Nintendo 3DS: e o 3D, funciona mesmo?
Ressaca de Nova York com frio. Que tal?
Ontem, a Nintendo fez seu lançamento oficial do Nintendo 3DS para as Américas. O mesmo evento foi realizado em Amsterdã (Holanda) ontem também, destinado para o mercado europeu. E ambos eventos, foi mostrado praticamente a mesma coisa: recursos do aparelho, data de lançamento, preço e jogos. E para nós, brasileiros, houve a novidade de que o 3DS terá menus em português – um fato inédito em se tratando de consoles da Nintendo no Brasil.
Leia aqui a cobertura sobre o lançamento do Nintendo 3DS para a Rolling Stone Brasil.
Os games estavam lá e podiam ser experimentados por quanto tempo fosse necessário. Mas eu, assim como meus colegas brasileiros (estão aqui o Bruno Vasone do IG, o Gustavo Petró do G1, o Théo Azevedo e o Claudio Prandoni, do UOL, o Jefferson Kayo e o Artur Palma do GameTV, a Paula Romano da EGW, entre outros) não conseguimos testar os games por muito tempo. O motivo? Vista cansada. Não, não estamos tão velhos assim. É que jogar os games em 3D exige uma atenção maior dos olhos, assim como um posicionamento bem específico do portátil diante do rosto (isso varia de pessoa para pessoa. Jogadores míopes que usam óculos talvez tenham mais dificuldade de focar a imagem e observar o efeito tridimensional – meu caso. Esse esforço pode significar um cansaço mais acentuado do que em pessoas com a vista perfeita).
A Nintendo relativizou a questão e disse que sempre é possível utilizar o botão localizado do lado direito da tela para regular a intensidade do 3D, ou mesmo desligá-lo totalmente. Mas aí, qual seria a graça de jogar o 3DS? O ideal seria que o efeito tridimensional não nos fosse agressivo aos olhos e que se comportasse de maneira idêntica para qualquer tipo de usuário. Mas acredito que, à medida que mais jogos forem lançados, melhor se tornará a ilusão do 3D. Como estamos falando dos primeiros games para o console (alguns deles nem estão prontos ainda), certamente veremos melhorias nesse sentido. Espero que sim, pelo menos.
No mais, a sensação de profundidade simulada proporcionada pelo Nintendo 3DS é inegável e eficiente. Em alguns jogos, o efeito funciona de maneira incrível, oferecendo recursos que transformam a experiência e colaboram com a imersão total do jogador. Em The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D, por exemplo, é absurdo o quanto o 3D enriqueceu os cenários do game originalmente lançado para o Nintendo 64 no já distante 1998. Dá a impressão de ser um game ainda melhor do que era, se é que isso é possível, tudo por causa do alto nível de detalhismo proporcionado pelo 3DS. Hyrule nunca esteve tão amplificada e palpável – explorar cada cantinho novamente ganhará um gosto todo especial mesmo para quem já fez isso exaustivamente no N64.
Agora, em outros games, me parece que o efeito 3D é meramente cosmético e nada traz de novo para a jogabilidade (é ironicamente o caso de Zelda, mas o 3D agregou valor ali, e não o contrário). A versão 3DS de Pro Evolution Soccer 2011 trata-se do jogo para PSP com o efeito tridimensional embutido, o que mais confunde do que ajuda. Não vi nada de mais em Nintendogs + Cats também, fora o fato de os bichinhos vez em outra se debruçarem na beirada da tela para pedir carinho, o que proporciona uma sensação bacana de “awnnnnnnnn”, mas não tão enlouquecedor como se esperava. Em Super Street Fighter IV 3D, é possível jogar em um modo “dinâmico”, no qual a câmera fica em constante movimento atrás dos lutadores – o efeito 3D, no caso, torna a disputa um tanto mais confusa. Felizmente cada luta não dura mais do que poucos minutos, porque é sacrificante ficar com os olhos vidrados, tentando manter a vista na direção correta sem ficar estrábico ou sem perder o foco, literalmente. Só mesmo jogando para entender – infelizmente (e também para não passar a impressão errada), a Nintendo não permitiu filmagens diretas da tela com o efeito 3D ligado, nem mesmo fotos. Certamente é a coisa certa a ser feita, já que muito do trunfo do 3DS é a sensação que o jogador tem ao se deparar com a tridimensionalidade pela primeira vez. E é uma sensação que, garanto, não tem preço. No fator surpresa, é preciso admitir que a Nintendo dificilmente dá bola fora.
Volto mais tarde com mais detalhes de outros games que joguei, em especial aos minigames de AR (realidade aumentada), que oferecem sensações surpreendentes e inéditas e devem servir de base para ideias bastante interessantes no futuro.
Até o Brasil.
Notas relacionadas:

[...] This post was mentioned on Twitter by Pablo Miyazawa, Gustavo Rocha Bastos, Daniel Corsi, Cibele Viana, JMTrevisan and others. JMTrevisan said: RT @pablomiyazawa: E o 3D do Nintendo 3DS, funciona mesmo? http://bit.ly/eGxzW9 #gamerbr [...]
