Assassin’s Creed Brotherhood | Gamer.BR, por Pablo Miyazawa
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31/01/2011 - 17:04

Melhores de 2010 – Escolha do Leitor

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E veja só, até que não demorou muito. Vamos agora aos melhores games de 2010 de acordo com a escolha do leitor. Ou seja, você mesmo.

Contabilizei os votos recebidos nos comentários do site entre o finalzinho de dezembro e o início de janeiro, usando a seguinte metodologia: 5 pontos para cada vez que o game é citado em primeiro lugar; 3 pontos para o segundo; 1 ponto para o terceiro. Em caso de empate em pontos, ficou na frente o game com mais citações. Somando tudo, deu o resultado que você vê a seguir. Se for comparado ao resultado da critica, publicado ontem, você talvez se espante com as discrepâncias (e são várias) O que isso diz sobre os hábitos dos jogadores normais e como isso pode ser analisado diante das escolhas dos jornalistas? Gostaria de levantar essas questões. Mas, por enquanto, vamos à lista. E não poderia de deixar de agradecer a quem votou. Sua ajuda foi inestimável.

E aqui estão, finalmente, os 21 melhores games de 2010, segundo você:

1. Red Dead Redemption

X360, PS3 / Rockstar – 32 citações

Na crítica, deu Red Dead Redemption. E o leitor concordou com isso. Foi a única unanimidade de posições nas duas listas, o que leva a crer que: 1. o game é bom mesmo e todo mundo o jogou; e 2. por falta de grandes opções, não foi um ano assim tão difícil de escolher o game que mais se destacou. Em todo caso, é o game de 2010, agora sem dúvida alguma. Quem discorda?

2. Super Mario Galaxy 2

Wii / Nintendo – 23 citações

O carisma de Mario (e a popularidade do Wii) deram a vice-liderança para Super Mario Galaxy 2 entre os leitores. Entre a crítica, o game ficou em quarto, atrás de games de temáticas mais "adultas" como God of War III e Mass Effect. Seria um indício de que a crítica brasileira (na casa dos 30 anos, em média) estaria enxergando o console da Nintendo com olhos menos positivos?

3. God of War III

PlayStation 3 / Sony – 22 citações

Kratos menos cotado que o Super Mario? Faz sentido, se levarmos em conta que o PS3 demorou a engrenar no Brasil. Mas a diferença de citações foi pequena, o que leva a crer que a disputa poderia ter sido ainda mais acirrada se o PlayStation 3 fosse um pouco mais acessível no país

4. Mass Effect 2

X360, PC / BioWare – 15 citações

Eis que o leitor do Gamer.br mostra que não gosta só de "joguinho". Ou você pensa que Mass Effect 2 é para qualquer tipo de jogador? Quem encarou, disse que valeu a pena - e continuou jogando

5. Donkey Kong Country Returns

Wii / Nintendo – 11 citações

Mas havia espaço para a nostalgia no coração dos jogadores em 2010. Crítica e público concordam: Donkey Kong é importante demais para ser coadjuvante. Sem dúvidas, foi o retorno do ano

6. StarCraft 2: Wings of Liberty

PC / Blizzard – 7 citações

Um dos grandes lançamentos do ano a R$ 50 foi um apelo irresistível demais até para quem jamais se arriscou em games de estratégia. No fim das contas, a maioria curtiu. Ponto para a Blizzard

7. Halo Reach

Xbox 360 / Microsoft – 5 citações

E quem disse que brasileiro não gosta de Halo? Depois de tanto marketing, a Microsoft conseguiu convencer de que valia a pena se arriscar na franquia. E o jogador brasileiro se acostumou à ideia

8. Heavy Rain

PlayStation 3 / Sony – 6 citações

A primeira grande discrepância entre público e da crítica. Por que os jornalistas se esqueceram do perturbador Heavy Rain? Será que faltou divulgação? Pelo jeito não, porque o leitor se lembrou

9. Alan Wake

Xbox 360 / Microsoft – 5 citações

Outro que foi esquecido pela crítica ganhou boa posição com o público: a aparição de Alan Wake é outro sinal de que o marketing da Microsoft Brasil deve estar funcionando bem com o consumidor

10. Bioshock 2

X360, PS3, PC – 3 citações

A imprensa colocou o primeiro Bioshock no céu. Já o segundo, foi devidamente ignorado (vai entender). O leitor não se importou com isso se lembrou do game mesmo assim

