A Tambor, empresa que publica as revistas EGW e Nintendo World, anunciou hoje informações sobre o Troféu GameWorld, (já) tradicional evento de games que ocorre em São Paulo anualmente (veja aqui como foi a edição 2010). A edição 2011 – que acontecerá de 11 a 13 de março no Centro de Convenções Frei Caneca e terá o patrocínio da distribuidora NC Games – trará, além da premiação e de uma feira aberta ao público, um outro evento somente para profissionais do setor, o GameWorld Business.
O release abaixo dá uma boa ideia do que está por vir:
Mais importante e tradicional evento brasileiro de videogames chega à sua sétima edição com patrocínio da maior distribuidora brasileira de games, novidades na premiação, mais expositores e programação especial para profissionais dos jogos eletrônicos
Nos dias 11, 12 e 13 de março acontece o evento GameWorld 2011, promovido pela Tambor, empresa de mídia e marketing especializada no segmento de games. São aguardadas mais de 15 mil pessoas para conhecer as novidades do mercado de jogos para o ano de 2011.
A feira terá atrações para todos os públicos – meninos e meninas, adolescentes, jovens ou familias. Novos jogos, novos acessórios, novos consoles, novas interfaces, computadores e tablets – GameWorld é um mergulho no futuro. GameWorld 2011 é apresentado pela NC Games, a maior distribuidora brasileira de games, com patrocínio de AMD, Level Up, Hudson, Konami, NVidia e WB Games/EA, e apoio do Centro de Convenções Frei Caneca.
Depois do sucesso da última edição, que reuniu 9700 pessoas em dois dias de semana, GameWorld 2011 chega com mais conteúdo, quinze empresas participantes e produtos e jogos jamais vistos pelo consumidor brasileiro.
E desta vez, durante sábado e domingo, no final de semana seguinte ao Carnaval. Por isso, são aguardados 15 mil visitantes. Os expositores, assim como detalhes sobre as atrações de cada empresa, serão divulgados nas semanas anteriores à feira.
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Conversei com André Martins, diretor geral da Tambor, que discorreu sobre os detalhes do Troféu GameWorld e aproveitou para convocar o público e o mercado ao evento. Confira a entrevista abaixo e não se esqueça de comentar no final.
Gamer.br: Como você define a relevância do Troféu GameWorld atualmente para o mercado brasileiro?
André Martins: O Troféu GameWorld é a mais antiga e tradicional premiação do universo dos games no Brasil. E já estamos no sétimo ano. Só neste ano, cuja votação terminou em 13 de fevereiro, foram mais de 72 mil votos exclusivamente pela internet. São 25 categorias e cada uma com cinco concorrentes. Por todos esses números, pelo tempo que o prêmio existe e por ser a única premiação formal para a indústria, as empresas que concorrem se dedicam bastante durante o ano para ganharem o prêmio. E as que ganham, trabalham esse prêmio durante o ano todo, aplicando o troféu em suas mídias, usando como argumento de venda para o varejo etc. E, a cada dia, está mais concorrido. Todo mundo quer ganhar.
Como o mercado responde, na prática, à existência do prêmio? É possível sentir uma mudança na maneira com que as empresas fazem negócio e se relacionam com o consumidor por causa do Troféu GameWorld?
AM: No começo, as empresas queriam ganhar muito mais por reconhecimento. Mas na prática era algo que ficava internamente na empresa. Com o tempo, algumas empresas foram descobrindo que o prêmio poderia ser usado para capitalizar negócios, firmar parceiras, conseguir novos negócios. Por exemplo, uma empresa que ganha como “Melhor Distribuidora” usa o prêmio para atrair novas publishers. Quanto ao relacionamento com o mercado consumidor, o prêmio também vem se tornando a cada dia mais importante. As empresas ganhadoras têm usado essa informação em suas mídias, em suas peças de venda. E, desde o ano passado, com o início da Feira GameWorld, nós conseguimos fazer com que o consumidor final tenha interação com as empresas cara a cara, o que valoriza ainda mais o prêmio.
Em princípio, o que motivou a criação do Troféu, em 2004? E hoje, anos depois, a razão da existência do prêmio ainda é a mesma? Quanto houve de evolução de lá para cá?
AM: Quando criamos o prêmio (e você deve se lembrar bem, pois estava lá e foi uma das pessoas que trabalharam nisso), nossa ideia era que o prêmio fosse uma extensão do nosso trabalho do ano inteiro fora do mundo das revistas. Naquele mesmo momento, decidimos que a gente precisava ampliar mais o negócio, pois o mercado dava sinais de evolução e as empresas já nos cobravam um produto mais B2B [business to business].
Hoje, depois de sete anos, o prêmio continua com a mesma essência, mas obviamente ficou ainda maior, pois não é mais peça isolada, junto das revistas, no negócio. No ano passado, o Troféu GameWorld deu origem à Feira Gameworld. Neste ano, faremos o Troféu, a Feira e a novidade Gameworld Business, que será um dia fechado para a indústria dos games, para professores e estudantes da área, profissionais de marketing e publicidade, desenvolvedores, distribuidores etc. Neste ano, teremos a presença também de representantes de empresas do Japão, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, entre outras. E faremos, depois do dia de negócios e da premiação, a GameWorld Party, em uma casa noturna próxima ao Shopping Frei Caneca, onde novamente acontecerá o evento. Enfim, como dá para se perceber, o prêmio cresceu muito. E para o ano que vem teremos muitas novidades.
De maneira prática, quais as diferenças do evento esse ano em relação ao ano passado? O surgimento de um evento no formato “feira” lado a lado com a premiação deu resultados esperados? O formato persiste em 2011?
