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21/10/2009 - 02:08

Alguns Pensamentos Sobre a Sony e o Brasil

Bom dia, tarde, noite.

A semana está complicada. Quem acompanha meu Twitter sabe – pelo menos, consigo atualizar ali muito de leve. Aqui, está mais difícil. É aquele período complexo do mês em que eu comemoro se consigo almoçar. Fechamento, essas coisas rotineiras.

Mas como você não tem nada com isso, não vou deixá-lo na mão. Mesmo porque, já tem gente reclamando de minhas ausências. Eu também reclamaria, então nisso nós concordamos.

Aproveito o momento para publicar minha coluna Gamer.br que saiu no número de setembro da revista EGW. A edição já saiu da banca, então me permito fazer essa leve “reciclagem”. Quem já leu no papel, pode comentar agora. Quem não viu, aproveite – é como um post/pensata mais longo, que ainda não perdeu a validade.

Vale lembrar que o texto foi escrito antes da revelação do nome do “homem da Sony no Brasil” e no calor de um período de muitos boatos e sem informações oficiais a respeito da atuação da fabricante do PlayStation 3 no País. Não que a situação tenha mudado muito de lá para cá, mas é válido explicar o contexto. Você irá notar que até cheguei a mencionar o Dia das Crianças como uma provável data de alguma revelação importante, mas como é possível conferir em qualquer calendário, nada se concretizou. Infelizmente, nem sempre nossas fontes de informação são infalíveis. E não, não ganhei nenhum presente de Dia das Crianças (aceito doações).

E cá está. Enjoy.

***

O “Sono da Sony”
*

Na feira alemã Gamescom, a empresa japonesa Sony anunciou a redução do preço do PlayStation 3 nos Estados Unidos, Europa e Ásia.

Sim, uma notícia tão globalizada como essas repercutiu no Brasil também. Mesmo que, aparentemente, a gente não tenha nada a ver com isso. É óbvio que a informação da queda do preço do console mais desejado do momento é relevante. Afinal, intimamente, torcemos para que essa redução respingue no mercado brasileiro. Ficamos tradicionalmente animados com esse tipo de coisa, mesmo que, no fim das contas, não faça diferença nenhuma.

Bem, é com esse humor amargo que defino o clima em relação à chegada oficial da Sony Computer Entertainment em nosso território. Essa conversa já está rolando há um bom tempo e, como você sabe, parece não evoluir nunca. Às vezes, parece até mentira. Não que eu não tenha esperança ainda de ver o nosso mercado evoluindo e funcionando de maneira “oficial”. É que eu pensava que as coisas poderiam andar um pouco mais rápido, só para variar.

Acho que até você mesmo, o mais esperançoso dos consumidores brasileiros, já não aguenta mais ler tanta notícia. É sempre a mesma coisa: as grandes multinacionais soltam promessas e mais promessas a respeito do país, falam sobre nosso potencial de desenvolvimento e sobre como fazemos parte dos planos de dominação deles. E aí, despejam um monte de datas, prognósticos e estimativas… E nada mais acontece durante meses. Nem uma palavrinha que seja. Ficamos todos no vácuo, esperando a grande e poderosa empresa fazer alguma coisa na prática.

É o que está acontecendo no caso da Sony.

A última vez que ouvimos algo sólido – ainda que de maneira vaga, é verdade – foi durante a última E3, no início de junho. Se é que ainda sei fazer contas, se passaram três meses desde a última notícia. Hoje, ninguém sabe ao certo o que a Sony irá realizar de verdade em território brasileiro: se irá apenas lançar o PlayStation 2, se irá se arriscar com o PSP e o PS3 logo de cara, se trará a versão Slim para cá junto com o resto do mundo… E é melhor nem mencionarmos Manaus, porque provavelmente nem os habitantes da cidade, nem os trabalhadores da Zona Franca, sabem bem o que vai acontecer por ali.

Eu custo a acreditar que seja tão difícil para uma empresa do porte da Sony organizar seu funcionamento em um país como o nosso. Certamente não pode ser apens uma questão de dificuldades burocráticas ou estratégia mercadológica. Chame de estratégia, se quiser. Também não consigo acreditar que seja mais lucrativo fazer negócio no Equador ou na Venezuela – países em que a Sony já atua com sua área de games – do que no Brasil. Nada contra os hermanos equatorianos e venezuelanos, que fique claro. E aquela história de fazermos parte do BRIC, o grupo de países economicamente mais promissores do planeta? Não deveríamos estar no topo da lista de prioridades? Ou era conversa fiada?

