Promoção Gamer.br: Discutindo a Pirataria
Cá estamos. Vamos lá?
É o seguinte. Para comemorar o aniversário de 4 anos do Gamer.br (e justificar a distribuição de prêmios), achei interessante estimular você a pensar a respeito de uma questão das mais complexas relacionada diretamente ao mercado de games brasileiro.
Acertou quem pensou em… pirataria.
O tema voltou a ser tema de discussões intensas recentemente, desde que foi anunciada a (aguardada?) quebra da segurança do PlayStation 3, o que permitiria a cópia e reprodução de qualquer jogo no console através de um acessório conectado via USB. A Sony se prontificou a (tentar) bloquear os destravamentos com atualizações de sistema, mas já há quem declare ter burlado isso para se utilizar do hackeamento. E blá, blá, blá. É claro que isso iria acontecer um dia ou outro. E olha que até demorou – logo mais o PS3 faz quatro anos de vida.
Ainda nesse tema, recentemente li um estudo que aponta que a pirataria não representaria perdas de vendas tão acentuadas quanto as publishers divulgam. Na prática, quem consome a pirataria talvez não comprasse o jogo original de qualquer maneira. Segundo o estudo (que me foge agora, depois publico o link), a porcentagem de gente que deixa de comprar um game original porque se utiliza de pirataria não é assim tão elevada. Ou seja, de acordo com essa pesquisa, se não fosse pela pirataria, muita gente jamais teria acesso aos games e jamais pensaria em comprá-los da maneira legalizada. É intrigante, se você for pensar a respeito.
A ideia da promoção do Gamer.br não é discutir exatamente esses dois fatos, mas utilizá-los para nos fazer pensar sobre isso. Proponho você a escrever o que pensa nos comentários abaixo, expondo sua opinião sobre o tema:
Pirataria nos games: nociva, prejudicial, imoral? Ou necessária, boa para o mercado, indispensável?O que você pensa sobre o assunto? A pirataria prejudica mesmo o mercado de games e atrasa o desenvolvimento, como todo mundo costuma apontar? Ou ela seria um “mal necessário” para popularizar os videogames em um país como o nosso? E mais: existe solução para o problema? Qual o futuro desta situação? Há mercado de games no Brasil sem a presença da pirataria? E como ele seria? O que pode ser feito para coibi-la? Iria resolver/mudar alguma coisa?
Vou aceitar comentários até o final de setembro, quando revelarei os vencedores, que serão selecionados por um corpo de jurados formado por mim e pelos meus colegas de Arena Turbo. Você pode dar o enfoque que preferir ao seu relato. Vamos avaliar as opiniões baseados na qualidade/coerência dos argumentos e também na escrita, mas dando mais valor às ideias do que ao texto em si. Sinta-se livre para fazer como quiser, opinar como tiver vontade, falar o que vem à sua cabeça, mesmo que pareça errado. Só peço para não estourar muito o limite de 2000 caracteres (senão não conseguirei ler tudo, né).
Serão escolhidos 13 textos no total, que além de publicados aqui no Gamer.br, irão render prêmios aos seus autores. Aliás, os grandes prêmios são esses:
3 games para Xbox 360: Halo Reach, Alan Wake, Forza Motosport 3 (gentilmente cedidos pela Microsoft Brasil) – cada um dos três primeiros colocados ganhará um desses games, escolhidos aleatoriamente.
5 keys para as versões ilimitadas de StarCraft 2 (gentilmente cedidas pela Blizzard) - cinco participantes (do quarto ao oitavo colocado) ganharão, cada um, uma senha exclusiva para jogar ilimitadamente.
5 camisetas da Level Up! Games (gentilmente cedidas pela Level Up! Games) – cinco participantes (do nono ao décimo-terceiro colocado) ganharão uma camiseta cada.
E sim, antes que você pergunte – todos os prêmios são originais.
