Pela não-obrigatoriedade de se falar sobre o diploma. Mas falarei mesmo assim…
Vida dura aqui, e aí?
Quem tá interessado em games com jogos do Palmeiras, Corinthians e São Paulo, um atrás do outro?
Meu maior problema, por enquanto, é o pôquer – ou a matéria que estou escrevendo sobre. Dá um trabalho… vou te contar. Qualquer hora supero isso.
Parece que o bom neste instante é jogar o multiplayer do Uncharted 2. Foi um dos trailers mais legais da coletiva da Sony, mas lembro de ter comentado na hora: “Qualquer jogo fica lindo assim em um telão de 20 X 15 m”. É um Pitfall em 3D e com um monte de coisas rolando, e estou louco para jogar, mesmo que seja em uma “telinha” de 46 polegadas como aquela que tenho em casa…
Ou melhor, legal é discutir hoje sobre o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo. Hum. Se você não sabe do que se trata, é só ir para a home de qualquer portal. Ou no Twitter.
Para aqueles recém-formados, ou não tão recém assim, que se sentem otários ou traídos: não é para tanto, vai. Nada vai mudar. O mercado (inclusive o de games) já está soterrado de não-diplomados, atuando tanto no mercado “oficial” quanto no “paralelo”. E muitas vezes, estes últimos trabalham infinitamente melhor que os orgulhosos donos de canudos. Por outro lado, o que conheço de jornalista diplomado e intelecto-profissionalmente limitado, não tá escrito. Então, não é bem essa – o diploma e sua obrigatoriedade - a questão principal dessa história. Porque o diploma, aquele papel enrolado ou enquadrado, amarelado e escrito em letra cafona, esse já não vale nada faz tempo.
O que vale na conversa são as experiências individuais de cada um. Estudar numa faculdade entrega uma experiência única que não se consegue de nenhuma outra maneira. Se ela não proporciona muito em técnicas ou habilidades, compensa em contatos, em vivência, em cancha (ainda que bem simulada). Já aqueles que conseguem exercer a profissão sem passarem pela faculdade, provavelmente entraram rapidamente na vida profissional e não a largaram mais. Aí, o que conta é o aprender fazendo. Quanto mais experiência da rotina de jornalista, mais técnica, eficiência e manha se consegue. E isso tudo, também não se ensina em faculdade.
Se você ficou na dúvida sobre cursar jornalismo, mas tem vontade, é fácil: faça o curso (se puder pagar). Porque eu insisto que vale a pena, se você estiver disposto a realmente aproveitar o que é possível aprender ali. E até que é bastante coisa – principalmente fora das salas de aula.
Se você já achava besteira e pensa que se vira bem como jornalista sem ter se formado, pode continuar assim. Porque muito provavelmente, você está certo. A faculdade dificilmente lhe ensinará mais sobre essas coisas que você aprendeu sozinho, fazendo.
Complicado? Confuso? É por isso que o debate é tão interessante.
A propósito, sou diplomado. Em jornalismo mesmo, desde 1999. Não me arrependo, porque lá fiz amigos eternos, tive certeza do que queria da vida e me diverti horrores. Mas também não me orgulho, porque tudo o que sei profissionalmente, aprendi fora da faculdade, nas redações da vida, com chefes e companheiros que não necessariamente são formados (em sua maioria, não o são).
E vamos trabalhar, que o fechamento já chegou – e se você trabalha como jornalista, irá em algum momento da vida sofrer com isso, com diploma na parede ou não.
Autor: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: jornalismo, mercado
sniff!
Realmente, há muitos jornalistas na área de games que não são diplomados, mas fazem um trabalho excelente. Esse “aprender fazendo” é uma das máximas de outros cursos também, principalmente os da área de computação. Há certas coisas que aprendo muito mais estudando sozinho ou praticando em casa do que sentado numa desconfortável cadeira da faculdade. Concordo com tudo que você falou sobre esse tema.
E, aproveitando a deixa do Twitter: RT @karlisson “Jornalistas, bem-vindos ao clube. Programadores também não precisam de diploma pra exercer a profissão.”
Ah, Pablo, que texto!
falava disso com amigos aqui, até mandei email para um pessoal formado, pra saber o que acham disso!
bom saber que sua opinião é a mesma que a minha, porém, eu não tenho faculdade (já nem queria saber, agora menos ainda) e nem uma “telinha” de 46, a minha é de 32 (mas já vale demais!).
Agora, como eu tenho um blogtosco de jogos (link na url -hehe), sou quase um jornalista FreeLancer!
alias, nós blogueiros sem o que fazer, poderemos agora comparecer a lançamentos/coletivas/etc ?
P.S. Desde que me conheço por gente eu lia a Heroi, Ação Games, entre outras e pensava: Ainda quero ganhar a vida assim!
Prevejo o mercado de jornalismo de games saturado,td blogueiro “freelancer”
poderá/pode ser um jornalista,n sei até onde isso é bom.
velocidade de informaçao x qualidade.
