iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade
07/04/2009 - 11:50

Revistas de games no Brasil: sim, não ou depende?

A notícia do lançamento da revista OLD! Gamer foi recebida com muitos elogios aqui no Gamer.br. E por conta disso (e porque toda unanimidade é burra, diz o poeta), acho que a questão merece uma reflexão mais aprofundada.

Há muito tempo que escuto gente dizer que as revistas já são coisa do passado e que o futuro da comunicação está na internet. Pois sim. E é só uma editora anunciar um novo produto que todo mundo imediatamente volta a ser comprador de revista. Muito bem. Se essa disposição toda persistisse, talvez hoje teríamos mais publicações no mercado, e, consequentemente, mais profissionais trabalhando.

Para colocar lenha na discussão (aliás, é só o que faço aqui), fui atrás de seis jornalistas conhecidos de nosso mercado, todos com passagens significativas pelas principais redações do país. A maioria deles não trabalha mais diretamente com revistas de games. Para todos, fiz a mesma pergunta:

Revistas especializadas em games hoje no Brasil: sim, não ou depende?


A questão foi colocada de maneira bem genérica mesmo, sem muita explicação, para ampliar o espectro das respostas. E o resultado foi bem surpreendente, pelo menos na minha opinião. Fique hoje com o que essas pessoas pensam. E qualquer hora eu digo o que eu penso – e pode ter certeza, é bem diferente do que vem a seguir.

Flávia Gasi – ex-editora da Revista Oficial do Xbox 360. Hoje, escreve um blog e tem um quadro na MTV sobre games.
SIM
“Revistas de games funcionam hoje como qualquer outro tipo de revista. Houve uma queda de vendas de bancas em todos os segmentos e não tem como imaginar que a Internet vai desaparecer ou deixar de crescer. Porém, há certas coisas que cabem mundo bem no mercado editorial de revistas, como serviços e análises bem aprofundadas. Talvez um dia as revistas digitais tomem conta e as versões impressas sejam somente para assinantes. O que não dá é ficar cavando espaço em banca mega lotada.”

Renato Viliegas – ex-editor da Ação Games e EGM Brasil, passou pelo Play TV. Hoje está no jornalismo impresso – fora do mercado de games.
SIM
“Acho que o único motivo do ‘não’ é falta de apoio publicitário. O mercado não acredita em revista de games, e as vendas EM GERAL, de TODAS as revistas, estão uma bosta. Eu acho super válido revista de games. Sempre fui fã. Esse papo de concorrer com internet é bullshit. Basta fazer algo diferente, relatório de produção, backstage… FURO nenhuma revista tem mais, é midia diferente, só isso. A nova geração de leitores que ficou folgada, ‘se acostumou’ com a net e são ELES que andaram fazendo revistas ultimamente. Por isso deu merda. Não tem o espírito necessário, é isso. SIM, acho a ‘nova geração’ de jornalistas gamístiscos fraquíssima. Raras exceções. É povo que cresceu com net. Não tem mente de revista e sem produto bom, sem publicidade. Ah, eu não quero que nenhuma forma de entretenimento acabe. As revistas têm que EVOLUIR. Não acabar. Muitas delas pararam no tempo.”

Odair Braz Junior – ex-editor da Ação Games e Nintendo World. Hoje é editor do site do canal Play TV.
NÃO
“Embora eu adore revistas e tenha trabalhado por mais de dez anos nessa área, acredito que as revistas de games não terão um futuro muito promissor. Os sites de internet estão cada vez mais completos e melhores e dão a informação de graça, e isso faz todo sentido para o público que consome os games atuais. Isso não quer dizer que as publicações em papel vão sumir. As melhores continuarão, só que com tiragens menores, com mais luxo e mais caras. Serão para um público seleto mesmo. A onda de fechamento de revistas de games ainda não bateu no Brasil, mas sei que as editoras não vivem seus melhores dias. É questão de tempo, infelizmente.”

