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	<title>Gamer.BR, por Pablo Miyazawa &#187; egs</title>
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	<description>por dentro do mercado brasileiro de games</description>
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		<title>A Volta&#8230; dos que Não Foram</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 00:43:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pablo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cobertura E3 2009]]></category>
		<category><![CDATA[Tudo ao mesmo tempo]]></category>
		<category><![CDATA[e3]]></category>
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		<description><![CDATA[Feriado longo&#8230; a gente até perde a noção das coisas.
Eu deveria estar descansado, mas os braços doem por causa de uma sessão não planejada de Rayman Raving Rabbids 2. O Wii exige um alongamento que eu não tenho o costume de fazer. Ou será que foram as partidas empolgadas no expert de Guitar Hero: World Tour? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Feriado longo&#8230; a gente até perde a noção das coisas.</p>
<p>Eu deveria estar descansado, mas os braços doem por causa de uma sessão não planejada de <strong>Rayman Raving Rabbids 2</strong>. O Wii exige um alongamento que eu não tenho o costume de fazer. Ou será que foram as partidas empolgadas no expert de <strong>Guitar Hero: World Tour</strong>? Ou tudo isso junto? A frase <em>consuma com moderação</em> deveria estar escrita em letras maiores na embalagem dos videogames&#8230;</p>
<p>Sejá como for, a semana começou pesada. Não tem mais feriado bom nas proximidades&#8230; E estou mergulhado de cabeça na matéria sobre a E3 para a <strong>Rolling Stone</strong>. Realmente, só começa quando termina. Estou no processo de selecionar assuntos &#8211; já listei 48 jogos que entrarão no texto, mas vou cortar pelo menos uns dez. A matéria deve ter umas quatro páginas. E não será ainda que a entrevista com o Miyamoto irá entrar. Essa irá merecer uma matéria separada.  Lá pra agosto. E tem Beatles em setembro&#8230; Bem, escrever para a revista será especialmente mais divertido nos próximos meses.</p>
<p>***</p>
<p>Nos últimos suspiros da E3, me encontrei com o <strong>Jorge Lizárraga</strong>. Lembra quem é? É o diretor da Oelli, empresa organizadora do EGS, ou <strong>Electronic Game Show</strong> para os curtos de memória &#8211; aquele que foi o melhor evento de games já estabelecido no Brasil, e que, infelizmente, durou pouco. Jorge me disse que está de passagem marcada para o Brasil em breve. No que deu a entender, é para tentar emplacar o evento novamente por aqui. Vale lembrar que a EGS continua a rolar no México. Por que não acontece no Brasil? É uma boa pergunta. Atualmente, mesmo com a crise, acho que voltaria a fazer sentido ter um evento de porte por aqui. Resta saber com quem essas conversas do Jorge vão rolar. Torço para dar certo.</p>
<p>***</p>
<p>E na E3 também encontrei o <strong>Kevin Baqai</strong> e a equipe da <a href="http://colunistas.ig.com.br/gamerbr/2008/10/22/entrevista-da-semana-kevin-baqai-proximo-games/" target="_blank">Proximo Games</a>. E eles revelaram que a primeira loja da franquia no Brasil está quase em vias de fato. Ou seja, será inaugurada em breve (questão de semanas/meses, e não meses/ano). E não, não será em São Paulo. Nem no Rio. Sim, você já deve imaginar onde é.</p>
<p>***</p>
<p>E você deve se lembrar que falei <a href="http://colunistas.ig.com.br/gamerbr/2009/04/23/novo-site-nova-revista-botando-mais-lenha/" target="_blank">sobre uma nova revista e um novo site gringo desembarcando no Brasil em breve</a>. Bem, a revista você já sabe &#8211; é a <strong>Edge</strong>, cuja edição 2 já está no forno. Bem, mas e o site?</p>
<p>Eu jamais falei a respeito, porque após algumas investigadas, o assunto esfriou. Tanto que até cheguei a pensar que havia virado fumaça e eu seria obrigado a publicar uma errata por aqui. Mas não.</p>
<p>Durante a E3 mesmo, por puro acaso, a confirmação caiu novamente no meu colo. E dessa vez, é para valer mesmo, segundo me confirmou uma fonte bastante envolvida com o projeto. Por enquanto é o que dá para dizer &#8211; assim que me for autorizado, falarei mais. Mas pode se preparar: <strong>no segundo semestre, teremos mais uma marca estrangeira atuando com foco no internauta brasileiro</strong>.</p>
<p>Claro, se tudo correr como o planejado. Vai que as coisas mudam&#8230;</p>
<p>***</p>
<p>E o <strong>Zeebo</strong>? Mais alguém comprou/testou/viu para vender?</p>