Acho q no fim um diploma poderá ter alguma validade.
Hoje já ouvi tanta coisa pesada referente a isso, criticas duras e veementes, e ainda por cima vinda de jornalistas.
Mas você transcreveu a mais pura verdade e minha opinião também. Brilhante!
Quem é contra tem medo do que? De que forma será prejudicado? Quem sai perdendo?
Será que eles se escondem atrás dos canudos, defendendo a formação sobre a competência?
Prevejo outra “Guerra de Canudos”.
Na nossa área, muitas pessoas trabalham e não são jornalistas. O que eu acho sobre isso? Oras, se a pessoa tem o compromisso em falar a verdade, faz um serviço de utilidade pública e segue a ÉTICA, bem, acho ótimo que qualquer um possa escrever sobre games ou sobre qualquer outro assunto.
A faculdade dá uma bagagem adicional as pessoas. O curso de jornalismo esta defasado há um bom tempo. É preciso que ele se transforme em uma especialização, e não um amontoado de coisas que faz qualquer pessoa que estagie 1 mês em qualquer veículo saiba mais que um recém formado.
Muitas empresas, como a Folha, já contratam não jornalistas há algum tempo. Acho que a “queda do diploma” é apenas algo para oficializar isso tudo. Você contrataria alguém sem uma formação acadêmica para escrever sobre sua empresa ou produto? Confiaria em um recém formado que nunca viu? As escolhas serão feitas sempre baseadas na índole, ética e capacidade profissional das pessoas, e não se elas tem um currículo ou não.
Curso jornalismo e, apesar do sufoco para pagar o curso (700 reais por mês), acredito que aprendi muito nesses anos. Nada que não poderia ter aprendido sozinho – só que fazendo muitos contatos que amanhã, com certeza vão ser úteis. A faculdade precisa mudar. O mercado quer informação, não aepenas repeteco dela.
Pelo nível do jornalismo que tenho acompanhado desde metade da década de 90, teriam é que mudar os cursos de jornalismo. A maioria é muito fraco, principalmente na área esportiva.
Não sou exatamente da área, então não tomo nenhum lado, mas se o diploma para jornalista não será exigido, o para publicitário também não deveria ser.
“Se não exigem diploma para presidente, por que exigir para jornalista?”
by Antonio Tabet
Bora trabalhar que reclamar não dá em nada.
Bom texto Pablo
Legal Pablo, fico feliz de saber que não vou precisar mudar de curso na facul se quiser experimentar um pouco da área, algo que pretendo fazer em breve…
Excelente post.
“O que vale na conversa são as experiências individuais de cada um. ” Disse tudo aí. Inclusive sobre qualquer profissão da área de comunicação, esse é um fato. A faculdade é só um dos passos da vida, e uma experiência entre tantas outras, não é o que te defini como profissional.
A do presidente foi a melhor AEUhUAHeUHAeuHAeuHAueh
É Pablo, tem q ve isso ae.
uhuahauauhaahu,
Fenomenal Renato IHahuauahauuhauaauuah
Desde que entrei na faculdade sabia que ao fim de 4 anos, um diploma na minha mão não faria a menor diferença. Entrei justamente pelo que você falou aí, vivência. E sinto mesmo que aprendo mais fora da sala de aula que dentro dela.
Aproveitando, realmente, o curso de jornalismo precisa passar por algumas reformas. O que as empresas de comunicação mais reclamam é que as faculdades soltam milhares de jornalistas no mercado todos os semestres que em sua maioria não sabem nada sobre ser um jornalista e em casos mais extremos não sabem nem escrever direito. É complicado.
tem q vê isso ae
Eu acho que isso irá favorecer os bons jornalistas. Veja bem. Se eu fosse o dono de um jornal, emissora ou algo assim, eu só contrataria quem tivesse diploma.
Acho essa decisão absurda, mas creio que o cenário não mudará tanto assim.
É a mesmo problema enfrentado por todos historiadores que possuem graduação em licenciatura e bacharelado… basta escrever um livro ou artigo sobre a história do bairro e já é historiador…
Diploma não faz o profissional.
“Não sou exatamente da área, então não tomo nenhum lado, mas se o diploma para jornalista não será exigido, o para publicitário também não deveria ser.”
E quem disse que o diploma pra publicitário é necessário? Muitos dos melhores caras por aí vieram de outras áreas.
As faculdades de publicidade que existem por aí servem para aprofundar e direcionar o conhecimento na área. Não pense que publicidade se limita apenas ao trabalho em agências.
Entendi perfeitamente seu ponto de vista, Pablo, mas me questiono seriamente se a decisão do STF não enfraquece, ainda mais, o setor jornalístico… Como fica agora a questão das Associações de Jornalistas, Federação, todas essas entidades organizadas, que deveriam representar o interesse desse grupo (de jornalistas)? Finalmente, quem, em sã consciência, vai fazer um curso de jornalismo, depois de uma decisão dessas? Porque se vc faz outra faculdade, lhe restam dois caminhos a seguir, um relacionado ao seu curso, e outro ao jornalismo, caso vc pense nessa carreira.
