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23/09/2009 - 02:34

O Vai-e-Vem do Mercado Brasileiro – no bom sentido

O mercado jornalístico brasileiro está em eterna mutação. E nos games também não é diferente.

Foi tanta coisa que rolou nos últimos tempos que preferi juntar tudo em um só documento. Será que foi tanta mudança assim? Vejamos:

- O Gustavo Petró, que era um dos editores da revista EDGE (Editora Europa), agora faz parte da equipe do site G1

-…no lugar do Renato Bueno, que a partir de agora é o comandante dos sites PlayTV e GameTV

- …no lugar do Odair Braz Junior, que agora faz parte da equipe do portal R7, da Record.

- E não poderia deixar de citar as mudanças na própria Ed. Europa: o Felipe Azevedo, que era editor da N-Gamer, agora está na EDGE, junto com o Fabio Santana. Por consequência, a revista N-Gamer já está nas mãos do eterno Eduardo Trivella.

- O André Faure não faz mais parte do C.E.S.A.R., e o Rafael Arbulu não é mais o editor do portal MSN Games, site que é editado pela Tambor. Ambos estão já, cada um na sua, envolvidos com novos projetos.

- A Beatriz Sant´Ana, que  foi editora da EGM e atualmente estava editando o portal EGW, agora está editando a revista Movie na mesma editora Tambor.

- Por outro lado, a EGW revista ganhou a participação do primeiro editor da publicação, Renato Viliegas (ainda quando se chamava EGM Brasil), que vai assinar uma coluna mensal na revista. A partir de agora, inclusive. A equipe da editora, aliás, cresceu e está cheia de sangue novo.

- Enquanto isso, alguns felizardos desembarcaram no Japão para cobrir a feira Tokyo Game Show: o Bruno Vasone, pelo Arena Turbo, do IG; o Bruno Abreu, pelo OuterSpace; o Theo Azevedo e o Akira Suzuki, pelo UOL; e o Fernando Mucioli, pelo GameTV. Isso pelo que estou sabendo. Deve ter mais brazucas desbravando Toquio neste instante. Sortudos.

- E o onipresente Claudio Batistuzzo, do Games Brasil, foi gentil o bastante para me passar o link da matéria do Flávio Croffi, que listou a maioria dos jornalistas de games nacionais que twitam no Twitter. Se faltava um ou outro em sua lista de seguidores, nem falta mais.

E você chegou a ouvir o podcast do Gus Lanzetta sobre jornalismo de games? Pois deveria.

***

Passei pela FNAC Pinheiros hoje e me surpreendi ao ver o Halo 3: ODST sendo vendido normalmente – surpresa porque a Microsoft cumpriu a data de lancamento mundial inclusive por aqui, ou seja, hoje. A imprensa, por sua vez, recebeu o game hoje também. Direitos iguais, é o que dizem.

***

E por falar em lancamento aguardado, alguém viu o belo trailer/comercial de FIFA 10? Com o Rooney, o Xavi, o Schweinsteiger e uns outros boleiros: Serve bem até para quem odeia futebol. Ou games de futebol. Ou as duas coisas.

E concluo nessa semana aquela velha pesquisa que realizei sobre a Satisfação do Jornalista de Games Brasileiro. Como deu para notar, muita coisa mudou no mercado desde que publiquei a primeira parte. Assim que é bom. Mudanças são sempre positivas. Mesmo quando são repentinas e aparentemente inexplicáveis. Tal qual a vida real.

E boa semana para todo mundo.

Autor: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
31/07/2009 - 19:22

Clique Comigo

Tudo pronto? Então vamos lá.

Hoje mesmo tem palestra sobre Perspectivas do Mercado de Games no Itaú Cultural, na Avenida Paulista, em São Paulo. Com participação de Bertrand Chaverot, da Ubisoft, André Penha, da Tectoy Digital e mediação do infalível Théo Azevedo. Eu não vou poder ir, mas, se fosse você, iria.

Começa às 20h. Corre que dá.

