iG

Publicidade

Publicidade
04/08/2010 - 19:21

Como foi o evento da Warner Games

Compartilhe: Twitter

Ontem, em um restaurante moderninho em São Paulo, a Warner Games fez seu primeiro evento oficial ao mercado de games brasileiro.

Para quem não sabe, a empresa – um braço do poderoso conglomerado Warner Bros., que envolve de tudo, de cinema a home vídeo, passando por gravadora, canal de tv e tudo o mais que você puder imaginar – é hoje uma das publishers de games mais poderosas no mundo. E no Brasil, graças a um belo acordo de cavalheiros, a Warner Games é também a responsável por lançar oficialmente  os games da Electronic Arts e também da Codemasters.

Tudo isso ficou mais ou menos claro no 1º WB Games Retail Summit Brasil, evento no qual a empresa elaborou sobre  suas estratégias de marketing e vendas, além de detalhar mais sobre os games que lançará no mercado brasileiro até o final de 2010. Infelizmente, aquele não era um show destinado a grandes furos de reportagem. Por ser um encontro voltado mais para os varejistas, gastou-se bastante tempo falando sobre pontos-de-venda, merchandising e as estratégias de comunicação da empresa, e menos sobre os jogos propriamente ditos.

O que eu particularmente gostaria de ouvir ali? Novidades sobre a possível prensagem de games em território nacional, algo que definitivamente colaboraria para os preços dos games caírem em médio prazo. A conversa sobre esse tema já rola nos bastidores há algum tempo, e o fato tem sido considerado uma opção bastante plausível para solucionar a questão dos valores abusivos cobrados no país. Mas em sua festa particular, a Warner Games preferiu não entrar nesse terreno e não mencionou nada a respeito das consequências no bolso do consumidor,  e também não sinalizou que haverá alguma mudança nesse sentido, pelo menos até o final de 2010.

Diversos dos games apresentados podiam ser testados ali mesmo na área da festa. Houve tempo também para a segunda aparição do Kinect do Xbox 360 em solo brasileiro, através do game Game Party: In Motion. Mas o momento que achei o mais interessante da noite foi quando o diretor de marketing Rodrigo Drysdale entregou detalhes interessantes sobre a cara do mercado nacional – ele citou uma pesquisa de 2009 (elaborada pela agência Target) que dividiu o consumidor brasileiro de games em quatro grupos (não vou detalhar cada grupo, mas sim ir direto ao ponto que me interessa aqui – quantidade de gente):

“Hardcore”: mais ou menos 2 milhões de pessoas (você provavelmente se encaixa nesta ou na próxima categoria)

“Core”: uns 3 milhões (você provavelmente se encaixa nesta ou na categoria anterior)

“Moderado”: uns 5, 2 milhões

“Casual”: quase 16 milhões

Esses quatro grupos, juntos, representam um total de quase 27 milhões de possíveis jogadores de videogame no Brasil, com distintos níveis de intensidade. Fazendo aquela continha burra (27 milhões dentro de um universo de 190 milhões de habitantes), dá para dizer que, segundo a tal pesquisa, 15% da população brasileira joga games de um jeito ou de outro.

Não é pouca coisa. Mas poderia ser bem mais.

Notas relacionadas:

  1. Contagem Regressiva
  2. Electronic Arts: mais enxuta no Brasil?
  3. A Sony, a Gameloft, a Blizzard, o Kinect, o Jogo Justo…
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , ,

Ver todas as notas

20 comentários para “Como foi o evento da Warner Games”

  1. [...] This post was mentioned on Twitter by Pablo Miyazawa, Fabiano Sampaio, Eric Ietsugu, Leonardo Feitoza, JMTrevisan and others. JMTrevisan said: RT @pablomiyazawa: Você sabe quantas pessoas jogam games no Brasil? http://tinyurl.com/2dtah5u #gamerbr [...]

  2. fezones disse:

    Quase nada. A maioria esmagadora é formada de gente que joga Colheita Feliz….

  3. Ricardo disse:

    Excelente matéria Pablo !!!

    Acho que o nº está razoavelmente bom, levando em conta que o Brasil nunca teve investimentos e incentivos com relação a games.

    Já esta mais do que na hora desse incentivo começar a acontecer. Esse mercado é muito promissor aqui no Brasil e acho que esse nº pode dobrar facilmente.