Agora, é hora de soltar uma boa notícia. Exatamente no dia em que foi anunciada a redução de preço do PlayStation 3, uma de minhas fontes internacionais revelou ter participado de um evento organizado pela Sony, voltado aos varejistas latino-americanos. No local, foram divulgadas datas de uma possível estreia da multinacional no Brasil. A estimativa mais otimista fala sobre uma chegada maciça às lojas, ou pelo menos algum anúncio oficial, antes do Dia das Crianças. Na pior das hipóteses, até o Natal teremos consoles Sony oficialmente em nossas lojas. Ah, sim: as datas são em 2009. Pelo menos, é o que dizem. E você aí, ainda acredita?

Eu quero acreditar. Mas, por enquanto, está difícil. Espero que a Sony queime a minha língua.

* Texto publicado na edição 93 da EGW, setembro de 2009.

Autor: pablo - Categoria(s): Gamer.br na EGW, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , ,

19 comentários para “Alguns Pensamentos Sobre a Sony e o Brasil”

  1. [...] This post was mentioned on Twitter by iG , Imprensa Gamer. Imprensa Gamer said: Alguns Pensamentos Sobre a Sony e o Brasil: Bom dia, tarde, noite. A semana está complicada. Quem acompanha meu.. http://bit.ly/1EIOzt [...]

  2. Carlos Maxximum disse:

    A Sony vem prometendo a anos que entrará no mercado nacional, porém não passa de uma utopia, tudo envolve interesses e isso não de menos, o que levaria a Sony fabricar e lançar seus produtos (games), no BRasil? Sendo que vamos buscar lá fora e pagamos em verdinhas?

  3. @samurai_negao disse:

    É como eu tava conversando com o Caio Teixeira um dia desses, estamos cansados de ouvir que o Brasil é um país promissor, mas que não tem mercado por isso ou por aquilo.

    E é bem por onde você disse: “… custo a acreditar que seja tão difícil pra Sony organizar seu funcionamento em nosso país.”

    Isso já está parecendo brincadeira de mal gosto…

  4. Oedipus Rex disse:

    Eu comprei duas câmeras de vídeo da sony, eram duas grandes porcarias. Nunca mais.

  5. Edu disse:

    Pablo, eu acredito que um dia a Sony chegue aqui, mas então eles já terão lançado o PS7, o nosso mercado parece receptor de refugo e não só da indústria dos videogames, se você for em qualquer loja vai encontrar um monte “Celerons” da vida. Por outro lado, o mercado de pirataria no país deve causar má impressão nos investidores das grandes produtoras. Mesmo o PS3 possuindo um sistema eficiente (até agora) contra cópias ilegais, as produtoras, parceiras da Sony, devem levar um grande prejuízo com a pirataria no país e como sabemos a grande fatia do bolo lucrativo do ramo vem da venda de jogos. As coisas não são fáceis nestes lados, pois ainda temos os altos impostos e tal.

    Vamos torcer, porque tudo o que eu queria era uma PSN
    “tupiniquim” e jogar o Battlefield 1943 na íntegra.

    Um abraço, gostei da matéria!!!

  6. raphael disse:

    Meu, é complicado, pois ja faz anos que ouço que a sony vai atuar mais no Brasil e continuo importando games dos EUA e Europa que sai mais barato que comprar aqui no Brasil…, jogos a 200 reais é brincadeira…, tenho um ps3 e tbm o ps2, queria muito uma psn nacional para parar de pagar as coisas em dolar, é irritante, mas a sony nao começa essa operação, e nao pode vir com desculpa pois o complexo da sony na zona franca de manaus tem capacidade para isso, tanto que os ps2 para a america latina tá sendo feito lá a base de reciclagem das peças do vg do mundo todo, entao, pq nao produzir ou pelo menos prensar os jogo aqui no brasil para ficar mais barato, pq, garanto que eles sabem quantos milhares de cartoes de creditos brasileiros estao realizando compra nas outras psn´s….

  7. Eu disse:

    Bobagem. É tudo grana. Dinheiro, não é vantajoso para sony vir para o Brasil. Papo para boi dormir. Lá fora eles ganham mais.

