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08/10/2009 - 11:54

O mercado e os eventos daqui – e de lá

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Algum de vocês esteve no Video Games Live ontem?

Foi bom. Divertido. Não sei dizer se foi o melhor que já vi. Pensando bem, nem foi. O de 2006 foi sem dúvidas o melhor. Este ano não havia tanto fator supresa, fora umas músicas diferentes (o bis com Mega Man e Chrono Trigger/Cross, por exemplo). Achei que o volume estava relativamente baixo – o fato de o público ali da geral conversar muito durante a apresentação e gritar a cada dez segundos não ajudava muito.

Aliás, é preciso dizer que o HSBC Brasil não é o melhor lugar do mundo para um evento como esse. Acho estranho o povo ter que ver um espetáculo desses de pé, “ensardinhado” lá no fundo. É a maldita lógica segregadora que se aplica no universo do entretenimento musical como um todo: quem tem grana é “VIP” e assiste lá da frente, sentadinho e confortável. Os menos abastados sofrem quase três horas plantados e sem lugares definidos. Nos anos anteriores, quando o VGL tocou no Via Funchal, todo mundo estava sentado diante de mesas – algumas eram distantes do palco, mas pelo menos o público parecia bem acomodado e conseguia assistir/escutar decentemente.

Penso que o Tommy Tallarico não deveria ficar tocando guitarra e se exibindo em certas músicas. Ficou over e não combinou com a sonoridade que se espera de uma orquestra. Também achei exagerado o uso de bases pré-gravadas (não havia notado isso de forma tão evidente nos anos anteriores). Me esforcei para distinguir quais sons estavam mesmo sendo tocados por instrumentos acústicos da sinfônica e quais vinham das bases eletrônicas. Será que não dava mesmo para ser no velho esquema “quem sabe faz ao vivo”? Mas foi um show interessante. Pelo menos, não escutei quase ninguém reclamando por ali. Não é coincidência o fato de Tallarico ter eleito o Brasil “o melhor lugar do mundo para se apresentar”. O público, ali no caso, foi a alma do espetáculo. Sem a empolgação do povo, não tem Video Games Live. E Tallarico sabe bem disso.

***

E você já descobriu qual é o primeiro grande projeto do SKY7, empresa recém-formada pelo Ricardo Farah e Orlando Ortiz, ex-editores das revistas EGW e Nintendo World?

Eles me contaram ontem: são os responsáveis pelo conteúdo da área de games do POP. Para quem não conhece, o POP é um portal de conteúdo gerido pelo grupo paranaense GVT.  “A SKY7 presta serviços de design e gestão de conteúdo para o POP”, explicou o Orlando. “Temos liberdade editorial para gerir o site, atendendo às expectativas da empresa e adequando o conteúdo para o público-alvo, que envolve até mesmo uma grande parcela de usuários que hoje acessam através da conexão discada. É um desafio muito interessante.”

A necessidade da reformulação da área de games do portal surgiu no mesmo momento em que Ricardo e Orlando planejavam a nova empreitada. “Foi coincidência total”, complementou Farah. “O que, eu diria, que resultou em um belo casamento, pois poder trabalhar em parceria com a GVT e, principalmente, cuidar de um dos principais canais do POP, é uma responsabilidade enorme e um grande desafio para qualquer um.”

O responsável pelo projeto junto com a dupla será o Odir Brandão, que há até pouco tempo participava da equipe das revistas da Tambor. “Na EGW e Nintendo World, eu era editor de reviews e coordenava todo o processo. Agora no POP poderei também acompanhar todos os passos deste novo projeto e firmar um conteúdo forte e completo sobre games”, definiu o novo editor.

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E por falar em revistas, o novo editor da Nintendo World, ao que consta, já foi escolhido. Logo mais ele deverá ser revelado oficialmente ao mundo. Duvido que você descubra quem é.

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Mudanças também no mercado editorial lá de fora. John Davidson, eterno guru da Ziff Davis, ex-editor da EGM, que fazia um site bem interessante (What They Play), retornou ao mundo das revistas e se tornou o novo manda-chuva da polêmica e eterna GamerPro.

Enquanto isso, o mercado norte-americano – e o mundial, por que não? – aguarda ansiosamente o retorno da EGM, nas mãos do editor-fundador Steve Harris. Ele cita “December 1″ como possível data de lançamento da primeira edição. Você conta com isso?

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O Rio de Janeiro não sediará apenas as Olimpíadas e a final da Copa do Mundo. Começa hoje e vai até sábado o SBGames 2009, evento que acontece no campus da PUC e agrega especialistas, interessados, produtores, criadores e pensadores na área do entretenimento digital. Um amigo descreveu o SBGames como “o melhor evento do Brasil” (ele, aliás, está lá). Eu, se pudesse, compareceria. Se você pode, compareça e me represente.

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E vamos trabalhar que a semana, infelizmente, ainda não acabou.

Notas relacionadas:

  1. Entrevista da Semana: André Forastieri (EGW)
  2. O Vai-e-Vem do Mercado Brasileiro – no bom sentido
  3. Editores das revistas EGW e Nintendo World deixam cargos e abrem empresa própria
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

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14 comentários para “O mercado e os eventos daqui – e de lá”

  1. Olha, eu gostei bastante do evento. O publico de são paulo foi o mais contido dos três show que eu fui esse ano. Não sei se eu ja estava cansado, mas tambem achei que o Tommy falou demais desta vez. Mas ele sempre fala. Mas eu curti o som da guitarra nas musicas do castlevania e halo. Ficou bacana.