Renato Bueno –ex-editor da EGM PC. Hoje é blogueiro e escreve sobre games no portal G1.
DEPENDE

“Vai tudo morrer de fome. Não. Depende. Se a ideia for só fazer número, querer ‘ir pra banca’ e ’sobreviver’, fica difícil. Revista é trabalho de equipe, com vontade, ideias boas e, principalmente agora, capacidade pra mudar sem perder o rumo e a credibilidade. As revistas vão durar enquanto existir maluco interessado e fazendo coisa boa – como tem por aí. Hoje não voltaria a depender de revista, porque vejo a internet como mais apropriada para o que venho fazendo. mas no futuro, se pá…”

Fabio Santana – ex-editor da Gamers e da EGM Brasil. Hoje é um dos responsáveis pela área de livros da editora Europa e um dos editores da OLD! Gamer.
SIM
“Porque ainda é viável. E relevante. Mesmo que o mercado para o segmento tenha diminuído consideravelmente de dez anos para cá, e que seja minúsculo comparado aos EUA ou Japão (publicações européias não estão muito além das brasileiras em termos de tiragem), é possível continuar nas bancas (e chegando aos assinantes). Pois, normalmente, opera-se no Brasil com uma estrutura menos onerosa e, principalmente, os anunciantes continuam, de modo geral, acreditando no prestígio das publicações. Em tempos de crise, há cortes de gastos generalizados e títulos cancelados, é verdade, mas não vejo a morte das revistas de games chegando tão cedo. Vejo, sim, algo que já está acontecendo, que é uma dilatação do conceito de produto, envolvendo, por exemplo, a noção de comunidade online e serviços digitais para fidelizar leitores e fortalecer a marca.”

Marcel R. Goto – ex-redator de revistas de games da Conrad. Hoje, é colunista da EGM Brasil e produz games nas horas vagas.
SIM
“A gente ouve falar o tempo todo de revistas e jornais fechando nos EUA, mas aqui a situação é outra. As revistas ainda são a mídia tradicional, e não têm muita concorrência em credibilidade e investimento jornalístico ou investigativo por parte dos sites. Então a questão é se faz sentido financeiramente, porque em todos os outros aspectos, faz. Sei lá, pessoalmente eu gosto da idéia de uma revista sobre jogos retrô. É um nicho não explorado ainda. Depois da EGM e da GM, eu diria que é a revista mais interessante pra mim. Levando o que o pessoal da Editora Europa diz ao pé da letra, que as vendas estão indo bem, sim. Mas sempre com cuidado. Hoje em dia, uma revista tem que se justificar a cada edição. Não dá pra dar mais nada como certo nas bancas.”

***

É sua vez, leitor. Qual a sua resposta para a pergunta “Revistas especializadas em games hoje no Brasil: sim, não ou depende?”

A melhor resposta leva, de uma só vez, um pacote com as edições do mês de abril das revistas de games das editoras Tambor, Europa e Digerati. Preencha seus dados no comentário, para eu poder entrar em contato depois.

E vamos nessa, que a semana só começou.

Autor: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: ,

33 comentários para “Revistas de games no Brasil: sim, não ou depende?”

  1. Alexandre Soares disse:

    Revistas de Games SIM, mais depende da qualidade, como tudo que vc compra, vc espera estar gastando o seu sofrido dinheiro em algo de qualidade, algo que lhe agregue algo. Portanto acho que Revistas de Games não vão acabar, ainda mais no Brasil que é um mercado em grande crescimento (pelo menos eu vejo assim).

    Eu sou assinante de 3 revistas Game Master, NGamer e D & T PS, pois assino pelo metade do preço, e nas Bancas ainda compro todo mês a PS3W. Além do que até o meio do ano passado era assinante da EGM, não renovei a assinatura por considerar que a revista de uns anos pra cá cai num abismo de qualidade, mais mesmo assim ainda comprei mais umas 4 edições até o começo desse ano, mais deixei de pela falta de qualidade. A Nintendo World depois que o Orlando assumiu deu uma melhorada, mais ainda está bem a quem da concorrente, mais de vez enqdo ainda compro ela, depende do conteúdo.

    Obs. As de XBox não compro pois não tenho e nem tenho a intenção de adquirir um 360.