***

E sobre o game bizarro do Mickey, você soube?

Eu achei genial.


Pateta, é você? Acho que não

Eu curto essas desconstruções que surgem de quando em quando na indústria dos games. O próximo passo agora seria uma versão fofinha e psicodélica de Resident Evil. Aí sim, vou acreditar na criatividade (ou não) dos produtores de games.

***

E sobre o caso “importante distribuidor de games paulista preso”: meus amigos jornalistas sérios apuraram que a Polícia Federal não quer divulgar o nome da pessoa, ou dos envolvidos. O jeito é aguardar notícias “oficiais” sobre o caso. Quando eles quiserem divulgá-las, claro.

***

A Microsoft está de assessoria de imprensa nova no Brasil. Sai a S2, após muitos anos respondendo pela empresa do Bill Gates por aqui para a entrada da FSB Comunicações. Desejo boa sorte a eles na empreitada.

***

E hoje é dia: os meus sinceros e alegres parabéns ao Gustavo Petró, editor da revista EDGE, pelo nascimento de seu primeiro filho, o Vicente.

***

E vamos pro final de semana, que estou precisando. Essa semana foi em ponto morto, mas na próxima garanto a programação quase normalizada.

Até segunda.

Autor: pablo - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , ,
15/06/2009 - 21:43

A Volta… dos que Não Foram

Feriado longo… a gente até perde a noção das coisas.

Eu deveria estar descansado, mas os braços doem por causa de uma sessão não planejada de Rayman Raving Rabbids 2. O Wii exige um alongamento que eu não tenho o costume de fazer. Ou será que foram as partidas empolgadas no expert de Guitar Hero: World Tour? Ou tudo isso junto? A frase consuma com moderação deveria estar escrita em letras maiores na embalagem dos videogames…

Sejá como for, a semana começou pesada. Não tem mais feriado bom nas proximidades… E estou mergulhado de cabeça na matéria sobre a E3 para a Rolling Stone. Realmente, só começa quando termina. Estou no processo de selecionar assuntos – já listei 48 jogos que entrarão no texto, mas vou cortar pelo menos uns dez. A matéria deve ter umas quatro páginas. E não será ainda que a entrevista com o Miyamoto irá entrar. Essa irá merecer uma matéria separada.  Lá pra agosto. E tem Beatles em setembro… Bem, escrever para a revista será especialmente mais divertido nos próximos meses.

***

Nos últimos suspiros da E3, me encontrei com o Jorge Lizárraga. Lembra quem é? É o diretor da Oelli, empresa organizadora do EGS, ou Electronic Game Show para os curtos de memória – aquele que foi o melhor evento de games já estabelecido no Brasil, e que, infelizmente, durou pouco. Jorge me disse que está de passagem marcada para o Brasil em breve. No que deu a entender, é para tentar emplacar o evento novamente por aqui. Vale lembrar que a EGS continua a rolar no México. Por que não acontece no Brasil? É uma boa pergunta. Atualmente, mesmo com a crise, acho que voltaria a fazer sentido ter um evento de porte por aqui. Resta saber com quem essas conversas do Jorge vão rolar. Torço para dar certo.

***

E na E3 também encontrei o Kevin Baqai e a equipe da Proximo Games. E eles revelaram que a primeira loja da franquia no Brasil está quase em vias de fato. Ou seja, será inaugurada em breve (questão de semanas/meses, e não meses/ano). E não, não será em São Paulo. Nem no Rio. Sim, você já deve imaginar onde é.

***

E você deve se lembrar que falei sobre uma nova revista e um novo site gringo desembarcando no Brasil em breve. Bem, a revista você já sabe – é a Edge, cuja edição 2 já está no forno. Bem, mas e o site?

Eu jamais falei a respeito, porque após algumas investigadas, o assunto esfriou. Tanto que até cheguei a pensar que havia virado fumaça e eu seria obrigado a publicar uma errata por aqui. Mas não.

