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18/11/2010 - 16:36

O que os olhos não enxergam…

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Você já deve ter visto isso, mas vale a pena rever (o YouTube está cheio desses vídeos): o funcionamento do Kinect visto com uma câmera de visão noturna.


Se ligue nos pontos! Eu diria que é só um pouquinho perturbador…

Mais logo mais.

***

E assim que terminei o post, chegou o Kinect aqui na redação. Transmissão de pensamento? Vou começar a imaginar aquela cobertura na praia com mais força…

Notas relacionadas:

  1. E o Kinect vai custar…
  2. A Sony, a Gameloft, a Blizzard, o Kinect, o Jogo Justo…
  3. Sobre o Kinect no Brasil…
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
22/09/2010 - 12:40

O que falta para o Brasil dos games?

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Calma, que o Brasil é nosso.

Desculpe a ausência. Resolvendo coisas da vida. Principalmente relacionadas à saúde. Não estou 100%, mas estou trabalhando nisso. Pensamento positivo de todo mundo ajuda nessa hora. Obrigado.

E por favor, não se  sinta lesado, mas vou apelar: republico agora um texto meu publicado na revista EGW de agosto de 2010 (ed. 104). O tema não poderia ser mais pertinente: o que falta para o mercado de games brasileiro dar certo? Acho que a(s) resposta(s) não é assim tão simples. Mas se pensarmos a respeito, talvez cheguemos a algum lugar. Para você, qual a solução? Se tiver uma (ou várias), divida conosco nos comentários lá embaixo.

***

As Engrenagens se Movem*
Empresas se mexem, consumidores também. Só falta o governo

Minha obsessão mais recente é investigar o mercado de games brasileiro, isso você já deve saber. Enquanto a maioria de meus colegas jornalistas cobre os lançamentos de novos jogos, eu fico preocupado em descobrir as pequenas nuances que fazem do Brasil o melhor lugar do mundo para se investir em videogames.

E não sou eu quem esta dizendo isso. Sao as próprias empresas, as gigantes que fabricam os consoles, quem dizem que o Brasil é o pais do futuro em se tratando de entretenimento eletrônico. Pais do futuro é um eufemismo: somos muito mais o presente em se tratando de mercado promissor e garantia de sucesso.

Nos últimos meses, tenho ido atrás das empresas para ouvir o que elas realmente pensam sobre o atual potencial do Brasil. E foi entrevistando esses executivos – brasileiros e estrangeiros – que escutei frases como “nenhum país é tão bem cotado hoje como o Brasil”, ou “nem começamos a enxergar do que esse país é capaz”. E essas são só as afirmações que recordo de cabeça. E já lhe adianto que minha memória não anda assim tão boa como costumava ser.

Hoje mesmo, no dia em que escrevo esta coluna, fiz uma visita ao prédio da Sony Brasil. Em uma entrevista de mais de uma hora de duração, escutei tantas palavras positivas que não pude evitar sair de lá mais confiante de que de costume. É claro que muito do discurso do Anderson Gracias (o gerente geral da operação PlayStation por aqui) é baseado em boas intenções, mas assim mesmo, ele me soou muito mais otimista do que eu poderia esperar.

Os problemas que os executivos das publishers costumam relatar são basicamente os mesmos: o que atrasa o crescimento do mercado no Brasil são os impostos, tanto aqueles que afetam os consoles como os que encarecem os jogos. Videogames no país são taxados como jogos de azar, e isso resulta em impostos muito maiores do que o que seria adequado. Algo semelhante ocorre com os jogos, mas neste caso, isso poderia ser amenizado se os discos fossem prensados em solo brasileiro. A redução não seria sentida imediatamente, mas, em médio prazo, os preços dos games cairiam drasticamente. Imagine uns 30% a menos do que é cobrado atualmente e dá para se ter uma boa ideia do que viria por aí.

Os outros entraves também são burocráticos: por que demora tanto para o Brasil ter redes online de consoles funcionais e operantes, como a Xbox Live e a PSN? Porque questões operacionais dificultam o processo: como pagar pelo conteúdo baixado, como pagar devidamente os fornecedores de conteúdo, e por ai vai. É tudo difícil, muito porque o país não esta acostumado a esse tipo de operação. Ou seja, os problemas existem de verdade. As empresas não estão apenas nos enrolando, nem estão de má vontade. Pelo menos é o que elas nos dizem. Só nos resta acreditar nessas boas intenções e pensar que, não apenas os jogadores querem que as coisas funcionem, mas as fabricantes também. Afinal, elas querem ganhar dinheiro. Não teriam porque fazer corpo mole com tantas oportunidades à disposição.

Meu papel é o de advogado do diabo, mas também de transmissor positivo de informações. Garanto a você que as produtoras de games possuem as melhores intenções para com nosso Brasil dos games. Eles me disseram com todas as letras, e eu estou dando meu voto de confiança, ainda que com um pouquinho de pé atrás. É nosso papel investigar se as coisas estão se desenrolando, ainda que lentamente. Às vezes, é preciso uma forcinha a mais, ou uma iniciativa independente, como é o caso do Jogo Justo, criado e fomentado por gamers que simplesmente se cansaram de esperar sentados pela resolução dos problemas citados.