É uma promoção cultural, então não cabem recursos, reclamações sobre vencedores ou sobre os prêmios. Quem ganhar e não curtir, pode vender, dar para um amigo ou guardar como lembrança. A ideia é estimular o debate e tentar chegar a um outro nível de discussão. Os prêmios são mero detalhe.
A propósito, agradeço mais uma vez à Microsoft, Blizzard e Level Up! Games por gentilmente cederem os prêmios a essa promoção.
Então está valendo, pode começar. Utilize o espaço de comentários abaixo. Comentários escritos em outro post não serão considerados para a promoção.
E segunda voltaremos à programação normal.
Notas relacionadas:

Tenho toda a certeza de que se não fossem os jogos piratas, a venda dos consoles não seriam nem metade do que são hoje, porém isso não é justo com ninguém, pois ao mesmo tempo que os desenvolvedores tem seus direitos autorais e financeiros comprometidos, os usuários tem limitações (Como jogar em rede no Xbox 360 pro exemplo). Isso se deve, é claro, aos altos valores dos jogos originais, que fazem como que os piratas sejam tão apreciados. Estes valores já são altos, e ainda temos muitos impostos incidindo nestes valores. A Microsoft, por exemplo, fecha os olhos para os jogos piratas, por vender muitos consoles por conta deles, mas assim como fez com o Windows, quando o console não tiver mais concorrência , começará a fechar o cerco, hoje não é conveniente.
A pouco tempo vimos a noticia da quebra de segurança do Playstation 3, vocês acham que a Sony realmente está tentando bloquear o destravamento do console? Mesmo perdendo muito mercado pra Microsoft e Nintendo? Quantos Playstation 3 serão vendidos agora?
Fica a pergunta para estimular o raciocínio dos leitores.
A pirataria é sim nociva, prejudicial e imoral, que prejudica nosso mercado e é um mal necessário para a popularização de games no Brasil. Ou talvez fosse necessário. Anos atrás, jogos originais eram muito mais caros do que hoje e os gamers eram muito mais novos, dependendo assim de seus pais para comprar seus jogos. Como esses pais em não tinham a visão que nós, gamers, temos hoje quanto ao mercado, valor e inclusive o quanto gostamos desses games, era muito difícil convencer alguém que não é tão entusiasta por um jogo a despender tanto dinheiro na aquisição de um mero jogo.
Mas aparentemente uma solução está surgindo, ou melhor, soluções. Os gamers de outrora cresceram e agora trabalham, tendo, em sua maioria, uma renda que lhes permite comprar games originais que, além de ser a coisa certa, disponibilizam vantagens como participação em partidas on-line, qualidade do produto, garantia e tantas outras coisas que só um produto original tem. E é fato que as empresas de games estão abrindo os olhos para o Brasil, país da tão absurda política de impostos, porém que agora é um mercado melhor se comparado ao de anos atrás, tornando a compra de um game original mais fácil e podendo se transformar num lugar ainda melhor, atraindo mais empresas do universo dos games. Não podemos nos esquecer dos vendedores ambulantes, que agora estão dando preferência ao comércio de games originais e esses por sua vez não somente fornecem uma melhor margem de lucro, como também estão solucionando a velha rixa entre eles e a fiscalização!
Para tudo se tornar ainda mais perfeito, para que finalmente os gamers tenham um mercado digno, bastam duas coisas. A revisão governamental da política de impostos para com os games, trazendo ainda mais empresas e tantas outras vantagens como a criação direta e indireta de empregos e a conscientização do próprio gamer, em não mais adquirir o game pirata, criando uma perfeita alavanca para mostrar que nos temos sim, um mercado forte o suficiente para o crescimento do universo gamer no país. Isso com certeza mudaria toda nossa realidade, facilitando o acesso de games originais para aqueles que ainda são as crianças que fomos um dia e que podem crescer com o pensamento correto na hora de comprar seus jogos de vídeo game.
