De Volta ao Mundo Real
Nada como uma semana de fechamento para ficar totalmente por fora do que acontece no mundo. Pois bem, reciclar é preciso. Estou precisado. As coisas devem melhorar a partir desse mês.
Terça que vem, último dia de março, acontece a cerimônia de premiação do Troféu Gameworld, organizado pela Tambor. Se você aparecer me diga oi, que eu devo estar po ali. O evento terá cobertura exclusiva do PlayTV, presença de executivos gringos e o Miranda como apresentador. Aquele mesmo, jurado do Ídolos, produtor musical, gourmet sofisticado e gaúcho gente finíssima.
Enquanto isso, o André Forastieri, idealizador do prêmio, dá uma bela defendida nos videogames em um texto bacana em seu blog. O discurso, para quem conhece o Forasta, não é novo – hilário é ver o monte de comentários de gente que não entende o porquê de ele insistir em puxar a sardinha para os games.
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O que me faz lembrar de outro assunto…
A questão é dirigida aos amigos do Sul do país: como anda a situação desde que a proibição da venda de “games violentos” foi sancionada pela governadora Yeda Crusius? Alguém aí pode me dizer se já sentiu a diferença?
Só para você saber do que se trata… roubei o trecho a seguir eu roubei do blog Canal dos Games, do jornalista Diego Guichard, do Zero Hora:
A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.
Faço saber, em cumprimento ao disposto no artigo 82, inciso IV, da Constituição do Estado, que a Assembléia Legislativa aprovou e eu sanciono e promulgo a Lei seguinte:
Art. 1° – Fica proibido, nas lojas de comércio ou de prestação de serviços estabelecidas no Rio Grande do Sul, o acesso de crianças e de adolescentes a programas informatizados, brinquedos, jogos ou “games” que induzam ou estimulem a violência.
Parágrafo único – São crianças e adolescentes aquelas pessoas definidas no art. 2° da Lei Federal n° 8.069, de 13 de julho de 1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente.
Art. 2° – São indutores ou estimulantes da violência os programas informatizados, brinquedos, jogos ou “games” que ofereçam opção da prática de destruição, morte, dano físico ou psíquico a qualquer forma de vida humana, animal e vegetal, bem como a qualquer objeto ou imagem com características de ser vivo.
Art. 3° – Esta Lei poderá ser regulamentada para sua aplicação, especialmente quanto ao estabelecimento de sanções.
Art. 4° – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 10 de março de 2009.
Cá entre nós, este trecho é especialmente interessante:
...dano físico ou psíquico a qualquer forma de vida humana, animal e vegetal, bem como a qualquer objeto ou imagem com características de ser vivo.
É isso aí: temos que respeitar as plantinhas também.
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Na sexta-feira, rolou um evento clássico, pelo menos para mim: um reencontro de ex-funcionários da Gradiente Entertainment. Talvez você conheça a empresa como Nintendo. Antes, se chamava Playtronic.
Trabalhei como Powerline na Nintendo brasileira de 1996 a 1998. Saí do cargo para ajudar a criar a Nintendo World na editora Acme (que em seguida mudaria o nome para Conrad). Deixei muitos amigos por lá. Alguns, infelizmente, fiquei anos sem encontrar. O pessoal que formava equipe comigo compareceu em peso (se você telefonava para a gente naquela época certamente se lembrará de alguns desses nomes). Entre eles, Eduardo Trivella, Rogerio Freire, Cassiano Barbosa, Renatto Neto, Patricia Aguilar e até o Gilson Lima, na época, o diretor de marketing e chefão de todos nós.
Quase nenhuma menção a games ao longo da noite, exceto pelo NIntendo DS que o Trivella carregava no bolso e mostrava para todo mundo (a saber - um certo trecho mais picante do novo GTA: Chinatown Wars). Rimos muito com velhas histórias de atendimentos entre outras palhaçadas, mas me decepcionei com um detalhe: nenhum de meus ex-colegas conseguiu lembrar a famigerada dica de “como sair da Forest of Ilusion em Super Mario World”. Respondíamos a essa dúvida por telefone pelo menos umas 30 vezes por dia. Claro, isso faz mais de dez anos e há coisas na vida muito mais importantes para se lembrar. Mas o pior é que eu mesmo me lembro – desta, e de várias outras dicas.
E juro que não é de propósito. Os tempos eram bons, o que posso fazer?