As empresas, aparentemente, estão fazendo o que podem. Os consumidores se movimentam com as ferramentas que possuem. Qual peça está faltando funcionar? O governo, é claro. Mas não é um único “salvador da pátria” que irá mudar tudo de uma vez só. Estou falando de mudanças de posturas de todos aqueles que cuidam das leis que regem a nação. É preciso que a nossa mensagem seja transmitida a eles, e que seja compreendida e bem interpretada. E que não pensem que somos um bando de moleques crescidos querendo perder tempo com joguinhos. E sim que almejamos o estabelecimento de uma indústria sólida e lucrativa que só tem a trazer benefícios a todos os envolvidos e a todas as camadas subsequentes.

E você aí, já escolheu os candidatos em que irá votar em outubro? Suas escolhas podem fazer uma bela diferença.

* Texto publicado na edição 104 da EGW, agosto de 2010.

Notas relacionadas:

  1. Proximo Games: os planos para o Brasil
  2. Alguns Pensamentos Otimistas Sobre os Games no Brasil
  3. Dos games para… A Fazenda
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Gamer.br na EGW, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , ,
27/08/2010 - 16:15

Pesquisa: de onde veio o seu videogame?

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Vou estender aqui a pesquisa que comecei no Twitter. Se você já me respondeu por lá, nem precisa responder por aqui. Se quiser responder de novo, fique à vontade.

Responda ali nos comentários abaixo: Qual o videogame de nova geração você tem? PlayStation 3, Xbox 360, Wii? E como/onde você o adquiriu?

Publicarei o resultado desse questionário aqui e no meu Twitter. Vou utilizar os dados para incrementar uma reportagem que estou finalizando para a Rolling Stone Brasil, sobre a atual situação do mercado de games brasileiro. Após entrevistar representantes principais da Sony, Microsoft e Nintendo, chegou a hora de escutar quem mais interessa – o consumidor. E a ideia é não tentar medir a quantidade desse ou aquele console, mas sim descobrir COMO o jogador brasileiro teve acesso a ele. Estou já apurando os dados e o resultado está me surpreendendo. Vejamos o que você acha.

E vamos que vamos. Na semana que vem, retorno à programação normal.

Notas relacionadas:

  1. Clique Comigo
  2. Videogame no Brasil é caro mesmo. E aí?
  3. Videogame é caro no Brasil… mas porque a indústria assim o quer
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , ,
03/08/2010 - 18:55

Alguns Pensamentos Otimistas Sobre os Games no Brasil

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Dia corrido esse. E frio.

Hoje tem evento especial da Warner Games. Eles finalmente vão anunciar coisas importantes para o mercado brasileiro, entre elas a parceria (que já é uma realidade) com a Electronic Arts. E tem outras coisas bacanas que eles deverão revelar (espero!), relacionadas diretamente com preços cobrados pelos games no país. Estou indo para lá neste momento. Amanhã eu conto como foi.

Enquanto isso, você fica com o texto que publiquei na revista EGW, edição 101 (maio de 2010). Acho que tem tudo a ver com o momento que o mercado nacional está passando. Ou talvez eu esteja exageradamente otimista… vejamos. Leia e comente.

***

Otimismo Nunca é Demais*

A Blizzard está chegando ao Brasil. A Sony chegou, de uma vez por todas, com PlayStation 3 e tudo. Os eventos especializados voltaram a ganhar força. Os games – a maioria com embalagem e manual em português – estão recebendo lançamentos pomposos, com festas, bebida e strippers (o pior é que é verdade). Há tempos não víamos tantas publicações, blogs, programas de TV e jornalistas especializados atuando de verdade. O mercado brasileiro de games parece estar se movendo adiante. Mas será que está mesmo? Tem muita gente que não acredita.

É um comportamento padrão ser cético no país da piada pronta. Ninguém acredita em nada, mesmo que a coisa apareça bem na nossa frente, brilhando de novo, exalando autenticidade e boas intenções. Dizem que somos otimistas, mas a real é que temos o pé eternamente atrás. Às vezes, os dois pés ao mesmo tempo, se é que isso é possível.

Digo isso porque admito que sou o maior dos otimistas, mas também um grande e assumido cético. O São Tomé, aquele que só acredita vendo, se adequa perfeitamente à minha visão dos fatos. Como jornalista, fui ensinado que a verdade é dura, mas necessária. Na real, nem aprendi isso na faculdade, muito menos em uma redação de revista. Aprendi observando. A gente gosta de ser iludido, mas a informação verdadeira é sempre necessária e bem-vinda, por pior que ela seja.

No caso do mercado de games, todas as informações que mencionei no primeiro parágrafo ajudam a acreditarmos que existe um verdadeiro grau de evolução se desenrolando. Pode ser que sejam fatos unidos que, juntos, representam algo positivo. É uma maneira de ver a situação. Ou pode ser o contrário: os fatos aparentam um avanço coletivo, mas são apenas fatos puramente isolados. Assim, cada empresa estaria garantindo o seu lado de maneira individual, se preocupando apenas com seus lucros e tentando garantir sua fatia do bolo.