Menções honrosas (games também citados):

11. Battlefield: Bad Company 2 – X360, PS3, PC / Electronic Arts

12. Super Meat Boy – X360, PC / Team Meat

13. Bayonetta – X360, PS3 / Sega

14. Limbo – Xbox 360 / PlayDead

15. Call of Duty: Black Ops – X360, PS3, PC / Activision

16. Gran Turismo 5 – PlayStation 3 / Sony

17. Fallout: New Vegas - X360, PS3, PC / Bethesda

18. Super Street Fighter 4 - PS3, X360 / Capcom

19. Fable 3
– Xbox 360 / Microsoft

20. Pokémon Heart Gold/Soul Silver - Nintendo DS / Nintendo

21. Kirby Epic Yarn
– Wii / Nintendo

***

Outros fatos dignos de nota, se compararmos a lista da crítica e a do público:

- Call of Duty: Black Ops ganhou o quarto lugar entre a imprensa; entre o público, quase ficou de fora do top 20. Para mim, é fácil entender: os jornalistas citaram não apenas os melhores, mas também os games mais comentados do ano, e isso, Black Ops o foi (por diversas razões que pouco se relacionam à qualidade do game em si). O leitor, por sua vez, não jogou. Ou se jogou, não gostou. O mesmo talvez tenha acontecido com Assassin’s Creed: Brotherhood, bem lembrado pelos críticos e ignorado pelo público.

- A lista do leitor trouxe dois games indies em seu top 20, Super Meat Boy e Limbo. A dos jornalistas só trouxe Limbo. Por outro lado, o leitor ignorou o hype sobre Scott Pilgrim e só mencionou o game uma única vez.

- Jornalistas são mais nostálgicos do que os próprios leitores? Talvez, o que explicaria a presença de games como Dragon Quest IX, Castlevania, Pro Evolution Soccer e Need for Speed somente no top 20 da imprensa. Já a dos leitores mostram que a Nintendo ainda encanta, com os destaques a Kirby Epic Yarn e os mais recentes Pokémon.

No total, 13 games foram citados em ambas listas. Catorze são diferentes (obviamente, sete para cada lado). Já os quatro primeiros colocados, curiosamente, são os mesmos nas duas eleições. Talvez isso se dê por causa da limitação de cada eleitor só poder escolher três jogos, o que restringe ainda mais a variedade de títulos. Ou talvez porque esses quatro games sejam mesmo os melhores lançados em 2010 e ponto final. Não vi as listas estrangeiras, mas acredito que não fugiram muito do que foi apresentado por aqui. E agora, você me diz: qual das duas listas merece mais a sua aprovação, a dos jornalistas ou a dos leitores?

Já podemos pensar em 2011? Ainda não: tem a lista dos melhores e piores fatos de 2010. Mas isso eu devo publicar até o final dessa semana. Por enquanto, vá discutindo essas.

Notas relacionadas:

  1. Melhores de 2009 – Escolha da Crítica
  2. Melhores Fatos de 2009 – Escolha do Leitor
  3. Melhores de 2010 – Escolha da Crítica
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
15/06/2010 - 07:35

A Ubisoft quer fazer você sentir

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Já a Ubisoft deixou claro que quer revolucionar sempre.

Se há espaço para exploração de algum novo segmento, pode ter certeza que será a publisher francesa a primeira a mostrar uma novidade. Na coletiva de imprensa que rolou nessa seguna, logo após a da EA, a Ubi gastou seu tempo para mostrar serviço – seja explorando franquias, seja fugindo do formato tradicional que se espera de uma empresa de jogos de videogame.

Começaram bem, com o produtor popstar Tetsuya Mizuguchi apresentando sua mais nova maluquice – Child of Eden, um jogo de tiro cheio de frufrus que utiliza o Kinect do Xbox 360. Mizuguchi, um japonês com gosto exótico para roupas e chegado a sons e cores impactantes (Rez, Meteos e Lumines, suas criações mais famosas, que o digam), sempre consegue admiradores por onde passa. Fazendo ele mesmo a demonstração de seu game – imagine Geometry Wars jogado com as mãos vazias, ainda mais psicodélico, ligado em 220 V e embriagado de energético -, o cara ganhou aplausos merecidos. E ainda reforçou a fama de gente fina ao final do evento, quando saiu cumprimentando todo mundo que chegava perto.