NA MINHA OPINIÃO A PIRATARIA É UMA QUESTÃO DE PRINCIPIOS , SEMPRE VAI HAVER QUEM SE ACHA ESPERTO,QUE OS JOGOS SÃO MUITO CAROS,QUE SÓ O GOVERNO É CULPADO.MAS MESMO QUE O ORIGINAL CHEGUE A CUSTAR R$ 50,OO AQUI NO BRASIL MUITOS VAI ACHAR CARO E COMPRAR 5 JOGOS POR ESSE MESMO PREÇO.OS GAMERS “ALTERNATIVOS” NÃO IMAGINAM OS CUSTOS DE PRODUÇAO DE UM JOGO!JOGOS NÃO NASCEM EM ÁRVORES,JOGOS SÃO FEITOS POR PESSOAS, NÃO POR MÁQUINAS,ESTAS PESSOAS PRECISAM COMER,BEBER,GANHAR UM SALARIO.ENTÃO GENTE VAMOS COLABORAR E COMPRAR SÓ ORIGINAL..VALEU!
A pirataria é nociva para a indústria sim, porém é um mal necessário para os países subdesenvolvidos. Fica claro que os playstations (1 e 2 ), foram (e ainda são) tão populares no Brasil graças à pirataria. Assim como o Xbox360. Ou você acha que se não houvesse a pirataria, haveria tantas vendas deles aqui no Brasil?
Porém, na década passada a situação financeira do país e das famílias brasileiras era diferente. Com a nova situação financeira no Brasil, o consumo aumentou e a confiança das empresas estrangeiras é cada vez maior.
No panorama de hoje fica claro que a pirataria não vai acabar, pois a pobreza ainda é alta no país e muitas pessoas são à favor da pirataria devido ao alto preço dos originais.
Iniciativas como a do “Jogo Justo” é uma alternativa para a mudança deste quadro. Com a redução dos impostos, os preços dos consoles/jogos iriam atingir um patamar maior da população que tem condição de comprar.
Eu, por exemplo, tive um play1 e 2 com jogos piratas. Hoje em dia, com minha situação financeira mais estável, tenho um play3 com jogos originais, porém a maioria dos jogos que eu comprei foram de sites de fora do Brasil, onde eu pago em média de R$70,00 (jogos antigos) a R$115,00 (jogos novos). Ou seja, o preço de estimativa caso o Jogo Justo consiga seu objetivo.
Depois seria apenas questão de tempo e de conscientização (com campanhas de marketing e promoções), para que as pessoas comecem a consumir mais os produtos.
“O maior problema de começar um novo blog é o que se escreve.Pronto. Faz uns dias que estou adiando a estréia deste Gamer.br, por não me sentir preparado. É pouco provável que eu vá estar mais preparado do que estou. A tendência, é desaprender. Já deixei para trás um cargo em uma editora. É bem provável que eu comece a perder o jeito para o assunto. Não quero espantar ninguém com papo chato.
Pretendo falar sobre a indústria nacional de games. Peraí, o Brasil só terá indústria de games quando a pirataria atingir empresas que conseguirem fazer dinheiro com esse negócio?É esta a questão que me motiva?
A resposta é óbvia: sim.
Eu acredito em discos voadores. Jamais houve tantas pessoas, empresas e idéias girando em torno do assunto. Há dez anos, qualquer coisa era considerada tão absurda quanto a paz mundial.
Empresas deixam as diferenças de lado e reúnem-se para reduzir impostos, associando-se a lobistas para conseguirem aprovação leis no Congresso Nacional.
Em 1992, havia duas revistas especializadas em nosso mercado. Hoje, na banca, temos pelo menos 15 títulos, em sua maioria segmentada, produzida por “pilotos”. Isso sem contar os diversos sites, blogs, fanzines e um bem cotado canal de TV.
A imprensa séria descobriu os games. Revistas de cultura como Playboy, Set, VIP, MTV, apresentam seções destinadas aos lançamentos. A mesma coisa acontece nos jornais de circulação nacional. Matérias em programas de TV sobre o tema são raras, como em revistas semanais (falo sobre isso amanhã).