No meu papel de observador (em meu blog) e porta-voz (nesta coluna), tenho a obrigação de separar os ingredientes e dizer a você se a mistura vai ou não resultar em um prato nutritivo. Nem sempre a gente acerta, mas acredito que a minha função primordial seja apresentar o melhor quadro possível. Sem me importar se pareço ufanista demais, mas também dosando no otimismo e distribuindo patadas a quem merece. Nem sempre é fácil.

O leitor/consumidor normalmente se deixa enganar, porque quer/precisa receber notícias boas sempre. Faz parte de nosso espírito brasileiro, esse lado positivo e incansável de sempre querer ver o lado bom das coisas. Nesse sentido, me sinto mais parte do time dos torcedores do que do grupo dos críticos. Se um gringo me perguntasse hoje “e esse mercado brasileiro de games, como anda?”, eu responderia, na hora: “Nunca esteve tão bem”. Você até pode ser pessimista, mas não poderá dizer que estou mentindo, e sim que estou interpretando os fatos. Você pode acreditar e levar meu discurso em consideração, ou me xingar e dizer que sou um iludido. Não me importo. Todo mundo tem o direito a ter uma opinião. Não é porque este texto está impresso e papel colorido e com minha foto ao lado que o que eu digo tem mais validade do que o você acha, certo? Ou será que tem?

Tudo isso foi só para confirmar que, sim, contrariando os céticos, pessimistas e mal-humorados, o mercado brasileiro de games vai bem sim, obrigado. Claro que sempre poderia ser melhor, mas há bastante gente boa trabalhando de verdade para isso. E da próxima vez que perguntarem a você sobre isso, diga a real, mas seja otimista. No fim das contas, os bons fluídos sempre ajudam – e para melhor.

* Texto publicado na edição 101 da EGW, maio de 2010.

Notas relacionadas:

  1. Alguns Pensamentos Sobre a Sony e o Brasil
  2. Alguns Pensamentos sobre o Mercado Nacional
  3. Alguns Pensamentos sobre a História dos Videogames no Brasil
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Gamer.br na EGW, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , ,
16/06/2010 - 01:04

Xbox Live no Brasil – a saga: o que sabemos (até agora)

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A Microsoft acabou de reunir a imprensa dos nove países agraciados com a notícia da chegada da rede Xbox Live para falar sobre o tema.

fomos chamados de “emerging markets”. Mercados emergentes. É um belo nome.

É o fim o primeiro dia oficial de E3 2010. Estamos todos cansados, exaustos, mas fomos lá para o Marriott Hotel, em uma sala bem escondida, escutar o que os caras tinham a dizer. Não foi falado muita coisa além do que já sabíamos. Primeiro, falaram os representantes da Microsoft norte-americana. Só apresentaram o funcionamento da rede – como se já não soubéssemos. Mas aí, depois, cercamos o Guilherme Camargo, gerente de marketing a MS Brasil, e o torturamos até ele soltar tudo o que sabe.

É mentira. Fizemos isso sem violência alguma. Mas ele falou.

- A versào brasileira da Live irá estrear no fim do ano. “Holiday”, conforme especificaram os gringos. Ou conforme me passou uma outra fonte, alguns vários dias após o lançamento do Kinect nos EUA (que será em 4 de novembro). Mas será ainda em 2010. Ou seja, você terá chance de jogar online no Natal. Não confunda com Project Natal. Esse, a gente não sabe ainda quando vai sair por aqui. Mas vai.

- O preço da anuidade do Xbox LIve Gold não foi definido, mas deve ser compatível com o que é cobrado nos EUA. Aqui (lá, dependendo de onde você estiver) é cobrado US$ 50. Então aqui deve ser algo semelhante, de acordo com a nossa realidade. Meu chute otimista? R$ 99. Pessimista? R$ 149. Deve ficar entre esses dois valores. Mais é abuso. Menos é surpreendente.

- A sua conta de Xbox Live Gold obtida por baixo dos panos não deixará de existir: a migração de seus pontos e reputação deve acontecer – pelo menos é isso que a Microsoft deseja. Provavelmente teremos que criar uma conta nova, com endereço brasileiro, tudo nos conformes. Mas eles devem arrumar um jeito de transferir tudo o que você já obteve na conta “antiga” para esta novinha em folha. Esta é a intenção do fabricante, para não deixar ninguém desanimado por ter que começar tudo do zero.

- O conteúdo relacionado a games disponível hoje na Live estará disponível para os brasileiros. Ou seja, poderemos baixar demos, atualizações, novas fases, músicas de Guitar Hero e tudo o mais. Filmes no Netflix, não – afinal, esse serviço não existe no Brasil. Sobre conteúdo nacional – ou seja, capítulos de séries, programas, esportes, novelas (vai saber) -, isso ainda está em estudo pela Microsoft Brasil. “Em um primeiro momento, não”, disse Camargo. Mas eles já estão conversando com possíveis parceiros de conteúdo. O que estará disponível no Brasil írá depender dos acordos conseguidos pela Microsoft Brasil com os fornecedores.

