Arquivo da Categoria Cobertura WCG 2008
10/11/2008 - 14:33

Paulo Corgosinho, 20 anos, é o terceiro melhor jogador do mundo no game Carom 3D, game da coreana NeoAct que simula a boa e velha sinuca. O mineiro de Belo Horizonte acabou com a bendita medalha de bronze na final mundial do World Cyber Games, em Colônia (Alemanha). Após o pódio, ele conversou com o Gamer.br sobre sua atuação no torneio.
Sobre a derrota na semifinal e a medalha de bronze:
“Eu esperava que poderia me sair melhor do que na etapa online. Já vnha jogando melhor que os outros jogadores e esperava ir para a final. Aqui é um campeonato mundial, então tem essa pressão, todos querem levar a medalha de ouro, entao é uma pressão que fica em cima que é enorme, e atrapalha bastante. Eu queria ter jogado menos nervoso, com mais tranqüilidade. Era muita pressão, e me faltou calma para ganhar. Carom 3D é um jogo que depende muito de calma, e em algumas partidas minhas eu me apressei um pouco e fui mal. Na disputa do bronze, eu estava mais tranqüilo e meu jogo saiu bem melhor. Na semifinal, contra o menino da Bulgaria, tinha aquela pressão: eu sabia que se ganhasse dele, iria pra final. E isso me atrapalhou um bocado.”
Ganhar a única medalha brasleira e subir no pódio:
“Deu um frio imenso na barriga subir no palco com a bandeira brasileira. Foi uma responsabilidade enorme, fiz com muito orgulho e dedicação a essa delegação. Pretendo continuar a jogar. Agora que ja sei como que é [uma competição internacional], é só manter a calma e treinar bastante para tentar ganhar a medalha de ouro no ano que vem.”
Sobre o campeão mundial, o coreano Kensin:
“Ele é bem mais velho, e bastante velho no jogo. Eu não sei o que ele faz da vida, mas ele jogava bastante antes do torneio, ficava umas 15 horas online por dia. Eu acho que não precisa desse treinamento todo. Você sabendo jogar, é so manter a calma e treinar umas duas horas por dia. Não precisa ser tão exagerado.”
Sobre ser cyberatleta:
Eu acho que isso é uma coisa que um dia passa. Eu jogo por prazer, não por prêmios ou dinheiro, é por prazer. O resto é conseqüência. Quando estou afim, eu jogo. Se eu não estou com vontade, não jogo. Eu não vou querer participar da WCG só porque distribui prêmios: tem que gostar do jogo. E é isso que eu acho legal, eu gosto mesmo de jogar. Se ganhar, ganhou. Mas eu gosto de competir, eu venho pra ganhar, não pra perder. Sou muito competitivo, tento me esforçar ao máximo em tudo. Se não tiver competitividade, não dá.”
***
Escrevo do aeroporto de Frankfurt junto com a delegação brasileira, retornando para São Paulo dentro de algumas horas. Amanhã estou de volta ao Brasil-sil-sil, com mais sobre a WCG, além de outras novidades quentinhas (você sabia que a Tectoy vai anunciar oficialmente seu console Geenie-Zeebo nesta quarta-feira? Pois é…).
E até a volta.
Autor: pablo - Categoria(s): Cobertura WCG 2008, Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo
Tags: Carom, Entrevista da Semana, WCG
10/11/2008 - 10:05

O Mibr, maior time de Counter-Strike brasileiro, não conseguiu superar o estigma de não se dar bem no World Cyber Games. Em Colônia, na última quinta feira, o time acabou derrotado duas vezes e deixou de se classificar para a fase seguinte do torneio (a equipe dinamarquesa mTw acabou campeã, diante do sueco SKW).
Durante a final de FIFA 08, conversei com o capitão do Mibr, Bruno Fukuda, o “Bit”, que falou sobre a performance da equipe, a rotina de treinamentos na Suécia e os próximos campeonatos. Leia e comente no final.
Gamer.br: Quais eram as expectativas do Mibr antes de chegar ao WCG? O que vocês esperavam fazer aqui?
Bruno “Bit”Fukuda: A gente tinha jogado alguns campeonatos antes, em Los Angeles, Montreal e Dubai, e conseguimos ficar muito bem – fora em Dubai, que ficamos em quinto, em Los Angeles e Montreal ficamos em segundo e terceiro – então estávamos esperançosos de conseguir o esperado e engasgado primeiro lugar. Mas acabamos caindo em um grupo muito difícil, e qualquer time que saísse dali ficaria muito triste.
Como você avalia a performance nas seis partidas? Você acha que deram tudo o que podiam nos primeiros quatro jogos e dai perderam força? Fez diferença jogar as duas últimas partidas lá na frente, com todo mundo assistindo e os holofotes em cima?
