O que é o Brasil dos Games, Parte 5
Continua a contagem regressiva para o adeus do Gamer.br. Você está triste? Eu estou. Mas vamos que atrás vem gente.
Hoje, publico a contribuição de Erik Gustavo. Para desavisados, relembro o currículo do rapaz: uma das mentes por trás do site “de joguinhos” Lektronik, produtor-idealizador do programa Badalhoca, da MTV (aquele com o Ronald Rios), publicitário, pensador online, videomaker e mais uma infinidade de coisas legais (veja o currículo completo aqui).
A palavra “irreverente” talvez o descreva muito bem, mas quem sabe seja mais do que apenas isso? O fato é que pedi ao Erik para discorrer sobre o tema BRASIL DOS GAMES, mas ele ignorou e preferiu escrever sobre outra coisa (quase) totalmente diferente. Mas o que vale é a intenção. No fim, acho até que ele se saiu muito bem. E você, o que acha?
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(Nada sobre o) Brasil dos Games
Por Erik Gustavo*
Quando eu recebi de Pablo Miyazawa o prêmio de Artista do Milênio (juntamente com a possibilidade de atualizar esse site com um post de temática livre) fiquei literalmente sem palavras.
Dois dias depois recuperei minhas palavras e respondi que seria uma honra pra mim e para toda minha família. Até porque eu fui o primeiro membro da família a entrar pra uma faculdade (de artes), o que significa que qualquer vitória é motivo de orgulho.
Vou aproveitar a oportunidade e sugerir ao leitor a audição do disco “Nostalgia, Ultra”, de Frank Ocean. E tenho dois motivos pra sugerir isso aqui no Gamer.BR. Vou explicar os dois logo depois da capa do disco e de um clipe tirado do disco.
Há uns meses eu dividi com o Pablo o mesmo hotel em Los Angeles (além do mesmo telefone de serviço de acompanhantes). Sabendo da minha apreciação por essa indústria fundamental que é a musical, me convidou para dar uma volta na Amoeba.
Entre um disco e outros milhares, acabei lembrando de uma vez que Pablo me deixou claro que não considerava rap como música [Nota do Pablo: Eu nunca disse isso, Erik]. Daí na minha cabeça a melhor forma de eu deixar claro que acho que ele tá errado é recomendando um álbum de rap no blog dele.
O outro motivo é o fato de Ocean (o cara mais R&B do Odd Future) ser mais um daqueles rappers que foram influenciados pelos joguinhos e deixam isso claro de alguma forma nos seus discos, mixtapes e clipes. Não como Charles Hamilton, que baseia praticamente toda sua obra no seu vício por Sonic e abusa de samples sonoros e imagens relacionadas ao jogo, além de só utilizar camisetas com o personagem estampado. Eu tô falando disso:
Três interlúdios musicais (“Street Fighter”, “GoldenEye” e “Soul Calibur”) de mais ou menos 20 segundos, inteiramente com sons de alguém trocando uma fita K7 de lado. Muito “artístico” pra sua cabeça? Então se liga nessa mochila irada.
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Atualização: Agora que reparei que o Pablo havia pedido pra eu falar sobre os games no Brasil. Fiz melhor: falei sobre outra coisa. Mas pra não ficar feio cedi a ele os direitos de uma ideia antiga minha.
*Erik Gustavo (@erikgustavo) é um dos editores do site Lektronik.
Notas relacionadas:




Pablo falou isso do rap sim, estava lá. Disse que era “poesia e ritmo”, mas que música não era.
Nego até o fim.
Fora o fato do texto não ter nada de games e de Brasil gostei da idéia do Sonic na Favela. Ao invés de pegar argolas ele recolhe DVDs pirata. No final o robotnik vem no caveirão.
Pensei no Tais como um aviãozinho do tráfico
(Polêmicos irão polemizar) podia ter ficado sem ler isto!!!
Parei de ler no (Nada sobre o)