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Arquivo de junho, 2009

08/06/2009 - 14:48

Como se nada tivesse acontecido…

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Voltei. Mas é como se não tivesse. Nada funciona aqui.

Deletando spams, abrindo correspondência, separando o lixo e jogando fora.

Logo mais, a gente volta. Mas antes eu te deixo com as perguntas: o que você “viu” de melhor na E3 2009? E de pior? Quem agradou, quem decepcionou?

Eu tenho minhas próprias opiniões, e logo as divido com vocês. Assim que as coisas voltarem a andar aqui, claro. E sempre há tempo para umas fofoquinhas…

Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
05/06/2009 - 16:45

E3 2009: Últimos Suspiros

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É, acabou. E depois da E3 2009, merecemos um descanso. Nem que seja só um.

Mas pensa que Los Angeles e o Convention Center vão parar? De jeito nenhum.


Alguém encara? Talvez seja mais quente que a E3…

Amanhã pego o avião de volta. E passarei os próximos dias, semanas, só falando de E3 e seus detalhes. Alguém ainda aguenta o tema?

Um abraço e obrigado pela audiência.

Notas relacionadas:

  1. E3 2009: Começou. Ou quase
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Cobertura E3 2009 Tags: ,
04/06/2009 - 22:50

E3 2009: Acabou

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Acabou a E3 2009 como a conhecemos.

Estamos no ultimo suspiro da sala de imprensa. Abaixo, uma imagem do estande da Electronic Arts às 17h50. Desolador.


Não que estivesse muito mais cheio que isso antes…

E as portas sempre estarão abertas para todos – que puderem pagar:


Eu sinceramente tambem espero…

Joguei o The Beatles Rock Band como ultimo compromisso (entrevistei a equipe produtora do game – isso vai para a Rolling Stone Brasil). Não me filmei jogando, mas aqui esta um gostinho.

E hora de ir. Logo mais eu volto.

Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
04/06/2009 - 19:28

E3 2009: Dia 3 – Jogando Diferente

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Acabou de acontecer: “joguei” DJ Hero.

Falo entre aspas, porque o povo da Activision não deixa a gente encostar no troço: só ver. E a demonstração é incrível e impressiona. Claro que é preciso saber jogar a coisa para se divertir, mas me pareceu que a curva de aprendizado é aceitável – tanto quanto a de Guitar Hero.

E por falar em Guitar Hero, a melhor parte da demonstração behind doors foi a hora que os dois caras da Activision jogaram juntos – um com a pick-up, outro com a guitarra. Fizeram um dueto bizarro e bacana: “Monkey Wrench” do Foo Fighters misturado a “Sabotage” do Beastie Boys. Enquanto o guitarrista tocava o instrumental do FF, o DJ pirava com as vozes dos três garotos bestiais. Ficou ótimo e intenso. É para querer muito esse jogo. Além de tudo, o joystick-turntable é cool e ficaria bem em qualquer mesa de centro (foi o próprio produtor quem sugeriu a ideia). Game da E3? Um dos, sem dúvidas. Aliás, a Activision arrebentou em todos os sentidos esse ano.

Acabei de subir um vídeo neste instante para quem quiser ver o dueto. Foi há menos de uma hora, então ainda está quentinho. Está no canal da Rolling Stone Brasil. Aliás, você lê mais impressões minhas sobre o game aqui.

Em seguida, na sala ao lado, vi a demonstração de Guitar Hero 5. É basicamente a mesma coisa do anterior com alguns features legais. O primeiro que eles mostraram foi o modo “festa”, que permite a qualquer jogador entrar no meio da música, alterar dificuldade, desistir, voltar, incluir uma guitarra extra, etc. Uma zona completa. Também tem desafios, como quatro instrumentos iguais, um contra o outro. É um game completamente novo, feito do zero – não é uma mera atualização de Guitar Hero: World Tour.

Logo depois, vi o bacana Tony Hawk: Ride, que usa a já famosa prancha-joystick. A apresentação foi comandada por Josh Tsui, presidente do Robomodo, estúdio responsável pela franquia agora.

