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14/07/2011 - 21:14

World of Warcraft no Brasil? E o que mais?

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A Blizzard brasileira anunciou um evento para a semana que vem. E os mais espertos garantem: será para anunciar a tão aguardada chegada oficial de World of Warcraft ao Brasil. O convite promete “um anúncio oficial a respeito de uma das maiores franquias da Blizzard.”

Será no dia 21 de julho. Que tal?

***

E por falar em evento…

“Dizem” que o Yoshinori Ono, produtor dos games Street Fighter, foi convidado a vir ao Brasil para dar as caras em algum evento de games. Isso se interpretarmos os intraduzíveis tweets dele dessa forma:

“I’d like to go to there… now we are thinking. ;D” - Ele disse no dia 7.

“I had invitation from many event.Brasil,Moscow,NYComicCon..I’ll be arrangemet.”ele “tentou” dizer no dia 9.

Para os especialistas em engrish: o cara vem ou não vem?

***

Lembrando que o Reggie Fils-Aime, presidente da Nintendo of America, já afirmou que virá em breve – muito provavelmente também para aproveitar a movimentação de algum evento de games nacional (conforme ele me adiantou aqui):

“Eu certamente espero visitar o Brasil. Ainda não tive a oportunidade de experienciar o mercado brasileiro. Estive no México, no Panamá, e sei que preciso ver o Brasil de perto. É um mercado muito importante para nós, ainda mais nesse momento, em que nos preparamos para lançar oficialmente o Nintendo 3DS lá. Então, sim, provavelmente nesse outono [primavera no Brasil, período entre setembro e dezembro], eu gostaria muito de visitar esse mercado e ver como podemos ser mais efetivos na região.”

***

Estão fortes esses rumores sobre a redução de preços dos games de Xbox 360 e do próprio console, para outubro – lojistas já teriam sido informados da mudança que faria o preço de um game lançamento cair para a casa dos R$ 80. Dá para acreditar? Caso isso realmente aconteça, é possível que inspire outras distribuidoras a realizar reduções também. Acho dificil que seja assim, mas não custa especular, certo?

Aliás, passei hoje na FNAC e me surpreendi com a quantidade de games para Xbox 360 vendidos a preços, digamos, interessantes: dezenas de títulos (não tão recentes) a menos de R$ 70 – alguns a R$ 39. Acho barato e honesto. Mas antes de tudo, alguém me responda: se um game que um dia foi vendido a R$ 149 consegue ser comercializado um ano depois a R$ 39… algo está errado na matemática, não?

Ou deve ser porque sou de Humanas e não sei fazer contas.

Notas relacionadas:

  1. Wii fica mais barato. Por enquanto, não no Brasil
  2. Electronic Arts: mais enxuta no Brasil?
  3. Blizzcon: E World of Warcraft no Brasil?
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
07/07/2011 - 00:35

Feira EGS volta a São Paulo – de 28 a 30 de outubro

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A EGS vai retornar a São Paulo.

Em uma coletiva de imprensa ocorrida nesta quarta em São Paulo, a produtora de eventos Oelli confirmou que a feira de games Electronic Game Show terá uma edição brasileira em 2011.

Será de 28 a 30 de outubro, no Transamerica Expo Center, uma área de eventos nos arredores do luxuoso hotel Transamérica, em São Paulo. É um local de 33 mil metros quadrados de área útil, com capacidade para receber 4 mil pessoas. É o mesmo espaço que atualmente recebe eventos como a Eletrolar (feira de eletrodomésticos) e a Salex (de equipamentos para festas e fliperamas).

No evento de divulgação, capitaneado pelo executivo belga Bertrand Caudron (ex-Electronic Arts, hoje um conselheiro da Oelli), foram divulgados os nomes das empresas que estão apoiando a EGS 2011: Microsoft, Konami, THQ, Square, Level Up! e Ubisoft (por meio da NC Games) são algumas das confirmadas até agora. Outras empresas devem ser reveladas nas próximas semanas, assim como detalhes sobre preços de ingressos. A expectativa é a de que Nintendo e Sony engrossem o caldo de participantes em breve. Fica difícil imaginar  um evento de games bem sucedido no Brasil sem a presença das três principais fabricantes de consoles (além delas, a Microsoft, que já está confirmada).

