Como foi o evento da Level Up! Games
Ontem foi assim:
A Level Up! Games, maior publisher de games em atividade no Brasil, realizou seu evento especial no Teatro Frei Caneca (em SP), com a presença de imprensa, jogadores e “gente do meio”. Vi quase todo mundo lá, o que foi ótimo. Deu para sentir que a empresa quase não tem inimigos e basicamente é respeitada pela grande maioria do mercado.
Estava lotado e muito bem organizado esse primeiro Território Level Up!. Havia comidas e bebidas (nada alcoólico, crianças circulavam livremente por lá); câmeras de TV registravam o evento; garotas bonitas e sorridentes embelezavam os cantos e organizavam a fila para entrar; seguranças simpáticos organizavam a bagunça; equipamentos de tradução simultânea foram distribuidos à vontade; e quem não tem vuvuzelas, caça com bexigas em formato roliço decoradas com o logotipo da LUG, que eram surradas incessantemente (o barulho era tão chato quanto aquele causado pelas cornetas da Copa sul-africana).
Nenhuma outra empresa de games que atua no Brasil teria cacife para fazer evento semelhante. E não estou falando de grana para gastar, mas sim de currículo e moral. A história da Level Up! no Brasil se confunde com a da ascensão dos games online por essas bandas. Hoje esse tema já virou carne de vaca, mas em 2004, ninguém compreendia que espécie de bicho era esse. A empresa de origem filipina veio para cá de repente, montou parcerias (com a Tectoy), formou equipe (conduzida pelo Julio Vieitez) e saiu por aí, distribuindo CDs daquele jogo de nome esquisito que ninguém entendia muito bem como funcionava.
Eu trabalhava na EGM Brasil na época, e lembro de como a palavra “Ragnarök” se tornava cada vez mais constante no dia a dia da redação – muito por conta da dedicação (para não falar outra coisa) com que o Eric Araki, na época editor da Nintendo World, se aprofundava no assunto. E quem não entendia como aquilo poderia ser interessante teve que engolir seco depois: eram só os primeiros lampejos de sucesso dos games online por aqui – e vieram muitos outros depois. Como diz o poetinha, o resto é história e você mesmo acompanhou de perto. Seja você viciado ou não de Massive Multiplayer Online Games, não dá para negar que o negócio é um fenômeno absurdo.
O evento de ontem celebrou toda essa história, serviu para agradar fãs dedicados e para a imprensa puxar mais a sardinha para o lado da Level Up!. E olha que nem precisava: há anos que a empresa é um exemplo de eficiência e organização no mercado brasileiro de games. Nenhuma outra publisher/produtora presta serviço a tantos consumidores (o número passa do milhão, mais umas centenas de milhares), nenhuma tem tantos funcionários contratados (alguém me corrija se eu estiver errado), nenhuma possui gráficos de crescimento e estabilidade semelhantes ou parecidos. Os porta-vozes da festa, Ben Colayco (fundador da Level Up! internacional) e Julio Vieitez (diretor geral da empresa no Brasil) falaram tudo isso, e passaram bem o recado, mesmo se valendo dos tradicionais discursos de marketing e frases de efeito. Dadas as devidas proporções, deixaram os velhos discursos de coletivas da E3 no chinelo. Afinal de contas, estamos no Brasil e não é todo dia que vemos um exemplo de negócio bem sucedido se desenrolando diante de nossos narizes.
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E essa, você sabia?
Circulava livremente pela festa da Level Up!, entre jornalistas, assessores de imprensa e “gente da área”, o homem que será um dos responsáveis pelas ações da Blizzard no Brasil.
Se você não sabe ainda quem é, as dicas: é alguém com anos de experiência na indústria de games; é brasileiro; trabalhou como gerente no escritório de uma das maiores publishers do planeta aqui no País; e é muitíssimo competente para o cargo. Parabéns para ele.
E amanhã falo quem é. Se é que você ainda não sabe.
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Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Cobertura E3 2010, Tudo ao mesmo tempo Tags: ben colayco, blizzard, julio vieitez, level up! games, ragnarok