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17/06/2009 - 23:22

Pela não-obrigatoriedade de se falar sobre o diploma. Mas falarei mesmo assim…

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Vida dura aqui, e aí?

Quem tá interessado em games com jogos do Palmeiras, Corinthians e São Paulo, um atrás do outro?

Meu maior problema, por enquanto, é o pôquer – ou a matéria que estou escrevendo sobre. Dá um trabalho… vou te contar. Qualquer hora supero isso.

Parece que o bom neste instante é jogar o multiplayer do Uncharted 2. Foi um dos trailers mais legais da coletiva da Sony, mas lembro de ter comentado na hora: “Qualquer jogo fica lindo assim em um telão de 20 X 15 m”. É um Pitfall em 3D e com um monte de coisas rolando, e estou louco para jogar, mesmo que seja em uma “telinha” de 46 polegadas como aquela que tenho em casa…

Ou melhor, legal é discutir hoje sobre o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo. Hum. Se você não sabe do que se trata, é só ir para a home de qualquer portal. Ou no Twitter.

Para aqueles recém-formados, ou não tão recém assim, que se sentem otários ou traídos: não é para tanto, vai. Nada vai mudar. O mercado (inclusive o de games) já está soterrado de não-diplomados, atuando tanto no mercado “oficial” quanto no “paralelo”. E muitas vezes, estes últimos trabalham infinitamente melhor que os orgulhosos donos de canudos. Por outro lado, o que conheço de jornalista diplomado e intelecto-profissionalmente limitado, não tá escrito. Então, não é bem essa – o diploma e sua obrigatoriedade - a questão principal dessa história. Porque o diploma, aquele papel enrolado ou enquadrado, amarelado e escrito em letra cafona, esse já não vale nada faz tempo.

O que vale na conversa são as experiências individuais de cada um. Estudar numa faculdade entrega uma experiência única que não se consegue de nenhuma outra maneira. Se ela não proporciona muito em técnicas ou habilidades, compensa em contatos, em vivência, em cancha (ainda que bem simulada). Já aqueles que conseguem exercer a profissão sem passarem pela faculdade, provavelmente entraram rapidamente na vida profissional e não a largaram mais. Aí, o que conta é o aprender fazendo. Quanto mais experiência da rotina de jornalista, mais técnica, eficiência e manha se consegue. E isso tudo, também não se ensina em faculdade.

Se você ficou na dúvida sobre cursar jornalismo, mas tem vontade, é fácil: faça o curso (se puder pagar). Porque eu insisto que vale a pena, se você estiver disposto a realmente aproveitar o que é possível aprender ali. E até que é bastante coisa – principalmente fora das salas de aula.

Se você já achava besteira e pensa que se vira bem como jornalista sem ter se formado, pode continuar assim. Porque muito provavelmente, você está certo. A faculdade dificilmente lhe ensinará mais sobre essas coisas que você aprendeu sozinho, fazendo.

Complicado? Confuso? É por isso que o debate é tão interessante.

A propósito, sou diplomado. Em jornalismo mesmo, desde 1999. Não me arrependo, porque lá fiz amigos eternos, tive certeza do que queria da vida e me diverti horrores. Mas também não me orgulho, porque tudo o que sei profissionalmente, aprendi fora da faculdade, nas redações da vida, com chefes e companheiros que não necessariamente são formados (em sua maioria, não o são).

E vamos trabalhar, que o fechamento já chegou – e se você trabalha como jornalista, irá em algum momento da vida sofrer com isso, com diploma na parede ou não.

Notas relacionadas:

  1. Entrevista da Semana: Nelson Alves Jr. (Revista Xbox 360)
  2. (Não) há vagas
  3. Falar para ser ouvido
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: ,

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29 comentários para “Pela não-obrigatoriedade de se falar sobre o diploma. Mas falarei mesmo assim…”

  1. Gus Lanzetta disse:

    O maluco que reclama de escrita é o mesmo que mal revisa o comentário que escreveu e termina a frase com “.!”… BOA CAMPEÃO!