Vale ressaltar que, alguns dias antes da EGS, ocorre um outro evento de games de grande porte no país: de 5 a 9 de outubro rola o Brasil Game Show, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro. Os organizadores do BGS esperam receber 50 mil pessoas nos cinco dias, divididos entre conferências e evento aberto ao público. Apesar de a presença de dois eventos na mesma época traga à tona certa rivalidade (e concorrência de apoiadores – a Sony, por exemplo, já está confirmada na BGS), me parece claro que uma feira não concorre exatamente com a outra, visto que cada uma tem intenções e apelos diferentes (além de obviamente se focarem em públicos geograficamente distintos).

O Brasil Game Show possui um apelo mais popular, muito porque atende uma demanda reprimida no Rio, cidade que sempre sofreu com a ausência desse tipo de evento segmentado. Já São Paulo parece ter enfim definido o tamanho de seu público cativo, após anos de experimentos bem sucedidos (ou não) nesse sentido. Tivemos feiras grandes, como a própria EGS, em dois anos consecutivos (27 mil pessoas passaram pela edição 2005 do evento); também tivemos eventos menores e mais específicos, ou casados com outros eventos para públicos diversos; e, desde o ano passado, o Gameworld, organizado pela Tambor, também entrou para o calendário paulistano. Ou seja, oportunidades não têm faltado para o público realmente interessado. Apesar de que, segundo a Oelli, o foco dos esforços da EGS seria o consumidor casual de games, e não apenas o hardcore.

Mas as perguntas que o ressurgimento da EGS estimulam são pertinentes: o Brasil precisa de tantos eventos de games tão ambiciosos? Há tanto público assim disposto a pagar para visitar esse tipo de acontecimento? O chamado “casual” é mesmo um público capaz de ser atingido por uma feira de games? Melhor ainda, o mercado brasileiro suporta tantos eventos? As empresas que estão no Brasil possuem, afinal, capacidade para investir dinheiro e esforços em tantas oportunidades assim?  Estaria rolando uma nova “bolha” do mercado de games nacional, ou estamos finalmente vivenciado a tão sonhada estabilidade, aquela que as empresas tanto alardearam e prometeram lá pelos idos de 2004, 2005… e que jamais se concretizou na prática (ou será que já e nem percebemos)?

Vale a pena visitar as duas feiras em outubro para tentar responder a essas questões.

Notas relacionadas:

  1. De Volta ao Mundo Real
  2. A Volta… dos que Não Foram
  3. Aonde o Brasil dos Games quer Chegar?
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
01/07/2011 - 19:00

Escreve Música? Para Games? Sua Chance Chegou

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Sexta-feira, que alívio.

Você já estava sabendo dessa aqui? o Rio de Janeiro vai abrigar um festival de música de games. Ou melhor, um concurso. Participa quem quiser. O release a seguir explica tudo:

Rio de Janeiro sedia o Game Music Brasil, primeiro festival de trilhas de jogos eletrônicos do país

(…) No Rio de Janeiro, acontece em outubro o primeiro festival nacional de composição de trilha para jogos eletrônicos: o Game Music Brasil, organizado pela Conexão Cultural. A competição conta com três categorias: melhor trilha sonora, melhor banda e melhor jogo indie. “O objetivo do Game Music Brasil é fazer com que os músicos descubram este novo mercado, que tem crescido a cada ano”, diz Sergio Murilo de Carvalho, sócio da Conexão Cultural e idealizador do evento. No ano passado, o mercado de games gerou US$24 bilhões de receita em todo o mundo, segundo a empresa de pesquisa americana NPD.

As inscrições para participar do festival já estão abertas pelo site www.gamemusicbrasil.com.br. Pessoas de todo o país e de qualquer idade podem se inscrever gratuitamente. Na categoria composição, os participantes precisam criar uma trilha para o game “Critical Mass” desenvolvido pela Aquiris Game Studio e distribuído pela Aeria Games, detentora de diversos games que seguem o modelo free-to-play. O jogo será lançado no mercado no final de 2011. É preciso se inscrever no site, fazer o download de um Sample do novo game, gravar a trilha e fazer um upload do vídeo.

Já na categoria melhor banda, é preciso apenas enviar um link do Youtube com a banda executando qualquer trilha ou de game já existente ou composição própria. Para quem toca um instrumento, mas não tem grupo, o site do Game Music Brasil dá uma ajuda. O “Tô sem banda” une músicos via web a montar uma nova banda e participar do evento. Na categoria jogo indie, o candidato precisa desenvolver um jogo eletrônico e enviar um sample e link para download do jogo, que será postado no site. Serão avaliados a jogabilidade, os gráficos, a trilha, entre outros.