Durante a E3 mesmo, por puro acaso, a confirmação caiu novamente no meu colo. E dessa vez, é para valer mesmo, segundo me confirmou uma fonte bastante envolvida com o projeto. Por enquanto é o que dá para dizer – assim que me for autorizado, falarei mais. Mas pode se preparar: no segundo semestre, teremos mais uma marca estrangeira atuando com foco no internauta brasileiro.

Claro, se tudo correr como o planejado. Vai que as coisas mudam…

***

E o Zeebo? Mais alguém comprou/testou/viu para vender?

E para meus colegas da imprensa – alguém conseguiu falar sobre o tema com a Tectoy? Ou sou só eu que estou no vácuo?

Continuaremos aqui tentando. Um dia a gente chega lá…

Autor: pablo - Categoria(s): Cobertura E3 2009, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , ,
21/05/2009 - 16:11

Entrevista da Semana: André Forastieri (EGW)

A Entrevista da Semana apresenta uma conversa franca com o jornalista André Forastieri, diretor editorial da editora Tambor. Nos últimos dias, ele foi o responsável por dois anúncios importantes no mercado nacional; O primeiro: o fim da revista EGM Brasil, que recém-completou sete anos de existência, e a substituição pela EGW. O segundo, a criação do portal de internet EGW (Entertainment Game World, que estreou hoje), dedicado ao consumidor não só brasileiro, mas também o ibero-americano. A conversa a seguir esclarece mais sobre as duas novidades e deixa mais clara a visão toda singular de Forastieri sobre a realidade nacional.

Confira a seguir e não deixe de comentar no final.

***

Gamer.br: Trocando em miúdos, quais os diferenciais do portal EGW em relação ao portal Gameworld? André Forastieri: Na verdade, faz quase três anos que incorporamos o Gameworld no Heroi.com.br., que passou a ter um conteúdo maior de games. Mas sentimos que o internauta e os anunciantes exigiam de nós um portal dedicado aos games. Demoramos para lançá-lo mais do que queríamos. Uma das razões foi porque durante muito tempo, o 1UP planejava uma expansão internacional, com os parceiros de cada país. Com a venda do 1UP e cancelamento da EGM nos Estados Unidos, ficou claro que era a hora de lançar uma nova marca que estivesse presente na web, em mídia impressa, em eventos, realmente multiplataforma. O natural foi EGW – Entertainment + Game World, que já nasce como revista, site e como única premiação de games do país.
Dito isso, o site tem um plano de implementação de um ano. A cada mês, novas ferramentas serão introduzidas. A revista também tem um plano de um ano. E o próximo evento vai ser um salto com relação ao deste ano – que já foi muito bacana.

Agora a EGM se chama EGW. Fora a mudança de nome, o que mais muda na revista, grosso modo?
Pensamos a revista e o site simultaneamente. De cara, 20% do conteúdo da revista passa a ser de assuntos do interesse do gamer, mas não sobre games – cinema, DVD, tecnologia. Vai ter mais brindes. Vai ter mais pôsteres. Vai ter surpresas diversas. Vai ter sempre links expandindo as matérias no site.
A revista passa a ter “páginas infinitas” no portal. Teremos o maior e mais completo diretório de dicas, e centenas de reviews publicados desde a EGM nº 1, mais as melhores matérias especiais publicadas na história da revista.
É muito fácil fazer uma revista de games, principalmente através de licenciamento. Basta pagar o dono da marca no estrangeiro. Difícil é fazer uma revista boa, que dure anos, mantendo uma base de leitores fiéis, e garantindo aos anunciantes o retorno para o seu investimento. Nós conseguimos isso com a EGM, e no último período a revista já era 90% produzida por jornalistas brasileiros. A EGW é a evolução lógica dos sete anos da EGM.