É tanta informação, que mal se percebe o quanto as coisas evoluíram. Por um lado só se anda para trás (a pirataria), estamos numa correria desenfreada, rumo ao infinito e ao além. É mais ou menos por aí. E é mais ou menos sobre isso que falarei.
Dias úteis, que eu preciso de tempo para jogar conversa fora. Cadê o Guitar Hero II?
O nome deste blog não é original. É na verdade uma chupação descarada do título do documentário Gamer.Br, dos meus amigos Pedro Bayeux e Flávio Soares.”
Pirataria
A pirataria, assim como para músicas, para os jogos é uma “coisa boa”, pois estes possuem a função de enriquecer a cultura e promover a diversão, então o que importa não é o como se vende e nem somente o quanto se arrecada(dinheiro), mas sim a cultura e a alegria que o jogo transmite. Existem no mundo muitos jogos, e a grande maioria ensina história, mitologia, matemática e línguas.
Creio que a pirataria não é nada além de uma “exploração de nicho”. Surgiu porque havia demanda para tal. SE as pessoas ganhassem mais, SE o preço dos consoles e jogos fossem justos e/ou compatíveis com a realidade da maioria, ela simplesmente não existiria na proporção que conhecemos. Muitas vezes a pessoa junta dinheiro durante meses para comprar um console (já que, geralmente, essa pessoa tem uma casa para sustentar), e dificilmente irá gastar tanta grana em um game original. Compra-o destravado e paga 25 reais em um game alternativo. Mas essa não é a realidade da maior parte do mercado consumidor de games no mundo. Por isso não vemos grandes esforços por parte das “gigantes” sony, nintendo e microsoft. Não é interessante comprar uma briga por um mercado sem expressão. O que elas não enxergam é que essa inércia é que mantém as coisas assim. Somente no dia em que a “água bater na bunda” delas, creio que haverá alguma mudança. Antes…
Pirataria nos games, humm… posso dizer com toda certeza que é sim nociva e prejudicial mas não imoral ainda mais aqui no Brasil onde o imposto é um dos maiores do mundo sobre tudo o que vem de fora.Com isso o brasileiro que já tem dificuldades para comprar suas ‘coisas’ pagando em longas prestações e recebendo um mísero salário… acho até que é justo,mais por outro lado prejudica os fabricantes.Na minha opinião a pirataria prejudica o Brasil com os fabricantes e desenvolvedores,mais é uma coisa indispensável.Por exemplo,aqui em belo horizonte um Ps2 em uma loja custa R$500,00 travado e com uma manete, fora ainda que os jogos custam cada um no minímo R$30,00 enquanto em um shopping popular o mesmo custa R$350,00 com 2 manetes vindo até sem fio o que é um chamativo a mais,vem ainda com memory card, jogos e ainda destravado e cada jogo, até ultimos lançamentos à R$5,00 é claro que o povo vai preferir assim, se divertindo do mesmo jeito com um console muito mais completo e ainda muito mais barato, para a realidade do nosso país a pirataria é uma grande aliada.Salário baixo e inflação alta = pirataria.O ‘injusto’ é se não tivesse.Também se não existisse, os video games não seriam tão populares o quanto é hoje aqui no Brasil.Uma solução para acabar com a pirataria é aumentar o salário do povo e baixar os impostos dos produtos, se não… ‘nem rola’.
Sem a pirataria, os consoles não seriam comercializados como são atualmente e poucos brasileiros poderiam ter tantos jogos pra se divertir. Acho que o problema em si, começa assim …
Vou iniciar tomando como base, o jogo GTA IV que, de acordo com Gamesbrasil, 2008 “superou a cifra de 100 milhões de dólares investidos” e, vou tomar outro número como base que, de acordo com Gamevicio, 2010 “GTA IV já vendeu mais de 17 milhões de cópias no mundo inteiro”.
Se GTA IV vendeu 17 milhões de cópia a uma média de 30 dólares (apenas um número para pensarmos um pouco), quanto foi mesmo de lucro que esse jogo obteve ???
Fazendo as contas, 510 milhões com gasto de 100 milhões de produção, temos lucro de mais de 400 milhões para a empresa fabricante.