- O novo modelo do Xbox 360, fininho, pronto para o Kinetic, com Wi-Fi e 250 GB de HD, vai sair no Brasil também (ainda não há data, mas deve ser no fim do ano). Como é considerado um novo produto, ele primeiro deverá passar pelo crivo da Anatel, que controla o lançamento de produtos com capacidades online no Brasil. Por conta disso, os modelos disponíveis atualmente deverão ganhar uma redução muito em breve. Nos EUA, os modelos normais já ganharam uma redução de US$ 50. No Brasil, o preço irá cair também. Não foi dito ainda quanto, mas vai cair.

***

Faltou alguma coisa? Me pergunte, talvez eu saiba e esqueci de mencionar. Agora tenho que correr. Tem a festa da Nintendo para a América Latina. E dada a escassez de eventos da Sony e Microsoft, é bom a gente aproveitar.

Notas relacionadas:

  1. 2 anos de Xbox 360 no Brasil: a Microsoft fala
  2. Cai preço do Xbox no Brasil: agora “apenas” R$ 1799
  3. Xbox Live no Brasil – será?
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Cobertura E3 2010, Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
15/06/2010 - 05:52

A Microsoft quer ser a Nintendo?

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Hoje foi um dia que não acabou.

De manhã, a Microsoft provou que quer o espaço ocupado pela Nintendo.

Os jogos exibidos para o Kinect (leia-se “cãnéquiti”) mostraram a tendência da empresa ir atrás do jogador casual a qualquer custo. Claro, não faltaram os games para o público hardcore (Call of Duty: Black Ops, Metal Gear Rising, Gears of War 3, Fable III, Codename Gladiators, Halo Reach, só para citar alguns), mas o grande destaque do material apresentado pela Microsoft foi destinado ao novo acessório que elimina o joystick e traz a interação física para o primeiro plano. Só faltou divulgar o preço que o Kinect irá carregar quando for lançado, em novembro.

E deve chegar ao Brasil, porque a Microsoft aproveitou a ocasião para revelar que a rede Xbox Live finalmente irá ser instalada em nosso País (leia o post anterior). Será no final do ano, ainda sem preço definido. Amanhã deveremos saber mais detalhes. É esperar para ver o impacto que a (aguardada) ação terá em nosso mercado.

E apesar do que foi dito no final da coletiva, nós não ganhamos de presente o novo modelo do Xbox 360 – menorzinho, com 250 GB de espaço na memória e Wi-Fi embutido. Pelo menos ninguém me entregou o pacote na saída. Quem sabe quando chegarmos ao Brasil?

Notas relacionadas:

  1. Clique Comigo
  2. A Nintendo no Brasil, a Sony em 3D, as idas e vindas do mercado
  3. O Project Natal virou… o KINECT do Xbox 360
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Clique Comigo, Cobertura E3 2010 Tags: , , , , ,
14/06/2010 - 06:55

O Project Natal virou… o KINECT do Xbox 360

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E é isso e você já deve estar sabendo:

KINECT é o nome oficial do Project Natal. Apesar de que o nome não foi falado em nenhum momento no evento da Microsoft que rolou na noite de hoje, no Galen Center, em Los Angeles.

O nome do novo acessório/aparelho/tecnologia para o Xbox 360 apareceu escrito em letras garrafais nos painéis e telões, mas o narrador ainda assim insistiu no final que nós acabávamos de presenciar a “experiência do Project Natal”.

Pois então, a Microsoft gastou quilos de dinheiro e de ideias de marketing para alardear sua mais nova invenção. E aqueles que tiveram o priviégio de acompanhar a experiência ao vivo também serviram de cobaias vivas para o sucesso da apresentação.

Mas será que dá para falar que foi um sucesso? Porque as opiniões ao final do evento eram diversas, mas não ouvi nada de muito positivo. Não exatamente criticando o aparelho, e sim a maneira maluca que a Microsoft inventou para divulgá-lo.

Eu vi gente dormindo – sem figura de linguagem, roncando mesmo – durante a apresentação. E mais uma meia dúzia de pessoas sentadas no chão, exaustas, torcendo para tudo acabar logo. Porque a Microsoft fez mais da metade de seus convidados – 90% dos jornalistas brasileiros presentes inclusive – permanecer em pé durante todo o evento de quase três horas de duração. Pode isso, Arnaldo?

Foi assim – e foi inacreditável, por isso que faço questão de descrever tudo.

***

A fila diante do Galen Center atravessava o quarteirão (dê uma olhada nessa foto publicada pelo site GamesRadar e veja se encontra alguém conhecido nela). Não percebi, mas os convidados que se posicionavam para entrar no enorme pavilhão (o mesmo local da coletiva da Microsoft em 2009) portavam pulseirinhas de cores diferentes. Alguns tinham as verdes; outros, as laranjas. E as pessoas foram divididas por cores logo diante da entrada. Quem possuia a laranja ia para o lado direito (eu saberia depois, para a plateia). Os de pulseira verde iam para a esquerda. Imaginei que fosse só uma questão de dividir o público em setores diferentes, mas era mais do que isso. Não sei qual foi o critério usado, mas o fato é que eu, com meu pedaço de plástico verde enrolado no punho direito, fui conduzido para um balcão onde me foi oferecido… uma túnica branca!