    E reclamar da escrita é nulo: hoje em dia o que sai de semi-analfabeto de toda faculdade é assustador. E os analfabetos que se escondem atrás do diplominha… Nem se fala.

  2. [...] Os conhecimentos do indivíduo que ele foi adquirindo. Faculdade ajuda sim, mas tem uma frase do Pablo Miwazawa (jornalista de games) que foi bem interessante: O que vale na conversa são as experiências [...]

  3. Diogo disse:

    3 observações pertinentes, sr. Gus. 1. O maluco aqui não é remunerado pelos comentários que faz no blog. 2. Existem faculdades péssimas de jornalismo? Alguns diplomados não sabem nem escrever? Denuncie essas instituições ao MP e ao MEC!

  4. Diogo disse:

    3. A forma correta é: “boa, campeão!”

  5. K_Sakamoto disse:

    Pablo!
    Bacana o texto referente à formação, ou não (como diria Caetano), e embora eu acredite que essa nova situação não vá mudar muita coisa, o que prevalecerá ainda é o talento, habilidade e visão para um ótimo profissional se estabelecer no mercado.
    A carreira de jornalista pode ter percalços como qualquer outra, mas tem o seu lugar no tempo e no espaço, jamais perderá sua importância, pois sempre haverá quem se coloque no mesmo patamar dos “lojistas” e aqueles que ficarão na área dos “camelôs”.
    Quem tem qualidade pode oferecer garantia por escrito.
    Grande abraço!
    (Depois, cheque o post sobre a CLUBE no blog)

  6. ishak disse:

    um ano e meio de faculdade de jornalismo só me serviu pra ter a certeza de que tinha de sair dali o quanto antes ou correria sério risco de desaprender tudo que tinha acumulado em alguns anos de prática.

  7. Eu trabalho com jornalismo. Desde 2001. Eu não sou formado. Você está certo Pablo, fazer um curso de jornalismo me ajudaria muito para meu aprimoramento pessoal e profissional. Infelizmente um curso universitário não está em meus planos. Motivos? Vários: Tempo, tempo ($) e paciência.

    Já trabalho com jornalismo e tento praticar tudo o que um profissional aprende no curso superior: ser ético, consultar as fontes etc. Ao meu lado tenho dois amigos que são formados e que me ensinam muito da profissão, o que me torna cada vez melhor no que faço.

    Fiquei muito feliz por esta lei cair, não porque assim eu me livro da faculdade (que um dia eu vou fazer), mas pelo fato dos meus empregadores não terem que temer cada vez que a fiscalização baixa aqui – e é com certa frequência. Assim, eles podem me manter trabalhando sem ter que ficar inventando desculpas esfarrapadas.

    Uma coisa que Bárbara Gancia comentou sobre esta lei que achei muito pertinente “Um canudo não ensina a pessoa ser ética, moral e verdadeira – isso vem do berço”.

  8. Rafael Arbulu disse:

    Concordo com o Lanzetta: falar que são publicados textos com erros é chover no molhado, pois isso sempre teve desde os tempos de Gutemberg. Nome esse, aliás, que você só estuda mesmo na faculdade.

    Estudo Jornalismo, atuo na área e já acho que minha faculdade está se tornando uma ocupação inútil de meu tempo, mas ainda assim vou até o final, até porque já estou pagando o curso faz tempo. Terminando, ao menos dou valor ao meu dinheiro e posso dizer que tirei alguma coisa dele. Parar agora seria, para mim, o mesmo que jogar notas de 100 pela janela.

    Mas também entendo o lado de quem não estudou, mas atua: hoje vemos um monte de diploma contemplando semi-analfabetos, pois o que tem de jornalista que não sabe escrever por aí é um choque…

    Se o cara sabe fazer o trabalho direito, sabe argumentar, sabe expor idéias em um texto bem construído, por que não dar a chance? Acho válido.

  9. Rebeca disse:

    Que texto bonito Pablo, gostei muito. Pra ser sincera é a melhor visão sobre o assunto que li até agora, na minha opinião. E concordo plenamente. xD

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