O comentário central desses pontos, são os seguintes:
As grandes empresas tem o seu custo pra fabricar mas, elas não querem ter um lucro baixo ou, digamos assim, “um lucro de acordo”. Elas querem muito. O exemplo de GTA IV está claro … 17 milhões vendidos a uma média de 30 dólares … tudo bem, coloque a média em 20 dólares, vejam o lucro agora.
O problema do Brasil, são os impostos e mais os lucros das outras empresas que vendem (intermediários dos intermediários), deixando o jogo mais caro … só a pirataria mesmo pra fazer as vendas de consoles aumentarem.
No Brasil, o jogo no máximo tem que custar 50 reais (entre 20 e 30 dólares) e olhe lá ou, o pessoal vai continuar baixando da Internet e, XBOX LIVE ou PSN, continuará sendo um sonho distante da maioria dos brasileiros. Conscientizar sem ter preço acessível … o povo sabe pensar e ver que não dá para pagar 170 reais em um jogo original quem dirá ele comprar os lançamentos que estão por surgir ainda … Halo Reach, Dead Rising 2, Fifa 2011, PES 2011 e por aí vai.
Acho que começar a rever os impostos no Brasil, já é um excelente caminho sem sombra de dúvidas e a partir daí, veremos quais são os outros problemas que ainda deixarão os jogos caros.
Fonte Games Brasil
http://www.gamesbrasil.com.br/conteudo.php?categoria=noticias&valor=gta-iv-e-seu-custo-de-100-milhoes-de-dolares&id=35078&cod=REV122193161416767COD&old=1&nick=16767&pagina=1
Fonte Game Vicio
http://www.gamevicio.com.br/i/noticias/46/46716-gta-iv-ja-passa-de-17-milhoes-de-copias-vendidas/index.html
Para toda questão existem dois lados, um bom e um ruim. Isso é certo tanto para os grandes quanto para os pequenos problemas, portanto a pirataria de games não poderia ficar de fora. O lado ruim da pirataria é o mais apontado como a razão pela qual o mercado de games ainda é fraco no Brasil. Ao comprar um jogo pirata estamos cometendo uma desonestidade com aqueles que investiram seu tempo e esforço para fazer com que aquele jogo ficasse bom, e é justamente essa falta de incentivo que mantém as grandes empresas de games afastadas do Brasil. Porém, a pirataria também possui seu lado bom: a inclusão de pessoas que, se não fosse por ela, não teriam tido contato com o mundo dos games. Os impostos aplicados sobre os video games são absurdamente altos no nosso país, fazendo com que o preço final seja muito mais caro do que deveria ser. Muitas pessoas não tem condições para pagar tanto, então recorrem a alternativas. Várias dessas pessoas só querem uma diversão barata e passageira, portanto não se importam com o fato do produto não ser original, nem com quem o fez e nem com a imagem que isso passa. Porém, algumas pessoas de fato vêem os games como obras de arte e passam até mesmo a querer trabalhar no ramo. Se não fosse pela pirataria, talvez esses poucos jamais chegassem a encostar em algum video game e nosso mercado teria ainda menos incentivo. É claro que isso não justifica o ato de piratear. Nada justifica o roubo de uma propiedade intelectual. Se queremos que os video games sejam tratados como um produto sério, então nós também temos que tratá-lo como um produto sério. Temos que pensar que, por mais caro que seja comprar o original, é a melhor maneira de incentivarmos e agradecermos as pessoas que desenvolveram o jogo. E elas merecem nossa gratidão, afinal ninguém gostaria de passar anos trabalhando em algo só para depois vê-lo copiado e vendido sem que ninguém reconheça todo o seu esforço. Mas também não podemos dizer que a pirataria não fez nada de bom para os gamers brasileiros. Muitos dos que lutam contra a pirataria hoje estavam comprando jogos piratas a alguns anos atrás, e são justamente essas pessoas que farão com que o mercado de games no Brasil cresça e seja respeitado.