Sim, a Microsoft nos pediu gentilmente que usássemos um traje por cima de nossas roupas. Os gentis profissionais que conduziam todo o processo pediam paciência, e que ao final seríamos recompensados pelo mico. E alertaram que deveríamos devolver a túnica ao final do evento. Colocada pela cabeça e presa com dois botões próximos ao colarinho, ela se assemelhava a uma camiseta de futebol americano, daquelas com ombreiras, soltinha embaixo. Não houve quem não ficasse ridículo usando aquilo. Tudo pelo show, imaginei. Aliás, pensei de tudo na hora: será que o traje estaria equipado com sensores invisíveis que nos fariam “sentir” o Natal funcionando direto em nossas peles? Não era bem isso, vim saber depois. Infelizmente, não nos foi permitido fotografar ou filmar aquele momento bizarro. Mas já deve ter foto rolando por aí, procure para ver.

Bem, todos lindamente trajados, fomos conduzidos a uns corredores escuros decorados com plantas e luzes negras que unidos aos efeitos sonoros, contribuiam para criar um clima instigante. Imagine o planeta onírico de Avatar, ou um parque temático que tentava reproduzir a sensação do filme. Não havia quem não ficasse curioso com tudo aquilo. Lá fora, na entrada do Galen Center, já dava para sentir algo vindo nesse sentido: diversos dançarinos do Cirque du Soleil faziam coreografias, rufavam tambores e emitiam sons guturais bem ensaiados. O traje era típico, algo entre o selvagem e o carnavalesco a la Joãosinho Trinta. Seria a experiência do Project Natal um retorno aos nossos insitintos mais primais? Uma forma de se conectar à natureza e aos nossos antepassados? Eram os deuses astronautas? Para onde vamos, de onde viemos? Nenhuma dessas questões cruciais para a humanidade me foi respondida nesse evento.

A surpresa maior eu tive ao atravessar os tais corredores mal-iluminados. Primeiro, passei por um buraco na parede, que depois percebi ser uma alegoria para ideia de “o virtual entra em contato com o real”: o buraco em questão era uma “TV”, e assim que passei por ele, fui saudado por uma família sentada em um sofá – ou, atores fingindo que estavam diante da TV. Mas só fui entender isso depois. Mais um corredor atravessado, e cheguei ao local de onde eu veria a exibição…

…Era o próprio palco do Galen Center. Ou o espaço onde havia um palco (no ano passado, foi onde se apresentaram os Beatles, o Spielberg e o Tony Hawk). Só que não havia palco, e sim um grande espaço aberto onde se amontoavam os convidados vestidos com as túnicas brancas. Tudo estava decorado com os motivos tribais já citados, por onde circulavam também mais dançarinos vestidos de selvagens. Eles interpretavam seus papéis à risca, se arrastando pelo chão, dando cambalhotas, interagindo com ruídos e fazendo acrobacias em meio à massa vestida de branco. Em uma ponta, uma espécie de altar chamava a atenção. Passado o primeiro susto de estar no meio da arena, fui percebendo os detalhes. Havia uma plateia posicionada ao redor de onde estávamos, e todos também vestiam as túnicas brancas. Só que eles estavam confortavelmente sentadinhos (eram os felizardos da pulseira laranja). No alto, um sofá dependurado a dezenas de metros de altura, com mais atores simulando uma outra família. Telões widescreen exibiam avatares da Xbox Live interagindo em um cenário de selva. No topo, um telão acima de nossas cabeças apresentava efeitos psicodélicos. Aqui embaixo, os selvagens faziam micagens e convidavam alguns para fotos que eram exibidas depois no telão. Em meio a todo mundo, seguranças impediam que qualquer um registrasse o momento com celulares. Foi ali que encontrei os brasileiros – éramos quase 20 ali, anônimos, perdidos entre jornalistas de todo o planeta e muitos outros curiosos (havia até crianças por lá, uma novidade em se tratando de E3).

A situação desconfortável era um convite para as piadas. Só se ouvia as nossas risadas. Os gringos deviam estar achando tudo muito exótico, mas para nós, brasileiros nascidos na selva e acostumados a pular em cipós, toda aquela alegoria estava mais para desfile de carnaval do grupo de acesso do que para evento de altíssima tecnologia. E demorou tanto para enfim começar, que as piadas e trocadilhos foram insuficientes para definir aquele momento único. Estávamos fazendo história, provavelmente. Mas também pagando o maior mico em rede mundial.