    Abçs

  4. Filipe disse:

    Não era o evento que estava errado, você é que estava no lugar errado. Os furos acontecem lá fora, aqui a gente só pega a rebarba do mercado.

    Duvido que prensar aqui no Brasil vá mudar os preços, um jogo que hoje custa 200 reais vai continuar sendo vendido por este preço, a diferença é que o varejista vai ter um lucro maior.

    • Pablo Miyazawa disse:

      A ideia é que isso não aconteça, Filipe. Eu sou otimista, mas…

  5. vagabundo disse:

    Será que agora vai? Todos os games fanáticos ou não espera por uma feira de games de alto padrão no Brasil será que agora vai? Ou vai ficar só na folinha igual as outras em kkk vamos ver mais aqui no Brasil as pessoas importante que cuida disso não valoriza sabem porque? Aqui é Brasil é a pirataria pra que vamos ordenar que tenha uma convenção dessas. Mais porque não abaixa os jogos iguais a outros países porque ai fia a palavra por que! Porque não fecha os camelódromos a galeria pajé, shop 25, shop oriental etc… Mais não podem fazer isso porque tem muito dinheiro rolando no meio né governantes.

  6. vagabundo disse:

    Desculpe se eu fui um pouco agressivo kkk mais é isso ai nunca mudou e nem vai!!!

  7. Gostei bastante dessa pesquisa. Nunca tivemos algo tão detalhado aqui. A última, que eu me lembre, falava que o Brasil tinha 0,5% do mercado mundial de jogos, e o México 2%. E foi feita em 2005.

  8. Estes números podem ser bem maiores. O potencial do Brasil como mercado de games é enorme.

    Vamos apoiar o Projeto Jogo Justo para que possamos ter uma carga tributária menos injusta. Até porque ficar parado só reclamando não costuma resolver muita coisa.

    Já vi algumas vezes pessoas comprando jogos não tão bons pelo preço mais baixo. Principalmente pais e o público casual. Vão a uma loja comprar um jogo de ponta, lançamento, de alta qualidade, mas acabam saindo com um na promoção. E estou falando do tipo de pessoa que não recorre à pirataria.

    E nesse ponto, o público moderado e casual é tão importante no desenvolvimento do mercado. E o DS, Wii, Kinect e Move podem ser peças chaves nessa virada. Porque uma eventual redução de impostos, maior venda de produtos e fortalecimento do mercado beneficia gamers core e hardcore também.

  9. E o fim dos postes, ate a eletricidade esta começando a dispensar os postes, indo para o pré pos-pago

  10. Belo post Pablo! E pelo que eu notei só tinha você da imprensa lá, né?

  11. João Gabriel disse:

    Matéria ótima sobre o mercado de games.
    Sendo um evento para o retail, falar sobre pontos-de-venda, merchandising e as estratégias de comunicação não é um desperdício de tempo, mas uma discussão essencial, principalmente se avaliarmos que entre os brasileiros que consomem games, os casuais e os moderados (total de 21.2 milhões de brasileiros, pelo levantamento) provavelmente não frequentam as revendas convencionais dos jogos.

  12. guilherme disse:

    e aí alguma informação sobre o DDO? A empresa Turbine Inc. publicou que foi comprada pela Warner Bros, gostaria de saber se alguém tem algo a dizer ou que foi comentado nesse evento algo a respeito do jogo e da publicidade no Brasil.

  13. Leo disse:

    Eu só gostaria de saber o que eexatamente quer dizer “Hardcore”, “core”, essas coisas… Esse tipo de terminologia parece muito mais útil pra marqueteiros do que para jogadores ou desenvolvedores. Quer dizer, esses termos limitam mais do que que ajudam a compreender o mercado.

    • Pablo Miyazawa disse:

      Hardcore, Core, etc, define-se pela quantidade de horas semanais jogadas e de games comprados por ano. Então imagine aí que o hardcore compra 10 games por ano e joga mais de 20 horas semanais…

  14. guilherme disse:

    Valeu pela resposta, e a matéria.

  15. Games fan disse:

    Até quando teremos que sofrer com games em ingles ?
    pelo menos as iniciativas estão sendo tomadas

Deixe um comentário:

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

Os campos com * são de preenchimento obrigatório







Voltar ao topo