Pablo, acho que o fato de o 3DS ter menus em português não é um fato inédito para consoles da Nintendo. Que eu me lembre, o Gamecube também tinha menus em português, pelo menos nos primeiros meses de lançamento no Brasil, quando a Gradiente ainda era parceira da Nintendo por aqui. Inclusive o meu GC é assim. Abraços.
O senhor é um fanfarrão mesmo, reclamando de ressaca em Nova York, ainda mais com tudo pago. E eu que estou de ressaca em Porto Alegre, com um calor de mais de 30 graus! Voltando ao assunto principal; Já era tempo de alguém comentar as primeiras impressões do tão aguardado efeito 3D do 3DS. Também sou míope e prevejo que não usarei muito este efeito.
Qual o preco estimado do console e dos jogos?
Ainda continuo em dúvida se irei comprar o 3DS ou não. Mas mesmo assim obrigado pela reportagem, esclareceu algumas dúvidas minhas.
Sou gamer antigo, comecei no Atari e hoje tenho um PS3. Ainda não joguei nenhum game da nova geração feito em 3D, porém vi de passagem num shopping paulistano uns cinco minutos de um desenho animado em blu-ray com 3D. Achei interessante, as cores são vivas, mas achei a experiência cansativa e pouco higiênica, afinal compartilhar óculos é péssima ideia. Acho que assim como o iPad, os jogos em 3D ainda são tecnologia muito nova, que tem muito ainda a ser aprimorada, conforme Pablo descreveu com maestria na reportagem.
Quem diria que chegariamos tão breve nesse tipo de tecnologia, realmente o ser humano é incrivel. Confesso que também não me adaptaria nesse tipo de tecnologia, pois sou miope rs, mas deve ser incrivel mesmo. Agora o Sr. Pablo reclamando de ressaca, essa eh boa rsrsrs. abs
Oi Pablo, que bom que voce fez esses comentarios sobre o novo Nintendo 3DS, toda explicacao eh bem vinda para quem nao entende nada. Meu filho esta louco por um jogo desse, confesso que tambem quero dar uma espiadinha nessa novidade. Voce saberia dizer se agora em abril ja conseguiria compra-lo em Orlando….Ele ja vem com joguinhos dentro para comprar e sair jogando ou terei que fazer alguma coisa…O que….Obrigada. Um abraco
Quem é monocular como eu consegue ver o 3D? ou esta fora de novo?
Vale a pena comprar para um menino de 6 anos? Tenho dúvida se dou Nintendo 3DS ou Nintendo DSi XL ( a tela é maior)
Gostei muito a observação feito por ele!!!sobre o Nintendo 3DS
DEU para sentir perfeitamente do aparelho Nintendo.
Obrigado!!
Ocarina of Time ficaria bom até em 1/2 D….XD
Ótima matéria, acompanho o trabalho do Pablo do tempo da Herói.
Esse Nintendo 3DS com certeza vai fazer sucesso, imagino os japas pegando Pokemons com as mãos.
[...] Pablo Miyazawa Fonte: Gamer.BR Posted in WoW Tags: nintendo, nintendo 3ds, portatil « Ociosidade Absoluta #6 You can [...]
Na verdade não dá pra tirar fotos ou filmar um efeito 3D se a foto ou filmagem também não for em 3D né? Como mostrar o efeito 3D em 2D? A imagem pareceria …. 2D oras! E tá certo a nintendo não deixar filmarem ou fotografarem pra não estragar a propaganda… Por outro lado, esse pessoal acha que o 3D vai ser uma revolução tão grande quanto a TV em cores. Infelizmente os livros em 3D nunca passaram de esquisitices, e os óculos de Realidade Virtual, idem. Assim como quem é daltônico não vê graça nenhuma em TV a cores, os monoculares, e outras pessoas com vista fraca, miopes, etc, também não vão achar muita graça no 3D…
Quando anunciaram o 3DS eu fiquei muito afim de comprar um, mas quando foram anunciando os detalhes não consegui ver nada na tecnologia que realmente agregasse algo na jogabilidade, e pensando bem nem vai ter muito, pois só o fato de existir um botão pra desligar o efeito invalida isso, fora o fato de pessoas que por motivo ou outro não conseguem ver o efeito. A idéia da Nintendo é bacana, jogar em 3D realmente deve ter o seu charme, mas se um dia eu comprar um 3DS vai ser por algum jogo que eu queria muito que sair para ele.
Estava procurando na internet algo sobre esse post e agora encontrei seu blog, só tenho a agradecer a você
@Maria
O 3DS será voltado para um publico mais adolescente/adulto, o DSi XL ja possui grande variedade de jogos voltados ao publico infantil e vc ainda pode baixar os jogos e rodar nele (com o 3DS certamente não será possivel).
Acho tb que ele será muito caro ( em torno e 1.500 reais), vale o preço de um PS3 ou XBOX 360.
Espero ter ajudado
Parabéns mais uma vez, o blog está sempre atualizado
[...] outras coberturas é só seguir para as páginas do IG, do Garoto Carisma (vulgo Pablo Miyazawa) aqui e aqui, do UOL Jogos, do G1 e do MSN [...]
[...] janeiro passado, a Nintendo of America organizou um evento de lançamento do novo portátil em Nova York. Estive lá e aproveitei a oportunidade para falar com Bill Van Zyll, responsável pelo mercado [...]