E daí começou. Foi tanta coisa que não me lembro mais a ordem, me perdoe. Só sei que os selvagens enlouqueceram e começaram a correr e formaram um totem humano. A criança ruiva que estava no sofá flutuante desceu e foi carregada para o altar. Um elefante (!) mecânico em tamanho real adentrou a arena, montado por uma outra criança de cabelo moicano. Ela foi conduzida até o topo do tal altar, que acabou se revelando uma enorme bola – o logotipo do Xbox. Música alta, firulas, trucagens de Hollywood. Os telões começaram a exibir cenas, e foi aí que a tal palavra KINECT apareceu diante de nossos olhos (mas antes, eu juro que as letras formaram “NEIKCT” – essa, só os brasileiros perceberam. E para bom entendedor, uma sigla idiota basta). E aí, começou a exibição propriamente dita.

Não jogamos o KINECT, só vimos. Ou melhor, vimos uma simulação comandada por atores muito bem ensaiados. O tal menino de moicano logo ganhou uma família empolgada que o acompanhou em sua jornada de entretenimento lá no alto, para todo mundo ver. Diante de uma TV, eles começaram a “jogar” um game atrás do outro. E tome trucagens de Hollywood (Los Angeles é assim mesmo): o cenário onde estavam virou de ponta-cabeça diversas vezes, mas não escutei nenhum “ohhh”, nem um único “ahhh”. Parece que ninguém ficou muito impressionado. Jornalista é um povo muito chato mesmo. Mas, sendo bem sincero, toda aquela exibição cheirava muito mais a uma grande peça de marketing do que uma demonstração realista de um novo produto de tecnologia. 

Vimos eles “jogarem” um game de corrida em um bote dependurado por um helicóptero; uma corrida de carrinhos; um game esportivo com diversas modalidades, de atletismo a futebol, passando por boliche (já viu isso antes?); um game de Star Wars, com direito a luta de sabre de luz e stormtroopers a dar com pau; um game de interação com animais selvagens; um jogo de ioga, ou tai chi chuan, que me lembrou o Flower do PS3; um simulador de dança; e mais alguns que agora não me lembro (era muita informação para se assimilar em pé e olhando para cima). Os atores interpretavam direitinho o script: mexiam os braços e pernas diante da TV de maneira empolgada, com direito a caras e bocas absurdas, comandando seus personagens virtuais nas várias missões seguidas que nos pareciam infinitas. Nada de joystick, nada de bastão: todos os games são jogados só com mímicas e movimentos corporais. Me parece estranho fingir que se joga futebol chutando o vazio. Mais bizarro ainda é manejar uma espada sem segurar nada nas mãos (depois do air guitar, começou a era do air Light Saber, o air football e por aí vai). E não foi porque sabíamos que os atores fingiam estar jogando, mesmo porque, repito, tudo era muito bem ensaiado. A questão é que muitos dos games mostrados não pareciam assim tão revolucionários. Não foram poucos os que desdenharam, dizendo que muita coisa ali já foi vista no Wii da Nintendo. A diferença é que dessa vez não havia um wiimote em mãos para comandar as ações. O que deu para sentir foi a guinada total da Microsoft para o tão alardeado jogo em família. Aqueles não eram produtos para o gamer hardcore, mesmo aquele de Star Wars: pareciam games para brincar, não para jogar. Jogos para reunir o pai, a mãe, o moleque e a irmãzinha em uma atividade familiar saudável. Tanto que, após cada tarefa cumprida, a família se abraçava e comemorava junta as missões cumpridas.

Faltou mencionar um aspecto bacana do KINECT: o chat online em vídeo, com cada participante interagindo com o outro de sua própria casa. Para mim, ficou claro que se abriu a porta do último limite ainda não superado pelos videogames: o sexo. É um tabu que talvez comece a ser vencido com as novas tecnologias (principalmente nesses tempos loucos de Chat Roulette). Mas quero ver se alguma empresa terá culhões de desenvolver um game cujo objetivo é proporcionar prazer (ou algo parecido) ao seu parceiro de jogo. Talvez a Rockstar Games já esteja pensando nisso. Se não está, talvez devesse.

Ah, sim. É preciso dizer o que nós estávamos fazendo vestindo aquelas roupinhas: em dado momento, holofotes de luz negra foram apontados para o público. E aí, as ombreiras das túnicas brilhavam e cores diferentes. Um efeito visual interessante, que deve ficar bem bonito se assistido pela TV (o evento será transmitido aqui nos EUA pela MTV e pela Nickelodeon na terça-feira - ou seja, fizemos papéis de figurantes para um belo show televisivo). Ali na hora, era mais engraçado do que emocionante. Mas demorou muito, e ficamos cansados. Alguns exaustos, sentaram no chão durante os momentos mais “empolgantes”. E houve o figura que dormiu sentado, com a cabeça baixa, sem se importar com a barulheira. Para esse, o futuro do entretenimento é algo de dar sono. Mas eu nem o culpo muito pela grosseria: era tudo muito legal, mas também era excessivo demais. Pelo menos, rolaram uns brindes no final: bichinhos de pelúcia de animais selvagens com plaquinhas penduradas no pescoço, que trazem códigos de barra que poderão ser escaneados pelo KINECT – assim, será possível destravar o tal bichinho para interagir com ele no game.

