Vamos lá que já estou aqui.
E você já deve ter tirado as próprias conclusões das duas coletivas, Sony e Nintendo.
A da Nintendo começou antes, 9h em ponto. E estava estranhamente vazia. Até demais. Achei que havia chegado atrasado ao Nokia Theater, mas não – estava todo mundo sentadinho, e mesmo assim, ganhei um lugar bem bom.
Passei a coletiva toda esperando o Shigeru Miyamoto aparecer com alguma revolução na maneira de lidarmos com os games. Mas ao invés disso, só apareceu o Reggie Fils-Aime, presidente da NOA, fazendo caras e bocas. Isso ele faz muito bem, pelo menos.

Still kickin’ ass and takin’ names after all these years
Apesar das novidades legais pros fãs hardcore – Super Mario Galaxy 2, Metroid: Other M e New Super Mario Bros. for Wii -, gastou-se muito tempo focando nessa ideia de abraçar o mundo com os games, e de convencer quem tem dúvidas sobre os videogames serem bacanas. Eu me cansei um pouco disso. Principalmente depois de a Microsoft apresentar ontem uma verdadeira resposta ao Wii. A Nintendo, desta vez, preferiu parar no tempo e curtir sua liderança sem fazer muito esforço. Para salvar o dia, só mesmo a Sony. Mas eu não achei que isso fosse possível. Não mesmo.
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Mas a Sony quis se mexer. E acho que só aconteceu o que aconteceu por causa do que a Microsoft fez ontem. Eu imagino que a exibição do controle com sensor de movimento ao final da coletiva foi algo planejado de última hora, para responder à altura da MS. No fim das contas, rolou. A demonstração teve tanto impacto quanto a do Project Natal. Talvez um pouco menos, porque veio depois. Mas, mesmo assim, recolocou a Sony na competição de quem irá inserir o jogador primeiro e de maneira mais precisa e realista dentro do ambiente virtual.
Mas o Jack Tretton, CEO da Sony, quis até dar uma forcinha para nós, pobres brasileiros: pela primeira vez na história da E3, o nome de nosso país foi citado na coletiva da fabricante do PlayStation. Além de ter citado “Brazil”, Tretton indicou nosso nome no telão, ao lado de “Paraguay & Uruguay”. São os três países que fazem parte da fase 3 da invasão latino-americana da Sony. Havia outra informação ali: SUMMER 2009. Ou seja, se o PlayStation (o 2, ou o 3, tanto faz, aparentemente) vai chegar ao nosso Brasil, será a partir do verão norte-americano. Ou seja, entre o fim de junho e a metade de setembro.
Mais detalhes, eu não tenho – não fui convidado para a coletiva especial para a América Latina que a Sony organizou. Mas um amigo meu foi, então logo ele deve revelar mais detalhes sobre isso. Mas agora é mesmo oficial (se aparece na E3, é oficial, não é mesmo?): a Sony começou a atuar no mercado brasileiro. Muito bem. Quero só ver.
E não poderia faltar o bom e velho Kaz Hirai, figura fácil das coletivas Sony. Ele mostrou o novo PSP e fez um monte de gracinhas. Descreveu o portátil como “o segredo mais mal guardado da E3″. Sorriu, brincou. Mas não falou “Riiiiiiiiidge Racer”. Uma pena.

Riiiiiiidge Racer? Não: Gran Turismo
Outra presença interessante da coletiva foi o Hideo Kojima. Ele apareceu todo faceiro para mostrar o novo Metal Gear Solid para PSP e deixar claro que está participando ativamente do projeto. Ativamente? Não foi um trocadilho infâme, exatamente. O finalzinho do trailer de MGS: Peace Walker exibido no telão deixou claro que o nosso Kojima entende mais das coisas do que poderiamos imaginar. Procure no YouTube. Eu juro que vi escrito “Love Pack” naquele caixote.

Ninguém pode falar que ele não se preocupa com o visual
A Sony arrebentou com seus jogos exclusivos. Eu estava reticente e fiquei espantado. É um foco assumido no jogador hardcore, no fanboy, no cara que ama videogames mais que qualquer coisa. Uncharted 2, God of War 3, Gran Turismo 5, MAG (esse foi meio tosco), Agent (dá-lhe, Rockstar), Final Fantasy XIII E XIV, Modnation Racers (LittleBig Planet encontra Mario Kart) e o absurdamente lindo The Last Guardian, que finaliza a trilogia Ico/Shadow of Collosus. Foi tanta coisa, que estourou as duas horas de coletiva.
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Mais uma última foto para mostrar a situação do jornalista que precisa comparecer a todos os eventos possíveis em um curtíssimo espaço de tempo…

Pulseiras coloridas. Que beleza.