E3 2009: Dia 3 – Jogando Diferente
Acabou de acontecer: “joguei” DJ Hero.
Falo entre aspas, porque o povo da Activision não deixa a gente encostar no troço: só ver. E a demonstração é incrível e impressiona. Claro que é preciso saber jogar a coisa para se divertir, mas me pareceu que a curva de aprendizado é aceitável – tanto quanto a de Guitar Hero.
E por falar em Guitar Hero, a melhor parte da demonstração behind doors foi a hora que os dois caras da Activision jogaram juntos – um com a pick-up, outro com a guitarra. Fizeram um dueto bizarro e bacana: “Monkey Wrench” do Foo Fighters misturado a “Sabotage” do Beastie Boys. Enquanto o guitarrista tocava o instrumental do FF, o DJ pirava com as vozes dos três garotos bestiais. Ficou ótimo e intenso. É para querer muito esse jogo. Além de tudo, o joystick-turntable é cool e ficaria bem em qualquer mesa de centro (foi o próprio produtor quem sugeriu a ideia). Game da E3? Um dos, sem dúvidas. Aliás, a Activision arrebentou em todos os sentidos esse ano.
Acabei de subir um vídeo neste instante para quem quiser ver o dueto. Foi há menos de uma hora, então ainda está quentinho. Está no canal da Rolling Stone Brasil. Aliás, você lê mais impressões minhas sobre o game aqui.
Em seguida, na sala ao lado, vi a demonstração de Guitar Hero 5. É basicamente a mesma coisa do anterior com alguns features legais. O primeiro que eles mostraram foi o modo “festa”, que permite a qualquer jogador entrar no meio da música, alterar dificuldade, desistir, voltar, incluir uma guitarra extra, etc. Uma zona completa. Também tem desafios, como quatro instrumentos iguais, um contra o outro. É um game completamente novo, feito do zero – não é uma mera atualização de Guitar Hero: World Tour.
Logo depois, vi o bacana Tony Hawk: Ride, que usa a já famosa prancha-joystick. A apresentação foi comandada por Josh Tsui, presidente do Robomodo, estúdio responsável pela franquia agora.
O game só pode ser controlado com a prancha – o joystick só serve para começar o jogo em si. Na prática, funciona como a balance board do Wii Fit: o skatista precisa inclinar o corpo e mexer os pés para executar as manobras e fazer o skate se mover. Mas há muito mais mobilidade para tanto – tal qual em um skate de verdade, é possível se movimentar sobre a prancha para obter efeitos diferentes. E diferente de um skate de verdade, o joystick não tem rodinhas, então o efeito é muito mais simulado do que qualquer coisa. É jogar um game de skate em pé, e se cansando muito mais, e se mexendo para lá e para cá. Dá para fazer manobrinhas, mas daquele jeitinho fingido, em que a imaginação fala mais alto.
Deve vender bem quando sair, em outubro (o preço não foi definido) para todos os consoles de nova geração. E futuramente, a pranchinha deverá ser usada para outros tipos de jogos. Parabéns para a Rodomodo pela criação (nas palavras de Josh, “o acessório mais avançado da atualidade”), mas não me parece lá algo tão realista assim. Vejamos como funcionará com o game finalizado.
Confira com seus próprios olhos. Este vídeo acabou de sair da câmera também:
E agora, The Beatles: Rock Band. Logo mais conto como foi.
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