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22/10/2008 - 03:25

Entrevista da Semana: Kevin Baqai (Proximo Games)

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Conforme o prometido, lá vai: a Entrevista da Semana com o Kevin Baqai, um dos cabeças da operação da Proximo Games no Brasil. Para quem não sabe (leia o post de ontem pra relembrar), esta é uma rede de lojas internacional que planeja a entrada no mercado brasileiro nos próximos meses. A promessa é de preços competitivos, boas oportunidades para lojas que quiserem se tornar franquias e uma grande variedade de novos pontos de vendas nas principais cidades. Parece audacioso e bom demais pra ser verdade? Vejamos o que o Kevin, que é gerente de marketing e negócios da Proximo, tem a dizer. E comente lá embaixo, para fazer o debate democrático funcionar.

Gamer.br: O que a Proximo Games vë no Brasil, além do fato de este ser um território pouco explorado?
Kevin Baqai: A Proximo Games reconhece o Brasil como um mercado importante. O país tem mais de 190 milhões de habitantes, sendo uma grande parte pertencente à classe média. Há uma grande cultura de desenvolvimento de games com suporte institucional. Além disso, existem organizações como a ABES [Associação Brasileira das Empresas de Software], que dá suporte para o fortalecimento e a expansão da indústria de software no Brasil.

Falando sobre números, quais os planos específicos da Proximo para o mercado brasileiro
KB: Nós temos grandes planos para o mercado brasileiro. Eu tive a oportunidade de visitar o país várias vezes e presenciar o grande potencial desse mercado. Planejamos abrir diversas lojas nas cidades principais, como São Paulo, Campinas, Curitiba, Rio de Janeiro, Minas Gerais [sic], e diversas outras. Atualmente, estamos em negociação com diversos investidores que estão interessados em fazer negócios para diversos locais diferentes. Planejamos inaugurar diversas lojas nos próximos meses.

Vocês devem estar cientes do problema da pirataria que o nosso mercado enfrenta constantemente. Você acha que existe uma janela de oportunidade a ser explorada aqui, mesmo com o fato de o consumidor brasileiro não ser tão chegado a produtos originais, uma vez que a oferta de pirataria é tão rica e variada?
KB: Eu acredito que a pirataria irá continuar a ser o obstáculo principal do crescimento da indústria no Brasil, até o momento em que os jogadores reconhecerem que a pirataria os prejudica, ao tirar deles os incentivos aos desenvolvedores e aos vendedores de produtos legais. No fim das contas, a pirataria influência as escolhas mais limitadas, os preços mais altos e a disponibilidade de produtos para os consumidores jogarem. Organizações como a ABES estão trabalhando pesado com os órgãos governamentais para reforçar os copyrights e o desenvolvimento de uma indústria legalizada. Além disso, com a nova geração de consoles, existem cada vez mais games com opções online nos quais os jogos piratas não funcionam. Nós prevemos que, com as lojas da Proximo Games, os consumidores terão acesso a uma oferta melhor de jogos originais a um preço reduzido.

Então, o consumidor brasileiro pode mesmo esperar por um preço melhor, ou mais competitivo, em relação às lojas já existentes, ou ainda é cedo para se falar nisso?
KB: A Proximo Games tem um modelo de negócio único, no qual trabalhamos diretamente com os fabricantes/publishers. Nós importamos diretamente dos Estados Unidos e oferecemos esses produtos às nossas franquias, dessa forma, eliminando os terceiros. Isso acaba economizando dinheiro para nossas lojas e para o consumidor final. Além disso, todas nossas franquias estão diretamente ligadas a um sistema de ponto de vendas proprietário, para ter acesso ao estoque multimilionário de nossos estoques. Isso permite a todas as lojas terem acesso a quantidades maiores de produtos, com preços competitivos e, mais importante, com atendimento ao cliente, para proporcionar os games que as pessoas mais querem jogar.