O game só pode ser controlado com a prancha – o joystick só serve para começar o jogo em si. Na prática, funciona como a balance board do Wii Fit: o skatista precisa inclinar o corpo e mexer os pés para executar as manobras e fazer o skate se mover. Mas há muito mais mobilidade para tanto – tal qual em um skate de verdade, é possível se movimentar sobre a prancha para obter efeitos diferentes. E diferente de um skate de verdade, o joystick não tem rodinhas, então o efeito é muito mais simulado do que qualquer coisa. É jogar um game de skate em pé, e se cansando muito mais, e se mexendo para lá e para cá. Dá para fazer manobrinhas, mas daquele jeitinho fingido, em que a imaginação fala mais alto.

Deve vender bem quando sair, em outubro (o preço não foi definido) para todos os consoles de nova geração. E futuramente, a pranchinha deverá ser usada para outros tipos de jogos. Parabéns para a Rodomodo pela criação (nas palavras de Josh, “o acessório mais avançado da atualidade”), mas não me parece lá algo tão realista assim. Vejamos como funcionará com o game finalizado.

Confira com seus próprios olhos. Este vídeo acabou de sair da câmera também:

E agora, The Beatles: Rock Band. Logo mais conto como foi.

Notas relacionadas:

  1. E3 2009: O que a EA vai mostrar
  2. E3 2009: Dia 1 Começa. E a Festa de Ontem
  3. E3 2009: Dia 2 – Somente para seus olhos
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Cobertura E3 2009, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , ,
04/06/2009 - 13:52

E3 2009: Dia 2 – Somente para seus olhos

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Tantas emoções ontem, que depois escrevo. Mas cá estao alguns videos que fiz esses dias. Muita gente me pergunta sobre “como é estar na E3″. Não sei responder, mas filmei um pouco (mal) para mostrar:

Mini-Me e o Wii
Coisas que só estar na E3 proporciona: ver celebridades testando os joguinhos. Aqui, no caso, era a menor celebridade do mundo: Verne Troyer, mais conhecido como o Mini-Me dos filmes Austin Powers. Verne parecia de mau humor, mas mostrou desenvoltura com o pequeno Wiimote. Cercado de amigos (seguranças?), ele parecia concentrado jogando New Super Mario Bros. Wii, sentadinho sobre seu carrinho de transporte.

Miyamoto pensa
Após minha entrevista com Shigeru Miyamoto - o criador do Mario, Zelda, Donkey Kong etc, etc – tive  a chance de assistir à entrevista que os jornalistas mexicanos da revista Atomix fizeram. No vídeo, dá para ver a expressão cômica de Miyamoto pensando a respeito da pergunta “difícil” que lhe foi feita. Para quem sentiu falta dele na coletiva da Nintendo, aqui é uma chance de matar as saudades.

Jay Z na festa da Activision
Este ano, a Activision usou parte dos caminhões de grana arrecadados com a franquia Guitar Hero para realizar a maior e mais hypada festa da E3 2009. Como convidados especiais, chamou os astros Jay Z e Eminem. Abaixo, reproduzo um trecho do show do primeiro, tocando com uma banda completa de dez caras e fazendo um barulho infernal (aqui, piorado por causa da qualidade do vídeo).

***

Sobre a entrevista com o Miyamoto, deixo para um post separado, que merece. Mas garanto que foi reveladora. Já adianto que não falamos sobre games.

E hoje sim, é meu dia de jogar DJ Hero e The Beatles: Rock Band. Enfim. Vamos para lá, que estou atrasado.

Notas relacionadas:

  1. E3 2009: Dia 1 Começa. E a Festa de Ontem
  2. E3 2009: O Mario de 4. E o game do Pelé
  3. E3 2009: Dia 2 – Encontros e Desencontros
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Cobertura E3 2009, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , ,
03/06/2009 - 13:29

E3 2009: Dia 2 – Encontros e Desencontros

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Saindo para o dia 2 de E3 2009.

A noite de ontem foi da festa da Nintendo of America. Foi boa, mas calminha. Teve show da Natasha Bedingfield uma cantora inglesa cheia de charme e alguma tradição. O Bill Van Zyll da Nintendo me levou ao backstage para conhecer a moça em pessoa – imaginando que, por ser da Rolling Stone, eu iria ficar especialmente lisonjeado. Acho. Foi um “meet and greet” engraçado.

De resto, estava bem calma a celebração. Pelo menos, foi a única das três fabricantes que gastou dinheiro com evento – Sony e Microsoft apertaram bem o cinto esse ano. Já a Activision gastou os tubos em sua festa na segunda-feira, mas até aí, eles estão podendo. É só ver o tamanho do estande deles na E3 para sentir – é do tamanho do estande da Nintendo, praticamente.

