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Arquivo de março, 2009

11/03/2009 - 21:22

Calo na Mão

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Umas notícias novas para você. Ou velhas, se você levar em conta a velocidade com que a internet propaga tudo.

A Synergex mandou avisar:

Lançamento simultâneo de Resident Evil 5

Os gamers brasileiros aficcionados pela série de survival-horror da Capcom terão motivos para comemorar a sexta-feira 13. A distribuidora Synergex já está abastecendo as lojas com a versão oficial de Resident Evil 5, que será comercializado no Brasil a partir de 13 de março, simultaneamente ao lançamento americano.

“Estamos orgulhosos. Esta é a primeira vez que a Synergex proporciona aos jogadores brasileiros o privilégio de comprar um game tão esperado no dia do lançamento oficial.  A operação representa uma conquista para o mercado brasileiro, e só foi possível graças ao relacionamento estreito que nossa empresa tem com a Capcom”, diz Glauco Bueno, Diretor de Planejamento e Marketing Estratégico para América Latina.

Conteúdo exclusivo da Edição de Colecionador (disponíveis para pré-venda nas lojas online):
- Game Resident Evil 5
- 1 mochila da Tricell (empresa que integra o enredo do game)

- 1 action figure (boneco) do personagem Chris Redfield

- Disco de extra com conteúdo exclusivo
- 1 medalhão
- 1 manual
- 1 aplique da BSAA (Bioterrorism Security Assessment Alliance).

Preço sugerido: R$ 279,90 (PS3 e Xbox 360) e R$ 399,90 (edição colecionador).

Resta saber se a data será mesmo cumprida à risca. Conheço gente que sairá de casa na sexta-feira 13 só para isso. Fiquemos de olho.

E por falar em Resident Evil 5 e suas polêmicas, um texto interessante que li há um tempo por aí.

***

Já a Fox Films soltou essa ontem:

Dragonball: Evolution em 9 de abril nos cinemas

O longa Dragonball: Evolution  será lançado em 9 de abril nos cinemas brasileiros. Estrelado por Justin Chatwin (filho de Tom Cruise em A Guerra dos Mundos) e James Marsters (o vampiro Spike de Buffy a Caça Vampiros), o longa é baseado na popular animação homônima de mangá , criada por Akira Toriyama.

Sucesso em desenhos de TV, quadrinhos e em vídeo-game, Dragonball  traz ao público a riqueza mitológica da cultura japonesa, a luta entre o bem e o mal através de seus personagens Goku (Justin Chatwin) e Piccolo (James Marsters). No filme, No filme, o poderoso guerreiro Goku descobre sua força interior para poder enfrentar Piccolo e impedir que a Terra seja destruída.

Sobre esse, eu não sei bem o que pensar. Ainda. Tenho medo.

***

E você já ouviu falar em Playstation palmar hidradentitis (ou hidradenitis)?

Sim, você deve ter ouvido, porque isso sim é old: uma “doença” causada pelo uso excessivo do joystick do PS2. Então tucanaram o calo na palma da mão, é isso?

O negócio é que saiu uma matéria sobre isso saiu na Istoé dessa semana. Não vou entrar no mérito da doença em si, que isso já foi vastamente discutido pelos fóruns da vida (tipo, a mão ta doendo? Para de jogar, ué!). Só comento o que li na revista: não são citados os nomes dos games causadores do problema (fala-se “jogo”, e pronto), nem é especificado que a doença é provavelmente causada pelas alavancas analógicas do joystick Dual Shock do PlayStation 2 (o videogame é genericamente chamado de “Playstation”, uma rotina básica da imprensa não-especializada). Ou será que alguém na Suíça ainda joga PSOne nos dias de hoje? Mas “detalhes insignificantes” assim, nem os caras da Faculdade de Medicina de Genebra, nem os jornalistas, estão preocupados em checar.

A legenda da foto publicada na página, inclusive diz que “o manuseio excessivo do console causou lesões nas mãos”. Talvez eles quisessem dizer “do controle”, sei lá.

Fico pensando: entendo que o assunto seja de interesse público e mereça uma abordagem em uma revista semanal. Mas qual a utilidade de se publicar uma matéria que apenas replica o que já saiu na imprensa internacional e com apenas uma aspa de um especialista brasileiro, se não traz nenhuma luz ao tema? Parece aquele tipo de pauta que só existe para deixar a mãe apavorada: “Eu te disse que jogar faz mal pra saúde!”

