Alguns Pensamentos Sobre a Sony e o Brasil
Bom dia, tarde, noite.
A semana está complicada. Quem acompanha meu Twitter sabe – pelo menos, consigo atualizar ali muito de leve. Aqui, está mais difícil. É aquele período complexo do mês em que eu comemoro se consigo almoçar. Fechamento, essas coisas rotineiras.
Mas como você não tem nada com isso, não vou deixá-lo na mão. Mesmo porque, já tem gente reclamando de minhas ausências. Eu também reclamaria, então nisso nós concordamos.
Aproveito o momento para publicar minha coluna Gamer.br que saiu no número de setembro da revista EGW. A edição já saiu da banca, então me permito fazer essa leve “reciclagem”. Quem já leu no papel, pode comentar agora. Quem não viu, aproveite – é como um post/pensata mais longo, que ainda não perdeu a validade.
Vale lembrar que o texto foi escrito antes da revelação do nome do “homem da Sony no Brasil” e no calor de um período de muitos boatos e sem informações oficiais a respeito da atuação da fabricante do PlayStation 3 no País. Não que a situação tenha mudado muito de lá para cá, mas é válido explicar o contexto. Você irá notar que até cheguei a mencionar o Dia das Crianças como uma provável data de alguma revelação importante, mas como é possível conferir em qualquer calendário, nada se concretizou. Infelizmente, nem sempre nossas fontes de informação são infalíveis. E não, não ganhei nenhum presente de Dia das Crianças (aceito doações).
E cá está. Enjoy.
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O “Sono da Sony”*
Na feira alemã Gamescom, a empresa japonesa Sony anunciou a redução do preço do PlayStation 3 nos Estados Unidos, Europa e Ásia.
Sim, uma notícia tão globalizada como essas repercutiu no Brasil também. Mesmo que, aparentemente, a gente não tenha nada a ver com isso. É óbvio que a informação da queda do preço do console mais desejado do momento é relevante. Afinal, intimamente, torcemos para que essa redução respingue no mercado brasileiro. Ficamos tradicionalmente animados com esse tipo de coisa, mesmo que, no fim das contas, não faça diferença nenhuma.
Bem, é com esse humor amargo que defino o clima em relação à chegada oficial da Sony Computer Entertainment em nosso território. Essa conversa já está rolando há um bom tempo e, como você sabe, parece não evoluir nunca. Às vezes, parece até mentira. Não que eu não tenha esperança ainda de ver o nosso mercado evoluindo e funcionando de maneira “oficial”. É que eu pensava que as coisas poderiam andar um pouco mais rápido, só para variar.
Acho que até você mesmo, o mais esperançoso dos consumidores brasileiros, já não aguenta mais ler tanta notícia. É sempre a mesma coisa: as grandes multinacionais soltam promessas e mais promessas a respeito do país, falam sobre nosso potencial de desenvolvimento e sobre como fazemos parte dos planos de dominação deles. E aí, despejam um monte de datas, prognósticos e estimativas… E nada mais acontece durante meses. Nem uma palavrinha que seja. Ficamos todos no vácuo, esperando a grande e poderosa empresa fazer alguma coisa na prática.
É o que está acontecendo no caso da Sony.
A última vez que ouvimos algo sólido – ainda que de maneira vaga, é verdade – foi durante a última E3, no início de junho. Se é que ainda sei fazer contas, se passaram três meses desde a última notícia. Hoje, ninguém sabe ao certo o que a Sony irá realizar de verdade em território brasileiro: se irá apenas lançar o PlayStation 2, se irá se arriscar com o PSP e o PS3 logo de cara, se trará a versão Slim para cá junto com o resto do mundo… E é melhor nem mencionarmos Manaus, porque provavelmente nem os habitantes da cidade, nem os trabalhadores da Zona Franca, sabem bem o que vai acontecer por ali.
Eu custo a acreditar que seja tão difícil para uma empresa do porte da Sony organizar seu funcionamento em um país como o nosso. Certamente não pode ser apens uma questão de dificuldades burocráticas ou estratégia mercadológica. Chame de estratégia, se quiser. Também não consigo acreditar que seja mais lucrativo fazer negócio no Equador ou na Venezuela – países em que a Sony já atua com sua área de games – do que no Brasil. Nada contra os hermanos equatorianos e venezuelanos, que fique claro. E aquela história de fazermos parte do BRIC, o grupo de países economicamente mais promissores do planeta? Não deveríamos estar no topo da lista de prioridades? Ou era conversa fiada?
Agora, é hora de soltar uma boa notícia. Exatamente no dia em que foi anunciada a redução de preço do PlayStation 3, uma de minhas fontes internacionais revelou ter participado de um evento organizado pela Sony, voltado aos varejistas latino-americanos. No local, foram divulgadas datas de uma possível estreia da multinacional no Brasil. A estimativa mais otimista fala sobre uma chegada maciça às lojas, ou pelo menos algum anúncio oficial, antes do Dia das Crianças. Na pior das hipóteses, até o Natal teremos consoles Sony oficialmente em nossas lojas. Ah, sim: as datas são em 2009. Pelo menos, é o que dizem. E você aí, ainda acredita?
Eu quero acreditar. Mas, por enquanto, está difícil. Espero que a Sony queime a minha língua.
* Texto publicado na edição 93 da EGW, setembro de 2009.
Autor: pablo - Categoria(s): Gamer.br na EGW, Tudo ao mesmo tempo Tags: egw, playstation 2, playstation 3, psp, sony, sony brasil
