Dos “100 que estão reinventando a América”, 5 são dos games
A edição do mês passado da revista Rolling Stone norte-americana (com as Gossip Girls na capa) publicou uma matéria bem interessante – que não deve sair na edição brasileira, já aviso: as 100 personalidades que estão reinventando a América.
Sempre espero de tudo quando se trata dessas listas, principalmente as criadas pela Rolling Stone. Mas dessa vez, me surpreendi positivamente. Os editores da revista pop mais famosa do planeta colocaram, em sua lista de 100 mais, cinco profissionais envolvidos com a indústria dos videogames (veja a matéria original aqui).
Não é para diminuir o valor da lista, mas já faz tempo que a imprensa norte-americana joga às alturas a indústria do entretenimento digital e suas cabeças pensantes – com certeza, é muito mais fácil fazer isso por lá do que por aqui. Videogame nos Estados Unidos é uma realidade muito mais na cara e óbvia do que no Brasil. Seria mais estranho se a lista da Rolling Stone não citasse nenhum cara ligado a games.
Voltando: os cinco figuras escolhidos não estão lá no fim da lista não. Vejamos:
Shigeru Miyamoto aparece logo em 13º lugar. No textinho, ele é descrito como “o Bob Dylan dos videogames”, se é que isso pode ser considerado elogio. “Em uma era em que os games vendem mais que DVDs e CDs, Miyamoto é a mente mais criativa da indústria. Com o Wii e seus controles sensíveis a movimentos, ele transformou a natureza dos jogos em algo que todo mundo pode curtir”, diz o artigo, que também cita uma frase boa do sujeito: “Videogames são ruins para você? É o que falavam sobre o rock & roll.”
Alex Rigopulos e Eran Egozy, ambos da Harmonix, aparecem na 44ª posição. O texto também não economiza elogios em relação ao grande feito da dupla: “Ao inventarem Guitar Hero e Rock Band, esses dois colegas do MIT criaram uma nova maneira de se consumir música”. E também destacam o The Beatles: Rock Band, que sai em 9 de setembro de 2009 – mesmo dia do relançamento das versões remasterizadas de todos os discos dos Beatles. Você pode ignorar os Beatles e os games musicais, mas há de concordar que será GRANDE.
Cliff Bleszinski, da Epic Games, aparece em 73º lugar. A explicação para a citação é ótima: “porque os videogames também precisam de blockbusters no estilo de Michael Bay”. Para quem não entendeu a referência, Bay ficou famoso por seus filmes grandiosos e cheios de destruição, como The Rock, Armageddon e Pearl Harbor, só para citar os piores. Não que Gears of War, a cria mais famosa de Bleszinski, seja ruim, pelo contrário. Você entendeu a idéia.
E em 84º lugar, Will Wright, ex-Maxis, hoje cabeça do bizarro Stupid Fun Club. A descrição também enche de elogios o homem de Sim City, The Sims e Spore: “o criador da vida em si – pelo menos, a artificial”.
Faltou alguém? Quem você citaria? Assim de cara, eu mencionaria o Hideo Kojima e os progressos alcançados na transição da linguagem do cinema para os games; e o Peter Molyneux, por motivos semelhantes. Mas já está mais do que bom.
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Só para você ter uma idéia, sabe quem são os quatro primeiros desse Top 100?
Em ordem decrescente:
4. Bono, aquele do U2.
3. Steve Jobs, aquele da Apple.
2. Larry Page e Sergey Brin, aqueles do Google.
E 1. Obama, aquele dos EUA.
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