A Volta… dos que Não Foram
Feriado longo… a gente até perde a noção das coisas.
Eu deveria estar descansado, mas os braços doem por causa de uma sessão não planejada de Rayman Raving Rabbids 2. O Wii exige um alongamento que eu não tenho o costume de fazer. Ou será que foram as partidas empolgadas no expert de Guitar Hero: World Tour? Ou tudo isso junto? A frase consuma com moderação deveria estar escrita em letras maiores na embalagem dos videogames…
Sejá como for, a semana começou pesada. Não tem mais feriado bom nas proximidades… E estou mergulhado de cabeça na matéria sobre a E3 para a Rolling Stone. Realmente, só começa quando termina. Estou no processo de selecionar assuntos – já listei 48 jogos que entrarão no texto, mas vou cortar pelo menos uns dez. A matéria deve ter umas quatro páginas. E não será ainda que a entrevista com o Miyamoto irá entrar. Essa irá merecer uma matéria separada. Lá pra agosto. E tem Beatles em setembro… Bem, escrever para a revista será especialmente mais divertido nos próximos meses.
***
Nos últimos suspiros da E3, me encontrei com o Jorge Lizárraga. Lembra quem é? É o diretor da Oelli, empresa organizadora do EGS, ou Electronic Game Show para os curtos de memória – aquele que foi o melhor evento de games já estabelecido no Brasil, e que, infelizmente, durou pouco. Jorge me disse que está de passagem marcada para o Brasil em breve. No que deu a entender, é para tentar emplacar o evento novamente por aqui. Vale lembrar que a EGS continua a rolar no México. Por que não acontece no Brasil? É uma boa pergunta. Atualmente, mesmo com a crise, acho que voltaria a fazer sentido ter um evento de porte por aqui. Resta saber com quem essas conversas do Jorge vão rolar. Torço para dar certo.
***
E na E3 também encontrei o Kevin Baqai e a equipe da Proximo Games. E eles revelaram que a primeira loja da franquia no Brasil está quase em vias de fato. Ou seja, será inaugurada em breve (questão de semanas/meses, e não meses/ano). E não, não será em São Paulo. Nem no Rio. Sim, você já deve imaginar onde é.
***
E você deve se lembrar que falei sobre uma nova revista e um novo site gringo desembarcando no Brasil em breve. Bem, a revista você já sabe – é a Edge, cuja edição 2 já está no forno. Bem, mas e o site?
Eu jamais falei a respeito, porque após algumas investigadas, o assunto esfriou. Tanto que até cheguei a pensar que havia virado fumaça e eu seria obrigado a publicar uma errata por aqui. Mas não.
Durante a E3 mesmo, por puro acaso, a confirmação caiu novamente no meu colo. E dessa vez, é para valer mesmo, segundo me confirmou uma fonte bastante envolvida com o projeto. Por enquanto é o que dá para dizer – assim que me for autorizado, falarei mais. Mas pode se preparar: no segundo semestre, teremos mais uma marca estrangeira atuando com foco no internauta brasileiro.
Claro, se tudo correr como o planejado. Vai que as coisas mudam…
***
E o Zeebo? Mais alguém comprou/testou/viu para vender?
E para meus colegas da imprensa – alguém conseguiu falar sobre o tema com a Tectoy? Ou sou só eu que estou no vácuo?
Continuaremos aqui tentando. Um dia a gente chega lá…
Autor: pablo - Categoria(s): Cobertura E3 2009, Tudo ao mesmo tempo Tags: e3, edge, egs, proximo games, zeebo
O Zeebo parece uma boa idéia, já tem alguns colegas interessados. Se der certo, bom para o mercado brasileiro, se der errado, vira peça pra colecionador. A EDGE foi uma grande decepção pra mim, achei a revista uma droga, reviews que no Brasil ganharam nota 9 ou 10, na EDGE tirou 6 (MadWorld, por exemplo). A EGM/EGW dá de 1000 na EDGE, pode acreditar (opinião particular).
A EGS tem que voltar, cara. TEM que voltar!
A Tectoy é louca. Lança um video-game mais caro que o PS2, com hardware de celular e jogos simplórios, e acha que é assim que vai atrair seus consumidores.
Quem compra o Zeebo hoje são pessoas que querem testar o console ou coleciona-lo, mas não pensam nele como “Poxa, tô louco pra comprar esse video-game. Vou implorar pra minha mãe me dar de Natal”. Ok, pode até ser um exagero pensar nele dessa forma agora. Mas o elevado preço do console deixa ele menos competitivo ainda.