Tem sido dito também que vocês planejam se associar às lojas aqui atuantes e oferecer a elas a possibilidade de se transformarem em lojas oficiais da Proximo Games. Vocês já estão negociando com esses varejistas?
KB: Nos últimos anos, nossa empresa tem trabalhado junto a diversas lojas já existentes na América Latina e no Caribe. O modelo de negócio da Proximo Games agrega um enorme valor a essas operações já ativas. Nós oferecemos a eles acessos a nossos recursos, produtos, treinamento e exposição global que eles não possuem nesse momento. E já que temos um modelo econômico escalável, o custo do negócio é reduzido, e eles podem gerenciar suas empresas de maneira bem mais eficiente enquanto forem uma de nossas franquias.

Quais são seus principais concorrentes no mercado brasileiro atualmente? Você deve saber que a franquia mexicana Gamers recentemente abriu três lojas no Brasil. Seria a abertura dos negócios da Proximo um sinal de que a operação da Gamers está indo bem por aqui? Ou é um sinal de que este é um bom momento para as empresas iniciarem seus investimentos no país?
KB: Acredito que nosso modelo de negócio é único. Nossas franquias controlam e são proprietárias de suas lojas. Nós fornecemos um sistema completo que inclui merchandising, gerenciamento de estoque e planejamento de crescimento do negócio. Nosso modelo de negócio incentiva as franquias da Proximo Games a desenvolver seus negócios a abrirem novas lojas, além de oferecer preços competitivos e serviços à comunidade onde eles operam.

Como vocês planejam superar a questão das altas taxas brasileiras de impostos para os produtos importados?
KB: A Proximo Games LTDA é uma empresa registrada junto ao governo federal, estadual e municipal, em Curitiba [Paraná]. Estamos importando e distribuindo produtos atualmente para lojas que não possuem a nossa marca no momento. Planejamos oferecer hardware, software e acessórios, além de todos os produtos disponíveis, através de nossa parceira, a Game Quest International. Já que compramos diretamente das publishers, nós conseguimos minimizar nossos custos e oferecer um preço mais competitivo.

Vocês têm planos de contratar pessoal aqui, ou se associar a outras empresas/marcas existentes? O que vocês procuram, no que diz respeito a parceiros e funcionários?
KB: Nós estamos atualmente operando no Brasil com uma equipe de cinco pessoas. Os contatos para entrar em contato com nosso escritório são esses [Quem quiser, peça pra mim pelos comentários - Pablo]. Eu agradeço a oportunidade e aguardo o retorno.

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Autor: Pablo Miyazawa - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: ,

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27 comentários para “Entrevista da Semana: Kevin Baqai (Proximo Games)”

  1. Ronaldo disse:

    Olá…Parabéns pela entrevista e pela oportunidade anunciada….Favro enviar dados para contato junto a Proxima Games….
    Obrigado

  2. Rodrigo disse:

    Excelente notícia. Parabéns.
    Pode, por favor, enviar os contatos da Próximo? Obrigado.

  3. Rodrigo van Kampen disse:

    É muito bom ver o mercado de games aquecido no Brasil! Tenho um wii (não-desbloqueado), tomara que eu consiga pagar um pouco mais barato nos jogos agora!

    Pablo, pode me passar os contatos do escritório brasileiro? Obrigado

  4. Fábio Egg Mais disse:

    Olá, muito bom seu blog, pode me passar os dados da empresa do proximo games ?

    abs,
    fabio

  5. Marcos Diniz disse:

    Sr. Pablo, posso estar errado, mas o sr. não acha que nosso amigo tá um pouco desinformado?

    “O país tem mais de 190 milhões de habitantes, sendo uma grande parte pertencente à classe média.” Será?

    Aaaa e eu não vou pedir o contato, fique tranquilo.

  6. Ari Hollaender disse:

    Como vai, garoto-enciclopédia?
    Pode me mandar os contatos dele?

    Obrigado,
    Um abraço,

    AH

  7. Ivan Brito disse:

    Boa tarde.

    Pablo, vc pode me passar o contato da Proximo Games?

  8. Hebert disse:

    Fala Pablo, a galera pedindo mas sou de Curitiba e gostaria muito do contato. Poderia me mandar?

    Valeu!

  9. Castle Bravo disse:

    @ Marcos

    100 Milhões de brasileiros (52% da população) podem ser incluídos hoje no que chamamos de “Classe Média”, ele não está errado no que diz.