    Mas o destaque MÁXIMO é parab o bis de CC com a Flute e o Hibino. Sensacional :)

  2. Alexandre Soares disse:

    Bem com o Pranda no Uol, parabens Pranda, resta saber se o Theo continua no Uol…. ou será ele o novo Editor da Nintendo World???

    Pois tirando o Lucas, que já falaram que tbm foi pra SKY7, e a Bea, com todo respeito aos que estão lá, mas acho difícil alguém de lá assumir o comando delas.

  3. Kadu Araujo disse:

    Fato. O medley de Chrono foi mto bom mesmo, mas o playback de TODAS as músicas que tinham guitarra foi de matar… ao invés de seguir o exemplo do Megadriver e mandar bem ao vivo, Tallarico preferiu dar um trote nos “ensardinhados”, que mesmo distantes do palco, com um pouco de atenção seriam capazes d notar a falta de sincronia (mínima, mas perceptivel) nos movimentos e tb os efeitos “impossíveis” (devido à posição da mão em relação a alavanca ou a escala.. enfim, detalhes técnicos) que ele tirava da guitarra.

    Fora isso, menção honrosa p/ cosplay de Pato Donald que chegou atrasado e não pode participar do concurso (e ficou zanzando entre os fotógrafos no pé do palco), e p/ #Fail do ventilador do Air-Man, que no fim das contas lhe rendeu carisma suficiente p/ levar a premiação.

  4. Leo De Biase disse:

    O som no primeiro ato tava horrivel #fail

    Depois que tocou WOW o resto pra mim foi lixo, ok Halo ate que foi legal

    Musica de joguinho de 8 bits nao me comove sei la podem me apedrejar, sim joguei todos mas nao sinto falta nenhuma deles muito menos das musicas.

    Sou fa de um bom CGI e de coisas novas, ok WOW tem 5 anos praticamente e jogo ele ate hoje mas tambem eh o WOW ne….

  5. Heenett disse:

    O novo editor da Nintendo World é quem? O Lucas Patrício?xD

  6. [...] This post was mentioned on Twitter by Pablo Miyazawa and Imprensa Gamer. Imprensa Gamer said: O mercado e os eventos daqui – e de lá: Algum de vocês esteve no Video Games Live ontem? Foi bom. Divertido. Nã.. http://bit.ly/10uzOM [...]

  7. Jigu disse:

    Fui na edição carioca da VGL deste ano – aliás, só perdi em 2008 – e curti bastante. Curto eles trocarem o set levando em conta o que o povo pede. Lembro do Tommy me perguntar qual era a popularidade de Halo no Brasil na primeira tour, tadinho. :P

  8. darth_gama disse:

    Espero que a EGW volte a ser EGM, se a revista for relançada nos EUA, pois depois que a EGM acabou, a EGW/EGM se tornou muito fraca, na minha opinião.

  9. jaime disse:

    Eu assisti o show no Rio de janeiro quando eles vieram pela primeira vez em 2006 e agora em 2009. Senti que a Video Games Live como um todo está dando mais valor ao rock(o Tommy estava participando de quase todas as músicas com sua guitarra). Sinto que aquela concepção de trazer a música de concerto para maior compreensão das pessoas e dizer a elas q os jogos possuem tudo isso e que isso pode ser muito interessante está diminuindo.

    Mas no geral a VGL ainda está de responsa, é anunciada em guias de musica classica e tudo. Muita música boa, muitos fãs, games…um paraiso gamer.

    Faltou o Jack Wall e o Martin Leung(videogame pianist), mas tivemos o saxofonista compositor de Metal Gear q tocou um Jazz muito bom e a flautista de Zelda q foi muito legal.

    Aliás, alguém sabe do DVD que iam lançar que gravaram aqui no Rio?

    Que a indústria de trilha sonora de games supere a do cinema….VGL rulez

  10. Talita disse:

    Oi, Pablo! Ó… to escrevendo pra você não esquecer dessa vez, hein? hahaha

    Show dos Gameboys!!!
    Data: 14/10/09 20:00
    Café Piu Piu
    Endereço: 13 de maio, 134, bixiga – SP
    R$10,00
    Quem vai abrir é a banda Outono em Marte
    http://www.myspace.com/osgameboys
    http://www.myspace.com/outonoemmarte

  11. Deve ser outro Ortiz ou alguém da redação. Caso não seja nenhum desses conhecidos, eu espero apenas o melhor para este candidato em 2010, pois estou chegando se não morrer atarefado com outros compromissos :P

    No mais, estarei no aguardo e, tomará que tudo de bom ou melhor ocorra nesta nova empreitada dos meninos juntos essas pessoas ligadas ao mundo midiático dos games no Brasil.

    KAI!

  12. Orlando Ortiz disse:

    Não é o outro Ortiz não. Meu irmão é publicitário e trabalha em uma agência. Ele continuará como redator freelancer, mas só :-)

  13. [...] alguns depoimentos como do Igorsan e Tonelzão no Pensamento Gamer e do mestre Pablo Miyazawa no Gamer.br, entre outros, parece que tudo é perfeito, maravilhoso, sensacional. Respeito a opinião de quem [...]

  14. Alexandre: eu não fui para a SKY7 não XD

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