O que representa para o mercado de revistas essa mudança da publicação, ao mesmo tempo em que é anunciada a chegada da Edge via editora Europa?
A Edge é uma revista inglesa muito boa, muito sofisticada, dedicada mais ao lado criativo e de negócios no mundo dos games. E tenho certeza que o Fábio Santana e o Gustavo Petró – velhos companheiros, que fizeram parte da equipe da EGM – farão um ótimo trabalho na sua adaptação para o Brasil.Acredito que a EGW e a Edge, juntas, são mais que suficientes para atender as necessidades do leitor que quer se informar sobre o universo de games como um todo. A aposta da EGW é em 100% do conteúdo produzido por brasileiros, para brasileiros. O da Edge, em traduzir ótimo conteúdo produzido na Inglaterra. Acho que talvez haja espaço para a Edge.Mas dificilmente outro título generalista conseguirá espaço. A tendência é ficar uma ou duas de Nintendo, uma ou duas de Playstation, e haver uma depuração do mercado.Agora, a razão da Edge substituir a GameMaster é que a GameMaster nunca conseguiu enfrentar a EGM. A Europa não conseguiu ter a principal revista multiplataforma do país com a GameMaster, agora tenta com a Edge. Como não conseguiu ter a principal revista de Nintendo do país – a N-Gamer nunca chegou perto da Nintendo World.Por outro lado, a gente anos atrás desistiu da SuperDicas Playstation. Éramos a número dois do mercado, mas a Dicas e Truques Playstation nadava de braçada em publicidade. Ganhamos umas, perdemos outras…Acho que a diferença entre a Tambor e a Europa ou a Digerati é que elas têm muitos negócios diferentes. Primeiro, nós somos muito focados em games, tecnologia, entretenimento digital. Todos os jornalistas trabalham numa redação só e eu junto. Segundo, nós somos muito focados em internet. Nossos sites falam com mais de dois milhões de gamers todo mês. No Brasil, ninguém chega perto.

Como dono de editora, você acha que atualmente é preciso investir mais em produtos para a internet do que em produtos de papel? Ou seja, ainda compensa investir na mídia revista?
Revista custa muito mais para fazer, mas a receita é muito maior. E de fato dá uma credibilidade muito diferente. Porque passa pelo crivo dos leitores, que estão tirando dinheiro do bolso todo mês para comprar a revista, “votando com a carteira”. E porque passa pelo crivo dos anunciantes, que só continuam anunciando se a revista realmente der retorno. Dito isso, temos que reaprender a fazer revistas a cada ano que passa. Não pense que estamos satisfeitos com nossas revistas, e mesmo com a EGW. A busca da atualização e da surpresa tem que ser permanente.
Fizemos uma capa toda preta, homenageando o Black Album do Metallica, para a edição de aniversário da EGM. Foi uma ousadia (pra não dizer maluquice). A venda subiu 20%.Eu acho que o melhor mix é “revista + digital”. Um ajuda o outro. Na verdade, todo mundo gosta de revista! O que ninguém gosta é de pagar por uma revista que só te oferece o que você já tem de graça na internet. Nem eu.

Quem é o consumidor de games hoje no Brasil? Para quem exatamente você faz suas revistas e sites?
Você, Pablo. …Se você achar que estamos fazendo direito, provavelmente estamos!
Não, depende. Assim: a Nintendo World é para nintendista. O Portal MSN, que fazemos para o MSN e atinge 1,6 milhão de gamers por mês, é muito aberto. A comunidade EGW continua a trajetória de sete anos da EGM, no sentido de fazer jornalismo sério sobre games.Mas, em um certo sentido, vai no caminho inverso da Edge. Principalmente no portal, nosso objetivo é sermos mais abrangentes, atrair o hardcore gamer e o jogador adulto, pai de família; o teen, o molecão, o jogador de MMO, e o cara que nem quer saber tanto dos bastidores da indústria, mas não passa um dia sem jogar no seu PSP. Ah, e as mulheres também.Inclusive, o portal EGW já nasce com a missão de atender também ao mercado português, e a partir de agosto, a todo o mercado latino-americano, com conteúdo em espanhol.Nossa missão é sermos “O primeiro portal de games da América Latina”. Ou seja, fazemos conteúdo de games para gamers de todos os tipos, idades, gostos e agora até de línguas diferentes!