Pensando bem, a Microsoft fez a coisa certa ao separar a demonstração da experiência do KINECT em um evento a parte. Não seria possível transmitir o recado com tanta pompa e circunstância durante a tradicional coletiva para imprensa, normalmente ditada por números de mercado, datas de lançamento e participações especiais de figurões. A Microsoft quer uma fatia do público casual que a Nintendo roubou para si com o Wii, e fará isso com um produto que visa aprimorar a experiência consagrada pelo console da concorrente japonesa. Não quer dizer que o jogador hardcore - aquele que foi o responsável por fazer do Xbox 360 um sucesso - foi esquecido. Na coletiva que começará em algumas horas, é óbvio que muitos games tradicionais serão revelados. Mas há um cheirinho de mudança de direção e estratégia se desenrolando nesse exato momento. Dá para sentir daí?

Preço, data de lançamento, nomes dos games, estratégia de marketing… tudo será confirmado pela Microsoft na coletiva que irá rolar hoje, a partir das 10h (14h aí no Brasil). Estaremos lá para entender, anotar, aplaudir e, quem sabe, vaiar. Faz parte.

E você, a partir do que eu descrevi – o que achou?

Eu ainda estou digerindo.

Notas relacionadas:

  1. Cai preço do Xbox no Brasil: agora “apenas” R$ 1799
  2. O Circo do Project Natal na E3
  3. Xbox Live no Brasil – será?
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Cobertura E3 2010, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , ,
13/06/2010 - 21:53

Los Angeles, los games, el futbol

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Ok, ok, ok.

Estou em Los Angeles, o único lugar do mundo que interessa essa semana…

… claro, isso se você não levar em conta a Copa do Mundo.

Los Angeles não respira games neste domingo ensolarado – muito menos Copa. Mas dá para sentir que o povo aqui até gostaria de estar mais cercado pelo espírito do campeonato de futebol. Assim que cheguei ao aeroporto, o taxista, nascido em Gana, me perguntou se eu estava aqui para a “convenção”. Em seguida, passou a falar apaixonadamente sobre futebol. Ele estava feliz com a vitória de Gana contra a Sérvia, que acontecera horas antes. Nem nos aprofundamos no assunto videogame. O que ele queria era dizer o quanto tinha certeza que o Brasil se encontraria com Gana na final. Muito justo.

Fico pensando se a organização da E3 2010 não poderia ter compreendido a importância da Copa e, assim, planejado melhor a convivência entre os dois eventos. Tenho certeza que o futebol em diversos momentos da semana irá deixar para trás a indústria de games no que diz respeito à paixão com que os visitantes se envolverão com o torneio. Games? Ah, sim. Tem uns joguinhos novos. Mas o que o mundo quer ver é gol, e não um monte de marmanjos fazendo mímicas em frente à TV. Como será que a E3 irá se comportar diante de tal concorrência? Vejamos.

E agora, vou correndo para o Galen Center, no centro de Los Angeles. É hora do evento Project Natal Experience, no qual a Microsoft finalmente irá desvendar os segredos de seu grande lançamento, aquele que promete revolucionar os games como os conhecemos. Um show do Cirque du Soleil está previsto na programação. Será que vamos poder jogar o negócio? Espero que sim. É para isso que estou indo para lá. Sem câmeras, sem filmadoras, conforme o pedido da Microsoft.

Mais tarde eu volto para contar a experiência. Me acompanhe.

Notas relacionadas:

  1. E3? Já?
  2. A vida pré-E3, a Blizzard a caminho e o maior evento de games do Brasil
  3. Xbox Live no Brasil – será?
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Cobertura E3 2010, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , ,
07/06/2010 - 17:02

A última semana… antes do que realmente interessa

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Vamos, que a semana promete.

É a última antes do início da Copa do Mundo. E a última antes do início da E3 2010. Qual desses eventos é mais importante pra você?

A resposta mais convincente ganhará um brinde da E3 (alguma lembrancinha que vou arrumar por lá). É sério! Pode escrever ali embaixo. Prometo que dessa vez não vou me esquecer de enviar o prêmio ao vencedor. Aliás, você ganhou algum prêmio aqui e não recebeu? Me mande um e-mail.

Mas falemos sobre o que interessa – novidades.

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Green Day: Rock Band já existe – uma cópia quentinha está na minha mesa, enviada via FedEx.  Vou encarar e depois conto o que achei. Lembrando que o lançamento oficial lá nos EUA é amanhã.


Billie Joe, Mike Dirnt e Tré Cool – versões Rock Band

E enquanto escrevo isso, recebo a confirmação do horário de meu encontro pessoal com Rock Band 3, o game que “irá mais uma vez mudar a maneira com que as pessoas enxergam os games musicais” (é a Harmonix quem está falando, não sou eu).

Pessoalmente, tenho minhas dúvidas sobre uma nova revolução nesse gênero, mas sejamos otimistas – pra variar, eu sou sempre o último dos otimistas.