Essa empresa deveria pôr os pés no chão e abrir os olhos. Nós, brasileiros, já fazemos milagres financeiros para comprar os consoles e jogos originais. Era de se esperar que um video-game nacional tivesse um preço mais acessível, mesmo que a qualidade dos seus jogos estejam bem distante dos outros mais atuais.
Idéia boa, mas mal desenvolvida.
Eu já achei a EDGE excelente e muito melhor que a atual EGW.
A tal loja deve ser em Brasília. Enquanto isso Belo Horizonte fica a ver navios.
-_-
@Cliff Saos,
Se não me engano a próximo tem escritório em Curitiba. Deve ser lá essa primeira loja.
Quanto ao Zeebo, concordo com o Lucas. Por esse preço e com esse tipo de jogo ele não emplaca.
O fato dele ter uma rede 3G embutida deveria ter sido usada para mais do que baixar e instalar novos jogos. Que tal vender anuncios? Colocar um navegador? Tanta coisa poderia ser feita para tornar o console mais atraente.
Uma pena …
Ola Pablo
gostaria da sua ajuda, estou fazendo faculdade de jornalismo e faço uma matéria chamada mkt editorial. bem estou montando uma revista nesta matéria sobre games (dãr) mas é o seguinte, esotu montando o plano de marketing dela e tem um ponto que gostarua da sua ajuda, é sobre a parte politico legal da área editorial de games. Vc poderia me ajudar? Meu email segue neste commnet. Grata
Paloma-
A EGS voltar é show. Fui apenas na derradeira edição, e sai de lá já com a vontade para a seguinte, que nunca veio…
Eu discordo de alguns amigos que postaram acima.
Eu acho que no Brasil tem mercado pra tudo e todos.
Tem nego que paga ( pagou) mais de 7 mil no Play 3 no lançamento, tem nego que paga 2 mil dinheiros no Wii, paga quase 500 pilas no Mega Drive, pq não tem lugar pro Zeboo.
Pode ser que ele nunca seja o top da parada por aqui, mas mercado tem, e tem muito.
Nessas terras se vende de tudo. Tem até igreja vendendo terreno no céu.
Daniel Oliveira: Concordo com vc, acho que o Zeebo tem um mercado no Brasil. Se o Master System é vendido até hoje…
Na comparacao do Zeebo com consoles jurassicos é claro que vendem, mas a quantidade é insignifcante. O investimento nao compensa o retorno. A Tectoy se alavancou demais e nao tem uma estrategia pra atrair o consumidor. O comercial do Zeebo é simplemente ridiculo, nao da pra entender nada. Isso esta com a cara do 3DO, só que com jogos de celular.
Uma pena, estava esperando tanto deste console, quando vi os graficos que são jogos de playstation 1 e ports de celular simplesmente desisti.
Gastar dinheiro com isso é uma meia duzia de pessoas curiosas e alguns fanaticos. O nintendo wii nas lojas ja sai por menos de 1000 reais em breve custarao proximos do zeebo eu acho que é questao de tempo para a Sony enterra-lo com o Play2. Posso estar errado mas é o mais provavel.
sr. miyazawa
a tec toy vai te deixar eternamente no vácuo, esqueça qualquer ajuda deles enquanto a direção de marketing continuar lá – e a Rosinha for a assessora. eles não gostam de gente que “investiga” e faz jornalismo de verdade – nem que seja num blog. pode anotar, meu caro, você está a anos-luz de distância dos produtos deles.
Só pra avisar, não tenho nada a ver com esses banners de site pornô ali em cima. Eles entram sem ninguém me perguntar se acho bom.
O Cliff Saos citou que a loja deve ser em Brasília. Se for seria ótimo, pois aqui na capital que eu saiba existe apenas duas lojas de games: a Loja Super Games e a Kid Games. Outras coisas relacionada ao assunto só podem ser compradas na Feira dos Importados. Ou seja, pirataria.
Estou no vacuo.
A TecToy realmente está esperando que eu compre o Zeebo para testar… Estou protelando ao máximo, mas to achando que vou acabar comprando o celular.. quer dizer, o Zeebo.
Vi o vídeo do Claudio Prandoni no Uol Jogos, quero ver algum jogo excrusivo bom mesmo… Até agora me interessou o treino cerebral (brain age) e o Double Dragon, porque os inimigos morrerm e gritam “Zeebo!”.
Um abraço e parabéns pelo seu trabalho.