No evento Troféu Gameworld, você afirmou que o Brasil é o país com maior possibilidade de crescimento da indústria de games em todo o mundo. De que depende esse crescimento, afinal? O que nos impede?
O Brasil é a décima maior economia do mundo. Temos uma população na maioria jovem, todo mundo fala a mesma língua, a maioria é urbana, não temos guerras civis, a economia está sofrendo menos que o resto do mundo. Somos o nono maior mercado de TI. Mas hoje o Brasil é 1 a 2% do negócio de games global. Isso não tem sentido. Por isso, o crescimento do mercado formal será muito grande nos próximos anos, a despeito de todos os problemas habituais – impostos, preços altos etc. Vamos dobrar, triplicar, ano após anos.
Acredito que vai crescer o modelo habitual – venda de hardware e caixinha de jogo em lojas especializadas e em grandes varejistas, online e offline – mas também vão crescer muito negócios que fogem ao beabá, como jogos cada vez mais sofisticados para celular, MMOs com modelos diferentes de receita, distribuição digital, eventos ligados a games e por aí vai.Claro que quem se mexer mais vai levar vantagem. Se a Sony começa mesmo a fabricar jogos para PS3 em Manaus em 2010, leva vantagem. Se não, não.O grande portal tipo UOL ou Terra ou MSN que resolver investir sério para ter o maior share de MMOs levará vantagem. A agência de publicidade que ficar conhecida como a melhor em advergaming levará vantagem. O primeiro varejista online a oferecer compra de jogos via distribuição digital em reais e em parcelas levará vantagem. Por aí vai.Eu editei minha primeira revista de games em 1994 e nunca estive tão otimista com nosso mercado quanto agora. Tenho certeza que o mercado brasileiro de games vai ser 10% do mercado mundial, em um prazo curto.
Quer uma previsão? 2015. Me cobra pra ver se eu acertei daqui a seis anos!

Autor: pablo - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , ,
30/04/2009 - 20:25

Dia de Estreia

notícia divulgada aqui ontem sobre a revista Edge no Brasil repercutiu bem por aí.

Hoje, a equipe da revista divulgou o release oficial, o qual reproduzo quase na íntegra abaixo:

“A Editora Europa realiza o mais importante lançamento dos últimos anos: a edição nacional da revista Edge. Publicada no Reino Unido desde 1993, Edge é notória por seu estilo sofisticado e incisivo, com conteúdo direcionado a formadores de opinião: profissionais da indústria e do mercado de jogos eletrônicos e jogadores adultos na faixa dos 18 aos 34 anos.

Em sua estreia, a revista estampa em sua capa Final Fantasy XIII, o aguardado RPG da Square Enix para PlayStation 3 e Xbox 360, em um artigo produzido em visita ao estúdio da empresa em Tóquio. Também há prévias de BioShock 2, Mafia II, Punch-Out!, God of War III, The Sims 3, além de análises em primeira mão de Bionic Commando, Star Ocean: The Last Hope, X-Men Origins: Wolverine, Little King’s Story e outros. Complementam a edição uma crítica contemporânea ao clássico Viewtiful Joe, um making of do cult Leisure Suit Larry, uma reportagem sobre os estúdios brasileiros desenvolvendo jogos para Nintendo DS e colunas de especialistas da indústria.

À frente do novo empreendimento estão dois veteranos do segmento editorial brasileiro de games: Fabio Santana, editor de diversas revistas especializadas desde 1995, e Gustavo Petró, que dá continuidade ao primoroso trabalho que vinha desempenhando como editor da revista multiformato GameMaster. À solidez e autoridade da publicação original, soma-se a expertise de uma reconhecida equipe de talentos do jornalismo de games brasileiro.”

Agora, é esperar pela edição 1.