    Ficou de fora da discussão um movimento que se levanta mundo a fora que imprimir revistas não seria ecologicamente correto e bla bla bla. Na minha opinião é uma besteira, pois daqui a pouco vão falar que não se pode mais produzir aço pois consome carvão mineral e por ai vai, mais é uma vertente que tem de ser levado em conta.

    Assim concluo que o mercado editorial impresso sobre games tem lugar sim no Brasil e acho que dificilmente vai acabar, e concordo com o Bueno “As revistas vão durar enquanto existir maluco interessado e fazendo coisa boa”. Pois o que espero das revistas é realmente um conteúdo diferenciado, aprofundado, elaborado etc. Elementos que sites dificilmente oferecem tendo em vista as suas próprias características a velocidade.

    Assim enqto tiver revistas de qualidade no mercado eu vou continuar cliente fiel as publicações.

  2. Albert Kenji disse:

    Depende
    “As revistas de games precisam entender que elas não vão poder enfrentar os grandes sites da Internet no sentido de transmitir uma informação em tempo real, como por exemplo o lançamento e a análise(Preview/Review) de um jogo muito esperado pelos jogadres mais fanáticos; contudo elas podem sanar essa deficiência investindo em grandes reportagens com produtores, artistas e pessoas envolvidas no processo de criação e realização de um jogo, e em uma maior opinião dos jornalistas envolvidos, que queiram ou não influem na compra de um console novo e seus respectivos games.
    Pois é algo que se leva mais tempo para se ler, é um tipo de informação que se encontra de forma vaga em boa parte dos sites, e o papel ainda é o melhor recurso para a leitura de textos longos. Em relação ao futuro não tão distante, compartilho de uma idéia semelhante ao do Odair Braz Junior que as revistas vão ser lidas por um nicho cada vez menor de pessoas, acredito que com o tempo as editoras vão conseguir se transformar e entender que a internet e o meio impresso possam coexistir assim como a televisão não acabou com o rádio, mas cada uma se adapta a sua realidade.”

  3. wagner rezende disse:

    SIM
    como macaco velho, não consigo ficar sem revistas… quem não gosta do formato é a geração internet…
    eu dou apoio irrestrito às revistas… ainda não tenho videogame de nova geração, me desfiz do meu querido PS2, mas mesmo assim, compro a ROX, EGM, GM, e vez ou outra uma PS3World, tudo isso pq amo revistas, adoro lê-las, guardar com carinho, ler uma revista de alguns anos atrás pra mim é como uma pessoa que gosta de um bom vinho de uma safra de anos antigos…
    REVISTAS, EU ACREDITO E APOIO VOCÊS

    wagner rezende
    wagrez@gmail.com

  4. felipelemes45 disse:

    Sim,
    E acho que o maior exemplo está aí, sempre surge uma nova publicação. A EGM Brasil está seguindo, mesmo sem sua irmã mais forte, a americana.
    Hoje temos a internet, informação rápida, fácil, e o melhor, de graça! Mas o brasileiro tem algo diferente, algo que gosto de chamar de paixão, quando fazemos as coisas não é só pelo lucro, mas é pela paixão de fazer aquilo, e é o que dá certo. Não temos incentivo nenhum no nosso país, o governo cobra um absurdo para se trazer um game de fora, a piarataria reina, somos um embrião em relação ao desenvolvimento de games. A coisa parece que nunca vai sair do lugar, mas a coisa acontece, e isso por quê? É a grande paixão que temos em fazer as coisas, e o público brasileiro é fiel, quando gosta, gosta mesmo! Acho que toda fórmula pode e deve ser reinventada. e isso fazemos bem, afinal, esse ginga toda serve pra alguma coisa!