<p>E para meus colegas da imprensa &#8211; alguém conseguiu falar sobre o tema com a Tectoy? Ou sou só eu que estou no vácuo?</p>
<p>Continuaremos aqui tentando. Um dia a gente chega lá&#8230;</p>
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		<title>Entrevista da Semana: Ivan Cordon (Electronic Game Show)</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Feb 2007 23:10:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pablo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista da Semana]]></category>
		<category><![CDATA[Tudo ao mesmo tempo]]></category>
		<category><![CDATA[egs]]></category>
		<category><![CDATA[ivan cordon]]></category>
		<category><![CDATA[mercado]]></category>

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		<description><![CDATA[A Entrevista da Semana mais atrasada da história deste blog tardou, mas não falhou. Desta vez, o entrevistado é Ivan Cordon, jornalista, empresário e o homem responsável pelo Electronic Game Show no Brasil. O cancelamento da terceira edição da feira (que era prevista para novembro último) causou frustração no´público e colocou em xeque o futuro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Entrevista da Semana mais atrasada da história deste blog tardou, mas não falhou. Desta vez, o entrevistado é <strong>Ivan Cordon</strong>, jornalista, empresário e o homem responsável pelo <strong>Electronic Game Show</strong> no Brasil. O cancelamento da terceira edição da feira (que era prevista para novembro último) causou frustração no´público e colocou em xeque o futuro do evento, que já era considerado o mais importante do mercado nacional. Para esclarecer este assunto polêmico, Ivan bateu um belo papo com o <strong>Gamer.br</strong>, no qual não mediu palavras. Leia e comente:</p>
<p><strong>Gamer.br: Você trabalha há mais de 15 anos no mercado brasileiro de games. Já foi piloto de revista, editor, empresário e organizador de eventos. Quais as diferenças entre cada uma dessas áreas? </strong><br />
Ivan Cordon: Na verdade, trabalho há quase 20 anos nessa área. Comecei em 1989, com o pessoal da Dimensão Vídeo, a primeira locadora de videogames do país. Depois, tive a oportunidade de trabalhar com o inicio das duas primeiras revistas de games, a <strong>VideoGames</strong> e a <strong>Ação Games</strong>. Passei a atuar diretamente na <strong>Ação Games</strong>, como piloto, e escrevi bastante para a revista. Em 2000, fui o idealizador de conteúdo do site <a href="http://www.bananagames.com.br">Banana Games</a> e atuei diretamente em sua construção e depois em sua renovação. Passei também pela Cyber Games &amp; Internet, para ajudar no desenvolvimento de um padrão de Lan House diferenciado que tirasse as Lans da incomoda visão de que é um ambiente de gueto, de turminha, de joguinhos. Com o conceito que criamos transformamos a Lan em um ambiente familiar. Em 2004, participei da produção da EGS e no ano seguinte fui o responsável por toda produção e execução da melhor feira de games do Brasil até o momento. Hoje, estou de volta à Cyber como sócio, mais uma nova incursão nos mundo dos games.</p>
<p><strong>Em qual área do mercado você curtiu mais atuar?</strong><br />
Cada mercado tem sua diferença natural: um é editorial, um é vendas e locação, um é o de eventos, que é um mundo totalmente novo&#8230; Como empresário, tenho que correr atrás de resultados pro negocio dar certo para mim e para todos que trabalham comigo. Sobre qual eu gosto mais ou gosto menos é difícil responder: todos eles mexem direta e indiretamente com o mercado que gosto, o dos games. Na verdade, eu trabalho muito com um foco, quero muito que o mercado cresça e se torne &#8220;oficial&#8221; no Brasil. Não importa onde vou estar ou o que vou fazer, meu foco sempre será esse: mudar o mercado pra melhor.</p>
<p><strong>O Electronic Game Show não rolou em 2006 e deixou muita gente na expectativa. O que aconteceu, afinal de contas, para o evento ter sido adiado?</strong><br />
Muitos fatores fizeram do ano de 2006 um ano ruim para a <strong>EGS</strong>. Os principais foram problemas com captação de patrocínios. Foi um ano que teve Copa do Mundo e eleições, o que deixou muitas empresas envolvidas ansiosas com os resultados destes eventos. Por outro lado, outras empresas tentaram fazer eventos de games paralelos a EGS, nos quais não tiveram bons resultados e minaram um pouco os recursos de possíveis investidores e expositores do nosso evento. Mas este não foi o grande problema, apenas um dos muitos fatores que realmente atrapalharam.</p>
