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15/06/2010 - 07:35

A Ubisoft quer fazer você sentir

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Já a Ubisoft deixou claro que quer revolucionar sempre.

Se há espaço para exploração de algum novo segmento, pode ter certeza que será a publisher francesa a primeira a mostrar uma novidade. Na coletiva de imprensa que rolou nessa seguna, logo após a da EA, a Ubi gastou seu tempo para mostrar serviço – seja explorando franquias, seja fugindo do formato tradicional que se espera de uma empresa de jogos de videogame.

Começaram bem, com o produtor popstar Tetsuya Mizuguchi apresentando sua mais nova maluquice – Child of Eden, um jogo de tiro cheio de frufrus que utiliza o Kinect do Xbox 360. Mizuguchi, um japonês com gosto exótico para roupas e chegado a sons e cores impactantes (Rez, Meteos e Lumines, suas criações mais famosas, que o digam), sempre consegue admiradores por onde passa. Fazendo ele mesmo a demonstração de seu game – imagine Geometry Wars jogado com as mãos vazias, ainda mais psicodélico, ligado em 220 V e embriagado de energético -, o cara ganhou aplausos merecidos. E ainda reforçou a fama de gente fina ao final do evento, quando saiu cumprimentando todo mundo que chegava perto.

“Vocês são do Brasil? Nunca fui para lá. Eu gostaria”, ele me disse. Pode vir, Mizuguchi. Se for durante o Carnaval, garanto que não lhe faltará oportunidade para ganhar mais inspiração.

***

Daí os fanboys berraram felizes com Assassin’s Creed: Brotherhood, que está lindo, vistoso, tem multiplayer e promete muito. E teve Ghost Recon: Future Soldier, que é só para quem gosta (mas mesmo assim, é interessante). E mais um game estrelado pelo Shaun White, o “flying tomato”, campeão de snowboarding que também se mete a esmerilhar no skate. O rapaz é carismático e promoveu a demonstração de Shaun White Skateboarding, game que pega o que a série Tony Hawk cansou de fazer na geração anterior de consoles e adiciona um toque de fantasia. E não poderia faltar a coelhada demente de Raving Rabids no bizarro Travel in Time para o Wii. Foi a hora em que eu dei risada de verdade.

Houve tempo para ressuscitar jogos que ninguém mais se lembrava que existiam: Driver voltou, agora em San Francisco e com o mesmo herói de antes (o galã Tanner), mas com uma jogabilidade irreal que fiquei na dúvida se vai colar. O desmembrado Rayman voltou à vida em Rayman Origins, que deve ganhar prêmios como o jogo com direção de arte mais caprichada da E3 2010.

A Ubisoft também se preparou para o Kinect: é dela o game mais impressionante dessa nova safra, o Your Shape: Fitness Evolved, uma espécie de Wii Fit hiper-realista para quem quer ficar em forma sem abrir mão de jogar seus joguinhos. Já a série esportiva Motionsports não parece lá essas coisas – insisto que parece muito esquisito essa história de jogar bola chutando o ar.

Mas foi fugindo dos videogames que a Ubi mais nos deixou com as orelhas em pé: a bizarrice ficou por conta do Battletag, um game… que não é game. Está mais para brinquedo, mas tudo bem. Sabe aqueles jogos de tiro de shopping center, os Lasertags? É isso mesmo – arminhas de brinquedo com sensores para brincar de atirar no companheiro. O videogame em si serve como o “gamemaster” da experiência: o jogo determina objetivos, dá as regras e conta os pontos, enquanto os jogadores saem pela sala distribuindo tiros invisíveis – tudo bem longe da tela da TV. 