A primeira fase do festival acontece até o dia 20 de setembro, através do voto popular pela internet. Cada pessoa poderá votar apenas uma vez em cada categoria. Pelo site será possível acompanhar o número de votos de cada participante. A final acontece no dia 08 de outubro, durante o festival Game Music Brasil, no Rio de Janeiro, com três finalistas por categoria. A banca de jurados será composta por cinco pessoas, membros da indústria de games, do mercado fonográfico, músicos e representante da área comercial.

***

Quer participar? Mais informações aqui.

***

Enquanto isso, vale dizer que a notícia da volta do evento Electronic Game Show ao Brasil está confirmada (falei sobre isso há algumas semanas). Na semana que vem, dia 6 de julho, ocorre em São Paulo o evento de lançamento do EGS 2011 – serão reveladas datas, empresas participantes e mais detalhes. Animou? Temos que ver isso aí.

Notas relacionadas:

  1. Proximo Games: os planos para o Brasil
  2. Dos games para… A Fazenda
  3. O que falta para o Brasil dos games?
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , ,
01/12/2010 - 12:57

Brasil Game Show: As Conclusões Tardias

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Salve, salve. Dezembro chegou. Animado?

Este blog volta do limbo já em ritmo de fim de ano. E para coroar o mês cheio de posts, começo com um texto que deveria ter entrado há uma semana, e só entrou agora. Sabe como é, esse negócio de “ineditismo da internet” está mais do que ultrapassado.

É brincadeira. Mas cá está, a pensata do correspondente Gus Lanzetta sobre o Brasil Game Show, evento que ocorreu no Rio de Janeiro no final de semana retrasado. Não espere por grandes notícias: trata-se de uma análise da festa como um todo, sob o ponto de vista de um jornalista que foi ao evento atrás de notícias… e não encontrou muitas, além do próprio evento em si.

Com a palavra, o Gus:

***

O segundo dia do Brasil Game Show 2010 serviu para ver o evento com mais clareza. Isso não só porque havia menos gente lotando os corredores durante a tarde e assim era possível se locomover pelo showfloor e ver mais do que estava disponível; mas também porque foi o dia em que minhas suspeitas se confirmaram: esse evento não é pra mim.

Eu não estou dizendo que o evento não era para mim como um indivíduo que “curte games”, um “gamer”, mas sim que todo o conteúdo disposto por lá tinha o objetivo de atrair a atenção de uma juventude fã dos inúmeros produtos demonstrados, não havia um foco de suprir a vontade da imprensa em achar novidades nos eventos da indústria.

Essa visão foi algo que aproveitei para discutir com alguns colegas presentes no domingo, e parecia haver um consenso: “Aqui o que tem pra gente é o Mortal Kombat“, como bem disse Claudio Prandoni, do UOL Jogos. Creio que ele dizia isso porque era o único jogo não lançado, que podia gerar um texto de impressões e porque Hector Sanchez, produtor do jogo, era um game developer americano disponível para entrevistas. Talvez Prandoni estivesse falando só das nossas conversas nerds sobre a vida e obra de Sub-Zero.

Gamers foram ao Brasil Game Show 2010 para testar produtos que ainda não sabem se querem comprar

É fácil ver isso refletido no material que os grandes veículos publicaram sobre o evento: entrevistas com Sanchez e notas que se resumem em “tá rolando um evento lá no Rio”. Também deu pra ver que essa falta de “conteúdo noticiável” deixou uns dois ou três leitores desse blog bem insatisfeitos.

Porém, acho que fazer um post aqui listando que jogos cada empresa mostrou, quantas máquinas de fliperama de jogos semi-velhos a Diverbras teve a coragem de deixar serem abusadas pelo público e quem ganhou a competição de Starcraft 2 não iria fazer muito sentido. Não acho que essas são as informações que os leitores esperam do Gamer.BR.

O que eu acho válido comentar é que, para quem foi como jogador, o evento pareceu muito competente em suprir a vontade do público em se sentir valorizado. Quem foi pra jogar novidades que ainda não pode comprar, conhecer outras pessoas que partilham de seu hobby e ver apresentações sobre um mundo que parece extremamente atrativo como possibilidade de carreira para as jovens mentes nerds do Brasil se divertiu e saiu satisfeito. Nisso eu acredito.