  5. Filippe Barreto disse:

    Sim; enquanto o acesso a PCs, internet e dispositivos móveis não forem plenamente democratizados no país. Contanto que haja criação de conteúdo relevante sobre a indústria, mídia e público; é preciso criar, não adianta mais apenas reproduzir. E uma parceria possibilitando conteúdo exclusivo com grandes portais online seria interessante como complemento entre as duas mídias; talvez isso ajudasse a fidelizar o consumidor poupando tempo de ficar garimpando notícias mais aprofundadas na internet. Seria interessante também parcerias com produtoras independentes; onde revistas conceituadas poderiam ajudar a popularizar novas obras que chegassem ao mercado oriundas de autores e empresas ainda desconhecidas do grande público; seria bom para ambas as partes. E um bom plano de assinaturas, com preços acessíveis.

  6. Gus disse:

    Depende.
    O argumento de que a internet não pode fazer conteúdo diferente, aprofundado e bem feito é que é bullshit.
    Isso sem contar que na internet a interação do usuário é muito mais palpável (por mais que nada seja realmente palpável no computador) e você ainda conta com audio e vídeo para te ajudar. Quem demoniza esse tipo de conteúdo é porque não sabe fazer.
    As revistas vão continuar? Acho que ainda veremos uns 2 anos destas revistas que conhecemos, mas a Old! Gamer está nos mostrando um pouco do futuro: revistas de nicho. Não só o mercado que compra revistas está mudando e vai mudar pra caralho, mas o público que se interessa por games está mudando muito. O negócio é realmente segmentar a mídia de games em diferentes frentes. Não dá e nunca deu pra agradar todo mundo, mas ainda tem muita revista tentando isso e vai tomar no cu.
    Ou não.

    Gus
    Um bocózinho da internet que não sabe nada de revista mas mesmo assim se enfia pra encher as páginas delas de bobagens.

  7. Gus disse:

    E outra coisa: Acho que o que importa cada vez menos é conteúdo de qualidade. Como muitos já disseram aí, o sucesso das revistas AQUI se deve à falta de acesso ao conteúdo online. Quem tem internet em casa e sabe um inglesinho se vira muito bem e tem acesso ao melhor conteúdo de games do mundo.
    O cara que tá comprando a revista compra porque não tem muita opção e não tá buscando nada novo, nada sofisticado. Ele quer o que sempre quis: os códigos do joguinho, umas fotos de bugigangas que nunca vai comprar, detonado e algumas coisas sobre joguinho pra ele ler enquanto caga.
    Claro que quem aparece aqui dizendo que compra quer mais que o que tá aí e quer um conteúdo novo e diferente nas revistas, mas essa gente é minoria em termos de quem compra as revistas, são os pouquíssimos que ainda gastam grana com a mídia impressa E lêem o conteúdo que tá na internet. Esses aí vão comprar cada vez menos e tentar agradá-los não importa.
    E sobre os comentários no post sobre a Old! Gamer com um monte de cara falando que é compra certa: MENTIRA! Pode ser que a maioria ali compre a primeira edição, mas só uns 30~40%, no máximo, devem continuar comprando, o público não é quem tá lendo sobre games na internet.

    Gus
    Impulsivo demais para terminar de pensar antes de postar o primeiro comentário.

    P.S.: Danem-se todos!

  8. Rio Grande do SUl
    Caxias do Sul
    Rua Maria Pedroso Bohrer, 599
    CEP: 95013-280

    SIM
    As revistas de games especializadas devem continuar, não só pelo fato de adaptação, internet e etc. Mas também pelo faotr alcance. Revistas impressas chegam longe, em cidades inde internet não é nem sonho, quanto mais realidade, e o gamer distante, que mora em algumas dessas cidades, depende tão somente dessas revistas para se inteirar sobre o mercado de games. Eu morei um tempo um Igrejinha, aqui no Rio Grande do SUl, onde não tem internet, e não pude comprar as revistas também, não por falta de dinheiro ou porque elas não chegam ali, mas pelo fato de que, sendo o único veículo do meio a chegar ali, elas esgotam das bancas rápido demais. Quem não consegue comprar, pede emprestado, faz macumba, faz de tudo pra conseguir uma. Tambpem pelo fato daquela pessoa que não pode pagar uma internet banda larga mínima, já que a maioria das operadoras não oferece menos de 1MB como opção de velocidade, mas pode gastar 8-10 reais mensais ou bimensais, e consegue entretenimento, informação e conteudo do mesmo jeito. Antes de eu assinar a internet aqui em casa, minha única opção como nintendista viciado era a Nintendo World, e Deus sabe que eu chegava MUITO perto do coma quando não conseguia encontrar ela em nenhuma banca. tamb´pem tem aquele leitor que, como eu, sabe que pode acessar informações mais rápidas, muitas vezes antes memso de chegarem às bancas, e ainda assim gosta muito mais de ler, ali no papel, ao alcance da mão.