Mas o evento da NOA foi mansinho mesmo. Quase não vi gente conhecida – só Alexei Pajinov, criador de Tetris, enchendo a lata com os amigos russos. Já a festa da Nintendo Latin America foi muito mais animada – havia até fila de gente tentando entrar. E foi um lugar bom para confraternizar com os hermanos mexicanos, com o povo da Latamel, os varejistas brasileiros (o pessoal da UZ Games estava lá), os distribuidores (NC Games, idem) e até os futuros investidores (o pessoal da Proximo Games).

No meio da festa, chegou um jornalista mexicano que conheci de E3 passadas:
“Você vai na coletiva da Konami amanhã?”
“Não”, respondi. “Não vou poder.”
“Deveria”, ele disse, com expressão espantada, virando a garrafa de cerveja. “Eles vão mostrar o novo Castlevania! Só que esse não será feito pelo Koji Igarashi”, afirmou, apontando para a própria camiseta, onde se lia algo relacionado a Metal Gear (não lembro, estava escuro). “Me garantiram que o próximo Castlevania é projeto do Kojima!”
“Legal!”, respondi, bebendo um gole de cerveja mexicana Modelo.

Isso é E3. Até quando enchem a cara, as pessoas falam sobre games.

Vou indo, que o dia será longo. Tem até o Miyamoto no meu caminho. E quem sabe o Kojima. Vai saber.

Notas relacionadas:

  1. E3 2009: Começou. Ou quase
  2. E3 2009: Os Beatles e… que mais?
  3. E3 2009: Dia 1 Começa. E a Festa de Ontem
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Cobertura E3 2009 Tags: , , , , ,
02/06/2009 - 22:35

E3 2009: O Mario de 4. E o game do Pelé

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Acabei de dar um rolê extenso pelo South Hall e o West Hall do Convention Center.

Estou cansado, mas não por estar velho para o negócio. É o peso da mochila. Amanhã vou deixar metade das coisas no hotel.

Mas senti umas diferenças em relação à velha E3. A bagunça e a barulheira de 2006 voltaram. Mas está diferente. Mais vazio. Parece que metade do público tradicional ficou em casa dessa vez. Me parece que tem pouco jornalista. Muitos exibidores, muita gente do varejo, algumas pessoas que nem deveriam estar aqui. Em geral, a E3 2009 me parece meio murcha. É até fácil jogar qualquer coisa – isso quando elas estão disponíveis. Porque a maioria dos estandes não está deixando seus melhores games abertos ao público. Na Activision, não tem como jogar Guitar Hero 5 ou DJ Hero. Só através de encontros pré-marcados (os meus são na quinta-feira). Na Ubisoft, só vê de perto o novo Splinter Cell, o Avatar ou o Assassin’s Creed 2 quem marcou horário previamente. Na Nintendo, não tem o Super Mario Galaxy 2, nem o Metroid: Other M. Em compensação, sobram estações para se jogar o New Super Mario Bros. Wii. Não que isso seja grande coisa. Esse foi um dos únicos games que joguei de verdade hoje.

Joguei a modalidade 4 players simultâneos. Me decepcionei um pouco – acho que um game de ação side-scrolling como esse, cheio de tarefas e coisas acontecendo ao mesmo tempo, tem que ser uma experiência solitária. Funciona melhor. Não senti muita firmeza, achei caído. me lembrou um Mario Party sem as pausas entre uma competição e outra. Mas talvez isso mude, quem sabe. Espero de coração que isso não signifique que a criatividade da equipe de Shigeru Miyamoto tenha esgotado. Mas ele deve estar bastante ocupado com o Mario Galaxy 2. Ou com a próxima tecnologia revolucionária da Nintendo. Eu ainda não vi o homem por aqui. Amanhã verei – tenho uma entrevista marcada para amanhã. Mal posso esperar.