O evento foi para jogadores como ele.

Foi muito interessante para mim ver um evento que me lembrou tanto as EGS de 2004 e 2005 por uma perspectiva nova. Na época eu nem blog sobre videogames tinha, era só mais um gordinho nerd animadaço em ver os caras que escreviam sobre um dos meus hobbies, jogar consoles que não tinha e falar com gente que fazia jogos, algo que na época eu achava que eu queria fazer.

Odeio soar como um velho hippie falando sobre Woodstock, mas “you had to be there, man“. Leitores procurando alguma grande notícia no BGS 2010 se decepcionaram, mas quem pode estar no centro de convenções provavelmente entendeu a importância de eventos como esse.

Games E pipoca é o tipo de experiência que não se traduz em um texto.

No ano que vem a organização espera um aumento de 30 mil para 40 mil pessoas no público. E tem boatos de EGS Brasil 2011 rolando por aí. Tomara que assim mais gente possa ir e ver com os próprios olhos, porque é pra isso que esses eventos existem. E3 é E3, e BGS é BGS.

Notas relacionadas:

  1. Entrevista da Semana: Ivan Cordon (Electronic Game Show)
  2. Game na TV. Hoje
  3. Brasil Game Show: Um pouco do primeiro dia
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , ,
01/04/2010 - 16:13

Troféu Gameworld 2010 – Como foi

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“www.impostojustoparavideogames.com.br”

Sob aplausos e gritaria, André Martins, diretor geral da editora Tambor, anunciou ontem, 31 de março, a iniciativa online que se propõe a reunir assinaturas e gerar discussão em torno da questão que mais incomoda o consumidor de games brasileiro.

“Queremos levar esse abaixo-assinado para o Congresso”, disse Martins, sobre o material que será gerado pelo site, que entrou oficialmente no ar há algumas horas. “Vamos fazer muita pressão para que o imposto seja diminuído e, consequentemente, que os preços de jogos, consoles e acessórios caiam drasticamente nos pontos de venda.”

Foi o momento mais barulhento da sexta edição do Troféu Gameworld, que misturou entrega de prêmios com o tradicional esquema de feira de games, em São Paulo. Organizado pela Tambor (que hoje publica as revistas Nintendo World e EGW, entre outras), o Gameworld ganhou força no mercado brasileiro muito por conta de sua singularidade – foi o único evento que sobreviveu em meio a tantas tentativas passadas (e frustradas) de se organizar e reunir os principais players da indústria em um só movimento. Hoje, é o único evento do setor que pode ser considerado parte do “calendário” nacional. E a edição 2010 teve porte e pompa para garantir que a iniciativa poderá perdurar.


Gente bonita, selecionada e comportada na torcida

O diretor editorial André Forastieri abriu o evento que aconteceu ontem, pontualmente às 20h30 no Teatro Frei Caneca: “Os personagens dessa noite são todos aqueles que jogam esse grande e desafiador jogo, que é fazer o negócio de games crescer no Brasil: vocês”, declarou. A apresentação dos prêmios ficou por conta da jornalista Flávia Gasi, que com habilidade e bom humor anunciava e convocava os vencedores em categorias variadas, de “Melhor Campanha de Marketing para games” a “Melhor game do ano” (leia sobre o evento aqui e sobre os vencedores aqui).


Flávia Gasi ao lado do vencedor do sorteio de uma viagem para a E3 2010

Além da presença dos executivos, varejistas e produtores brasileiros de sempre – e diversos estrangeiros, como o pessoal da Hudson e o Mark Wentley, homem forte da Nintendo of America para o mercado latino-americano -, o Gameworld ganhou em carisma com a presença do Charles Martinet, o norte-americano responsável pelas vozes dos personagens da família Mario nos games Nintendo. Bem-humorado, solícito e incansável, o ator (que mora em San Francisco, na Califórnia) de 54 anos distribuiu autógrafos, fotos e sorrisos como se não houvesse amanhã, e não hesitou em subir ao palco para receber o prêmio destinado a New Super Mario Bros. Wii como se fosse um autêntico representante da famiglia. Ganhou o troféu simpatia para a eternidade e deve se tornar figurinha fácil dos eventos brasileiros (a entrevista com ele, publico na semana que vem).


