Príncipe da Pérsia – o game é bom, o filme idem
Olá, feriado. Adeus, gripe.
Conforme o prometido, cá está: minha resenha de Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo, que estreia nesta sexta-feira, 4, nos cinemas brasileiros. O texto a seguir também sairá na Rolling Stone Brasil de junho, nas bancas no próximo dia 10. Mesmo já lendo a resenha aqui, pode comprar a revista (garanto que está ótima).
***
Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo
Eficiente e divertido, filme sintetiza anseios cinematográficos da “geração joystick”
Seria forçado afirmar que Príncipe da Pérsia é uma das melhores adaptações dos videogames para o cinema? Nem um pouco, principalmente em se tratando de um gênero tão capenga e errático (se bem que nem há tantos exemplos assim para se caracterizar um “gênero”). Fato é que As Areias do Tempo – baseado em um jogo de 2003 que mistura elementos de um jogo de 2008 (os quais, por sua vez, foram baseados em outro game antigo, criado pelo prodígio Jordan Mechner em 1989, que também colaborou no roteiro do filme) – é um típico e eficiente filme-pipoca, e merece ser tratado como tal. As marcas registradas dos estúdios Disney e a assinatura pesada do produtor Jerry Bruckheimer transbordam pela tela: a parceria já rendeu uma das franquias mais rentáveis de todos os tempos – Piratas do Caribe –, e não parece nada impossível que Príncipe se torne também uma série milionária e geradora de sequências e merchandising. O que falta é um carisma semelhante ao de um Johnny Depp, mas Jake Gyllenhall até que se encontrou na pele do herói musculoso e boa-praça que domina lâminas e a arte do parkour. O enredo é inverossímil, o visual é estilizado e as interpretações são caricatas ao máximo, para em momento algum duvidarmos de que aquilo jamais poderia ser verdade. E tudo acaba ao final de duas horas, sem deixar rastros ou grandes conseqüências. Convergência de mídias eficiente é isso aí.
* * * (três estrelas)
Com Jake Gyllenhall, Alfred Molina, Ben Kingsley
Dirigido por Mike Newell
***
E aproveite para relembrar a entrevista que fiz com Jordan Mechner (para a revista Old! Gamer), criador da saga Prince of Persia e um dos co-roteiristas do filme.
Notas relacionadas:

Eu AMEI o filme! Amei, amei.
Realmente, é bom pacas. Finalmente uma adaptação boa! Que venham mais!
Eu acho o Jake Gyllenhall com uma cara de mané. Mas, como tenho lido boas referências do filme, vou assistir sem esperar nada além do que alguns momentos de fantasia e entretenimento.
Existem poucos filmes de jogo que realmente prestam, ouvi bons comentários desse.
Mas, se estragarem God of War, Sparta vai cair em cima de Hollywood.
Mas, até lá, só nos resta torcer.
[...] This post was mentioned on Twitter by Douglas MCT, Pablo Miyazawa, Carol, Imprensa Gamer, N-Blast Indica and others. N-Blast Indica said: Príncipe da Pérsia – o game é bom, o filme idem http://bit.ly/aNGV2n (via @Pablomiyazawa) [...]
Interessante, acho que esse eu vejo no cinema.
Achava que seria assim mesmo e pensava em ver, agora quero mesmo ir ao cinema.
Fizeram em 3D também esse ai? Ou é 2D normal?
Todo filme do Jerry Bruckheimer segue uma fórmula extremamente simples mas que sempre funciona… faça um filme descompromissado e vai conseguir atingir o objetivo. (não tão descompromissado quanto transformers 2… mas enfim)
filmes “pipoca” são sempre assim, querem é atingir o povão , e tem se provado cada vêz mais que para fazer um filme sem erro… ele permite que os filmes sejam absurdos mesmo, ele sabe que vai funcionar…
isso que a maioria dos filmes baseados em videogame péca… não seguem nada do que os jogos ditam, apesar dos enredos já cinematográficos. imagina um filme sobre Metal Gear por exemplo, seguindo a história dos jogos… seria MUITO legal… agora joga isso fora… pega algum roteiro pronto de hollywood, muda o nome do principal pra Cobra Sólida, e era isso.. saiu mais um filme ruim baseado em jogos.
O que o Jerry Bruckheimer prega é criar realmente um filme com os melhores elementos do jogo, em um filme gostoso de assistir, que se mantenha mastigável para quem não conhece, e digerível para quem é fan.
e ele sempre acerta!
Espero MUITO que ele começe a explorar mais o universo dos games.
[...] que o novo filme do príncipe seria uma bomba, mas me enganei. Hora de pagar a língua: a crítica especializada está adorando o filme, e neste final de semana ele está em cartaz em alguns cinemas (exceto aqui, [...]
O filme não é um “super filme”, mas gostei. Se depender de mim, tem continuação.
O filme é realmente ruim, com péssimas interpretações, slow motions desnecessários sabotando o parkour e um roetiro duvidoso. Por isso mesmo não arrecadou nem metade do que custou.
[...] fato é que Freeko assistiu a mais essa adaptação cartucho-telona e, assim como o compadre Miyazawa, também aprovamos o resultado [...]