***

Outro game com o qual gastei uns bons instantes foi aquele estrelado pelo Pelé, entende? Academy of Champions Football é exclusivo para o Wii e é uma criação do estúdio de Vancouver (Canadá) da Ubisoft. Umas 40 pessoas trabalham no projeto, inclusive um designer brasileiro chamado “Juan” (ou João, ainda não consegui apurar o sobrenome). Pelé foi escolhido como o garoto-propaganda porque é “um ídolo reconhecido no mundo todo, tanto por adultos como por crianças, até mesmo nos Estados Unidos”, definiu o finlandês Thomas Piriner, designer principal do game. Questionei sobre a possibilidade de um game baseado em outro jogador de futebol mais famoso – e há menos tempo aposentado – como Diego Maradona, por exemplo.

“Eu adoro o Maradona. Mas acho que Pelé teve uma vida mais estável”, explicou Piriner, se referindo ao passado de excessos e vexames do astro argentino. Mas não deixa de ser uma boa idéia. Imagine uma mistura de Academy of Champions com Grand Theft Auto? É brincadeira.

No mais, é um jogo de futebol para crianças que utiliza diversos dos aspectos únicos do Wii, inclusive o aprimorado Wii Motion Sensor do Wiimote. Lembra um pouco a pegada de FIFA Street até, aquela coisa bem descompromissada e arcade, misturado com um lance meio Quadribol do Harry Potter. O Pelé é um dos personagens jogáveis e possui vários poderes especiais, além de estar sempre sorridente. O forte do jogo, previsto para setembro, são os minigames e a historinha que permeia as partidas. Como jogo de futebol, não dá nem para levar em consideração, mas é preciso valorizar o fato de ser um game homenageando uma personalidade brasileira. Já faz tempo que o Rei merecia essa valorização digital - aquele game do Atari 2600 era ruim demais. Não que este seja uma maravilha, mas o que vale aqui é a boa intenção.

***

E por falar em coisa nossa… ah, sim. PlayStation 3 no Brasil.

O furo foi do Théo Azevedo, que neste momento está aqui na mesa ao lado. Ele conversou com o homem da Sony para a América Latina, Mark Stanley (não confundir com Mark Wentley, o homem da Nintendo para a América Latina), que falou, vagamente, que vai lançar toda a linha PlayStation em nosso território. Disse até quando. Mas você aí acredita? Eu acredito vendo e acontecendo. Mas a notícia é boa.

E esse foi mesmo o ano do Brasil na E3.

Brasil na coletiva da Sony.

Pelé na coletiva da Ubisoft.

Modern Warfare 2 (e sua fase do Rio de Janeiro) na coletiva da Microsoft.

É pra animar? Eu animei. Sou um patriota, sabe como é.

Notas relacionadas:

  1. E3 2009: Começou. Ou quase
  2. E3 2009: Os Beatles e… que mais?
  3. E3 2009: Dia 1 Começa. E a Festa de Ontem
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Cobertura E3 2009 Tags: , , , , , , ,
02/06/2009 - 19:39

E3 2009: Nintendo, Sony e um algo mais

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Vamos lá que já estou aqui.

E você já deve ter tirado as próprias conclusões das duas coletivas, Sony e Nintendo.

A da Nintendo começou antes, 9h em ponto. E estava estranhamente vazia. Até demais. Achei que havia chegado atrasado ao Nokia Theater, mas não – estava todo mundo sentadinho, e mesmo assim, ganhei um lugar bem bom.

Passei a coletiva toda esperando o Shigeru Miyamoto aparecer com alguma revolução na maneira de lidarmos com os games. Mas ao invés disso, só apareceu o Reggie Fils-Aime, presidente da NOA, fazendo caras e bocas. Isso ele faz muito bem, pelo menos.


Still kickin’ ass and takin’ names after all these years

Apesar das novidades legais pros fãs hardcore – Super Mario Galaxy 2, Metroid: Other M e New Super Mario Bros. for Wii -, gastou-se muito tempo focando nessa ideia de abraçar o mundo com os games, e de convencer quem tem dúvidas sobre os videogames serem bacanas. Eu me cansei um pouco disso. Principalmente depois de a Microsoft apresentar ontem uma verdadeira resposta ao Wii. A Nintendo, desta vez, preferiu parar no tempo e curtir sua liderança sem fazer muito esforço. Para salvar o dia, só mesmo a Sony. Mas eu não achei que isso fosse possível. Não mesmo.