Srs,
No país em que vivemos estamos a todo momento nos deparando com situações desfávoráveis ao consumidor de classe mais baixa, não sou a favor da pirataria, mas posso dizer com todas as letras que o play 2 que tenho em casa eu comprei no paralelo, isto faz muito tempo e até o momento não apresentou nenhum defeito, só estou falando isso porque se não fosse desta forma, eu não teria conhecimento do que é um play 2, pois o valor agregado a este produto na época fugia dos padrões saláriais de muita gente, inclusive dos meus……Até hoje, muita gente não entende o motivo da pirataria…, os impostos adicionais… e outros tipos de cobranças que contribuem e muito para um valor muito além dos padrões dos brasileiros, se começarmos a ver o problema por este lado, com certeza o mercado brasileiro dos GAMES ganhará força e terá significadamente um poder de mercado considerado.
( E COM CERTEZA, DIVERSÃO PARA TODOS OS GOSOTOS E IDADES)
ABRAÇOS
Olhando por um angulo diferente: no Brasil de hoje, com salarios na media de 800,00r$, tentamos sobreviver do jeito que da, com esta verba temos que comer, vestir e tentar nos divertirmos um pouco, tenho 36 anos, isso mesmo 36 e venho acompanhando a evolução dos games desde que pac-man era febre em fliperamas, gosto de games, tive alguns consoles(nintendinho, snes, nintendo 64, game cube, play 1, play 2, x-box e atualmente tenho 1 psp, 1 nintendo wii e 1 x-box 360) ambos desbloqueados, pois é tudo muito caro no Brasil. Para quem tem locadora é muito facil comprar estes aparelhos, pois são um investimento que acabara se pagando, e mesmo assim a maioria usa jogos piratas, mas para uso domestico a coisa é diferente, compramos quase tudo a longas prestações, comprar jogos originais seria a melhor coisa do mundo se não custacem os olhos da cara, a durabilidade é bem maior, o acabamento(caixa e encarte)são barbaros, mas os preços tambem são descomunais. Se um dia os preços ficarem entre 80,00r$/ 130,00r$ por jogos lançamentos pagarei com prazer, mas 230,00r$/310,00r$ fica meio pessado. E apessar da pirataria, os consoles continuam sendo montados, as produtoras continuam criando novos games, resumindo, é um pequeno dano colateral, e eles convivem muito bem com isso.
Acho que a pirataria só é nociva de maneira geral, ou seja, ela é nociva a nedida que não contribui com impostos para o país. Olhando atentamente a pirataria não é realmente o grande vilão dos games no Brasil.
As altas taxas combradas sobre os produtos é que prejudicam o crecimento do mercado em nossso país, o consumidor sem ter outra alternativa recorre a produtos piratas já que não existe outra forma de se consumir esses produtos de maneira justa.
O mercado pirata também traz novos consumidores que conhecem novos jogos geralmente de uma mídia pirata, eu pessoalmente tenho vários exemplos de colegas que após jogarem uma vez a saberem dos preços dos jogos decidiram compra um console e hoje utilizam mídias piratas, que tem quase a mesma qualidade de uma mídia original.
Se o produto original não fosse tão taxado au se houvesse outra forma de usufruir de forma legal a um preço acessivel acredito que grande parte dos consumidores de pirataria migraria para a mídia original, mas no atual cenário eu não troco meu Ps2 com mídia pirata por um Ps3 com BlueRay original.
Pirataria é o mesmo que você comer um homem achando que ele é mulher. E sabendo ainda, o que é pior!
Para começo de conversa: Essa história de Lei do Copyright é um dos raros assuntos multilaterais. Típica pauta – para um público bem específico – pro Debate MTV.
A Lei dos Direitos Autorais limita-se à Internet, terra que, no Brasil, é sem lei. Temos o lado de quem pratica, o de quem não pratica e o da dependência não declarada pela imprensa especializada. E entre tantos outros – o dead line principalmente -, explorarei só os citados mesmo:
Quem pratica
“O cara pôs lá e eu baixei. Se ele não tivesse posto talvez não baixasse.”, diz um usuário de fórum que não quis se identificar – aprendi essa lendo Veja -.