***

Ontem mesmo, rolou mais uma novidade no mercado brasileiro: o GamerView, portal especializado e caprichado, comandado pelo empreendedor Vinícios Duarte. Para saber o que ele pensa, metralhei o cara de perguntas sobre o projeto. Veja a seguir, e, em seguida, apareça lá para visitá-lo:

Gamer.br: Quais são suas pretensões hoje com o GamerView?
Vinícios Duarte: O objetivo principal do site, nesta fase inicial, é consolidar um novo estilo de jornalismo de games com personalidade, diferencial e muito humor. Não é fácil escrever sobre games fazendo uso desta fórmula, muito menos agradar a todos os leitores que pretendemos conquistar. A idéia é criar um vínculo com nosso público, com artigos de assunto rápido e direto ao ponto, sem enrolação.
O jogador brasileiro gosta de coisas ágeis, rápidas e fáceis de ler. A notícia do dia a dia, por exemplo, serão filtradas para o gosto do público brasileiro, pelo que julgamos ser uma leitura interessante. O segundo objetivo, não menos importante, é correr atrás de tudo que rola no mercado brasileiro, dando suporte à produtoras de games nacionais, cobrindo eventos e criando conteúdos exclusivos.

Como você planeja se diferenciar e atrair o leitor, com essa avalanche de blogs rolando, os grandes portais e mais a possibilidade da chegada da versão em português de um grande blog internacional?
A meu ver, há espaço para todos no nosso mercado. Com o GamerView, procuraremos nos diferenciar exatamente pelo conteúdo criado, fazendo uso de nossa fórmula e correndo atrás do que rola em solo brasileiro, especialmente. Há muitos blogs e sites bons no Brasil, mas nem todos conseguem dar uma atenção maior ao que acontece por aqui. A grande maioria se concentra no que acontece lá fora, replicando as principais notícias do dia. Claro que nós acompanharemos também, informando nossos leitores, mas esse não é o nosso foco principal. Em breve o site irá estrear seu podcast, chamado GamerSpeak (de slogan “A voz do Gamer”), e teremos também programas de videocast próprios, entre eles o Antena Gamer, que será produzido em parceria com a Chilli Filmes. Isto ajudará a formar a personalidade do Gamerview, diferenciando-se dos demais sites.

Qual a receita de sobrevivência de um veículo de informação atualmente – no caso, na internet? Leitores fiéis? Anunciantes constantes? Tudo isso junto?
Há muitas formas de se trabalhar com a internet, além da publicidade convencional (banners). Os leitores nos trazem o reconhecimento de “status”, de site bem aceito e acessado. Hoje é mais fácil vender o seu peixe com estatísticas, mostrando ao anunciante o potencial que seu site tem para atingir determinado público e satisfazê-lo na propaganda. O GamerView tem como plano explorar também outras mídias, como o podcast e os programas de videocast (sim, serão mais de um).

O Brasil comporta tantos produtos para o leitor? Há tanta gente interessada assim?

Sim, e sempre há alguém interessado. O desafio é direcionar o produto certo para o seu público. Publicidade de coisas que não tem a ver com o tema games ou tecnologia chama menos atenção, de fato. Mas não significa que não vá vender. Eu, como empresário, pretendo direcionar a publicidade de forma que traga maior resultado para os anunciantes, educando ele sobre os gostos do gamer brasileiro.

O Brasil, enquanto mercado, rende tanta pauta? Pergunto isso porque também faço um produto voltado para o mercado interno, e sofro para conseguir pautas de vez em quando…
Ah, com certeza sim. Procurando bem e no lugar certo, você acha grandes fontes de notícias, especialmente sobre produção de games e na área da educação. Está mais do que na hora do nosso mercado ser verdadeiramente reconhecido. Estaremos por perto para fazer isso acontecer, dando espaço principalmente para as produtoras de games daqui.
A todo momento novos cursos de games vêm surgindo, empresas estão desenvolvendo games interessantes pro mercado nacional e estrangeiro, profissionais em diversas áreas (programação, design, edição de áudio,e etc.) são reconhecidos no exterior, e por aí vai. Sempre haverá pauta.

***

E na semana que vem deve rolar a aguardada estreia de outro portal especializado, o EGW – Entertainment Gameworld.