<p><strong>O que foi, em sua opinião, o fator que mais contribuiu para o não acontecimento da EGS?</strong><br />
Acho que mais favoreceu o não-acontecimento da feira foi a falta de compromisso da própria indústria. A <strong>EGS</strong> nasceu com o intuito de ser um fomentador do mercado, mostrar para as pessoas a importância de se comprar jogos originais para atrair as empresas para o nosso mercado, mostrar para outras indústrias a importância de um consumidor com perfil de games e de seu produto (as &#8220;gerações Coca-Cola&#8221;, &#8220;Orkut&#8221; ou &#8220;RPG&#8221;). Mas, infelizmente, não foi bem assim que a coisa fluiu, e se eu tenho um mercado para comprar a feira, não tenho como executar uma feira do porte da EGS. No Brasil, a coisa ainda é muito focada na venda direta e não na criação de marca com marketing pesado. Por causa disso, eventos como a <strong>EGS</strong> estão fadados ao esquecimento, por melhores que possam ser.</p>
<p><strong>Qual é o seu plano para a EGS em 2007? O evento continua igual ou com uma proposta diferente?</strong><br />
Sobre a <strong>EGS 2007</strong>, não há muito que falar. Continuo como sócio da Oelli mexicana, portanto sou dono da marca no Brasil, mas a feira só acontecerá &#8211; mesmo que com um formato diferenciado e menor (para minha tristeza) &#8211; se o mercado de games der uma reviravolta, ou se as empresas andarem conosco para criar um conceito junto ao publico consumidor. Ou isso, ou vão continuar a dar murro em ponta de faca e tomando lavada do mercado pirata, o qual, por incrível que pareça, é muito mais organizado.</p>
<p><strong>O evento Arena Gamer Experience, que rolou no ano passado, já anunciou que não irá continuar. Você acha que isto é um reflexo da atual situação do mercado, que não permite a realização de eventos deste tipo no Brasil? Ou foram erros de realização mesmo? </strong><br />
Bem, é muito ruim comentar o trabalho de outras empresas, mas infelizmente eu acho que sim, houve alguns erros estratégicos na organização do <strong>AGE</strong>. A data e os preços são os fatores que mais atrapalharam, além do fato do lugar escolhido ser de difícil acesso. Sobre o mercado, eu já respondi na pergunta anterior: infelizmente, as empresas não estão ou não são focadas em marketing de marca, por isso eventos como a <strong>EGS</strong> ou mesmo o <strong>AGE</strong>, que foi organizado por uma empresa grande e renomada, não vão dar em nada &#8211; pelo menos não agora. O mercado tem que amadurecer e se transformar em um mercado <em>legal</em>, e não em um mercado <em>pirata</em>.</p>
<p><strong>Pelo que você acompanha do mercado, estamos indo bem, estamos lentos ou estamos aquém do que poderíamos?</strong><br />
Olha, falar da posição do mercado brasileiro no setor de games é piada. Estamos anos-luz de onde poderíamos estar. Temos um mercado consumidor de mais de 35 milhões de pessoas. Isso é, em volume, mais gente que muito país europeu.<br />
Infelizmente, isso não é culpa da indústria. Por ela, empresas como Nintendo, Microsoft e a própria Sony já estariam trabalhando firmes e fortes com suas produções tupiniquins. Se a coisa continuar como está, é possível até que o Brasil saia da rota de crescimento global das indústrias citadas. Hoje, não vale a pena investir no Brasil, é um país caro onde você tem que pagar altíssimas taxas de importação sobre esse tipo de produto. Além, é claro, da nossa excelente posição no ranking de países que atuam contra a pirataria. Temos o digníssimo quarto lugar em ineficiência ao combate, perdendo somente para a China, Rússia e Índia. Com esses fatores todos, o Brasil é hoje um péssimo investimento.</p>
<p><strong>O que você ainda não viu acontecer no mercado brasileiro e gostaria muito de ver?</strong><br />
Gostaria de ver as grandes empresas se unirem em uma associação como a Entertainment Software Association, a ESA, que é a organizadora da E3. Gostaria de ver Sony, Nintendo e Microsoft trabalhando para desenvolver o mercado nacional. Gostaria de ver estúdios nacionais de produção de games serem reconhecidos mundialmente, como é o caso da inglesa Core e da francesa Infogrames (agora Atari). Gostaria de ver o governo tomar ações reais contra a pirataria, que é concentrada em algumas regiões de nosso país &#8211; e eu nem preciso citar quais. E gostaria muito de poder trabalhar somente com games e poder sobreviver e ganhar dinheiro com isso. Não digo que quero ser rico com games, mas que gostaria de viver somente disso e poder pagar todas minhas contas no final do mês.</p>
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