Entrevista da Semana: Orkut Buyukkokten (Google.com)
Esta semana, uma mini-entrevista. Há poucos dias, tive a chance de me encontrar em pessoa com Orkut Buyukkokten, o homem que criou e deu o nome ao Orkut, o site de relacionamento online mais popular do país. Em visita ao Brasil para conceder palestras motivacionais, ele aproveitou para conhecer a cultura brasileira, dançar em baladas e conversar com alguns veículos de imprensa. Durante os vinte minutos de papo, no escritório do Google, em São Paulo, descobri que o Orkut (o cara, não o site) é turco, tem 28 anos, fala inglês com sotaque alemão, tem um péssimo gosto para camisas estampadas e não curte muito falar sobre si mesmo. E acredite, em meio à vida de popstar geek que deve levar, ele arruma tempo para jogar videogame.
Separei a seguir o trecho em que falamos exclusivamente sobre este assunto. Se tudo der certo (não prometo), a íntegra da entrevista sai na edição de maio da Rolling Stone. E não deixe de comentar no final.
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Gamer.br: Você não joga videogames, joga?
Orkut Bukkoyeten: Eu tento jogar videogames quando tenho tempo. Recentemente eu comprei um PS3 e gosto de games de tiro em primeira pessoa e os de estratégia. Atualmente, estou jogando bastante aquele Resistence: Fall of Men.
Você acha que certos games, ou melhor, produtos que muitos acham que não podem ser considerados games, como Second Life, são formas de upgrade da proposta inicial do Orkut?
Eu acho que se trata de diferentes conceitos. Existem muitos outros jogos que cumprem esse papel que você falou melhor que Second Life. Final Fantasy Online, Everquest, World of Warcraft… Em todos esses MMORPGs, você controla um personagem de verdade que é autêntico, mas que não é necessariamente alguém que você queira ser. Esse personagem é obrigado a seguir uma história, tal qual um roteiro de filme. E quando você joga, você tem o que chamamos de “uma experiência de jogo”. Se você observar o conceito das redes de relacionamento online, verá que o negócio ali é diferente: as pessoas têm nomes de verdade, fotos de verdade, conexões de verdade. As redes de relacionamento servem para conectar as pessoas não apenas através da internet, mas também no mundo offline. As pessoas se conhecem e se comunicam no Orkut, para depois se reencontrarem no mundo real.
Mas não é sempre que isso acontece. Pelo menos no Brasil, muita gente usa pseudônimos e avatares falsos para fingirem que são outras pessoas. Isso não seria também uma forma de jogo?
Eu concordo com você, isso acontece bastante. É por isso que temos ferramentas para que os usuários possam denunciar aqueles que estiverem usando profiles falsos.
E se você pudesse denunciar uma pessoa e expulsá-la do mundo, tal qual acontece no Orkut, quem seria?
Na verdade, eu tenho uma historia engraçada sobre isso. Um dia, alguém denunciou um certo “Bill Gates” que fazia parte da comunidade da Microsoft no Orkut. Nós achamos que aquele profile era falso e o expulsamos. Depois, fomos descobrir que aquele era realmente “o” Bill Gates. Enviamos um pedido de desculpas para ele logo em seguida. Agora, quando há casos especiais como esse, nós sempre entramos em contato com a pessoa para saber se determinado perfil é falso ou não.
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Semana que vem, começo uma promoção aqui no Gamer.br. Sim, prêmios de graça para os leitores que mostrarem engajamento e participação. Eu sabia que meu dia de Silvio Santos um dia iria chegar…
Autor: pablo - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: orkut