Uma rom só vai pra internet se alguém tiver o jogo original. E isso só faz quem: “Trabalho em uma importadora. Comprei o Street Fighter IV do XBOX360 antes dele chegar às lojas. Subí a ISO pro Pirate Bay na hora.”. A justificativa: “Falar de salário mínimo é ridículo. Só o aparelho, para você usufruir do jogo, custa de seis a oito salários. Política tributária então? Teu público sabe o bê-a-bá que é”, me disse um amigo.
Quem não pratica
Quem recebe quatro salários mínimos ou mais e tem condições financeiras para manter o hobby; Birôs de comunicação.
Imprensa
Levante os dedos quem acredita que – parte das – revistas de games não usam, ou nunca usaram emuladores? Todas de Dezembro de 1990 até hoje? De dez, umas oito no máximo?
Uma vez, conversando com um Diretor de Redação a respeito do assunto, ouvi dele o seguinte: “Pirataria sempre existiu e sempre existirá. Ajuda muito a popularizar um padrão. O jornalista tem de expor os riscos a que o consumidor se expõe, mas não pode cair no moralismo burro”. Tá, mas e as editoras?
Quando o Pablo veio com este assunto, percebi que o que ele queria era na verdade ler uma coisa que as revistas não publicassem de jeito nenhum.
Não sei se é bem isso, mas estamos nos aproximando de um denominador comum. Acho.
A vida do gamer brasileiro sempre foi complicada, desde quando meus pais pararam de bancar meu maravilhoso vício de 16-bits, achei que a solução da vez era entrar pra turma do Jack Sparrow.
PSone, PS2, uma beleza sem fim, gastar o que gastava com aluguel de 1 jogo pra ter o meu próprio jogo, e jogá-lo pra sempre (até a mídia estragar. rs), nessa correria, comprando um jogo atrás do outro (sem jogar metade deles…) joguei um tal Shadow of the Colossus…
Um jogo solitário…minha namorada olhava aquilo e dizia “que jogo chato”… mas a verdade é que aquele jogo “chato”, “paradão”, SOLITÁRIO… se revelou um dos melhores jogos que joguei na vida, e que pagar só 10 reais por aquele jogo era um crime, não por que a lei diz que pirataria é crime, mas porque uma equipe grande, de inspiração descomunal criou uma obra prima, que pra mim valeu mais que qualquer filme que eu já tenha visto.
Aí pensei, vivo indo ao cinema, gasto lá meus 15, 30, 60 reais (eu+namorada) pra ver um filme de 1:30h, que nem sempre é grande coisa… E tem os games, onde 1 bom jogo me entretem por muito (MUITO) mais que 1:30h (Demon’s Souls que o diga, mais de 100 horas já).
Será que pagar lá meus R$120,00 num jogo original é caro? E se eu puder trocar esse jogo com um amigo depois de jogar muito? E se eu vender um jogo antigo e inteirar pra comprar os lançamentos?
Aí abandonei o bando, comprei meu PS3 e vivo originalmente bem, com mais de 20 jogos na prateleira (e maisde 50 jogados, eu troco os jogos antigos lembra? XD) e sem a menor pretensão de usar o tal jailbreak. =)
Agrooooo!!!!!!!
É sempre complicado abordar este tema. A pirataria pode ser vista com enfoque comercial, jurídico ou ético, mas eu acredito que o verdadeiro problema é cultural.
Eu fui um usuário de games piratas durante muito tempo. Durante a era PS2 todos os meus jogos eram piratas, baixados em torrents ou fórums. Não vou negar que me diverti. No entanto, com o tempo, o interesse diminuiu. Muitas vezes eu baixava um jogo só porque tinha acabado de ser lançado. Em certo momento, eu já tinha tantos jogos que simplesmente não conseguia me concentrar em um de cada vez. Se ficasse minimamente entediado ou encontrasse algum desafio que não conseguisse superar, abandonava e passava para outro. No fim, eu tinha dezenas de jogos pela metade. A diversão estava acabando, o que é irônico, já que eu tinha acesso a tantos jogos quantos eu quisesse. Foi aí que eu percebi que algo estava errado e decidi: meu próximo console será 100% original.
