Arquiteto e o Imperador da Assíria, protagonizada por Paulo Vilhena e Beto Bellini. O espetáculo entrou em cartaz no último dia 08 de outubro, no Teatro Leblon, no Rio de Janeiro e fica até 20 de dezembro, de quinta à sábado, às 21h e aos domingos, às 20h.
Luiza acaba de voltar da Europa, viagem realizada com o objetivo de estudar e buscar novos formatos e ideias para o teatro e a televisão. “
E há quem ainda chore pela possibilidade de a Luiza retomar sua carreira dedicada aos games na televisão. Será que um dia ela volta?
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E sobre os novos comandantes das revistas EGW e a Nintendo World? Alguém aí já sabe de alguma novidade?
Eu sei e agora divido com vocês. Com a palavra, o publisher da Tambor, André Forastieri:
“O editor-chefe do núcleo de Tecnologia e Games da Tambor, Fernando Souza Filho, é o responsável por todo o conteúdo destes segmentos. Fernando é editor do site www.pcmag.com.br e ex-editor da revista PC Magazine.
O Fernando e eu [Forastieri] estamos envolvidos em uma atualização do projeto do EGW. Não se trata de mudar tudo, mas naturalmente estes momentos de mudança na equipe são momentos de reflexão. Fazemos a revista faz sete anos, e na mudança de EGM para EGW evitamos ao máximo mudar a revista, queríamos que a continuidade fosse clara. Agora vamos dar alguns passos no sentido de a revista ser mais reflexiva, com mais espaço para opinião, dando mais voz a players de todos os segmentos do mercado.
O plano de transição é nos envolvermos muito para a EGW, revista e site, ficarem exatamente com a cara que queremos. Quando este update no projeto editorial, as novas seções e os ajustes no design do EGW estiverem bem definidos e solidificados, nos afastaremos e traremos um gestor para a EGW. Vamos ver se conseguimos no prazo que nos propusemos, três meses.
(…)
Falando em velhos amigos, o novo editor da Nintendo World é o Renato Siqueira. A revista vai ficar com mais cara de Nintendo. Até porque o Renato foi da Pokémon Club, colaborador da Nintendo World de outros carnavais, e conhecidíssimo no mundo do anime e mangá.”
O Gamer. br dá boa sorte para os envolvidos na empreitada. E você, o que achou disso tudo?
Autor: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo
Tags: andré forastieri, combo fala+joga, egm, egw, jornalismo, lou albano, luciano amaral, luiza gottchalk, mercado, nintendo world, play tv, super mario bros. super show!, tambor
15/01/2007 - 23:49
Segunda-feira é dia de mau humor e de Entrevista da Semana no Gamer.br. O entrevistado da vez é o Renato Viliegas, gerente de jornalismo da Play TV. Com passagens pelas revistas Ação Games, Herói e EGM Brasil, e assinando matérias em dezenas de publicações e sites especializados (ou não) desde 1996, ele é considerado um dos mais respeitados jornalistas de games do país. Na entrevista a seguir, Viliegas solta o verbo sobre mercado brasileiro, pirataria, ética no jornalismo, guerra dos consoles e tantos outros temas. Acompanhe e, como sempre, diga o que der na telha ao final.
Gamer.br: Você trabalha há mais de dez anos no mercado editorial de games e passou por todas as áreas possíveis. Resuma o que aconteceu de lá para cá nesse sentido. Se o Brasil evoluiu, quanto foi?
Renato Viliegas: Nesse tempo todo, o mercado mudou muito, houve vários altos e baixos. E isso vale também para o mercado editorial, revistas que vendiam muito acabaram na miséria, por exemplo. Não sei se o mercado como um todo “evoluiu”, porque a meu ver, ele ainda não amadureceu como deveria, e ainda está longe de atingir seu potencial máximo. O mesmo vale para o consumidor, e até mesmo para a imprensa especializada.
Como o mercado editorial “de papel” pode superar a concorrência quase desleal com a internet? E onde a TV entra nessa disputa pelo tempo do consumidor?
Não pode. E nem deve. Os tempos são outros. Antes, as revistas eram a única fonte de informação. Hoje isso não funciona mais assim, e se for pra concorrer em velocidade, ninguém vence a internet. Uma revista hoje tem que ser diferente da internet, e não tentar concorrer com ela. Quanto à TV, é algo bem diferente: ela sim tem a capacidade de mostrar algo diferente, exclusivo. Sem contar no alcance e penetração, que é incomparável. A TV atinge um publico muitíssimo maior que qualquer revista, e muito mais diversificado que a internet.
Pelo o que você acompanha do mercado nacional (tanto produção e cobertura da mídia quanto lançamentos), estamos indo bem, estamos lentos ou estamos aquém do que poderíamos?
Se você pensar no potencial do mercado nacional, estamos lentos, muito lentos. Mas ao mesmo tempo, estamos avançando de acordo com as possibilidades. Não é fácil ser desenvolvedor de jogos no Brasil. E não é fácil fazer parte de uma mídia especializada, em um país com apenas um console oficialmente lançado e com um mercado de PCs bem aquém do que poderia.