***

Mas a Sony quis se mexer. E acho que só aconteceu o que aconteceu por causa do que a Microsoft fez ontem. Eu imagino que a exibição do controle com sensor de movimento ao final da coletiva foi algo planejado de última hora, para responder à altura da MS. No fim das contas, rolou. A demonstração teve tanto impacto quanto a do Project Natal. Talvez um pouco menos, porque veio depois. Mas, mesmo assim, recolocou a Sony na competição de quem irá inserir o jogador primeiro e de maneira mais precisa e realista dentro do ambiente virtual.

Mas o Jack Tretton, CEO da Sony, quis até dar uma forcinha para nós, pobres brasileiros: pela primeira vez na história da E3, o nome de nosso país foi citado na coletiva da fabricante do PlayStation. Além de ter citado “Brazil”, Tretton indicou nosso nome no telão, ao lado de “Paraguay & Uruguay”. São os três países que fazem parte da fase 3 da invasão latino-americana da Sony. Havia outra informação ali: SUMMER 2009. Ou seja, se o PlayStation (o 2, ou o 3, tanto faz, aparentemente) vai chegar ao nosso Brasil, será a partir do verão norte-americano. Ou seja, entre o fim de junho e a metade de setembro.

Mais detalhes, eu não tenho – não fui convidado para a coletiva especial para a América Latina que a Sony organizou. Mas um amigo meu foi, então logo ele deve revelar mais detalhes sobre isso. Mas agora é mesmo oficial (se aparece na E3, é oficial, não é mesmo?): a Sony começou a atuar no mercado brasileiro. Muito bem. Quero só ver.

E não poderia faltar o bom e velho Kaz Hirai, figura fácil das coletivas Sony. Ele mostrou o novo PSP e fez um monte de gracinhas. Descreveu o portátil como “o segredo mais mal guardado da E3″. Sorriu, brincou. Mas não falou “Riiiiiiiiidge Racer”. Uma pena.


Riiiiiiidge Racer? Não: Gran Turismo

Outra presença interessante da coletiva foi o Hideo Kojima. Ele apareceu todo faceiro para mostrar o novo Metal Gear Solid para PSP e deixar claro que está participando ativamente do projeto. Ativamente? Não foi um trocadilho infâme, exatamente. O finalzinho do trailer de MGS: Peace Walker exibido no telão deixou claro que o nosso Kojima entende mais das coisas do que poderiamos imaginar. Procure no YouTube. Eu juro que vi escrito “Love Pack” naquele caixote.


Ninguém pode falar que ele não se preocupa com o visual

A Sony arrebentou com seus jogos exclusivos. Eu estava reticente e fiquei espantado. É um foco assumido no jogador hardcore, no fanboy, no cara que ama videogames mais que qualquer coisa. Uncharted 2, God of War 3, Gran Turismo 5, MAG (esse foi meio tosco), Agent (dá-lhe, Rockstar), Final Fantasy XIII E XIV, Modnation Racers (LittleBig Planet encontra Mario Kart) e o absurdamente lindo The Last Guardian, que finaliza a trilogia Ico/Shadow of Collosus. Foi tanta coisa, que estourou as duas horas de coletiva.

***

Mais uma última foto para mostrar a situação do jornalista que precisa comparecer a todos os eventos possíveis em um curtíssimo espaço de tempo…


Pulseiras coloridas. Que beleza.

Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
02/06/2009 - 12:11

E3 2009: Dia 1 Começa. E a Festa de Ontem

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Bom dia. Hoje sim a E3 2009 começa.

Daqui uma hora mais ou menos terá início a coletiva de imprensa da Nintendo. Tudo o que se espera é que eles revolucionem ou façam barulho, tal qual fez a Microsoft ontem com o já famigerado Project Natal (leia o post anterior). Mas a Nintendo é imprevisível, né? Pode arrebentar, mas ao mesmo tempo pode ser responsável pelo maior vexame da história. Eu aposto num meio termo disso. Não estão com essa bola toda, mas os fãs vão ter razões para defender a empresa até o fim nessa – nova – briga com a Microsoft pelo domínio do realismo interativo.

Mas também tem a Sony.

Eu acho que a fabricante do PS3 não esperava o impacto técnico causado pela Microsoft. Acho difícil que eles apresentem qualquer coisa semelhante ao que a MS mostrou – exceto pelos games, claro. Vai ser uma coletiva de imprensa (marcada para as 11h daqui, 15h do Brasil) morninha, cheia de jogos interessantes. Revolução? Estou achando bem complexo pra Sony esse ano. A não ser que…

Melhor parar de especular. Quanto mais próximo, mais chance de errar feio. Vou pra lá ver o que é.