Quando a oportunidade surgiu, entrei na geração com o X-Box 360. Não importa se já tinha destrava, eu estava decidido a me libertar da pirataria. Não precisava mais dela. Nunca precisei. A pirataria não está aí apenas porque os jogos são caros, mas porque ficamos acostumados e até certo ponto dependentes dela. É um conceito muito forte na mente do brasileiro. Ninguém acredita que se deva pagar quando, na prática, pode-se encontrar “de graça”. Não há sequer um conceito de ilegalidade, pois muitos que usam produtos piratas acham que a pirataria se restringe ao comércio informal, não incluindo o conteúdo baixado na internet sem a devida permissão dos criadores.
Hoje, com a internet, é fácil se informar sobre os títulos, sem contar que há demos gratuitas para boa parte dos lançamentos. Quanto ao preço, apesar de (ainda, o projeto Jogo Justo vai mudar isso) termos valores impraticáveis no Brasil, há opções, como a importação e o comércio de usados. Comprando um jogo, acredito que estou pagando pela diversão que ele me proporcionará, e como tudo na vida, procuro valorizar meu dinheiro da melhor forma possível. Tenho garantia, recursos online e conteúdos para download. Voltar para a pirataria seria um retrocesso.
Recentemente um amigo me ligou. “É, cara, não resisti. Destravei meu console”. “Porquê?”, perguntei para ele. “Tinha que jogar o PES”. “Ok, você poderia comprar um novo PES por ano, qual seria o problema?”. Ele não soube responder.
A pirataria ajudou muito a popularizar os games aqui no brasil,sempre houve desde o primeiro atari,mas no NES,com jogos e até consoles piratas que ganhou popularidade e isso sem quase nenhum esforço dos fabricantes ou softhouse que não investiam aqui e demoraram anos pra trazer o NES oficialmente aqui.
Acho interessante pensar que mesmo as pessoas que não podem pagar conseguem ter acesso isso é o auge da democratização nada nunca foi tão democratico,se voce pensar que os jogos não eram feitos pra nosso mercado vinham em outro idioma contrabandeados,na verdade não damos prejuizo nenhum afinal aqui não era um mercado pra esse produto.
O ideal no meu ver é quem pode pagar pra ter a original,e quem não pode se contentar com o pirata, enquanto vejo outros que pensam mas assim”eu trabalho duro pra pagar pro outro ter de graça” só que o pirata não é nem em sonho a mesma coisa que o original,e no fundo essas pessoas querem se sentir privelegiadas não pelo qualidade do original e sim pela falta de acesso dos outros,e isso é nojento.
O legal é ter o original,e saber que estamos alimentando as empresas pra fazer jogos melhores pra nós,se as pessoas que não podem pagar e mesmo assim podem se divertir e ter acesso sem dar prejuizo nenhum é melhor assim e todos se dão bem.
Claro vão fazer planilhas e graficos dizendo que a pirataria dá prejuizo mas se a pessoa não pode pagar ela simplismente ficaria sem,hoje em dia um jogo é gratis, vem pela internet e vai pro VG sem nem precisar usar midia.
O prejuizo mesmo vem da classe media que opta em comprar centenas de jogos piratas ao inves de alguns originais,e que eles não tem boas desculpas para fazer isso,fazem pq pode,isso sim deve ser considerado uma má conduta.
A pirataria é um dos grandes motivos que o governo utiliza para mascarar o real problema da área de jogos, que é o valor abusivo dos impostos, por isso apóio o projeto jogo justo http://www.jogojusto.com.br @jogojusto pois somente assim essa pirataria irá diminuir…
Já saiu a divulgação do resultado da promoção?