O que pode ser feito então para haver melhorias? Depende de quem?
É preciso um esforço conjunto. A mídia especializada precisa ser mais qualificada – jogar muito videogame não qualifica alguém para escrever em uma revista, por exemplo. O governo precisa ajudar, seja revendo as taxas tributárias, seja incentivando o crescimento da indústria nacional. Desenvolvedores precisam ser mais ousados. O consumidor precisa ser mais consciente, e deixar de apoiar a pirataria, por exemplo. É muita coisa, mas só um grande esforço conjunto pode mudar o cenário atual, onde tem muita gente olhando para o próprio umbigo e esquecendo do mercado como um todo.
Aproveitando que você tocou no assunto: a pirataria no Brasil é o problema ou a solução?
Solução pra quê? Pirataria nunca foi solução pra nada, é como um câncer pra qualquer mercado.
Há argumentos que dizem que, se não fosse pela pirataria, não haveria um mercado no Brasil, visto que muita gente não teria acesso a jogo nenhum…
Enorme bobagem, no mínimo. Pra começo de conversa, pirataria não é “mercado”. É algo ilegal, fora da lei, como pode ser considerado mercado? Não tem estatísticas de venda, não dá dinheiro pra estúdios, para os profissionais que trabalharam no jogo, para o governo, para o lojista… Que tipo de “mercado” é esse? Todo o comercio pirata que existe hoje não pode ser considerado um mercado.
O que você ainda não viu acontecer no mercado brasileiro e gostaria de ver?
Nossa, muita coisa. Eu estive no México recentemente, e honestamente, deu até raiva. Aquilo sim é um mercado de verdade. Os três consoles estão lá, há consumidores, filas nas lojas, vendas oficiais. E se o MÉXICO consegue (veja bem, o MÉXICO, um país bem mais pobre que o nosso), o Brasil tem mais do que a obrigação de conseguir também. Era isso o que eu sonho ver aqui: o que vi no México.
Qual é o espaço de crescimento dos games na TV brasileira? Você acha que mais canais e programas especializados devem surgir, na rabeira da Play TV?
Na verdade, isso já está acontecendo. Outras emissoras começaram a falar de videogames depois que a gente entrou no ar. E isso é bom, porque mostra um crescimento no mercado. Videogames ainda sofrem muitas barreiras e preconceitos, e estar na TV ajuda a quebrar isso.
Seja em revistas, jornais, internet ou TV: a imprensa de games nacional pode ser considerada “chapa-branca”?
Eu não sei responder ao certo. Acredito que a maioria tenta manter a transparência. Mas já soube de casos em que um redator tomou bronca por ter dado uma nota baixa a um jogo, que rendeu uma reclamação no distribuidor nacional. Acho que a imprensa nacional conquistou um respeito que não tinha há uns 8, 10 anos. Mas infelizmente, a coisa ainda não está no nível ideal.
É utopia pensar em jornalismo de games imparcial em um mercado tão pequeno como o brasileiro?
De forma alguma. O tamanho do mercado não está relacionado à imparcialidade ou ao profissionalismo. Por que um mercado pequeno “forçaria” a imprensa a ser imparcial? E por que isso deveria interferir em sua imparcialidade? Se você está fazendo jornalismo, tem a obrigação de ser imparcial a qualquer momento.
Concordo. Mas talvez um mercado tão pequeno não crie aquela “distância” necessária entre empresa e jornalista, o que pode fazer com que eles se aproveitem disso para seduzir o repórter…
Quem tem que criar “distância” é o profissional. Sair pra beber junto é uma coisa, deixar uma amizade ou proximidade interferirem em seu julgamento profissional é outra. Tenho MUITOS amigos na indústria. E amigos mesmo, de passear junto, ir a festas e jogar papo fora. Mas isso não impede de falar algo que julgue necessário, apenas porque poderia “magoar” um amigo. Isso não é jornalismo.
Você jogou os 3 consoles. Qual é o preferido por enquanto?
Pessoalmente, gostei mais do Wii. Tenho jogado com a família, e até com minha filha de 3 anos. É algo tão diferente que impressiona mesmo, e é um barato ver pessoas que nunca jogaram videogame se divertindo com ele. Acho que foi uma excelente aposta da Nintendo. Analisando mais friamente o mercado, os produtos, e o gamer em si, acho que o Xbox 360 é a melhor maquina hoje. A meu ver, a Microsoft vai estar em breve no topo da lista.
Então quem você acha que vai “ganhar” a guerra da nova geração?
Vai ser uma briga boa entre o Wii e o Xbox 360. Eu achava que seria uma corrida de três cavalos, mas o PS3 me parece cada vez mais fora da disputa. Não ter vendido nem um milhão de consoles até agora é praticamente humilhante…
Autor: pablo - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo
Tags: jornalismo, mercado, play tv, renato viliegas