Diverbras | Gamer.BR, por Pablo Miyazawa
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01/12/2010 - 12:57

Brasil Game Show: As Conclusões Tardias

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Salve, salve. Dezembro chegou. Animado?

Este blog volta do limbo já em ritmo de fim de ano. E para coroar o mês cheio de posts, começo com um texto que deveria ter entrado há uma semana, e só entrou agora. Sabe como é, esse negócio de “ineditismo da internet” está mais do que ultrapassado.

É brincadeira. Mas cá está, a pensata do correspondente Gus Lanzetta sobre o Brasil Game Show, evento que ocorreu no Rio de Janeiro no final de semana retrasado. Não espere por grandes notícias: trata-se de uma análise da festa como um todo, sob o ponto de vista de um jornalista que foi ao evento atrás de notícias… e não encontrou muitas, além do próprio evento em si.

Com a palavra, o Gus:

***

O segundo dia do Brasil Game Show 2010 serviu para ver o evento com mais clareza. Isso não só porque havia menos gente lotando os corredores durante a tarde e assim era possível se locomover pelo showfloor e ver mais do que estava disponível; mas também porque foi o dia em que minhas suspeitas se confirmaram: esse evento não é pra mim.

Eu não estou dizendo que o evento não era para mim como um indivíduo que “curte games”, um “gamer”, mas sim que todo o conteúdo disposto por lá tinha o objetivo de atrair a atenção de uma juventude fã dos inúmeros produtos demonstrados, não havia um foco de suprir a vontade da imprensa em achar novidades nos eventos da indústria.

Essa visão foi algo que aproveitei para discutir com alguns colegas presentes no domingo, e parecia haver um consenso: “Aqui o que tem pra gente é o Mortal Kombat“, como bem disse Claudio Prandoni, do UOL Jogos. Creio que ele dizia isso porque era o único jogo não lançado, que podia gerar um texto de impressões e porque Hector Sanchez, produtor do jogo, era um game developer americano disponível para entrevistas. Talvez Prandoni estivesse falando só das nossas conversas nerds sobre a vida e obra de Sub-Zero.

Gamers foram ao Brasil Game Show 2010 para testar produtos que ainda não sabem se querem comprar

É fácil ver isso refletido no material que os grandes veículos publicaram sobre o evento: entrevistas com Sanchez e notas que se resumem em “tá rolando um evento lá no Rio”. Também deu pra ver que essa falta de “conteúdo noticiável” deixou uns dois ou três leitores desse blog bem insatisfeitos.

Porém, acho que fazer um post aqui listando que jogos cada empresa mostrou, quantas máquinas de fliperama de jogos semi-velhos a Diverbras teve a coragem de deixar serem abusadas pelo público e quem ganhou a competição de Starcraft 2 não iria fazer muito sentido. Não acho que essas são as informações que os leitores esperam do Gamer.BR.

O que eu acho válido comentar é que, para quem foi como jogador, o evento pareceu muito competente em suprir a vontade do público em se sentir valorizado. Quem foi pra jogar novidades que ainda não pode comprar, conhecer outras pessoas que partilham de seu hobby e ver apresentações sobre um mundo que parece extremamente atrativo como possibilidade de carreira para as jovens mentes nerds do Brasil se divertiu e saiu satisfeito. Nisso eu acredito.

O evento foi para jogadores como ele.

Foi muito interessante para mim ver um evento que me lembrou tanto as EGS de 2004 e 2005 por uma perspectiva nova. Na época eu nem blog sobre videogames tinha, era só mais um gordinho nerd animadaço em ver os caras que escreviam sobre um dos meus hobbies, jogar consoles que não tinha e falar com gente que fazia jogos, algo que na época eu achava que eu queria fazer.

Odeio soar como um velho hippie falando sobre Woodstock, mas “you had to be there, man“. Leitores procurando alguma grande notícia no BGS 2010 se decepcionaram, mas quem pode estar no centro de convenções provavelmente entendeu a importância de eventos como esse.

Games E pipoca é o tipo de experiência que não se traduz em um texto.

No ano que vem a organização espera um aumento de 30 mil para 40 mil pessoas no público. E tem boatos de EGS Brasil 2011 rolando por aí. Tomara que assim mais gente possa ir e ver com os próprios olhos, porque é pra isso que esses eventos existem. E3 é E3, e BGS é BGS.

Notas relacionadas:

  1. Entrevista da Semana: Ivan Cordon (Electronic Game Show)
  2. Game na TV. Hoje
  3. Brasil Game Show: Um pouco do primeiro dia
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , ,
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