Mark Wentley (NOA) e Charles Martinet, durante a premiação

A parte “feira” do Gameworld aconteceu em 30 e 31 de março e tinha entrada gratuita. O visitante tinha boas opções nos vários estandes montados no quinto andar do Shopping Frei Caneca, desde testar games inéditos (Copa do Mundo 2010, por exemplo) a conferir de perto jogos recém-lançados, como God of War III para PS3.


Thiago Borbolla (MTV) entrevista cosplayer de Samus (Metroid)

E claro, havia o ilustre Charles Martinet distribuindo assinaturas e posando para fotos no estande da Nintendo (o novo Nintendo DSi XL também podia ser testado por ali), além de diversos torneios com distribuição de brindes, garotas sorridentes uniformizadas, campeonato de cosplay e uma boa cobertura da mídia não-especializada. Eu me diverti, mesmo ficando pouco por ali – e tive a chance de encontrar um monte de leitores das antigas. Me senti um pouco mais velho, aliás.


Charles, o melhor amigo do Mario. Aquele lá

Dadas as devidas proporções, o Gameworld até lembrou um pouco o finado Electronic Game Show que rolou entre 2004 e 2006 e deixou saudades. A organização divulgou que, em dois dias, mais de 10 mil pessoas circularam pelo Gameworld (mais de duas mil simultâneas). Se vai durar ou não, se vai crescer mais no ano que vem, se a iniciativa do “impostos justos para videogames” vai dar em alguma coisa, é impossível prever. Porém, se levarmos em conta a máxima de que “o futuro é importante, mas o presente é muito mais”, há bastante coisa a ser comemorada. É torcer para que tanta bola dentro resulte logo em gols e mais vitórias, e não apenas em oba-oba.

Otimista e engajado, o consumidor de games brasileiro agradece.

Notas relacionadas:

  1. Entrevista da Semana: André Forastieri (EGW)
  2. Sony, Nintendo e Microsoft, pela primeira vez em um evento de games brasileiro
  3. Gameworld – é hoje
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , ,
15/06/2009 - 21:43

A Volta… dos que Não Foram

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Feriado longo… a gente até perde a noção das coisas.

Eu deveria estar descansado, mas os braços doem por causa de uma sessão não planejada de Rayman Raving Rabbids 2. O Wii exige um alongamento que eu não tenho o costume de fazer. Ou será que foram as partidas empolgadas no expert de Guitar Hero: World Tour? Ou tudo isso junto? A frase consuma com moderação deveria estar escrita em letras maiores na embalagem dos videogames…

Sejá como for, a semana começou pesada. Não tem mais feriado bom nas proximidades… E estou mergulhado de cabeça na matéria sobre a E3 para a Rolling Stone. Realmente, só começa quando termina. Estou no processo de selecionar assuntos – já listei 48 jogos que entrarão no texto, mas vou cortar pelo menos uns dez. A matéria deve ter umas quatro páginas. E não será ainda que a entrevista com o Miyamoto irá entrar. Essa irá merecer uma matéria separada.  Lá pra agosto. E tem Beatles em setembro… Bem, escrever para a revista será especialmente mais divertido nos próximos meses.

***

Nos últimos suspiros da E3, me encontrei com o Jorge Lizárraga. Lembra quem é? É o diretor da Oelli, empresa organizadora do EGS, ou Electronic Game Show para os curtos de memória – aquele que foi o melhor evento de games já estabelecido no Brasil, e que, infelizmente, durou pouco. Jorge me disse que está de passagem marcada para o Brasil em breve. No que deu a entender, é para tentar emplacar o evento novamente por aqui. Vale lembrar que a EGS continua a rolar no México. Por que não acontece no Brasil? É uma boa pergunta. Atualmente, mesmo com a crise, acho que voltaria a fazer sentido ter um evento de porte por aqui. Resta saber com quem essas conversas do Jorge vão rolar. Torço para dar certo.

***

E na E3 também encontrei o Kevin Baqai e a equipe da Proximo Games. E eles revelaram que a primeira loja da franquia no Brasil está quase em vias de fato. Ou seja, será inaugurada em breve (questão de semanas/meses, e não meses/ano). E não, não será em São Paulo. Nem no Rio. Sim, você já deve imaginar onde é.

***

E você deve se lembrar que falei sobre uma nova revista e um novo site gringo desembarcando no Brasil em breve. Bem, a revista você já sabe – é a Edge, cuja edição 2 já está no forno. Bem, mas e o site?

Eu jamais falei a respeito, porque após algumas investigadas, o assunto esfriou. Tanto que até cheguei a pensar que havia virado fumaça e eu seria obrigado a publicar uma errata por aqui. Mas não.