Bit: Eu acho que isso não tem muita diferença, não. Os quatro primeiros times eram bem fracos, então praticamente nao mudou nada – tanto que ganhamos contra eles sem nenhuma dificuldade. O problema foram os últimos dois jogos mesmo, que eram contra ótimos times. Qualquer um poderia ganhar ali.
Teria feito diferença pegar esses times logo no começo do dia?
Bit: Não, acho que não. Não mudaria muita coisa.
Vocês estavam bastante entrosados nos torneios que jogaram nas semanas anteriores. Aqui na WCG, vocês sentiram alguma pressão de estarem representando o Brasil, e não exatamente vocês mesmos?
Bit: Não, acho que não. A gente já está bem acostumado a esse tipo de pressão. Acho que a pior coisa mesmo foi ficar viajando por muito tempo. A galera ficou meio estressada, com saudades da família. Isso meio que desconcentra um pouco.
É ideal ter um intervalo entre esses campeonatos? Tipo, apenas um por mês?
Bit: Ah, não sei. Mas só sei que nossa rotina foi muito estressante. A gente ficou mais de 40 dias ou na Suécia, ou viajando, sem parar de treinar, jogando todo dia, participando de campeonato. Acho que isso estressou bastante e acabou até atrapalhando ao invés de ajudar.
Vocês sempre jogam acompanhados de um coach, o Kiko, só que ele não veio a esse torneio. Fez diferença ele estar junto do time?
Bit: Na verdade, ele só foi conosco para Montreal e Dubai. É claro que ajuda, ele esta sempre melhorando a nossa comunicação, ajudando nas táticas, mas eu não acho que faça tanta diferença. Tanto que nesse campeonanto [o WCG], nenhum time pode ter um coach.
Vocês já jogam profisssionalmente há tempos, e estão acostumados a esse tipo de campeonato. É muito decepcionante vir a um torneio desse tamanho e não passar da primeira fase, ou só de competir e estar aqui com a delegação já vale a pena?
Bit: Não, com certeza a gente fica muito decepcionado. Claro que já é muito bom estar aqui, mas não pra gente. A gente sabe que temos potencial pra ser o top 1, temos potencial pra ganhar, entao foi totalmente decepcionante ficar nas fases de grupo.
Vocês já tem projeções para 2009, ou algum objetivo a ser cumprido?
Bit: Por enquanto, a gente vai voltar pra São Paulo e vamos tentar conversar sobre o que aconteceu, tentar arrumar tudo certinho. Porque temos ainda dois campeonatos esse ano [nos Estados Unidos e na Suécia], e a gente precisa ganhar.
Autor: pablo - Categoria(s): Cobertura WCG 2008, Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo
Tags: Entrevista da Semana, mibr, WCG
08/11/2008 - 17:44
Estamos na fase final do World Cyber Games, em Colônia (na Alemanha, lembra?). A delegação de cyberatletas brasileiros tinha como objetivo hoje se superar para vencer as fases eliminatórias e alcançar as esperadas medalhas para figurar nas primeiras posições do ranking geral. Não foi exatamente o que aconteceu. Resumo a seguir os nossos resultados entre ontem e hoje. Aliás, temos medalha. Não é a de ouro, mas é medalha.
- Giovanni Magri, o “Gear”, se classificou como favorito para as eliminatórias de Need for Speed ProStreet, na quinta. Hoje, na fase final, ele acabou sucumbindo nas quartas de final, para o representante da Rússia, “MrRASER”, que acabou campeão. Nosso outro representante, Paulliran Santos, o “pAxKyerNG”, de Brasília, estreou na sexta, e foi o segundo colocado em seu grupo. Hoje, acabou caindo nas oitavas de final para o competidor holandês “Steffan” – que acabou levando o bronze. E Need for Speed, que era uma esperança de medalha, ficou só na promessa esse ano.
- Nossos representantes em FIFA 08 também ficaram no quase. Samuel Liberato, o “Shev”, se deu bem na sexta-feira, na fase inicial, e acabou se classificando com duas vitórias e duas derrotas. Na fase eliminatória, hoje, perdeu de duas partidas a zero nas oitavas de final para o alemão “bvbstar”. Está fora. Já o Luiz Guilherme Orrico, o “Teruliro”, que na quinta se classificou para a fase eliminatória, também acabou perdendo nas oitavas – por duas partidas a um contra o competidor indiano, “Bbreak17″. Assim, ele também está fora, e ficamos também sem representantes nas finais do futebol.
- Cássio Kiles, o nosso guitarrista virtuoso em Guitar Hero 3, mandou muito bem, mas não o bastante. Venceu cinco partidas e perdeu uma, empatando em pontos com dois adversários. No desempate, com a ridiculamente complexa “Through the Fire and Flames”, do DragonForce, ele acabou perdendo. Ficou de fora das finais, mas fez, nas palavras de quem o viu jogando, “a melhor performance de sua vida”.