E, logo em seguida, o Convention Center abre suas portas em definitivo para a E3. Oba.

***

A festa da Activision para homenagear Guitar Hero, DJ Hero e Band Hero foi boa, bem boa. Depois posto fotos. Mas provavelmente era a balada mais hypada de Los Angeles no dia de ontem. Sente o naipe das celebridades que – literalmente – esbarraram em mim e pediram “excuse me”: MC Hammer (aquele mesmo); o baixinho Pete Wentz do Fall Out Boy e a mulher, Ashlee Simpson; uma das irmãs Olsen (vai saber qual); Danny Trejo (o homem mais feio do cinema); Adam Levine, vocalista do Maroon 5; Mathew McGonaughay e sua esposa brasileira; Andy Milonakis (o Ferrugem gringo da MTV); e mais um monte de atores de TV que não consigo me lembrar o nome agora. Ah, e tinha o Hideo Kojima, todo modernoso, cercado de japoneses de camisa estampada. Sim, vou colocar fotos depois.

Todo mundo estava lá no Wiltern Theater para ver o Jay Z e o Eminem no palco – um após o outro. Sensacional o show do primeiro. Bem meia-boca o show do segundo. Ele bem que mereceu tomar uma bolada do Borat no queixo no MTV Movie Awards… Antes das apresentações, a platéia foi aquecida por um set explosivo do duo formado pelo DJ AM e o baterista-monstro Travis Barker (do recém-retornado Blink 182) – ao que parece, ambos bem recuperados do acidente de avião que sofreram no ano passado.

Comida a rodo, bebida de grátis. E absolutamente NENHUM game para ser testado. Isso sim é festa da indústria do entretenimento digital. E eu continuo batendo na mesma tecla da convergência entre a indústria pop e o mundo dos “joguinhos”, parafraseando aqui o mestre Pelé.

E deixa eu ir, que estou atrasado. Mas antes de mudar de página, clique aqui e leia meu relato sobre a aparição dos Beatles ontem, que fiz para o site da Rolling Stone.

E até logo mais.

Notas relacionadas:

  1. E3 2009: O que a EA vai mostrar
  2. E3 2009: Os Beatles e… que mais?
  3. E3 2009: Projeto Natal é brasileiro
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Cobertura E3 2009 Tags: , , , , , ,
01/06/2009 - 23:41

E3 2009: Projeto Natal é brasileiro

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Logo mais eu falo sobre o Projeto Natal. Ou Project Natal. Foi esse o nome que a Microsoft deu para a nova tecnologia que irá permitir interação corporal total no Xbox 360. É como o que acontece no Wii, mas sem nada nas mãos. E reconhecendo voz, traços faciais, movimentos etc. É bem absurdo. Parece filme de ficção científica.

Mas e esse nome, Natal? Pegue essa (e quem me contou foi a Carlinha do Girls of War): segundo este artigo da revista Time (um dos poucos veículos que pôde testar a tecnologia – algo que, segundo a assessoria da Microsoft, somente uns quatro o farão nessa E3), Natal refere-se ao nome da cidade onde nasceu Alex Kipman, um dos principais idealizadores do projeto. Sim, é verdade. Natal, capital do Rio Grande do Norte. Aquela cidade das dunas, do cajueiro, da Praia da Pipa, do bugre com emoção. Então, a revolucionária tecnologia do Xbox 360 tem gostinho brasileiro.

Para quem quiser conhecer o Alex Kipman, um potiguar simpático na casa dos trinta anos que trabalha na Microsoft desde 2004, aqui está um blog dele de quando ele entrou na empresa.

Leia aqui a matéria - e veja como o repórter da Time, o Lev Grossman, fala, sem vergonha alguma, que o Project Natal vai “acabar com o Wii”.

Eu não sei se concordo. Mas acho que a Nintendo terá que mostrar muito serviço amanhã para convencer o mundo do contrário. Vejamos.

Notas relacionadas:

  1. E3 2009: O que a EA vai mostrar
  2. E3 2009: Começou. Ou quase
  3. E3 2009: Os Beatles e… que mais?
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Cobertura E3 2009 Tags: , ,
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