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E amanhã é dia de visita internacional: um executivo mexicano que responde pela THQ estará em São Paulo, para falar de negócios, bater papo e mostrar novidades da produtora para 2010.

E é a chance que a gente tem de encontrar os colegas de profissão… apesar de que a E3 está aí, e com ela, a promessa de muita interação etílica e festeira entre as partes envolvidas. Sempre no bom sentido, é claro. A imprensa brasileira de games é toda de família.

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Imagino que você só deva estar preocupado com a Copa do Mundo nesse momento, mas anote na agenda: logo após o torneio (na verdade, a partir do final de semana da final da Copa), irá rolar um grande evento de games em São Paulo. Debates, palestras, estandes e tudo aquilo que você imagina estão no cardápio. Minha presença também foi confirmada. Mais detalhes, em breve.

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A Microsoft mandou todos os e-mails de confirmação que tinha direito nesse feriado.

Ao que parece, está todo mundo convidado e confirmado para os eventos da fabricante durante a semana da E3. E veja só que moderno, o convite-confirmação tem até um código de barras, pessoal e intransferível. Isso para garantir que ninguém que não tenha sido chamado terá acesso. E claro, não faltaram os avisos – proibido levar câmeras ao evento do Project Natal, tentar chegar cedo para garantir lugar, pegar a credencial antes para não pegar fila… Esquema de guerra total. Será que bater palmas pode? Mas se não fosse desse jeito, não seria a Microsoft.

Enquanto isso, nenhum detalhe mais específico sobre o evento da Sonyprincipalmente a parte sobre o jogo do Brasil contra a Coréia do Norte acontecer no mesmo horário…

Já a Nintendo está preparando sua programação para durante a E3. O evento pré, que rola na manhã da próxima terça, 15, não será no tradicionalíssimo Kodak Theater (onde costuma rolar a cerimônia do Oscar): será no moderninho Nokia Theater, localizado ao lado do Convention Center.

Estou especialmente curioso para saber sobre a atração musical convidada pela Nintendo esse ano – são sempre surpreendentes (em todos os sentidos). Já rolou Black Eyed Peas quando não eram desse tamanho todo. Rolou Smashmouth quando ninguém mais se importava. Rolou Sheryl Crow quando já era mais ou menos. Esse ano, chuto algo no gênero Justin Bieber/Jonas Brothers/Miley Cyrus.

Isso sim é brincadeira, ok?

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Agora, volto a falar sério.

Sabe o que quero ver mesmo na E3? Os novos games para iPad e iPhone.

O futuro está ali, e é bom acreditar nisso. Se bem que já me cansei de entrar em bate-boca por causa da utilidade do iPad…

Estamos aqui. Apareça sempre.

Notas relacionadas:

  1. Entrevista da Semana: Eduardo Trivella (D&T p/ PlayStation)
  2. Entrevista da Semana: Alex Rigopulos (Harmonix)
  3. Entrevista da Semana: Shigeru Miyamoto (Nintendo)
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Cobertura E3 2010, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , ,
13/05/2010 - 20:12

O Circo do Project Natal na E3

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A grande notícia do dia é: o show do Cirque du Soleil no evento da Microsoft antes da E3 2010.

Será justamente na apresentação do Project Natal, no domingo, 13 de junho. A confirmação via e-mail chegou hoje de manhã aqui.

Você sabe, Cirque du Soleil é aquela trupe circense conhecida mundialmente, cheia de estilo, pompa, cores e imaginação. Ao que parece, o glamour voltou com tudo ao mundo encantado da E3. A vida noturna de Los Angeles agradece.

***

Mas a Sony Brasil não deixa por menos, está pensando o quê?

A assessoria de imprensa da fabricante divulgou hoje uma queda de preços considerável nos games de PlayStation 3:

“A partir deste mês, a Divisão PlayStation da Sony Brasil reduz os preços de cinco games para PlayStation 3. Os jogos God of War Collection, Infamous, Killzone 2, Resistance 2 e Little Big Planet – Game of the Year Edition passam a custar R$ 119, o que representa uma  queda de mais de 30%.

“Esta redução de preços faz parte da estratégia da Sony Brasil de trazer ao gamer brasileiro a melhor experiência em jogos de PlayStation”, afirma Anderson Gracias, Gerente Geral da Divisão PlayStation na Sony Brasil.”

Lembrando que R$ 119 equivale a US$ 66 (com a cotação a US$ 1 = R$ 1,80) – exatamente o valor de um game lançamento para PlayStation 3 nos EUA (US$ 59 + impostos). Não dá para dizer que é barato (videogame jamais será barato, já disse o profeta), mas é um pouco mais justo.

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E os jornalistas contratados para a equipe Arena Turbo são…

Caio Corraini, Gus Lanzetta e Henrique Sampaio.

Parabéns e boa sorte a todos os envolvidos.

Notas relacionadas:

  1. Wii fica mais barato. Por enquanto, não no Brasil
  2. Sony reduz preços de jogos no Brasil
  3. God of War III no Brasil – e “simultaneamente ao resto do mundo”
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Cobertura E3 2010, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , ,
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