Durante a E3 mesmo, por puro acaso, a confirmação caiu novamente no meu colo. E dessa vez, é para valer mesmo, segundo me confirmou uma fonte bastante envolvida com o projeto. Por enquanto é o que dá para dizer – assim que me for autorizado, falarei mais. Mas pode se preparar: no segundo semestre, teremos mais uma marca estrangeira atuando com foco no internauta brasileiro.

Claro, se tudo correr como o planejado. Vai que as coisas mudam…

***

E o Zeebo? Mais alguém comprou/testou/viu para vender?

E para meus colegas da imprensa – alguém conseguiu falar sobre o tema com a Tectoy? Ou sou só eu que estou no vácuo?

Continuaremos aqui tentando. Um dia a gente chega lá…

Notas relacionadas:

  1. Contagem Regressiva
  2. Vai Começar… E a volta da EGM??
  3. E3 2009: Começou. Ou quase
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Cobertura E3 2009, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , ,
08/02/2007 - 21:10

Entrevista da Semana: Ivan Cordon (Electronic Game Show)

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A Entrevista da Semana mais atrasada da história deste blog tardou, mas não falhou. Desta vez, o entrevistado é Ivan Cordon, jornalista, empresário e o homem responsável pelo Electronic Game Show no Brasil. O cancelamento da terceira edição da feira (que era prevista para novembro último) causou frustração no´público e colocou em xeque o futuro do evento, que já era considerado o mais importante do mercado nacional. Para esclarecer este assunto polêmico, Ivan bateu um belo papo com o Gamer.br, no qual não mediu palavras. Leia e comente:

Gamer.br: Você trabalha há mais de 15 anos no mercado brasileiro de games. Já foi piloto de revista, editor, empresário e organizador de eventos. Quais as diferenças entre cada uma dessas áreas?
Ivan Cordon: Na verdade, trabalho há quase 20 anos nessa área. Comecei em 1989, com o pessoal da Dimensão Vídeo, a primeira locadora de videogames do país. Depois, tive a oportunidade de trabalhar com o inicio das duas primeiras revistas de games, a VideoGames e a Ação Games. Passei a atuar diretamente na Ação Games, como piloto, e escrevi bastante para a revista. Em 2000, fui o idealizador de conteúdo do site Banana Games e atuei diretamente em sua construção e depois em sua renovação. Passei também pela Cyber Games & Internet, para ajudar no desenvolvimento de um padrão de Lan House diferenciado que tirasse as Lans da incomoda visão de que é um ambiente de gueto, de turminha, de joguinhos. Com o conceito que criamos transformamos a Lan em um ambiente familiar. Em 2004, participei da produção da EGS e no ano seguinte fui o responsável por toda produção e execução da melhor feira de games do Brasil até o momento. Hoje, estou de volta à Cyber como sócio, mais uma nova incursão nos mundo dos games.

Em qual área do mercado você curtiu mais atuar?
Cada mercado tem sua diferença natural: um é editorial, um é vendas e locação, um é o de eventos, que é um mundo totalmente novo… Como empresário, tenho que correr atrás de resultados pro negocio dar certo para mim e para todos que trabalham comigo. Sobre qual eu gosto mais ou gosto menos é difícil responder: todos eles mexem direta e indiretamente com o mercado que gosto, o dos games. Na verdade, eu trabalho muito com um foco, quero muito que o mercado cresça e se torne “oficial” no Brasil. Não importa onde vou estar ou o que vou fazer, meu foco sempre será esse: mudar o mercado pra melhor.

O Electronic Game Show não rolou em 2006 e deixou muita gente na expectativa. O que aconteceu, afinal de contas, para o evento ter sido adiado?
Muitos fatores fizeram do ano de 2006 um ano ruim para a EGS. Os principais foram problemas com captação de patrocínios. Foi um ano que teve Copa do Mundo e eleições, o que deixou muitas empresas envolvidas ansiosas com os resultados destes eventos. Por outro lado, outras empresas tentaram fazer eventos de games paralelos a EGS, nos quais não tiveram bons resultados e minaram um pouco os recursos de possíveis investidores e expositores do nosso evento. Mas este não foi o grande problema, apenas um dos muitos fatores que realmente atrapalharam.