- Em Carom 3D, o jogo coreano de sinuca, Paulo Corgosinho, o “Guigo123″, perdeu a semifinal para o competidor búlgaro (aliás, o mesmo cara que deu uma surra no ping pong do hotel em cada um dos membros da delegação brasileira). Na decisão do terceiro lugar, Guigo levou a melhor contra o alemão e conseguiu a primeira (e talvez única) medalha brasileira na competição – um bronze. Apesar de decepcionado, todos os outros jogadores acompanharam a partida final aos berros e comemoraram muito o grande (e único) feito medalhístico brasileiro este ano.
- Nosso representante no game para celular Asphalt 4 começou bem. Guilherme Bartz venceu três partidas e acabou perdendo as outras duas. Ficou de fora das finais também. Uma pena, porque era nossa última chance de medalha.
Amanhã rolam as finais das categorias principais, sem brasileiros participando. O clima será um pouco de ressaca, mas vendo de perto o astral dos jogadores, parece que ninguém se importou muito em perder. Só o fato de estar aqui competindo, participando e indo para a balada no fim da noite já parece valer a pena para a maioria. É o tal do espírito esportivo que tanto falam, talvez.

Cyberatletas, torcedores, equipe de apoio, um jornalista escondido e o estandarte brasileiro
Autor: pablo - Categoria(s): Cobertura WCG 2008, Tudo ao mesmo tempo
Tags: WCG
06/11/2008 - 18:44
No primeiro dia de World Cyber Games, a delegação de cyberatletas brasileiros já fez bem mais do que se esperava dela. Passei o dia todo de lá para cá no grande pavilhão da Koelnmesse, tentando acompanhar a performance dos jogadores (cansa, vou dizer). Após um dia inteiro de competição, temos:
- Giovanni Magri, o “Gear”, venceu todas suas corridas em Need for Speed Pro Street e passou para a fase eliminatória. Vale lembrar que ele, apesar de ser o mais novo da delegação (tem 17 anos), é o mais experiente – ganhou o ouro também jogando Need for Speed, no WCG 2005, em Singapura. Nosso outro representante, Paulliran Santos, o “pAxKyerNG”, de Brasília, vai estrear amanhã.
- o Luiz Guilherme Orrico, o “Teruliro”, ganhou duas partidas e perdeu uma em FIFA. Assim, ele está classificado para a fase eliminatória, no sábado. A última partida, ele venceu de goleada, por 5 a 0. A derrota por 2 a 1 no segundo jogo, ele disse, foi “por cagada”. Nosso outro representante na modalidade, o Samuel Liberato, o “Shev”, só começa sua participação amanhã.
- Nossa equipe de Halo 3, o quarteto HBR, formado por dois caras de São Paulo e dois do Rio, acabou derrotado nas três partidas e já está eliminado. A performance, eles atribuem a erros de estratégia. “Perdemos para nós mesmos”, reclamou Moacir Junior, o “juniorbraz”.
O representante em Age of Empires III: The Asian Dynasties, Felipe Sartori, o “UtinWons”, perdeu suas duas partidas e está fora também.
- Cássio Kiles, o nosso guitar hero em… Guitar Hero 3, só estréia amanhã, mas acompanhou todas as disputas dos possíveis adversários. Pelo que pude ver, está parelho. Absurdamente, ninguém erra uma nota, e as partidas são decididas nos detalhes. Guilherme Bartz, que vai jogar o game para celular Asphalt 4, também só estréia amanhã.
- Em Carom 3D,, o jogo coreano de sinuca, temos um representante que tenta repetir o bom resultado do país no ano passado (fomos ouro e bronze). Hoje, Paulo Corgosinho, o “Guigo”, venceu uma e perdeu outra. A conclusão de sua chave acontece amanhã também. Ele prometeu que vai evitar a balada hoje.
- No Counter-Strike, o “100 metros rasos” da WCG, o time Mibr representa o Brasil. O quinteto formado por Thiago “BTT” Monteiro da Silva, Bruno “Bit”Fukuda, Renato “Nak” Nakano, Lincoln “FNX” Lau e Raphael “Cogu” Ribeiro passou um bom dia, apesar da maratona absurda de partidas a que são submetidos. Primeiro, logo ao meio dia, venceram a Eslovênia por 27 a 3, Durante o almoço, me comentaram que estavam tranqüilos, e que as partidas mais difíceis seriam as duas últimas do dia, contra os poloneses e os coreanos, ambas no telão.

Fênix fala com BTT: o começo da maratona do Mibr
Após a pausa, foi uma partida atrás da outra, sempre com vitória: ganharam de Hong Kong por 28 a 2, da Eslovaquia por 23 a 7, e acabaram de vencer os neo-zelandeses por 25 a 5. Daí, o cansaço e a pressão bateram: pegaram os imbatíveis coreanos, no mapa Inferno, e caíram por 18 a 12. A partida final, contra os poloneses, era decisiva: ambos times tinham 4 vitórias, e quem ganhasse continuaria na competição.