Ainda bem que, na revista, eles descrevem o tratamento:
“A adolescente parou de jogar. Dez dias depois os sintomas desapareceram.”

Pelo menos existe uma cura. Não é para ficar aliviado?

Notas relacionadas:

  1. Entrevista da Semana: Vitor Ishimura (Glass House Graphics)
  2. Entrevista da Semana: Jorge Filho (Kaizen)
  3. Me disseram…
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , ,
10/03/2009 - 17:18

Juntando tudo

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Alguém aí sabe quem é o responsável por isso?

Imprensa Gamer. Uma coletânea de tudo que rola nos blogs e sites especializados em games no Brasil e no mundo.

Eu achei legal. Bem útil, aliás.

Hoje estou correndo, mas amanhã retorno mais calmo.

Notas relacionadas:

  1. Entrevista da Semana: Renato Viliegas (Play TV)
  2. (Não) há vagas
  3. Começou o Ano
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: ,
06/03/2009 - 15:42

Entrevista da Semana: Dave Gibbons (Watchmen)

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Hoje é dia de falar sobre Watchmen. E se você não sabe do que se trata, é bom se informar. Ou pelo menos tentar. Chance não falta para isso: o filme, dirigido por Zack Snyder (o cara de 300) e co-escrito por David Hayter (a voz de Solid Snake) estreia hoje nos cinemas de todo o país. O quadrinho está voltando às livrarias, em versão luxuosa – batizada Watchmen Definitivo (editora Panini). E um livro de bastidores – adivinha só o nome? Os Bastidores de Watchmen (editora Aleph) – também está disponível. E tem um game para download, em capítulos, Watchmen: The End is Nigh. Tudo coisa fina para saciar sua sede de Dr. Manhattan, Sally Jupiter e Rorschach.

Um breve resumo: Watchmen foi escrito e desenhado entre 1986 e 87, respectivamente, pelos britânicos Alan Moore e Dave Gibbons. O primeiro, excêntrico, barbudo, genial, você conhece de outras obras-primas das HQs (que viraram filmes meia-boca), como V de Vingança, A Liga Extraordinária e Do Inferno. O segundo é o artista por trás de clássicos como Liberdade (Martha Washington, parceria com Frank Miller) e, mais recentemente, The Originals. Pois então: Watchmen foi lançado em 12 episódios e não demorou a ser considerado um marco na história dos quadrinhos. O enredo, de tão intrincado e fabuloso, perde a graça se for explicado aqui. Mas pode ter certeza que é uma maravilha. Eu garanto.

Conversei com Gibbons por telefone há algumas semanas. Eu não havia visto o filme, muito menos ele (“somente uma versão não-finalizada”, ressaltou). Então, conversamos sobre Watchmen de modo geral: sobre o livro, Os Bastidores…, escrito pelo próprio Gibbons; a adaptação para o cinema; a relação dele com Alan Moore; e claro, videogames. A entrevista na íntegra está no site da Rolling Stone, mas reservei aqui para o blog alguns trechos em especial. Confira. E, em seguida, vá ao cinema conferir com seus próprios olhos. Não a melhor adaptação de quadrinhos da história, mas vale cada uma de suas três horas de duração.

***

Gamer.br: Seu trabalho no game Beneath a Steel Sky (de 1994) é sempre citado, mas infelizmente foi sua única colaboração com os videogames. Você está ligado aos games de alguma forma atualmente?
David Gibbons: Sim, é verdade. Confesso que atualmente não estou muito ligado ao mundo dos games. Entretanto, por coincidência, eu estou trabalhando novamente com a empresa [Revolution Software] que produziu Beneath a Steel Sky. Eu fiz um trabalho complementar para o remake de um game bem popular deles, o Broken Sword [de 1996]. Na verdade, chegaram a conversar comigo em algum momento sobre a criação de uma continuação para Beneath. O game foi criado originalmente naquela época bem primitiva dos games para computador, quando os jogos vinham em fitas cassete… Eu até lembro de criar o design com pequenos sprites em um computador Amiga, sabe? Para mim, eu acabei notando que o campo dos games é muito parecido com o dos quadrinhos: é feito de gente muito entusiasmada. E a mistura de história com imagens, apesar de não ser exatamente como nos quadrinhos, é similar, além de trazer seus próprios desafios. Então, sim, é algo que eu teria interesse em fazer, ou de investigar um pouco mais no futuro.