O que foi, em sua opinião, o fator que mais contribuiu para o não acontecimento da EGS?
Acho que mais favoreceu o não-acontecimento da feira foi a falta de compromisso da própria indústria. A EGS nasceu com o intuito de ser um fomentador do mercado, mostrar para as pessoas a importância de se comprar jogos originais para atrair as empresas para o nosso mercado, mostrar para outras indústrias a importância de um consumidor com perfil de games e de seu produto (as “gerações Coca-Cola”, “Orkut” ou “RPG”). Mas, infelizmente, não foi bem assim que a coisa fluiu, e se eu tenho um mercado para comprar a feira, não tenho como executar uma feira do porte da EGS. No Brasil, a coisa ainda é muito focada na venda direta e não na criação de marca com marketing pesado. Por causa disso, eventos como a EGS estão fadados ao esquecimento, por melhores que possam ser.

Qual é o seu plano para a EGS em 2007? O evento continua igual ou com uma proposta diferente?
Sobre a EGS 2007, não há muito que falar. Continuo como sócio da Oelli mexicana, portanto sou dono da marca no Brasil, mas a feira só acontecerá – mesmo que com um formato diferenciado e menor (para minha tristeza) – se o mercado de games der uma reviravolta, ou se as empresas andarem conosco para criar um conceito junto ao publico consumidor. Ou isso, ou vão continuar a dar murro em ponta de faca e tomando lavada do mercado pirata, o qual, por incrível que pareça, é muito mais organizado.

O evento Arena Gamer Experience, que rolou no ano passado, já anunciou que não irá continuar. Você acha que isto é um reflexo da atual situação do mercado, que não permite a realização de eventos deste tipo no Brasil? Ou foram erros de realização mesmo?
Bem, é muito ruim comentar o trabalho de outras empresas, mas infelizmente eu acho que sim, houve alguns erros estratégicos na organização do AGE. A data e os preços são os fatores que mais atrapalharam, além do fato do lugar escolhido ser de difícil acesso. Sobre o mercado, eu já respondi na pergunta anterior: infelizmente, as empresas não estão ou não são focadas em marketing de marca, por isso eventos como a EGS ou mesmo o AGE, que foi organizado por uma empresa grande e renomada, não vão dar em nada – pelo menos não agora. O mercado tem que amadurecer e se transformar em um mercado legal, e não em um mercado pirata.

Pelo que você acompanha do mercado, estamos indo bem, estamos lentos ou estamos aquém do que poderíamos?
Olha, falar da posição do mercado brasileiro no setor de games é piada. Estamos anos-luz de onde poderíamos estar. Temos um mercado consumidor de mais de 35 milhões de pessoas. Isso é, em volume, mais gente que muito país europeu.
Infelizmente, isso não é culpa da indústria. Por ela, empresas como Nintendo, Microsoft e a própria Sony já estariam trabalhando firmes e fortes com suas produções tupiniquins. Se a coisa continuar como está, é possível até que o Brasil saia da rota de crescimento global das indústrias citadas. Hoje, não vale a pena investir no Brasil, é um país caro onde você tem que pagar altíssimas taxas de importação sobre esse tipo de produto. Além, é claro, da nossa excelente posição no ranking de países que atuam contra a pirataria. Temos o digníssimo quarto lugar em ineficiência ao combate, perdendo somente para a China, Rússia e Índia. Com esses fatores todos, o Brasil é hoje um péssimo investimento.

O que você ainda não viu acontecer no mercado brasileiro e gostaria muito de ver?
Gostaria de ver as grandes empresas se unirem em uma associação como a Entertainment Software Association, a ESA, que é a organizadora da E3. Gostaria de ver Sony, Nintendo e Microsoft trabalhando para desenvolver o mercado nacional. Gostaria de ver estúdios nacionais de produção de games serem reconhecidos mundialmente, como é o caso da inglesa Core e da francesa Infogrames (agora Atari). Gostaria de ver o governo tomar ações reais contra a pirataria, que é concentrada em algumas regiões de nosso país – e eu nem preciso citar quais. E gostaria muito de poder trabalhar somente com games e poder sobreviver e ganhar dinheiro com isso. Não digo que quero ser rico com games, mas que gostaria de viver somente disso e poder pagar todas minhas contas no final do mês.

Notas relacionadas:

  1. Entrevista da Semana: Renato Bueno (EGM PC)
  2. Entrevista da Semana: Renato Viliegas (Play TV)
  3. Entrevista da Semana: Julio Vieitez (Level Up! Games)
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
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