O outro “não jogo” é o Inner World: consiste em um sensor que é “plugado” ao dedo da mão do jogador sedentário. Após a medição do status físico do usuário, o game propõe exercícios respiratórios relaxantes que visam repor energias gastas e melhorar a qualidade de vida. Não entendi se é um game, um acessório ou um brinquedo sério, mas a frase do produtor deixou a pista: “não é um game para se divertir, mas para fazer você se sentir bem”. A iniciativa faz parte da nova filosofia da empresa, baseada no mantra “games you can feel” (jogos para sentir), que procura explorar outras partes do corpo (e da mente) na busca pela interação virtual. A Ubisoft é mesmo cheia de ideias mirabolantes. Esses franceses…

O melhor, é claro, ficou para o final. Dançarinos adentraram o recinto e a batida inconfundível não deixou dúvidas: Michael Jackson voltou aos games. Nada foi revelado ali sobre do que se trata o jogo, mas não importa. O Rei do Pop, que deixou este planeta há quase um ano, deve estar fazendo moonwalks de satisfação com a ideia de voltar a ser um herói virtual. É mais um jogo de dança, e o mais óbvio de todos, mas deixou uma sensação boa no ar. É como se um game desses já existisse há tempos nos corações dos fãs. E a Ubi reforçou sua habilidade de capturar ícones mundiais e eternizar no universo virtual – tal qual fez com o Pelé em Academy of Champions.

Pode escrever o que estou falando (e vice-versa): a Ubisoft ainda vai durar muito. Onde houver espaço para revolução, eles estarão lá, fazendo primeiro. Talvez nem sempre acertando, mas constantemente tentando.

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Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Cobertura E3 2010, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,
07/07/2009 - 20:59

Falando sobre o Rei

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Opa. Aw! Homenageando o homenageado do dia.

A morte do Michael Jackson continua trazendo consequências. É um dos motivos de eu estar um pouco ausente por aqui. Hoje darei minhas palavras sobre o fato lá na TV e no rádio.

Às 21h45, rola uma entrevista que gravei para a Jovem Pan 620 Am (dá para ouvir aqui). E para quem tiver TV a cabo, ligue às 22h no canal Globonews. Estou indo pra lá agora, porque quem sabe (ou não) faz ao vivo.

E fica o consolo de que jamais haverá espetáculo midiático como esse. Mesmo porque, jamais haverá outro Michael Jackson. Para o bem ou para o mal.

Voltaremos amanhã com a programação normal.

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Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
30/06/2009 - 02:33

Relembrando o Rei

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Estou de volta. E não era apenas luto, mas as consequências da morte de Michael Jackson.

Afinal, acontecimento pop como esse, é uma vez a cada 30 anos.

Mas enquanto as coisas não se resolvem por aqui, você vai se divertindo e pensando por aí.

Dá para curtir o astro-rei em emuladores de Moonwalker espalhados pela net. Ou ainda ajudá-lo a se livrar das acusações de pedofilia. Ou mesmo juntar os pedaços de sua vida bizarra.  Ou assistir à homenagem incrível do fã que mostrou que Michael era mais poderoso que tudo e todos.

Se nada disso der certo, você ainda pode dar voz a Michael. Tenho certeza que ele terá algo a dizer.

E quando eu retornar ao mundo, a gente volta a se falar por aqui. Não deve demorar.

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  1. Michael. Jackson
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
25/06/2009 - 22:27

Michael. Jackson

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Sem muitas palavras hoje.

Aliás, que diazinho estranho esse 25 de junho de 2009. Repeti por aí o que ouvi – é o “11 de setembro do pop”. O mundo está de ponta-cabeça hoje. Muita gente não vai dormir.

Michael Jackson morreu.

Não há muito o que dizer sobre ele neste instante (estamos trabalhando nisso, aliás). Este é um portal de games, então só dá para relembrar as aparições de Michael Jackson nos jogos, bela lembrança feita pelo pessoal do OuterSpace (obrigado, Bruno Abreu).

E a gente depois pensa mais profundamente no assunto. Use o espaço abaixo para pagar seu tributo ao ícone. Mas pode ter certeza, as coisas já mudaram.

Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: ,
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