Sem falar que ainda aguardo mais informações sobre a possível vinda daquele site internacional renomado… mas sobre isso, falarei em breve.

E tome feriado. Esse ano está até um exagero. Semana que vem tem mais.

Autor: pablo - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , ,
28/04/2009 - 19:11

E a nova revista brasileira é…

E acabou o mistério. Pelo menos um deles.

O Gamer.br revela agora, com exclusividade, qual é o próximo lançamento do mercado editorial brasileiro.

A revista é a britânica Edge e será publicada pela Editora Europa.

Muita gente já havia acertado só na base da investigação. E a informação já rola em fóruns há alguns dias (segredo nunca se mantém secreto por muito tempo). Mas agora é oficial, com as declarações de quem está produzindo a revista.

Conversei com o Gustavo Petró, atual editor da Gamemaster e futuro editor da Edge (ao lado do glorioso Fabio Santana), que respondeu a algumas questões cruciais sobre o projeto. Vamos a elas:

Gamer.br: Quando sai a edição 1 da Edge? De quanto em quanto tempo? E o preço, a quantidade de páginas, o tipo de papel?
Gustavo Petró: A Edge chegará às bancas na segunda quinzena de maio. Será mensal, terá 100 páginas e terá lombada quadrada, por R$ 14,90. A capa terá o mesmo material da revista gringa, que é com um papel um pouco mais “durinho”. O papel interno será o mesmo das outras revistas de games licenciadas pela Editora Europa.


Esta capa ainda é provisória, eles avisam. Clique para ampliar

E a GameMaster, continua com a chegada da Edge?
Não, a GameMaster se tornará Edge. Os assinantes da revista passarão automaticamente a receber Edge a partir de maio. A GameMaster edição 50 (que já está nas bancas) é a última edição da revista com esse nome. A equipe continua na Edge.
E antes de responder a próxima, queria avisar que tem uma promoção de lançamento para assinatura anual da revista, com desconto de 65% na assinatura.

Como é a divisão de conteúdo? Metade traduzido e metade nacional, como é normalmente feito em revistas licenciadas?
Em princípio, majoritariamente o conteúdo é localizado. Temos seções e artigos produzidos no Brasil, a exemplo da matéria que tem chamada nessa primeira capa sobre os estúdios que desenvolvem games para Nintendo DS. A tendência é esse conteúdo feito aqui aumentar no futuro.

Vocês pretendem usar toda equipe da editora Europa na revista?
Assim como as revistas já publicadas pela Editora Europa, que têm seus respectivos responsáveis, todos os membros da redação de games estarão de alguma forma envolvidos em Edge.

Apresente a EDGE pra quem nunca ouviu falar. Por que lança-la agora?
Edge é uma revista de games britãnica publicada desde 1993. É uma das mais conceituadas no mundo. Tem estilo sofisticado e incisivo, com conteúdo direcionado a formadores de opinião: profissionais da indústria e jogadores adultos. Edge tem acesso irrestrito aos estúdios espalhados pelo mundo, trazendo o que há de mais novo em termo de jogos. A negociação do licenciamento estava em tramite há bastante tempo, muito mesmo, que vem agora fortalecer o portfolio de revistas da Editora Europa. O lançamento acontece no momento em que o mercado nacional de jogos amadurece rapidamente, com mais players no varejo e produtoras nacionais desenvolvendo jogos para as plataformas do momento. Isso exigiu uma publicação nova a altura desse novo cenário.

E os leitores da GameMaster, não vão estranhar a diferença?
Os leitores da GameMaster não estranharão a nova revista, uma vez que tanto Edge quanto a GameMaster sempre trataram videogames como algo sério. Edge tem acesso irrestrito às grandes produtoras espalhadas pelo mundo, o que garante matérias exclusivas e com muita qualidade. Não tem como alguém estranhar isso, tem?

***

Agora que eu me adiantei na revelação, comente. E divulgue por aí.

 

Autor: pablo - Categoria(s): Cobertura X06, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , ,
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