Pessoalmente, o que você acha desse posicionamento radical? Você concorda com o ponto de vista?
Ele teve experiências terríveis com Hollywood, especialmente com [a adaptação de] A Liga Extraordinária [2003] e acho que foi aí que tudo começou. A partir de V de Vingança [2006], ele decidiu que não queria mais brincar com Hollywood. Alan é um homem de princípios. A maioria das pessoas diria: “Ok. Se vão fazer um filme, é bom que tenha meu nome nele. Se ele for bom, e render algum dinheiro, vou querer a minha parte.” Alan, por sua vez, não quer dinheiro, nem crédito – o que, no pensamento de Hollywood, é uma loucura. Eu fico triste que isso tenha chegado a esse ponto, porque eu, pessoalmente, tive uma ótima experiência com Watchmen… Fico chateado que ele não possa aproveitar do jeito que estou aproveitando. Mas repito: eu respeito totalmente a decisão dele e não tentaria de maneira alguma persuadi-lo ou convencê-lo do contrário.

Para você, é estranho ver apenas o seu nome nos créditos do filme, e não o dele?
Bem, é estranho. Isso não apresenta o quadro completo. Antigamente, muitos jornalistas se acostumaram a se referir à obra como “Watchmen, de Alan Moore”. Eu fui deixado de fora muitas vezes, tal quais muitos outros parceiros de Alan ao longo dos anos. Alan, por sua vez, jamais deixou de dar crédito a quem trabalhou com ele, sempre falou muito sobre o que eu e John fizemos, então nunca tive nenhum problema quanto a isso. Sempre foi minha família que mais ficava chateada de eu não receber o crédito que eu merecia. Mas é bastante irônico agora que o nome de Alan não esteja no filme. Foi esse um dos principais motivos pelos quais eu fiz o livro Os Bastidores de Watchmen: para voltar ao inicio de tudo e deixar bastante claro que, sem o Alan, não haveria Watchmen. Então, me sinto feliz agora de ter feito tudo que poderia para deixar as coisas claras e garantir que o nome dele estivesse ligado a isso tudo.

Não é meio triste que a maioria das pessoas irá tomar contato com Watchmen pela primeira vez em outra mídia que não aquela para qual foi criada originalmente?
Olha, tem algo que eu sempre digo: se você acabar eventualmente lendo a graphic novel, antes ou após ver o filme, já vai me deixar feliz. Eu ainda não reli a história por inteiro após ter visto o filme, mas acho que a experiência será enriquecida por eu já ter assistido. Pra mim, a verdadeira experiência Watchmen é proporcionada pela HQ, já que foi como foi originalmente criada. Mas acho que este será uma das boas conseqüências da existência do longa-metragem: ele fará muitas pessoas irão atrás dos quadrinhos.

Você já pensou em dirigir um filme, como Frank Miller fez em Sin City e The Spirit?
Bem, acho que qualquer desafio criativo poderia me agradar. Minha habilidade é em contar histórias através de imagens, e é exatamente isso que um filme faz. Eu já não sei se conseguiria dirigir um filme… Eu me dou bem com pessoas, sei falar, sei dizer às pessoas o que eles devem fazer. Provavelmente é preciso saber muito mais do que isso, mas… Eu me sinto com o cinema da mesma maneira que com os videogames: eu já desenhei muitas histórias nos últimos anos e me sinto preparado e aberto a novos desafios. A resposta é sim, eu estou interessado. Quem não estaria? Mas não tenho planos ou ambições específicas em relação a isso no momento.

Notas relacionadas:

  1. Entrevista da Semana: Alan Flores (Guitar Hero III)
  2. Entrevista da Semana: David Duchovny (Arquivo X)
  3. Entrevista da Semana: Peer Schneider (IGN) – Parte 2
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: ,
05/03/2009 - 12:24

Ié-Ié-Ié

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A revolução tem data marcada: 9 de setembro de 2009.


É o Rock Band dos Beatles. Que se chamará… THE BEATLES: ROCK BAND.

O release oficial que acabei de receber é esse aí. Não vou traduzir, porque demora muito e o tempo urge:

The music-based video game, an unprecedented, experiential progression through and celebration of the music and artistry of The Beatles, will be available simultaneously worldwide in North America, Europe, Australia, New Zealand and other territories for the Xbox 360®, PLAYSTATION®3 and Wii™.