AM: Neste ano teremos o primeiro GameWorld Business, que será no sexta feira, dia 11 de março, abrindo os trabalhos. Muitas empresas nos comentaram em 2010 que o evento havia sido ótimo, mas sentiram que poderia ser ainda melhor se a gente tivesse um momento mais focado aos negócios.
Em termos de feira, teremos muito mais conteúdo do que tivemos no ano passado. As empresas já conhecem o evento e estão preparando coisas muito legais para apresentar ao visitante. No ano passado, a entrada foi livre. Neste ano, lançaremos em 18 de fevereiro nas bancas, livrarias, revistarias, nas lojas da Saraiva da Grande São Paulo e num raio de 100 km da capital e ainda na loja Comix, um especial do evento com convite para os dois dias abertos ao público. Como teremos mais dias, mais atrações, mais empresas e o evento será no sábado e domingo, é uma forma também de controlar e qualificar ainda mais o acesso. O formato é o mesmo, mas maior e com mais coisas.
O prêmio é aberto ao público em certas categorias e voltado ao mercado em outras; existe algum plano de, futuramente, criar categorias em que a crítica especializada escolheria os vencedores? Ou a ideia é manter o caráter popular da premiação?
AM: Nas primeiras edições do Troféu GameWorld, a votação era totalmente popular. Mas notamos que as pessoas não tinham elementos suficientes para votar em categorias mais fechadas, como melhor distribuidora de jogos, entre outras. Hoje, das 25 categorias, 18 são por voto popular e outras sete já são escolhidas por júri especializado. Exemplo novamente de “Distribuidora de Jogos”, que são votadas pelo varejo. Na prática, o processo de escolha dos melhores por categoria já é feito de forma especializada.
Por exemplo, no caso dos prêmios de jogos. Primeiro nossa equipe levanta todos os jogos lançados no país, divididos por plataforma. Depois, mandamos a lista para 23 pessoas especializadas, que escolhem as suas cinco melhores por categoria. Após a gente tabular todas essas indicações, chegamos aos cinco finalistas listados por esse corpo de jurados. A partir daí, quem tem que escolher mesmo é o público, que compra os produtos e é a razão de ser de todas as empresas.
Prêmios como “Melhor fonte de alimentação” e “Melhor chip gráfico” são alguns que ajudam a diferenciar o GameWorld de outros prêmios semelhantes. Na prática, qual a relevância desse tipo de categoria para o mercado e para as empresas?
AM: Ótima pergunta para eu ter oportunidade de dizer o porquê [da existência] de categorias como essas que você citou. É preciso que as pessoas entendam que o mundo dos games não se restringe exclusivamente aos jogos e as crianças. O mundo dos negócios dos games é vasto e ficará a cada dia maior. A evolução dos jogos está diretamente ligada à evolução da tecnologia. Na medida em que temos mais recursos tecnológicos, mais os jogos podem ganhar em design, processamento e complexidade. Como premiar um jogo que utiliza recursos muito avançados de processamento e imagem sem dar o devido crédito aos itens de tecnologia que dão suporte a isso? E, as empresas desses itens investem muito dinheiro nos produtos, visando atender a esse mercado que não para de crescer e precisam de alguma forma ser vistas e valorizadas. Nosso grande interesse é valorizar a cadeia como um todo, do jogo ao varejo, do desenvolvimento aos acessórios, da distribuição a divulgação. Acreditamos que é isso que se constrói um mercado saudável.
Por outro lado, categorias como “Melhor distribuidora de jogos”, “Melhor vitrine”, “Melhor site e-commerce de games”, “Melhor campanha publicitária de games”, não são abertas para votação pública, mesmo julgando meios em que as empresas interagem diretamente com o consumidor. Por que isso acontece?
AM: Existem critérios técnicos em algumas categorias que precisam ser julgados de forma objetiva. No limite, o usuário tem condições de avaliar se sua compra num numa loja virtual foi bem sucedida, se a cobrança foi adequada e o produto chegou no prazo. Mas e as questões de segurança? E o pós venda? E a veracidade das informações prestadas pelo vendedor? O mesmo acontece com algumas outras categorias. É preciso ter uma avaliação pontual de cada um dos itens. Por isso fazemos dessa forma, para poder avaliar a fundo algumas categorias.
Quais os próximos passos do Troféu? Onde mais é possível chegar no mercado nacional, levando em conta que o crescimento depende agora muito mais de iniciativas “de cima” (governo, impostos etc) do que das empresas do setor propriamente ditas?
AM: Em diversos setores da economia, o crescimento sustentável depende mais de iniciativas de cima. Não é só para o nosso universo dos games. Por outro lado, poucos segmentos na nossa economia vivem um período tão promissor quanto o nosso. Cada uma das empresas que operam neste mercado deve fazer a sua parte. Parece jargão e periga soar como algo piegas, mas na prática é assim mesmo – se cada um fizer um pouco melhor dentro do seu quintal, o mercado vai melhorando. Precisamos olhar para o mercado despido de egoísmo. Cada um deve somar, junto do seu concorrente, para fazer o mercado maior. Não é hora de tolher nada. É hora de ajudar. De se ajudar. Onde mais é possível chegar com o evento? Sei lá, tenho aqui as minhas idéias. Mas tenho absoluta convicção que não faremos nada sozinhos. Convoco todos para participar. Para ajudar. Para criticar e opinar. Esse ano vai muito legal. E ano que vem tem mais.
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Colaborou Gus Lanzetta