Sei que existe muita gente na imprensa gamer sem diploma, inclusive caras bastante intelectualizados, com boa formação, mas enquanto isso, também temos uma série de profissionais que aparentemente não sabem nem escrever direito. Perco o número de vezes em que li edições de revistas conhecidas no mercado gamer, recheadas de erros crassos de português, desde erros gramaticais até erros de concordância.
Pow, eu adoro ler, adoro me informar, principalmente sobre esse mundinho tecnológico feito de metal gears e zeldas, mas como uma medida dessas vai fortalecer o jornalismo? Sei que na prática isso vem acontecendo há um bom tempo (profissionais que fazem jornalismo mas não são tem formação jornalistica, entenda nivel superior neste curso), mas o supremo compactuar disso. Para mim, quem ganha com isso, são as empresas, os jornais. !
O maluco que reclama de escrita é o mesmo que mal revisa o comentário que escreveu e termina a frase com “.!”… BOA CAMPEÃO!
E reclamar da escrita é nulo: hoje em dia o que sai de semi-analfabeto de toda faculdade é assustador. E os analfabetos que se escondem atrás do diplominha… Nem se fala.
[...] Os conhecimentos do indivíduo que ele foi adquirindo. Faculdade ajuda sim, mas tem uma frase do Pablo Miwazawa (jornalista de games) que foi bem interessante: O que vale na conversa são as experiências [...]
3 observações pertinentes, sr. Gus. 1. O maluco aqui não é remunerado pelos comentários que faz no blog. 2. Existem faculdades péssimas de jornalismo? Alguns diplomados não sabem nem escrever? Denuncie essas instituições ao MP e ao MEC!
3. A forma correta é: “boa, campeão!”
Pablo!
Bacana o texto referente à formação, ou não (como diria Caetano), e embora eu acredite que essa nova situação não vá mudar muita coisa, o que prevalecerá ainda é o talento, habilidade e visão para um ótimo profissional se estabelecer no mercado.
A carreira de jornalista pode ter percalços como qualquer outra, mas tem o seu lugar no tempo e no espaço, jamais perderá sua importância, pois sempre haverá quem se coloque no mesmo patamar dos “lojistas” e aqueles que ficarão na área dos “camelôs”.
Quem tem qualidade pode oferecer garantia por escrito.
Grande abraço!
(Depois, cheque o post sobre a CLUBE no blog)
um ano e meio de faculdade de jornalismo só me serviu pra ter a certeza de que tinha de sair dali o quanto antes ou correria sério risco de desaprender tudo que tinha acumulado em alguns anos de prática.
Eu trabalho com jornalismo. Desde 2001. Eu não sou formado. Você está certo Pablo, fazer um curso de jornalismo me ajudaria muito para meu aprimoramento pessoal e profissional. Infelizmente um curso universitário não está em meus planos. Motivos? Vários: Tempo, tempo ($) e paciência.
Já trabalho com jornalismo e tento praticar tudo o que um profissional aprende no curso superior: ser ético, consultar as fontes etc. Ao meu lado tenho dois amigos que são formados e que me ensinam muito da profissão, o que me torna cada vez melhor no que faço.
Fiquei muito feliz por esta lei cair, não porque assim eu me livro da faculdade (que um dia eu vou fazer), mas pelo fato dos meus empregadores não terem que temer cada vez que a fiscalização baixa aqui – e é com certa frequência. Assim, eles podem me manter trabalhando sem ter que ficar inventando desculpas esfarrapadas.
Uma coisa que Bárbara Gancia comentou sobre esta lei que achei muito pertinente “Um canudo não ensina a pessoa ser ética, moral e verdadeira – isso vem do berço”.
Concordo com o Lanzetta: falar que são publicados textos com erros é chover no molhado, pois isso sempre teve desde os tempos de Gutemberg. Nome esse, aliás, que você só estuda mesmo na faculdade.
Estudo Jornalismo, atuo na área e já acho que minha faculdade está se tornando uma ocupação inútil de meu tempo, mas ainda assim vou até o final, até porque já estou pagando o curso faz tempo. Terminando, ao menos dou valor ao meu dinheiro e posso dizer que tirei alguma coisa dele. Parar agora seria, para mim, o mesmo que jogar notas de 100 pela janela.
Mas também entendo o lado de quem não estudou, mas atua: hoje vemos um monte de diploma contemplando semi-analfabetos, pois o que tem de jornalista que não sabe escrever por aí é um choque…
Se o cara sabe fazer o trabalho direito, sabe argumentar, sabe expor idéias em um texto bem construído, por que não dar a chance? Acho válido.
Que texto bonito Pablo, gostei muito. Pra ser sincera é a melhor visão sobre o assunto que li até agora, na minha opinião. E concordo plenamente. xD