    • lobo disse:

      Você está certo. Lá fora eles ganham mais, mas pagando a nossa mão de obra que é a terceira mais barata do mundo, só perdendo para india e china. chega a ser uma escravidão, o trabalhador que trabalha na produção,não consegue adquirir o produto que contribui para montar.

  8. j. sobrinho disse:

    não sei pq, vcs estão pagando tanto pau pra sony, é uma empresa como outra qualquer, quer vi vem, se não quer, vai a merda, compra dos outros, ou será que os outro são burros estando no Brasil? em primeiro lugar, o mundo todo tem que aprender com o Brasil. Eu explico o que, 1º viver feliz, 2º não ser arrogante, 3º saber jogar futebol, olha pessoal, não conheço um pais se quer do velho mundo, ou Asiático, que o povo não seja arrogante, come mortadela e diz que é peito de peru, ja dizia willian shakespeare, O MUNDO É PALCO E OS HOMENS VIVEM ENCENANDO SOBRE O MESMO.

  9. Bruno disse:

    creio que uma forma de atrair as empresas de vídeo game para cá, seria conseguir com que elas abrissem fábricas aqui q

  10. Lucas Serrano disse:

    Quero mais eh que esse pais se phoda…só sabem roubar e tomar nosso dinheiro com impostos exorbitantes..ladroes!
    Os brasileiros são ricos…vivem relativamente bem sendo o pais com maiores impostos…

    Nao comprarei meu PS3 nem meus jogos aqui….custe o valor que custar… sempre vou desconfiar e acreditar que compensará a importação..

    Abraço!

  11. Bruno disse:

    creio que uma forma de atrair as empresas de vídeo game para cá, seria conseguir com que elas abrissem fábricas aqui que dessem a elas vantagens competitivas. E que vantagens seriam essas? Se elas conseguissem produzir o console aqui e vender no resto do mundo, gastando menos e assim lucrando mais. Enquanto isso nao acontecer acho difícil que abram filiais aqui, pois o nosso mercado interno absorve muito pouco desse produto.
    Aqui, além da pirataria, da grande desigualdade social, videogame é considerado ainda coisa de criança por muita gente.
    Repito, se a Sony conseguir alguma regalia tributária que torne a fábrica aqui viável, com certeza ela poderia abrir uma para cuidar do mercado da américa latina e quem sabe até suprir em parte o resto do mundo com consoles produzidos com mão de obra barata e pagando menos impostos. Caso isso não aconteça acho difícil.

  12. Sossacanna disse:

    Não sei se o problema é a pirataria, pois parece que em alguns paises da ásia a pirataria é forte também. Acho que simplesmente tá bom desse jeito, devem estar vendendo bem assim mesmo… parece que brasileiro gosta de pagar caro, não só em videogames mas em outras coisas também, veja os carros por exemplo.

  13. Não dá pra competir com a XBOX ,um possue jogo pirata e aPS3 não!!!
    Assunto encerrado!!!

  14. Rodrigo disse:

    A Sony já está vendendo o PS3 nas lojas Sony Style em alguns shoppings aqui em São Paulo. Ontem mesmo vi na vitrine da lojas deles no Shopping Bourbon o PS3 mais diversos títulos de BluRay, mas só de filmes. Não reparei se ofereciam títulos de jogos também.

  15. Bruno Julião disse:

    Amigos… Eu hoje trabalho em um varejista que trabalha com games e posso dizer que o mundo corporativo é extremamente burocrático e disso todos vcs já sabem. Leva-se MUITO tempo até um assunto assim subir de prioridade e ter alguém o levando a sério.
    É uma triste realidade. Eu tb gostaria q a burocracia fosse infinitamente menor e as coisas mais dinâmicas. Provavelmente só veremos Live e PSN, além de PS3 oficial só no fim da vida desses aparelhos… Lembrem-se que ano que vem começarão as especulações sobre a sucessão da presidência, o que irá trazer grande instabilidade para o país…

  16. Neto disse:

    Alguem acredita em papai noel? Se ate o dia 15/11/09 não ter algo concreto sobre o PS esquece que so em 2010 e olhe lá. Abraços

  17. darth_gama disse:

    Queria muito que a Sony demonstrasse um pouco de respeito com o consumidor e divulgasse alguma notícia, mesmo que negativa, sobre esse assunto.

  18. Gustavo disse:

    Paciência pessoal….

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