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14/05/2009 - 21:20

Adiamentos, promessas e gameboys

O anúncio bombástico prometido no início da semana foi adiado.

Peço desculpas por isso. Será na segunda que vem que publicarei a entrevista e a revelação do novo produto a adentrar o mercado brasileiro. Alguns visitantes aqui já sacaram o que é: um novo portal de games, acompanhado de uma revista multiplataforma. Ambos carregam semelhanças em seus nomes e suas equipes. E é o máximo que posso falar hoje. Aguarde a notícia oficial, aqui no Gamer.br.

Mais uma vez, peço desculpas pelo alarme falso.

***

E essa história que o Bill Van Zyll, o cabeça da Nintendo of America para a América Latina, irá visitar solo brasileiro nos próximos dias?

Alguém me disse, mas ninguém me confirmou. Fui tentar apurar com minhas fontes e descobri outra coisa: até ontem, uma porção de executivos estrangeiros da Latamel (a distribuidora oficial da Nintendo no brasil) estavam por aqui, para encontros estratégicos. Um dos temas básicos destas reuniões: a futura atuação da Sony em nosso mercado, e como isso deverá impulsionar a indústria brasileira e até mesmo afetar de alguma forma os negócios da Nintendo por essas bandas.

Seria bom que acontecesse mesmo, não? A Sony fazendo medidas efetivas para movimentar o mercado, que sonho bonito. Há atualmente um imenso contingente a ser explorado no país – milhares de pessoas que não fazem parte do chamado “mercado”, e que adorariam adquirir um PlayStation 2 em dez prestações nas Casas Bahia (se bem que a Sony também tinha a obrigação de aproveitar a enorme janela de oportunidade aberta para o PlayStation 3 neste momento… afinal, a transição do DVD para o BluRay já começou faz tempo).

E é por conta desses milhares de pessoas fora do mercado que o Zeebo da Tectoy também faz todo sentido do mundo. Há espaço. Sobrando aliás, para todo mundo. Só é preciso saber aproveitar. Mas, enquanto isso…

***

… videogame no Brasil permanece sendo assunto de elite.

O apetitoso Nintendo DSi está disponível no mercado brasileiro desde segunda-feira (através da NC Games, em parceria com a Latamel). Até que foi rápido – o aparelho está no mercado norte-americano desde 5 de abril. O preço é outra história: adianta reclamar ainda? R$ 1299. Lá fora, fica a dica, é US$ 170. E agora, como fazer?

É caro, mas eu quero um. Acho que você também

***

E por falar em portátil da Nintendo…

Sexta passada, vacilei (até fui alertado): esqueci de falar sobre o show da banda Gameboys. Meu amigo e colaborador Marcel R. Goto compareceu, assistiu e foi gentil o bastante para escrever um review exclusivo para o Gamer.br:

Eu fui no Game Boys, na sexta. Cara, muito bom!! Se eles encurtassem cada música pra menos de 15 minutos e arranjassem alguém pra escrever o script do que eles falam durante o show, seria melhor que o VGL.

Ah, e os caras do GameBoys tocam muito bem. Chega a ter um certo virtuosismo técnico, até. Mas é que eles cursam música na FASM, talvez fosse de se esperar.

E puseram a ‘One Winged Angel’ no final, arroz de festa total. Ok, é obrigatório tocar Mario e tal, mas FF7 pro ‘grand finale’ já deu, né.

Donkey Kong Country 2 e Toe Jam & Earl foram as melhores partes. Teve improviso e tudo mais.

Mas reforço… deviam encurtar cada música, parecia que não acabava mais depois de um ponto, e tudo bem que são inexperientes nesse ponto de lidar com o público, mas forçaram a barra tentando ser engraçadinhos e descolados.

Acho que é isso. Fiquei realmente impressionado.”

Eu não conseguiria descrever melhor. Valeu, Marcel. O GamerView também fez uma resenha legal, com vídeo e tudo. Deu vontade de ter ido.

E Gameboys, quando fizerem outro show, não esqueçam de nos avisar.

E até amanhã.

Autor: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , ,

5 comentários para “Adiamentos, promessas e gameboys”

  1. Alexandre M. disse:

    Putz, ví o vídeo dos Gameboys no Gamerview e achei muito bom. Adorei os arranjos jazzísticos dos caras, é algo que parece cliché, mas raramente se vê por aí com a excelência apresentada.

  2. Alexandre Soares disse:

    Bem felizmente pra uns, tristeza pra outros, acredito que o anúncio seja o fim da EGM e o início da EGW, bem se forem tacar entreterimento numa revista de games tem que ser uma coisa muito bem afinada, pois tem 90% de não dar certo, mais torço pra dar certo, pois precisamos de uma revista Multiplataforma independente, 100% nacional, ainda mais se for ter qualidade, coisa que o Brasileiro tem de longe.

    PS. Acho que parei de comprar a EGM por não gostar do formato, meio bagunçado pra mim, tomara que a “original” transformação do M no W faça mudar essa minha impressão.

  3. Peter Chang disse:

    Apesar da EGM não ostentar mais a qualidade dos dois primeiros anos, é uma pena a revista ser “descontinuada” faltando pouco para a edição #100

  4. Filippe Barreto disse:

    Só a Sony pra fazer a Nintendo notar nosso pais. Lamentável.

    Mas sem problemas, temos uma boa base instalada de PCs e celulares. Só falta criatividade para saber usá-los. O conteúdo tem que ser acessível, dinâmico e gratuito. Esse é o caminho, esse é o futuro. ;)

  5. Alexandre M. disse:

    “Só a Sony pra fazer a Nintendo notar nosso pais. Lamentável.”

    Um país sério faz se notar naturalmente. O fato da Nintendo não notar o Brasil é reflexo da palhaçada que é esse lugar abençoado por Deus e bonito por natureza.

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