  9. DANILO ROCHA disse:

    SIM
    Os leitores brasileiros ainda gostam do material físico para a sua leitura. è óbvio que a informação atualizada e gratuita pela internet vai de encontro com a revista impressa, mas ainda há espaço para as duas publicações no Brasil.
    Ainda mais contando com revistas com temas específicos como a Old Gamer, o que só vem a acrescentar para o público alvo.
    As informações via internet no Brasil ainda são um pouco amadoras em relação ao profissionalismo que foi gerado pelas revistas nesses mais de 20 anos de jornalismo de games no país.
    Quando houver uma mescla maior entre os atuais sites de games, parecidos com as revistar impressas (sites mais profissionais e completos), certamente a internet irá dominar o mercado nacional.
    É uma pena que grandes profissionais que já trabalharam na área não estão mais dedicados em games (vide as pessoas citadas nessa matéria). Se eles estivessem ainda neste mercado com certeza a revolução gamer digital já teria acontecido.
    Até lá nós ainda continuaremos com aquela vontade de ir na banca para ver se a nossa revista preferida já chegou!!

    Abração Pablo

  10. Cesar Martins disse:

    DEPENDE
    Existe uma coisa que eu classifico como crucial nessa questão de revista / internet: comodidade. O mercado consumidor de revistas de games vem caindo dramaticamente nos últimos tempos porque é muito mais fácil pegar conteúdo na internet do que sair de casa para ir a banca gastar 10 paus.
    Essa comodidade também atinge as pessoas que escrevem em sites / blogs. Acho suoer válido o argumento de que nas revistas o conteúdo é diferenciado. Na internet, pegar uma informação já publicada por outras dezenas de veículos e republicar é mais fácil que sair a caça da informação ou se esforçar em escrever algo mais elaborado. Dá pra contar nos dedos das mãos os veículos que fazem isso.
    Eu mesmo compro poucas revistas atualmente, se comparar com o que comprava antes.Também acho que as revistas tem que evoluir bastante ainda, mas não gostaria que eles acabassem.

  11. Leo De Biase disse:

    po pablito essa pesquisa (se e que e isso) biased demais ne hehe
    ce acha que jornalista vai dar tiro no pe dizendo que revista acabou, ta enterrada, morra safada sendo que amanha ele pode ta desempregado precisando da revistinha pra comer????

    flavia falo legal: concorre em banca tem de se f*der mesmo porque eh idiota

    vili falou otra verdade: o turminha ruim demais os jornalistas de games novos e alguns velhos que se acham ate hoje – copy paste copy paste

    santana e goto vao cuspir no leite po hehehe

    enfim resumo da opera

    quer saber novidades quentissimas? vai na net
    quer ver um game detonado com video, audio, fotos e tudo mais (xiiiii impresso num da ne) vai na net
    quer saber rapidinhas de um monte de gente torcendo que algo seja legal? twitta

    quer ler uma cronica escatologica de algum jornalista maluco no banheiro e nao tem rede wi-fi nem 3G??? compra revista (haha zoei forte)

    enfim brincadeira geral tudo tem seu nicho, seus fans e afins. quem tem de se preocupar se vai ter futuro revista ou nao eh o dono da editora e os jornalistas que dependem do salario do mesmo. o resto (incluindo o publico) se adapta com o que tiver a disposicao.

    midia impressa serve pra algo sim. da pra enrolar o peixe na feira com o review de um certo jornalista de games de um grande jornal paulista (NAO THEO num eh vc porque ti amo hehe)

    Polemizando como sempre so pra flame hehe abs

  12. Mauri Link disse:

    SIM!
    Pra mim, conteúdo de games na internet é como fast food, e conteúdo em revista é um strogonoff.