Cogu, Bit, Nak, Fnx e BTT (escondido) enfrentam a Polônia
A partida foi dura e emocionante. Chegou a estar 8 a 7 para os poloneses, com uma bela reação do Mibr. Mas a subida não continuou, e na segunda rodada, os adversários se distanciaram. Placar final, 16 a 10 para a Polônia. E o Mibr acabou desclassificado. Depois do jogo, cansaço, frustração e a sensação de que dava para chegar mais longe.

Concentração antes da partida: 4 vitórias e 2 derrotas
E amanhã tem mais. Continuamos por aqui, correndo de lá para cá.
Autor: pablo - Categoria(s): Cobertura WCG 2008, Tudo ao mesmo tempo
Tags: WCG
06/11/2008 - 01:03
Começa amanhã o World Cyber Games, ou melhor, a final do WCG. A olimpíada dos games, como eu já disse aqui, tem sua grande final em Colônia, Alemanha (Köln para os locais, Cologne para os faladores de inglês). Hoje, aconteceu a cerimônia de abertura do evento, no pavilhão da Koelnmesse, com a presença da maioria dos 800 jogadores presentes, de 78 países.
Foi um festão impressionante, com direito a tocha olímpica (virtual), cerimônia de bandeiras, show de banda ruim e discursos intermináveis. Mas deu para ter uma noção do tamanho que é hoje o WCG. Apesar de muita gente ainda desprezar o e-sport, os cyberatletas e esse tipo de evento, é impossível negar a importância desse tipo de iniciativa, e vislumbar a importância que esse tipo de atividade terá dentro de alguns anos. Ora, se o game é considerado o supra-sumo da indústria do entretenimento hoje, é de se esperar que qualquer iniciativa que vise a profissionalização ganhe cada vez mais importância.
Eu não costumava dar muita bola pro esporte eletrônico. Tinha como conceito que os jogadores profissionais eram caras alienados e prepotentes que não mereciam o crédito que lhes era concedido. Após uns 2 dias aqui, convivendo 24 horas por dia com esse povo, tenho que admitir as mudanças no meu conceito. Não dá para condenar as pessoas por terem mais habilidades do que as outras. E saber jogar bem é sim, por que não, algo a ser valorizado. E se tem alguém disposto a valorizar e pagar por essa habilidade, sorte a deles, não é mesmo? Eu duvido que exista alguém que não seja afim de receber dinheiro, prêmios e viajar pelo mundo só para fazer o que gosta. É preciso respeitar esses caras.
Amanhã, a loucura começa, ali do outro lado da rua (meu hotel fica em frente ao Koelnmesse). A partir das 11h, já tem partida do mibr, nosso representante em Counter-Strike. Vou pra lá para acompanhar de perto esse trem. Vou contando por aqui, postando fotos quando possível. Acompanhe.
E deixa eu dormir, que a balada ontem foi forte. Tem que ter saúde para acompanhar esses cyberatletas…
Autor: pablo - Categoria(s): Cobertura WCG 2008, Tudo ao mesmo tempo
Tags: WCG
03/11/2008 - 22:27
Cheguei ontem em Colônia, cidade alemã cá embaixo, terra da final do World Cyber Games. Estou com a delegação brasileira que concorre a medalhas na consagrada olimpíada dos games. Os jogadores enfrentam, a partir desta quinta, partidas em categorias diversas, como Counter-Strike, FIFA, Need for Speed ProStreet, Caron, Guitar Hero 3, Age of Empires 3, Halo 3 e o game pra celular Asphalt 4. As chances do Brasil são boas em várias categorias, dizem os especialistas. O pessoal me pareceu animado, sem aquela pressão/obrigação de vencer.
Demoramos muito para chegar. Pousamos as 15h em Frankfurt, e embarcamos em um ônibus direto para Köln, a 192 km. Paradas no caminho, trânsito da hora do rush e o motorista meio perdido fizeram o percurso muito mais longo do que realmente é. Acabamos entrando no hotel depois das 21h, logo após deixarmos os cyberatletas no albergue onde estão hospedados. Mas claro, ainda deu tempo de fazer o reconhecimento da área (o hotel fica na frente do Köln Messe, onde será o evento) e tomar umas cervejas típicas. O frio cortante não atrapalhou.
O fuso horário ainda está atrapalhado, então perdemos o café da manhã (frühstuck). Típico. Vou ver o que dá para se fazer por aqui hoje, antes da bagunça começar. Logo reapareço.
Autor: pablo - Categoria(s): Cobertura WCG 2008, Tudo ao mesmo tempo
Tags: WCG
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