The Beatles: Rock Band will allow fans to pick up the guitar, bass, mic or drums and experience The Beatles extraordinary catalogue of music through gameplay that takes players on a journey through the legacy and evolution of the band’s legendary career. In addition, The Beatles: Rock Band will offer a limited number of new hardware offerings modeled after instruments used by John Lennon, Paul McCartney, George Harrison and Ringo Starr throughout their career.

The Beatles: Rock Band will be offered as standalone software and hardware as well as a limited edition bundle. The game will be compatible with all Rock Band instrument controllers and other current music-based video game peripherals.

Available on 9/9/09:

The Beatles: Rock Band Software – Xbox 360, PLAYSTATION 3, Wii: $59.99 MSRP
The Beatles: Rock Band Standalone Guitars – Xbox 360, PLAYSTATION 3, Wii: $99.99 MSRP
The Beatles: Rock Band Limited Edition Premium Bundle: Xbox 360, PLAYSTATION 3, Wii: $249.99 MSRP

The Beatles: Rock Band marks the first time that Apple Corps, along with EMI Music, Harrisongs Ltd, and Sony/ATV Music Publishing, has agreed to present The Beatles music in an interactive video game format. The Beatles: Rock Band will be published by MTV Games and developed by Harmonix, the world’s premier music video game company and creators of the best-selling Rock Band®. Electronic Arts will serve as distribution partner for the game. In addition, Giles Martin, co-producer of The Beatles innovative LOVE album project, is providing his expertise and serving as Music Producer for this groundbreaking Beatles project.

Exclusive content created by Apple Corps, MTV Games and Harmonix will be made available to fans over the next few months who participate in a pre-order campaign through major retailers. More details on The Beatles: Rock Band game and pre-order will be revealed in the coming months.

***

A notícia chega ao mesmo tempo em que Paul McCartney e Ringo Starr anunciaram participação em um show em Nova York, em abril. Caso eles toquem juntos no evento, o que ainda não é certo, será a primeira vez que os dois Beatles vivos dividem um palco desde o tributo a George Harrison, morto em 2001.

Timing perfeito? O ano também marca os 45 anos da invasão norte-americana do quarteto de Liverpool.

E eu quero mesmo é ver o joystick-guitarra Rickenbacker de doze cordas, igual a que o George usava. E o baixo-violino do Paul. Será que vai ter cítara opcional?

Mais logo mais.

Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , ,
04/03/2009 - 12:11

Falar para ser ouvido

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Vamos, que o dia só começou.

O Ricardo Farah, editor da EGM Brasil, acabou de estrear mais um site – só que neste, ele se propõe a discutir o jornalismo de games no país. Louvável, eu diria. As pessoas deveriam se inspirar a fazer o mesmo. Talvez a gente chegue a algum lugar.

Para começar, ele me entrevistou via MSN ontem. Foi tudo tão rápido que até me surpreendi. O papo já está no ar. Eu me esqueço de vez em quando o quão rápida a internet pode ser…

***

Está tudo pronto para a Game Developers Conference, em sigla, GDC, lá em San Francisco, Sunny California. O que já foi chamado de “o evento de games mais legal da atualidade, muito melhor que a E3″ (ouvi isso da boca de quem já foi) está marcado para começar em 23 de março (vai até 27). E tem brasileiro indo – seja para cobrir, seja para prospectar negócios.

Na parte jornalística, sei que o Théo Azevedo (UOL) e o Gustavo Petró (Gamemaster) estarão lá. Já na parte do business, é possível que o pessoal da Tectoy responsável pelo Zeebo também compareça. Eles têm motivo: o console/projeto da empresa, criado em parceria com a Qualcomm, é tema de uma palestra exclusiva na GDC. O nome é sugestivo: Gaming For The Next Billion. John Rizzo, CEO da Zeebo Inc. (novo nome da Tectoy of America), e Mike Yuen, da Qualcomm, serão os palestrantes.

A descrição da keynote é sugestiva:

“…Zeebo is preparing to launch a system which could become the world’s fourth console designed to provide interactive fun and learning for the next billion consumers in the world’s emerging markets. Come learn how to participate in this exciting new opportunity.”

Juro que eu queria estar lá para assistir a isso.