    Só acho que as revistas deviam se livrar de certas coisas que vejo desde que o começo da década de 80, como review com notas previews, dicas e detonados; deixa essas coisas com a internet. Eu quero ver nas revistas entrevistas, matérias especiais sobre os jogos novos e também dos antigos, cultura gamer, o pessoal da redação saindo à rua para fazer matérias comportamentais, enfim, algo mais aprofundado, que até pode ser visto na internet, mas é cansativo de se ler nela. Enfim, o universo é tão amplo, temos espaço de sobra até o Big Bang reverter.

  13. Jean Jacques disse:

    Acho que o que envolve na queda das revistas são os preços dos videos games que não estão mais acessíveis como na geração passada, como se não bastasse o preço dos videos games acrescenta-se ainda a necessidade de uma televisão LCD para quem quer aproveitar ao máximo os gráficos que um video game tem a oferecer. PS3 não rodar jogos piratas também desfavorece o acesso de muitos aos jogos.

    Sendo assim, os games se tornaram inacessível para uma grande parte da população então para que comprar uma revista sendo que não vai pode usufruir dos jogos comentados nela?

    Outra coisa que deve estar agravando o mercado é que muita gente deixou de jogar video game (ao menos boa parte de meus amigos e eu quase que não jogo mais) e não houve uma renovação de tal publico.

    Outro fator é a internet, por que comprar uma revista, com tantos sites gratuitos, foruns e comunidades?

  14. Gus disse:

    Nossa, chamou revista de strogonoff. Ou não gosta de revista ou tá sem referenciais culinários.

  15. Fabiano disse:

    A tendência é não existirem mais revistas de games, pelo menos nos moldes que conhecemos. A internet envolve uma otimização de recursos, como economia de papel, não produção de lixo e até a possibilidade de leitura no escuro.

  16. Don Vagner disse:

    Depende. Hoje em dia as resvistas estão mais preocupadas em jogar qualquer tipo de conteúdo apenas para criar volume. Há 3 anos eu consumia praticamente todas as revistas sobre games que existia aqui no Brasil, mas hoje eu só compro (não sei até quando) a EGM Brasil. Vejo que num futuro próximo serão as revistas digitais que comandarão este mercado, principalmente aquelas que se preocuparem com conteúdo e não quantidade. E claro, é preciso falar sobre todos os consoles e não só da atual geração dos supervideogames. Aqui no Brasil o mercado de videogames antigos ainda é muito grande e estavamos sentido falta de uma revista retro.

  17. Lucas Nery disse:

    NÃO

    Por mais que eu goste de revistas de games, acredito que a mídia impressa em geral tende a ficar obsoleta por causa da internet. A internet está em quase todo lugar, e vai crescer ainda mais, disso eu não duvido. Ela é o futuro da comunicação. Basta olhar ao seu redor para notar isso.

  18. Hengel disse:

    Acredito que as cifras da EGM BRASIL são uma resposta boa para o atual momento do mercado. Desde que o produto oferecido seja bom, haverá SIM um público disposto a adquiri-lo, independente deste possuir ou não uma outra fonte de informação. Por muito tempo andei longe das bancas devido a baixa qualidade das revistas que assolaram o mercado algum tempo atrás, até que encontrei a EGM há uns três anos. Quando você pega essa revista e compara com outras, percebe rapidamente a grande diferença entre elas. A EGM é sem dúvida um bom produto, feito por gente qualificada para falar o que fala e isso atrai e agrada o leitor.

    Falar de games com seriedade e profissionalismo mudou a maneira de se fazer revistas sobre games. E essa profundidade com a qual o leitor exigente se acostumou ainda não é realidade nos sites de internet onde existe uma proliferação de informações repetitivas e superficiais. Considerado que nosso país ainda possui a grande parcela de sua população longe da tela do computador, ter acesso a conteúdo digital é algo longe da realidade de um sem número de pessoas que podem ser (ou são) consumidores em potencial de material impresso.