“Vocês são do Brasil? Nunca fui para lá. Eu gostaria”, ele me disse. Pode vir, Mizuguchi. Se for durante o Carnaval, garanto que não lhe faltará oportunidade para ganhar mais inspiração.

***

Daí os fanboys berraram felizes com Assassin’s Creed: Brotherhood, que está lindo, vistoso, tem multiplayer e promete muito. E teve Ghost Recon: Future Soldier, que é só para quem gosta (mas mesmo assim, é interessante). E mais um game estrelado pelo Shaun White, o “flying tomato”, campeão de snowboarding que também se mete a esmerilhar no skate. O rapaz é carismático e promoveu a demonstração de Shaun White Skateboarding, game que pega o que a série Tony Hawk cansou de fazer na geração anterior de consoles e adiciona um toque de fantasia. E não poderia faltar a coelhada demente de Raving Rabids no bizarro Travel in Time para o Wii. Foi a hora em que eu dei risada de verdade.

Houve tempo para ressuscitar jogos que ninguém mais se lembrava que existiam: Driver voltou, agora em San Francisco e com o mesmo herói de antes (o galã Tanner), mas com uma jogabilidade irreal que fiquei na dúvida se vai colar. O desmembrado Rayman voltou à vida em Rayman Origins, que deve ganhar prêmios como o jogo com direção de arte mais caprichada da E3 2010.

A Ubisoft também se preparou para o Kinect: é dela o game mais impressionante dessa nova safra, o Your Shape: Fitness Evolved, uma espécie de Wii Fit hiper-realista para quem quer ficar em forma sem abrir mão de jogar seus joguinhos. Já a série esportiva Motionsports não parece lá essas coisas – insisto que parece muito esquisito essa história de jogar bola chutando o ar.

Mas foi fugindo dos videogames que a Ubi mais nos deixou com as orelhas em pé: a bizarrice ficou por conta do Battletag, um game… que não é game. Está mais para brinquedo, mas tudo bem. Sabe aqueles jogos de tiro de shopping center, os Lasertags? É isso mesmo – arminhas de brinquedo com sensores para brincar de atirar no companheiro. O videogame em si serve como o “gamemaster” da experiência: o jogo determina objetivos, dá as regras e conta os pontos, enquanto os jogadores saem pela sala distribuindo tiros invisíveis – tudo bem longe da tela da TV. 

O outro “não jogo” é o Inner World: consiste em um sensor que é “plugado” ao dedo da mão do jogador sedentário. Após a medição do status físico do usuário, o game propõe exercícios respiratórios relaxantes que visam repor energias gastas e melhorar a qualidade de vida. Não entendi se é um game, um acessório ou um brinquedo sério, mas a frase do produtor deixou a pista: “não é um game para se divertir, mas para fazer você se sentir bem”. A iniciativa faz parte da nova filosofia da empresa, baseada no mantra “games you can feel” (jogos para sentir), que procura explorar outras partes do corpo (e da mente) na busca pela interação virtual. A Ubisoft é mesmo cheia de ideias mirabolantes. Esses franceses…

O melhor, é claro, ficou para o final. Dançarinos adentraram o recinto e a batida inconfundível não deixou dúvidas: Michael Jackson voltou aos games. Nada foi revelado ali sobre do que se trata o jogo, mas não importa. O Rei do Pop, que deixou este planeta há quase um ano, deve estar fazendo moonwalks de satisfação com a ideia de voltar a ser um herói virtual. É mais um jogo de dança, e o mais óbvio de todos, mas deixou uma sensação boa no ar. É como se um game desses já existisse há tempos nos corações dos fãs. E a Ubi reforçou sua habilidade de capturar ícones mundiais e eternizar no universo virtual – tal qual fez com o Pelé em Academy of Champions.

Pode escrever o que estou falando (e vice-versa): a Ubisoft ainda vai durar muito. Onde houver espaço para revolução, eles estarão lá, fazendo primeiro. Talvez nem sempre acertando, mas constantemente tentando.

Notas relacionadas:

  1. Entrevista da Semana: Bertrand Chaverot (Ubisoft)
  2. Entrevista da Semana: Bertrand Chaverot (Ubisoft) – Parte 2
  3. Ubisoft adquire produtora gaúcha
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Cobertura E3 2010, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,
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