Mas já rolam por aí uns vídeos que demonstram aspectos técnicos/gráficos possíveis no console (o game, no caso, é o Zeebo Extreme):

Parece interessante. E fica melhor ao lembrarmos que tem dedo brasileiro nisso tudo.

***

E para quem tem o videogame como objeto de pesquisa (é o seu caso?), um lançamento interessante nas próximas semanas:

O livro se chama Mapa do Jogo, foi organizado por Lucia Santaella e Mirna Feitoza e traz textos e colaborações de gente conceituada na área (o Roger Tavares, o Théo…). Se eu estiver por aqui, devo estar lá. Dia 18 de março, na Livraria Cultura do Bourbon Shopping, em São Paulo.

E chega por hoje que está calor.

Notas relacionadas:

  1. A hora do Zeebo
  2. Bruxa solta
  3. Proximo Games: os planos para o Brasil
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , ,
02/03/2009 - 19:07

Começou o Ano

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De volta do pó. Mas que semaninha complexa.

Primeiro de tudo, quero agradecer a participação na pesquisa que fiz na semana passada. Realmente, foi melhor do que eu poderia esperar – mais de 120 pessoas responderam. É um material valioso que certamente irá ser bastante útil para o próximo projeto que estou organizando. Sim, eu tenho um plano secreto. Eu e mais uns caras. Mas ainda não posso contar o que é. Logo mais poderei.

***

Segundo, agradeço os cumprimentos – reais, virtuais, mentais, atrasados – que recebi pelo meu aniversário. É o que faz ficar velho valer a pena…

Fiz 31, a propósito. Parece menos, diz aí.

***

Passei o carnaval em São Paulo. Aproveitei para ver uns filmes do Oscar, encher a cara e tomar sol. E deu tempo de encarar os games que deixei de lado no fim do ano. Teve pra todo mundo – Gears of War 2, Fable 2, Rock Band 2, Lips, Street Fighter 2 Turbo HD, PES 2008, GTA IV: Lost and Damned… é pra qualquer um ficar orgulhoso. Eu fiquei. Mas não vá se acostumando. Feriado prolongado assim, é só uma vez por ano.

***

Hoje vi Watchmen. Achei incrível, mas é porque sou fissurado pela história. Já quem não conhece 1. irá boiar; ou 2. irá achar tudo raso e mal-explicado demais. Ou as duas coisas ao mesmo tempo. Já os fãs podem até procurar o que reclamar, mas nem deveriam – o filme é sensacional. Zack Snyder fez o que deu. Se não fez, é porque foi obrigado a fazer escolhas. Eu vou ver de novo na semana que vem para ter certeza do que estou falando…

Esta semana entra no ar a entrevista que fiz com o Dave Gibbons, o ilustrador de Watchmen. Lá no site da Rolling Stone. Eu aviso quando.

***

E entrou no ar a sétima coluna Jogatinas de um Gamer.Br no site da Digerati. Dessa vez, o assunto é a casualidade dos jogos… e dos jogadores. Nada de muita nostalgia, mais um clima de confissão: olha o que o desespero não faz quando se falta assunto às quatro horas da manhã? Bem, está lá. Opine.

***

Eu acho que, agora que o ano realmente começou, as coisas vão começar a rolar no mercado brasileiro. Pelo menos é o que espero. Porque se eu fosse levar em consideração os e-mails de assessoria de imprensa que recebo diariamente, iria pensar que no país só se joga games online como os da Level Up! ou o Taikodom. Claro, a EA e a Microsoft lançam seus jogos, a Synergex e a NC Games trazem as novidades, a Tectoy mostra uns avanços do Zeebo. Mas ainda me parece que as empresas estão funcionando em velocidade reduzida, com o pé atrás, esperando a nuvem da crise se esvair – ou uma solução cair do céu. A esperança não está vencendo o medo. Isso porque ainda não é ano de eleições. Imagina se fosse?

Pelo menos o mês promete festinha: é a quinta edição do Troféu Gameworld.

E eu, para não passar por mentiroso, ainda preciso publicar o restante das listas dos Melhores e Piores de 2008. Agora vai. Ainda mais que 2009 começou de vez.

E até amanhã. Mais otimista, provavelmente.

Notas relacionadas:

  1. Entrevista da Semana: Jorge Filho (Kaizen)
  2. A Activision no Brasil – ou quase isso
  3. Proximo Games: os planos para o Brasil
Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
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