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Talvez isso seja “old”, mas achei sensacional: o Tetris para macho.
Alguém me avise se conseguir fazer uma única linha, porque eu desisti.
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O Douglas Vieira me avisou: tem Brasil no próximo Call of Duty: Modern Warfare 2. Ou será ilusão de ótica? Já consigo até ler a nota de repúdio enviada pela Prefeitura do Rio de Janeiro à Infinity Ward…
E bom começo de semana a todos.
Autor: pablo - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: gameworld, mercado, nintendo, powerline
Vai começar a ladanhia de novo, não basta os Simpsons terem feito a sátira definitiva sobre uma visão gringa do Brasil, provavelmente teremos que matar traficantes em algum cenário, esse mundo politicamente correto de hoje é complicado, nem tudo que vemos, escutamos e sentimos é apologia, senão sairiamos todos por aí caindo de beber e fumar maconha depois de escutar Amy Winehouse, ou então seriamos igual cachorros roçando em tudo que é duro após escutar os funks cariocas, nem todo mundo é bebe e merece policiamento tão profundo do Estado
Realmente, Pablo. No blog do Forasta, o post é muito bom, mas os comentários são impagáveis. xD
E pô… eu queria ir pro Troféu Gameworld pra te dar um oi. Pena que não vou estar em Sampa no dia.
Quanto a outro game se passar no Brasil, sou da mesma opinião de quando o Brasil é utilizado em qualquer outro game: Massa! Não me importo de acharem que somos bestas verdes que vivem na selva (vide Blanka, de Street Fighter e Rikuo, de Darkstalkers), ou de pensarem que o Rio se resume a favelas (vide FIFA Street, Socom 2 ou mesmo o game-do-filme do Hulk). Chamar a atenção pra cá é legal. Se se interessarem em saber mais sobre o país, logo vão sacar que o estereótipo não tem (quase) nada a ver com a realidade.
ah! entao vc q era o Sr. Nintendo !?
eu ainda tenho essa duvida
como faço pra sair da floresta da ilusão?????
Qto a lei Gaúcha ela é um pouco menos Inconstitucional que as decisões judiciais proibindo alguns games (se é que isso é possível), a Constituição Federal é expressa que conteúdo como TV, DVD e Jogos tem de serem classificados de acordo com a Faixetária, assin o Estatuto da Criança e do Adolescente já faz isso, portanto essa lei Gaúcha é ridícula, o que tem de ser feito é barrar a venda fora da classificação, dos jogos não classificados e da pirataria é lógico, pois não há lei ou decisão judicial que vai fazer os camelos da vida deixar de vender um jogo. Lei nós já temos de sobre o assunto o que falta, como sempre no Brasil, é a fiscalização dessas leis.
Nossa deve ter sido da hora esse encontro, o sr,. poderia ter sido mais específico qto GTA, só deixou na curiosidade.
Qto ao cristo, o Brasil não é o único a ter tal monumento, e se olhar bem ele está no meio da cidade e não isolado, assim com certeza não é o Rio de Janeiro.
Sobre o Tetris eu me arrisquei qdo o Gus postou no Blog da Digerati, qdo o pessoal reclamou que a coletânia do Mega Drive não era uma versão em HD, e ele postou pra provar que nem todo jogo em HD fica bom. Eu tbm desisti bem antes de formar uma coluna.
Putz, não acredito que você era da Powerline Pablo! Eu ligava lá direto pra saber dicas do Link’s Awakening pra GB.
Seria legal se você falasse mais sobre como era esse trampo naquela época.
Será que um dia eu vejo na prateleira o livro “Powerline, bom dia!”?
era soh o q faltava…soh reclamam…vi uma analise muito boa do gta chinatown wars,,de uma olhada..acabei de ler e fiquie louco para joga esse game..nesse site tem muitas analise leagis…nao conhecia..deve ser novo
http://www.nonuba.com.br/nintendods/analises/444-grand-theft-auto-chinatown-wars-ds
“Art. 2° – São indutores ou estimulantes da violência os programas informatizados, brinquedos, jogos ou “games” que ofereçam opção da prática de destruição, morte, dano físico ou psíquico a qualquer forma de vida humana, animal e vegetal, bem como a qualquer objeto ou imagem com características de ser vivo.”
Num pode mais jogar Pokémon?
Pela descrição aí da lei inconstitucional do Rio Grande do Sul, Super Mario Bros é um jogo indutor de violência?