    Agora pensando no futuro, acredito que da mesma forma que se achou que os livros encontrariam seu fim, as revistas sobreviverão. Sobreviverão se entenderem os modelos de mercado que virão a existir e se adaptarem, praticando qualidade e preços competitivos com outros formatos que possam vir a existirem. Mas falar do futuro sempre é incerto, pois ele depende muito do que fazemos agora, se as revistas de hoje entenderem a dinâmica desse mercado e evoluírem com ele acredito que daqui há três ou cinco anos poderei continuar folheando algumas páginas durante o intervalo das aulas juntamente com meus alunos.

  19. ecesar disse:

    Depende.

    Não queremos notícias. Notícias nós já temos aos montes em nossos navegadores e agregadores de RSS.

    Não queremos “fan service”. Seções como as de desenhos feitos por leitores, textos de previews açucarados e cheios de esperança, lista de garotas mais sensuais do mundo dos videogames e futilidades afins. O gamer de hoje é crítico e cético, não é mais o entusiasta de outrora.

    Não queremos entrevistas onde se pergunte o óbvio. O leitor espera perguntas contundentes, desafiadoras, intrigantes. Não queremos autopropaganda dos entrevistados, queremos saber o porquê de seu jogo ter ficado tão aquém do esperado. Não queremos perguntas clichê, surpreendam-nos com abordagens realmente interessantes de se ler.

    Não queremos textos mal escritos. Não importa se o redator é jornalista ou não, se tem curso superior completo ou não, se é apenas um “contribuinte” ou não. Escrever um bom texto está muito além disto. Não depende apenas de conhecimento técnico sobre o assunto, nem de pesquisa extensiva, nem da oportunidade de ter acesso a um conteúdo exclusivo – escrever um bom texto, daqueles que dá prazer de ler e guardar é uma arte. E, nas nossas revistas, conta-se nos dedos os capazes deste atributo tão básico.

    Queremos opinião e coragem. Não se intimidem em expressar o que pensam diante de uma notícia ou acontecimento. De menções secas, brutas, desprovidas de reflexão a internet está cheia.

    Queremos credibilidade. Se um jornalista viaja a convite de uma empresa e escreve sobre o seu produto, não me agrada ver um desfile de elogios e boas impressões. Se seções são abertas em uma revista para satisfazer anunciantes, então o compromisso com o leitor está em segundo lugar. Dinheiro é importante, mas não mais que integridade.

    Por fim, queremos saber a que a revista veio. Não precisamos de “mais uma revista”, com o formato batido de news/previews/reviews/detonados. Seguir o caminho trilhado é fácil, confortável, seguro, e talvez gere leitores nas primeiras três edições. Mas as bancas já estão repletas disto.

    Espero não ter sido muito exigente.

    Nossos olhos e dinheiro estão esperando. Conquistem-nos.

  20. Danilo Rocha disse:

    SIM
    Os leitores brasileiros ainda gostam do material físico para a sua leitura. è óbvio que a informação atualizada e gratuita pela internet vai de encontro com a revista impressa, mas ainda há espaço para as duas publicações no Brasil.
    Ainda mais contando com revistas com temas específicos como a Old Gamer, o que só vem a acrescentar para o público alvo.
    As informações via internet no Brasil ainda são um pouco amadoras em relação ao profissionalismo que foi gerado pelas revistas nesses mais de 20 anos de jornalismo de games no país.
    Quando houver uma mescla maior entre os atuais sites de games, parecidos com as revistar impressas (sites mais profissionais e completos), certamente a internet irá dominar o mercado nacional.
    É uma pena que grandes profissionais que já trabalharam na área não estão mais dedicados em games (vide as pessoas citadas nessa matéria). Se eles estivessem ainda neste mercado com certeza a revolução gamer digital já teria acontecido.
    Até lá nós ainda continuaremos com aquela vontade de ir na banca para ver se a nossa revista preferida já chegou!!

    Abração Pablo

Deixe um comentário:

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

Os campos com * são de preenchimento obrigatório






Voltar ao topo