Surpresas e desapontamentos (e não é o fim de Lost)
Saudações!
Como vai essa ressaca? Pós-Lost, é claro. Mas nerdices de lado, vamos primeiro ao que interessa.
(Rá!)
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Enfim, descobrimos o que é GamerTag (o questionamento surgiu aqui, lembra?).
É um programa em vídeo para a web, de uma hora de duração, no formato debate/entrevistas/crítica. E a primeira edição já está no ar, aqui.
Por enquanto é isso, mas deve vir mais coisa, conforme promete o cabeçalho do site. Assista inteiro antes de comentar. E antes de jogar pedras, se pergunte se não era melhor você tentar fazer alguma coisa também. Sabe como é, criticar é fácil, fazer é complicado etc…
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E como você já deve ter ouvido dizer, rolaram mudanças na final brasileira do torneio de cybersports ESWC. O problema, para a tristeza de quem torce pelo mercado nacional, foi a falta de um patrocinador que pudesse bancar o projeto. O release divulgado pela assessoria (que está no site oficial do evento – curiosamente, eu não recebi esse) dá uma esclarecida na situação. Mas não deixa de ser melancólico e lamentável que um evento de nível internacional não aconteça por falta de investimento privado:
“A organização vem a público apresentar informações e esclarecer dúvidas relativas ao campeonato Electronic Sports World Cup 2010, a saber:
1. Este evento é totalmente dependente de patrocínios. A organização não possui interesse e/ou verba própria para a realização do mesmo.
2. Era credo da organização que o mercado nacional de jogos eletrônicos e empresas, direta e indiretamente interessadas no mercado e público alvo do evento, estariam preparadas para apoiar financeiramente a realização do mesmo. Não o fizeram.
3. A organização do evento desde Dezembro de 2009 negocia com mais de 60 empresas, enviando dezenas de propostas formais, com valores cujo objetivo era somente a subsistência do evento e realização da Final Nacional, sem visar o lucro.
4. O mercado não respondeu e tornou inviável a realização da Final Nacional nos moldes em que a Organização considera digno para um evento desta dimensão.
5. A organização sente muito, pois acredita que a comunidade de e-sports brasileira merece vários eventos profissionais de qualidade, como o que estava disposta a organizar.
6. A organização se solidariza com os atletas e junta-se ao coro de insatisfação, esperando que em um futuro próximo o mercado brasileiro esteja preparado para receber grandes eventos independentes como o ESWC.
7. Esta organização reafirma ainda seu compromisso com a comunidade e com a execução de eventos profissionais e de alto padrão, incluindo a Final Nacional do ESWC Brasil 2010.
8. A organização pede para que todos estejam atentos pois as informações oficiais serão unicamente publicadas no site oficial da organização do ESWC Brasil (http://www.eswc.com.br/). O único canal com informações oficiais sobre a Final Nacional do ESWC Brasil 2010 é o acima.
(…)
Esta organização gostaria ainda de agradecer a compreensão e suporte da comunidade de games, que certamente entenderá que os motivos das modificações acima fogem completamente da vontade da organização, e que o objetivo do evento é e sempre foi o privilegiar o e-sport nacional, seja nos momentos fortuitos, seja nos desafiadores como este.
Atenciosamente,
Organização ESWC Brasil 2010″
Mais informações sobre as finais do ESWC podem ser lidas no site oficial do evento, aqui.
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E o final de Lost, o que você achou?
(E não, não acho que seja off-topic.)
Elaborei uma pensata sobre o assunto, mas fiquei com preguiça de me aprofundar mais. Aí, me emocionei sozinho, escrevi uns rabiscos e postei nos comentários do melhor site brasileiro a falar sobre o tema, o Trabalho Sujo do amigo Alexandre Matias. E acho que ele me autoriza a republicar por aqui, não é mesmo? E passe por lá para ler as outras teorias. E aqui para ler umas respostas às suas dúvidas mais secretas.
“Confesso que me emocionei uma meia dúzia de vezes. E acho que justamente era esse o intuito da coisa toda. Fazer o público ter contato com seu lado espiritual, ou se confrontar com a pergunta mais sem resposta de todas (mais do que qualquer mistério de Lost): o que acontece depois da morte? Os criadores de Lost sabem que essa pergunta jamais terá uma solução, então se penduraram nela para criar toda a trama da série. Todo o resto, as referências a ficção-científica, foi tudo perfumaria para nos manter ocupados durante seis anos. Conseguiram, né?
Foi assim – a bomba explodiu e acabou pro Jack (e pra vários outros). O que vemos na sexta temporada é o rito de passagem do herói para “o outro lado”. Na realidade paralela, vemos o que “poderia ter sido” se todos fossem bons, bacanas e honestos. Na ilha, acompanhamos a luta de Jack pela redenção espiritual. Quando ele enfim cumpre sua “missão”, está pronto para partir. Como não existe temporalidade no “outro lado”, todas as pessoas importantes para Jack aparecem juntas na igreja. Mas não quer dizer exatamente que todas morreram juntas quando a bomba explodiu ou coisa parecida. Elas foram morrendo ao longo dos anos, e se juntaram todas ali na “igreja” para juntas pularem para o outro lado.
Os criadores de Lost sabiam que se equilibrassem ciência com fé, seria a combinação perfeita para nos manter ligados. O desfecho inteiramente baseado na fé não pode ser considerado uma enganação, ou simplesmente uma “solução fácil”. Não foi nada fácil nos manter acompanhando esse tempo todo. Eles se arriscaram, e no fim, tiveram sucesso. O público queria que houvesse uma explicação científica ou lógica para as grandes questões da existência humana, mas o fato é que ninguém tem essas respostas – nem os roteiristas de Lost. Todas essas questões não respondidas servem como metáfora para os grandes mistérios que o homem jamais conseguirá resolver na vida terrena.
Mas claro, isso sou só eu falando.”
Notas relacionadas:
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: eswc 2010, gamertag, jornalismo, mercado