  10. Knox disse:

    Abram uma loja em Brasília também, por favor!

  11. Ivan Brito disse:

    Cadê o contato?

  12. Caio Corraini disse:

    Muito boa a entrevista Mestre Pablo.
    Seriam poucos os que fariam as perguntas referentes aos maiores problemas brasileiros, sem ter meio que um “receio” de enfatizar uma possivel má impressão do nosso mercado.
    Então, deixa eu te perguntar.
    Você tem como me repassar o e-mail deles para que eu possa me informar sobre as possiveis vagas de emprego que eles irão gerar?
    Desde já obrigado!

  13. Alexandre disse:

    Hehe, Minas Gerais, uma das principais cidades do país. Essa foi uma tremenda gafe, espero que só seja essa. daqui pra frente.

  14. Edes disse:

    Contato por favor! ^_^

    Abraços…

  15. Jr disse:

    É sempre bom ver qualquer empresa disposta a investir no Brasil… ainda mais no mercado de games. Estamos, lentamente, evoluindo!

    Pablo, eu queria sugerir uma coisa (acho que estou sugerindo no lugar errado, mas não encontrei outro lugar para tal ;D):
    Eu sou acadêmico do último ano do curso de Análise De Sistemas. Eu tenho vontade de trabalhar com o desenvolvimento de jogos, mas é difícil encontrar referências de onde há mercado (cidades mais precisamente) e quais qualificações um profissional deve ter no curriculum para obter seu lugar no mercado

    Eu estudo com “afinco” Java (prova de certificação fim do ano :D ) porque é uma linguagem ótima para mobiles. Mas será se há mercado? Eu reconheço que Java não é ideal para um jogo “desktop”, pois ela é pesada. Então, que tal C? Há demanda para “profissas” de C? Outros pontos: IA, quais cursos devemos fazer (e mais: aqui ou lá fora?), a remuneração é “aceitável”?, etc…

    São apenas pontos que eu gostaria de ver você discutir porque você conhece pessoas que já estão neste segmento. Eu começei a acompanhar seu blog há pouco, quem sabe você já falou algo sobre o assunto e estou dando um bola fora. Se for assim, peço desculpa.

    Abraços!

  16. Christiano Weirich disse:

    Olá a todos.
    Eu sou o responsável pelo escritório da Proximo Games no Brasil, fico feliz pela boa matéria do Pablo e pela repercussão positiva aqui no blog.
    Nós ainda não temos um canal específico para atendimento aos consumidores no Brasil, mas o e-mail acima pode ser usado por quem tiver alguma dúvida.
    Para quem quiser saber mais sobre franquias, pode ir ao site da Proximo, o Kevin vai poder ajudá-los melhor do que eu.
    Em breve já teremos a versão do site em português.
    E sobre vagas de empregos, o que posso prever é que vai depender mais dos franqueados do que de nós.
    Abraços a todos.

  17. Jorge disse:

    Prezado Pablo, vc poderia me passar o contato da Proximo games, achei muito interessante.
    Grato,

  18. Eduardo Peixer disse:

    Gostaria de receber os contatos da Próximo Games no Brasil.

  19. Júlio Ferraz disse:

    Olá, boa tarde. Me chamo Júlio Ferraz, sou responsável pelo setor de
    marketing da empresa Make Wish Entertainment. Estamos finalizando um game
    100% brasileiro e buscamos apoio para divulgação deste. O game se chama
    Shadow of Light e sua versão beta estará disponível no início de
    fevereiro/09. Tomei conhecimento do site http://gamerbr.blig.ig.com.br/ onde
    pude conferir bastante material sobre games pelo mundo.
    Seria de grande valia que a Gamer.br nos ajudasse com essa difícil missão
    de levar ao conhecimento do público a luta de uma equipe para desenvolver
    um game no Brasil com seriedade e qualidade.
    Nosso site está no ar para pre-divulgação e testes
    http://www.shadowoflight.com.br

    Aguardo seu retorno,

    Júlio Ferraz

  20. eliane dal colleto disse:

    Olá Pablo, você poderia me fornecer o contato da Proximo Games? gostaria de conhecer as oportunidades em franquias. Grata, Eliane

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